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APRECIE O SILÊNCIO
dom, 28 de fevereiro, 2016
 


Por Rodolfo Katz e AcidZero



Palavras como violência
Rompem o silêncio
Chegam destruindo
O meu mundinho
Doloroso para mim
Me atravessam

Promessas são feitas
Para serem quebradas
Sentimentos são intensos
Palavras são insignificantes
Os prazeres ficam
A dor também
Palavras não têm significado
E são esquecíveis

Tudo o que eu sempre quis
Tudo de que sempre precisei
Está aqui nos meus braços
Palavras são muito
Desnecessárias
Elas apenas causam feridas

Aprecie o silêncio


Essa é a base literária da música "Enjoy the Silence", do Depeche Mode. Devo começar dizendo que eu amo essa música. Muitas vezes, quando estava pra baixo, eu costumava ouvir esta música e sorver a letra. Especialmente quando eu achava que não havia nada mais a dizer. No fim das contas é isso que a música quer que você acredite: que as palavras não têm significado e apenas causam feridas.

Mas eu tenho de discordar! Por que? Porque o ponto central da música não é sobre a destruição causada pelas palavras (embora seja só o que ele fala) mas sim o refúgio/consolo no silêncio, como uma forma de escapismo ("chegam destruindo o meu mundinho", reforçado pelo clipe de um Rei em seu próprio mundo deserto).

Minha crença é a de que devemos dizer o que sentimos, o que queremos e o que necessitamos. Ao mesmo tempo, nós precisamos do silêncio para descobrir essas coisas. Precisamos do silêncio assim como precisamos de palavras. A falta de palavras (não sendo literal aqui, não estou excluindo os mudos, mas sim "palavras" como forma de expressão) também causa feridas. O silêncio presunçoso pode agredir tanto quando palavras de ódio. O silêncio como omissão também pode causar o mal. "Nenhum Homem é uma Ilha", como dizia o poeta John Donne. Como os outros vão saber como você está se sentindo se você não conta a eles?

É mais fácil de falar do que de fazer. Normalmente desprezamos o silêncio como algo socialmente não-aceitável. O silêncio entre duas pessoas é visto como embaraçante, e assim nos entretemos com conversa fiada, falando do tempo, do Big Brother, da mulher que passa mal vestida, etc. A monja Coen escreve a respeito:

Apenas quando a mente silencia podemos entrar em contato com a essência do Ser.
Mas temos por hábito falar e comentar, nos entreter com sons e imagens, fugindo do encontro profundo com a realidade.
Criamos realidades falsas sobre a realidade verdadeira. Queremos acreditar em nossas fantasias e nos incomoda o silêncio que permite penetrar no real e cancelar o falso. São armadilhas da mente humana. Buda dizia que "a mente humana deve ser mais temida que cobras venenosas e assaltantes vingadores." Por isso é necessário conhecê-la. Conhecer a própria mente. Para isso há o caminho do silêncio. O caminho de aquietar as oscilações mentais.

Ficar em silêncio e aprender a ouvir são tão importantes quanto saber se expressar. Há um provérbio árabe que diz "O silêncio é às vezes mais eloquente que os discursos".

Houve um peregrino que, descontente com o que ouvira sobre os ensinamentos de Buda, resolveu questioná-lo publicamente: "Se os seus ensinamentos são da Lei da Causalidade, de que tudo que existe está conectado a tudo o mais e que há causas e condições para que algo se manifeste ou deixe de se manifestar, então, me responda agora, qual a causa primeira?

E Buda silenciou. Assim como quando pediram a Jesus para provar se ele era filho de Deus, ele ficou em silêncio.


"Silêncio é a linguagem de Deus; todo o resto é má tradução"
(Rumi)


Há um antigo provérbio em sânscrito que diz "Distorção é a base do discurso". No momento em que você começa a falar, você distorceu. Palavras não podem capturar a existência, mas o silêncio pode.

