Meu outro blog!


MÚSICAS PRA SE OUVIR EM PARIS

Andar por qualquer país ouvindo a voz das pessoas do local é essencial pra curtir o clima, se sentir parte da cidade. Mas depois de uma semana isso já não tem mais o mesmo apelo. Eh aí que entra a musica. A música ativa camadas emocionais que podem transformar a realidade, como bem sabemos quando vemos filmes com e sem a trilha sonora. Em Paris os cidadãos usam fones de ouvido direto; no metrô, na rua, nos parques... Então, após a experiência turística de viver a língua francesa recomendo a experiência de viver Paris como os parisienses: com um fone de ouvido decente.

Por 2 anos andei por Paris com fones de ouvido e numa noite descobri por acaso uma coisa fantástica: estava andando pelo corredor Richelieu, do Louvre, e estava tocando no fone uma musica de Actraiser 2 enquanto passava diante da galeria de estátuas do Louvre, e a mescla imagem/musica resultou num orgasmo sensorial de rara beleza e que jamais esquecerei na vida. Foi justamente uma experiência dessas que me ligou emocionalmente a Paris, em 2012, quando estava dentro de um ônibus de turismo e tocou "Paris en Colère", uma musica que eu nunca tinha ouvido, mas que casava com perfeição com o cenário que se descortinava diante de meus olhos.

Eu achava que tal experiência com o headphone tinha sido um belo acidente e que jamais aconteceria de novo, mas ao voltar ao Brasil e começar a ouvir algumas musicas percebi que me vinham à cabeça imagens de Paris, e pensei "hummm, isso pode casar perfeitamente". Então preparei uma playlist e fui visitar a cidade-luz já com essa intenção, testando certas musicas em determinados lugares e testando algumas diferentes no mesmo lugar. O resultado é uma compilação de musicas que - pelo menos no meu caso - transforma a realidade ao redor para algo tirado de um filme ou mesmo de uma experiência espiritual. As melhores combinações estão marcadas com um asterisco:


Qualquer canto de Paris

Roy Gerson - If I had you*

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Publicado sex,30 de setembro, 2016, às 11:13 PM   


FILMES VISTOS EM 2015

Vincent (1982)
Zodiac (2007)
Gone Girl (2014)
Horrible Bosses 2 (2014)
Only Lovers Left Alive - Amantes eternos (2013)
Holy Motors (2012)
Sirius (2013)
Dracula Untold (2014)
Frozen (2013)
The Grand Budapest Hotel (2014)
Birdman (2014)
Fifty Shades of Grey (2015)
Whiplash (2014)
Nightcrawler (2014)
Boyhood (2014)
The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 (2014)
The Theory of Everything (2014)
Hannah Arendt - Ideias Que Chocaram o Mundo (2013)
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014)
The Zero Theorem (2013)
Relatos Salvajes (2014)
Citizenfour (2014)
Avengers 2 (2015)
Big Hero 6 (2014)
Kingsman (2014)
Kabhi Khushi Kabhie Gham (2001)
Jimi: All Is by My Side (2013)
Mad Max: Fury Road (2015)
Stripes (1981)
Les Misérables (2012)
Monsters University (2013)
Chappie (2015)
American Sniper (2014)
50/50 (2011)
Searching for Sugar Man (2012)
X-Men: Days of Future Past (Rogue Cut) (2015)
Failure Is Not an Option (2003)
The Death of “Superman Lives”: What Happened? (2015)
Going Clear Scientology and the Prison of Belief (2015)
Serial (Bad) Weddings / Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu? (2014)
Mission: Impossible – Rogue Nation (2015)
Jupiter Ascending (2015)
Unfriended (2014)
The Hidden Fortress (1958)
A Message from Akira Kurosawa: For Beautiful Movies (2000)
O sétimo selo (1957)
The Walk (2015)
Back in time (2015)
Steve Jobs: The Man In the Machine (2015)
Inside Out (2015)
Ant man (2015)
Star Wars: Episode VII - The Force Awakens (2015)
Jurassic World (2015)
Tarzan (1999)
The Martian (2015)

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Publicado sáb,26 de dezembro, 2015, às 11:35 PM   


THE BEATLES #1+

Uma análise música a música da qualidade técnica do álbum Beatles #1+, que traz novas mixagens sonoras dos sucessos dos Beatles.


All you need is love
Um progresso fantástico, como passar do VHS direto pra Blu-Ray. Nota 10.

A hard day's night
Faixa Polêmica. A faixa original me parece ser uma das piores captações de uma gravação dos Beatles, e aqui os engenheiros fizeram um pequeno milagre de conseguir eliminar o eco e ainda aparecer um pouco da voz de Paul. O problema é que isso mudou a música como a conhecemos. Particularmente (provavelmente por costume) eu não gostei, mas imagino que as novas gerações vão gostar mais. Nota ???

Day Tripper
Mesmo problema: tiraram os reverbs da voz. Só que nessa faixa, cuja captação dos outros sons foi perfeita, o reverb era nitidamente intencional. Agora eu fiquei muito curioso em saber o que Paul acha disso, porque se na época o grupo concebeu e aprovou a gravação de tal forma, será que retirar esse elemento não é equivalente a raspar a mão final de tinta (ou o verniz) de uma pintura que todos consideramos uma obra de arte? Nota 7.

Can't buy me love
Os pratos de Ringo, característica principal da música, foram quase que completamente eliminados, a não ser no refrão. A música ficou descaracterizada. Nota 0.

Come together
Mais uma música em que Ringo foi sacaneado na mixagem. A bateria dele DOMINA essa música na versão "sagrada" lançada em 2009, remasterizada mas sem alterações na mixagem. A bateria é cortante, chega a ser até mesmo aguda no canal da direita (enquanto o baixo de Paul é que domina os graves, no canal esquerdo). O baixo permanece intacto, mas a bateria foi suavizada! Nota 5.



Eight days a week
Uma música originalmente sem reverbs, baseada muito no jogo vocal dos Beatles, então a nova mixagem caiu como uma luva. Nota 10.

Eleanor Rigby
A mixagem original me incomodava profundamente, então qualquer coisa seria melhor que aquilo. O vocal agora está centralizado, só um tantão mais alto que os strings. Mas nada que estrague a música. Nota 8.

From Me To You
Enfim uma mixagem difícil executada de forma perfeita. Difícil porque tem um monte de reverbs, é antiga e "mal gravada", por assim dizer, e a nova mixagem só retirou um mínimo de eco (provavelmente do estúdio) mas deixando nas partes que caracterizam a música (no refrão, especialmente). Nota 10.

Get back
Agora somos apresentados a mais uma revisão de Get back, onde a bateria "marcial" de Ringo está mais apagada, próxima da versão "Naked" (mais ainda mais escondida na mixagem). Definitivamente a pior versão já lançada. Nota 5.

Hello Goodbye
Existe uma mania aqui em todas as músicas de pegar a voz dos Beatles e aumentar muito em relação ao acompanhamento, calibrando-a pra ficar num tom médio-grave. Fica legal em algumas músicas, mas em outras estraga todo o "clima". Hello Goodbye é uma melodia leve, com uma voz quase sussurante, e na remixagem ficou muito alto, muito grave. É difícil dizer que o resultado é ruim porque toda a música ficou tão mais bela com a remasterização que eu tenho a tendência a deixar esse detalhe da voz passar. Mas não é a mesma música que eu conheci e apreciei. Nota ???

Yesterday
Mesmo problema da Hello Goodbye: Voz mais grave, mas também mais nítida, o que confere uma mistura de beleza e estranheza. Nota ???

