Meu outro blog!


ÁGUA GRÁTIS A PARTIR DO NADA

Um tanto semelhante ao milagroso destilador de água de Dean Kamen, só não tão extravagante ou milagroso, é o coletor de água potável WaterMill. Ele é basicamente um desumidificador inteligente que coleta partículas de água em suspensão no ar, filtra, purifica com um esterilizador ultravioleta e fornece a você até 12 litros de água por dia. E antes que você comece a pensar que o ar da sua casa vai ficar todo seco e desconfortável, ele é na verdade projetado para ficar do lado de fora da sua casa e captar água de lá, enviando-a para algum lugar onde seja necessária dentro: como pra dentro da sua geladeira. Deve sair em fevereiro do ano que vem e, apesar de não sabermos ainda o preço, isto vai te custar alguns poucos centavos por dia para funcionar. Ou, se preferir, você pode beber água da torneira mesmo.

[Via Gizmodo Brasil]


Publicado qui, 2 de outubro, 2008, às 1:03 AM    5 comentários


MEUS DTSs CASEIROS

Conheci a banda de rock inglesa Muse há algum tempo atrás, enquanto pesquisava pra fazer o História da gamemusic, por conta de uma referência a uma cópia (homenagem?) que eles fizeram da música-tema do jogo Top Gear, composta por Barry Leitch para o SNES. Eu adoro Top Gear (inclusive é o que toca no meu celular) então baixei a música do Muse, que se chama Bliss, pra ouvir. De fato eles usam a mesma sequência de notas, mas a sensação de plágio se dissolve por conta da música ser muito boa e ter personalidade no refrão.

O fato é que a música não me saia da cabeça, mas não o suficiente pra ir atrás de outras músicas deles. Até que, por acaso, vi na MTV um especial de Muse ao vivo e percebi que Bliss não era um mero acidente, que eles eram MUITO bons ritmicamente. Acabei baixando várias músicas (dica: as músicas são melhores ao vivo do que em estúdio) e fiquei fã da banda. Eles têm a mania de misturar bom rock melódico com um "cue" (tema musical curto e marcante) feito em sintetizador - como o de Top Gear - que fica permeando a música. Me apaixonei especialmente pela música Starlight, que, na minha opinião, é perfeita do começo ao fim. Nas minhas buscas pela versão ideal (eu sempre baixo mais de um MP3 pois o codec em que ele é encodado influi muito no resultado) acabei elegendo uma versão em MONO (isso mesmo) como a melhor, pois a batida fica mais pesada. Mas também encontrei uma versão karaoke, só com a parte instrumental. Daí veio a idéia de fazer uma versão 5.1 DTS surrround caseira da mesma, já que ela não existe oficialmente.

Peguei a versão mono e deixei-a no canal central, dando uma atenuada nos graves pra eliminar a bateria. Sincronizei com a karaoke e ficou perfeita.

Muse - Starlight (40MB)


Aproveitei minha empolgação e refiz a mixagem da música Tender feeling do Elvis, que eu havia convertido pra 5.1 surround anteriormente. Não estava satisfeito com a claridade da voz no centro, então abaixei um pouco o volume dos canais L e R e dei um tratamento acústico na voz do canal central. Ficou muito mais parecido com o original em termos de equilíbrio. Agora sim estou satisfeito e espero que gostem.

Tender feeling v2.0 (23MB)


Publicado ter,30 de setembro, 2008, às 1:25 PM    2 comentários


A GELADEIRA DE EINSTEIN

Os cientistas na universidade de Oxford começaram a fazer exame mais detalhado de uma invenção do grande Albert Einstein e seu pupilo Leo Szilard a fim de criar refrigeradores que poderiam ser usados completamente sem eletricidade (e sem partes móveis). Albert criou um mecanismo que usa tão-somente gás pressurizado para manter as coisas geladas. Entretanto, uma vez que os compressores se tornaram mais eficientes nos anos 50, a idéia foi posta de lado. Agora, obviamente a idéia tem um maior apelo, e se as coisas se mantiverem assim, um protótipo terminado deve estar pronto pelo fim do ano.

Mais informações no Physorg

Interessante notar como uma idéia dessa ficou engavetada tanto tempo, enquanto pagamos uma nota às companhias de luz ESPECIALMENTE por conta da geladeira ligada 24/7. Imagine em que nível estaria se houvesse um investimento mínimo das empresas ou governos, gastando uma pequena fração do que é gasto diariamente pelos EUA no Iraque hoje.


Publicado , às 1:53 AM    1 comentário


CULTURA MUSICAL DA GAMEMUSIC

Os videogames prestaram a mim uma incalculável contribuição tanto na parte de preparar meus reflexos para o trânsito caótico da cidade como em aprender uma segunda língua (todo o meu inglês vem dos jogos e das traduções de revistas de games). Mas há também uma outra, inestimável, que foi no gosto musical: As músicas de videogame me abriram as portas para novos e antigos sons, que de outra forma eu nunca apreciaria em sua magnitude.