Então, como conciliar o silêncio com as palavras? A necessidade de se expressar com a necessidade de refletir e absorver? Talvez como gerenciamos o respirar e expirar. Somos tão treinados que o fazemos sem perceber, até o momento em que nos falta o ar e aí saboreamos quando o processo volta ao normal. Precisamos treinar e incorporar tanto a expressão correta quanto o silêncio correto em nossas vidas, de forma que se torne tão normal quanto respirar. Há um conto que ilustra bem a dinâmica entre as palavras e o silêncio:

Quando Buda se tornou esclarecido no dia de Lua Cheia no mês de maio, ele manteve silêncio. Por uma semana inteira ele não disse uma só palavra. A mitologia diz que todos os anjos no céu ficaram assustados e disseram: "Uma vez por milênio alguém floresce tão inteiramente como Buda. Agora ele está em silêncio, não está dizendo uma palavra!". Dizem que todos os anjos abordaram Buda e pediram-lhe que dissesse algo, por favor diga algo. Buda disse: "Aqueles que sabem, sabem, mesmo sem minhas palavras, e aqueles que não sabem, não saberão por minhas palavras. Qualquer descrição da vida para um homem cego é sem utilidade. Aquele que não provou o gosto da ambrósia da existência, da vida, não há por que falar sobre isso com eles. Por isso estou em silêncio", ele disse. Como você pode transmitir algo tão íntimo, tão pessoal? Palavras não podem.

Mas os anjos disseram: "Sim, nós concordamos, o que diz é verdade. Mas, Buda, considere aqueles que estão no limite. Há alguns poucos que estão no meio, nem completamente esclarecidos nem totalmente ignorantes. Para eles, algumas palavras darão um empurrão. Pelo bem deles, diga algo. E todas as suas palavras criarão aquele silêncio. O propósito das palavras é criar o silêncio. Se as palavras criam mais barulho, então elas não atingiram seu propósito."

Podemos ter uma idéia mais ocidental dessa dinâmica na Bíblia, onde o Verbo é usado para a Criação (FIAT LUX). "Deus fala no silêncio, mas é preciso sabê-lo escutar", frisou o Papa Bento 16. Em sua catequese "O silêncio de Deus" ele nos fala:

A dinâmica de palavra e silêncio, que marca a oração de Jesus em toda a sua existência terrena, sobretudo na cruz, tem a ver também com a nossa vida de oração em duas direções. A primeira é aquela em relação ao acolhimento da Palavra de Deus. É necessário o silêncio interior e exterior para que a palavra possa ser ouvida.
(...)
Os Evangelhos apresentam frequentemente, sobretudo nas escolhas decisivas, Jesus que se retira sozinho em um lugar longe das multidões e dos próprios discípulos para rezar no silêncio e viver o seu relacionamento filial com Deus. O silêncio é capaz de escavar um espaço interior de nós mesmos, para fazer habitar Deus, para que a sua Palavra permaneça em nós, para o amor por Ele se enraize na nossa mente e no nosso coração, e anime a nossa vida. Portanto, a primeira direção: reaprender o silêncio, a abertura para a escuta, que nos abre para o alto, à Palavra de Deus.

E aí temos a segunda parte da dinâmica: após o silêncio, a Oração. Orar é manifestar um desejo, é exprimir, é materializar, mesmo que seja em pensamento, uma sequência de palavras dando a elas um significado.
Jesus ensina aos discípulos: "Orando, não useis muitas palavras como os pagãos: estes acreditam que serão ouvidos com a força das palavras. Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe do que precisais antes mesmo de vós o pedirdes" (Mat 6,7-8). Note que o conselho de Jesus é pra não utilizar as palavras ao léu, em excesso, e não pra não se exprimir, ao contrário. Em Lucas 11, por exemplo, ele diz: "pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. (...) "Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o que é bom aos que o pedirem!"

Referência:
Tao: A sabedoria do poder interno;
Papa Bento XVI pede silêncio;
A rotina dos Monges do silêncio no Brasil


 
Pensamentos - publicado às 6:24 PM 8 comentários
TOMADA DE CONSCIÊNCIA
sex, 12 de fevereiro, 2016
 


Vejo com alegria que estamos vivendo um momento acelerado de revolta contra a opressão, especialmente o machismo e o racismo (eu pensei em acrescentar a homofobia, mas ela teve mais destaque em outros anos).

