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AOS DE ESQUERDA
qui, 26 de novembro, 2015
 


Eu gostaria que quem tivesse ainda algum apreço pelo PT, baseado nos seus ideais de luta histórica e bla bla bla que analisem o seguinte:

Por mais de uma década o partido bateu na tecla dos burgueses, da mídia golpista, da tentativa da imprensa de bater no PT porque ele era amigo dos pobres. Eu tenho certeza que muita gente caiu nessa, e acredita nisso até hoje. Mas por favor, aproveite esse momento de caos e reflita: o que o PT fez para tornar a "mídia" mais "livre"? Injetou dinheiro público, NOSSO dinheiro dos impostos, em blogs alternativos, como o Conversa afiada, o Brasil 427, o Nassif, etc. Imagina-se que, de acordo com os ideais do partido, invista-se num bom jornalismo, um jornalismo factual, isento, certo? Nada disso. Nosso dinheiro vai para o pior, mais rasteiro e partidário jornalismo que já vi na minha vida. Eu de vez em quando acesso as notícias (até pra saber o "outro lado") e o que encontro me faz ferver o sangue, porque é de baixo nível, e saber que estou trabalhando pra pagar isso me deixa num nível de frustração imenso, e me questionando se as outras pessoas, com nível universitário, bem educadas, não percebem isso tão claramente quanto eu. Não é difícil. Agora mesmo, abra o diario do centro do mundo e veja quais são as notícias principais. Ou o Brasil 247. Estamos passando por uma crise institucional sem precedentes, e o que esses sites fazem? O que sempre fizeram: atacam a oposição (sempre dão um jeito de botar o Aécio no meio, vejam só), e atacam até mesmo a Polícia federal, que vem fazendo um trabalho de limpeza em nosso país sem precedentes, mas a matéria dá munição pra que seus comentaristas - provavelmente pagos - despejem seu ódio contra a polícia, o judiciário e a imprensa. Não há uma linha de reflexão, de auto-análise partidária, de crítica construtiva ao PT, porque o jornalismo deles não constrói nada, não faz pensar, não traz nada de positivo, não traz sequer fatos objetivos, matérias exclusivas, números, infográficos ou tabelas. É limitado, é pobre (apesar de pagarmos muito), puro cabresto, nada informativo. E repercutido e inflado artificialmente com um exército de robôs nas redes sociais. É essa a mídia dos sonhos do PT? O que o Nassif ou o Paulo Henrique Amorim trouxeram de relevante para o jornalismo brasileiro, que valesse os 8,3 MILHÕES de reais investidos neles com o dinheiro de nosso imposto?

Vamos falar mais sobre princípios: O PT é um partido que, supostamente lutava contra a ditadura e pela transparência, pela abertura dos arquivos dos militares. Ontem seu articulador político no Senado, provavelmente o homem mais poderoso do PT no governo depois da Dilma (talvez até mais que ela) foi preso depois de gravações que não deixam dúvida dos crimes cometidos por ele nem no mais ferrenho defensor petista. Como um "Poderoso Chefão", Delcídio tramava a rota de fuga de um outro criminoso preso (Cerveró) pelo Paraguai, para fugir pra Espanha com um jatinho fretado. Ainda dizia que poderia influir na decisão de três ministros do Supremo (um deles ex-advogado do PT).
O Senado tinha a prerrogativa de validar ou não a prisão do Senador, decretada pela maior instância do Judiciário, tudo dentro da Lei e do processo democrático. Renan Calheiros, líder do Senado, disse que queria que o voto fosse secreto. Imagine você um senador líder do PSDB, pego em flagrante por qualquer coisa e o líder do Senado diz que o voto vai ser secreto. O que o PT faria? Como agiria? O que os militantes gritariam? Bem, como foi o líder do PT o partido, sem pudor algum, orientou sua bancada pelo voto secreto. Felizmente sobrou algum brio no Senado e a oposição conseguiu impedir essa SAFADEZA que certamente iria inocentar o Delcídio, apesar de tudo.


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Política - publicado às 9:19 PM 172 comentários
PARIS, CIDADE (DE) LUZ
ter, 24 de novembro, 2015
 




"Ser Parisiense não significa ter nascido em Paris, mas lá ter renascido"
(Sacha Guitry)


Nunca quis pertencer a grupos, seitas, nem torci por times de futebol, não me identifico com partidos políticos, nem sou bairrista ou tenho orgulho do meu país. Mas me descobri Parisiense. Sei exatamente quando se deu a conversão; o meu caminho de Damasco foi no fim da Lua-de-Mel, em 2011, saindo da Champs-Élysées e entrando na Avenue Winston Churchill, defronte aos palácios. De repente, e não mais que de repente, fui reparando no tamanho das calçadas, na limpeza da rua, na estética que regulava as distâncias entre os prédios, o jardim, a rua de pedras batidas... eu já estava na cidade há alguns dias, mas nunca tinha realmente parado pra perceber que, em algum momento do século passado, alguém pensou, projetou e construiu meticulosamente tudo aquilo pra criar uma experiência sensorial de leveza, cidadania, espaço, ordem e beleza. Foi quando me vi diante da Ponte Alexandre III. Naquele momento eu tive a certeza de estar contemplando uma obra-de-arte feita pelas mãos do homem em harmonia com a natureza. Ali, mais do que em qualquer canto, eu vi a alma de Paris: única, elegante, horizontal, ampla, aberta a quem quisesse explorar seus recantos a pé.

