O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
Como Presidente, modernizou o Brasil.. Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.
Brasília, 2003
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado. Acha bobagem falar inglês.. 'Tenho diploma da vida', afirma...
E para ele basta.
Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'.
Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.
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Londres, 1940
Os bombardeios são diários, e uma invasão eronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.
Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'.
Brasília, 2005
A primeira-dama( que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer 'cidadania italiana' - e consegue.
Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'.
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS ?
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Washington, 1974
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.
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Londres, 2001
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, 'que vai sozinho à delegacia buscar o filho'. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
Brasília, 2005
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira'
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Nova Delhi, 2003
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo 'EMB-195' , da 'Embraer' , por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. 'DO BRASIL NÃO SERVE'.
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)
"Comemorando" hoje 1 ano de censura ao jornal O Estado de SP, imposta pelo judiciário a serviço dos Sarney.
Editorial do Estadão:
Hoje faz um ano que este jornal está proibido de publicar notícias baseadas nas apurações da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, sobre os possíveis ilícitos praticados pelo empresário Fernando Sarney, o filho do presidente do Senado que controla os negócios do clã maranhense. E acabou de fazer meio ano que se espera da Justiça um pronunciamento sobre o mérito de uma questão que envolve nada menos que o princípio constitucional da liberdade de imprensa e do direito à informação no País.
A censura prévia, em caráter liminar, foi imposta em 31 de julho de 2009, a pedido do investigado, pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) Dácio Vieira. Trata-se de um ex-consultor do Senado, relacionado com a família Sarney e o notório Agaciel Maia, o apadrinhado do patriarca que dirigiu a Casa até ser colhido pelo escândalo dos atos secretos. Em 18 de dezembro, Fernando Sarney desistiu da ação, o que levaria ao seu arquivamento. O Estado não concordou. Havia dois fundamentos para a recusa.
Décadas de batalhas forenses sob alta temperatura não são suficientes para amenizar a perplexidade de Manuel Alceu Affonso Ferreira diante da ordem de censura que cala o Estado e tira de seus leitores o direito de acesso à Boi Barrica, a operação da Polícia Federal que aponta para Fernando Sarney, filho de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.
Manuel Alceu, advogado do Estado, enfrentou muitos desafios na carreira. O Ato Institucional nº 5, por exemplo, que os generais impuseram a um País amordaçado, sem habeas corpus. Mas a censura decretada contra o jornal desde 31 de julho de 2009 choca o mundo jurídico, em especial a Manuel Alceu. "Porque ela provém do Poder, o Judiciário, de quem menos se esperaria cerceamento dessa espécie", diz.
Existe relação entre a posição do governo quanto aos perseguidos políticos de Cuba, os desrespeitos do presidente à legislação na campanha eleitoral e a irresponsabilidade com que ele e outras autoridades públicas reagiram às catástrofes e mais de 250 mortes no Rio de Janeiro e em Niterói?
Nas últimas duas décadas o Brasil reconquistou o regime democrático. Não está em questão se a democracia existe, mas a sua qualidade. Os escândalos de corrupção, as tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e o discutível desempenho do Congresso Nacional mostram que a consolidação da democracia não depende apenas de votar e escolher governos.
A democracia é mais do que isso. Ela se baseia na soberania popular para ser efetiva e depende de que as instituições que previnem o abuso de poder e asseguram o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário funcionem a contento, sem sofrer ameaças veladas ou não de governantes ou de seus competidores. Não basta ter uma Constituição para garantir o império da lei, a vigência de direitos individuais e sociais e a obrigação dos governantes de prestar contas de suas ações e se responsabilizarem por elas.
O papel dos líderes que se dizem democratas é essencial, pois eles não são apenas mandatários de cargos administrativos, têm de dar o exemplo de correção e probidade no trato dos interesses públicos e, diante das incertezas próprias da democracia, têm o dever de orientar e educar os cidadãos para respeitarem a lei e as decisões coletivas, conviver com o pluralismo político e aceitar que, além da maioria, as minorias também têm direitos – princípios que distinguem o regime democrático de suas alternativas.
Atualmente, essas qualidades de liderança estão em falta no Brasil. A despeito de seus méritos, como manter a estabilidade econômica e ampliar as políticas sociais de seu antecessor, Lula virou as costas para valores democráticos fundamentais, revelando ao final de dois mandatos outros aspectos de sua personalidade política. Supõe às vezes estar acima da lei, burla o princípio de igualdade política e mistifica a crença dos eleitores de baixa renda, condenados a baixos níveis de educação, por isso mesmo menos críticos diante de quem usa o prestígio da Presidência para fazer crer que é o único autor dos avanços recentes do País.
No caso de Cuba, em vez de reconhecerem a opressão aos perseguidos políticos do regime e a ofensa a direitos assegurados pela Carta da ONU, Lula e os seus se solidarizaram com os dirigentes cubanos que arbitram autoritariamente sobre a vida dos perseguidos do regime, debochando do sentido político da greve de fome como forma de protesto. Lula desqualificou a sua própria experiência na luta contra o regime militar e igualou essa luta à ação de criminosos comuns; ofendeu milhares de perseguidos e torturados no mundo inteiro e gente de seu governo que sofreu perseguição no passado. O silêncio ou a abstenção do governo brasileiro em votações na ONU destinadas a condenar o desrespeito aos direitos humanos na Coreia do Norte, no Irã, no Sudão, no Congo e no Sri Lanka, ou a tolerância à destruição da democracia na Venezuela de Chávez, iluminam outros lados do quadro.
