As configurações a seguir são gerais para TVs LCD e LED com resolução 1080p (full HD). Apenas a parte final (a calibragem de cor e brilho) é específica para a TV Samsung B650. Se você tem uma TV de alta definição (720p) use este outro guia.
Estou reescrevendo esse guia porque finalmente consegui um ajuste de imagem que me fez cair da cadeira, exibindo um contraste que eu não pensava que fosse possível na minha TV, com um aumento na resolução percebida que deixa os filmes de alta definição com a mesma qualidade daqueles vídeos que a gente vê nas lojas, que são calibrados pelos fabricantes pra tirar o máximo do monitor.
O segredo para a imagem perfeita reside em uma certa configuração do filtro FFDSHOW, um software gratuito que decodifica a imagem, permitindo ajustes precisos na qualidade dos filmes AVI e MKV (caso você tenha o Windows 7 64-bit eu recomendo o pacote Shark 007, que instala o FFDSHOW e outros codecs, e resolveu vários problemas de incompatibilidade aqui no meu PC).
Notem como o lado direito tem mais nitidez (no texto) e é um pouco mais escuro. O efeito é ainda melhor em movimento e em tela cheia
Vou dar um passo-a-passo de como configurar não só o FFDSHOW como calibrar sua TV Samsung pra tirar o máximo de qualidade dos vídeos baixados da internet:
Após instalar o FFDSHOW, vá no menu iniciar/programas/ffdshow/, clique em video decoder configuration e ajuste os parâmetros para ficar igual ao das imagens:
PICTURE PROPERTIES Um grande truque que aprendi é que o FFDSHOW tem uma ORDEM de processamento. Ou seja, você escolhe a sequência em que os filtros entrarão. Isso é importantíssimo ao lidar com altas resoluções pois economiza recursos do processador. Coloque a ordem de acordo com a minha configuração, clicando nas setinhas (marcado no círculo vermelho). Nesse filtro eu só mexi na saturação, pra dar um pouco mais de cor no filme.
DECODER OPTIONS Esta opção não é um filtro, e sim opções do decodificador. É importante colocar o "number of decoding threads" em 4 se você tiver um processador core duo (4 núcleos). Se for um dual core, coloque em 2.
Não falta democracia na Venezuela de Chávez (Luíz Inácio Lula da Silva)
Somente para um cínico como Lula a Venezuela é uma "democracia". Vejam abaixo o texto publicado pelo blog Notalatina:
O Notalatina está sem atualização há algum tempo em decorrência de alguns problemas pessoais mas, mesmo considerando o adiantado da hora, não posso me calar diante de mais um abominável crime da ditadura chavista. Além de ter em cativeiro mais de 40 presos políticos inocentes, dentre eles meu amigo e companheiro Alejandro Peña Esclusa, agora o maligno psicopata Chávez terá de arcar em sua extensa folha-corrida com um crime de morte, uma morte anunciada.
Morreu dia 30 de agosto o pecuarista venezuelano Franklin Brito, em decorrência de uma greve de fome que já durava nove meses.
Para quem não conhece a história, Franklin possuía uma fazenda produtiva de gado, até que Chávez resolveu “expropriá-la”, quer dizer roubá-la de seu legítimo proprietário, alegando que ninguém pode ser proprietário de terra porque “todas as terras da Venezuela pertencem ao povo”.
Esta pergunta foi feita por Lula durante comício. Tudo o que chega ao seu conhecimento e ele não entende transforma-se imediatamente em piada. Ele gosta de ser engraçado. Não mede palavras, se termos chulos ou não (“indiquei o Tofoli porque ele é um P. advogado” ou, como respondeu a um rapaz carioca que pediu informações sobre um local de prática de Tênis: “Essa P. de esporte é coisa de elite”). Esta foi a maneira que ele escolheu para ser cada vez mais popular e exercer completo domínio sobre a vontade de 58% dos eleitores que não concluíram nem o ensino fundamental. Somando-se aos que dele recebem a chamada “bolsa –voto” e outras benesses, eis que alcança quase 80% de aprovação. E assim ele vai conseguindo seu objetivo de poder. Vai aguardar o “mandato tampão” de Dilma para retornar em 2015.
O sigilo de várias pessoas foi quebrado junto ao órgão, até agora de maior confiança no país, a Receita Federal. Tínhamos toda confiança na seriedade da Instituição. Isso acaba de ser quebrado principalmente depois da declaração do ministro da Fazenda – Guido Mantega – que perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto: “São coisas normais as quebras de sigilo na Receita”. E ponto final.
Foi assim também no caso mensalão. Lula explicou tudo afirmando que sempre foi assim no Brasil (uso criminoso do caixa 2) e que ele simplesmente de nada sabia, mesmo que os fatos comprovassem o contrário. Também se esqueceu de ter jurado mudar “tudo isso que está aí” quando chegasse à presidência. Aí veio a denúncia dos gastos dos chamados “cartões corporativos”: Uma tremenda imundície no trato do dinheiro público. Como foi a reação? Por determinação da então ministra Dilma, foram devassadas as contas do ex presidente FHC, para tentar mostrar que ele e sua esposa abusaram do tal cartão. Quanto aos dados dos que participam do governo nada foi feito por se tratar de “segurança nacional”. Aí veio o ano 2006, de campanha. Como José Serra estava bem nas pesquisas, um Dossiê foi preparado. Quase 2 milhões de Reais vindo não sabemos de onde nem para quê. Uma bagunça danada. E qual foi a conclusão de Lula? “Coisa de aloprados”. Ponto final de novo.
