Página principal

   
5 estrelas
Budismo
Ciência
Cinema
Cristianismo
Espiritismo
Filosofia
Geral
Hinduísmo
Holismo
Internacional
Judaísmo
Metafísica
Pensamentos
Política
Psicologia
Sufismo
Taoísmo
Ufologia
Videolog


Ver por mês


Últimos comentários

Retornar à página principal


AMAI OS HOMOSSEXUAIS COMO A TI MESMO
sáb, 27 de junho, 2015
 


Já passamos do ano 2000, onde o mundo ficou mais integrado graças a Internet, aviões aos milhares, barreiras das línguas caindo, mas ainda nos debatemos com problemas como fome, racismo, religião, violência, intolerância, injustiça... o que nos faz pensar se isso não é apenas uma fase, mas uma CARACTERÍSTICA da raça humana. Há alguma esperança de superarmos isso globalmente com mais educação, mais conhecimento, mais amor?
É fácil olharmos as notícias do Brasil e pensarmos: não, não há esperança. Dentre 10 candidatos, elegemos pro segundo turno os dois únicos com problemas na justiça e acabamos reelegendo uma presidente envolvida num escândalo de bilhões de corrupção de um partido que é praticamente sinônimo de quadrilha nas redes sociais. Pastores que extorquem desempregados em nome de Deus na TV declaram luta contra homossexuais por motivos de que "minhas crenças dizem que vocês não têm direitos a ter direitos".
Pessoas se odeiam nas ruas e na internet. Seja por sua orientação sexual, religiosa ou política. Ou mesmo time de futebol. Tudo isso parece mais uma desculpa pra odiar.

Já passamos dos anos 2000. Ainda não temos carros voadores (pelo menos não pelas ruas), nem bases na Lua, nem robôs faxineiros, nem a cura de todas as doenças, mas ao menos estamos perseguindo essas metas, e cremos que dentro de 25 anos poderemos estar criando realidades virtuais indistinguíveis da nossa "realidade". E quanto a nós? De quantas realidades precisaremos pra aprendermos a amar nosso semelhante? Ou quantas realidades serão necessárias pra fugir de nós mesmos?

Se nos anos 80 me dissessem que em 2015 estariam matando outras pessoas apenas pela cor de sua pele, por sua religião ou orientação sexual eu não acreditaria. Ou acreditaria somente se dissessem que em algum ponto houve uma guerra nuclear e voltamos à barbárie. E aqui estamos, cercado do conforto de nossa tecnologia, vendo essas atrocidades.

Os sábios dizem que, enquanto não aprendermos a nos amar não saberemos amar ao próximo. É a base do ensinamento do "Ame ao próximo como a ti mesmo". Imagino que a maioria se olhe e, baseado no instinto de sobrevivência, diga "eu me amo", "eu me cuido", "quero o que é bom pra mim". Então, baseado na grande falta de amor que vemos e sentimos no dia-a-dia, imagino que o instinto de sobrevivência (e de "querer bem") não seja assim um bom referencial pro amor. Isso é ainda mais verdade quando olhamos a justificativa dos religiosos de que "nós amamos o pecador, mas não o pecado", ou seja, eles perseguem a homossexualidade, mas acolhem o homossexual, na esperança de que ele "abra os olhos" e perceba que está enveredando pelo "caminho errado". Não é muito diferente do pensamento do "bom selvagem" (vide o Sexta-feira, de Robson Crusoé, ou o Tonto, do Lone Ranger), ou o "negro com alma de branco".

O amor não é uma prisão, um molde ao qual devamos ser conformados. Não é um cadeado numa ponte em Paris, nem um círculo traçado onde "se você cruzar essa linha, não te amo mais". A própria Bíblia traz a parábola do Filho Pródigo, que o pai deixou seguir o próprio caminho, mas amou e acolheu o mesmo quando voltou, sem julgamentos. Muita gente se apega à frase "porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" pra interpretar que o caminho do irmão era de morte espiritual e perdição, mas está escrito que ele partiu para uma terra distante, obviamente sua família não tinha notícias (poderia muito bem estar morto ou perdido). Há sim um arrependimento moral por parte do filho: "Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho". Mas não há nenhum julgamento moral na fala do pai, embora fique aberto pra interpretações. Mas pego aqui uma outra parábola de Jesus pra dissipar qualquer dúvida: "E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?" Nem o pai da parábola expulsou o filho de casa, como não deixou de amá-lo por suas escolhas "erradas".

