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MAGIA JUDAICA (Parte 3)
sáb, 14 de maio, 2016
 


PROTEÇÃO PARA A CASA
 

Os ritos de proteção de áreas familiares e profissionais dos judeus incluem orações e cerimônias especiais, mas no passado, acima de tudo, nós víamos de forma muito presente os amuletos e objetos apotropaicos nestes locais.
Nós podemos encontrá-los ainda hoje, em lares judeus, com algumas variações locais, mas utilisando fórmulas comuns e tradicionais. Eles são colocados ou pendurados em lugares específicos da habitação, e o mais conhecido é a Mezuzah; Ela é uma caixinha/envelope, que pode ser de metal ou madeira, que contém dentro de si uma oração (os 2 primeiros parágrafos do Shemá Israel, contidos em Deuteronômio 6:4-9 e 11:13-21), e deve ser fixada no umbral direito da porta (a moldura/batente de madeira que segura a porta). Esse é um mandamento bíblico, contindo em Deuteronômio (Parashat Vaetchananv) 6:9: "e as escreverás nos umbrais (Mezuzot) de tua casa e nas tuas portas".
No verso do pergaminho estão escritas as letras hebraicas Shin, Dalet e Yud, que formam o acróstico das palavras Shomer Daltot Israel ("Guardião das casas de Israel"). Uma abertura na caixinha mostra parte do pergaminho, simbolizando assim que a Palavra Shaddai/Divina deva ser vista.


Aqui vemos duas Mezuzahs, à esquerda uma de madeira, do séc 17 ou 18, e à direita uma de prata, ainda com o pergaminho dentro, provinda da Algéria (séc 19)



A declaração final chega a ser engraçada, quando olhamos toda a cultura judaica de amuletos em retrospecto.


Num passado não muito distante, além da Mezuzah havia, na entrada das casas ou do seu limiar, outros amuletos em papel para evitar o acesso aos demônios e epidemias, assim como ratos, cobras e escorpiões. Além dos amuletos personalizados, realizados por peritos de práticas de Cabala, certas fórmulas e imagens serviram como modelos para a produção de amuletos genéricos, difundidos em grandes quantidades graças à criação da imprensa.

Amuleto para caçar escorpiões e serpentes, e para a proteção da casa (Marrocos, 1850). Esse amuleto pertenceu durante muitas gerações à dinastia rabínica Ovadia. Nele pode-se ler a bênção Birkat kohanin (Números 6:24-26) e outras fórmulas mágicas.
Amuleto contra olho-grande para a família e a casa de Josephn, filho de Brouria (Marrocos, 1900).
Amuleto pra proteger as partes norte, sul, leste e oeste da casa, respectivamente, contra Lilith e o mau-olhado (Ucrânia, 1880).


Interessante observar esse desenho, pois ele traz dois pássaros como que espelhados. Tenho absoluta certeza de que o designer tentou reproduzir esse símbolo:


Candelabro de uma sinagoga alemã do séc. 15

Essa é uma Águia de duas cabeças, que apareceu primeiramente nas sinagogas da área dos judeus Askhenazis (Alemanha e leste da Europa, Ucrânia incluso). É um símbolo que está identificado com a realeza (foi usado como brasão pela Rússia e pelo Império Romano) mas também com o afastamento de maus espíritos.


 
Judaísmo - publicado às 10:39 PM 97 comentários
MAGIA JUDAICA (Parte 2)
dom, 1 de maio, 2016
 


Assim como os demônios, os mortos podem ser perigosos, mas também úteis. Muitos livros judeus de receitas mágicas são dedicados a eles, descrevendo as diferentes maneiras de caçá-los, convocá-los e interrogá-los (necromancia). De acordo com uma antiga crença, os mortos podem assombrar o mundo dos vivos e possuí-los. No século XVI, na área dos Ashkenazi, aparece o termo Dibbouq (Aquele que se apega) para descrever o espírito de uma pessoa morta que tenha tomado posse de um ser humano ou de um lugar.

Amuleto com a inscrição AGLA, que são as iniciais para Athah Gabor Leolam, Adonai (Você é poderoso e eterno, Senhor), usado para exorcismo pelos antigos judeus, mas também adotado por alguns cristãos, no século 16.
Esse é um Hamsá (do árabe chamsa = cinco, referindo-se aos cinco dedos da mão), um amuleto para proteção do mal que veio da Mesopotâmia, foi incorporado pelos árabes (Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, sua imagem é bastante encontrada entre islâmicos, onde é conhecida por Mão de Fátima, e inclusive está no brasão da Algéria) e depois adotada pelos judeus (especialmente Sefarditas). Geralmente vem com um olho na palma da mão ou com a estrela de David, ornamentada de peixes e pombos. Entre os budistas há um desenho parecido, o Abhaya mudra.


Amuleto Shmirah para caçar Lilith e os maus espíritos (Eslováquia, 1831).
Amuleto para caçar os demônios da casa (Marrocos, 1850).

Confrontados com a doença, a morte, as dores afetivas e aos golpes do destino, há muitos que, até hoje, recorrem às práticas mágicas e à invocação de anjos para combater ou controlar os demônios e mortos dos quais eles acreditam serem vítimas. Nas sociedades judaicas esses fenômenos estão espalhados numa forma popular de magia, mas também de uma forma mais metódica, designado pelo termo "Cabala prática."


O Que é Cabala Prática? (Contém legendas em português)

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Judaísmo - publicado às 8:14 PM 22 comentários