O relator do do processo de quebra de decoro parlamentar do Conselho de Ética, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS):
Estou me lixando para a opinião pública. Parte dela não acredita no que vocês (jornalistas) escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege.
A Câmara dos Deputados paga salário de R$ 8.040 ao piloto do avião particular do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
A Câmara pagou oito voos para um colaborador do empresário Fernando Sarney investigado pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica. Mesmo não tendo qualquer vínculo funcional com a Casa, Marco Antônio Bogéa usou a cota do líder do PV, Sarney Filho (MA), irmão do empresário, e de outros três deputados entre julho de 2007 e julho de 2008. Bogéa e Fernando Sarney são acusados de participar de um esquema de corrupção em estatais do setor elétrico.
A cota de passagens aéreas de pelo menos 11 senadores foi usada após o término de seus respectivos mandatos. A Casa bancou 291 voos para ex-parlamentares, seus familiares, amigos e colaboradores entre fevereiro de 2007 e novembro de 2008.