E agora. Em troca do quê, tanta polêmica? A eleição está definida. Não existe nenhuma possibilidade ao Serra (devido à total incapacidade do Partido). Na realidade o que nos causa medo é o que virá com Dilma. Sua equipe de comunicação, comandada por Franklin Martins, já demonstra que a Democracia está por um fio. Nossa esperança é que Lula faça o que fez em 2003, ao assumir o cargo: Uma banana para os teóricos do PT e efetivamente governar, tendo Dilma apenas como um fantoche. E se finalmente a sociedade e a oposição finalmente reagirem? Um futuro incerto para o Brasil, infelizmente.
Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei, pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.
Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender...
Martin Niemöller (1892-1984), sobre sua vida na Alemanha Nazista.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
Como Presidente, modernizou o Brasil.. Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.
Brasília, 2003
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado. Acha bobagem falar inglês.. 'Tenho diploma da vida', afirma...
E para ele basta.
Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'.
Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.
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Londres, 1940
Os bombardeios são diários, e uma invasão eronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.
Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'.
Brasília, 2005
A primeira-dama( que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer 'cidadania italiana' - e consegue.
Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'.
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS ?
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Washington, 1974
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.
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Londres, 2001
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, 'que vai sozinho à delegacia buscar o filho'. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
Brasília, 2005
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira'
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Nova Delhi, 2003
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo 'EMB-195' , da 'Embraer' , por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. 'DO BRASIL NÃO SERVE'.
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)
"Comemorando" hoje 1 ano de censura ao jornal O Estado de SP, imposta pelo judiciário a serviço dos Sarney.
Editorial do Estadão:
Hoje faz um ano que este jornal está proibido de publicar notícias baseadas nas apurações da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, sobre os possíveis ilícitos praticados pelo empresário Fernando Sarney, o filho do presidente do Senado que controla os negócios do clã maranhense. E acabou de fazer meio ano que se espera da Justiça um pronunciamento sobre o mérito de uma questão que envolve nada menos que o princípio constitucional da liberdade de imprensa e do direito à informação no País.
A censura prévia, em caráter liminar, foi imposta em 31 de julho de 2009, a pedido do investigado, pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) Dácio Vieira. Trata-se de um ex-consultor do Senado, relacionado com a família Sarney e o notório Agaciel Maia, o apadrinhado do patriarca que dirigiu a Casa até ser colhido pelo escândalo dos atos secretos. Em 18 de dezembro, Fernando Sarney desistiu da ação, o que levaria ao seu arquivamento. O Estado não concordou. Havia dois fundamentos para a recusa.
Décadas de batalhas forenses sob alta temperatura não são suficientes para amenizar a perplexidade de Manuel Alceu Affonso Ferreira diante da ordem de censura que cala o Estado e tira de seus leitores o direito de acesso à Boi Barrica, a operação da Polícia Federal que aponta para Fernando Sarney, filho de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.
Manuel Alceu, advogado do Estado, enfrentou muitos desafios na carreira. O Ato Institucional nº 5, por exemplo, que os generais impuseram a um País amordaçado, sem habeas corpus. Mas a censura decretada contra o jornal desde 31 de julho de 2009 choca o mundo jurídico, em especial a Manuel Alceu. "Porque ela provém do Poder, o Judiciário, de quem menos se esperaria cerceamento dessa espécie", diz.
Carta aberta do D.A. de Direito da Universidade Católica, contra o aumento dos fazendários (em detrimento dos professores) em Pernambuco e as alianças que o governo fez para calar os movimentos sociais.
A toda sociedade pernambucana,
O Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz - DAFESC, representante dos estudantes de DIREITO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO, vem através desta externar o repúdio ao "protesto" "CHAPA-BRANCA" da UNE e UEP (e demais entidades estudantis), que teve como pano de fundo um debate sobre o pré-sal, mas acabou se tornando um palanque eleitoral para o atual governo.
Ao contrário do que foi a sua história de Luta, de protestos e atividades reivindicatórios, o ato dentro da programação da Jornada de “Lutas” da UNE, demonstra um fenômeno comum nos movimentos sociais que é a cooptação que faz o governo (tanto estadual quando federal) sobre estes, colocando-os sob alinhamento automático, direcionando suas pautas e silenciando qualquer movimentação de crítica a ele, em um processo de partidarização das entidades antes autônomas e independentes.
É bastante vergonhoso e lamentável ver entidades como a UNE e a UEP, aliando-se incondicionalmente com o governo, ao preço de repasses de verbas e de interesses partidários (e eleitorais), destituindo-se de todo senso crítico e revolucionário, que marcou a criação e as atividades passadas da UNE e da UEP.
Melancólica, a situação destas entidades, que ao invés de estarem ao Lado dos Profissionais de Educação do Estado de Pernambuco, na luta pela garantia do PISO e por condições dignas de trabalho, ao invés de estarem ao lado dos Policiais Militares, que lutam por uma remuneração decente, se ACOVARDAM, mediante decisões verticais e interesses partidários, e ficam ao lado dos que não querem GARANTIR EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PARA O POVO. Educação digna que sempre foi pauta de reivindicação por parte destas entidades, educação de boa qualidade que sempre foi motivo de luta dos estudantes, no entanto, educação que foi excluída da pauta da UNE e UEP, simplesmente porque para lutar por ela, teriam de ir de encontro aos interesses do governo. Como podem fechar os olhos para o cenário calamitante que a educação em Pernambuco se encontra ?
