Página principal

   
5 estrelas
Budismo
Ciência
Cinema
Cristianismo
Espiritismo
Filosofia
Geral
Hinduísmo
Holismo
Internacional
Judaísmo
Metafísica
Pensamentos
Política
Psicologia
Sufismo
Taoísmo
Ufologia
Videolog


Ver por mês


Últimos comentários

Retornar à página principal


PSICOTERAPIA E A PLASTICIDADE DA MENTE
qui, 29 de dezembro, 2011
 


A Revista Veja ed. 2248 trouxe a reportagem A vida sem metade do cérebro, mas o que me intrigou mesmo foi o parágrafo final e a entrevista, que reproduzo abaixo:

A eficácia da psicoterapia no tratamento de distúrbios da mente foi confirmada de forma impressionante pelos estudos com imagens. Alguns dos efeitos conhecidos da depressão no cérebro são a redução do ritmo de criação de novos neurônios e a interrupção da reposição celular no hipocampo, região responsável pela memória e pela formação de células nervosas. Dois estudos recentes mostram que pacientes tratados apenas com terapia convencional, sem o uso de medicamentos, conseguiram estabelecer novas conexões neurais e regenerar a área afetada. Sessões de terapia cognitiva resultaram no aumento de áreas do cérebro que aliviam os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo em 50% dos pacientes. Ao que tudo indica, a compreensão da plasticidade cerebral pode ser a chave para desvendar a complexidade da mente.

"Somos o que pensamos ser"

O psiquiatra canadense Norman Doidge é o autor de "O Cérebro que Se Transforma". um relato das pesquisas sobre a possibilidade de os estímulos externos mudarem a estrutura e a fisiologia do cérebro, teoria conhecida como neuroplasticidadc. Publicado em mais de 100 países, o livro chega às livrarias brasileiras em janeiro.

A neuroplasticidade desacredita ou confirma as teorias do neurologista Sigmund Freud?
Freud não foi só o pai da psicanálise. Ele foi um dos primeiros estudiosos a perceber o eixo central da plasticidade cerebral. Em 1886, quando raros cientistas entendiam o cérebro como uma grande rede, ele propôs a Lei da Associação por Simultaneidade. Segundo essa lei, toda vez que alguém percebe duas coisas ao mesmo tempo, como um menino com cabelos vermelhos, os dois conceitos são processados por neurônios de diferentes regiões, que se ligam simultaneamente e fortalecem a conexão entre si. A tecnologia de neuroimagem não apenas lhe deu razão, mas também confirmou a eficácia da psicanálise. A maior partee das psicoterapias altera as estruturas cerebrais da mesma forma que os remédios para distúrbios da mente. Não dá mais para alegar que terapia é só conversa jogada fora.

O senhor diz que somos o que pensamos ser. O que isso significa?
Diversos estudos revelaram que pessoas que praticam um instrumento musical apresentam mudanças no mapeamento cerebral idênticas às das pessoas que apenas imaginam estar tocando tal instrumento. A maioria dos indivíduos, inclusive os cientistas, despreza o poder da imaginação. Há um teatro virtual acontecendo a todo momento dentro da cabeça de cada um de nós. Por parecer real. tudo o que uma pessoa imagina se torna um gatilho para as emoções e ações. Os pensamentos positivos são capazes de ligar os centros de prazer do cérebro da mesma maneira que a presença de uma pessoa querida ou uma taça de vinho. Isso é uma forma de sair. mesmo que momentaneamente, dos estados negativos. Quem imagina eventos ruins aumenta as conexões neurais nos centros da emoção negativa, o que pode levar alguém medroso a se tornar um fóbico patológico.

A interatividade do computador altera o cérebro para o bem ou para o mal?
Desconfio que mais para o mal do que para o bem. Os equipamentos eletrônicos são tão compatíveis com o nosso cérebro, que também é movido a eletricidade, que alteram a nossa atenção, tornando-nos viciados em tecnologia. O vício é um fenômeno plástico e não se aplica só às drogas. Pessoas se tornam viciadas em corrida, em jogo, em compras, em paixões. O homem supõe que controla os dispositivos incríveis que criou. Meu temor é que esteja acontecendo o contrário: todo esse aparato tecnológico é que está nos reprogramando.

Como a plasticidade cerebral pode ser usada pela medicina?
As possibilidades são incontáveis. A plasticidade não afeta só a nossa saúde ou o nosso cotidiano. É o modus operandi do cérebro. Ela nos faz humanos. Somos "Homo neuro-plastica". As descobertas que estão por vir podem levar à abertura da caixa-preta que revela quem somos e de onde viemos.