Help!
Há um momento que ilustra todo o ponto que eu quero levantar sobre esse CD, que até então era muito subjetivo mas aqui é nítido: coloquem aos 2:10 e ouvirão o "Help me" desesperado do John, ou melhor, nem tanto: procurem a versão de 2009 e AÍ SIM escutarão um HELP desesperado, com a garganta estourando de gritar. Como tudo na versão nova, qualquer coisa que soe "desafinada" ou qualquer instrumento que soe muito alto (como os pratos ou o tamborim de Ringo nessa música) foram rebaixados em um nível assustador pra algo que é tocado, celebrado e endeusado até hoje como uma revolução na música.

Hey Jude
Nada demais, nem pra melhor nem pra pior. Nota 8.

I feel fine
Tiraram os reverbs das vozes, e não satisfeitos tiraram a distorção até mesmo da guitarra, cuja CARACTERÍSTICA PRINCIPAL era a distorção estranha, única. Mataram a música. Nota 0.

I want to hold your hand
Uma versão limpinha e tecnicamente perfeita. Nesse caso estranhemente eu gostei, já que a original era o equivalente sonoro a uma pintura borrada. Nota 10.

Lady Madonna
Perfeita. Nota 10.

Let it be
A versão é mais abafadinha que uma que eu já tinha. Nota 6.

Paperback Writer
Só essa música vale por todo o CD. Assim que comecei a ouvir quase caí da cadeira. A guitarra está poderosa, a mixagem do som está Perfeita, com P maiúsculo. Equilíbrido do vocal com acompanhamento Perfeito. Quem dera o álbum todo fosse assim. Nota 1000.

Penny Lane
Controversa. Aqui eles alteraram a leveza da música em função de uma melhor mixagem no sentido de que agora dá pra compreender o que Paul diz perfeitamente (no original a voz ficava na mesma altura que o piano). Particularmente eu gostei, mas que alterou a percepção da música, alterou. Nota ???

She Loves You
Música originalmente barulhenta mas abafada, agora só está barulhenta. Um belo trabalho de mixagem com um material que eu achava que era impossível recuperar por conta da captação precária. Nota 9.

The Ballad Of John And Yoko
perfeita. Nota 10.

Something
A guitarra está mais linda, mas a voz do George está um pouco mais apagada. Nota 9.

The Long And Winding Road
Finalmente um remix dessa música. A original parece que ele tá cantando debaixo d'água. Só não é perfeita porque os caras perderam a oportunidade perfeita de equilibrar melhor os arranjos do Phil Spector com a voz e piano (continua muito alto). Paul, em seus show, mixa os arranjos discretamente e fica muito lindo, introspectivo. Considerando que eles mexeram na essência de tantas músicas, por que não nessa? Ainda assim nota 8.

Ticket To Ride
Essa música é o percursor do "metal pesado" (ou pelo menos um parente distante). Maravilhoso o remix ter recuperado o baixo e a bateria e dado a eles a predominância necessária. Nos anos 60 isso não era possível pois as agulhas das radiolas da época saltavam quando a música tinha muitos graves, então os estúdios tinham um limite de corte de frequência. Nota 10.

We Can Work It Out
Mataram a música: Os belíssimos arranjos de guitarra (em especial no refrão, um elaborado arranjo country que parece até um banjo) foram abafados na nova mixagem. Nota 0.

Yellow Submarine
Mais abafado que a versão que eu tenho. Nota 5.


O veredicto final é que perderam uma ótima oportunidade de pirar um pouco na mixagem e valorizar a beleza dos arranjos, da melodia, e trazer os Beatles pra um novo público já cansado dos "batidões" do pop de hoje. O que me parece no final das contas é que, em muitas das músicas tem um cover dos Beatles tentando reproduzir as músicas o mais fielmente possível, mas com equipamento novo e para os padrões digitais e assépticos de qualidade de hoje. Giles Martin (filho de George Martin) fez um trabalho magnífico em "Love", elevando a música dos Beatles a um novo patamar, e agora ele, junto com Sam Okell (ambos premiados com Grammys) fizeram um trabalho careta com uma banda que era tudo menos careta.


Publicado ter, 1 de dezembro, 2015, às 12:29 AM   


O MELHOR HEADPHONE DO MUNDO

Sempre fui fã de músicas em alta qualidade. Foi assim com o CD, depois MP3, onde saí procurando os melhores encoders, os melhores tocadores, DSPs que melhoram o som dos MP3s, como o DFX, e agora headphones.
Eu tenho um AKG K451 que pra mim era o melhor headphone do mundo em termos de qualidade de som. E o melhor: é um dos mais baratos do mercado (45 euros). Eu fazia questão de ir nas lojas e testar os heaphones mais caros (até mesmo fones de 600 euros) e compará-los, com a mesma música, com o meu AKG. E ele vencia todos.

Um dia entrei numa Apple Store pra matar o tempo e logo estava testando um Beats Pro, de 399,99 euros. Coloquei "Muse - Starlight". Parecia que a banda tava tocando de dentro de uma caixa debaixo d'Água! Só tem graves! Nunca comprem nenhum desses Beats, sério, só tem marketing. Isso já foi inclusive constatado por testes. Como é que a Apple tem coragem de comprar uma empresa dessas, só por causa do valor da marca? Não sei se Steve Jobs gostaria de ter essa coisa vinculada à Apple (uma relação discreta, pois eles não marqueteiam muito a parceria). Estamos vivendo numa sociedade em que a percepção de qualidade é maior do que a qualidade em si. É o mesmo som do headphone que vc compra na banca do camelô. Esse aparelho, pela qualidade do som dele, deve custar no máximo uns 20 euros, e isso por causa da espuma.

Aí eu peguei um outro headphone que estava do lado, que tinha acabado de ser lançado. Era o Parrot Zik 2.0. Tinha lido sobre ele uma semana antes no metrô, onde o artigo falava q era um headphone sem fio voltado pra audiófilos, mas que o Bluetooth muitas vezes falhava na transmissão de som. Fiquei matutando naquilo, pois imaginei que o audio via Bluetooth compactasse muito as frequências, ainda mais que o MP3, então pra mim a palavra "audiófilo" era incompatível com "sem fio".

Resolvi meter Starlight pra comparar logo de cara. Apesar de os graves não estarem profundos (já ouvi falar que equipamentos pra audiófilos não tem graves fortes), ele passou no teste dos vocais e mais: eu ainda escutei alguns elementos dos arranjos que eu nem sabia que existia (graças também ao redutor de ruídos externos).
Empolgado, resolvi apelar pra música que separa os headphones homens dos meninos: ABBA - Angel Eyes.
Novamente a surpresa: na música que eu uso pra testes de todos os bons headphones e que eu achava que conhecia CADA nuance, eu ainda consegui descobrir algumas camadas de vocais no refrão! Me arrepiei. Seria esse o Messias? O headphone dos meus sonhos?
Estava bom demais pra ser verdade, ele tinha de ter alguma deficiência (ok, o bluetooth cortou 2 vezes durante a música, mas deficiência sonora eu não encontrei nenhuma).

Então coloquei "Elton John - Rocket Man":
Primeiros acordes do piano. Parecia que estava numa sala fechada, só eu e o cantor, e não no meio da Apple Store. O redutor de ruídos é mesmo fascinante.
A voz de Elton John, em seu ápice, ecoava em todas as suas nuances, e quando os arranjos entraram eles entraram em surround. Sim, meus amigos, tinha esquecido de que li no artigo que ele simula surround. E, no caso dessa música, que simulação!
Fechei os olhos e me agarrei na bancada da mesa. Minhas pernas ficaram fracas com o aumento da dopamina em minha corrente sanguínea.