Enquanto os professores lutavam pela valorização profissional, pelo cumprimento à LEI 11.738/2008, pela garantia do PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSONAIS DO MAGISTÉRIO, a UNE e UEP batiam palmas para um governo que PISA no PISO, e que deu às costas para educação, preferindo reajustar salários dos Fazendários. Nos atuais moldes, um fazendário equivale a 19 professores. Isto demonstra a prioridade deste Estado (que nem de longe é socialista), que prefere a arrecadação de impostos em detrimento de uma EDUCAÇÃO EXCELENTE PARA TODOS.
Infelizmente, nós, do grupo M.U.D.A (autônomo, livre e independente), atual gestão do DAFESC, não nos espantamos mais com este abandono do espírito crítico que sempre marcou estas entidades estudantis, como a UNE e a UEP. O que nos chama atenção é que em governos passados, diante da mesma penúria na educação, da mesma luta dos professores, o discurso destas entidades era outro, era de apoio, era de questionar. E hoje por que não mais?
O quadro político no Brasil é marcado pela corrupção. Os escândalos são recorrentes e o alvorecer de cada dia é calmo e sereno como se nada tivesse sido revelado no jornal anterior. A tristeza é ver a UNE que levou jovens cheios de ideologias para morrer nas ruas em prol da liberdade, hoje que a tem não saber como usá-la. Pois, a liberdade ideologia foi vendida ao cabresto partidário. E os nossos louváveis e inesquecíveis "caras pintadas", tiverem seus lugares tomados por lamentáveis "chapas-brancas".
No entanto, nem tudo está perdido. Existe uma juventude, que não se sente representada por estas entidades, e que vem resgatando a independência, a autonomia e a liberdade para o movimento estudantil, assim é o M.U.D.A – Movimento Universitário para Desenvolvimento Acadêmico, atual gestão do DAFESC.
Por um movimento estudantil Livre! Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz
Numa época em que os grandes estúdios só pensam em sequências, livros de sucesso ou remakes, é altamente refrescante ir ao cinema e ver um novo conceito. Aconteceu isso com Distrito 9 (pra mim o melhor filme do ano) e agora com Avatar, do diretor James Cameron.
Enquanto Distrito 9 pegou os fãs de ficção científica pelo estômago com situações nunca antes exploradas e um roteiro onde tudo podia acontecer (e acontecia), Avatar aposta numa história arquetipicamente consagrada (Pocahontas, Dança com Lobos) mas nos trazendo uma nova EXPERIÊNCIA visual. Cinema é arte, e a arte pode se expressar de várias maneiras: uma história inesquecível, um visual revolucionário, evocando um sentimento, ou nos brindando com um espetáculo. Jurassic Park não é lembrado pelo seu roteiro, e sim pela experiência de ir ao cinema e se deslumbrar com dinossauros "reais". Da mesma forma Avatar não será lembrado por sua história, mas sim pela primeira experiência 3D COMPLETA, e por estabelecer um novo patamar de CGI que torna todos os outros filmes um pouco toscos em comparação.
Confesso que fiquei com muito medo de ver esse filme. Vinha acompanhando-o desde que Cameron anunciou que ia fazê-lo (há uns 4 anos) e todo o hype que o cercou (que ia revolucionar o cinema, que ia mudar o jeito de se fazer filmes, etc) até as primeiras imagens e o fatídico trailer. Cameron, ao lado de Spielberg, é um dos meus diretores favoritos. Os caras sabem TUDO sobre como prender o espectador e guiá-lo para um mundo de aventuras. Mas confesso que o trailer me morgou. Pelo que vi ali parecia uma história açucarada, tipo Titanic, com bichinhos que são o cruzamento de Smurfs com Thundercats. As cores não me convenceram. Tudo colorido demais, cartoon demais, 3D demais... pra alguém que jogou Crysis e se encantou com a floresta em 3D processada pelo MEU computador EM CASA, aquilo ali me pareceu beeem fraquinho. Pensei "será que Cameron perdeu a mão? Será que depois do sucesso de Titanic ele resolveu fazer um filme só pra garotas? Será que ele virou George Lucas e se encantou com seus brinquedinhos e acha que vai impressionar a geração videogame com CGI gratuito?" Enfim, quem fez o trailer merecia ser demitido.
Havia ainda um fio de esperança em mim, de que o diretor de Aliens e Exterminador do Futuro não me deixaria na mão. O filme foi feito pra ser visto em 3D, e até então eu só tinha visto imagens e vídeos 2D. Talvez o filme só "exista" em 3D, pensei... e não me decepcionei.
AVATAR É FANTÁSTICO! Uma experiência de tirar o fôlego e nos fazer esquecer que aquilo tudo é computação gráfica. O filme é uma experiência, mais do que um jornada. É uma expedição a um novo mundo, no caso, ao planeta Pandora. A primeira metade do filme é a mais fraca, por conta disso. Era preciso criar um elo entre o planeta e a platéia, porque isso é relevante no final. Então o filme se assemelha a um (bom) documentário da Discovery ou National Geographic, mas, por ser em 3D, a experiência (vou ficar repetindo essa palavra) realmente ganha novos contornos, pois é algo nunca antes visto no cinema. O planeta Pandora é VIVO, um personagem por si só, magnificamente concebido e apresentado a nós em detalhes. A essa altura você deve estar se perguntando "peraí, e aquele visual cartoon, bonecos em 3D fake, a floresta Crysis do trailer?" É aí que entrou o fator 3D. Ou, mais precisamente, o fator ÓCULOS 3D.
Pra quem nunca foi num novo cinema 3D (muita gente) pode ficar pensando que ainda se usam aqueles óculos coloridos de celofane, mas não é nada disso. A tecnologia evoluiu, e agora se usam óculos com lentes polarizadas. A limitação desses novos óculos é que esse efeito 3D é conseguido mais facilmente com pouca luz (ainda por conta da limitação de nossos olhos). Por isso os óculos 3D são escuros. Existem 3 modelos:
RealD: óculos passivos polarizados circularmente. Adotado pelo Cinemark.
