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RECONSTRUÇÃO DO SAINDO DA MATRIX (parte 2)
sex, 28 de novembro, 2014
 


Vamos falar de coisa boa? A reformulação do Saindo da Matrix vai de vento em popa. Um novo logo foi desenvolvido, um novo layout está sendo feito neste momento, a importação dos posts para Wordpress é possível e está sendo trabalhada, e os comentários vão utilizar a plataforma Disqus, que é simplesmente fantástica.


Como ainda faltará desenvolver e testar um Painel de Controle para os usuários, ainda não temos uma previsão de término. Mas após uns 10 anos sem modificações quero que estas sejam feitas da melhor forma possível, voltadas tanto para os novos usuários (novas tecnologias e linguagem de interface) como pros antigos (mesmo com a reformulação ele trará elementos do blog atual para manter um vínculo afetivo). Esse equilíbrio só é possível através de reuniões semanais com a Wings Development, a equipe responsável pela reformulação.


Os valores arrecadados até 02/11/2014 somaram R$ 3.490,79. Praticamente a totalidade dos 3.500 que eu necessitava. Agradeço de coração aos leitores, e graças a vocês estou motivado a continuar com o site, trazendo material de qualidade E com mais regularidade (espero!).


VOCÊS SÃO DEMAIS! OBRIGADUUUUUU.


 
Geral - publicado às 10:51 AM 16 comentários
DITADURA MILITAR (Parte I)
seg, 17 de novembro, 2014
 


Estamos vivendo num momento do Brasil em que o radicalismo está polarizado. Existem os simpáticos à direita e os à esquerda. Os fanáticos à direita e à esquerda e os ultra-direitistas e os ultra-esquerdistas. E com o acirramento das tensões a ala ultra-radical de cada lado vai ganhando força. Isso é a última coisa que o Brasil precisa. Fiz um texto mostrando os perigos da esquerda aplicada de forma radical, cujo melhor e mais didático exemplo foi a Revolução Russa. Agora vamos ver os perigos da Direita aplicada de forma radical. A história do Brasil é cheia de interferências militares no poder. Para o bem e para o mal. Pedir intervenção militar nas ruas é coisa das mais irresponsáveis a se fazer numa Democracia cujas instituições AINDA estão funcionando.

O golpe militar não começou em 64. Ainda nos anos 30 já tivemos tensões entre os militares e a presidência, na figura de Getúlio Vargas e Júlio Prestes. Impossível sintetizar todas as reviravoltas políticas sem deixar de ser objetivo, então vou me ater aos fatos principais: Getúlio presidiu o país de três formas diferentes: Uma apontado pela Assembléia (com apoio militar), outra como Ditador (também com apoio dos militares) e outra eleito pelo povo.

Diz-se que o Estado-Novo de Vargas já foi um golpe Militar, e que aconteceria com ou sem a figura de Getúlio. Mas foi no terceiro governo que a Ditadura Militar começou a se desenhar: Getúlio Vargas teve um governo tumultuado devido a medidas administrativas que tomou e devido as acusações de corrupção que atingiram seu governo. Em 1954 o ministro do Trabalho de Getúlio, João Goulart, concedeu um polêmico reajuste do salário mínimo, em 100%, o que ocasionou um protesto público dos militares contra o governo. Para refrear o impacto negativo acarretado por tal pretensão, Getúlio demite João Goulart, bem como o seu ministro da Guerra, general Ciro do Espírito Santo Cardoso. Ainda assim concede o aumento do salário mínimo em maio nos mesmos moldes pretendidos por Goulart, o que gera revolta entre o empresariado brasileiro que adere à cruzada antigetulista liderada pela UDN e pela facção conservadora das Forças Armadas.