Eu tive uma experiência religiosa.

Pela primeira vez ouvi Deus.

E Ele cantava Rocket Man, através do médium Elton John.


Deus também me disse: o que são 349,95 euros em relação ao Paraíso? O demônio então disse: metade do seu aluguel.

O demônio é ardiloso. Ele conhece as fraquezas das pessoas, e sabe como convencer alguém a fazer o que não quer, e especialmente quando você está sem dinheiro é que ele atenta.

Então fui embora, enlevado pela experiência e ao mesmo tempo abatido.

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Publicado qui,25 de junho, 2015, às 7:34 PM   


FILMES VISTOS EM 2014

Seguindo o que agora é uma tradição, vamos aos filmes vistos em 2014:

Rush (2013)
Tokyo Sonata (2008)
Silver Linings Playbook (2012)
We Bought A Zoo (2011)
Thor: the dark World (2013)
The Hunger Games: catching fire (2013)
Oblivion (2013)
Captain Phillips (2013)
Elysium (2013)
Star Trek: Into Darkness (2013)
Die Welle (2008)
This Is the End (2013)
O Lobo de Wall Street (2013)
Her (2013)
Escape Plan (2013)
O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013)
Space Pirate Captain Harlock (2013)
Saving Mr. Banks (2013)
The Illusionist (2006)
Rocobop (2014)
Wolverine Immortal (2013)
The Monuments Men (2014)
Edge of Tomorrow (2014)
The Other Woman (2014)
Supercondriaque (2014)
The Secret Life of Walter Mitty (2013)
Le Magasin des Suicides (2012)
300: A Ascensão do Império (2014)
The Road (2009)
Piaf - Um Hino ao Amor (2007)
Transformers: A Era da Extinção (2014)
Diplomatie (2014)
Camille redouble (2012)
Amazing Spiderman 2 (2014)
The Wind Rises (2013)
Captain America The Winter Soldier (2014)
Rien a declarer (2011)
La Maison Du Bonheur (2006)
À gauche en sortant de l'ascenseur (1988)
Snowpiercer: Expresso do Amanhã (2013)
Toy Story de Terror (2013)
Lucy (2014)
Fading Gigolo (2013)
Singles (1992)
Godzilla (2014)
Transcendence (2014)
Open Water (2003)
The Giver (2014)
Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988)
Micmacs - Um Plano Complicado (2009)
Paths of Glory (1957)
Noah (2014)
Se Beber, Não Case! II (2011)
The Young And Prodigious T.S. Spivet (2013)
Like father, like son (2013)
Where the Wild Things Are (2009)
Interestelar (2014)
Guardians of the Galaxy (2014)
The Drop (2014)
X-Men: Days of Future Past (2014)
Banksy does New York (2014)
Os Visitantes (1993)
Os Visitantes II (1998)
Sex Tape - Perdido na Nuvem (2014)
Somos Todos Um (2005)
Magic in the Moonlight (2014)
Wangan Midnight (2009)
The Interview (2014)
Coherence (2013)
Fury (2014)

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Publicado qua,31 de dezembro, 2014, às 11:46 AM   


HEADPHONES 2014

O vinil aos poucos vai voltando às casas, após ter sido substituído pelo CD e e o CD pelo MP3.
Deve ser um choque para as gerações criadas com MP3 ouvir um vinil. Porque o vinil, além de reproduzir uma faixa de frequência analógica (que tem um "quê" sonoro que é indefinível mas é mais profundo que o digital) geralmente vem acompanhado de boas caixas de som, ao contrário dos microsystems e até mesmo home theaters que se vendem em lojas atualmente.

Mas nem tudo depende do vinil. É possível escutar boa música em MP3 mesmo, no seu computador, sem precisar de Home Theaters caríssimos. Tudo isso com um headphone.

Não com os headphones do Brasil, infelizmente. Parece pedante, mas eu tenho certeza de que não tem um que preste porque eu PROCUREI PRA CARAMBA um bom headphone e não achei. Mesmo os Sony, Philips e outras marcas que são tradicionais em som só vendem refugo no Brasil, e caro. O que chega de importação são aqueles headphones chamativos, como os Skull, mas que não têm qualidade. Basta olhar as especificações.

O headphone AKG K451 (uma marca austríaca) vem ganhando todos os prêmios de melhor headphone abaixo de 100 dólares desde 2012. A combinação preço/qualidade é imbatível. Comprei o meu em 2013 por 75 euros, e 6 meses depois o vi em promoção por 45 euros.

Ele tem uma sensibilidade de 126 dB. Em termos de comparação, só os melhores heaphones da Sennheiser, cada um custando de 200 a 300 dólares, chegam a 120, 125 dB. Nunca 126.
E a frequência que ele consegue reproduzir vai de 11 - 29.500 Hz. Pra referência, o ser humano médio ouve frequências compreendidas entre os 20 Hz (frequência mais grave) e os 20.000 Hz (frequência mais aguda). Quanto mais baixo o primeiro número e mais alto o segundo, melhor. Ou seja, esse headphone pode ser curtido até pelo seu cachorro.

Essa liberdade de executar alta e baixa frequência é particularmente importante pra que gosta de boa música. Mesmo que não escutemos todas as frequências, nós sentimos. Há estudos de pessoas que conseguem diferenciar músicas com mais altas ou mais baixas frequências, e tudo influi: a qualidade do MP3 (a forma como ele foi compactado, não só o bitrate), a qualidade do equipamento e a qualidade da placa de som do computador. Felizmente a imensa maioria das placas de som de computador já reproduzem todas as frequências necessárias, e a qualidade das músicas em MP3s de 320kbps ou mesmo em arquivos FLAC (que seria um WAV compactado) já nos possibilitam ouvir o melhor das músicas com um bom headphone. E é preciso também tirar proveito das remasterizações, no caso das músicas antigas.

Fiz uma comparação do AKG com os fones da JVC, Sennheiser a até do Beats (que virou modinha entre os famosos e recentemente foi comprado pela Apple). Ouvi todos eles com a mesma música (Angel Eyes, do ABBA, que tem o refrão perfeito, com alternância de agudos, médios e graves). O que chegou mais perto da qualidade do AKG foi o Pioneer SE-MX9; Com frequência de absurdos 6 - 40,000 Hz ele tem melhores médios, melhores graves, só que os agudos são MUITO agudos, e isso cansa os ouvidos sensíveis, além de soar um pouco artificial. Talvez para os mais velhos - ou pra nova geração que vai perdendo a audição por escutar música alto demais - esse seja perfeito, pois ao ir perdendo a audição primeiro se perde a sensibilidade aos sons mais agudos. Só que o Pionner custa 299 euros. O "Beats Solo", que custa 170 euros, tinha bom equilíbrio entre médios e agudos, mas o grave dele é algo RIDÍCULO. O "Beats executive", que custa 299 euros e é o queridinho dos artistas, só tinha médios! Os Sennheiser que escutei não me surpreenderam em nada de bom. Outro nível de headphones são os que têm redução de ruído. Escutei um topo de linha da Bose que me deixou encantado, mas o preço de um fone como esses é algo como 400 euros, então nem pensar.

Agora que temos um bom fone, precisamos configurar o som do computador de forma a aproveitar essas frequências extras. Você precisa ir nas propriedades de som do painel de controle e encontrar a marca da sua placa de som (geralmente é Realtek) e lá clicar em "propriedades". Depois na aba "avançado" escolher a frequência em que as músicas serão tocadas. Escolha 24 bit, 48.000 Hz, é o suficiente (96.000 hz chega a ter agudos irritantes). Com isso você terá bom som em filmes, músicas, Youtube, o que tocar no seu computador.