Música clássica, por exemplo. Sempre tive acesso a esse tipo de música, SE quisesse. Mas não queria. Não havia vontade, paciência de escutar músicas de 8, 10 minutos, que só tinham uma partezinha boa aqui e ali. Aí veio um certo jogo que literalmente abriu meus ouvidos: Actraiser. Não é porque as músicas eram compostas por Yuzo Koshiro - eu simplesmente não sabia na época - mas já estava amando ouvir aquilo. Cada música era como ouvir o tema de um filme: empolgante, única, ajudando a contar a história carregada de sentimento! Isso não só me fez prestar mais atenção nas músicas de John Williams (de quem eu gostava, mas apenas ouvindo dentro dos filmes) como aproveitei a época em que a revista "Caras" estava dando CDs de música clássica junto com a revista pra ouvir os grandes clássicos que, certamente, inspiraram Actraiser. Comecei por simpatizar por Wagner primeiro, por conta do estilo, e depois fui absorvendo Mozart e Beethoven.

Actraiser - Filmoa (Filmore)

Actraiser - Ending


Na mesma época (1992), também passei a me interessar por músicas barrocas, que são ainda mais difíceis de simpatizar, por conta de outro jogo: Castlevania IV, com músicas arranjadas por Masanori Oodachi e Souji Taro. Graças a ele conheci o mundo da música sacra (daí pra gostar de Bach foi um pulo) e ainda o jazz.

Castlevania IV - Entrance Hall

Castlevania IV - The Beginning


Ainda em 92 (ano mágico!) apareceu pra Mega Drive a continuação do meu game predileto: Road Rash. Eu, que já tinha um SNES, ia pra locadora só pra jogar Road Rash 2. A música era arrasadora como sempre, graças a Rob Hubbard, mas a do Arizona era especialíssima. Foi aí que eu vi a beleza da música "de levada", típica do blues norte-americano, que é a base do rock "de raiz". A partir daí pude apreciar melhor a arte de Dire Straits ("Sultans of swing") e outros compositores, como Jimmy Hendrix em "Gypsy Eyes" e outros mais obscuros, como Uriah Heep em "Real turned on".

Road Rash 2 - Arizona


Publicado dom,14 de setembro, 2008, às 4:22 AM    2 comentários


DTS REVIEW 8

Walter Carlos

Esse cara fez a trilha sonora do filme Laranja Mecânica, distorcendo corajosa e magnificamente os sons de Beethoven pra uma nova geração. Mas seu outro álbum, Switched On Bach (1968) é infelizmente bastante conservador. É puramente Bach tocado em Moogies e sintetizadores dos anos 70. Podia ser "legal" nessa década, mas ficou bem datado. O fato de que o som é tirado de um vinil QUAD (quatro canais) não ajuda, também.


Toto

Aqui no Brasil só conhecemos esse grupo por uma única música: Africa. Mas eles têm outra muito boa: Rosanna. E nada além disso. Apesar de tudo, o álbum Toto IV, que contém estas músicas, ganhou 6 Grammys. Mas a grande surpresa foi ouvir um lindo trabalho de remasterização para 5.1. Essas duas músicas estão melhores do que nunca.


The Beatles

Selections from Yellow Submarine traz as músicas que o quarteto de Liverpool fez para o filme Yellow Submarine. O som foi retirado do DVD. Apesar de ser uma verdadeira remixagem, com vocal isolado no centro, a nitidez do som não está nota 10. Ainda assim é uma boa pedida, já que o TOUP não remixou este álbum.


Creedence Clearwater Revival

Gold é o nome do álbum com os maiores sucessos do grupo. O som foi retirado da versão original QUAD (quatro canais) dos anos 70. Embora o som seja um pouco abafado, por ser derivado do vinil, a qualidade da mixagem é ótima, comparável a do Dark Side of the Moon (QUAD).


Rick Wakeman

The Myths & Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table é um dos maiores trabalhos de Wakeman, juntamente com Journey.... O som é QUAD, tirado do vinil. A mixagem não é muito empolgante, mas a qualidade é um pouco melhor que a versão stereo.


Hot Butter: Popcorn

Esse álbum de 1972 traz o encantamento com a febre dos teclados eletrônicos, com versões dos primeiros grandes sucessos dos anos 60, como Popcorn (depois gravada por Jean Michel Jarre), Telstar (do The Tornados), todos com o som característico do moogies. A mixagem é verdadeiramente 4.0, com os sons separados. Mas a qualidade dos sons escolhidos é ruim, a menos que você goste de sons de telefone celular.


Eagles

Hotel California é um álbum de uma música só (ok, eu também gostei de Try And Love Again), mas a qualidade do som é excelente, com boa separação nos canais frontais (os traseiros só funcionam pra criar um som ambiente). Vale pra ouvir o trabalho 5.1 da música-título.


R.E.M.

Músicas ripadas de um DVD tipo best of cujo nome eu não lembro, são verdadeiramente remixadas em 5.1, mas a mixagem me decepcionou... muito. As vozes perderam a força, espalhadas nas caixas, o acompanhamento (os arranjos maravilhosos) ficaram mais baixo, enfim, são outras músicas. Isso é mais facilmente sentido em Loosing my religion.

