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KAPPAROT
seg, 27 de julho, 2015
 


"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados.

Não, esse não é um retrato de um terreiro de Camdomblé, e sim de uma tradição judaica que remonta aos judeus da Babilônia, em 853 d.C.

As Kapparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão. A palavra Kapparot (assim como Kipur) significa "julgamento", e é usada para se referir aos frangos, mas as Kapparot em si não são fonte de julgamento. Na verdade, elas servem como um meio para conscientizar a pessoa que ela pode estar merecendo ser castigada por seus pecados, e que portanto, deve estar motivada a repensar suas atitudes, e pedir misericódia a Deus.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kapparot. "Pegamos uma galinha e dizemos: 'Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha'. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta. Para Persoff, as Kapparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

O homem usa um galo; a mulher uma galinha; uma mulher grávida usa dois pássaros domésticos - um galo e uma galinha. A ave - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, e depois é degolada com um rápido e certeiro movimento de uma faca afiada, cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do Kashrut.

É costumeiro substituir as aves por dinheiro, que é posteriormente doado aos pobres. Alguns, doam as próprias aves aos pobres. O animal pode ser consumido. De preferência, doado aos pobres - se eles aceitarem, uma vez que alguns acham que a ave fica "suja" pelo ritual (não se pode culpá-los por isso, pois essa é a idéia inicial!).

Há controvérsias sobre o uso do ritual, pois ele parece contradizer as proibições de sacrifício fora do Templo. Os defensores dizem que não é um sacrifício, e sim um julgamento, e usam galos e galinhas (ou até mesmo peixes), animais que não faziam parte do sacrifício no Templo (por isso pombos não podem ser usados no Kaparot). Cabalistas são alguns dos que advogam a favor do ritual, mas é amplamente utilizado entre os judeus Ashkenazi (muito chegados numa magiazinha, como mostrarei num post futuro) e Chassídicos do leste da Europa.

Sobre esse ritual devo dizer que tenho verdadeiro horror a qualquer coisa que envolva morte e sangue (o fato de não suportar ver sangue ajuda). Mas isso não me impede de analisá-lo friamente e à luz da história. Rituais de sangue eram parte de quase todas as culturas que vieram de antes de Cristo (e até mesmo depois, como o Islã) e, embora não sejam algo popular (quem vai publicar foto de animal degolado na Internet?) continuam sendo praticados em nome da tradição. Então por que o Candomblé carrega todo o estigma e perseguição? É uma religião milenar como as outras, de origem africana, em que se mata o animal com um corte certeiro e onde não é permitido que ele sofra (ou a oferenda não será aceita) e a carne é comida pelos participantes ou doada à comunidade, como no judaísmo. De fato eu tive a oportunidade de presenciar um Pai de Santo fazer esse mesmo ritual em uma senhora que estava catatônica há meses após um AVC, e um dia depois disso ela melhorou 50%. Não tenho como ficar cético diante disso, e acredito que o pensamento (a Vontade) deva ser potencializada quando se executa um ritual com sangue, mas a grande pergunta que deveria ficar para os que se interessam pelos estudos espirituais é: a que preço?

Tudo tem um preço.

Não é porque uma coisa funciona que devamos continuar com ela indefinidamente. A escravidão funcionava muito bem pra muita gente. Felizmente ela contrariou interesses econômicos, mais que morais, e só por isso foi abolida. Mas estamos no século 21 e ainda continuamos fazendo coisas moralmente condenáveis em nome da tradição. Ainda comemos carne, mais por costume que por necessidade (eu como carne!); nos EUA novas gerações de velhos dinossauros se apegam a um bandeira que, junto com a tradição, representa a submissão de uma raça a outra. Na religião nos debatemos com o problema da condenação ao homossexual, enquanto comemos camarão de boa. Então, mais do que seguir cegamente tradições (ou condená-las todas), deveríamos primeiro repensar internamente a validade delas, e sermos a mudança que queremos (ou não) pro mundo. A partir daí poderemos discutir a validade dessas tradições na sociedade, incluindo os limites da tolerância e o respeito ao próximo, e tudo isso tem a ver com LEIS e cultura local (cada vez menos local, com a Internet). Hoje os animais podem ser abatidos pra comer e por questões religiosas. No futuro talvez não.
O fato é que tudo evolui, tudo se adapta. A Umbanda mesmo é uma forma de reverenciar a religião de origem africana sem ter a parte de sacrifícios de animais. O próprio Kapparot não é algo popular e se flexibilizou pra incluir um objeto (no caso, dinheiro) no lugar de sangue. O Cristianismo acabou rompendo com as obrigações de sacrifícios e restrições alimentares dos judeus da época, e "pegou" entre a população. Isso nos faz pensar que tradições que encaramos como "definitivas" não precisam ser tão definitivas assim.