No caso de MP3 eu vou um passo além. É um preciosismo meu, mas que pra quem busca o som ideal é necessário: Eu uso o Winamp com o plugin Maiko, que evita que a placa de som altere o som e é o Maiko que se encarrega de decodificar e transformar o som, no meu caso passando ele pra 32 bit, 48.000 Hz de forma cristalina.

O "Exclusive mode" do plugin Maiko é o mais perfeito processamento, mas emudece todos os outros sons do computador. Então eu deixo, por praticidade, no "Shared mode".


Publicado sáb, 2 de agosto, 2014, às 9:44 AM    3 comentários


FILMES VISTOS EM 2013

Faz tempo que não atualizo isso aqui...

Bem, inspirado pelo grande Elvis Rodrigues, continuo com minha listagem de filmes anuais. Desta vez melhorei bastante em número de filmes vistos.

To Rome With Love (2012)
Lula, o Filho do Brasil (2009)
Dark Shadows (2012)
The Strange Story of Joe Meek (1991)
Telstar - The Joe Meek Story (2008)
Iron Sky (2012)
ParaNorman (2012)
Gonzaga - de Pai pra Filho (2012)
Alô Alô Terezinha (2008)
Red Tails (2012)
Men in Black (2012) documentário russo
The Hunger Games (2012)
video games high school (2012)
Looper (2012)
Paris Je Taime (2006)
Argo (2012)
Ruby Sparks (2012)
Prometheus (2012)
Clube dos cinco (1985)
A&E Biography - The Wonder Years
Moonrise Kingdom (2012)
TPB AFK: The Pirate Bay Away From Keyboard (2013)
Ted (2012)
Cloud Atlas (2012)
As Aventuras de Pi (2012)
Brave (2012)
Hitchcock (2012)
Pearl Jam Twenty (2011)
Wreck-It Ralph (2012)
Zero Dark Thirty (2012)
Django unchained (2012)
Star Wars – Por Trás Da Saga (2004)
Skyfall (2012)
Shutter Island - Ilha do medo (2010)
Colour Me Kubrick (2005)
Machete (2010)
Virgem de 40 anos (2005)
John Carter (2012)
O Espetacular Homem-Aranha (2012)
Mercenários II (2012)
Adeus, minha Rainha (2012)
Antes da meia-noite (2013)
As vantagens de ser invisível (2012)
Rockshow (2013)
Drive (2011)
Only God Forgives (2013)
Pacific Rim (2013)
Man of Steel (2013)
Gravity (2013)
La vie d'Adele (2013)
Blue Jasmine (2013)
Room 237 (2012)
Iron Man 3 (2013)
English Vinglish (2012)
Bienvenue chez les chtis (2008)


ANÁLISE E MELHORES DO ANO

Foram 55 filmes inéditos vistos (contra 34 do ano passado), nenhum revisto, e dentre estes 10 feitos em 2013. Uma média que pretendo manter em 2014.

Agora vamos ao melhor e ao pior. De melhor tivemos "Pacific Rim" e "Gravity", empatados em 1º lugar e anos-luz à frente dos competidores.

Nos azarões tive uma excelente surpresa com "Drive" (cuja música-tema ainda é obrigatória na minha playlist pelo menos uma vez por dia), "As vantagens de ser invisível" e "English Vinglish", uma deliciosíssima comédia indiana com uma belíssima mensagem de brinde.

O melhor documentário do ano foi o russo "Men in Black", sobre a abertura dos arquivos extra-terrestres da Rússia, com depoimentos dos altos militares da época.

"As Aventuras de Pi", "Ilha do medo" e "Argo" foram excelentes filmes que acabaram ofuscados pelos dois primeiros da lista. "Cloud Atlas" é um filme complexo, interessante de mergulhar nele pra uma análise, mas como espetáculo cinematográfico deixou a desejar por problemas de ritmo e direção (coisa que Matrix tinha de sobra). Mas não foi uma decepção, ao contrário dos esperadíssimos "Prometheus", "Man of Steel", "O Espetacular Homem-Aranha" e "Iron Man 3". Aliás esse último é tão frustrante que eu apaguei da minha mente que tinha assistido e só lembrei agora! "La vie d'Adele" é simplesmente BORING, no que eu não posso nem dizer que foi uma decepção porque foi o esperado de um típico filme estereotipado francês.

Ryan Gosling conseguiu a façanha de ser pra mim o melhor E pior ator do ano com "Drive" (melhor) e "Only God Forgives" (onde ele faz outro personagem mas repete a mesma cara e o mesmo jeito do de "Drive", com o mesmo diretor, e simplesmente a interpretação não encaixa na história!).

Filme nacional eu recomendo "Gonzaga - de Pai pra Filho" e "Alô Alô Terezinha".


Este ano também contaremos com a lista de Paulinha (28 filmes) e seus preferidos:

To Rome With Love (2012)
Lula, o Filho do Brasil (2009)
Dark Shadows (2012)
Gonzaga - de Pai pra Filho (2012)
Alô Alô Terezinha (2008)
Paris, Je T'aime (2006)
Ruby Sparks (2012)
Moonrise Kingdom (2012)
Cloud Atlas (2012)
As Aventuras de Pi(2012)
Brave (2012)
Pearl Jam Twenty (2011)
Django unchained (2012)
Shutter Island - Ilha do medo (2010)
Machete (2010)
O Corista (2004)
Adeus, minha Rainha (2012)
Antes da meia-noite (2013)
As vantagens de ser invisível (2012)
Rockshow (2013)
Blue Jasmine (2013)
Gravity (2013)
La vie d'Adele (2013)
Jimmy P. (2013)
Mud (2012)
Elle s'appelait Sarah (2010)
English Vinglish (2012)
Bienvenue chez les chtis (2008)


Melhores filmes: "Elle s'appelait Sarah" (A chave de Sarah), "Cloud Atlas", "Gravity" e "Blue Jasmine".


Publicado sex, 3 de janeiro, 2014, às 11:58 AM    2 comentários


FILMES VISTOS EM 2012

Inspirado pelo exemplo do amigo Elvis resolvi catalogar os filmes assistidos (lançamentos ou não) no ano. Os números me dizem que assisti a 34 filmes esse ano. 27 deles inéditos pra mim (e dentre eles 9 foram lançamentos) e revi 7.

Segue a lista:

Up in the air (2009)
El secreto de tu ojos (2009)
Meia noite em Paris (2011)
A Dangerous Method (2011)
A árvore da vida (2011)
Amar... Não tem Preço (Hors de Prix / Priceless) (2006)
Onde os fracos não tem vez (2007)
Habemus Papam (2011)
The Artist (2011)
Os Vingadores (2012)
Le Petit Nicolas (2009)
Tintim (2012)
The Kid (2000)
Batman Dark Knight Rises (2012)
Project X (2012) EXTENDED
Intocáveis (2011)
Moon (2009)
Objectified (2009)
The Dictator (2012)
Joyeux Noel (2005)
Patton (1970)
Cavalo de Guerra (2011)
Chronicle (2012)
Super (2010)
Branca de Neve e o Caçador (2012)
MIB 3 (2012)
O Hobbit (2012)

Revistos:

Alien: o 8º passageiro
Ponto de mutação - Mindwalk (1990)
Titanic (1997)
A origem
Blade Runner
Dawn Of The Dead (2004)
Antes do pôr do Sol (2004)


TOP

São tão poucos filmes que mal dá pra fazer um top 10. Mas num top 3 de lançamentos eu colocaria:

1 - Batman Dark Knight Rises
2 - Vingadores
3 - Project X

Ou seja, 2012 teve uma boa safra de filmes de entretenimento com diversão e ação.