Elvis

O álbum Elvis: As Recorded Live on Stage in Memphis foi lançado em QUAD (4 canais surround) nos anos 70, e agora foi convertido pra DTS por algum fã, ou seja, a qualidade do som é um pouco abafada, pois é de LP. Ainda assim, não há chiados nem clicks. Os canais traseiros são bastante utilizados pra platéia e backing vocal, dando um climão de show mesmo.


Publicado sex,12 de setembro, 2008, às 9:10 PM    3 comentários


AS MELHORES CURTAS DA GAME MUSIC

Músicas curtas mais cativantes dos games. Usadas em lugares onde se passa pouco tempo, geralmente possuem 30 segundos ou menos. São pura repetição, mas a melodia é tão boa que gruda na sua cabeça por horas a fio:

Yoko Shimomura - Traverse Town (Kingdom Hearts)
Yoko Shimomura - Merlin's Magical House (Kingdom Hearts)
Yoko Shimomura - Fighting (Super Mario RPG)
Yasunori Mitsuda - Gato theme (Chrono Trigger)
Yasunori Mitsuda - Bike chase (Chrono Trigger)
Setsuo Yamamoto, Makoto Tomozawa, Yuki Iwai, Yuko Takehara, Toshihiko Horiyama - Password (Megaman X)
Yuzo Koshiro - The Syonin (Ys)
Yuzo Koshiro - Tears of Sylph (Ys)
Yuzo Koshiro - Player Select (Streets of Rage 2)
Yuzo Koshiro - Back to the Industry (Streets of Rage 2)
Yuzo Koshiro - Prologue (Revenge of Shinobi)
Soyo Oka - Password (Pilotwings)
Soyo Oka - Bad evaluation (Sim City)
Soyo Oka & Taro Bando - Princess wins (Super Mario Kart)
Noriyuki Iwadare & Yoshiaki Kubodera - Shop (Ys 3)
Hajime Hirasawa - Controls (Star Fox)
Mari, Annie & Ike-Bomb - The Briefing (UN Squadron)
Atsu Isemura - World map (Rival Turf)


Publicado qua,10 de setembro, 2008, às 9:32 PM    1 comentário


BURRICE ELEITORAL NA INTERNET

Mais uma vez a justiça brasileira dá mostras de que não evoluiu em nada e aparentemente só usa computador pra substituir a máquina de escrever.

Ontem o site Twitter Brasil (http://www.twitterbrasil.org) foi SUMARIAMENTE retirado do ar, por uma decisão liminar do TRE do Ceará. Sim, isso mesmo, o servidor tirou do ar o SITE TODO, sem choro nem vela, sem nem mesmo ENTRAR EM CONTATO com os donos do site, para tentar entender o que havia acontecido.

Motivo? Aparentemente, criaram no Twitter (http://www.twitter.com) um perfil falso para a candidata LUIZIANNE DE OLIVEIRA LINS, que, como todo bom perfil FALSO, era recheado de notícias irônicas e de gosto questionável. A dita política, provando mais uma vez que para eles a internet é um monte de tubos, entrou com um pedido no TRE-CE (clique aqui para ver um resumo do processo) exigindo a retirada do TWITTER do ar. Os nossos juízes e advogados, que desde o caso Cicarelli já demonstraram não conhecer NADA do funcionamento da rede (com exceção do Jorge, claro), começaram a acionar possíveis donos do domínio twitter.com e... chegaram ao twitterbrasil.org, exigindo a retirada do mesmo. Abaixo, o print do resumo do processo:

Pegaram o absurdo? Um blog que falava sobre o Twitter foi RETIRADO DO AR, com uma liminar enviada diretamente ao servidor responsável pelo domínio, sem qualquer base jurídica para tal, e sem nem mesmo um comunicado oficial aos donos do blog.

Importante ressaltar, o Twitter Brasil não possui NENHUMA relação com o Twitter, mantendo ao longo de toda sua existência uma relação informativa sobre o serviço, comentando sobre novidades, quedas, encontros e outras notícias relacionadas ao mundo do microbloging. Tudo isso foi mais uma vez a prova de que a justiça brasileira tem mentalidade retrógrada, é ARBITRARIAMENTE AUTORITÁRIA, NÃO CONHECE A INTERNET e NÃO ENTENDE como funciona a mesma.

É com esse nivel de intolerância e ignorância que Fortaleza vai crescer? Uma candidata que não procura sequer saber DE ONDE exatamente parte a "ofensa" do perfil falso, e decide, muito democraticamente, tirar o "site twitter" TODO do ar (não importa se é um serviço de comunicação usado por milhares de pessoas!). Da próxima vez que der um "piti" seria melhor especificar a URL direitinho pra não atingir um inocente, como agora. Um cursinho de internet também ia bem, especialmente pra uma candidata a prefeita que usa um site na internet pra pedir votos...

Fonte: GuraveHaato. Mais no TwitterBrasil e em toda a blogsfera. O próximo pode ser você.


Publicado , às 8:55 PM    Comentários 0


MACARTISMO NA REDE

Macartismo: Campanha de Perseguição desencadeada nos EUA pelo Senador Joseph Raymond McCarthy, na época da guerra fria, contra qualquer pessoa que tivesse qualquer relação com o pensamento de esquerda, ou seja, não fosse um boneco do Estado, uma caixa de ressonância dos "valores morais" da sociedade norte-americana, sendo surpimida, assim, a liberdade civil. Centenas de pessoas foram injustamente delatadas como comunistas (ou seja, traidores da pátria), pessoas que valorizam a liberdade de pensamento, como os diretores de cinema Charles Chaplin e Orson Welles, e até mesmo o físico Albert Einstein.