Nesses casos, Lula deixou de lado a posição majoritária dos brasileiros a favor da democracia verificada em pesquisas de opinião. Na campanha por sua candidata à Presidência, em flagrante desrespeito às leis eleitorais, tem se utilizado dos benefícios do cargo há mais de dois anos para fraudar o princípio de igualdade política. Multado pela Justiça Eleitoral, desqualificou as penalidades, convidou o público a debochar das regras e deu a entender que, diferente dos outros cidadãos, despreza as exigências da legislação. A repercussão negativa o levou a pedir cuidado aos ministros, conclamando-os a serem republicanos. Mas o embuste é flagrante – senão a ignorância de Lula quanto ao significado do conceito de res-pública -,pois antes e depois da advertência não se controlou em eventos e inaugurações oficiais, publicizando a sua candidata.
A indiferença de Lula diante dos mecanismos de controle dos Poderes republicanos é evidente. Seu governo desconhece o conceito de accountability, como ficou evidente no caso do mensalão e dos desmandos de José Sarney. Mais dramática ainda foi sua atitude diante das catástrofes no Rio de Janeiro e em Niterói. Primeiro, apelou aos céus diante das chuvas; depois, anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ações de emergência e, finalmente, quando veio a público o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrando que o Ministério da Integração Nacional liberou, em dois anos, mais de 64% de recursos para emergências à Bahia do ex-ministro Geddel Vieira Lima (agora candidato a Governador da Bahia!!!), e menos de 1% para o Rio de Janeiro, Lula chamou o relatório de “leviano”.
Não é a primeira vez que ele desqualifica as decisões do TCU. Em mais de uma ocasião, quando gastos indevidos foram identificados pelo tribunal, o presidente se comportou como se não tivesse obrigação de dar explicações ao País. Até agora, nem ele nem seu ex-ministro apresentaram os critérios usados na distribuição dos recursos emergenciais. Ademais, em oito anos de governo, Lula parece não se ter dado conta de que ocupações urbanas de risco não se resolvem com medidas de emergência. Mas, ao qualificar de “levianas” as críticas do tribunal, deu razão a autoridades como o prefeito de Niterói, que, após vários mandatos à frente da cidade, confessou desconhecer os laudos técnicos que condenaram a urbanização do lixão do Morro do Bumba. Lula abusa do poder, rebaixa a qualidade da democracia e, pior, estimula outras autoridades a fazerem o mesmo.
José Álvaro Moisés é professor de Ciência Política e diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo.
Carta aberta do D.A. de Direito da Universidade Católica, contra o aumento dos fazendários (em detrimento dos professores) em Pernambuco e as alianças que o governo fez para calar os movimentos sociais.
A toda sociedade pernambucana,
O Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz - DAFESC, representante dos estudantes de DIREITO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO, vem através desta externar o repúdio ao "protesto" "CHAPA-BRANCA" da UNE e UEP (e demais entidades estudantis), que teve como pano de fundo um debate sobre o pré-sal, mas acabou se tornando um palanque eleitoral para o atual governo.
Ao contrário do que foi a sua história de Luta, de protestos e atividades reivindicatórios, o ato dentro da programação da Jornada de “Lutas” da UNE, demonstra um fenômeno comum nos movimentos sociais que é a cooptação que faz o governo (tanto estadual quando federal) sobre estes, colocando-os sob alinhamento automático, direcionando suas pautas e silenciando qualquer movimentação de crítica a ele, em um processo de partidarização das entidades antes autônomas e independentes.
É bastante vergonhoso e lamentável ver entidades como a UNE e a UEP, aliando-se incondicionalmente com o governo, ao preço de repasses de verbas e de interesses partidários (e eleitorais), destituindo-se de todo senso crítico e revolucionário, que marcou a criação e as atividades passadas da UNE e da UEP.
Melancólica, a situação destas entidades, que ao invés de estarem ao Lado dos Profissionais de Educação do Estado de Pernambuco, na luta pela garantia do PISO e por condições dignas de trabalho, ao invés de estarem ao lado dos Policiais Militares, que lutam por uma remuneração decente, se ACOVARDAM, mediante decisões verticais e interesses partidários, e ficam ao lado dos que não querem GARANTIR EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PARA O POVO. Educação digna que sempre foi pauta de reivindicação por parte destas entidades, educação de boa qualidade que sempre foi motivo de luta dos estudantes, no entanto, educação que foi excluída da pauta da UNE e UEP, simplesmente porque para lutar por ela, teriam de ir de encontro aos interesses do governo. Como podem fechar os olhos para o cenário calamitante que a educação em Pernambuco se encontra ?
Enquanto os professores lutavam pela valorização profissional, pelo cumprimento à LEI 11.738/2008, pela garantia do PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSONAIS DO MAGISTÉRIO, a UNE e UEP batiam palmas para um governo que PISA no PISO, e que deu às costas para educação, preferindo reajustar salários dos Fazendários. Nos atuais moldes, um fazendário equivale a 19 professores. Isto demonstra a prioridade deste Estado (que nem de longe é socialista), que prefere a arrecadação de impostos em detrimento de uma EDUCAÇÃO EXCELENTE PARA TODOS.
Infelizmente, nós, do grupo M.U.D.A (autônomo, livre e independente), atual gestão do DAFESC, não nos espantamos mais com este abandono do espírito crítico que sempre marcou estas entidades estudantis, como a UNE e a UEP. O que nos chama atenção é que em governos passados, diante da mesma penúria na educação, da mesma luta dos professores, o discurso destas entidades era outro, era de apoio, era de questionar. E hoje por que não mais?
O quadro político no Brasil é marcado pela corrupção. Os escândalos são recorrentes e o alvorecer de cada dia é calmo e sereno como se nada tivesse sido revelado no jornal anterior. A tristeza é ver a UNE que levou jovens cheios de ideologias para morrer nas ruas em prol da liberdade, hoje que a tem não saber como usá-la. Pois, a liberdade ideologia foi vendida ao cabresto partidário. E os nossos louváveis e inesquecíveis "caras pintadas", tiverem seus lugares tomados por lamentáveis "chapas-brancas".