Quantas famílias não foram destruídas porque os pais, "zelosos da Bíblia", aguardam um "arrependimento" dos filhos para amá-los porque se apegam à letra morta e deixam de compreender o cristianismo vivo em toda a sua extensão? Há inclusive uma proposta no Congresso pra uma "Bolsa Ex-Gay", como se fosse um ex-presidiário que necessite de uma ajuda do Estado pra se reintegrar na sociedade. A diferença é que o "gay" não fez nada de errado pra sociedade, e nunca deveria ser visto como alguém que precise deixar de ser o que é pra ser reintegrado na sociedade.

Escrevo isso imediatamente depois de assistir ao discurso do Obama em Charleston, no funeral do pastor Clementa Pinckney. Passei o discurso quase todo em lágrimas. Não só porque é um grande orador lendo um texto que provavelmente vai entrar pra história dos textos presidenciais dos EUA (um texto brilhantemente escrito em torno da música "Amazing Grace") mas porque de repente surgiu uma fagulha de esperança: na mesma semana a bandeira confederada (que representava o lado dos EUA que lutava pela manutenção da escravidão) foi abolida, um presidente negro discursa numa Igreja de raízes negras, pra uma platéia mista, logo após um crime terrorista racial, e consegue deixar uma mensagem de paz, acolhimento, reflexão e esperança. Um político conseguiu, utilizando o melhor que se pode tirar da religião, inverter a energia de ódio e revolta em harmonia e compreensão. E na mesma semana esse mesmo político saúda a aprovação do casamento gay e utiliza a mesma lógica do discurso em que pregou o fim do uso da bandeira confederada e do porte de armas: De que a história (ou Tradições) "não pode ser usada como uma espada para justificar a injustiça ou um escudo para impedir o progresso. Deve sim ser um manual pra nos alertar a não repetir os erros do passado, para quebrar ciclos, para fazer um caminho para um mundo melhor".

A letra da música "Amazing Grace", em torno da qual foi escrito o discurso, é um ótimo exemplo do "spiritual" negro, muito embora tenha sido escrita por um branco inglês, John Newton. Newton era simplesmente o cara mais escroto e blasfemo do navio negreiro onde trabalhava (que já não era nenhuma escola para moças), praticando bullying até com o capitão do navio e zoando da fé dos marinheiros em Deus, o que geralmente resultava em detenções e até mesmo escravidão. Mas certo dia o navio enfrentou uma violenta tempestade que ameaçou matar a todos. Um dos marinheiros, que estava em pé no lugar onde Newton estava minutos antes, foi jogado no mar. Desesperado, Newton deu uma sugestão para o capitão pra se salvarem (no que foi atendido). Ele então disse: "Se isso não resolver, então que Deus tenha piedade de nós". Resolveu. E Newton ficou meditando nessa frase por dias, se perguntando se ele - tão diretamente oposto a Deus - seria digno da misericórdia Divina.

A letra é um lamento de profunda resignação e fé. Obama pontua em seu discurso: "O caminho para a Graça (divina) envolve uma mente aberta. Mas, mais importante, um coração aberto".

Que os ventos de mudança que sopram de lá da Irlanda possam tocar os corações de todo o mundo, em especial dos brasileiros.



 
Cristianismo, Holismo, Pensamentos, Política - publicado às 11:00 AM 97 comentários
RELIGIÕES: A SÉRIE
qua, 24 de junho, 2015
 


Algumas semanas atrás surgiu o canal do Youtube Conhecimentos da Humanidade. Nele pudemos ver uma série de vídeos sobre Locais Sagrados, enfocando desde as linhas Ley até os templos egípcios, romanos, budistas e as atuais Igrejas.