Não são tópicos novos, há muito tempo existiam por aí através de ONGs, associações, pessoas que dedicaram sua vida à causa e, enquanto algumas conhecemos bem (Martin Luther King), milhares de outras pereceram no anonimato. Hoje todos têm voz, e conseguem apoiadores para "fazer barulho", algo tão necessário (esse tipo de comportamento só perdura porque nos calamos diante dele durante todo esse tempo). Em ambos os casos amadureceu-se o discurso, e em vez de isolar-se num "nós contra eles" (negros x brancos, mulheres x homens) estamos sim TODOS procurando questionar a SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS, que é historicamente racista, homofóbica e machista. Mulheres são machistas sem perceber quando reproduzem o discurso machista e chamam a outra de "piranha" por qualquer motivo. Homossexuais dão munição a homofóbicos sem perceber quando reforçam os estereótipos e a caricaturização ou reproduzem discursos que "brincam" com a discriminação entre eles mesmos, tipo "bicha pão-com-ovo". Ah, mas é brincadeira! E o Mussum também brincava com o racismo - eu mesmo me divertia! -, mas será que as piadas dos Trapalhões caberiam nos dias de hoje, com a tomada de consciência que NÓS QUEREMOS TER pra nossa sociedade?

É a vitoria do politicamente correto? Talvez. Particularmente eu acho isso um saco, mas compreendo que, se queremos mudança precisamos aguentar alguns momentos de radicalismo para, no futuro, chegarmos a um meio-termo. O caso do garoto fantasiado de macaquinho do Alladin é um exemplo disso: eu adoraria viver num mundo onde pudéssemos ser como esse casal e, ingenuamente, não associássemos pessoas negras a macacos. Mas reconheço com tristeza que não estamos nesse mundo. Então que se radicalize hoje para que no futuro não tenhamos esse preconceito passando de pai pra filho.

Mas, enquanto desfrutamos dessa tomada de consciência e damos um basta a esses "ismos", há uma coisa que permanece a mesma: a tolerância à Corrupção.

Isso não é algo mundial, está ligado diretamente à cultura do brasileiro de ser "esperto", de levar vantagem em tudo. Não vemos nada demais numa empreiteira fazer uma "reforminha na faixa", na compra de um "barquinho", numa troca de favores, e assim vamos colhendo a falta de investimentos em saúde, educação, cultura, infra-estrutura. O brasileiro é em sua maioria completamente cego pras consequências de sua tolerância, e ainda estamos na fase dos xiitas: Assim como as "feminazis", temos os "de direita", que são muitas vezes agressivos, intolerantes, procurando atacar os outros mais do que dialogar e trazer aliados à sua causa. Talvez devamos nos inspirar nas pessoas que lutam pela auto-consciência da mulher ao invés de um feminISMO, os que lutam pela consciência negra, ao invés do confronto com os "brancos", e assim valorizar um Brasil que não tem a ver com PatriotISMO, e sim cidadania com decência para TODOS, comunistas com Iphone inclusos. A corrupção, assim como o racismo, têm raízes no Brasil colônia, é algo estrutural. Assim como o racismo, o silêncio, desprezo ou omissão só faz alimentar o problema. Estamos vendo as consequências desse problema claramente em nossa economia. Até quando?

PS: Você pode fazer a diferença ajudando a assinar este documento que está sendo elaborado pelo Ministério Público com 10 passos pra acabar com a corrupção. Precisam de 1,5 milhão de assinaturas pra poder submeter à aprovação do Congresso como Lei, e já estão em quase 1,4 milhão (são assinaturas físicas, precisa ir até o Ministério Público da sua cidade). Precisamos de mais gente nessa reta final.

Assistam também esse vídeo abaixo, de um "gringo" que desabafa o porquê o Brasil não vai mudar enquanto a MENTE do brasileiro não mudar:


 
Pensamentos, Política - publicado às 8:25 PM 25 comentários
PENSAMENTO DO DIA
ter, 2 de fevereiro, 2016
 


Quando não se tem um lugar pra guardar as coisas e elas estão espalhadas por toda a sala, tanto faz ter um pouco de bagunça na cozinha ou deixar as portas abertas dos armários da despensa.
Mas, quando se começa a guardar as coisas em seus devidos lugares e a sala parece agora mais espaçosa e organizada, logo as portas abertas da despensa começam a incomodar, mesmo que você seja o único a vê-las.