No entanto, nem tudo está perdido. Existe uma juventude, que não se sente representada por estas entidades, e que vem resgatando a independência, a autonomia e a liberdade para o movimento estudantil, assim é o M.U.D.A – Movimento Universitário para Desenvolvimento Acadêmico, atual gestão do DAFESC.
Por um movimento estudantil Livre! Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz
Essa merece ser reproduzida na íntegra aqui. Até onde vai a cara-de-pau dos que roubam dinheiro público com os inúmeros benefícios do judiciário e legislativo? Até onde deve ser levado um processo pra que uma pessoa com TODAS as evidências de lalau tenha suas mãos afastadas do poder público?
José Geraldo Riva, presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, recebeu hoje a comenda de “Guardião do Paiaguás” (palácio do governo do Estado). O agraciado tem contra si 118 ações civis e penais por todo tipo de crime contra o erário público.
Riva está com os direitos políticos cassados por decisão judicial, não pode sequer assinar cheques da Casa que dirige e tem uma parte de seu vasto patrimônio bloqueado. É um homem que já foi condenado até por estelionato e falsidade ideológica por vender terrenos que não lhe pertenciam.
De acordo com o Ministério Público matogrossense, ele é o chefe do braço político remanecente do esquema de outro comendador — Arcanjo Ferriera, o capo da máfia que dominava o jogo do bicho, o tráfico de armas e de drogas no Centro-Oeste brasileiro. Arcanjo está preso em uma cadeia federal no Mato Grosso do Sul.
Entre o fim dos anos 90 e meados desta década, uma factoring do primeiro Comendador trocava cheques da Assembléia Legislativa emitidos e assinados por Riva em benefício de uma coleção de empresas-fantasmas, por intermédio das quais o dinheiro público era desviado para o bolso do próprio deputado.
A comenda de “Guardião” foi entregue pelo governador Blairo Maggi. “É um coroamento de um trabalho que espero ter surtido efeito. Estou muito feliz como esse momento” disse o multiprocessado José Geraldo Riva.
O efeito surtido pelas ações de Riva pode ser medido na contabilidade feita pelo Ministério Público. Por sua obra e graça, o valor dos desvios chega a quase R$ 500 milhões. O “Guardião”, pelo que se lê contra ele nos autos das dezenas de representações, está sendo homenageado porque se mostrou muito eficiente em “guardar” dinheiro do povo na sua própria conta-corrente.
Só pode ser escárnio. Depois dessa, falta apenas introduzir as disciplina “Técnicas de Gerenciamento do Butim”, “Administração em Causa Própria” e “Ética da Corrupção” no curriculum do ensino básico das escolas públicas de Mato Grosso.
Numa época em que os grandes estúdios só pensam em sequências, livros de sucesso ou remakes, é altamente refrescante ir ao cinema e ver um novo conceito. Aconteceu isso com Distrito 9 (pra mim o melhor filme do ano) e agora com Avatar, do diretor James Cameron.
Enquanto Distrito 9 pegou os fãs de ficção científica pelo estômago com situações nunca antes exploradas e um roteiro onde tudo podia acontecer (e acontecia), Avatar aposta numa história arquetipicamente consagrada (Pocahontas, Dança com Lobos) mas nos trazendo uma nova EXPERIÊNCIA visual. Cinema é arte, e a arte pode se expressar de várias maneiras: uma história inesquecível, um visual revolucionário, evocando um sentimento, ou nos brindando com um espetáculo. Jurassic Park não é lembrado pelo seu roteiro, e sim pela experiência de ir ao cinema e se deslumbrar com dinossauros "reais". Da mesma forma Avatar não será lembrado por sua história, mas sim pela primeira experiência 3D COMPLETA, e por estabelecer um novo patamar de CGI que torna todos os outros filmes um pouco toscos em comparação.
Confesso que fiquei com muito medo de ver esse filme. Vinha acompanhando-o desde que Cameron anunciou que ia fazê-lo (há uns 4 anos) e todo o hype que o cercou (que ia revolucionar o cinema, que ia mudar o jeito de se fazer filmes, etc) até as primeiras imagens e o fatídico trailer. Cameron, ao lado de Spielberg, é um dos meus diretores favoritos. Os caras sabem TUDO sobre como prender o espectador e guiá-lo para um mundo de aventuras. Mas confesso que o trailer me morgou. Pelo que vi ali parecia uma história açucarada, tipo Titanic, com bichinhos que são o cruzamento de Smurfs com Thundercats. As cores não me convenceram. Tudo colorido demais, cartoon demais, 3D demais... pra alguém que jogou Crysis e se encantou com a floresta em 3D processada pelo MEU computador EM CASA, aquilo ali me pareceu beeem fraquinho. Pensei "será que Cameron perdeu a mão? Será que depois do sucesso de Titanic ele resolveu fazer um filme só pra garotas? Será que ele virou George Lucas e se encantou com seus brinquedinhos e acha que vai impressionar a geração videogame com CGI gratuito?" Enfim, quem fez o trailer merecia ser demitido.
Havia ainda um fio de esperança em mim, de que o diretor de Aliens e Exterminador do Futuro não me deixaria na mão. O filme foi feito pra ser visto em 3D, e até então eu só tinha visto imagens e vídeos 2D. Talvez o filme só "exista" em 3D, pensei... e não me decepcionei.