Já um top 3 de inéditos (não-lançamentos) que vi esse ano eu colocaria:

1 - Intocáveis
2 - Le Petit Nicolas
3 - Meia noite em Paris

Coincidentemente ou não todos relacionados a Paris. Menção honrosa para "El secreto de tu ojos", que poderia estar no top 3 mas é pesadíssimo e acabou não me dando uma boa primeira impressão (mas é um Thriller excelente).


Publicado seg,21 de janeiro, 2013, às 9:01 PM    1 comentário


TOP 100 MÚSICAS DE VIDEOGAME

Aqui está o meu legado para os fãs de gamemusic: uma compilação das 100 mais belas músicas de videogame de todos os tempos. Claro que foi uma tarefa das mais difíceis, pois eu poderia facilmente escolher 100 músicas de Yuzo Koshiro ou umas 50 de Yoko Shimomura. Ou umas 20 só do jogo Chrono Trigger. Então eu tive de instituir alguns critérios para limitar a escolha:

- Musicas muito curtas foram cortadas em favor de músicas mais elaboradas. Há centenas de lindas músicas que são curtinhas e repetitivas, como o tema de Gato (Chrono Trigger). A única exceção foi Syonin (Ys), que mantive por puro apego.
- Músicas arranjadas que não foram feitas para jogos foram cortadas. O mercado de álbuns arranjados no Japão é imenso e seria absurdamente injusto - e impraticável - comparar trocentas versões feitas em estúdio ou por fãs com as originais, feitas na maioria das vezes com a limitação do hardware de seu tempo. Há uma única exceção, que é "About Dungeon", que Yuzo Koshiro fez pensando num jogo genérico e que nunca foi usado. Mas foi criado para isso.
- Músicas que são clássicas mas que não têm uma boa execução técnica ou são simplistas. Me crucificarão por dizer isso, mas o tema de Mario é bonito, cativante, mas muito básico, até mesmo na versão do SNES. E o tema de Zelda - que é ousado, brilhante e envolvente - também não entrou por pura falha técnica: a versão do NES é tão pobre na escolha dos timbres que chega a ser irritante. A do SNES também, por incrível que pareça! Culpar o hardware não é desculpa: Actraiser, que saiu no mesmo ano, dá um banho em qualidade e mostra como fazer música clássica no SNES. E Ninja Gaiden do Gameboy mostra que é possível fazer música boa e com qualidade mesmo com todas as limitações que o NES tinha! O mesmo problema de técnica afastou muitas músicas de Nobuo Uematsu em Final Fantasy, que são inegavelmente lindas mas com uma execução sem brilho (a não ser nas versões arranjadas).
- Músicas que fogem completamente do estilo. Esse é um ponto polêmico, pois não existe, por definição, um "estilo gamemusic". Mas existe um conjunto de características que servem como norte, a saber: são músicas empolgantes, utilizam fortemente teclados e - principalmente - utilizam som de sintetizadores. É óbvio que, com a introdução do CD-ROM outras linguagens musicais se incorporaram ao mundo dos games: trilhas sonoras orquestradas sem nenhum sintetizador no meio, músicas pop cantadas, etc. Mas incluí-las seria esquecer a essência do que caracteriza a gamemusic para a minha geração.

O que restou no top 100 foram exemplos de puro brilhantismo e execução magistral: gente inovando no uso de samples; na polifonia limitada do hardware, misturando timbres com absoluta perfeição e criando sons nunca antes ouvidos; músicas alegres, grudentas, pesarosas, pomposas e épicas. Dentre as 100 músicas um compositor se destaca com 25 delas justamente por ter excedido em todos esses itens que citei: Yuzo Koshiro. Este vídeo é o testamento da genialidade dele ao longo dos anos, e o documento que mostra o porque eu admiro tanto esse cara.

Há dezenas de músicas obscuras que a maioria não conhece, seja por causa da idade ou porque os jogos são pouco conhecidos (como Pocky e Rocky ou Space Megaforce), então aproveitem pra garimpar preciosidades e, se gostar, ir atrás da trilha sonora desses jogos. O que ficou de lição após terminar essa lista é que, independente do tempo ou das limitações de som, as boas músicas ficam e se destacam do resto.

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Publicado qua,19 de dezembro, 2012, às 9:09 PM    3 comentários


CARGOS INDICADOS POR POLÍTICOS TERÃO AUMENTO DE 25%

Cargos de confiança indicados por políticos receberão aumento de até 25%

O governo não fez questão de divulgar, mas inseriu na proposta de Orçamento encaminhada há duas semanas ao Congresso Nacional previsão de reajuste de até 25% em três anos para as funções e cargos comissionados de livre nomeação nos diversos ministérios e órgãos do Executivo, incluindo os de Direção e Assessoramento Superior (DAS). Existem hoje 87.245 desses postos no Executivo, dos quais 22.084 são de DAS.

O Palácio do Planalto reservou o percentual maior — os 25% — àqueles que são muitas vezes utilizados para acomodar apadrinhados e indicações políticas. Para os cargos de confiança ocupados mais frequentemente por servidores de carreira e de menores valores, como os DAS-1 e DAS-2, o reajuste foi bem menor, de 5,3% em três anos, ou 1,74% por ano.

Professores e outros funcionários públicos foram tratados duramente pelo governo, que só reservou no máximo 15% de aumento em TRÊS anos. A justificativa era que era preciso controlar o dinheiro, em face da crise econômica, blá blá blá. Mas pra esses cargos, que NÂO PRECISAM DE CONCURSO E GERALMENTE SÃO RESERVADOS PRA APADRINHADOS POLÍTICOS QUE SEQUER TRABALHAM tem dinheiro sobrando, pelo visto. A pergunta que fica é: Por que, hein?

É incrível que ainda existam cargos de indicações com salários nababescos, pra que políticos como Pedro henry façam coisas como contratar um piloto particular e colocá-lo como "assessor técnico" do gabinete dele pra que VOCÊ - eleitor ou não - pague o salário dele.

E vivemos num país tão sério que esse caso foi arquivado no STF pelo ex-advogado do PT (tornado Ministro por Lula) Dias Toffoli (o mesmo que não viu irregularidade nenhuma em João Paulo Cunha mandar sua mulher sacar 50 mil de um dinheiro de origem suspeita da boca do caixa). Por que, hein?

Por que somos tão otários?

Espero que a aprovação da "presidenta" bata os 100%, pra provar de vez que nesse país somos um bando de tolos felizes.


Publicado qui,13 de setembro, 2012, às 4:46 PM    4 comentários


EDUCAÇÃO VAI QUEBRAR O BRASIL?

"Investimento em educação vai quebrar o Brasil", declara Guido Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou, dia 04, as medidas aprovadas pelo Congresso que determinam investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos. "Isso coloca em risco as contas públicas. Isso vai quebrar o Estado brasileiro".

Do Orçamento da União 45% do NOSSO DINHEIRO é usado para pagar juros da Dívida com os Bancos. PRA PAGAR BANQUEIROS! Os banqueiros NUNCA foram tão contemplados com recursos como na Administração do PT! Isso é um FATO, não uma bravata vazia.

CORRUPÇÃO vai quebrar o Estado brasileiro, Sr. Mantega. A começar pela corrupção entranhada nos Ministérios, que só vieram à tona por causa das denúncias da Revista Veja.
ENRIQUECER BANQUEIROS vai quebrar o Estado brasileiro, Sr. Mantega. Ou esqueceu a lição da crise dos EUA e Europa? Não adianta alimentar de dinheiro os bancos na esperança de que, eles estando fortes, a economia ficará forte. Eles gastam o dinheiro em bônus nos próprios salários e em caso de desastre esperam ser resgatados, pois SABEM que serão resgatados.
BURRICE vai quebrar o Estado brasileiro, Sr. Mantega. Manter um eleitor na ignorância baseado numa ideologia vazia e fanática é mais rentável do que investir num cidadão que conhece seus direitos e é politicamente bem informado. É isso que as ditaduras e os países de 3º mundo fazem. É isso o que vemos no Brasil.