Carlos Lacerda, jornalista e ex-deputado federal da UDN, fazia forte oposição a Getúlio. Em 5 de agosto de 1954 ele sofre um atentado onde seu guarda-costas, o major da FAB Rubens Florentino Vaz, morre. O atentado foi atribuído membros da guarda pessoal de Getúlio, chamada pelo povo de "Guarda Negra". Esta guarda fora criada para a segurança de Getúlio, em maio de 1938, logo após um ataque de partidários do integralismo ao Palácio do Catete. Ao tomar conhecimento do atentado contra Carlos Lacerda Getúlio disse: "Carlos Lacerda levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas"! Mais tarde soubemos que Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, foi o mandante. A crise política que se instalou foi muito grave porque, além da importância de Carlos Lacerda, a FAB, à qual o major Vaz pertencia, tinha como grande herói o brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, que Getúlio derrotara nas eleições de 1950. No dia 8 de agosto, foi extinta a "Guarda Negra".

Por causa do crime Getúlio foi pressionado pela imprensa e por militares a renunciar. O Manifesto dos Generais, de 22 de agosto de 1954, pede a renúncia de Getúlio. Foi assinado por 19 generais de exército, entre eles Castelo Branco e Henrique Lott, e dizia: "Os abaixo-assinados, oficiais generais do Exército (...) solidarizando com o pensamento dos camaradas da Aeronáutica e da Marinha, declaram julgar, como melhor caminho para tranquilizar o povo e manter unidas as forças armadas, a renúncia do atual presidente da República, processando sua substituição de acordo com os preceitos constitucionais".

Esta crise levou Getúlio Vargas ao suicídio na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, logo depois de sua última reunião ministerial, na qual fora aconselhado, por ministros, a se licenciar da presidência. O povo ficou em prantos. Assumiu interinamente então o vice-presidente potiguar Café Filho, de oposição a Getúlio (naquela época as eleições para Presidente e Vice eram separadas, então podia acontecer de um Vice ser do partido de oposição ao Presidente). Novas eleições seriam realizadas em 1955. Uma parte dos militares viu aí a chance de afastar de vez o "Varguismo" (que representava um governo popular, reformista) e se aliou à UDN numa proposta de Carlos Lacerda de, nas próximas eleições, terem um só candidato. Pra conseguirem isso precisariam do apoio do partido PSD. Mas o PSD indicou Juscelino Kubitschek, nome que foi duramente rejeitado por Lacerda e por Café Filho, bem como pela ala conservadora das Forças Armadas, por conta de sua ligação com o PTB de Getúlio. Então o PSD se aliou ao PTB pra fazer uma chapa própria, com Kubitschek como presidente e João Goulart ("Jango") como vice. A UDN escalou um general militar pra concorrer. Obviamente os militares perderam, mas não se conformaram. Com um golpe militar à vista, quem podia impedi-los??


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Política - publicado às 7:46 PM 68 comentários
A REVOLUÇÃO RUSSA
qui, 6 de novembro, 2014
 


Neste exato momento muito se fala sobre ameaça do Comunismo, golpe, Ditadura Militar, mas pouco se sabe sobre a história. Não porque não haja fontes de informação, mas porque temos a tendência a sermos preguiçosos e a ficar limitados a um só lado da informação. Vejo isso com grande preocupação, pois todos estão cansados de saber que quando você controla a fonte de informação você controla o pensamento de um povo. É assim na China, Coréia do Norte, Cuba e, mais recentemente, Venezuela. Se no Brasil hoje não vivemos uma censura, como nos tempos da Ditadura Militar, o que temos são "currais de informação". Manadas de pessoas que por vontade própria só lêem notícias de um único ponto de vista (sejam elas de Direita ou Esquerda).

Foi pensando nessa polarização idiota que está ocorrendo no Brasil que me veio a idéia de fazer resumos mais detalhados do que foram o Comunismo e a Ditadura Militar.

Começarei com um resumo da história da Revolução Comunista na Rússia. Não está completa (a história mesmo tem muitos meandros) mas servirá para entender um pouco melhor do que você aprenderia na escola (a superficialidade do que encontrei em português chegou a me chocar):


REVOLUÇÃO RUSSA

Estamos nos últimos anos da I guerra mundial. Inglaterra, França e Russia se enfrentaram numa guerra de Impérios. Lenin, no seu exílio em Zurique, acreditava que a Rússia estava sendo usada como uma ferramenta dos imperialistas franceses e britânicos na Primeira Guerra Mundial, e que a sua participação no conflito foi a mando desses interesses. A Rússia vinha lutando internamente há décadas pra sair de uma economia/política basicamente feudal pra uma industrial, como seus pares. Como não tinha infra-estrutura, aceitou a vinda de estrangeiros para a construção de fábricas e a exploração de matérias-primas.