Essa semana surgiu uma nova série: Religiões, e no primeiro vídeo vemos como foi o surgimento da religião desde os primórdios nas cavernas até os primeiros rituais. Acompanhem e curtam o vídeo!


 
Videolog - publicado às 9:23 PM 7 comentários
MENOS CRUCIFICAÇÃO E MAIS DIÁLOGO
qui, 11 de junho, 2015
 


Vou aproveitar um texto de Camilla Ribeiro no Facebook pra elaborar um pouco meus pensamentos a respeito da última polêmica envolvendo a 19ª Parada Gay:

Essa é a Viviany, uma mulher trans. Uma mulher que faz parte de uma categoria em que apenas 5% tem um emprego formal (leia-se: cerca de 95% é obrigada a se prostituir por não ter nenhuma oportunidade melhor). Viviany é hostilizada ao entrar em um banheiro feminino e humilhada no masculino. Viviany nasceu no corpo de um homem e sofreu por isso todos os dias da sua vida. Viviany só quer respeito.

Jesus Cristo pregava o amor. Jesus salvou uma prostituta de ser apedrejada, Jesus, o mortal mais próximo de Deus, disse que todo ser humano peca e é moralmente condenável atirar pedras - literalmente ou não - no outro sem olhar pro próprio umbigo. Jesus só pedia respeito.

Viviany se vestiu de Cristo na última parada gay; Viviany e Cristo, ambos seres humanos com um mesmo propósito, ambos pedindo o respeito ao próximo, ambos crucificados por serem quem são.

Isso não é "cristofobia". Isso não é blasfêmia. Não é ofensa.

Ofensa é que a cada 28h um homossexual seja assassinato no Brasil. Ofensa é que 1 a cada 3 mulheres já tenha sofrido algum tipo de abuso sexual. Ofensa é que o Brasil seja o local de 39% do total de assassinatos de transexuais no mundo.

Cristãos, nós não queremos destruir a família brasileira. Não queremos diminuir sua fé. Não queremos provocar vocês. Nós só queremos que vocês sigam o que o seu Cristo ensinou. Nós só queremos que vocês olhem pra Viviany e sintam sua dor, sintam a dor de ser vista como errada pela sociedade o tempo inteiro. Viviany, seminua, exposta, sangrando, não é um ataque a vocês, é um pedido de socorro.


Pra ganhar algum dinheiro eu conserto computadores para os brasileiros morando na França, e boa parte da minha clientela é composta de homossexuais (trans, travestis, cabelereiros) e como todo bom brasileiro no exterior já vão logo contando suas histórias de vida, e vejo que todos eles têm vinculos familiares no Brasil, amam seu país mas não falam ou não ficam alegres com a perspectiva de voltar, mesmo tendo uma vida difícil na Europa por conta da língua, da ilegalidade, do preconceito. Porque eles são sobreviventes. Sobreviventes de uma violência tão grande no Brasil que os forçam a buscar a Europa, que não é lá o paraíso (pelo menos em Paris há muita tensão velada entre árabes, franceses e africanos que fazem o preconceito contra o homossexual parecer menor, mas não é) mas em comparação à selvageria do Brasil pode ser considerado uma evolução. Andando na rua com o cabelereiro, que é negro e com traços levemente efeminados - nada chamativo, entretanto - uma mulher que cruzou nosso caminho gritou, do nada, plenos pulmões, sem nem levantar os olhos: "cachorro!" e seguiu. Parei chocado. Arregalei os olhos, comecei a rir de nervoso com a situação ridícula, aí olhei pra ele e ele não parecia surpreso. Aí percebi que, pelo visto, era comum. "Nem ligo", falou. Mas pelo seu rosto vi que ele ligava, sim.

