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A PRISÃO DA MENTE
qui, 30 de maio, 2013
 


No filme V de Vingança temos o protagonista V e Evey, simbolizando aspectos opostos e complementares. Há a cena em que Evey é aprisionada por um desconhecido e mantida em cativeiro. Depois ela descobre que sua "prisão" nada mais era que uma farsa. E que o que V estava ensinando o que era, de fato, a verdadeira liberdade.

Isso ecoa um ensinamento de Masaharu Taniguchi, da Seicho-No-Ie, que diz:

Aquele que vive apenas no mundo da matéria e da carne é como um prisioneiro encarcerado dentro das paredes da matéria, porta de matéria e grades de matéria. Ele não pode fugir do mundo da matéria. O carcereiro meteu-o dentro da cela de matéria, trancou a porta e foi embora. Na ausência do carcereiro, ele resolve fugir da "cadeia de matéria", tenta empurrar a porta, mas esta não cede. Talvez o carcereiro tenha trancado a porta com a chave.

Dentro do cárcere havia uma estante com uma porção de livros, entre os quais se encontrava um com o título A VERDADE DA VIDA. Ele pegou o livro, abriu e leu. Estava escrito o seguinte: "O mundo da matéria visto no exterior é sombra projetada do mundo interno. Porém, o homem está com sua atenção toda tomada pelo mundo exterior e pensa que se pudesse dar um jeito na matéria poderia sair para um mundo livre. Então empurra a porta para fora, e bate mas não abre. Nesse momento de desespero, se ele volver a mente e abrir a "porta da mente" para dentro, libertar-se-á a força infinita do filho de Deus que nele se aloja. Então o homem alcança a plena liberdade".

Quando o prisioneiro acabou de ler isso, passou pela sua cabeça, como um relâmpago, a inspiração seguinte: "Se eu abrir a porta para dentro, poderei libertar-me". Ele se levantou, pôs a mão na maçaneta e puxou-a para dentro. A porta se abriu sem nenhuma resistência. O carcereiro não havia trancado a chave. A porta não estava trancada. Era ele mesmo que, na ilusão, pensava: "Está trancada e eu não posso sair". Não existia também o carcereiro que o tivesse prendido dentro das grades de matéria. A "sua mente" é que era o carcereiro. E a porta do cárcere não se abria enquanto não mudava a mente carcereira. Realmente era uma autoprisão. Não existe ninguém além da sua mente para prendê-lo.

Esse ensinamento contém o núcleo do que está por detrás dos nossos relacionamentos, dos nossos fracassos, culpas, apegos, etc. Continuamos e continuaremos a repetir os mesmos erros independente da situação, pessoa, idade e conhecimento ATÉ QUE COMPREENDAMOS - e mudemos - OS MECANISMOS POR DETRÁS DE NOSSAS ATITUDES DIANTE DA VIDA. Algumas vezes não queremos mudar. Outras vezes a pessoa com a qual nos relacionamos acaba trazendo o pior em nós. É uma oportunidade de ouro pra nos trabalharmos e reconhecermos nossos vícios e defeitos, mas pode também ser um convite ao masoquismo (o que seria outro mecanismo da mente). Cabe a nós decidir em que velocidade nós iremos progredir e se é possível aguentar a dor do processo de amadurecimento.

Um texto muito bom sobre esse processo de autoconhecimento é o O círculo vicioso do amor imaturo, do Pathwork. O texto é um resumo: ideal seria lê-lo na íntegra.


Referência:
Templo dos iluminados


 
Holismo, Psicologia - publicado às 12:07 AM 29 comentários
O VALOR DAS COISAS
seg, 6 de maio, 2013
 


"Nunca dê as pessoas coisa alguma que peçam, até que ao menos um dia tenha se passado", disse o Mullá.

"Por que não, Nasrudin?"

"A experiência mostra que só dão valor a algo, quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não consegui-la."


 
Sufismo - publicado às 1:15 PM 17 comentários
DIÁLOGO COM O EXU
sáb, 4 de maio, 2013
 


A Umbanda nunca teve muita participação no Saindo da Matrix por conta do meu desconhecimento do assunto. E o fato dela ser uma religião muito fechada em si mesmo (por preconceitos e motivos de perseguição religiosa, até hoje) não ajuda muito a traçar paralelos, comparações que facilitem a compreensão do que essa filosofia quer passar.

Mas eis que me chega esse texto, do Jornal de Umbanda Sagrada Nº 152, que está em consonância com o tema que está sendo abordados no blog nas últimas semanas, que é "auto-imagem", "auto-conhecimento", e ainda nos traz uma visão mais dilatada daquele que é o mais temível personagem da mitologia africana: o Exu.


DIÁLOGO COM O EXU DAS SETE ENCRUZILHADAS
(recebido por Francisco Sá)


- Exu, quem és?

- Sou o que queres que eu seja, pois espelho o seu negativo.

- Qual negativo, senhor exu? Os meus pensamentos? Os meus sentimentos?

- Tudo isto e muito mais. Pois enxergo o seu íntimo, enquanto você muitas vezes não. Se quer ter pensamentos ou sentimentos negativos, ou os dois, deixo-o fomentá-los, mesmo que finja ocultá-los. Na medida que os alimenta, poderá enxergar em si, ou nos outros, ou nas circunstâncias à sua volta, onde me espelharei também, para que enxergue e defina se quer alimentá-los ou interrompê-los.