Em fevereiro de 1917, manifestações populares na Rússia provocadas pelos problemas econômicos na guerra forçou o czar Nicolau II a abdicar. A monarquia foi substituída por uma relação difícil entre o Governo Provisório Russo, composto de figuras parlamentares socialistas e, do outro lado, uma matriz de Sovietes: conselhos operários eleitos diretamente pelos trabalhadores, soldados e camponeses. É importante dizer que os Sovietes (ou Comunas) não foram criados legalmente: Foram originalmente organizações grevistas de trabalhadores que, com o tempo, foram incorporando mais e mais pessoas. Faziam protestos nas ruas contra os problemas na economia e foram ficando cada vez mais revoltados. Foram agregando filósofos, sociólogos e formando um poder informal que não poderia mais ser ignorado. O maior e mais influente era o Soviete de Petrogrado. Como eles eram compostos de trabalhadores, possuíam controle de fato (e não de Direito) sobre estradas de ferro, telégrafos, mantimentos e outras infraestruturas. Isso forçou o Governo Provisório Russo a negociar, e a ceder cada vez mais poder ao Soviete de Petrogrado, no que a princípio foi um governo compartilhado (Havia o executivo e dentro dele o chamado "Ispolkom", ou seja, um comitê executivo formado por membros apontados pelos Sovietes).

Também tínhamos mini-sovietes dentro das fábricas. Com a crise, os proprietários abandonaram suas fábricas, ameaçando com o desemprego milhares de operários. A reação dos operários foi ocupar as fábricas para garantir a continuidade da produção. Para organizar a produção e gerir a administração foram constituídos os comitês de fábricas (ou sovietes de fábrica), formados por delegados eleitos pelos trabalhadores e com mandatos revogáveis a qualquer momento, significando que, se algum dos delegados não cumprisse com as responsabilidades assumidas, poderia ser destituído pelos demais trabalhadores. Dessa forma, os operários, através de seus comitês, exerciam o poder no interior das fábricas. Esse exercício do poder ficou conhecido como controle operário da produção.

Os trabalhadores estavam divididos basicamente em dois partidos: De um lado os Mensheviks (que em russo significa "minoria" mas eram maioria nos sovietes) que eram Marxistas moderados e colaboravam com o modelo capitalista em busca de fazer uma revolução "controlada", dentro das leis, e mais próximas da filosofia de Karl Marx. E do outro lado os Bolsheviks ("maioria" em russo) que acreditavam na luta armada e na revolução direta, sem etapas. Lenin fazia parte dos Bolsheviks, e foi ele que cunhou o lema "Ditadura do Proletariado". Ironicamente todos os dois partidos se chamavam "Partido Russo Social-Democrático dos trabalhadores", embora um deles lutasse abertamente por uma ditadura.

Os Mensheviks eram maioria no Soviete de Petrogrado. Eles estavam divididos entre apoiar ou não a guerra. Já o Bolshevik, contando com a direção de Lenin (já de volta do exílio), ficou decidido a ser contra a guerra (para se focar na revolução interna). Assim, com o desenrolar da guerra e seu agravamento econômico, os Mensheviks foram perdendo cada vez mais espaço dentro do Sovietes para os Bolsheviks.

Em junho de 1917, sentindo que o momento era propício, os Bolsheviks começam uma forte campanha de propaganda, com 100.000 cópias do Pravda impressos ao dia e 350.000 folhetos por mês, onde eles fazem ataques ao governo que eles chamam de "burgueses", pedem o fim da guerra e o controle do poder pelos trabalhadores. Em julho de 1917 eles organizam vários protestos pacíficos contra o governo. Em Petrogrado eles levam 500.000 pessoas às ruas, pedindo o fim da guerra e brandindo cartazes com o lema "Paz, Terra e Pão: todo poder aos sovietes", onde "paz" é a saída da Rússia da guerra, "pão" é comida para todos e "terra" a reforma agrária, com o confisco de propriedades privadas para serem distribuídas pelo povo. Isso é visto (obviamente) como uma tentativa de golpe, e o Governo provisório coloca os militares para atirar contra o povo nas ruas. 700 morrem.