AVATAR É FANTÁSTICO! Uma experiência de tirar o fôlego e nos fazer esquecer que aquilo tudo é computação gráfica. O filme é uma experiência, mais do que um jornada. É uma expedição a um novo mundo, no caso, ao planeta Pandora. A primeira metade do filme é a mais fraca, por conta disso. Era preciso criar um elo entre o planeta e a platéia, porque isso é relevante no final. Então o filme se assemelha a um (bom) documentário da Discovery ou National Geographic, mas, por ser em 3D, a experiência (vou ficar repetindo essa palavra) realmente ganha novos contornos, pois é algo nunca antes visto no cinema. O planeta Pandora é VIVO, um personagem por si só, magnificamente concebido e apresentado a nós em detalhes. A essa altura você deve estar se perguntando "peraí, e aquele visual cartoon, bonecos em 3D fake, a floresta Crysis do trailer?" É aí que entrou o fator 3D. Ou, mais precisamente, o fator ÓCULOS 3D.
Pra quem nunca foi num novo cinema 3D (muita gente) pode ficar pensando que ainda se usam aqueles óculos coloridos de celofane, mas não é nada disso. A tecnologia evoluiu, e agora se usam óculos com lentes polarizadas. A limitação desses novos óculos é que esse efeito 3D é conseguido mais facilmente com pouca luz (ainda por conta da limitação de nossos olhos). Por isso os óculos 3D são escuros. Existem 3 modelos:
RealD: óculos passivos polarizados circularmente. Adotado pelo Cinemark.
Dolby3D: óculos passivos com filtros de cores. Adotados pela Playarte e nos UCI Kinoplex. XpanD: óculos ativos de LCD. Adotado pela rede Box Cinemas.
Foi com este último que assisti a Avatar. Eles são o que há de mais moderno em 3D. Um feixe de luz invisível (acho que infravermelho) é jogado na sua cara e sincroniza com os óculos pra apagar uma das lentes (esquerda ou direita, alternadamente) em sincronia com o filme. Isso acontece 100 vezes por segundo e nós não percebemos, por conta das limitações do olho humano (a mesma que nos permite ver filmes com 24 cenas projetadas por segundo). O resultado é que vemos numa fração de segundo o personagem um pouquinho pra direita, noutra um pouquinho pra esquerda, e nosso cérebro junta isso e nos dá uma imagem 3D "REAL" (igual ao efeito 3D que nós vemos no dia-a-dia, que é a soma da imagem dos nossos dois olhos). Infelizmente a rede Box de Pernambuco é muito eficiente pra cobrar o preço altíssimos dos ingressos, com a desculpa de que eles fazem a manutenção dos óculos, mas eles vêm com a lente TOTALMENTE engordurada. Por mais que se tente limpar na camisa, a gordura não sai. E dezenas de outras tentativas dos clientes (usando sabe-se lá o que) acabam arranhando a lente! Isso é uma vergonha, pois não há o mínimo de cuidado com um óculos que custa 50 dólares por parte da empresa! Como ela espera que o cliente veja o filme com a luz distorcida por conta da gordura na cara e não tente limpar???
Voltando ao filme, a genialidade técnica de James Cameron foi usar a lente escura do óculos como uma aliada, ao invés de um estorvo. A fotografia do filme foi propositalmente "estourada" nos brancos e com a cor saturada, pra que fique legal com o óculos. E fica. Na verdade é a mágica do filme, usar os óculos, porque tira MUITO da cor "azul smurf" dos Navis e um pouco dos detalhes hiperrealistas (que, ironicamente, nosso cérebro interpreta como algo falso) da computação gráfica, e eles se parecem mais com algo crível, algo que está sendo filmado num ambiente real, com ATMOSFERA.
Atmosfera é algo essencial pra compor um filme, e é o que separa as "crianças" dos "adultos". Já vimos muitos filmes de guerra no passado, filmado com cores vibrantes e imagens perfeitas, mas o que ficou pra história foi o desembarque de O Resgate do Soldado Ryan, onde Spielberg (junto com o diretor de fotografia Janus Kaminsky) degradou propositalmente a imagem pra deixá-la "lavada", e com frames A MENOS pra parecer com velhos documentários de guerra. Na computação gráfica a atmosfera foi usada com perfeição em Distrito 9, onde os aliens CG se mesclam perfeitamente com o ambiente graças a uma perfeita degradação da imagem pra parecer que eles estão sob o sol da África do Sul (muito diferente de Transformers, que foi feito com tecnologia de ponta, mas sem "alma").
Há um exemplo perfeito no Youtube de como atingir "atmosfera" degradando a imagem. Circulou na internet um vídeo que supostamente seria um teste para o filme Halo. As armaduras são bem legais, filmado estilo Soldado Ryan, mas tudo muito colorido, limpinho, tecnicamente perfeito:
Pois bem. Um fã alemão pegou essas mesmas cenas, alterou as cores, removendo a saturação delas, diminuiu o contraste, removeu detalhes, diminuiu o framerate e ficou tudo MUITO mais realista, porque em nosso inconsciente nos lembra das imagens captadas pelo telejornalismo de um conflito real, como em Bagdad, mesmo que os personagens sejam alienígenas:
Isso é criar atmosfera, seja com lentes caras simulando o visual de 60 anos atrás, ou com computadores baratos em casa. Então, em Avatar a atmosfera SÓ é propriamente criada ao utilizar o óculos 3D, o que me deixa preocupado com a versão 2D (que é a maioria esmagadora nos cinemas), que, pelo visto no trailer da internet, carece de um ajuste desses. O que me faz pensar: será que James Cameron, SE pudesse, colocaria todo aquele azul vibrante na pele de seus Navis em 3D, assim como está no 2D? Porque pra mim isso estragaria mais da metade da experiência do filme.