SENADOR QUER CRIMINALIZAR FANSUBBERS, FANFICS, TRADUTORES DE MANGAS, E REDES P2P

Ao aprovar o projeto Substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000, redigido pelo Senador Eduardo "McCarthy" Azeredo (PSDB/MG), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara quer transformar milhares de internautas criativos em criminosos.

O Senador Azeredo quer tornar uma das atividades mais criativas da Internet em ato criminoso. Quer transformar os fansubbers, os fanfictions e a tradução de séries de TV em crime. O Senador considera que traduzir um Mangá é um crime tão grave como invadir um banco de dados e subtrair dinheiro de um aposentado.

Milhares de jovens e adultos participam de grupos de Fansubbers traduzem animes (desenhos animados) do japonês para o português. Eles legendam estes desenhos e distribuem gratuitamente pela rede. Trata-se de um fenômeno mundial e muito popular no Brasil. Jovens, Advogados, médicos, engenheiros, universitários, com idade entre 16 e 35 anos, serão considerados criminosos assim que o Substitutivo do Senador Azeredo for aprovado no Plenário.

Além dos fansubbers, o Senador Azeredo quer colocar na prisão também os criadores de Fanfics ou Fanfictions. São ficções criadas por fãs de uma série de TV ou cinema qualquer. Pessoas comuns fazem o que Walt Disney fez com os Irmãos Grimm, recriam seus contos e estórias, mas fazem por hobby, sem intenção comercial. Os fanfics são contos ou romances escritos por quem gosta de determinado filme, livro, história em quadrinhos ou quaisquer outros meios de comunicação. Somente um dos sites mais interessantes de Fanfic em português, criado em novembro de 2005, conta com aproximadamente 7.511 histórias (24.081 capítulos e o impressionante total de 37.620.962 palavras). Este site e centenas de blogs estarão na mira do substitutivo do Senador Azeredo, isto porque ninguém poderá usar nenhum arquivo sem a expressa autorização do seu autor. O artigo 285-B do Substitutivo do Senador Azeredo diz que será considerado CRIME:
"Obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros, a pena é aumentada de um terço.
"

Como bem afirmou o jurista Lawrence Lessig, a criatividade estará em perigo se substituirmos a cultura da liberdade pela cultura da permissão. O Senador Azeredo com o artigo 285-B pretende criminalizar uma das principais características da cibercultura que é o remix, que são as práticas recombinantes. Azeredo quer bloquear uma das principais condições para a criatividade que é a reciclagem de idéias, a possibilidade de compartilhar bens culturais.

Será que todos os Senadores brasileiros sabem que eles irão considerar criminoso um jovem que baixa um capítulo da série Lost para traduzi-la, inserir a legenda em português, para distribui-la gratuitamente em redes P2P? Não é possível que eles considerem o ato de solidariedade do jovem, ao distribuir gratuitamente o vídeo legandado, como algo que exija o aumento de sua pena em "um terço".

Será que nossas cadeias precisam de gente criativa? O que este artigo 285-B tem a ver com o combate a pedofilia? Trata-se de uma agenda oculta? Será que nossas Casas legislativas querem criminalizar a cibercultura?

Texto do projeto de Lei do Governador Azeredo

Petição contra a Lei de Senador Azeredo

Assinem antes que seja tarde demais... precisamos que isso repercuta na opinião pública do Brasil, contra essa afronta a nossa privacidade... ou seremos vigiados
já ao conectarmos nosso computador ao provedor...

NÃO À DITADURA VIRTUAL

O estado policialesco, em que uns vigiam os outros, cheira mais a stalinismo do que a proteção aos bons internautas

Falta muita discussão e aperfeiçoamento para que a internet ganhe um projeto de lei à altura de sua importância no Brasil, um dos países em que mais cresce o número de internautas, e em que os usuários ficam mais tempo conectados. Dois aspectos polêmicos se sobressaem no substitutivo do projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG): o conceito de defesa digital e a "deduragem virtual" obrigatória, de parte dos provedores de acesso à internet.

Defesa digital seria o sinal verde para que técnicos de informática invadissem as comunicações de suspeitos de ser hackers (piratas de computador). Uma espécie de liberdade para piratear pretensos piratas. Como disse um mestre na área, em comentário no meu blog: "Atuo com "security officer" para um produto em uma multinacional. Isso me habilita a interceptar e alterar dados on-line?".

Deduragem virtual, obviamente, não é um conceito do senador, mas é exatamente isso que o projeto propõe. Imaginem provedores de internet, que não são juízes, com a liberdade para "entregar" suspeitos de práticas criminosas na web! Que poder fora do comum, que facilidade para destruir reputações em uma só tacada. Como punir, então, os bandidos da web, sem esses mecanismos que o projeto sugere? Em primeiro lugar, é necessário que os internautas decentes, a maioria, tenham canais e proteção para informar às autoridades sobre e-mails com armadilhas para roubar senhas, com vírus executáveis e outras patifarias. E que, daí, sim, juízes autorizem a quebra, digamos, do sigilo internético.

