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OVNIS NA OCEANIA
qui, 29 de janeiro, 2015
 


Ufologia hoje é muito mais levado a sério que há 10 anos. Tudo por conta da Internet, que facilitou a divulgação de relatos confiáveis do passado, vídeos que a NASA não pôde mais esconder, depoimentos de astronautas e militares e a abertura de arquivos de alguns países. Por outro lado ninguém mais leva a sério um vídeo de OVNI, pois qualquer adolescente em casa pode fazer uma coisa tão boa ou melhor que os vídeos supostamente autênticos que tínhamos no passado. De uma certa forma isso é bom porque deixamos de lado o aspecto midiático da coisa e nos concentramos no que realmente interessa: estamos (ou estivemos) sendo visitados por seres inteligentes. De onde vêem? Qual o impacto disso para nossa civilização? Até mesmo a NASA, juntamente com o Congresso Americano, fez seminários com cientistas sobre o tema "Preparando-se para a Descoberta: Um Enfoque Racional para o Impacto de Encontrar Vida Microbiana, Complexa ou Inteligente Além da Terra". Deixamos pra trás a infância da Ufologia e entramos na adolescência.

Uma certa ironia é que, agora que temos mais câmeras por toda parte, tecnologia de zoom e estabilização de imagens, drones e radares mais precisos, menos aparições de OVNIs para as massas temos. Por que? Não faço idéia, mas é tentador para uma pessoa menos informada pensar que tudo que foi coletado de dados sobre OVNIS nos últimos 60 anos não passavam de alucinações ou desinformação. Mas a Ufologia é rica de dados de avistamento com confirmação de radar, ou de militares ou pilotos comerciais. Talvez "eles" tenham ido embora. Talvez estejam mais cuidadosos, após os sistemas de defesa implantados no espaço pelos EUA, supostamente em nome da Guerra Fria. O fato é que no passado tivemos períodos de pico de avistamentos e até mesmo contatos.

1978 foi um desses anos. Os fenômenos estavam à toda. No Brasil tivemos o prosseguimento dos avistamentos em Colares (Operação Prato), duas famílias em Pernambuco viram um OVNI pousar na praia de Itapuama e dele descerem tripulantes.

Na Nova Zelândia foram feitas as imagens mais nítidas até então de um OVNI, por uma equipe de uma rede australiana de televisão, na noite de 30 de dezembro de 1978, perto de Kaikoura.
Muitas pessoas tinham visto objetos voadores não identificados durante as semanas anteriores, principalmente na região de Cook Straight, que divide a ilha meridional da ilha setentrional da Nova Zelândia. Pensando em furo de reportagem, o repórter Quentin Fogarty e o cinegrafista David Crockett voaram até a cidade de Wellington, para dali fretar um avião até o sul da Nova Zelândia. Crockett fazia filmagens de dentro do avião, que serviria para a introdução da matéria, quando o avião ficou iluminado. Entraram em contato com a torre de comando, que confirmou a presença de OVNIs no radar:

- Vocês têm vários objetos voadores não identificados em seu encalço.

O piloto e o co-piloto foram os primeiros a avistar uma formação de cinco objetos voadores não identificados. Os OVNIs estavam sobrevoando a cidade de Kaikoura e quando a equipe de tevê se dirigiu à cabine de comando o piloto foi comunicado pela torre de controle que um daqueles objetos o estava seguindo. O comandante deu uma volta de 180º com o avião e todos puderam então observar uma luminosidade enorme e brilhante que se aproximava da aeronave. Com uma filmadora manual, o cinegrafista conseguiu obter boas imagens do objeto, que depois desapareceu. O avião aterrissou em seguida em Christchurch para apanhar o jornalista Dennis Grant, que se juntou ao grupo. Em seguida o avião decolou outra vez, já na madrugada de 31 de dezembro, e logo no início desse segundo vôo todos puderam observar dois objetos estranhos – um deles desceu abruptamente cerca de 300 m, deixando atrás de si uma espécie de neblina luminosa. Todas as manobras foram detidamente acompanhadas pelos radares de terra.

A filmagem das luzes de Kaikoura é, talvez, a prova da existência de OVNIs mais analisada de toda a história. Mesmo assim os resultados ainda são inconclusivos.

