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MAD MAX: FURY ROAD
ter, 26 de maio, 2015
 


Este é o melhor filme de ação dos últimos 15 anos. Está quase empatado com Gravidade e Avatar como uma das mais fantásticas experiências que um IMAX pode proporcionar. George Miller, 66 anos, não fez um filme pra telas pequenas. Ele é grandioso, maior e mais bizarro que a vida, maior que seus icônicos personagens e, talvez por isso mesmo, tenha desagradado alguns que queriam ver um show do Mad Max. Pra esses eu posso dizer que o diretor/escritor não os enganou: desde o segundo filme da trilogia original Mad Max se estabeleceu como um personagem secundário, um fio condutor para os acontecimentos e personagens desfilarem, e no fim ele saía da aventura da mesma forma que entrou, nem maior nem menor.

A verdadeira estrela do filme é Imperator Furiosa, interpretada por Charlize Theron. Uma mulher forjada da mesma fibra de uma Sarah Connor ou da tenente Ripley. O encontro de Furiosa com Max é como o confronto de duas cobras, onde ambos se estudam durante muito tempo antes de dar um bote. E nisso a atuação de Tom Hardy é perfeita, pois ele é um ator que fala muito com os olhos e com o rosto. Charlize é também boa o suficiente pra equiparar-se nos silêncios e atuação corporal, mas brilha ainda mais nos (poucos) diálogos que tem no meio do filme.

Muito se falou da polêmica de feminismo no filme, com a associação de homens héteros (?) "Men’s Rights Activists" querendo boicotar o filme porque Max é submisso à Furiosa. Grande besteira, mas o filme é assumidamente feminista, confirmado pelo diretor. Mas e daí? Avatar e Aliens também o são e não vimos reclamação alguma sobre issso (ao contrário, não conseguimos sequer imaginar os filmes sem elas). Mercenários 2 é um filme assumidamente de macho e é uma porcaria, e não por causa disso (o primeiro também exala testosterona e é muito melhor).

George Miller dá uma aula de como fazer um filme de ação, humilhando a meninada de Hollywood e mesmo gente da sua geração. Seria preciso uns 3 Spielbergs na direção só pra fazer aquelas cenas finais! A quantidade de cenas é impressionante, cobrindo toda a ação, mas nada disso iria funcionar se não existisse uma edição no mesmo nível de genialidade. E a quem o diretor confiou esse trabalho desgraçadamente épico? À sua própria esposa. E quem pensa que ele usou a figura da esposa pra poder editar ele mesmo está muito enganado. Ela trabalhou dia e noite enquanto ele filmava no deserto da África do Sul. George filmou 480 horas e deu tudo isso pra ela editar. E quando ela perguntou: "por que eu?" ele respondeu "porque se eu der isso a um cara ele vai fazer um filme de ação qualquer".

Isso nos leva à próxima crítica feita ao filme: Alguns pensam que ele não tem história, que é só ação, mas o diretor George Miller é um perito em contar uma história através da ação, e isso é o domínio perfeito da linguagem cinematográfica, não menos. Ele confessa que foi muito influenciado pelo cinema mudo, daí sua técnica apurada. Nesta análise de Mad Max 2 vemos o quanto o diretor é genial em passar as mensagens através do visual, sem uma linha sequer de diálogo.

Em Fury Road ele está não só mostrando e aprofundando o mundo que vimos em Mad Max 2 (e uma elaborada crítica a nossa própria sociedade), como está pela primeira vez nos inserindo nele, tamanha a insanidade da direção/edição/som, que nos coloca não como testemunhas confortáveis, mas como participantes da ação. E como participantes não precisamos de explicações, apenas vemos o que está ao nosso redor com a naturalidade que DEVE ser exigida por quem está inserido em um mundo onde a loucura é a regra.

SPOILERS - Quem não viu o filme não leia além desse ponto.


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Cinema - publicado às 7:59 PM 16 comentários
JAMES CAMERON
qui, 14 de maio, 2015
 


James Cameron tinha 22 anos e não sabia o que fazer da vida. Canadense, mas morando na Califórnia, dirigia caminhões e fazia bicos pra sobreviver. Estudou física, mas se formou mesmo em filosofia. Gostava de cinema (especialmente estudar sobre os efeitos ópticos), mas não tinha nada de concreto em mente. Até ver Guerra nas Estrelas (Star Wars).