Referência:
Terra: Judeus usam galinhas para expiar pecados antes de Yom Kippur;
WebJudaica: Festas judaicas;
Wikipedia


 
Judaísmo - publicado às 2:07 PM 69 comentários
O NÚMERO DA BESTA
qui, 23 de julho, 2015
 


"É um fragmento muito bom de se encontrar. Os estudiosos têm estudado há muito tempo sobre isso, e agora parece que 616 era o número original da Besta". A declaração é da Dra. Ellen Aitken, professora de história do cristianismo primitivo na Universidade McGill, no Canadá, e refere-se à nova transcrição de um fragmento de Apocalipse 13.18 ("Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta, pois é o número de um homem. O seu número é seiscentos e sessenta e seis") citando, em vez do tradicional 666, o número 616, como a sua transcrição definitiva.

O fragmento foi encontrado ainda em 1895, próxima à antiga Oxyrrinchus, uma das comunidades cristãs do Egito, tem a nomenclatura P115 e faz parte do acervo do Ashmolean Museum, em Oxford, Inglaterra. Os especialistas datam a sua idade não antes do ano 256, constituindo o fragmento mais antigo do texto de Apocalipse. Contudo, estava ilegível e sem pigmentação. Apenas em 2005 o papiro foi submetido a técnicas avançadas na Oxford University, permitindo a sua leitura.

Não é simples compreender qual o significado do número que identifica a besta no Apocalipse de João. Segundo a Dra. Aitken "quando falamos sobre os primeiros textos bíblicos, estamos sempre falando de cópias feitas sobre cópias, no máximo 150 a 200 anos depois que [o original] foi escrito. Eles podem ter erros de cópias, alterações por motivos políticos ou teológicos".

A dúvida sobre o número da besta já era conhecida no século II, quando o comentarista Irineu escreveu um capítulo sobre o assunto e atestou que nos melhores manuscritos que tinha encontrado aparecia o 666 e não o 616. O comentário de Irineu acaba atestando que os dois números existiam naquele período, em versões diferentes do Apocalipse de João. O 616 é encontrado no Codex Ephraemi (século V) na versão latina de Tyconius (donatista do final do século IV) e também em uma versão armênia antiga. Mas Irineu teve contato com outros manuscritos, e preferiu o 666, decisão que foi adotada também por Jerônimo para a Vulgata. É possível que a maior aceitação do 666 tenha vindo por analogia com o 888, número grego de Jesus. Outra perspectiva seria a interpretação de que o 666 (a Besta) buscava a perfeição (representada pelo número 7) mas nunca conseguiria alcançá-la.

O número em Apocalipse 13 não se refere necessariamente ao diabo. A Besta pode ser uma representação simbólica de uma pessoa, que o autor não quis se referir diretamente. A maioria dos intérpretes bíblicos que utilizam a gematria para interpretar a passagem associam esses números ao imperador Nero (embora Nero tenha morrido 30 anos antes de ser escrito o Apocalipse, havia uma lenda de que ele voltaria, ou o autor poderia estar moldando a personalidade do Anticristo na do Nero, para alertar futuras gerações). O nome de Nero em hebreu tem duas versões: קסר נרון - Keysar Neron e קסר נרו - Keysar Nero. A primeira dá o resultado 666 e a segunda 616, o que poderia explicar a origem dos dois números em manuscritos diferentes.

Espiritualmente falando, o número 666, cuja soma resulta no numeral 18 e desdobrado obtém-se 9 (número do lâmina do Tarot - O Ermitão - sabedoria) não condiz com a fama negativa do seu significado (Na Cabalá o número 666 representa a criação e a perfeição do mundo). Já a soma do número 616 que resulta no numeral 13 (lâmina do Tarot 13, a Morte - fim necessário, transformação) tem muito mais simbologia, pois há muito tempo a besta já era representada como "a morte dos corpos".