- Eu consigo enxergar que os alimento, enquanto vou mergulhando nestes pensamentos ou sentimentos, às vezes sem perceber?

- Enxergo o seu interior e vejo o que está vibrando. Se quer parar com eles, lhe fornecerei os meios para sustá-los, desvitalizando a intensidade deles sobre você, para que lute contra eles, descarregue-os. Poderá adquirir forças para trazer seu racional no comando de si e impedir que seu emocional negativo tome conta. Mas, se quiser alimentá-los, se deixar que a raiva tome conta de si, deixo-o cair na negatividade, até o nível que seja necessário, que você sinta o que precisa vivenciar na sua busca de aprendizado pela dor. Não o julgo! A escolha é sua, mas sempre posso estar ao seu lado, tanto na descendente da queda, como no clamor de auxílio em busca de retorno à consciência em luz.

- Como consigo identificar se o pensamento que estou tendo é injusto com alguém, ou se está sendo alimentado por algo que seja fruto de demanda de alguém que não me quer bem?

- Exemplo de pensamento ruim é aquele em que desejamos o mal de alguém, independente de ser ou não fruto de uma demanda. Querer destruir alguém que lhe faz mal produzirá mais mal. Querer que o neutralize, que o anule, que transforme a sua vontade de prejudicá-lo, e mesmo que o oriente pelos meios que forem necessários é um direito seu. Quando lhe vem em pensamento alguém que está lhe fazendo algum mal, seja porque está lhe emanando raiva, ciúmes, inveja ou ativando alguma magia para lhe destruir, terás três caminhos:

No primeiro, você pode pedir que eu neutralize aquele mal que está sendo emanado e que a pessoa pare de prejudicá-lo. Nem sempre o efeito é duradouro. Noutro, você pode pedir que este mal retorne à pessoa que o está prejudicando, alimentando o sentimento de vingança. Nem sempre também, tem efeito duradouro.E no terceiro, você pode pedir para que ensine a pessoa a enxergar o mal que ela está fazendo a si própria e a você, de forma que não insista.

São três caminhos distintos, percebe? Não irei julgar sua escolha, mas você colherá as consequências de cada uma, ou da soma das alternativas, do que sente em cada momento de cada decisão. Mas em cada uma, colherá os efeitos do que estiver emanando em seu íntimo.Na primeira alternativa, você pode estar procurando ensinar, resistindo e persistindo, de forma a que no tempo, a pessoa desista de querer lhe fazer o mal. Passe a esquecê-lo neste sentido, ou mesmo passe a enxergar que nada ela ganha em tentar prejudicá-lo. Ela pode até aprender algo positivo com você. Esta opção requer a paciência de um pai ou de uma mãe ao tentar educar um filho de espírito rebelde. Na segunda alternativa, ao pedir que o mal retorne à pessoa, julgando que sua vingança é merecida, em sintonia com este sentimento, poderá ser atendido também. Na terceira alternativa, poderá estar solicitando orientação superior a você, para que consiga compreender a ignorância da pessoa que está lhe fazendo o mal, para que anule em você o sentimento de vingança e também para que a pessoa receba a lição e orientação necessária para que desista de tentar lhe prejudicar, anulando seus efeitos, desvitalizando a sua vontade e, se for necessário, que lhe chegue os meios apropriados para isso, dando-lhe entretanto o necessário amparo. Neste caso, a lei maior e a lei kármica produzirão a aceleração dos efeitos dos aprendizados necessários, no grau que cada um precisar.

Se você não sabe de onde vem o mal que lhe chega, porém isto está minguando as suas forças, anule-as. Mas se não conseguir resultado e precisar ativar a lei do retorno, eu poderei lhe auxiliar, caso evoque a Lei Maior e as Divindades, para que seja cumprido dentro de seu merecimento. Se ainda assim você sentir os efeitos é porque a Lei Maior está permitindo e só com uma mudança íntima sua, de algo que você precisa conhecer e lidar é que este mal não mais o afetará. Enquanto tiver que vivenciar a dor, lhe darei sustentação, desde que você se mantenha em busca de evolução.

Eu, como exu, enxergo o íntimo de cada um a todo o momento. Cada pedido seu irá refletir o seu sentimento íntimo e irá deflagrar ações que acelerarão os respectivos aprendizados, no positivo ou no negativo, onde cada um estiver alimentando. Meu símbolo, o tridente, tem três pontas: a do meio neutraliza, o da direita alimenta ou vitaliza e o da esquerda desvitaliza ou retira. Porém, cumpro o que a lei maior me permite fazer. Entretanto, outros, com quem convivo nas trevas, podem refletir o mal que desejas realizar e, espelhando seu sentimento de revolta, atendê-lo em troca dos meios que oferecê-los. Não culpe a vida depois, não culpe as trevas, não culpe o Criador. Não culpe nem a você, mas seja honesto consigo mesmo e aguente o aprendizado do retorno!

Quantos de vocês, mesmo na prática do bem, na carne, recebem o retorno de um mal que tenham causado, nesta ou noutras vidas? Quem pratica o bem, também não sofre o retorno sobre si? De algo que esteja pendente em seu espírito, perante a Lei Maior? Pois saiba que no livro da vida, o que foi escrito com tinta de sangue, ou do ódio, ou da vingança, ou do ciúmes, de outras épocas, não se apaga necessariamente com bons feitos. Mas capacitamos aquele que pratica o bem a lidar com o retorno, na busca de sua evolução.


 
Metafísica - publicado às 10:26 AM 147 comentários