Jean Michel Jarre
Seu mais novo álbum Téo and Téa, de 2007, é mais uma grande decepção. Tudo bem, as pessoas mudam, os gênios musicais não gostam de ficar fazendo o mesmo tipo de música por muito tempo, estão sempre alinhados com as novas tendências, mas Jean Michel Jarre está irreconhecível pra pior nesse novo milênio. Tanto que tenho preferido garimpar em sua discografia seus primeiros trabalhos nos anos 70, verdadeiras pérolas como Helza, Cartolina, La belle et la bete (música cantada, que deu origem a musica Rendez-Vous 2) e La morte du cygne (que originou Rendez-vous 3). Mas, vamos voltar ao álbum atual. O estilo é o mesmo dos DJs "famosos" de atualmente, meio experimental, meio bate-estaca. A única música do álbum que lembra um pouco o antigo talento de Jarre é Vintage, mas não espere grandes coisas.
Outro show dele em surround é o Oxygene ao vivo em Moscou, mas que não acrescenta nada em termos surround (parece um stereo espalhado pelas caixas).
Queen Greatest Hits 1981
Eu já havia visto esse arquivo pra download desde que me interessei por DTS, mas nunca havia baixado (pode ser feito aqui, mas precisa de registro). Achava que era só mais um caça-níquel, com som "fake surround" nas caixas traseiras, mas felizmente me enganei redondamente. É uma das melhores remasterizações da música Pop, pouco atrás das de Elton John e no mesmo nível da dos Dire Straits. Bastante ousadia no uso das caixas traseiras, fidelidade e respeito pra com o material original (nada que descaracterize a música a ponto de parecer outra) e qualidade impecável. É um exemplo do que deve ser a música nas rádios do futuro (seria fantástico ter carros equipados com 5.1 e captar um sinal desses pelas rádios... isso já poderia ser feito HOJE, com a tecnologia da TV digital brasileira, mas é uma tendência que vai demorar muito pra "pegar"). Bohemian Rhapsody (a música mais cara já feita até então) é quem abre o álbum, e não poderia ser outra. Se você gosta dessa música, faça um esforço pra ouvi-la em 5.1, nem que seja na casa de alguém. E alto. Vale a pena. Outras músicas ganharam fôlego novo na remasterização, como Save me, que está lindíssima, e Crazy little thing called love, com guitarras cristalinas e coro de vocais nas caixas traseiras fazendo dueto com Freddie nas caixas dianteiras.
Queen Greatest Hits 2
Ao contrário do que possa parecer, não é uma continuação do álbum acima. Esse aqui foi ripado do DVD de mesmo nome, e a qualidade é sofrível em comparação ao "1981". Não que o som seja ruim. É limpo, melhor que um CD, tem alguns sons isolados nas caixas traseiras, mas é basicamente um CD de áudio que sofreu um "upgrade". Pra vocês terem idéia, nem som tinha na caixa central! Foi colocado pelo cara que ripou o CD, a partir das caixas dianteiras. Isso detonou toda o senso de amplitude que um 5.1 proporciona, e não liberou certos intrumentos pra ficarem mais livres, isolados. E na maior parte do tempo o vocal toca nas caixas traseiras também, o que é um sinal de mixagem porca! Enfim, algumas músicas ainda se salvam um pouco, como Hammer to fall e A kind of magic.
Carpenters - Singles
Confesso que só baixei o arquivo Carpenters - Singles (DTS 5.1 SACD rip) por causa da música Only yesterday, que eu queria porque queria ouvir em surround. Eu achava que fariam um trabalho magnífico com ela. Não me decepcionei totalmente, mas, particularmente, eu faria um trabalho melhor se me desses os Masters e um estúdio de mixagem. Não faltou técnica, com certeza. O som está cristalino, verdadeiramente surround, mas faltou senso artístico. Todos os sons estão altos, mais concentrados na frente, sem abrir o espectro sonoro. E fica aqui o protesto por não ter a música There's a kind of hush.
Mozart - Requiem
Com o nome de Mozart - Reqiuem - Herbert Von Karajan - DTS Audio (errado assim mesmo), ele não é na verdade um áudio remasterizado em 5.1, e sim transformado via software (www.ambisonic.net) por um fã a partir de um CD Stereo. Ou seja, nada impressionante.
Creedence Clearwater Revival - Willy & The Poorboys
O arquivo DTS Audio CD - Creedence Clearwater Revival - 1969 - Willy & The Poorboys nada mais é do que um CD stereo ampliado pra 5.1 por algum fã (e o pior é que nem tem um texto explicando isso, o que pode fazer um desavisado pensar que é mesmo um lançamento oficial). Não vale a pena.
Publicado sáb, 1 de março, 2008, às 1:09 PM 8 comentários