Além disso, sites picaretas de vendas que aplicam golpes em incautos abrem e reabrem o tempo todo, embora se saiba quem são seus donos e de onde vêm. Por que eles escapam impunes?

POR QUE NÃO FAZEM UM PROJETO DE LEI COM PENA DE MORTE PARA POLÍTICO CORRUPTO?


Publicado qui,10 de julho, 2008, às 12:07 AM    9 comentários


DUALSHOCK WII

Estou de queixo caído até agora. Sabe quando você pensa numa coisa, e ela se materializa? Foi assim que me senti hoje, ao dar de cara com a notícia de que a Sony está trabalhando num controle DualShock tipo Wii!

Uma coisa que eu gosto de passar o tempo é imaginando como seria administrar um negócio se eu fosse o dono dele. Claro que não é qualquer negócio; um dia pode ser a Nintendo, no outro a Square, ou mesmo a presidência dos Estados Unidos. É um jogo interessante de what if, e serve pra testar minha visão de que o mundo é uma imenso jogo de xadrez. Pois bem, ontem, exatamente ONTEM, minha mente estava no comando da divisão de games da Sony, divagand sobre o que levou ela, que tinha o mercado de videogames em mãos, a perder uma grande fatia do publico hardcore pro XBox e causar uma rejeição tão grande aos jogos ATUAIS por parte dos consumidores casuais que eles preferiram voltar pro simples Wii.

Pois bem: na minha mente o desafio foi levar o PS3 à vitória, com tudo o que ocorreu DE FATO na época, como escassez de componentes, custos altíssimos dos chips, atrasos, etc. Minha estratégia consistia em manter ao máximo o hype da chegada do PS3, enquanto pudesse. O lançamento é TUDO. Isso se confirmou com o SNES, que teve os melhores jogos de sua vida lançados logo nos primeiros meses do aparelho! Nos games, como na vida, a primeira impressão é a que fica. O PS3 perdeu isso com jogos medíocres, aliás, até hoje ainda não lançou um jogo matador (isso mudará com o lançamento de Metal Gear Solid 4). Voltando ao assunto, eu não apressaria em nada o lançamento do PS3, como fizeram. Me concentraria em desenvolver o hardware pra ele ser mais barato, mais leve e menor. E enquanto isso iria desenvolvendo o kit de produção de jogos, o SDK, NÃO NO JAPÃO, mas nos EUA. Os tempos mudaram, os jogos e o modelo de produção, também. Agora tudo é 3D, e os mestres na arte são os norte-americanos. Contrataria a ID sofware e os produtores da engine Unreal pra fazer o SDK e otimizar ao máximo o código. Procuraria deixar a interface e comandos o mais parecido com o do PS2 e evitaria, no começo, toda a complicação de programar diretamente pra os diversos núcleos do chip Cell (algo que os programadores dizem ser terrível de fazer). A Sony deveria ter aprendido a lição com o Sega Saturn...

Enquanto isso, eu lançaria um PS2 com um novo chip gráfico, que fizesse um upscaling pra 1080p, por um preço baixo, pra competir com o XBox360. Ora, é a mesma tecnologia que a Sony estava trabalhando pra o PS3 (retrocompatibilidade), ou seja, não seria um desvio de esforços dos engenheiros e ainda seria um campo de testes pra retrocompatibilidade do PS3, que apresentou tantos problemas (além de encarecer o produto, pois usava um chip extra) que acabou por ser retirada nos modelos mais novos. Tenho certeza de que, se esse PS2 turbinado saísse, iria segurar muitos fãs do PS2 de migrarem pro XBox360, iria fazer depois o PS3 já sair com retrocompatibilidade via software (deixando o modelo mais barato) e com tudo funcionando logo de cara, pois iria ter mais tempo pra emulação ser trabalhada.

Outra coisa pela qual a Sony pagou caro ao lançar o PS3 logo foi a surpresa com o Wii. Ninguém esperava que aquele controle pudesse atrair tantos jogadores. Aí a Sony lançou na carreira o famigerado Dualshock2, um arremedo de controle, que por conta dos sensores ficou sem rumble pack, irritando os fãs. É aí que entra o motivo de escrever este post: minha solução era, como o MEU PS3 só iria ser lançado em meados de 2007, teria tempo suficiente pra elaborar um controle MATADOR, que superasse as limitações do Wii (que não serve pra jogar Street Figher, por exemplo) e mantivesse o premiado design do Dualshock: Um controle que se partisse no meio!!! Isso mesmo, ele seria sem fios, ao contrário do Wii, e por conta dos "manches" embaixo do controle, caberia perfeitamente cada metade nas mãos. Me pareceu uma idéia brilhante, mas aí eu pensei: acho que seria muito complexo e muito caro pra um videogame. Aí pensei: nah, não daria certo... E eis que, hoje, me deparo com minha "criação":

A imagem provavelmente é Photoshop, mas é idêntica a que eu imaginei. E o mais intrigante: essa matéria foi publicada no MESMO DIA, e muito provavelmente na MESMA HORA em que eu me entregava a esse "jogo mental".