Dolby3D: óculos passivos com filtros de cores. Adotados pela Playarte e nos UCI Kinoplex. XpanD: óculos ativos de LCD. Adotado pela rede Box Cinemas.
Foi com este último que assisti a Avatar. Eles são o que há de mais moderno em 3D. Um feixe de luz invisível (acho que infravermelho) é jogado na sua cara e sincroniza com os óculos pra apagar uma das lentes (esquerda ou direita, alternadamente) em sincronia com o filme. Isso acontece 100 vezes por segundo e nós não percebemos, por conta das limitações do olho humano (a mesma que nos permite ver filmes com 24 cenas projetadas por segundo). O resultado é que vemos numa fração de segundo o personagem um pouquinho pra direita, noutra um pouquinho pra esquerda, e nosso cérebro junta isso e nos dá uma imagem 3D "REAL" (igual ao efeito 3D que nós vemos no dia-a-dia, que é a soma da imagem dos nossos dois olhos). Infelizmente a rede Box de Pernambuco é muito eficiente pra cobrar o preço altíssimos dos ingressos, com a desculpa de que eles fazem a manutenção dos óculos, mas eles vêm com a lente TOTALMENTE engordurada. Por mais que se tente limpar na camisa, a gordura não sai. E dezenas de outras tentativas dos clientes (usando sabe-se lá o que) acabam arranhando a lente! Isso é uma vergonha, pois não há o mínimo de cuidado com um óculos que custa 50 dólares por parte da empresa! Como ela espera que o cliente veja o filme com a luz distorcida por conta da gordura na cara e não tente limpar???
Voltando ao filme, a genialidade técnica de James Cameron foi usar a lente escura do óculos como uma aliada, ao invés de um estorvo. A fotografia do filme foi propositalmente "estourada" nos brancos e com a cor saturada, pra que fique legal com o óculos. E fica. Na verdade é a mágica do filme, usar os óculos, porque tira MUITO da cor "azul smurf" dos Navis e um pouco dos detalhes hiperrealistas (que, ironicamente, nosso cérebro interpreta como algo falso) da computação gráfica, e eles se parecem mais com algo crível, algo que está sendo filmado num ambiente real, com ATMOSFERA.
Atmosfera é algo essencial pra compor um filme, e é o que separa as "crianças" dos "adultos". Já vimos muitos filmes de guerra no passado, filmado com cores vibrantes e imagens perfeitas, mas o que ficou pra história foi o desembarque de O Resgate do Soldado Ryan, onde Spielberg (junto com o diretor de fotografia Janus Kaminsky) degradou propositalmente a imagem pra deixá-la "lavada", e com frames A MENOS pra parecer com velhos documentários de guerra. Na computação gráfica a atmosfera foi usada com perfeição em Distrito 9, onde os aliens CG se mesclam perfeitamente com o ambiente graças a uma perfeita degradação da imagem pra parecer que eles estão sob o sol da África do Sul (muito diferente de Transformers, que foi feito com tecnologia de ponta, mas sem "alma").
Há um exemplo perfeito no Youtube de como atingir "atmosfera" degradando a imagem. Circulou na internet um vídeo que supostamente seria um teste para o filme Halo. As armaduras são bem legais, filmado estilo Soldado Ryan, mas tudo muito colorido, limpinho, tecnicamente perfeito:
Pois bem. Um fã alemão pegou essas mesmas cenas, alterou as cores, removendo a saturação delas, diminuiu o contraste, removeu detalhes, diminuiu o framerate e ficou tudo MUITO mais realista, porque em nosso inconsciente nos lembra das imagens captadas pelo telejornalismo de um conflito real, como em Bagdad, mesmo que os personagens sejam alienígenas:
Isso é criar atmosfera, seja com lentes caras simulando o visual de 60 anos atrás, ou com computadores baratos em casa. Então, em Avatar a atmosfera SÓ é propriamente criada ao utilizar o óculos 3D, o que me deixa preocupado com a versão 2D (que é a maioria esmagadora nos cinemas), que, pelo visto no trailer da internet, carece de um ajuste desses. O que me faz pensar: será que James Cameron, SE pudesse, colocaria todo aquele azul vibrante na pele de seus Navis em 3D, assim como está no 2D? Porque pra mim isso estragaria mais da metade da experiência do filme.
Voltando a história (minha mente funciona em looongos parênteses), não pude deixar de perceber que Cameron usou da mesma fórmula de sucesso em Titanic: um cara de outra "classe social" vai parar em uma grandiosa viagem por conta do destino e se apaixona por uma garota que está comprometida com outro cara (que vai ser seu rival), enquanto fazemos um maravilhoso tour pelo "ambiente" e depois temos a ação non-stop de cair o queixo. Escrito assim pode parecer uma fórmula batida, mas Cameron SABE contar uma história como poucos, e o faz de forma que você estará íntimo do planeta Pandora e seus personagens, e nem lembrará de Jack Dawson na segunda metade, quando o mundo vira de pernas pro ar.