Foi esse filme, em 1977, que mudou sua vida. Assim como Elvis antes dele, largou o emprego de caminhoneiro e entrou para a história ao fazer o que gostava.

Muito se falou sobre Star Wars. Mas um dos melhores comentários (que infelizmente não recordo a fonte) diz que Star Wars tem uma das melhores aberturas da história do cinema, pois nos coloca imediatamente dentro da história de forma quase que inteiramente visual. Tudo bem que tem aqueles textos flutuando na tela pra dentro do espaço, mas, se você não ler aquilo ainda assim vai entender a posição de vulnerabilidade dos Rebeldes diante da máquina do Império apenas ao ver a minúscula nave rebelde fugindo desesperadamente da gigantesca nave do Império, que toma o topo da tela todo, de forma lenta e inexorável. É algo tão visualmente impactante e genial que hoje em dia se duvida que foi mesmo idéia de George Lucas, o cara que criou Jar Jar Brinks e a nova trilogia (a que arruinou a franquia Star Wars).

Pois bem. Essa é uma daquelas cenas que resume a história, que impacta e fica na memória de toda uma geração.

James Cameron, o cara do começo do texto que teve a vida mudada por Star Wars, acabou criando sua própria revolução cinematográfica, o Star Wars da nova geração; O filme que vai influenciar os "James Camerons" do porvir: Avatar. Não por conta da história. Se você for ver, o primeiro Star Wars também não tem uma grande história, é uma miscelânea de mitologias costuradas com personagens memoráveis. Avatar também é uma reciclagem de histórias, mas não tem personagens tão memoráveis, então ele apela ao visual, utilizando uma nova tecnologia pra época (o 3D) e fazendo uso disso para possibilitar a exploração de um novo planeta. Essa é a grande força de Avatar.

Mas a cena mais emblemática e genial, que ficou impressa em minha memória da primeira (e segunda) vez que vi, foi uma que nada tem a ver com o visual exuberante de Pandora. É uma cena que situa a história visualmente e metaforicamente, usando escalas de grandeza e tecnologia. Quando Jake chega em Pandora, ele é obrigado a parar em seu caminho na cadeira de rodas por conta de uma gigantesca carreta que cruza seu caminho; e vemos ela de baixo pra cima, com suas rodas enormes, enlameadas, e com algumas flechas fincadas nas rodas. Essas flechas não parecem atrapalhar em nada o funcionamento da máquina, que segue imponente. Nesta hora Cameron estabelece o mocinho (Jake, vulnerável e pequeno diante daquilo tudo), da platéia (já que compartilhamos o ponto de vista dele), o vilão (a corporação, representando "o progresso" imparável, invulnerável e sem sentimentos) e os aborígenes (embora valentes, mostram-se pequenos e incapazes de deter aquela ameaça). Tudo em uma tomada, sem uma linha de explicação.

Cameron é o herdeiro espiritual daquele George Lucas que impressionava platéias em 1976. Um diretor que fez sua própria sorte, através do próprio trabalho. E muito trabalho.


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Cinema - publicado às 12:47 PM 22 comentários
HISTERIA
ter, 5 de maio, 2015
 


Nunca vou deixar de me impressionar com as demonstrações de histeria nas igrejas. Antes era uma coisa mais espontânea, hoje é quase uma obrigação, incentivada pelos próprios pastores e obreiros.


Esse tipo de manifestação pouco (ou nada) tem a ver com espíritos. Num relato que fiz num post de 2006 pude perceber uma abordagem mais intimista, mais no sentido de auxiliar. A perturbação era vista como o Satanás, hoje ela é o Espírito Santo. Se antes era um estorvo, hoje é uma glória. A idéia é botar pra fora, dar show. Isso ajuda as pessoas? De certa forma, sim. Mas ao mesmo tempo em que você joga pra fora essa energia mental presa, o sistema de recompensa do cérebro lhe programa pra você ter outro represamento que vai lhe levar a ter outra dessas manifestações na Igreja.


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Cristianismo, Psicologia - publicado às 7:58 PM 15 comentários