Ainda em 1978, um caso trágico também aconteceria na costa sul da Austrália. No dia 21 de outubro, o piloto civil Frederick Paul Valentich decidiu realizar um vôo para tratar de assuntos particulares com seu Cessna 182-L. Ele partiu do Aeroporto de Moorabbin, no Estado de Victoria, com destino a Ilha King. Seu avião decolou às 18h19 e o vôo todo não levaria mais que 90 minutos. Mas quando Valentich passava sobre o Cabo Otway, por volta das 19h00, o piloto comunicou para a torre que estava observando estranhas luzes alguns quilômetros à sua frente. O controlador de vôo disse desconhecer do que se tratavam, mas ambos continuaram em contato por exatamente 53 minutos – até Valentich fazer silêncio e depois desaparecer sem deixar nenhum vestígio. Após muita insistência por parte da família do piloto e da imprensa mundial, a fita da conversa entre o piloto e o controlador foi liberada pelo Departamento de Transportes da Austrália, mas com alguns cortes. Na conversa, o piloto dá maiores detalhes do estranho objeto que observou, antes de desaparecer misteriosamente.

O que segue abaixo é parte da comunicação entre Valentich e o controle de tráfego aéreo, a partir das três páginas do relatório do Departamento de Transportes Australiano:

DSJ [Valentich]: Melbourne, aqui é Delta Sierra Juliet. Existe algum tráfego conhecido abaixo de cinco mil?

FS [Flight Services; Robey]: Delta Sierra Juliet, não há tráfego conhecido.

DSJ: Eu [estou vendo] o que parece ser uma grande aeronave abaixo de cinco mil.

FS: Que tipo de aeronave é?

DSJ: Eu não posso afirmar, tem quatro [luzes] brilhantes e parece com luzes de pouso. A aeronave acaba de passar por cima de mim, pelo menos mil pés acima.

FS: Entendido, e é um grande avião, confirmado?

DSJ: Desconhecido, devido à velocidade que está viajando. Não há qualquer aeronave da força área na proximidade?

FS: Nenhuma aeronave conhecida nas proximidades.

DSJ: Melbourne, está se aproximando agora a leste, em direção a mim.

(...)

DSJ: Parece-me que ele está fazendo algum tipo de jogo, ele está voando acima de mim duas, três vezes a velocidades que eu não consigo identificar.

FS: Você pode descrever a aeronave desconhecida?

DSJ: Ela está sobrevoando acima de mim, é de uma forma alongada (microfone aberto por dois segundos) não é possível identificar mais com essa velocidade (microfone aberto por três segundos). Está diante de mim agora.

FS: Entendido, e quão grande o objeto desconhecido é?

DSJ: Melbourne, parece que ele está me perseguindo. O que eu estou fazendo agora é orbitar e a coisa está orbitando sobre mim também. Tem uma luz verde, como metal, tudo é brilhante no seu exterior.

(...)

DSJ: (microfone aberto por três segundos) simplesmente desapareceu. Melbourne, você sabe que tipo de aeronave é? É um avião militar?

FS: Confirme, a aeronave desconhecida simplesmente desapareceu.

DSJ: Diga novamente.

FS: A aeronave ainda está com você?

DSJ: Está (microfone aberto por dois segundos) a aproximar-se do sudoeste.

(...)

DSJ: O motor está empacando. Eu tenho definido em vinte e três vinte quatro e a coisa está a (tossindo)

FS: Entendido, quais são suas intenções?

DSJ: Minhas intenções são - ah - ir para King Island - ah - Melbourne. Aquela aeronave estranha está flutuando por cima de mim novamente (microfone aberto por dois segundos). Está flutuando e (microfone aberto por dois segundos) não é uma aeronave.

(...)

DSJ: Melbourne (microfone aberto por dezessete segundos).

Na manhã seguinte, a Força Aérea Real Australiana (RAAF) começou as buscas ao avião, que duraram cinco dias. Uma enorme equipe cobriu cerca de 8.000 km2 de mar e terra procurando por qualquer tipo de vestígio, mas nenhum foi encontrado. O pai de Valentich, Guido, em recente depoimento a uma tevê da Nova Zelândia, acredita que seu filho ainda esteja vivo e foi levado por uma nave extraterrestre para outro planeta. "Acredito que um dia ele voltará, mas não sei se ainda estarei vivo para ver isso", disse.