Voltando a história (minha mente funciona em looongos parênteses), não pude deixar de perceber que Cameron usou da mesma fórmula de sucesso em Titanic: um cara de outra "classe social" vai parar em uma grandiosa viagem por conta do destino e se apaixona por uma garota que está comprometida com outro cara (que vai ser seu rival), enquanto fazemos um maravilhoso tour pelo "ambiente" e depois temos a ação non-stop de cair o queixo. Escrito assim pode parecer uma fórmula batida, mas Cameron SABE contar uma história como poucos, e o faz de forma que você estará íntimo do planeta Pandora e seus personagens, e nem lembrará de Jack Dawson na segunda metade, quando o mundo vira de pernas pro ar.
É nessa hora que os 300 milhões de dólares que o filme custou são colocados em bom uso. É um deleite visual pra geração Star Wars, que curtiu Aliens e se decepcionou com A ameaça Fantasma. ISSO é o que A ameaça Fantasma devia ter sido: uma revolução nos efeitos visuais a serviço da ação na tela. O cara não só fez uma batalha épica em 3D com Mechawarriors e máquinas voadoras, como escolheu ângulos e tomadas que realmente valorizam o efeito, em vez de apenas jogar coisas na sua cara, como os outros filmes em 3D fazem. Só tem realmente UMA cena em que um objeto voa na sua direção, e isso diz muito da segurança com que James Cameron tocou o projeto, valorizando a PROFUNDIDADE das cenas e o envolvimento da platéia, em vez de tentar assustá-la ou brincar com ela.
Enfim, o recado está dado: Avatar é um ótimo entretenimento, uma maravilhosa experiência, mas só em 3D.
E termino citando o Omelete: Com Avatar, James Cameron deixa de ser Rei de um Mundo para se tornar Deus de seu próprio planeta.
Tudo começou com Echoes, do Pink Floyd. Lendo sobre ela pro post do 2001, vi que Roger Waters reclamou que Andrew "fucking" Lloyd Webber a plagiou para a abertura de Fantasma da Ópera. E plagiou, mesmo.
Depois descobri uma incrível similaridade de mais uma música do Pink Floyd, dessa vez uma das músicas mais famosas de Beto Guedes. Aí alimentei a idéia de fazer um post sobre isso, mas quando vi a abertura da novela "Cama de gato", com a música dos Titãs, pegando emprestada a melodia de "In the summertime", não resisti e fiz esse pequeno vídeo.
Este guia é apenas pra quem tem uma Tv FULL HD (1080p). Se você tem uma TV HD (720p), use este outro guia.
Em 2008 comprei finalmente uma TV LCD Time Machine, de 32'', de alta definição (720p). Ela funcionou muito bem exatamente por 1 ano e dois meses, depois quebrou por um defeito de série que a LG se nega a reconhecer.
Roxo de raiva, aproveitei a minha má sorte para transformar prejuízo em (algum) benefício: comprei uma Samsung LN40B650 de 40 polegadas, full HD (1080p) com um seguro de 3 anos (o controle de qualidade e o pós-venda da Samsung é horrível). AGORA sim tenho um cinema em casa. O tamanho da tela é o ideal pro meu quarto pequeno (maior que isso não tem sentido, você perde a razão definição x distância). Pelo que eu andei olhando, ela possui a melhor imagem de todas as TVs, e idêntica a imagem da Samsung LED (que é bem mais cara). A recepção do sinal analógico da TV é MUITO melhor do que a da LG, e ainda tem um ótimo decodificador de sinal digital (estou pegando com a antena VHF externa, mesmo). A calibragem de cores que vem de fábrica é muito boa pro analógico (só tirei um pouco do vermelho), mas pra entradas do PC via HDMI (que é como eu assisto meus filmes) ele vem totalmente descalibrado. Pra isso usei um vídeo específico (muito bom pra calibrar monitor de computador e TVs), com gradiente de cinza, escala de cores, etc. Uma vez ajustado é que a TV mostra o seu poder. O nível de preto dela impressiona MESMO, mas não porque ela tenha uma tela escura, é que o preto é preto e o branco é branco MESMO. Isso dá uma profundidade na imagem que, posso lhe garantir, fica muito melhor que o melhor cinema daqui do Recife. Mas essa qualidade exige bastante mexida nas configurações, não só na TV como no computador. Por isso este guia, pra mostrar passo a passo como conseguir a mesma qualidade daqueles vídeos de demonstração que ficam nas lojas com qualquer filme de alta resolução na sua casa.
A primeira coisa pra conseguir uma imagem perfeita é comprar um cabo HDMI, porque ele preserva o sinal do PC pra TV (eu comprei um banhado a ouro por 50 reais), além de cuidar automaticamente de ajustar a resolução do PC pra TV. Minha placa de vídeo (ATI X3500) já veio com um adaptador DVI/HDMI (não sei se vende avulso por aí).
CALIBRAGEM DE COR E BRILHO
Esta é a calibragem pra HDMI apenas (não pra TV aberta), e apenas para as TVs Samsung B650 (talvez funcione com modelos mais antigos)
Modo padrão
luz de fundo 10
contraste 100
brilho 45
Tonalidade de cor: normal
Tamanho: 16:0
Nível de preto HDMI: Normal
Com esses ajustes consegui deixar as cores da TV praticamente iguais à do monitor. Alguns mais atentos notarão que o nível do preto não está de acordo com o vídeo de calibragem, mas isso foi proposital, pois, após deixar o mais calibrado possível, eu saí vendo vários filmes e fazendo um ajuste fino no brilho e cor, para que a EXPERIÊNCIA de ver o filme fosse a mais bonita possível, e não tão fiel em termos de cores e contraste. O preto se destaca muito mais com essa calibragem, e não se perde quase nada nos tons em roupas pretas, principalmente porque os filmes encodados em MKV compactam com baixa qualidade quando se está muito próximo do preto e você fica percebendo os quadradinhos e cores estranhas "saltando" na tela se o brilho estiver mais alto do que essa calibragem.