Publicado sáb,14 de junho, 2008, às 4:47 PM    10 comentários


CARRO DE PANO


Carro-conceito da BMW, cujo esqueleto foi todo recoberto por tecido. O mais interessante é ver a luz traseira por trás do tecido. Imediatamente lembrei de um relato de um abduzido, que dizia que a luz dos ambientes internos parecia emanar de dentro do "metal" da nave.


Publicado sex,13 de junho, 2008, às 3:18 PM    Comentários 0


DTS REVIEW 7

Michael Jackson

O arquivo DTS Audio - Michael Jackson- hits.Dts traz os maiores sucessos desse ex-cantor ex-negro e ex-astro pop, ripados do DVD History. Ou seja, as músicas são as versões de videoclipe, o que deixa Triller, Bad e Black & White chatinhas de ouvir. Mas as versões surround são boas (poderiam sem melhores), com alta qualidade, e vale o download pelas músicas Beat it, Bilie Jean e Don't stop till you get enough.


Paul McCartney

Ao contrário de Elton John, Paul precisa de um bom produtor pra passar seus discos para 5.1. O álbum Paul McCartney - Memory Almost Full - DTS é verdadeiramente surround, mas falta criatividade. Na verdade, por conta da separação de canais, dá para perceber nitidamente toda a "sujeira" de efeitos computadorizados que botaram dentro das músicas, pra dar um ar mais "muderno". Pobre.

Já o DVD promocional The Best Of The McCartney Years traz as melhores músicas da carreira solo de Paul em 5.1 DTS, e por incrível que pareça tem uma boa mixagem, com criatividade, só faltando um pouquinho de "punch" no som em algumas músicas, como Take it away. Quero compartilhar uma EXPERIÊNCIA que tive ao ouvir a introdução de Band on the Run: Raras vezes ouvi um som tão envolvente, tão mágico, tão cristalino e tão bem espalhado. O resto da música é assim, também, mas a introdução é que dá o choque, MESMO! Guitarra nos canais traseiros, baixo na frente, com os efeitos de teclado no caixa esquerda e vocal no centro. Nem ao vivo você consegue algo assim. O negócio é tão bom que teve uma continuação: More from McCartney Years. Tem os dois em torrent pra baixar.


Jean Michel Jarre

Oxygène foi praticamente o primeiro álbum que definiu Jean Michel Jarre. Ele já fazia músicas antes, mas o primeiro LP foi de coletânea pra programas de TV, jingles, etc, enquanto o segundo foi a trilha sonora de um filme. Oxygène foi uma aposta arriscada do produtor Francis Dreyfus, que investiu nesse terreno relativamente novo do álbum conceitual eletrônico, em 1976 (estrada que estava sendo desbravada com sucesso por Rick Wakeman, admitamos. Mas ainda assim arriscado, já que Jarre é diferente de tudo o que já se ouviu e se ouvirá na vida). Vendeu mais de 15 milhões de cópias.
Agora Oxygène comemora 30 anos com um álbum remasterizado em 5.1, e um DVD onde ele toca ao vivo o álbum todo de cabo a rabo nos equipamentos ORIGINAIS da época, todos analógicos.
Eu já meti o pau nos álbuns remasterizados de Jarre, um a um, sem exceção, aqui nos DTS reviews. Mas fico extremamente feliz de dizer que, dessa vez, ele acertou!!! Sim, ESSE é o Jean Michel Jarre como eu sempre ouvi. Digo isso porque eu sempre ouvia no LP e fitas cassetes a música a me contornar, me envolver, brincar comigo, e isso é uma coisa que só as músicas de Jarre proporcionam em sua totalidade. E eu esperava no mínimo uma lembrança disso em 5.1, já que nesse caso estou FISICAMENTE envolvido por caixas de som. E consegui! Fiz as pazes com esse meu ídolo de infância que só anda me dando vexame ultimamente (com novos álbuns fracos e mixagens pobres pra 5.1) e curti INTENSAMENTE Oxygène. Por isso, recomendo-o a todos os que gostam de música eletrônica, pois a música de Jarre foi agora alçada ao patamar de qualidade no qual ela SEMPRE deveria ter estado.
O próprio Jean Michel Jarre reconheceu em uma entrevista recente que, com o relançamento de Oxygène e tocando em equipamentos analógicos, ele meio que se "reencontrou", e que vai passar a usar anlógicos e digitais juntos pra suas futuras obras. Creio que teremos o bom e velho Jarre de volta...

PS: Há duas versões de Oxygène em DTS. Uma que, aparentemente, foi feita por algum fã, pois o som não está totalmente isolado nas caixas traseiras, mas é uma Experiência com E maiúsculo, por equilibrar melhor os sons ao seu redor e, no final das contas, não fica devendo quase nada ao lançamento oficial, que se beneficia de uma remasterização eficiente mas não tão arrojada quanto a do suposto fã. A faixa 6 é um verdadeiro orgasmo musical na versão caseira. Por algum motivo, Jarre quase que eliminou o som dos pássaros na música, justamente o que dava o climão de praia paradisíaca.