Passei 2012 inteiro tendo flashbacks de ruas quaisquer de Paris, que apareciam em minha cabeça em momentos banais. "Por que me persegues, Paris?"

Em 2013 surgiu a oportunidade de acompanhar minha (então) esposa, para ela fazer um Mestrado na França. Estava nervoso. A oportunidade era única, mas não sabíamos em qual região seria na França. Na minha cabeça só conseguia me ver em Paris. Me imaginar em outro canto trazia angústia e dúvidas. Quando surgiu a bolsa para Paris pedi licença do trabalho e fui com o coração em festa.

Os dois primeiros meses turistando foram ótimos, mas logo a necessidade de se estabelecer se tornou imperiosa, e a barreira da língua, o contato com a burocracia, os serviços e o povo parisiense (entre outras coisas) tornou o primeiro ano e meio uma catástrofe. Não passava um dia sem levar uma patada dos franceses. Comecei a sentir que meu amor pela cidade não era correspondido. Rapidamente o amor (ou melhor, paixão) doente transformou-se em desprezo, e até mesmo raiva. O ódio aos franceses era palpável, e compartilhado por meus colegas estrangeiros que passavam pelos mesmos problemas de adaptação. Mas o ódio cega e, assim como Paulo de Tarso, eu caí do cavalo. E após um frio inverno em que procurei me reinventar e compreender a cidade e o povo ao meu redor eu renasci, Parisiense.

Isso se deu porque busquei compreender, observar, assimilar. E observar não só eles, como principalmente a mim mesmo: o que em mim causava essa reação no outro. E vi que Paris, de tão assediada, tão visitada e tão invadida por culturas diferentes se fecha numa casca de rabugice típica dos stress francês. Os franceses são como os Hobbits, amam a vida tranquila e os pequenos prazeres. Trabalhar é um enfado, um meio para continuar com a vida tranquila e de prazeres nos fins de semana ou à noite, e a agitação da cidade pelos turistas que são barulhentos, andam lento, são impolidos (pra eles) e não respeitam os costumes causam uma irritação compreensível, mas muito exagerada. Um caso interessante se deu na última patada que levei de um parisiense: ele era entregador de correspondência e estava no meu prédio. Falei "bonsoir" (boa noite, que se usa no final da tarde) a ele, e o mesmo não respondeu, balbuciando alguma coisa sem nem olhar na minha cara. Chocado (dar bom dia e boa noite é quase uma obrigação por lá) passei adiante, tentando processar o que ele tinha respondido. Um minuto depois eu consegui decifrar, e a frase que ele balbuciou era "não são 16 horas ainda". Minha vontade era voltar lá e xingá-lo. Fosse um outro francês começaria uma daquelas discussões intermináveis que se vê nos metrôs pelos motivos mais tolos. Mas depois eu pensei na genialidade, no tempo livre e na filadaputice do cara de responder isso de bate-pronto, quando ele poderia simplesmente me ignorar calado, ou dar seu bonjour automático e seguir adiante com seu trabalho enfadonho. Mas eles têm um refinamento da crítica (ou da perversidade, se quiser ver por esse lado) que denota uma grande capacidade intelectual, aliado a uma criancice que nunca vi em outras culturas (a criancice do japonês reside na inocência, enquanto a do francês está na peraltice). E, como em toda criança perversa ou peralta, o prazer do parisiense está em ver o outro (especialmente os estrangeiros) irritado. Uma vez que você negue este prazer e retribua com gentileza ou indiferença você desarma um parisiense (experiência aprendida após muitos confrontos inúteis, inclusive com uma criança de 8 anos). Uma vez que você conquiste a confiança deles, você verá o quão bonitos, sensíveis e solícitos eles podem ser.

Minha relação com a cidade passou a ser de profunda comunhão. Quando estava triste por algum motivo, bastava sair pelas ruas, à qualquer hora, e voltava renovado, reenergizado. Acolhido. Mesmo num ambiente completamente impessoal, estéril e individualista que é a sociedade parisiense, a cidade fervilhava de pequenos detalhes íntimos, contribuições pessoais de artistas anônimos; nas calçadas via os cidadãos com suas roupas em tons escuros - sem nunca usar mais do que três cores em sua vestimenta - mas com um detalhe de cabelo, camiseta ou maquiagem que emanava para o mundo sua expressão única, individual, discreta e silenciosa. Por 5 vezes na rua fui parado ou cumprimentado por franceses que curtiam minhas camisetas nerd. A mesma sociedade que preserva sua cidade como um museu à céu aberto também aprecia as intervenções artísticas nos muros e placas de bairros mais boêmios. Foi justamente onde calhei de morar.