O governo fecha os jornais. Vários Bolsheviks são presos, mas graças à influência do Soviete de Petrograd são liberados por meio de fiança ou "bom comportamento". Lênin consegue fugir para a Finlândia.

O ódio ao governo cresce. Greve e protestos acontecem nas principais cidades. E essa tentativa de golpe acaba influenciando positivamente os Bolsheviks nas urnas. Um aumento de 50% nos votos em 3 meses!


(=== Abro um parêntese pra alertar os que gostam de história para o paralelo da ascenção do partido dos trabalhadores russos - Bolshevik com o do Partido dos Trabalhadores Alemão - NSDAP. Ambos se beneficiaram de conturbações econômicas e sociais internas pra crescer, num discurso radical de ódio contra os "burgueses" e uma máquina de propaganda azeitada, ambos tentaram um golpe pacífico contras as instituições democráticas que foram contidos à bala e fracassaram, tiveram membros presos e, assustadoramente, conseguiram com isso passar a idéia de heróis do povo e atraíram ainda mais admiradores do que tinham antes! ===)




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Política - publicado às 11:13 AM 73 comentários
NO CORAÇÃO DA VIDA
ter, 4 de novembro, 2014
 


Sobre o amor no budismo, e o porque da maioria de nós não estarmos amando verdadeiramente:

"Amor pela esposa, namorada, família e indiferença com os outros não é amor, é só apego, luxúria.
Amor tem de abarcar tudo, por isso é tão difícil amar."

(Monja Jetsunma Tenzin Palmo)



[Ative a legenda no canto inferior direito do vídeo]

Jetsunma Tenzin Palmo foi educada em Londres, tornando-se budista durante a adolescência. Em 1964, aos 20 anos de idade, decidiu ir para a Índia para prosseguir seu caminho espiritual.

Lá encontrou seu Guru, Khamtrul Rinpoche, um grande Lama da escola Drukpa Kagyu, e tornou-se a segunda mulher ocidental ordenada como monja no Budismo Tibetano.

Tenzin Palmo permaneceu com Khamtrul Rinpoche e sua comunidade em Himachal Pradesh, Norte da Índia, por 6 anos, depois para Lahaul, no Vale dos Himalaias, por vários anos, e depois uma caverna, nas proximidades do mosteiro, onde permaneceu por mais 12 anos, sendo que os três últimos foram em retiro restrito. Ela deixou a Índia em 1988 e foi morar na Itália, onde deu ensinamentos em vários centros de Dharma.

Khamtrul Rinpoche antes de falecer, em 1980, em várias ocasiões pediu para Tenzin Palmo iniciar um convento. Ela preparou-se para isso e, em 2001, a construção do Convento Dongyu Gatsal Ling teve inicio e posteriormente foi abençoado por Dalai Lama. Em fevereiro de 2008, Gyalwang Drukpa, o líder espiritual e autoridade máxima da Linhagem Drukpa, concedeu a Tenzin Palmo o raro título de Jetsunma, que significa "Venerável Mestra", em reconhecimento de suas realizações espirituais como monja e de seus esforços em promover o status das praticantes femininas no Budismo Tibetano.

Tenzin Palmo passa a maior parte do ano no Covento Dongyu Gatsal Ling, viajando ocasionalmente para dar ensinamentos e angariar fundos para as necessidades contínuas das monjas e do Convento. Em 2014 ela publicou um livro que se chama "No coração da vida: Sabedoria e compaixão para o cotidiano"

A entrevista abaixo foi feita pela equipe do canal "O lugar" e trata de diversos temas: felicidade genuína, liberação das aflições, sabedoria e compaixão, ansiedade e estresse, transformação e prática no cotidiano, diferença entre budismo e cultura, e como encontrar um(a) professor(a).

Ler em espanhol (por Teresa)


 
Budismo, Internacional - publicado às 3:52 PM 18 comentários