PS2: Pra quem é fanzão não vá perder o vídeo Jean Michel Jarre - Oxygene - Live In Your Living Room, em que Jean Michel Jarre toca AO VIVO todo o álbum Oxygène, com mais 3 músicos, e utilizando os intrumentos ORIGINAIS. Simplesmente fantástico ver a trabalheira que era fazer todos os efeitos utilizando Moogs e Korgs de mil novecentos e rodinha.


Stevie Wonder

Um fã fez um upmix pra 5.1 a partir do stereo do álbum Stevie Wonder - Song Review: A Greatest Hits Collection. Horrível, vai por mim. Não vale nem pra quem é fã mesmo. Aposto que eu faço melhor que isso (eu fiz com o Elvis!).


Guns n' roses

O álbum, provavelmente ripado de algum DVD que eu não conheço, é MUITO bom pra ser trabalho de algum fã. A distribuição do áudio 5.1 é simplesmente EXCELENTE, e embora não tenha certeza se o som foi isolado em estúdio ou com filtros de karaoke (como fez o TOUP com os Beatles), só sei que o resultado é um som orgânico, como se você estivesse numa sala com os Guns tocando na sua frente. Não fica melhor do que isso! Recomendo veementemente a todos os fãs, mesmo que você não tenha um som 5.1 BAIXE E GUARDE, pois um dia você vai querer/poder ouvir isso.


Publicado qua,11 de junho, 2008, às 7:54 PM    3 comentários


QUALIDADE DE CINEMA NA TV LCD

Sempre quis ter um home theater e as únicas coisas caras lá em casa são justamente pra se aproximar desta experiência. Logo cedo percebi que não adiantava nada eu vender meu carro (ou um rim) pra investir em decoders, TVs e surround topo de linha e depois de 5 anos estar desatualizado a ponto de não rodar mais os filmes novos com a qualidade máxima (foi o que aconteceu com a transição de 5.1 pra 7.1, 720p pra 1080p e DVD pra Bluray). A solução foi ver os filmes no computador.

Há uns 5 anos comprei um conjunto 6.1 surround e uma placa de som THX que decodifica DTS por metade do preço de um decoder equivalente. Depois, um monitor 17'' (quadradinho). Ano passado resolvi investir num monitor widescreen 22'', o que me obrigou a fazer um upgrade na placa de vídeo. Assim, estava apto a ver filmes em alta definição com sua qualidade máxima, que estão se tornando cada vez mais comuns pra baixar na internet!!

Já poderia dar por completo meu home theater, já que estava muito muito satisfeito (é ótimo pra jogos, também). Mas a experiência de assitir filmes com outras pessoas se tornava frustrante por conta da limitação do ângulo de visão do painel LCD dos monitores. Sem falar que, a mais de um metro de distância, perde-se muito dos detalhes que um filme de alta definição proporciona.

Eis que, em um momento de insanidade, comprei uma TV LCD de 32 polegadas para finalmente sacramentar meu home theater!!!

A escolhida foi a Time Machine 2, da LG, após ter me encantado com a relação de brilho/preto que ela demonstrava, na loja. Eu sabia que aqueles vídeos de demonstração são friamente calibrados para as características DAQUELE tipo de TV, mas meu trunfo residia justamente no fato de que eu iria ligar meu PC nela e ver filmes onde eu posso controlar cada pequeno detalhe do visual do mesmo (coisa que um aparelho DVD ou mesmo os caríssimos Bluray não podem fazer).

Antes de comprá-la, pesquisei sobre ela no HT forum e assim não tive decepção alguma (SIM, a imagem da TV aberta captada por antena externa é nojenta, mas isso ocorre com todos os LCDs) e tratei de comprar logo um cabo HDMI banhado a ouro por 50 reais (ligar via RGB não adianta se você quer qualidade) pois esse formato cuida automaticamente de ajustar a resolução do PC pra TV (a resolução da TV é de 1.366x768 pixels, e a mais próxima que tem no PC é 1.360x760). Minha placa de vídeo já veio já com um adaptador DVI / HDMI (não sei se vende avulso por aí).

Na hora em que eu vi as cenas iniciais de "Blade Runner final cut" em HD nesta tela, eu tive certeza de que o investimento valeu a pena. Claro que eu usei truques pra conseguir essas imagens (configurações do FFDSHOW e players que vou explicar logo abaixo) mas não dá pra ficar melhor do que isso!

Segue abaixo alguns ajustes que usei pra conseguir uma imagem impecável pra filmes e uma imagem razoável pra TV aberta.

 Continuar a leitura...


Publicado qua,28 de maio, 2008, às 10:48 PM    6 comentários


FORMATANDO SEU PENDRIVE PRA NTFS

Os Pen drives estão cada vez mais baratos, e já estão caminhando pra se tornar tão onipresentes quanto os disquetes foram nos anos 90. Minha meta sempre foi comprar um Pen drive de 5GB pra cima, e por um preço justo. 5GB porque eu queria carregar um DVD inteiro dentro dele. Mas aí surgiu minha compulsão por baixar filmes de alta definição, que ocupam geralmente um DVD Dual layer (7,8GB). Aí passei a esperar um de 8GB, e surgiu a oportunidade de comprar um Pen drive "Cruzer Micro" de 8GB Sandisk.