Agora que regulamos a TV, vamos precisar mexer na calibragem da imagem que o COMPUTADOR manda pra TV. Essa regulagem eu fiz específica pra vídeos, mas fica muito boa pra ver fotos, também:
FILMES EM AVI E MKV
Tocador de vídeo
Cada pessoa tem o tocador de vídeo de sua preferência, e ele pouco influencia na imagem final, mas olhos atentos podem perceber as diferenças. Em meus testes o melhor sem dúvida foi o Bsplayer, porque ele tem uma opção de vídeo que é o EVR (Enchanced video renderer) que produz uma imagem perfeita:
Caso seu computador engasgue durante a reprodução do vídeo (pois o EVR exige um pouco mais da CPU) tente o VMR9 Renderless (escolha o "MODE 2"), que também é bom.
Filmes em alta definição
Como eu não tenho um Bluray, vou me limitar a falar dos filmes em MKV (Matroska) que podem ser encontrados pra baixar na internet. Eles possuem resoluções próximas de 720p e 1080p e tamanhos que variam de 4,5GB a 8GB, com som 5.1 surround. Os filmes em 720p ficam perfeitos na TV, não devendo quase nada aos de 1080p. Pra rodar esse tipo de vídeo com qualidade você DEVE usar o filtro FFDSHOW, um software gratuito que decodifica e filtra a imagem, permitindo ajustes precisos, deixando você livre pra usar seu tocador de vídeo preferido.
Fui mais um vítima da má qualidade da TV Time Machine, da LG. Pelo número de pessoas que estão reclamando, um lote (no mínimo) dssas TVs vieram com defeito, que meses após a garantia (não um ano, ou dois, mas MESES) falham a fonte de alimentação, danificando o capacitor (que mantém a energia) e simplesmente não ligam. Com sorte ainda ligam por mais uma noite ou duas, mas depois não funcionam mais (O LED do painel fica mudando de verde pra amarelo). Ao ligar pra LG, todas as pessoas (eu incluso) receberam um equivalente a um "foda-se", porque eles não admitem que dezenas (ou centenas) de consumidores com uma TV de mesmo modelo (32'') com o mesmo problema seja vício oculto ou defeito de série.
Estou pensando seriamente em processar a LG, não nas pequenas causas, mas no civil, com perdas e danos, porque isso é um insulto ao código de defesa do consumidor, que tem especificando o vício oculto como responsabilidade do fabricante, independente da garantia (por isso fazem recall nos carros)! Enquanto isso, nunca mais quero um produto da LG, e comprei uma Samsung (que também tem muitas reclamações, mas nenhuma do nível da LG, com modelos em série quebrando) com garantia de 3 anos, logo...
Pra quem tiver com o problema e precisar urgentemente da TV, pode tentar fazer o reparo sozinho (por conta própria) seguindo essas dicas.
Depois de Delúbio Soares, agora mais um com vasta experiência de "gestão fiscal":
Segundo o jornal Folha de SP, em matéria da Ana Flor publicada hoje, o novo tesoureiro do PT, o sindicalista João Vaccari Neto, preside a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários investigada pelo Ministério Público de São Paulo.
A Bancoop convive com um rombo estimado em R$ 100 milhões. Tenta buscar no bolso dos associados dinheiro para saldar o débito.
Segundo o promotor José Carlos Blat, que conduz a investigação, a Bancoop desviou recursos para empresas ligadas a alguns de seus dirigentes, que repassaram as verbas... para onde???
Para campanhas do PT.
Não é lindo? O carinha já entra com muita experiência e relevantes serviços prestados ao partido.
A Justiça proibiu dois blogueiros de Cuiabá, Mato Grosso, de emitirem opiniões sobre o deputado estadual José Riva (PP-MT). A economista Adriana Vandoni, dona do blog “Prosa e Política” e o jornalista Enock Cavalcanti, do “Página do E”, estão sujeitos a multa de R$1 mil por dia caso descumpram a decisão judicial, que também pediu para que os dois apagassem mensagens anteriores sobre o político.
Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia. No período, o deputado se alternou nos cargos de presidente e primeiro-secretário da Casa e assinou cheques para pagamentos a empresas que, diz o MPE, eram inexistentes, além de ter sido identificado pela Operação “Arca de Noé”, realizada pela Polícia Federal, como cúmplice do jogo de bicho no estado. (e mais)
De acordo com a decisão, emitida no dia 10 de novembro pelo juiz da 13ª Vara Cível, Pedro Sakamoto, os blogueiros “não poderão mais emitir opiniões pessoais pelas quais atribuam àquele (deputado) a prática de crime, sem que haja decisão judicial com trânsito em julgado que confirme a acusação, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por ato de desrespeito a esta decisão e posterior ordem de exclusão da notícia ou opinião”.
A decisão judicial pegou de surpresa Adriana Vandoni. Ela explicou os ataques de José Riva na Justiça são direcionados a vários blogueiros para silenciar críticas contra ele, mas a ação teve resultado inverso, já que o processo fez com que o caso ganhasse repercussão nacional.
“Sinceramente, não esperava que o juiz fosse dar razão a ele. Cada um pode ir à Justiça pedir o que quiser, o Riva estava no direito dele. Mas ser favorável a esse tipo de censura é inaceitável”, critica Adriana, ao SRZD . Ela garantiu que vai recorrer do caso.