Documentário do History Channel


Podemos fazer algumas suposições a respeito do caso analisando a transcrição: apesar do pedido da Torre de Controle, o piloto não consegue descrever a aeronave, a não ser o formato alongado, por conta da velocidade dela. Depois, quando a nave está flutuando bem em cima dele, ele consegue dizer que NÃO é uma aeronave. Ou seja, ele quis enfatizar que não era nada conhecido que possa ser chamado de aeronave. É muito possível que o objeto não tivesse asas, ou que sua forma não fosse aerodinâmica. Há relatos e filmagens de OVNIs em formato de charuto, que fazem manobras em altíssima velocidade, mas nunca vi relatos de charutos com luzes brilhantes.
Outra questão: o piloto foi abduzido? Morto? Meu palpite, pela transcrição, é que ele desmaiou ou morreu por conta do magnetismo do OVNI. O primeiro indício é o motor falhar após o OVNI ficar acima do avião, o que é um efeito clássico dos relatos de quem já se aproximou de uma nave. O segundo é ele tossir. O microfone aberto por dezessete segundos indica que ele desmaiou ou caiu por cima do botão, ou que ele tentava falar mas não conseguia. Isso pode indicar um envenenamento por radiação, ou um efeito de forte magnetismo no corpo humano (que é 70% composto por água).

Seu destino nunca saberemos, mas fica o caso como um dos mais interessantes (e pouco conhecidos) da Ufologia mundial.


Referência:
Wikipedia: O desaparecimento de Valentich;
Revista UFO: Valentich, um caso que caiu no esquecimento;
O misterioso desaparecimento de Frederick Valentich


 
Ufologia - publicado às 6:31 PM 178 comentários
FELIZ SOMOS TODOS UM!
qua, 28 de janeiro, 2015
 


Neste mês o site Somos Todos Um completou 15 anos. Não é pouco. 15 anos indica que eles começaram bem no início da popularização da Internet no Brasil, com todas as suas dificuldades. Hoje é um verdadeiro Portal de autoconhecimento, agregando centenas de nomes e milhares de textos de gente que escreve, trabalha e respira espiritualidade. Textos que despertam, ajudam, acolhem, acalmam e também fazem sair do lugar-comum. E tive a sorte de fazer parte dos colaboradores logo nos primeiros anos.

Tudo começou, óbvio, com Matrix. Meus textos no "Acidblogger" atraíram a atenção de um dos fundadores do site, que pediu para publicar lá. E assim continua. Eu não escolho nenhum texto meu pra ser publicado no STUM (nem no Teoria da Conspiração), então eles fazem uma triagem do que é relevante. Fui vendo o que dava certo e assim o Saindo da Matrix foi crescendo e tomando forma, graças ao STUM.

Por isso o meu agradecimento de coração a toda a equipe, em especial ao Sergio e ao Rodolfo. E que venham mais 15, 20, 30, 70 x 7 anos de sucesso!


 
Geral - publicado às 12:45 PM 6 comentários
ROMÊNIA E A VIOLÊNCIA
dom, 25 de janeiro, 2015
 


O interessante de conhecer a Romênia é ver um país do Leste Europeu onde não só a população se parece com a nossa (tem o tal do "jeitinho romeno" de se virar como pode diante das dificuldades) como tem graves problemas sociais também. Eles estão divididos entre os "romenos Romenos" e os "romenos Rroms" (ciganos). A confusão se dá porque, embora nascidos na Romênia, o povo cigano que lá habita pertence à população "Rrom", um povo à parte, ou seja, a comunidade cigana que compartilha de uma origem comum, que veio da Índia. Os ciganos estão espalhados pelo mundo e existem também na Hungria, Ucrânia e até no Brasil. Na Europa em geral (mais especialmente na França) há muitos ciganos que se especializam em bater carteira, e quem ganha a fama é o povo romeno em geral.

Os Rroms vieram há muito tempo atrás pras bandas do Leste Europeu como escravos, vindo da Índia, e com o tempo foram adquirindo os traços locais, e por isso é meio difícil destingui-los. Isso criou um caso sociológico interessante em que, para se diferenciar por contraste, os "romenos romenos" usam cores sóbrias, quase não sorriem, são contidos, os homens quase não dançam, não cantam, assobiar uma melodia é quase um crime, enfim, tudo o que se diferencie dos ciganos (que são alegres e desinibidos como o povo brasileiro) e que por contraste pareça mais "civilizado". Por outro lado, e isso a psicologia explica, os Romenos me parecem ter um certo fascínio pelas coisas alegres e bizarras de outros países, e pode-se ver isso nas decorações dos pubs, o lugar preferido deles. Assim eles podem ter contato com a alegria sem necessariamente emaná-la.