Triste do país cujos líderes consideram investimento em educação um prejuízo que vai quebrar o país. Tenho vergonha de ser brasileiro. Tenho vergonha de fazer parte de um povo que não se importa se vamos continuar sendo mantidos BURROS e IGNORANTES por sufocamento da educação, do descaso com os professores, com os alunos que perdem aulas, com tentativas de controle da mídia, com ingerência até na TV paga, que pode passar a ser OBRIGADA a dublar 70% da programação com a justificativa de que "A simples legendagem dos filmes não é suficiente, já que exclui um grande número de cidadãos que não são capazes de compreender plenamente seus conteúdos". COMO vamos ser uma potência com um povo ignorante, senhor Mantega? Será que a idéia de "potência" é a China, onde 10% do povo vive na miséria e a economia é baseada na exploração de trabalhadores semi-escravizados nas fábricas dos nossos smartphones?
O que o Ministro do Japão ou de um dos Tigres asiáticos diria da declaração de Mantega? Será que eles consideram educação um "risco para as contas públicas"? Esses países devem TUDO o que são hoje a uma educação constante, de qualidade, e sem medir esforços ou gastos.

Eu tenho VERGONHA das pessoas que botaram esses caras no poder. Porque sabe-se com clareza (e números pra provar) que uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada não são um "investimento". Ambos trazem prejuízo ao país que sedia tais eventos. Mas ainda assim os robotizados vão ignorar tudo o que tem escrito e ficar listando benefícios que esses idiotas no poder fizeram. Como se a OBRIGAÇÃO de um gestor público não fosse trazer benefícios à população!! Até Hitler trouxe benefícios ao Alemães. O governo fica divulgando dados do programa "Minha casa, minha vida" pra maquiar os dados que apontam falta de investimento em infra-estrutura ESSENCIAIS ao desenvolvimento do país.

Governo aumenta desembolsos do PAC; grandes projetos estão atrasados

E aí, vamos todos ignorar os fatos e curtir as Olimpíadas? Ou vamos parar pra pensar se vale a pena eleger canalhas só porque eles pertencem ao mesmo time que eu torço?


Publicado qua, 1 de agosto, 2012, às 9:35 PM    1 comentário


TITANIC 3D: DEVO VOLTAR A ESSE NAVIO?

Enquanto me preparo pra entrar no cinema, o twitter do Titanic em tempo real me avisa que há 100 anos e 25 minutos atrás o mais luxuoso e conhecido navio do mundo atingiu um iceberg. Esse pensamento me acompanha por toda a sessão, pois estou assistindo novamente a um dos filmes da minha vida, desta vez em 3D, e praticamente em sincronia de um século com o naufrágio dele.

Este é um dos filmes da minha vida não porque me apaixonei pela história de romance ou pelas magníficas cenas da metade final, mas sim porque sou fascinado pela história do navio desde os 11 anos, vendo e lendo sobre a descoberta dos destroços em 1985. Isso tudo gerou um frenezi na época, que se prolongou por alguns anos. Então cresci apaixonado pelo navio e sua mística. Só pra situar vocês, o OUTRO filme da minha vida é O Exterminador do Futuro II, de James Cameron, que assisti umas 8 vezes no cinema e trocentas outras em vídeo, TV e DVD. Imagine então quando descobri que James Cameron iria filmar Titanic? Acompanhei apreensivo todas as (poucas) notícias que saíam nas revistas e jornais, e que indicavam que o filme seria o mais caro já feito, e destinado a afundar nas bilheterias (nenhum jornalista queria perder a piada). Pois bem, não só ele se tornou a maior bilheteria de todos os tempos (superado apenas em 2010 por Avatar, do mesmo diretor) como ficou em cartaz por quase um ano, com pessoas fazendo fila pra ver e rever esse que se tornou o último "épico" de Hollywood. Cameron soube dosar humor, fascínio, pieguismo, romance, terror e aventura como pouquíssimas pessoas já fizeram (eu mesmo só consigo pensar em Spielberg no seu auge e a trilogia Star Wars) e criou um filme que não envelhece. A prova está aí, 12 anos depois, com Titanic sendo relançado em 3D.

Você pode pensar que Cameron está só atrás de mais algum dinheiro, mas definitivamente não é o caso. Os produtores e distribuidores sim, CERTAMENTE, estavam salivando pra que ele o fizesse, mas Cameron ficou podre de rico com Titanic e, como se não bastasse, ainda encheu os bolsos com MAIS DINHEIRO AINDA com Avatar. Ele podia se aposentar e nunca mais tocar numa câmera e ainda assim ele arriscou a vida por mais 3 vezes pra filmar os destroços do Titanic pra o documentário Ghosts of the Abyss. Ele é um apaixonado pelo navio, como eu. E isso se reflete nos detalhes do filme. TUDO ali é uma recriação meticulosa do navio em 1912, desde o talher até o tapete (feito pela empresa que fez o original do Titanic), a recriação e posição de cada personagem no momento do naufrágio, os acontecimentos, tudo ali é real menos os personagens principais e a família de Rose. Por isso pode apostar que esse filme é a menina dos olhos de Cameron. Quando soube que ele iria fazer uma conversão pra 3D eu segurei a respiração. Todos já devem ter visto um filme 3D convertido, essa coisa horrível em que os personagens parecem cartões de papelão animados contracenando. Mas nesse filme eles gastaram o triplo do tempo e dinheiro normalmente investidos na conversão, e conseguiram realizar uma coisa que eu imaginava ser possível na teoria mas nunca tinha visto nas telas: usar geometria 3D pra distorcer uma imagem 2D. Por exemplo, quando a câmera dá um close na cara da Rose velhinha, você vê que há uma profundidade entre o nariz e as bochechas. E não pararam nisso: na cena da escadaria da 1ª classe, se vc olhar com atenção vai ver que há profundidade no ENTALHE DA MADEIRA DO RELÓGIO DO FUNDO. Isso é preciosismo, e isso é BOM! Em vez dos objetos saltarem na sua cara, o que Cameron fez foi criar PROFUNDIDADE, então você tem diante de si praticamente uma máquina do tempo com uma janela para 1912, e você vai se sentir por vezes caminhando dentro do Titanic! Qual o preço disso pra vc? Pra mim - que sou fascinado pela navio - foi até barato, porque foi uma experiência de QUALIDADE, e por isso irei ver novamente (tenho esperanças de ver isso na tela IMAX).

Foi bonito ver a fila gigante que se formou (novamente!) pra esse filme. Bonito também ver gente jovem, umas que nem eram nascidas quando o filme passou! Mas o que me surpreendeu mesmo foi notar pelos comentários e reações que muita gente ao meu redor, gente com mais de 40 anos, também não tinham visto o filme!! E foi delicioso acompanhar as reações, com gente que gemeu de verdade quando a Rose leva um tapa na cara, ou o momento em que, diante do silêncio sepulcral no cinema ao ver todos os corpos boiando, uma garota solitária começa a chorar e soluçar bem alto, o que fez o cinema inteiro cair numa gargalhada nervosa (já que a maioria a essa hora estava fungando e chorando calados). É exatamente ISSO que torna a experiência de ir ao cinema gostosa (além, é claro, de uma boa tela e bom som, indispensáveis num filme desse).