É nessa hora que os 300 milhões de dólares que o filme custou são colocados em bom uso. É um deleite visual pra geração Star Wars, que curtiu Aliens e se decepcionou com A ameaça Fantasma. ISSO é o que A ameaça Fantasma devia ter sido: uma revolução nos efeitos visuais a serviço da ação na tela. O cara não só fez uma batalha épica em 3D com Mechawarriors e máquinas voadoras, como escolheu ângulos e tomadas que realmente valorizam o efeito, em vez de apenas jogar coisas na sua cara, como os outros filmes em 3D fazem. Só tem realmente UMA cena em que um objeto voa na sua direção, e isso diz muito da segurança com que James Cameron tocou o projeto, valorizando a PROFUNDIDADE das cenas e o envolvimento da platéia, em vez de tentar assustá-la ou brincar com ela.
Enfim, o recado está dado: Avatar é um ótimo entretenimento, uma maravilhosa experiência, mas só em 3D.
E termino citando o Omelete: Com Avatar, James Cameron deixa de ser Rei de um Mundo para se tornar Deus de seu próprio planeta.
Tudo começou com Echoes, do Pink Floyd. Lendo sobre ela pro post do 2001, vi que Roger Waters reclamou que Andrew "fucking" Lloyd Webber a plagiou para a abertura de Fantasma da Ópera. E plagiou, mesmo.
Depois descobri uma incrível similaridade de mais uma música do Pink Floyd, dessa vez uma das músicas mais famosas de Beto Guedes. Aí alimentei a idéia de fazer um post sobre isso, mas quando vi a abertura da novela "Cama de gato", com a música dos Titãs, pegando emprestada a melodia de "In the summertime", não resisti e fiz esse pequeno vídeo.
Em 2008 comprei uma TV LCD Time Machine, de 32'', de alta definição (720p). Ela funcionou muito bem exatamente por 1 ano e dois meses, depois quebrou por um defeito de série que a LG se nega a reconhecer.
Roxo de raiva, aproveitei a minha má sorte para transformar prejuízo em (algum) benefício: comprei uma Samsung LN40B650 de 40 polegadas, full HD (1080p) com um seguro de 3 anos (o controle de qualidade e o pós-venda da Samsung é horrível). AGORA sim tenho um cinema em casa. O tamanho da tela é o ideal pro meu quarto pequeno (maior que isso não tem sentido, você perde a razão definição x distância). Pelo que eu andei olhando, ela possui a melhor imagem de todas as TVs, e idêntica a imagem da Samsung LED (que é bem mais cara). A recepção do sinal analógico da TV é MUITO melhor do que a da LG, e ainda tem um ótimo decodificador de sinal digital (estou pegando com a antena VHF externa, mesmo). A calibragem de cores que vem de fábrica é muito boa pro analógico (só tirei um pouco do vermelho), mas pra entradas do PC via HDMI (que é como eu assisto meus filmes) ele vem totalmente descalibrado. Pra isso usei um vídeo específico (muito bom pra calibrar monitor de computador e TVs), com gradiente de cinza, escala de cores, etc. Uma vez ajustado é que a TV mostra o seu poder. O nível de preto dela impressiona MESMO, mas não porque ela tenha uma tela escura, é que o preto é preto e o branco é branco MESMO. Isso dá uma profundidade na imagem que, posso lhe garantir, fica muito melhor que o melhor cinema daqui do Recife. Mas essa qualidade exige bastante mexida nas configurações, não só na TV como no computador. Por isso este guia, pra mostrar passo a passo como conseguir a mesma qualidade daqueles vídeos de demonstração que ficam nas lojas com qualquer filme de alta resolução na sua casa.
A primeira coisa pra conseguir uma imagem perfeita é comprar um cabo HDMI, porque ele preserva o sinal do PC pra TV (eu comprei um banhado a ouro por 50 reais), além de cuidar automaticamente de ajustar a resolução do PC pra TV. Minha placa de vídeo veio com um adaptador DVI/HDMI, mas as novas placas de vídeo já saem de fábrica com saída HDMI.
FILMES EM AVI E MKV
Tocador de vídeo
Cada pessoa tem o tocador de vídeo de sua preferência, e ele pouco influencia na imagem final, mas olhos atentos podem perceber as diferenças. Em meus testes o melhor sem dúvida foi o Bsplayer, porque ele tem uma opção de vídeo que é o EVR (Enchanced video renderer) que produz uma imagem perfeita:
Caso seu computador engasgue durante a reprodução do vídeo (pois o EVR exige um pouco mais da CPU) tente o VMR9 Renderless (escolha o "MODE 2"), que também é bom.
Filmes em alta definição
Como eu não tenho um Bluray, vou me limitar a falar dos filmes em MKV (Matroska) que podem ser encontrados pra baixar na internet. Eles possuem resoluções próximas de 720p e 1080p e tamanhos que variam de 4,5GB a 8GB, com som 5.1 surround. Os filmes em 720p ficam perfeitos na TV, não devendo quase nada aos de 1080p. Pra rodar esse tipo de vídeo com qualidade você DEVE usar o filtro FFDSHOW, um software gratuito que decodifica a imagem, permitindo ajustes precisos na qualidade dos filmes AVI e MKV (caso você tenha o Windows 7 64-bit eu recomendo o pacote Shark 007, que instala o FFDSHOW e outros codecs, e resolveu vários problemas de incompatibilidade aqui no meu PC).
Após instalado, vá no menu iniciar/programas/ffdshow/, clique em video decoder configuration e ajuste os parâmetros para ficar igual ao das imagens:
Se você tem uma TV full HD (1080p) use este guia.
Se você tem uma TV high definition (720p) use este guia.
Que fique claro que o FFDSHOW não usa o poder da placa de vídeo pra processar a imagem, e sim da CPU, então não adianta ter uma placa de vídeo boa se sua CPU é ruim. Mas a cada versão do FFDSHOW ele fica mais leve e otimizado, então sempre atualizem esse software.
