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O 'S' DO HOMEM DE AÇO
seg, 19 de agosto, 2013
 


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Cinema - publicado às 3:06 PM 326 comentários
QUEM QUER RESPEITO...
qui, 1 de agosto, 2013
 


Quando escrevi os posts sobre o Coliseu e sobre a Revolução Francesa estava refletindo sobre os acontecimentos sociais que poderão, de alguma forma similar, acontecer no Brasil e no mundo. Não que seja uma previsão mediúnica ou algo assim, mas sim porque a história sempre teima em repetir-se, especialmente quando envolve erros, mais do que acertos. No caso do Coliseu torci para que a próxima classe social a tomar as rédeas de nosso poder (que seria, ao meu ver, os que simpatizam com os direitos dos homossexuais e das minorias oprimidas) tenha mais juízo do que tiveram os cristãos quando se viram maioria. No caso da Revolução Francesa sublinhei que, embora tenha sido uma vitória justa contra a exploração da nobreza (e uma evolução do ponto de vista social), a violência que se seguiu (não só contra os nobres mas contra eles mesmos) foi PIOR do que a situação que existia anteriormente. E, ainda assim, serviu para aprimorar a democracia e, no final das contas, foi uma lição benéfica para futuras gerações.

Estamos diante de uma daquelas situações onde o povo não aguenta mais o sistema que está aí, nos explorando, nos oprimindo, nos fazendo de idiotas praticamente todo o dia. Da última vez que demos um basta ao modelo vigente votamos em massa no PT de Lula. Se por um lado toda a classe C colheu benefícios reais, hoje sabemos que o modelo (aquele com o qual nos revoltamos e nos levou a essa mudança) não só permaneceu o mesmo como aumentou de forma nunca antes vista nesse país (hoje os políticos já nem sentem vergonha de seus atos ilícitos, desde que Lula deixou claro que existem pessoas quaisquer - como eu e você - e pessoas acima do bem e do mal, como José Sarney e sua trupe).

Enquanto nos revoltamos com o modelo pela segunda vez (terceira, se contarmos Collor) grupos se sobressaem, não só no cenário político como social. Os evangélicos radicais, liderados por Marco Feliciano, e os moderados, representados por Marina Silva. Os jovens engajados politicamente se valem da representatividade anárquica gerada pela Mídia Ninja. Os mais underground, que preferem não se expor, se valem dos Anonymous. Os ateus e as feministas estão em sintonia com grupos como ATEA e o que está por trás da Marcha das Vadias, e é sobre estes últimos que quero falar.

O que vimos na visita do Papa foi uma verdadeira vergonha alheia, onde grupos em nome de uma causa se acham no direito de chocar, agredir, afrontar pessoas que pensam de forma diferente. E o que conseguiram (acredito eu) foi envergonhar a maioria daqueles que dizem representar. Não há uma boa explicação para uma pessoa sair de casa, se dirigir ao local onde representantes de uma determinada denominação que você não tolera (note que estou sendo genérico, pra que você se coloque na pele dos que estavam lá), tirar a roupa, ficar com um saco na cabeça enquanto se masturba com o símbolo daquela denominação. Isso é agressão gratuita em qualquer país que você vá, laico ou não.


"Agora vou enfiar o crucifixo no c* do meu parceiro porque assim estou defendendo o estado laico da ameaça Católica."

Sem falar que, se ISSO é a tão falada liberdade para a mulher, então eu prefiro morar numa sociedade que imponha limites e RESPEITO ao próprio corpo, para que as próximas gerações tenham um norte moral, e não um exemplo de decadência pra se espelhar.

Também não é racional um grupo se reunir nesse mesmo lugar, na mesma hora, pra simbolicamente (ou devo dizer RITUALMENTE?) "desfazer" um ritual (no caso, o batismo) ao qual seus pais lhe submeteram na infância, porque você é racionalista e abomina rituais e crenças em coisas invisíveis (como se o batismo estivesse marcado na sua testa e só se reunindo próximo ao Papa ele vai embora). Muito lógico, champs.

Acho que não preciso concluir o raciocínio pra quem for bom entendedor, mas só pra ficar claro: você, que simpatiza com uma causa, que se indigna (como eu) com a exploração gratuita, com a humilhação de pessoas que estão em posição social desfavorável, com o preconceito, atentem para grupos que dizem lhe representar. Um movimento contrário a opressão não precisa (ou melhor, não DEVE) ser instrumento de opressão a ninguém, nem mesmo ao seu suposto "opressor". O respeito que se deve a um travesti é o mesmo respeito que devemos ao evangélico, ao budista, à mulher com roupa curtinha de "piranha" ou saia longa de "carola". Seja ele rico, pobre, gordo, magro, todos somos seres que merecemos coexistir em comunhão e paz. Isso se chama RESPEITO, e pode existir tanto na democracia quanto na ditadura (a menos que o Estado invista na perseguição a certos grupos). A história mostra que muitas vezes (não todas) os grupos que dizem representar (estudantes/mulheres/gays/médicos/insira aqui seu grupo) só estão interessados no poder pessoal, não na coletividade. Isso quando ainda pensam no interesse do seu próprio grupo, pois podem até mesmo "trair o movimento" (ou você acha que são os "trabalhadores" que estão no poder agora?).


 
Pensamentos, Política - publicado às 10:17 PM 569 comentários