“Já conversei com a minha advogada, ela está cuidado de tudo isso e vou recorrer, sim. Eu não acredito que isso vá para frente, é um absurdo muito grande e perigoso demais, já que estamos vendo exemplos assim em toda América Latina. Há casos semelhantes na Venezuela e em Honduras, até no próprio Brasil, como aconteceu com o Estadão”, lembra a economista. De acordo com a decisão judicial, ela só poderia tecer comentários sobre o caso quando o processo fosse julgado em última instância.
“Conversei com um advogado e ele me disse que isso só aconteceria daqui a uns 25 anos. É inacreditável”, completa.
A direção da Associação Nacional de Jornais (ANJ) reagiu ontem à proposta do diretório nacional do PT de patrocinar mudanças no sistema de comunicação brasileiro para instituir maior controle do Estado sobre meios de comunicação. As propostas serão apresentadas durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), organizada pelo governo e entidades sindicais, de 14 a 17 de dezembro, e defende o controle público dos meios de comunicação e a criação de mecanismos de sanção à imprensa.
Aos moldes da Argentina e Venezuela, uma Lei punitiva à imprensa que não atender os interesses do governo.
A presidente da ANJ, Judith Brito, disse que preocupa toda iniciativa que signifique controle dos meios de comunicação. Ela lembra que a Constituição é categórica no sentido de que a liberdade de expressão deve ser exercida sem controles e observa que recente acórdão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Imprensa reafirmou com clareza o valor maior da liberdade de imprensa.
Em resumo: Tecnicamente e historicamente impecável, mas o conservadorismo com que foi feito decepcionou um pouco.
Confesso que me decepcionei com o lançamento dos remasters dos Beatles, o troço mais aguardado do mundo pelos fãs há mais de 10 anos. Mas confesso que poderia ser pior. Tenho acompanhado a tendência de remasters de diversas bandas, como The Smiths, Pearl Jam e Pink Floyd. Há uma tendência a aumentar MUITO o som, como se isso fosse deixar a música melhor, mexer nos timbres pra os agudos ficarem retinindo na cabeça, e tudo é equalizado pra ficar mais pro meio-graves, menos os tais "agudos de doer", que surgem do nada; o fato é que a música fica legal nas caixinhas do PC e nos headphones, mas perde bastante num equipamento um pouco mais decente do que as caixinhas do PC. Isso é chamado no mundo da música de COMPRESSÃO, ou seja, pegam os sons mais baixos e aumentam, os sons mais altos ficam no "limite extremo" da distorção, e você acaba perdendo a relação harmônica entre as notas, já que todas as notas se parecem um pouco com um constante "woooooo".
Felizmente os Remasters dos Beatles não tem nada disso!
Isso só é um motivo e tanto de comemoração, pois segue na contramão da tendência musical da última década. O approach dos remasterizadores foi o de um restaurador de arte que está limpando um quadro de Michelângelo ou Leonardo da Vinci, ou seja, um mínimo de intervenção: tirar ruídos e deixar o som o mais próximo possível do que saiu na mesa de gravação. A dinâmica do som está totalmente preservada, como vocês podem notar na imagem ao lado: no primeiro gráfico está a mixagem de 1965 de "You've got to hide your love away", sem ser usada nenhuma compressão sonora. De um lado está a voz, do outro os instrumentos. No gráfico do meio está a versão do CD Stereo do Remaster, e como pode notar foi usado um aumento (gain) no som e uma compressão moderada, quase não modificando o "desenho" do gráfico (e note que o verde toca nas bordas apenas levemente). No terceiro gráfico vemos um Mp3 da mesma música (mal) transferida de um LP. Em termos sonoros esse último é o mais parecido com o que eu ouvia em LP, mas o som (em verde) está todo tocando nas bordas (o limite sonoro) o tempo todo (o que causa distorção em volumes altos e é altamente cansativo para os ouvidos), mas não se pode negar que isso dá um efeito legal em caixas de som menos potentes, pra ouvir mais baixo.
O resultado dos remasters é impressionante... mas só pra quem tem um aparelho high-end de som. Um cara na internet que faz artigos sobre música (e deve ter um aparelho fantástico) entrou em êxtase com a qualidade do som. Ele disse que dava pra ouvir o som do braço dos clarins serem puxados, e, sinceramente, eu não duvido! Uma caixa de som de nãoseiquantosmilreais está anos-luz à frente de uma caixa de mini-system que vendem nos shoppings, e até mesmo os conectores das caixas (banhados à ouro) influem decisivamente na qualidade (juro!). Ou seja, essa é realmente a versão histórica definitiva da discografia dos Beatles.
Só que eu não tenho essas caixas, e não fiquei impressionado. Ainda mais porque baixei de MP3 (questão de portabilidade), e com isso perdi 90% da informação sonora contida do CD. Então a culpa é minha, certo? Os caras fizeram a parte deles de dar a melhor qualidade sonora possível, mas eu e pelo menos duas gerações de pessoas que cresceram ouvindo música em headphones, mini-systems e caixinhas de PC não estamos qualificados a ouvi-las. Ok, acho que posso viver com isso... eles não deviam mesmo nivelar por baixo os Beatles... mas o que eu e milhares de outros fãs esperávamos (e esse é o único motivo da minha decepção) é que as músicas dos Beatles fossem restauradas não só tecnicamente como estruturalmente. Me explico: as técnicas de mixagem evoluíram HORRORES de 1960/70 pra cá (o uso do digital só começou nos anos 90!). Pra se ter uma idéia, metade da discografia dos Beatles foi ORIGINALMENTE concebida em MONO (Os Beatles não se envolviam na mixagem stereo, já que era uma coisa que pouca gente tinha e achavam que essa "moda" não ia pegar, como o som QUAD não pegou). George Martin (o produtor e "quinto Beatle") não dava muita importância às versões stereo, e algumas vezes usava até o som de outros takes (e assim temos versões diferentes em mono e stereo da mesma música!). Algumas vezes a versão stereo era feita nos próprios países onde ia ser lançado o disco, como nos EUA (discos da Capitol), e por isso mesmo há tantos "bootlegs" (versões não-oficiais) circulando por aí, entre os fãs que tiram o áudio dos LPs. Em 1987, com o advento do CD, o catálogo dos Beatles foi lançado (às pressas, diga-se de passagem). A qualidade era uma droga, com som abafado, e a remixagem dos álbuns mono ficou a cargo de George Martin. Só que ele fez um trabalho tão ruim que hoje em dia ele nem mesmo lembra de ter feito!! E essas versões é que foram relançadas agora, em 2009, por uma questão "histórica"... Até o filho de Martin questionou o porque disso aos restauradores e eles disseram que acharam que George Martin ficaria magoado se não utilizassem essa versão (e foi aí que descobrimos que Martin nem lembrava mais disso).