Filmes em definição padrão
São os filmes AVI que são ripados de DVDs, que possuem resolução 480p (e tamanho em média de 700MB), ou séries de TV com baixíssima resolução (RMVB). Quando expandidos na tela, tendem a ficar embaçados. Pode-se usar a mesma configuração dos filmes de alta definição, mas alterando apenas o resize e acrescentando mais um parâmetro:
Ative o postprocessing, com a opção "custom" ligada nesses valores. Isso não vai deixar a imagem dos atores com cara de boneco de plástico
Logo abaixo de "resize" altere esses valores
Acrescente o Deband, que serve pra disfarçar os degradês serrilhados que aparecem quando um filme está com baixa compactação
Uma dica pra alternar entre configurações (alta definição e definição padrão) é usar o botão "export settings" do FFDSHOW, que vai criar um arquivo .reg na pasta em que vc escolher e que, ao ser clicado duas vezes, vai restaurar automaticamente a configuração que você salvou/exportou.
FILMES EM DVD
A resolução de um filme em DVD é de 720 x 480 (ou seja, 480p). Pra rodar numa TV 720p, a própria TV amplia a imagem, e o resultado é aceitável pra maioria, mas pobre pra quem realmente gosta de cinema. O que os apreciadores de home theater fazem é comprar um tocador de DVD com upscaling, ou seja, um processador de vídeo que aumenta a resolução aplicando filtros de alta qualidade pra melhorar a imagem.
Pedaço da imagem de Senhor dos Anéis, tirada de um DVD (resolução 480p) aumentado com filtro pra 1080p por um DVD player com upscaling
O mesmo pedaço, dessa vez tirada de uma imagem nativa com a resolução 1080p
Uma outra opção é rodar o DVD no computador, o que lhe dá a grande vantagem de contar com o processamento da placa de vídeo e controlar o resultado final. Pra isso você precisa ter uma placa de vídeo boa, no mínimo uma ATI 3850 (a mais barata das melhores pra isso) ou NVidia 8800GT. Além da placa, você precisa de um bom software tocador de DVD que faça uso da aceleração de hardware da sua placa de vídeo. Eu uso o software WinDVD, mas tem quem prefira o PowerDVD (que também é bom). Uma vez instalado esses software, você precisa habilitar a tal "aceleração de hardware" ou o programa vai usar seus próprios filtros pra ampliar a imagem. No WinDVD clique com o botão direito na tela, clique em "configurações" e na aba "vídeo" e marque as caixinhas "Usar aceleração de decodificação por hardware" e "Usar aceleração de cores por hardware". Aproveite e marque também a caixinha "Proporção fixa". No PowerDVD eu não sei, mas deve ser parecido.
Talvez nesse ponto venha a decepção: a imagem fica muito "cartoon" (ou seja, sem detalhes, liso). Isso é um problema com o software de ambas as placas, que deixam o filtro de redução de ruído no máximo. Basta ir no painel de configurações delas e diminuir o nível do redutor de ruído (noise).
Rodando o DVD em tela cheia na TV
Isso foi uma dor-de-cabeça pra mim, já que havia pouca informação a respeito na internet. Quando você tenta reproduzir um vídeo no WinDVD na tela da TV, ele simplesmente trava, caso esteja habilitada a aceleração de vídeo por hardware. Caso esteja em modo software, ele roda, mas não em tela cheia. O segredo aqui é habilitar o "overlay" na tela secundária (estou assumindo que você usa a tela da TV como extenão da tela principal do PC). Vá no painel de controle do software da placa de vídeo ATI (o Catalyst), clicando na área de trabalho com o botão direito e abrindo o Catalyst(TM) Control Center. Vá em "Displays manager" e selecione a tela secundária (a da TV), clicando em cima do ícone "Desktop 2". Agora vá na opção "AVIVO ATI Video", clique em "Theater mode" e escolha "full screen" na opção Select theater mode overlay, como na imagem abaixo:
Eu não sei como se faz isso nas placas NVidia, pois eu nunca tive uma (aliás, nem sei se tem esse problema).
Se quiser configurar o áudio pra ter o melhor som em 5.1 canais surround, clique aqui.
Fui mais um vítima da má qualidade da TV Time Machine, da LG. Pelo número de pessoas que estão reclamando, um lote (no mínimo) dssas TVs vieram com defeito, que meses após a garantia (não um ano, ou dois, mas MESES) falham a fonte de alimentação, danificando o capacitor (que mantém a energia) e simplesmente não ligam. Com sorte ainda ligam por mais uma noite ou duas, mas depois não funcionam mais (O LED do painel fica mudando de verde pra amarelo). Ao ligar pra LG, todas as pessoas (eu incluso) receberam um equivalente a um "foda-se", porque eles não admitem que dezenas (ou centenas) de consumidores com uma TV de mesmo modelo (32'') com o mesmo problema seja vício oculto ou defeito de série.
Estou pensando seriamente em processar a LG, não nas pequenas causas, mas no civil, com perdas e danos, porque isso é um insulto ao código de defesa do consumidor, que tem especificando o vício oculto como responsabilidade do fabricante, independente da garantia (por isso fazem recall nos carros)! Enquanto isso, nunca mais quero um produto da LG, e comprei uma Samsung (que também tem muitas reclamações, mas nenhuma do nível da LG, com modelos em série quebrando) com garantia de 3 anos, logo...
Pra quem tiver com o problema e precisar urgentemente da TV, pode tentar fazer o reparo sozinho (por conta própria) seguindo essas dicas.
Em resumo: Tecnicamente e historicamente impecável, mas o conservadorismo com que foi feito decepcionou um pouco.