Os ciganos são bem-vindos pra trabalhar para os romenos, mas não são bem aceitos para entrar numa família ou círculo de amizades (obviamente há exceções). Vários países da Europa têm sua dívida kármica com povos de outros países escravizados ou colonizados, mas o caso da Romênia é talvez o mais próximo do Brasil. A complexa relação com os ciganos é similar (em parte) ao que acontece no Brasil entre a "elite branca" e os negros, só que no Brasil isso acontece de forma terrivelmente dissimulada, enquanto na Romênia é mais escancarada. Imagino a dificuldade dos ciganos e meio-ciganos que querem viver integrados em sua cidade e pra isso precisam "se controlar", se anular culturalmente, para assim se passar por um "romeno romeno". Isso me fez refletir sobre as dificuldades dos negros que queiram "entrar" num certo círculo social, pois não podem "esconder" sua cor, e (conscientemente ou inconscientemente) acabam cortando (ou alisando) o cabelo, vestindo roupas e abraçando costumes que normalmente não fariam parte de seu convívio/cultura. Não que todo negro deva gostar de cultura negra, isso seria ridículo, mas eu sinto claramente que há uma imposição velada da sociedade brasileira em querer enquadrar o negro numa forma, e ditados como "negro de alma branca" - usado até hoje pelos mais velhos como um elogio - são a face mais vergonhosa disso.

Tergiverso. Não é preciso sair do país pra ver isso. O que eu queria mesmo é comparar a violência (ou a falta de violência) na capital da Romênia com o Brasil. Conheço uma pessoa que é policial na Romênia e pode falar com certa autoridade: não há armas de fogo em Bucareste. Não há crimes com armas.

Há alguns grupos de malfeitores que utilizam facas, pistola de ar comprimido, até mesmo espadas(!), mas eles não ficam assaltando supermercados e pessoas nas ruas, e são raríssimos, funcionando mais como a Yakuza no Japão. Mesmo com essa sociedade desigual, onde há pobreza, discriminação, mendicância, tráfico de drogas e todos os ingredientes que temos no Brasil, não há gente sendo assaltada e assassinada nas ruas, e ele me disse que se isso acontecesse seria um escândalo na TV e jornais.

Então eu me pergunto: por que no Brasil aceitamos a violência nossa de cada dia, equivalente a um país em guerra, um "Charlie Hebdo" a cada fim-se-semana, com essa passividade bovina, a ponto disso nem ter sido um assunto a ser debatido na campanha presidencial?? Foram 53.646 mortes violentas no Brasil em 2013 - 11% dos homicídios no mundo ocorrem no país, que tem menos de 3% da população mundial!

O argumento de que a violência é resultado da desigualdade social e por isso não pode ser combatida enquanto ela existir cai por terra diante do que estou vendo com meus próprios olhos!
Então vamos procurar outra explicação sociológica: Seria o alto grau de violência resultado da malemolência e corrupção do brasileiro?
Pois na Romênia passaram governos EXTREMAMENTE corruptos, ditadores cruéis, e a grande maioria dos romenos aparecem até hoje nas estatísticas como recebedores de salário mínimo porque eles sonegam impostos. E isso não impediu o judiciário de lá de botar na cadeia um ex-presidente (EX-PRESIDENTE NA CADEIA) porque ele não pôde justificar a compra de uma janela (JANELA) que custava mais do que sua renda permitia!

Tudo passa por QUERER. Querer uma força-tarefa de combate ao crime, integrada, federal, eliminando de seus quadros os policiais corruptos. Querer um judiciário verdadeiramente independente, sem estar atrelado aos políticos e politicagens. Cabe também ao POVO querer segurança nas ruas a ponto de que isto seja tão importante quanto o ar que respiramos. A ponto de cruzar os braços e fazer greve geral. A ponto de não eleger quem não faz da reforma da segurança uma prioridade.

Quando eu falo dos políticos corruptos que são condenados e saem da cadeia (ou nem pisam lá) por conta de habeas corpus e falta de antecedentes meu amigo fica horrorizado, e me questionando do porque a imprensa não fala disso, do porque do povo não sair às ruas, e graças a Deus alguém me entende, porque no Brasil a maioria vê o roubo de dinheiro do país como um mal menor, a ponto de reeleger um partido cuja cúpula foi condenada por desviar dinheiro público! Isso seria impensável na Romênia, e me causa muita vergonha porque estamos falando de um país que saiu do inferno comunista há apenas 30 anos, tem invernos terríveis, terremotos devastadores a cada 35 anos, crises econômicas e uma moeda desvalorizada em relação ao Euro contra um gigante adormecido da América do Sul onde, se plantando, tudo dá.