Primeiro tratei de remover o software que vem incluído nele (o U3), pra poder ganhar mais espaço. Depois fui todo feliz gravar um filme de alta nele (só pra testar), e aí surgiu a mensagem de que não era possível copiar um arquivo daquele tamanho. Foi aí que eu descobri que ele vem formatado pra FAT32, um sistema de arquivos já obsoleto, e que só permite arquivos únicos com tamanho de até 2GB. E não havia a opção de formatar pra NTFS (que é o sistema usado pelo Windows XP). Foi aí que fucei pela internet e descobri o "truque":

Vá na janela SISTEMA do Windows XP (Configurações/Painel de Controle/Sistema), clique na aba HARDWARE, depois no botão GERENCIADOR DE DISPOSITIVOS, dê dois clique em UNIDADES DE DISCO, aí vai aparecer seu pen drive lá (Sandisk U3...), daí clique com o botão direito em cima dele, clique em PROPRIEDADES, daí uma janela vai abrir. Clique na aba DIRETIVAS e você vai ver que está selecionado a opção "Otimizar para remoção rápida". Mude para a opção abaixo, "Otimizar para desempenho". Clique OK, e feche as janelas. Agora você vai poder ir em "formatar" do Pen Drive e a opção NTFS estará liberada. O lado ruim de formatar em NTFS é que o Pendrive não reconhece nos leitores de carro que têm entrada USB. Mas, como a formatação é rápida, você pode deixar em FAT32 e quando precisar levar algo maior do que 2GB basta formatar na hora, em qualquer computador, usando essa dica.


Publicado ter,20 de maio, 2008, às 7:55 PM    6 comentários


GMAIL NÃO ABRE

Caso vocês tenham esse problema na hora de logar, onde aparece uma janela de erro, mudem pra versão "antiga" entrando pelo link:

http://mail.google.com/mail/?ui=1

Ou mude pro navegador Firefox.


Publicado sáb,17 de maio, 2008, às 1:15 AM    1 comentário


PROJETO ELVIS 5.1

Considerando-se o fato de que praticamente não existem lançamentos de Elvis em 5.1 DTS VERDADEIRO (cuja única exceção é o DVD "Aloha from Hawaii"), resolvi seguir os passos do TOUP (grupo de fãs que remasterizou os álbuns dos Beatles a partir das versões stereo, usando filtros e programas de áudio) e fazer eu mesmo versões 5.1 que dignifiquem o trabalho musical de Elvis Presley.

Pra isto estou usando os programas Adobe Audition 2.0 (pra editar as faixas individuais e remover voz, isolar a voz, separar graves, etc), DFX (pra melhorar a qualidade do som e recuperar a dinâmica da voz isolada) e SurCode DTS Encoder (pra fazer o DTS a partir de 6 arquivos WAV). Aqui e aqui tem algumas dicas pra quem quiser se aventurar no processo.

Pra começar escolhi duas das minhas músicas favoritas: His latest flame e Tender feeling. Remapear a primeira foi muito fácil, e serviu como incentivo. A segunda já deu bem mais trabalho, mas foi reconfortante ouvir o resultado final. Obviamente não é nenhum trabalho de estúdio, mas não fico a dever a nenhum outro fã que costume fazer esses 5.1 caseiros de seus artistas favoritos (a não ser o TOUP, mas eles levam mais de 6 meses pra fazer um álbum, e eu fiz esses dois em 3 dias apenas). Outra coisa que se deve dar um desconto é que minha fonte original foi um MP3, ou seja, nada recomendável pra extrair faixas sonoras (o ideal era ripar o WAV do CD, mas não tenho nenhum).

His latest flame DTS (19MB)

Tender feeling DTS (23MB)

Lembre-se: Você precisa ter equipamento e software capaz de tocar DTS, ou somente vai sair chiado que pode (dependendo do volume) danificar seu equipamento (leia tudo sobre DTS aqui). E algo que aprendi: nunca teste uma música DTS com o volume que você usa normalmente, pois o seu "normal" pode não ser o normal do cara que fez a mixagem em casa e aí os graves do subwoofer podem acabar destruindo sua casa (e seus tímpanos).

Pra você que não tem condições de ouvir, resta um consolo: o arranjo de Tender Feeling é tão lindo, mas tão sublime, que não resisti a compartilhar com vocês essa pérola que desenterrei enquanto mixava: Segue em MP3 os canais esquerdo/direito, com a voz atenuada (não consegui removê-la toda) e sem os graves. Com o realce que fiz no DFX os arranjos do violão e piano ficaram extremamente nítidos, com detalhes lindíssimos que eram impossíveis de se ouvir na música normal:

Tender Feeling (música apenas, MP3) (2MB)

Futuramente farei o mesmo com outras músicas. Mas isso vai depender de como elas foram mixadas, pois eu queria fazer o mesmo com Love me mas não pude, pois o coral e bateria disputavam a mesma faixa sonora da voz e não sobrava quase nada para os canais esquerdo e direito.


Publicado seg,12 de maio, 2008, às 1:54 AM    1 comentário



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