    Chorei sem querer ao ver essa cena em 3D. Sempre a achei a mais bela de todo o filme, não pela interpretação, mas pela composição de cores e luz. Vê-la em 3D me fez ir às lágrimas de emoção
Uma coisa que quero frisar novamente: este é o último épico hollywoodiano. Foi feito com um navio construído quase em escala real, com centenas de figurantes, e o dinheiro foi aplicado no que está DE VERDADE na tela, e não em nerds fazendo coisas digitais no computador. Até mesmo o navio quebrando ao meio é uma maquete gigantesca, e não um modelo em computador. Um filme dessa escala MERECE ser visto no cinema, seja em 2D ou 3D. Mas posso lhe garantir que o 3D não está lá gratuitamente: ele ajuda a contar a história, e me faz pensar se Cameron não previa já naquele tempo que um dia seu filme teria a dimensão da profundidade. As cenas em que Jack e Rose afundam junto com o Titanic ganharam finalmente um sentido de EXPERIÊNCIA cinematográfica, pois em 2D uma cena subaquática é sempre muito prejudicada pela pouca visibilidade e contraste, enquanto em 3D ela finalmente ganha - literalmente - CORPO e profundidade. Se existia alguma dúvida em sua mente sobre se o 3D convertido poderia ficar bom, pode ter certeza de que fica. No fim do ano fui a Curitiba visitar a exposição internacional sobre o Titanic, com peças resgatadas do navio. Eles montaram aquele corredor branco da 3ª classe em tamanho real, com camas, grades e tudo, e ao ver no filme em 3D eu me senti transportado de volta àquele lugar, era uma reprodução VISCERAL de se estar no local físico: o clima de claustrofobia daquele corredor é REAL. Por isso, se vc gostou da experiência de ver o filme em 2D no cinema reassistir Titanic 3D vale cada minuto, porque desta vez você estará "literalmente" - ou o mais próximo possivel disso - dentro do navio!

Roger Ebert, um dos críticos mais respeitados do mundo, falou que os efeitos 3D do filme eram inócuos, e que em certas cenas nem efeito 3D tinha, e que ele tirava os óculos e não via diferença. Ora, embora respeite o currículo do cara, só tenho o que discordar: meus olhos estão muito bons, e tem 3D (e ótimo 3D) em CADA FRAME desse filme. E quando tirei o óculos pra ver ficou tudo meio embaçado (como deve realmente ficar) e sem contraste (como deve ficar, já que o brilho é aumentado pra compensar o escuro do óculos 3D). A imagem estava perfeita, cores brilhantes, tela com resolução 4k (do cinema Kinoplex do Plaza Forte, em Pernambuco), óculos com tecnologia RealD e som razoável. Eu recomendo que procurem o melhor cinema da sua cidade pra ver esse filme, porque ele foi todo remasterizado pra se beneficiar dos últimos avanços tecnológicos (inclusive foi remasterizado pra IMAX). A imagem está mais vívida e definida: vi detalhes que NUNCA tinha percebido antes - e o 3D ajuda muito a fazer seus olhos saltarem pra objetos e pessoas no fundo da cena - e, embora Cameron não tenha admitido, eu percebi que ele melhorou sim os efeitos visuais datados. Ao contrário de George Lucas, as mudanças foram apenas no matte, ou seja, o "recorte" da imagem sobreposta a outra. Todo filme dos anos 90, quando passa em alta definição, você vê que, nas cenas de efeito, o personagem está usando chroma-key (o famoso efeito Chapolin Colorado). Com a tecnologia atual, nos filmes de hoje (como Transformers 3) isso se tornou impossível de distinguir, e como em Titanic 3D cada personagem teve de ser manualmente "recortado" da tela pra poder criar a camada 3D, Cameron ficou com a faca e o queijo na mão pra consertar esse problema. Quem mais se beneficiou disso foi a cena em que Rose está pendurada do lado de fora do navio (no original dava pra ver até a luz verde do chroma key refletindo no corpo dela). A ÚNICA coisa ruim dessa conversão não foi culpa de James Cameron: a legenda em português. Ela ficou num nível de profundidade que não é nem na frente nem atrás dos objetos da tela. Isso obriga o olho a "entronchar" pra dentro (ficar vesgo) pra poder focar na legenda quando a cena tem muitos planos de profundidade. Isso pode causar dor de cabeça em alguns, então no meu caso eu procurei não olhar muito pra legenda, já que eu sabia de cor vários diálogos e queria mesmo é curtir o visual. Ver dublado talvez seja uma boa pedida pra quem se cansa fácil em filmes 3D, já que ele tem 3 horas.


Leia também:
Crítica de Pedro Martins pro Diário do Nordeste;
Crítica de Pablo Villaça


Publicado dom,15 de abril, 2012, às 4:29 AM    3 comentários


SALVANDO A SEGA E SNK DA FALÊNCIA VIA REALIDADE ALTERNATIVA

O início dos anos 90 assistiu a um embate entre duas gigantes japonesas que rendeu maravilhosos frutos para as crianças e adolescentes que tiveram a sorte de estar vivos e desocupados nesta época. Estes puderam apreciar uma safra que rendeu os melhores jogos de todos os tempos, que rodaram em apenas duas máquinas: Um SNES (da Nintendo) e um Mega Drive (da Sega). A concorrência criativa q havia naqueles anos fizeram os melhores anos da minha vida. Infelizmente essa época se foi, mas abaixo apresentarei uma realidade alternativa (tipo Fringe) onde os frutos da competivitidade poderiam continuar rendendo a nós, gamers, excelentes jogos.


HISTÓRIA

Antes de mais nada é preciso contextualizar a época da batalha, para conhecer bem os movimentos dos nossos oponentes e percebem onde acertaram e onde erraram. O Mega Drive surgiu no final dos anos 80, e teve um começo bem modesto, escondido lá pelo Japão. A fabricante Sega era bem conhecida pelos seus Arcades (Fliperamas, como "Golden Axe" e "E-Swat") mas não teve sucesso em competir com o Nintendo 8-bits com o seu Master System (que só fez sucesso na Europa e no Brasil). Investiu-se então num hardware poderoso, diferente de tudo o que havia no mercado: O Mega Drive possuía o dobro de bits, o dobro de canais de som, o quádruplo de cores, e em vez dos 2K de RAM do Nintendinho, tinha 64K disponível. Pro vídeo a mesma coisa. Isso é pra mostrar que a Sega só conquistou o sucesso que teve com um hardware MUITO superior ao líder do mercado (Nintendo) e um pouco melhor até que o concorrente do momento (PC Engine / TurboGrafx-16). Mesmo assim a Sega amargou um terceiro lugar na guerra dos consoles no Japão, até chegar seu momento de brilhar. Isso porque o Nintendinho tinha um público muito fiel, e excelentes jogos saindo pra ele, enquanto o PC Engine lançou um adaptador pra CD-ROM e se tornou especializado em RPGs, que é um mercado muito forte no Japão (e adequado pra essa mídia). Mas a Sega diligentemente trabalhou nos jogos pro seu videogame, convertendo Arcades até de outras empresas (como Truxton e Strider) e em franquias de sucesso como Mickey (Castle of Illusion). A virada chegou por volta de 1991/92, quando o Mega Drive se estabeleceu como o videogame dos jovens "descolados" e dos que queriam uma diversão mais madura, especialmente nos EUA. Isso não só graças ao lançamento de Sonic the Hedgehog, como também ao apoio incondicional da Electronic Arts, que lançou na primeira metade dos anos 90 uma saraivada de títulos inesquecíveis e originais, como Lakers x Celtics, Road Rash, Desert Strike, John Madden football, NHL e Fifa soccer.