 
Pensamentos - publicado às 8:26 PM 36 comentários
GAIA PROFANA
seg, 1 de fevereiro, 2016
 


Gaia profana: Um ensaio sobre mudanças fatais
Por Bruno Barreto Cordeiro Silva, para o site Filovida


Dentro dos últimos 50 anos vem sido constatada a mudança que o ser humano vem causando ao planeta desde a Revolução industrial (1760-1840). Seus efeitos são muito intensos e podem trazer consequências devastadoras para a maioria dos seres vivos dentre eles a espécie humana. No dia 11 de janeiro deste ano (2016) foi publicada uma matéria pela pagina Green Me (texto de Gisella Meneguelli) sobre a seguinte pesquisa apresentada na Science: A Terra está entrando numa nova era geológica, chama de Antropoceno. Apesar disso parecer uma novidade, para quem está acostumado com Geociências o termo existe já há algum tempo, seu primeiro emprego ocorreu na Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente (1972) onde foram abordadas as originárias táticas de educação ambiental.

Apesar da Science expor que essas mudanças iniciaram-se em meados do século XX, grande parte das comunidades de geocientistas alega que o início do Antropoceno é bem anterior à 1939. Isso não quer dizer que a Science esteja errada quanto aos motivos da abordagem de suas pesquisas, mas talvez alguns fatos provocadores de mudanças climáticas e temporais anteriores à Revolução Técnico-científica e aos acidentes nucleares (sejam eles provocados ou não) tenham sido considerados menos relevantes. Contudo, eles não o são. Nas Geociências, é comum estudarmos o termo Antropoceno como o período geológico pertencente ao Holoceno (11.700 ou 50.000 anos atrás, dependendo dos estudos e da comunidade científica) ou como período pós-Holoceno, compreendido por parte dos cientistas tendo inicio em meados do início da Revolução Industrial, mas por quê? Qual motivo especial dessa época em relação a drásticas mudanças geológicas?

Bem, quem respondeu a criação do motor a vapor por James Watt em 1784 acertou! Mas ainda assim, há quem diga que essa criação não tenha feito tanta diferença ao globo (apesar de ter causado revoltas anos mais tarde por conta da exploração trabalhista e desempregos em massa). As máquinas a vapor viraram não só uma moda mas uma exigência do mercado, e a produção aumentou, assim como a liberação de gases do efeito estufa de forma exponencial, aumentando a produção de hidrocarbonetos na biosfera terrestre (camada geológica de grande ou maior concentração de seres vivos), enchendo assim a atmosfera de gases tóxicos, que podem não só degradar a camada de ozônio como fazer mudanças drásticas aos biomas diversos. No século XIX ocorreu um fato interessante e assustador na Grã-Bretanha por conta do aumento de máquinas na Europa Ocidental (no período a que falamos teve um verdadeiro "boom industrial", principalmente na Inglaterra e Alemanha). O nível de fuligem no ar das cidades era enorme, que em alguns lugares, cinzas caiam como neve do céu, e as borboletas da região, que eram claras, começaram a desaparecer e começaram a surgir gerações de borboletas negras e cinzas. Mais tarde o fenômeno foi explicado por darwinistas como uma "adaptação à poluição", pois é óbvio pra predadores enxergarem em meio a cinzas borboletas claras, assim as borboletas foram mudando pra se adaptar e não se extinguirem.

Ainda nas décadas de 70 e 80, séries enormes de pesquisas exploraram bastante o problema do aquecimento global, hoje sabemos que ele é natural porém, estamos acelerando. Mas não é consenso que a Era da Humanidade ou Antropoceno seja de fato responsável por mudanças tão drásticas, e muitos usam de falácias dizendo que as pesquisas são uma jogada de marketing para fazer o mercado se "reciclar". Temos que tomar cuidado com meio termos, pois se olharmos para os seres vivos e até pra nós humanos, veremos que estamos de fato passando por mudanças climáticas e de estilo de vida que estão cada vez mais degradando o planeta e fazendo-o mudar drasticamente, a Terra sofre ciclos meteorológicos e geológicos, se pudermos compará-lo com um ser vivo diríamos que esses ciclos (a que entraremos futuramente em mais detalhes) são seu "metabolismo", e essas mudanças são necessárias para sua sobrevivência. Entretanto dentro dessas discordâncias, existem cientistas sérios e preocupados com o planeta que apresentam ideias inovadoras e interessantes sobre as mudanças climáticas em si: É o caso do Professor Luiz Carlos Molion.

