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FARISEUS
dom, 2 de julho, 2017
 


No meu tempo - e pelo que aprendi no Novo Testamento - era Caifás, o Sumo-Sacerdote dos Hebreus, o maior interessado na morte de Jesus, pois o mesmo era uma ameaça à influência religiosa dos Fariseus naquela região. Foi ele, junto com os outros sacerdotes, quem entregou Jesus aos romanos (os únicos com poder de julgar e executar pessoas).

Estava pensando no que Jesus acharia de uma religião fundada em seu nome que contém um Sumo-Sacerdote vestido em trajes da época, caso sua consciência terrena voltasse à Terra. Na Bíblia, Jesus não parava de criticar os Fariseus. Mas quem era esse grupo? Fariseu é o nome dado a um grupo de judeus devotos à Torá (Velho Testamento). Foram eles os criadores da instituição da Sinagoga (O Templo, a "Casa de oração"). Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico. A palavra Fariseu tem o significado de "Separados", "A verdadeira comunidade de Israel", "Santos".

Os Fariseus tinham algumas máximas até interessantes, como por exemplo:
"Não julgues teu próximo até que te encontres no lugar dele"
"Julgai todo mundo com indulgência"
"Não envergonhai o próximo em público, porque isso poderia custar-lhe a vida e seríeis um criminoso"
"Mais vale estar entre os perseguidos que entre os perseguidores"
"Mais que toda ação religiosa, Deus quer um coração puro"
"Toda oração deve ser precedida por um ato de Caridade"
"Aquele que comete uma falta em segredo, nega a onipotência de Deus"

O problema é que eles eram hipócritas, como conta Jesus na Bíblia (tem um capítulo inteiro de Mateus só a eles):

Então, Jesus pregou às multidões e aos seus discípulos: "Os escribas e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Fazei e obedecei, portanto, a tudo quanto eles vos disserem. Contudo, não façais o que eles fazem, porquanto não praticam o que ensinam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens. No entanto, eles próprios não se dispõem a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que realizam tem como alvo serem observados pelas pessoas. Por isso, fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes mais longas. Amam o lugar de honra nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados nas praças e de serem, pelas pessoas, chamados: ‘Rabi, Rabi!’ (Mestre). Vós, todavia, não sereis tratados de ‘Rabis’; pois um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. E a ninguém sobre a terra tratai de vosso Pai; porquanto só um é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Também não sereis chamados de líderes, pois um só é o vosso Líder, o Cristo. Porém o maior dentre vós seja vosso servo. Portanto, todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens. Porquanto vós mesmos não entrais, nem tampouco deixais entrar os que estão a caminho! Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque devorais as casas das viúvas e, para disfarçar, encenais longas orações. E, por isso, recebereis castigo ainda mais severo!

(Já sabe, né? Ia na casa das viúvas a pretexto de fazer orações, mas na verdade era pra outra coisa...)

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque viajais por mares e terras para fazer de alguém um prosélito. No entanto, uma vez convertido, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós!

(Ou seja, já tinha naquela época essas Missões de ir num outro país pra converter pessoas pra sua religião. E, pelo que Jesus diz, era pra criar novas cobras peçonhentas ainda pior que a original. Pelo visto nada mudou de lá pra cá.)

Ai de vós, guias cegos! Porque ensinais: ‘Se uma pessoa jurar pelo santuário, isso não tem significado; porém, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado a cumprir o que prometeu’. Tolos e cegos! Pois o que é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
E mais, dizeis: ‘Se uma pessoa jurar pelo altar, isso nada significa; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre ele, fica, assim, comprometido ao seu juramento’. Embotados! O que é mais importante: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Portanto, a pessoa que jurar em nome do altar, jura pelo altar e por tudo o que está sobre ele. E quem jurar pelo santuário, jura pelo santuário e em nome daquele que nele habita. E aquele que jurar pelos céus, jura pelo trono de Deus e em nome daquele que nele está assentado.

(Ora, ora. Então já existia essa coisa de botar sua fé num objeto, tipo um óleo ungido, ou um trono, um cajado, e assim fazer juras e apostas com Deus através de objetos que, por fim, adquirem uma importância ainda maior pra sua fé do que o próprio conceito de Deus?)

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas tendes descuidado dos preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Deveis, sim, praticar estes preceitos, sem omitir aqueles! Líderes insensíveis! Pois coais o pequeno mosquito, mas engolis um camelo!

(A obsessão pelo dízimo continua... Irônico como a história é cíclica.)

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro, estes estão repletos de avareza e cobiça. Fariseu que não enxerga! Limpa, antes de tudo, o interior do copo e do prato, para que da mesma forma, o exterior fique limpo! Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque sois parecidos aos túmulos caiados: com bela aparência por fora, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e toda espécie de imundície! Assim também sois vós: exteriormente pareceis justos ao povo, mas vosso interior está repleto de falsidade e perversidade.

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque construís os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos. E declarais: ‘Se tivéssemos vivido na época dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no assassinato dos profetas!’ Dessa forma, porém, testemunhais contra vós mesmos que sois filhos dos que mataram os profetas. Acabai, pois, de encher a medida do pecado de vossos pais! Cobras venenosas, ninho de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

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Esse último parágrafo é importante: os profetas da época, os que vieram antes dos Fariseus, foram mortos pelo poder religioso estabelecido na época, assim como Jesus foi morto pelos Fariseus e Sacerdotes que eram o poder religioso de sua época. E eles, os Fariseus, construíram sepulcros e ficam incensando tais profetas, criticando as ações de seus antepassados, mas Jesus sabia que eles fariam a mesma coisa caso os profetas vivos estivessem, pois criticariam a ELES, como Jesus o fez. O que me faz voltar à primeira pergunta: O que aconteceria se Jesus voltasse com outro nome e visse os nossos novos Fariseus? Provavelmente os criticaria como os que outrora criticou, pois os atos são praticamente os mesmos! E o que aconteceria se esse novo Jesus com novo nome começasse a juntar um monte de gente em torno dele e ameaçasse o poder religioso dos novos Fariseus? hummm....


 
Cristianismo - publicado às 11:18 PM 44 comentários