Assim como eles, eu saí do Brasil em busca de qualidade de vida, fugindo da violência, da falta de respeito, da idéia de sair de casa e não saber se voltava vivo. Ao contrário deles, eu não sei o que é ser ameaçado de morte, humilhado, escorraçado por uma escolha(???) sexual, por estar preso num corpo com o qual não se identifica. Não sei o que é ser negro num país de maioria negra que sente um desprezo incomum pela sua própria cor. Mas essa experiência de imigrante num país onde todos olham pra você com reprovação por QUALQUER COISA diferente do que a sociedade considera como "normal" (experimente andar com roupas muito coloridas por aqui, por exemplo), de ver suas casas, saber de suas vidas e seus problemas nos aproximou um pouco.

Espero que eu ou vocês que me lêem nunca precisem saber o que é sair do país sem um tostão, ir virar escravo de um cafetão que lhe diz que, se você não pagar as dívidas da viagem e da hospedagem (com juros), você e sua família no Brasil morrem. E que isso tudo seja contado de uma forma que parece mais fácil e melhor do que ficar no Brasil.

Espero também que a comunidade LGBT tenha amadurecido em utilizar a religião como forma de chamar a atenção para a causa. Masturbar-se com um crucifixo causa repulsa, críticas justificadas e perda de simpatizantes. Não é sensato fomentar o ódio onde já existe tanto ódio, da mesma forma que não se apaga um fogo jogando gasolina. Num mundo onde fanáticos travestidos de religiosos quebram imagens de católicos em busca de se afirmarem e onde uma pseudocelebridade busca publicidade barata espalhando fotos seminua na frente de uma Igreja parece se inverter a lógica de quem é minoria e quem é o algoz. E a história de Jesus é tão forte justamente porque ele era a minoria. Ele era o diferente. O que sofreu preconceito, críticas, escárnio, não só por pensar diferente de sua própria cultura (e da cultura dominante da época) mas por permanecer fiel a ela até sua morte. E nisso o protesto de Viviany foi perfeito. Onde uns vêem blasfêmia deveriam estar vendo reflexão, palavrinha tão em desuso nestes tempos de internet com informação demais e conteúdo de menos.

Homossexualidade e religião podem e DEVEM dialogar. Da mesma forma que há verdadeiros monstros travestidos de religiosos (e que recebem os holofotes justamente por suas posições controversas) há verdadeiros cristãos que ouvem as palavras de Jesus e sabem que não devem atirar pedras, que devem perdoar não sete, "mas até setenta vezes sete" vezes, e que devemos ter cuidado com os falsos profetas, "pois eles vêm até vós vestidos de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes". Da mesma forma há grupos ou elementos no mundo LGBT que parecem sentir prazer em atacar ou ridicularizar as religiões que eles vêem como inimigas, indiscriminadamente.

Portanto, sejamos sábios e vamos nos focar nas semelhanças, e não nas diferenças.


 
Cristianismo, Geral, Pensamentos - publicado às 9:42 AM 75 comentários
ALAN WATTS
ter, 2 de junho, 2015
 


Alan Wilson Watts foi um importante filósofo britânico que popularizou e difundiu a cultura oriental e principalmente o Zen-Budismo no ocidente (embora não sem críticas de que ele não entendia realmente o Zen-Budismo). Escreveu o livro "The Way of Zen" em 1957, um dos primeiros best-sellers de budismo, e em "Psychotherapy East and West" (1961) ele propôs que o budismo poderia ser encarado como uma psicoterapia, e nã uma religião (um ponto de vista mais próximo do que sugere o Dalai Lama). Guru dos hippies, Alan Watts desempenhou um papel crucial nos movimentos alternativos que levaram à formação do conjunto de idéias hoje chamadas de New Age.

Nos anos 60 enveredou pela psicodelia e experimentou meslacina, LDS e marijuana. De suas experiências ele escreve, uma década depois: "se você recebeu a mensagem, desligue o telefone". Também dos anos 60 gravou uma série de TV intitulada "Eastern Wisdom and Modern Life" (Sabedoria do Leste e a vida moderna), de onde provavelmente veio este vídeo abaixo:


No filme "Her" ele é "revivido" como uma Inteligência Artificial que faz o programa Samantha se apaixonar.


 
Budismo, Filosofia, Holismo - publicado às 4:23 PM 9 comentários