O fato é que os Beatles soam melhor em MONO. Isso é algo que foi dito até por Geoff Emerick, o engenheiro de som dos Beatles, responsável pela captação, e ele falou que é o mais próximo de como os Beatles soavam no studio. Baixem esse pequeno trecho de Please Please Me em mono e stereo e ouçam o quão gritante é a diferença, afetando todo o clima e intensidade da música. É por isso que foi vendida (separadamente) uma caixa com todas as versões monos originais remasterizadas. E mais: a versão stereo original de Help! e Rubber Soul (que são melhores do que as de 87) estão lá, também. Se você nunca ouviu os primeiros discos dos Beatles em mono, você só escutou metade do que os Beatles têm para oferecer. Tanto é assim que, entre os fãs, um nome se destacou entre os bootleggers para nos livrar da maldição de 1987: Dr. Ebbetts. Sob esse pseudônimo, um anônimo colecionador nos forneceu o MELHOR dos Beatles com a melhor qualidade possível, passando o som de LPs raríssimos (primeira prensagem, ou versões raras) para o computador com equipamento de qualidade. Se você ouviu os Beatles em LP, sabe que os CDs oficiais não fazem justiça ao som original, mas o Dr. Ebbetts faz! E, comparado aos remasters, eu ainda prefiro o Dr. Ebbetts. Questão de gosto pessoal, e de como as músicas soam nas minhas caixas, e não uma decisão técnica. Inclusive o próprio Dr. Ebbetts divulgou uma mensagem onde disse que pararia de lançar suas versões, agora que os Remasters saíram. O trecho mais importante é esse:
Os remasters soam fantasticamente bem balanceados, com graves sólidos e impactantes, médios suaves e agudos não muito ásperos, mas definidos. Muito dos masters do Ebbetts falham em comparação: graves mais fracos, médios diminuídos e quase sempre agudos com muito brilho. É certo que os remasters não irão agradar a todos, mas eles serão bons o bastante pra tornar o catálogo Ebbetts solidamente inferior.
Pois é justamente no aspecto "brilho" que me decepcionei. Eu cresci ouvindo Beatles nos LPs de meus tios, e eles possuíam um som encorpado, sólido e "brilhante". Creio que a maior lembrança que tenho dessas noites ouvindo "A hard's days night" foi justamente sua vivacidade, sua jovialidade. E isso é algo que atribuo primeiramente à coesão sonora (os LPs usavam sim de compressão, só não muita) e ao brilho dos agudos. Coisa que se perdeu nos remasters, mas se mantém - com qualidade - no Ebbetts.
Em relação a isso, foi como dar um passo atrás em relação a evolução natural do som, pois em 2006 nós, fãs, tivemos um gostinho de COMO É BOM ouvir os Beatles remasterizado E remixado, com o álbum "Love". Estava tudo lá: a altura do som digna de uma banda pop/rock, o brilho dos instrumentos, o "punch" da bateria de Ringo mais trovejante do que nunca, os vocais bem centralizados e nítidos, enfim... o Love não veio pra substituir a discografia, era só uma experiência (ousada e bem-sucedida) com remixes (até mesmo em 5.1 surround, que pra mim foi o Nirvana), mas nós salivamos, esperando a discografia com tal qualidade... que não veio.
Mas, é como sintetizou um usuário da comunidade The Beatles, lá do Orkut:
Taí o gancho para a próxima leva de relançamentos: não percam, daqui a 20 anos, toda a discografia dos Beatles remixada, corrigindo os balanço entre instrumentos e vozes, como fizeram no Yellow Submarine Songtrack. Não seria má ideia. Primeiro fizeram o que tinham que fazer, que é relançar igual ao original, para não mexer com a história. Pois agora podem mexer com a história.
Eu tenho o sonho de que lancem a versão 5.1 da discografia dos Beatles remixados por um time composto por Giles Martin, Greg Penny, os caras do TOUP e Dr. Ebbetts. Com esses caras no comando, certamente estaria garantido o vigor pra trazer toda a energia desta fantástica banda pra os tempos modernos com o maior respeito possível ao material e aos fãs. Isso seria lançado como uma série de discos Blu-Ray cobrindo toda a discografia, e em cada álbum teremos documentários, entrevistas e contexto histórico (como no Anthology), e dentro de cada álbum a pessoa vai poder entrar na "página" de cada música e ver a letra, curiosidades, ficha técnica, clipe (cada música vai ter um clipe, sejam eles os originais da banda, ou feito com fotos como em Anthology, desenho animado ou CG, como em Beatles Rock Band) e outras versões dessa música, como outtakes, bootlegs ou versão mono ou stereo da época em que foi lançado. Isso sim seria a versão definitiva da discografia da maior banda de todos os tempos.