 
Política - publicado às 11:04 AM 19 comentários
O PRIMEIRO ATENTADO
sáb, 10 de janeiro, 2015
 


Os acontecimentos dessa semana na França têm sido comparado pela mídia francesa como o 11 de setembro deles. Esperemos que não, pro bem da Liberdade.
Esse é um assunto que rende páginas e páginas de análises políticas, sociais, religiosas, teorias da conspiração, discussões sobre liberdade e seus limites e compartilhamento de experiências pessoais, mas achei tudo isso pequeno demais, temporal demais, humano demais.
Aí então surge o texto de Rob Gordon, um dos escritores mais interessantes que conheci nos últimos anos, ao lado de Eliane Brum e Mia Couto (cada um na sua área).
O texto, de tão perfeito, tão coeso, parece mais um press-release de Deus sobre os tristes acontecimentos, e por isso pedi permissão para publicá-lo aqui na íntegra:


O PRIMEIRO ATENTADO


— Senhor?

— Pois não?

— Adão está retornando Sua ligação. Ele está na linha sete.

— Pode passar.

— Sim, Senhor. Só um minuto.

— Alô?

— Oi, Adão, tudo bem?

— Tudo e o Senhor?

— Adão, que história é essa de que você atacou as girafas?

— Ah, o Senhor ficou sabendo?

— É evidente que Eu fiquei sabendo. O que aconteceu?

— Bem, na verdade, foram elas que começaram. Faz tempo que elas estão espalhando por aí que o Senhor não existe. Que o Senhor é uma invenção minha, e que os outros animais não deveriam mais acreditar no Senhor. Aí começaram a espalhar umas folhas de bananeira com piadas sobre isso.


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Holismo - publicado às 8:51 AM 123 comentários
O PEQUENO PRÍNCIPE
sex, 2 de janeiro, 2015
 


O Pequeno Príncipe é um daqueles livros "pra criança" que na verdade fala à nossa criança interior. Por isso mesmo ele é melhor compreendido na maturidade, quando vamos nos tornando de novo crianças, mas com um entendimento melhor do mundo e das relações. Assim como Fernão Capelo Gaivota (de Richard Bach) ele traz uma mensagem universal escondida numa embalagem simples, que vai sendo decifrada em camadas ao longo de cada leitura, a depender da sua compreensão atual.


"A questão é que a cada vez que o pequeno príncipe encontra um personagem adulto em sua viagem pelo universo, ele representa algumas características que nós, humanos, enfrentamos ao longo da vida – a arrogância, a vaidade, o materialismo, e, no caso do homem que bebe demais, a vergonha. Isso tudo são características que adquirimos à medida que vamos crescendo e aprendendo a nos relacionar com as outras pessoas"
(Christine Nelson; curadora da exposição The Little Prince – A New York Story)


Esse livro é o terceiro mais vendido no mundo. Neste ano estréia uma animação com o personagem, de autoria do diretor do filme Kung-Fu Panda:


Há 70 anos o seu autor, Saint-Exupéry, decolou o seu P-38 Lightning de uma base aérea na Córsega, em 31 de Julho de 1944, e nunca mais retornou... Passou a viver na memória e, sobretudo, no imaginário de seus leitores. Assim como seu personagem, Exupéry era piloto, e escreveu O Pequeno Príncipe enquanto residia na América. E foi ele mesmo que desenhou as ilustrações do livro. Em 2015 o livro entra em domínio público, e seguindo o trabalho realizado com Fernando Pessoa e Friedrich Nietzsche, a editora Textos para Reflexão traz uma versão digital retraduzida por Rafael Arrais, e com todos os desenhos originais da obra, a cores, em boa definição e ocupando páginas inteiras. "Pelo preço de um café", como diz a editora, você pode adquirir o livro pro seu Kindle (e em breve também para o Kobo).

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Abaixo temos uma amostra do novo livro com um dos capítulos mais importantes, que traz uma reflexão profunda sobre o valor da amizade e do amor.


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Geral - publicado às 2:31 PM 18 comentários