Confesso que me decepcionei com o lançamento dos remasters dos Beatles, o troço mais aguardado do mundo pelos fãs há mais de 10 anos. Mas confesso que poderia ser pior. Tenho acompanhado a tendência de remasters de diversas bandas, como The Smiths, Pearl Jam e Pink Floyd. Há uma tendência a aumentar MUITO o som, como se isso fosse deixar a música melhor, mexer nos timbres pra os agudos ficarem retinindo na cabeça, e tudo é equalizado pra ficar mais pro meio-graves, menos os tais "agudos de doer", que surgem do nada; o fato é que a música fica legal nas caixinhas do PC e nos headphones, mas perde bastante num equipamento um pouco mais decente do que as caixinhas do PC. Isso é chamado no mundo da música de COMPRESSÃO, ou seja, pegam os sons mais baixos e aumentam, os sons mais altos ficam no "limite extremo" da distorção, e você acaba perdendo a relação harmônica entre as notas, já que todas as notas se parecem um pouco com um constante "woooooo".
Felizmente os Remasters dos Beatles não tem nada disso!
Isso só é um motivo e tanto de comemoração, pois segue na contramão da tendência musical da última década. O approach dos remasterizadores foi o de um restaurador de arte que está limpando um quadro de Michelângelo ou Leonardo da Vinci, ou seja, um mínimo de intervenção: tirar ruídos e deixar o som o mais próximo possível do que saiu na mesa de gravação. A dinâmica do som está totalmente preservada, como vocês podem notar na imagem ao lado: no primeiro gráfico está a mixagem de 1965 de "You've got to hide your love away", sem ser usada nenhuma compressão sonora. De um lado está a voz, do outro os instrumentos. No gráfico do meio está a versão do CD Stereo do Remaster, e como pode notar foi usado um aumento (gain) no som e uma compressão moderada, quase não modificando o "desenho" do gráfico (e note que o verde toca nas bordas apenas levemente). No terceiro gráfico vemos um Mp3 da mesma música (mal) transferida de um LP. Em termos sonoros esse último é o mais parecido com o que eu ouvia em LP, mas o som (em verde) está todo tocando nas bordas (o limite sonoro) o tempo todo (o que causa distorção em volumes altos e é altamente cansativo para os ouvidos), mas não se pode negar que isso dá um efeito legal em caixas de som menos potentes, pra ouvir mais baixo.
O resultado dos remasters é impressionante... mas só pra quem tem um aparelho high-end de som. Um cara na internet que faz artigos sobre música (e deve ter um aparelho fantástico) entrou em êxtase com a qualidade do som. Ele disse que dava pra ouvir o som do braço dos clarins serem puxados, e, sinceramente, eu não duvido! Uma caixa de som de nãoseiquantosmilreais está anos-luz à frente de uma caixa de mini-system que vendem nos shoppings, e até mesmo os conectores das caixas (banhados à ouro) influem decisivamente na qualidade (juro!). Ou seja, essa é realmente a versão histórica definitiva da discografia dos Beatles.
Só que eu não tenho essas caixas, e não fiquei impressionado. Ainda mais porque baixei de MP3 (questão de portabilidade), e com isso perdi 90% da informação sonora contida do CD. Então a culpa é minha, certo? Os caras fizeram a parte deles de dar a melhor qualidade sonora possível, mas eu e pelo menos duas gerações de pessoas que cresceram ouvindo música em headphones, mini-systems e caixinhas de PC não estamos qualificados a ouvi-las. Ok, acho que posso viver com isso... eles não deviam mesmo nivelar por baixo os Beatles... mas o que eu e milhares de outros fãs esperávamos (e esse é o único motivo da minha decepção) é que as músicas dos Beatles fossem restauradas não só tecnicamente como estruturalmente. Me explico: as técnicas de mixagem evoluíram HORRORES de 1960/70 pra cá (o uso do digital só começou nos anos 90!). Pra se ter uma idéia, metade da discografia dos Beatles foi ORIGINALMENTE concebida em MONO (Os Beatles não se envolviam na mixagem stereo, já que era uma coisa que pouca gente tinha e achavam que essa "moda" não ia pegar, como o som QUAD não pegou). George Martin (o produtor e "quinto Beatle") não dava muita importância às versões stereo, e algumas vezes usava até o som de outros takes (e assim temos versões diferentes em mono e stereo da mesma música!). Algumas vezes a versão stereo era feita nos próprios países onde ia ser lançado o disco, como nos EUA (discos da Capitol), e por isso mesmo há tantos "bootlegs" (versões não-oficiais) circulando por aí, entre os fãs que tiram o áudio dos LPs. Em 1987, com o advento do CD, o catálogo dos Beatles foi lançado (às pressas, diga-se de passagem). A qualidade era uma droga, com som abafado, e a remixagem dos álbuns mono ficou a cargo de George Martin. Só que ele fez um trabalho tão ruim que hoje em dia ele nem mesmo lembra de ter feito!! E essas versões é que foram relançadas agora, em 2009, por uma questão "histórica"... Até o filho de Martin questionou o porque disso aos restauradores e eles disseram que acharam que George Martin ficaria magoado se não utilizassem essa versão (e foi aí que descobrimos que Martin nem lembrava mais disso).