O mais incrível do Mega Drive é que em 1991, já um videogame "de idade", pôde lutar de igual pra igual com o Super Nintendo, que era (ainda é) fantástico, um hardware superior em quase todos os aspectos e até hoje lembrado como um dos melhores (senão o melhor) videogame de todos os tempos. Em resposta ao Mario da Nintendo a Sega tinha o Sonic, visualmente melhor e mais rápido. Pro Final Fight do SNES (maravilhoso graficamente) ela respondeu com Streets of Rage, que permitia jogar de dois. F-Zero? Road Rash. Olhando em retrospecto, o Mega Drive foi um gigante ferido, que lutou com bravura até o fim em condições desiguais.

Até 1991 a Sega estava agindo com sabedoria. Mas em dezembro deste ano deu um passo errado que norteou todo o destino da companhia pelos anos que viriam até sua falência: lançou o Sega CD. O Sega CD era um acessório caríssimo que era acoplado ao Mega Drive e fazia ele ler os dados do jogo em CDs ao invés de usar cartuchos. SÓ ISSO! A idéia da Sega era competir com o PC Engine usando um hardware graficamente inferior em uma mídia cujo maior atrativo são OS GRÁFICOS. A única coisa gráfica que o Sega CD tinha de novo eram os efeitos de scaling e rotação, e só. Com o fracasso do Sega CD a empresa tentou lançar o 32X, outro acessório pro Mega Drive que desta vez aumentava o número de cores e processava polígonos, mas era uma compra inútil quando se via que o SNES podia processar polígonos dentro do próprio cartucho, sem ser um preço exorbitante. E assim a Sega foi perdendo tempo e dinheiro em hardware inúteis (como o Sega Activator) ou uma aberração, como o Saturn, que era dificílimo de programar por ser um frankestein, um hardware que quis ser tudo mas acabou não sendo nada (nem era otimizado pra 2D nem pra 3D). Essa sangria de dinheiro com decisões estúpidas se provou fatal, e nem mesmo o acerto de hardware do Dreamcast pôde salvar a Sega, que desta vez deslizou na escola da mídia, optando por um formato proprietário em vez do popular DVD.

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Publicado sex,23 de março, 2012, às 10:56 PM    4 comentários


USANDO UM HOME THEATER LIGADO AO PC

Resolvi fazer este post porque por muitos anos eu adiei a compra de um Home Theater de verdade porque não encontrava informação pras minhas dúvidas. Em alguns fóruns dá pra perguntar, mas as respostas ficam espalhadas e pouco práticas. No meu caso eu uso o computador como sistema de entretenimento pra áudio e vídeo. Então fiquei por muitos anos com um sistema 6.1 da Creative ligado ao computador. Era legal, melhor que a maioria dos Home Theaters que vendem em magazines e shoppings, mas não tem nem comparação com um VERDADEIRO Home Theater.

E o que seria um verdadeiro sistema surround? A resposta mais curta é: um cinema certificado THX, com aquelas caixas gigantes e som ensurdecedor. MAS como sua sala ou quarto não é do tamanho de um cinema, o número e tamanho das caixas podem ser bem menores. Há tamanhos e preços pra todos os gostos, e as marcas ONKYO e DENON são as mais recomendadas por audiófilos que não são podres de rico mas exigem qualidade. A Onkyo tem os melhores preços do mercado, e foi ela que eu comprei, no Mercado Livre, por um preço bem abaixo do que se encontra em lojas especializadas (o risco, claro, é você levar o cano do vendedor, então primeiro pesquise bastante).

Pois bem. O Onkyo 6300 é 7.1 surround, ou seja, possui 7 caixas satélite (que ficam ao seu redor) e 1 subwoofer gigante. Possui customização de tudo o que você imaginar, com vários presets de áudio, e você ainda pode ligar vídeo de baixa definição através dele pra usufruir de uma melhor qualidade de imagem.


COMO LIGAR AO PC:

Muitas placa-mãe de PC já vêm com som embutido, e possuem saída óptica digital (quadradinha). Algumas placas externas possuem saída coaxial. O problema dessas duas saídas é que o áudio ficará limitado a 5.1 canais. Se você comprar um sistema 5.1, ótimo. Mas o meu é 7.1 e queria estar preparado pra ouvir filmes DTS-HD nesse formato (embora o mais comum seja DTS 5.1 mesmo). Então liguei o som através da placa de vídeo, via HDMI. A maioria das placas de vídeo da NVidia e ATI estão saindo com essa opção, então certifique-se de que a placa de vídeo tenha DUAS saídas HDMI (uma pra o monitor principal e outra pro Home Theater). Como o Onkyo funciona como um Hub de vídeo, esse sinal que entra nele pode sair pra uma TV de alta definição, e foi exatamente o que eu fiz. Então recapitulando: O som sai da placa de vídeo do PC via cabo HDMI e entra no Home Theater, de onde sai para as caixas de som. O vídeo, que foi junto com o áudio, sai do Home Theater num cabo HDMI e vai pra TV. Assim posso assistir a meus filmes baixados da Internet na TV, com o som do Home Theater.

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Publicado qui, 8 de março, 2012, às 7:55 PM    26 comentários


QUALIDADE DE CINEMA EM TV FULL HD

As configurações a seguir são gerais para TVs LCD e LED com resolução 1080p (full HD). Apenas a parte final (a calibragem de cor e brilho) é específica para a TV Samsung B650. Se você tem uma TV de alta definição (720p) use este outro guia.

Estou reescrevendo esse guia porque finalmente consegui um ajuste de imagem que me fez cair da cadeira, exibindo um contraste que eu não pensava que fosse possível na minha TV, com um aumento na resolução percebida que deixa os filmes de alta definição com a mesma qualidade daqueles vídeos que a gente vê nas lojas, que são calibrados pelos fabricantes pra tirar o máximo do monitor.

O segredo para a imagem perfeita reside em uma certa configuração do filtro FFDSHOW, um software gratuito que decodifica a imagem, permitindo ajustes precisos na qualidade dos filmes AVI e MKV (caso você tenha o Windows 7 64-bit eu recomendo o pacote Shark 007, que instala o FFDSHOW e outros codecs, e resolveu vários problemas de incompatibilidade aqui no meu PC).

Veja a diferença de uma imagem não-processada pra uma processada pelo FFDSHOW:


Notem como o lado direito tem mais nitidez (no texto) e é um pouco mais escuro. O efeito é ainda melhor em movimento e em tela cheia

Vou dar um passo-a-passo de como configurar não só o FFDSHOW como calibrar sua TV Samsung pra tirar o máximo de qualidade dos vídeos baixados da internet:

Após instalar o FFDSHOW, vá no menu iniciar/programas/ffdshow/, clique em video decoder configuration e ajuste os parâmetros para ficar igual ao das imagens:


PICTURE PROPERTIES

Um grande truque que aprendi é que o FFDSHOW tem uma ORDEM de processamento. Ou seja, você escolhe a sequência em que os filtros entrarão. Isso é importantíssimo ao lidar com altas resoluções pois economiza recursos do processador. Coloque a ordem de acordo com a minha configuração, clicando nas setinhas (marcado no círculo vermelho). Nesse filtro eu só mexi na saturação, pra dar um pouco mais de cor no filme.


DECODER OPTIONS

Esta opção não é um filtro, e sim opções do decodificador. É importante colocar o "number of decoding threads" em 4 se você tiver um processador core duo (4 núcleos). Se for um dual core, coloque em 2.

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Publicado ter, 1 de março, 2011, às 2:37 AM    11 comentários



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