Luiz Carlos Baldicero Molion é meteorologista brasileiro, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, feitas as apresentações vamos tentar mostrar aqui um pouco das ideias dele. A ideia de Molion é inusitada e “simples”: o planeta não está em aquecimento, e sim está "congelando". Expliquemos da seguinte forma; o Sol, nosso Sol, é o regulador morfo climático da Terra, ele faz com que o globo passe por ciclos diversos e necessários para a manutenção do planeta e que faz a vida evoluir e se transformar; entre esses ciclos temos os períodos glaciais, entre eles temos os chamados períodos interglaciais, que fazem parafraseio entre uma era glacial e outra. Molion fala que as pesquisas mostram um aumento de temperatura que, não só é natural, como não está de forma alguma acelerado, pra ele essa é uma jogada de marketing de grandes empresas para fazer políticas econômicas sustentáveis, e estamos cada vez mais, de acordo com ele, nos aproximando de uma glaciação.


Correntes marítimas e suas temperaturas; agora imaginem as cores invertendo e as consequências disso

Para melhor ilustrar a questão, entendamos que o fluxo de águas do planeta (hidrológico), ou seja, as correntes marítimas e suas interconexões com rios, lagos e oceanos são, depois de nosso Sol, as principais responsáveis pela manutenção da temperatura global: chegando nos trópicos esquentam e vão distribuindo calor até as zonas mais geladas dos pólos terrestres, logo após descem novamente para os trópicos e reiniciasse o ciclo. Se há um aquecimento gradual crescente, ano após ano as correntes afetarão as geleiras nos pólos, e é o que observamos já nas ultimas décadas, porém, apesar de inusitada é aí que a ideia de Molion ganha sentido, pois se as geleiras derreterem em massa (e é o que ocorre junto com o impacto nas espécies animais locais) e desenfreadamente, elas simplesmente acabam afetando as correntes; e se em certo tempo, o Sol mudar seus ciclos de irradiação e, ao fazer isso, mudar o ciclo de vazão de águas por evapotranspiração na Foz do Iguaçu/PB (que é o que ocorre desde 2001 de acordo com a NASA), isso pode inverter as correntes marítimas e com isso fazer com que o planeta entre em uma grande Era Glacial, que pode, como ocorreu nas grandes extinções, extinguir grande parte das espécies, incluindo nós, é claro.

No ano de 2009 houve a conferência de Copenhague na Dinamarca, que é considerada uma das mais importantes para assuntos relacionados ao meio ambiente e sustentabilidade. Vários cientistas dos mais diversos países expuseram um fato assustador pra os humanos: se não fizermos algo agora pra frear a poluição e amenizar os estragos feitos anteriormente teremos um novo tipo de refugiado, que não é por conta de guerra e sim por conta do clima da Terra que se tornou insuportável pra se viver, os refugiados climáticos. O problema é que, já na época da conferência já existiam refugiados dessa natureza na Oceania, algumas tribos Aborígenes saíram de suas ilhas e foram tentar a sorte na Austrália, e - claro - vários morreram no processo (uma migração forçada por uma mudança temporal brusca, coisa só vista antes em espécies não humanas). Ano passado, vários desastres de temporais na Ásia deixaram refugiados climáticos esperando ajuda da ONU, porém, os países que podiam fazer algo a respeito estavam muito preocupados com os atentados na França (ou pelo menos foi o que soubemos). Bem, se formos falar das mudanças geoclimáticas de 2009 até janeiro de 2016, não haverá espaço pra analisar tanta informação. Nessa mesma conferência foi exposto que atualmente não há tecnologia pra nos assegurar um transporte seguro pra ajudar o número de refugiados no globo, e não só os "países baixos" terão refugiados, mas todo o globo sofrerá com isso.

O aquecimento global pode ser comparado ao sistema imunológico de grande parte dos mamíferos como nós, é necessário aumentar a temperatura do corpo(febre) para eliminar os males, esse corpo é a Terra, e o planeta grita de dor com as tempestades e mudanças drásticas.No entanto, depende de nós agora esse desafio em que só há dois caminhos: ou aceitamos nosso planeta como nossa atual e única casa(pelo menos por enquanto) e lutemos pra seguir suas mudanças sem destruí-la em tempo prévio, ou aceitamos que somos como o agente Smith disse no filme Matrix - "um câncer" - e deixemos que o planeta Terra nos expurgue e nos extinga de vez, pois de acordo com muitos biólogos e afins: a vida na Terra seguirá, com a humanidade, apesar da humanidade ou sem a humanidade, afinal, não somos a espécie dominante aqui, somos hóspedes apenas.

Escolhamos!


 
Ciência - publicado às 3:05 PM 15 comentários