O fato é que os Beatles soam melhor em MONO. Isso é algo que foi dito até por Geoff Emerick, o engenheiro de som dos Beatles, responsável pela captação, e ele falou que é o mais próximo de como os Beatles soavam no studio. Baixem esse pequeno trecho de Please Please Me em mono e stereo e ouçam o quão gritante é a diferença, afetando todo o clima e intensidade da música. É por isso que foi vendida (separadamente) uma caixa com todas as versões monos originais remasterizadas. E mais: a versão stereo original de Help! e Rubber Soul (que são melhores do que as de 87) estão lá, também. Se você nunca ouviu os primeiros discos dos Beatles em mono, você só escutou metade do que os Beatles têm para oferecer. Tanto é assim que, entre os fãs, um nome se destacou entre os bootleggers para nos livrar da maldição de 1987: Dr. Ebbetts. Sob esse pseudônimo, um anônimo colecionador nos forneceu o MELHOR dos Beatles com a melhor qualidade possível, passando o som de LPs raríssimos (primeira prensagem, ou versões raras) para o computador com equipamento de qualidade. Se você ouviu os Beatles em LP, sabe que os CDs oficiais não fazem justiça ao som original, mas o Dr. Ebbetts faz! E, comparado aos remasters, eu ainda prefiro o Dr. Ebbetts. Questão de gosto pessoal, e de como as músicas soam nas minhas caixas, e não uma decisão técnica. Inclusive o próprio Dr. Ebbetts divulgou uma mensagem onde disse que pararia de lançar suas versões, agora que os Remasters saíram. O trecho mais importante é esse:
Os remasters soam fantasticamente bem balanceados, com graves sólidos e impactantes, médios suaves e agudos não muito ásperos, mas definidos. Muito dos masters do Ebbetts falham em comparação: graves mais fracos, médios diminuídos e quase sempre agudos com muito brilho. É certo que os remasters não irão agradar a todos, mas eles serão bons o bastante pra tornar o catálogo Ebbetts solidamente inferior.
Pois é justamente no aspecto "brilho" que me decepcionei. Eu cresci ouvindo Beatles nos LPs de meus tios, e eles possuíam um som encorpado, sólido e "brilhante". Creio que a maior lembrança que tenho dessas noites ouvindo "A hard's days night" foi justamente sua vivacidade, sua jovialidade. E isso é algo que atribuo primeiramente à coesão sonora (os LPs usavam sim de compressão, só não muita) e ao brilho dos agudos. Coisa que se perdeu nos remasters, mas se mantém - com qualidade - no Ebbetts.
Em relação a isso, foi como dar um passo atrás em relação a evolução natural do som, pois em 2006 nós, fãs, tivemos um gostinho de COMO É BOM ouvir os Beatles remasterizado E remixado, com o álbum "Love". Estava tudo lá: a altura do som digna de uma banda pop/rock, o brilho dos instrumentos, o "punch" da bateria de Ringo mais trovejante do que nunca, os vocais bem centralizados e nítidos, enfim... o Love não veio pra substituir a discografia, era só uma experiência (ousada e bem-sucedida) com remixes (até mesmo em 5.1 surround, que pra mim foi o Nirvana), mas nós salivamos, esperando a discografia com tal qualidade... que não veio.
Mas, é como sintetizou um usuário da comunidade The Beatles, lá do Orkut:
Taí o gancho para a próxima leva de relançamentos: não percam, daqui a 20 anos, toda a discografia dos Beatles remixada, corrigindo os balanço entre instrumentos e vozes, como fizeram no Yellow Submarine Songtrack. Não seria má ideia. Primeiro fizeram o que tinham que fazer, que é relançar igual ao original, para não mexer com a história. Pois agora podem mexer com a história.
Eu tenho o sonho de que lancem a versão 5.1 da discografia dos Beatles remixados por um time composto por Giles Martin, Greg Penny, os caras do TOUP e Dr. Ebbetts. Com esses caras no comando, certamente estaria garantido o vigor pra trazer toda a energia desta fantástica banda pra os tempos modernos com o maior respeito possível ao material e aos fãs. Isso seria lançado como uma série de discos Blu-Ray cobrindo toda a discografia, e em cada álbum teremos documentários, entrevistas e contexto histórico (como no Anthology), e dentro de cada álbum a pessoa vai poder entrar na "página" de cada música e ver a letra, curiosidades, ficha técnica, clipe (cada música vai ter um clipe, sejam eles os originais da banda, ou feito com fotos como em Anthology, desenho animado ou CG, como em Beatles Rock Band) e outras versões dessa música, como outtakes, bootlegs ou versão mono ou stereo da época em que foi lançado. Isso sim seria a versão definitiva da discografia da maior banda de todos os tempos.
Cientistas podem ter descoberto que o jogo inventado por russos no século passado ajuda no desenvolvimento do cérebro e faz crescer a massa cinzenta dos seus aficionados. O estudo foi realizado pela Blue Planet Software – detentora dos direitos do jogo – em conjunto com a Mind Research Network e mostrou que jogar Tetris pode modificar fisicamente o cérebro de uma pessoa. Dependendo do tempo que for jogado, o Tetris pode tornar certas áreas do cérebro humano mais eficientes.
Segundo o site The Escapist o estímulo causado pelo jogo também faz com que outras áreas do cérebro desenvolvam melhor seu córtex, camada mais externa do cérebro dos seres humanos, aumentando o volume da massa encefálica. Um dos pesquisadores, o dr. Richard Haier, acredita que o Tetris cria mudanças físicas duradouras na mente, ajudando a retardar o declínio do raciocínio que acontece com o avanço da idade nas pessoas, noticiou o blog Game|Life da revista Wired Haier também informou que outros jogos de quebra-cabeça como palavras cruzadas e vídeo game ajudam para alcançar esse benefício.
Estou me sentindo tão mais inteligente agora... tudo bem que eu joguei muito foi Columns (mais por causa da música do que qualquer coisa) mas o mecanismo do jogo é quase o mesmo.