Fontes:
O investigador cristão;
Coluna da Mônica Buonfiglio


 
Cristianismo - publicado às 10:11 AM 22 comentários
AS GRANDES GUERRAS
qui, 16 de julho, 2015
 


1ª GRANDE GUERRA

Hoje visitei o museu de guerra de Londres, e posso dizer que a parte dedicada a 1ª guerra representa a melhor experiência de museu do mundo até agora.
Sempre fui muito fascinado pela 2ª guerra mundial, mas a 1ª não me interessava. Agora vi que tudo depende da forma como a informação é apresentada. Enquanto a 2ª guerra me chegou através dos games e filmes como Resgate do Soldado Ryan, a 1ª só veio através de livros velhos, ilustrações e mapas. Esse museu representou uma aula completa, onde passei mais de 4 horas absorvendo e interagindo com a informação. Telas touchscreen mostram estratégia, política, mapas em movimento, enquanto os objetos contam sua história (inclusive história pessoal do objeto mesmo!), tudo numa sequência perfeita pra entender o momento político, histórico, social. Fotos grandes espalhadas, luzes e cores, sons de guerra se misturando com depoimentos, enfim, um museu para um novo século. Essa sala foi reformada recentemente, e espero que algum dia façam algo assim com os objetos da segunda guerra.


    Um porrete usado nas trincheiras pra combate corpo-a-corpo
O que aprendi foi que a segunda guerra foi ironicamente um grande repeteco de quase tudo o que aconteceu na primeira: Alemanha, Itália e Romênia contra França, Inglaterra e Rússia. Os alemães cometem burradas que permitem que os Estados Unidos, até então neutro, entre na guerra e vire a balança pro lado dos aliados. Itália e Romênia trocam de lado durante a guerra e a Alemanha fica sem meios de transporte e combustível pra continuar lutando. Igualzinho à segunda guerra! A única diferença foi que na primeira a Russia teve de abandonar a guerra no meio, pois estava com alguns "problemas" em casa (ou seja, a revolução interna e o nascimento do Comunismo, devido à escassez de alimentos e recursos que estavam sendo drenados por conta da guerra). E a ironia continua: como que a Russia comunista - que só subiu ao poder graças à crítica da guerra e do Imperialismo - tenha sido a responsável por exterminar de vez o mal alemão na segunda guerra, mas anexado "imperialisticamente" todos os territórios pelos quais passou até chegar a Berlim. Outra ironia foi que quem iniciou essa coisa de bloqueio marítimo a um país durante uma guerra foi a Inglaterra, com o objetivo de cortar alimentos pra Alemanha e fazer eles se renderem pela fome. Depois os alemães retribuíram a gentileza fazendo a mesma coisa na segunda guerra, contra os ingleses.

O que mais me chocou foi ver que foi uma guerra de "primeiros", pois pela pela primeira vez foram quebradas as regras tradicionais de guerra. Por exemplo, foi a primeira onde os civis foram diretamente envolvidos. Antigamente havia um certo cavalheirismo, e as guerras eram travadas longe das cidades e sem envolver (intencionalmente) civis. Foram os alemães que quebraram esse acordo, quando atacaram a Bélgica (que era um país neutro e a Alemanha já começou errando daí) pra poderem chegar mais rapidamente na França, e na confusão a tropa alemã achou que estava sendo atacada pela população da cidade de Louvan. Resultado: 248 habitantes foram mortos com baionetas e tiros, monumentos históricos destruídos e a biblioteca principal, com vários manuscritos medievais, incendiada propositalmente. Por onde passaram na Bélgica ouviam-se relatos de estupros e crueldades com mulheres e crianças. Até então a Inglaterra havia entrado na guerra tão-somente pra honrar o acordo com a Bélgica e ajudar a França, mas a partir de então um dos principais motivos para a população inglesa veio a ser "proteger a civilização contra a barbárie alemã". Alemães passaram a ser chamados de Hunos, em memória a Gengis Khan. Para corroborar ainda mais a fama, navios alemães atiraram contra a costa inglesa sem motivo, atingindo civis. Isso só fez aumentar o ânimo dos ingleses de continuar lutando.
Confesso que não esperava isso dos alemães da 1ª guerra, sem a influência nazista. Ou seja, o germe do mal já estava largamente espalhado pelo exército, talvez com a cumplicidade de seus líderes. Mas a perda de escrúpulos durante a 1ª guerra não foi algo exclusivamente alemão: Navios que não fossem de guerra até então não eram atacados. Acontece que os ingleses disfarçaram navios de guerra como navios civis e, quando avistavam um submarino alemão, abriam fogo. Logo os alemães passaram a atirar em navios civis também. Aí afundaram o Lusitânia, com mulheres e crianças (norte-americanas inclusas), e isso gerou uma comoção enorme que obviamente foi explorada para recrutar voluntários pra guerra, inclusive nos EUA. Há evidências inclusive de que os britânicos estavam mesmo procurando um drama nesse nível, numa possível trama para trazer o relutante povo dos Estados Unidos para entrar na Primeira Guerra Mundial.