Não tem como ficar triste vendo coisas como essas

A área do bairro 11 é a mais festiva, mais jovem, alegre e onde os novos movimentos artísticos florescem. É uma Paris diferente, em nada glamourosa, mas muito viva e atual. E foi justamente onde ocorreram os atentados de 14 de novembro.

Os terroristas procuraram atacar justamente o cidadão francês nos seus prazeres: bares (bistrôs), discotecas, futebol. Acharam que podiam intimidar o mundo ocidental atacando os prazeres ocidentais, vistos como "impuros" por uma interpretação doentia do Islã (beber alcool, por exemplo, não é permitido aos islâmicos, mas nem por isso Maomé saiu matando pessoas de outras civilizações que bebem). Mais ou menos como sua religião proibir a homossexualidade e, numa interpretação doentia, você querer impedir o casamento de quem não comunga de sua fé. É, pessoas assim existem, acredite se quiser. No caso dos franceses não adiantou muito a ameaça, porque no fim de semana seguinte eles criaram o movimento #tousaubistrot (todos aos bares), para mostrar que não têm medo (eles têm, mas são teimosos por natureza).

Quanto a mim, senti o golpe como se tivessem atacado o quintal da minha casa. Até porque era perto de onde morava, mesmo. Um golpe contra os valores que eu comungo, contra a cidade a que pertenço, mesmo distante. Muitas coisas passam pela cabeça, mas não tenho muito o que falar. Ainda estou em um estado de confusão mental, de readaptação.

É isso, pra quem estava curioso.


 
Pensamentos - publicado às 8:59 PM 11 comentários
FINANCIE A PESQUISA MENTE SOBRE MATÉRIA
seg, 16 de novembro, 2015
 


Em 2007 escrevi aqui como cientistas estudaram pessoas que parecem emanar uma "má vibração" que faziam seus computadores quebrarem. Eles estavam chegando à conclusão de que a mente delas estaria influenciando no funcionamento normal da máquina. E que esse é um processo aleatório e inconsciente. Mas o pesquisador Dean Radin do Institute of Noetic Sciences (IONS), tem desenvolvido uma série de pesquisas onde participantes tentam influenciar mentalmente o comportamento da luz em uma experiência de fenda dupla. Contrariando o esperado, os resultados são positivos, com o detalhe de que apenas os participantes com experiência em meditação conseguem realizar a tarefa.

Agora o pesquisador da USP Gabriel Guerrer, de São Paulo, quer reproduzir a experiência de Radin aqui no Brasil (o que vai ajudar a provar - ou não - cientificamente essa tese). Mas pra isso ele necessita de patrocínio, que ele está quase conseguindo por meio de crowdfunding (enquanto escrevo ele arrecadou 32 dos 48 mil necessários), mas faltam apenas 12 dias pra terminar a arrecadação.

Essa é uma chance dos críticos das ditas pseudo-ciências em investirem em ciência de verdade para sairmos do terreno da especulação, do achismo, da religião. Esperemos que o projeto seja feito com todo o rigor científico que se espera disso, mas imagino que sim, já que ele pretende apresentar o trabalho em Congresso Internacional.

Alguns filmes interessantes de debate da mente sobre matéria são Ghost in the Shell (especialmente sua continuação, que é mais filosófica), Amor além da vida e Quem somos nós.

Para se aprofundar mais nos efeitos da mente sobre o organismo, sugiro os posts Efeitos da espiritualidade no organismo e Fluidos espirituais.


 
Ciência - publicado às 10:42 PM 24 comentários
RECONSTRUÇÃO DO SAINDO DA MATRIX (parte 4)
qua, 11 de novembro, 2015
 


Gostaria de pedir a quem colocou o nome do Saindo da Matrix na boca do sapo que por favor retire. Se não por mim, pelo menos em consideração ao sapo, que deve estar sofrendo com alimentação exclusivamente intravenosa há mais de 1 ano.

Nessa época, ainda em 2014, terminamos o layout do novo site do Saindo da Matrix e enviamos pra equipe que deveria implantá-lo (importar os posts, codificar o layout e criar o painel de controle dos leitores). No começo tudo seguiu rapidamente dentro do esperado, temos até o visual do site quase completo, mas faltam coisas importantes, como a nova caixinha de comentários e uma navegação sem falhas. Desde então uma sucessão de problemas e atrasos (como a dissolução da empresa responsável, programadores abandonando o projeto) tornou a situação indefensável e já não tenho cara (nem barba) pra vir aqui tentar justificar.

Por isso decidi que se esse site não sair nos próximos 3 meses pegarei o dinheiro doado por vocês e (visto que não dá pra devolver pra cada pessoa) doar a uma instituição de caridade indicada por VOCÊS, por meio de votação (as sugestões pra votação vocês que darão, também).

Me desculpem por esse papelão.

Cordialmente
Acid


 
Geral - publicado às 3:33 PM 57 comentários