The Beatles
Os Beatles possuem o melhor e o pior do DTS. Há trabalhos feito por fãs que conseguem ser melhores que os produtos das gravadoras, mas há também fãs que destroem a obra sem piedade.
O primeiro produto dos Beatles feito pela própria gravadora em 5.1 foi o Anthology, cujas músicas foram remasterizadas por ninguém menos que Geoff Emerick, o engenheiro de som que trabalhou com os Beatles em Revolver, Sgt. Pepper's, The White Album e Abbey Road... "só". Não é a remasterização mais criativa que já ouvi, nem a com melhor qualidade sonora (tecnicamente falando), mas PUXA, SÃO OS BEATLES!! É como restaurar a Mona Lisa: você não pode mexer muito senão descaracteriza! E a delicada remasterização do veterano Geoff Emerick tanto preserva o "clima sonoro" do trabalho de mixagem original (dos anos 60) como também adapta-o aos novos tempos (e tecnologia)! Pode-se distinguir as vozes de cada Beatle quando cantam juntos, dá até pra imaginar que eles estão tocando na sua frente, dada a disposição do som (com baixo de um lado, guitarra e bateria do outro, vocal no centro e o coro nas laterais). Ouçam a música In my life e vocês entenderão o respeito e sutileza com que foi feito esse trabalho. A remixagem da música I'm the Walrus (que eu detestava), mais do que dar um novo fôlego a ela, REDEFINIU-A, trazendo à tona nuances sonoras que o próprio Lennon pode ter imaginado quando fez essa música experimental mas não tinha o surround para fazê-lo. Em uma palavra: IMPERDÍVEL!
Já o álbum Rubber Soul em DTS, é um trabalho feito "nas coxas", mas não foi culpa da gravadora, pois foi feito por fãs, ou seja, eles não tiveram acesso ao master das gravações (onde há trilhas com a voz isolada, a bateria isolada, a guitarra, etc) e não puderam, EM TESE, fazer um trabalho decente.
Mas isso não foi desculpa para o misterioso grupo(?) de fãs TOUP (Two Of Us Productions), que, usando uma técnica misteriosa que envolve filtros pra karaoke e efeitos out-of-phase, eles conseguiram separar muito bem os sons em 5.1 surround, e demonstram um talento artístico incomum pra espalhar esses sons ao seu redor melhor do que os próprios produtores do CD Anthology. Claro, os fãs tiveram toda a liberdade (dentro das limitações de não se trabalhar com os originais) para fazê-lo, e só precisavam agradar a eles mesmos. Assim, eles pegaram quase todos os álbuns dos Beatles e "remasterizaram" tudo da melhor maneira (usando filtros de karaoke pra isolar certos sons, etc). IMPERDÍVEL pra qualquer fã dos Beatles. Procurem por "TOUP" no Emule.
Talvez os próprios Beatles tenham ouvido falar dessas remasterizações, porque o mais novo projeto 5.1 oficial dos Beatles foi entregue a George Martin (o produtor original dos Beatles) e seu filho Giles, com carta branca pra inovar: o álbum Love, que é uma coletânea de músicas dos Beatles algumas vezes coladas uma na outra, ou a melodia de uma fundida na outra, enfim, uma nova experiência! A versão 5.1 também é inovadora, desta vez contando com os Masters originais pra fazer uma obra-prima de rara beleza. Nota 10!
Pink Floyd
Comecemos o tour pela discografia 5.1 desta banda com sua obra-prima: The Dark Side of the moon, esta versão foi retirada do SACD, com uma qualidade de áudio excelente, mas que peca tão-somente por não ter sido remasterizada pra 5.1 pelo produtor original do disco, o Alan Parsons, e sim por James Guthries.
Só que existe também (apenas na internet) uma versão QUAD-Audio (uma versão com 4 canais de som que saiu em vinil, naquela época, pra um obscuro sistema de som que só era vendido na Europa), cujo nome tem "Brithish Q8" no meio. A vantagem aqui é que a PRÓPRIA BANDA fez a mixagem de som dessa versão, juntamente com o produtor musical Alan Parsons. Ou seja, para os fãs mais hardcore da banda, a versão definitiva suprema phoderosa ainda não foi lançada (que seria uma 5.1 remastgerizada feita pelo Parsons), e a melhor pedida por enquanto é ter as duas versões (a SACD e a "quadriofônica"). Entretanto, esta última peca, infelizmente, pela falta de qualidade sonora (nada muito ruim, mas para os padrões de hoje é um pouco abafado) e por ter os graves nos canais frontais (que não foram feitos pra isso), o que acaba distorcendo um pouco o som.
Outra pedida da banda é o DTS de Wish you were here, que tem uma remasterização que vai de razoável para ruim, e que só se sobressai no instrumental da música "Shine on you crazy diamond (part 2)". Dá pra pensar que se está num show ao vivo... e isso é ótimo!
Infelizmente há um outro álbum que não vale nem o download: "Pink Floyd - Atom heart mother (1970)". Deve ter sido feito por um fã, a partir de um LP, de tão abafado que o som está.
Metallica - The Black Album
A parte técnica é excelente, o som é cristalino. A mixagem pra 5.1 é muito boa na frente, formando um "muro de som", mas que praticamente não usa as caixas posteriores (eles devem achar surround coisa de maricas hehehehe).
Cuidado: Há arquivos pra baixar com 48KHz, que pode servir pra ouvir no PC, mas não servem pra gravar num CD-R pra ouvir num home-theater, por exemplo. Escolha um que tenha 44Khz.
Recomendo que aumente bastante os graves (e o subwoofer) ao executar as músicas desse álbum, em comparação com os outros. Não que a mixagem seja ruim, apenas precisa desse ajuste pra ficar com a "cara" do som original do CD, já que o som desse DTS é límpido, cristalino, talvez até demais...
Publicado ter,13 de novembro, 2007, às 10:22 PM Sem comentários