O mais incrível é que durante a guerra uma verdadeira revolução em termos de táticas de combate se deu, enquanto lutavam. Em 1914, quando tudo começou, os exércitos ainda usavam lanças, cavalos e espadas. Assim como no tempo de Napoleão, o exército se enfileirava lado a lado e atacava correndo pra cima um do outro. Só que nessa época já existia a metralhadora. E, apesar disso, os generais achavam que, com base em testes de combates de menor escala, os velhos métodos ainda funcionavam. O que se viu (culminando na Batalha do Marne) foi um massacre tão traumatizante pros dois lados que a guerra em campo aberto acabou nesse dia e ambos se enfiaram na terra (literalmente) durante anos em trincheiras, enquanto pensavam numa solução pra vencer o inimigo.
O ataque frontal provou ser um desastre na batalha de Sommes, uma das mais sangrentas da história, onde morreram 1 milhão de soldados (60 mil ingleses morreram num só dia). A combinação artilharia, metralhadora e arame farpado se mostrou mortal. Os franceses haviam criado um canhão portátil, o 75, que soltava balas que explodiam no ar, em cima do inimigos, e dentro tinha varias bolinhas de ferro que se espalhavam. Logo os outros exércitos copiaram o design. Ninguém mais podia atacar em campo aberto. Muitas coisas foram criadas pra tentar ganhar: gás, tanques de guerra, lança-chamas, aviões foram usados pela primeira vez em combates, etc. Mas o que resolveu foi repensarem a maneira como usavam as armas: a metralhadora passou a ser usada pra dar cobertura aos avanços, atirando por cima da cabeça dos seus próprios soldados, enquanto as bombas não mais eram projetadas pra fazer buracos no chão, e sim explodir na superfície, destruindo assim uma maior quantidade de arame farpado e possibilitando um melhor avanço dos seus próprios soldados num campo sem buracos e lama. E isso com a artilharia jogando bombas progressivamente ao avanço das tropas, ou seja, a guerra "moderna" como conhecemos.


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Geral, Política - publicado às 3:05 PM 19 comentários
DOSE DIÁRIA DE ZOHAR
qui, 2 de julho, 2015
 


O Zohar (Livro do Esplendor) é um livro de comentários à Torah (A Bíblia dos Judeus, parte do nosso Velho testamento), e é peça chave para o estudo da Cabalá.

Segundo o Instituto Bnei Baruch o propósito do Zohar é "guiar aquelas pessoas que já alcançaram níveis espirituais elevados desde a raíz (ou origem) de suas respectivas almas. O Zohar compreende todos os estados espírituais que experimentam as pessoas à medida que suas respectivas almas evoluem. No final do processo, as almas alcançam aquilo que os Cabalistas chamam de o final da correção, o mais alto nível espiritual. Para aqueles que não alcançaram nenhum nível espiritual, o Zohar pode parecer apenas uma compilação de alegorias e lendas que podem ser interpretadas e percebidas distintamente por cada individuo. Mas para aqueles que já alcançaram níveis espírituais, ou seja Cabalistas, o Zohar é um guia prático para levar a cabo as ações internas com o propósito de descobrir estados de percepção e de sensação mais profundos e elevados."

Hoje descobri ao acaso o canal do Youtube Kabbalah Centre do Brasil, que tem vídeos diários de leitura do Zohar, com comentários. Um exemplo do vídeo:


Para quem fala hebraico existe o Kabbalah TV, com aulas em streaming de Zohar (veja os horários).


Referência:
Saindo da Matrix: Cabalá = Entendimento;
Saindo da Matrix: A reencarnação no judaísmo


 
Judaísmo, Videolog - publicado às 10:26 AM 16 comentários