 
Psicologia - publicado às 12:11 AM 114 comentários
OVNIS, SUMÉRIOS, EGÍPCIOS E MAIAS
sex, 23 de dezembro, 2011
 


Vejam o trecho final (a partir de 29:32) deste vídeo (descoberto graças à indicação do Mestre Paco Rabanne de Aragão) que se trata de um episódio da série "Caçadores de Ovnis", e que mostra um suposto pedaço de OVNI (ou pelo menos de algo metálico que caiu de um). É importante ver pra entender o post:


A questão que quero levantar é sobre a relação aliens/metais nobres, apontando para evidências (mitologicas ou não) do nosso passado na tentativa de buscar uma chave para o mistério.

A primeira civilização que veremos pode ser considerada como a primeira civilização de fato. São os Sumérios, que, ali pela Mesopotâmia, foram os mestres da arte da fundição, pelo seu trabalho com metais nobres. Sua mitologia (que inclui coisas como a criação do homem "ADAMU" pelos Deuses e o Dilúvio) diz que os Deuses Anunnaki vieram de outro planeta (Nibiru) e tiveram filhos com as terráqueas (criando os semideuses) e por meio destes governavam aquele povo. Posteriormente escolheram uma linhagem de humanos pra reinar no seu lugar.

Essa mitologia é a base de praticamente todas as mitologias das grandes civilizações que se desenvolveram na antiguidade. Podemos ver aí os Gregos (Deuses e Titãs, Oráculo, etc), Romanos, Incas, Astecas e Egípcios (Faraós) e Hebreus, sempre um povo "escolhido por Deus" com uma monarquia representante da "Vontade Divina". Ou seja, em algum momento impreciso de sua história, eles tiveram contato direto com os "Deuses" e isso ficou registrado na sua tradição oral ou escrita. Mas três civilizações, em pontos diferentes do globo, possuem mais duas semelhanças que os distinguem dos demais: a construção de pirâmides (com uma precisão que desafia nosso entendimento até hoje) e o trabalho de arte com o Ouro (e outros metais preciosos). São eles os Sumérios, os Egípcios e os povos Pré-Colombianos.

Vejam esta réplica da uma estela que mostra Akhenaton, Nefertiti e seus filhos, a realeza, intermediária entre homens e deuses:


Crânio de forma interessante pra um descendente dos deuses, não?

Continuar a leitura

 
Ufologia - publicado às 5:08 PM 76 comentários
IGNORÂNCIA (parte 1)
qui, 15 de dezembro, 2011
 


Por Paula & Acid

    Yoko Shimomura - Dhalsim Stage

Ignorância (em sânscrito Avydia) é um conceito e estilo de vida que tem me inquietado nos últimos anos, por isso procurei o Budismo para compartilhar meus pensamentos e refletir mais sobre o que realmente é a ignorância e onde se propaga. Não foi por acaso essa escolha, já que nesta religião achei muitas provocações que me inquietaram ainda mais. Basicamente, fui motivada pelo estudo de como perdemos a concepção da espiritualidade, ou como nos cegamos para o que é essencial nas relações, na nossa sociedade (que compartilhamos juntos mesmo sem parecer que sim), mas principalmente a ignorância de nós com nós mesmos, que é ponto de partida para todas as outras questões. Em outras palavras: como nos tornamos burros e cegos sobre nós mesmos?

A burrice ou a cegueira vem da ignorância. Ainda que sejam muito semelhantes, pode-se dizer que a ignorância é o fato de a mente nada perceber e a cegueira o fato de nada compreender. Podemos comparar essas duas noções à obscuridade: uma obscuridade sem lua, sem estrelas, sem vela, sem luz!

Emocionalmente a cegueira é a base para outras emoções. Por quê? Repetimos um movimento de forma distraída, por vezes sem se dar conta, até que finalmente aquilo que era fluido se torna cremoso, denso. É a mesma coisa em pensar que movimentamos nossas energias sempre em uma determinada direção, até que finalmente acabamos esquecendo a liberdade que nos possibilitou iniciar o processo. Ficamos preso em algum ponto, fisgados. E o pior disso tudo é que seguimos distraidamente RECRIANDO as causas e as condições de nosso sofrimento por aí.

Sua Santidade o Dalai Lama costuma resumir a filosofia budista em uma frase: "Faça o bem sempre que possível; se não puder fazer o bem, tente não fazer o mal".
Uma das especialidades do budismo é a noção de que o mundo que nos circunda é inseparável de nós mesmos. Assim, se fazemos o bem para os demais seres e para o ambiente, estamos cuidando de nosso próprio bem. Se causarmos mal aos outros e ao ambiente, estaremos causando mal a nós mesmos. Todos estão ligados aos outros, todos dependem uns dos outros.

O conceito de interdependência budista também sustenta que nós - e tudo o que nos circunda - não temos a solidez que julgamos possuir. Atribuímos identidades e qualidades a tudo e a todos (inclusive a nós mesmos) a partir de uma visão limitada por um padrão binário de gostar e não gostar, querer e não querer. Assim, construímos mundos adequados às limitações de nossas mentes. Esses mundos que surgem inseparáveis das nossas mentes são chamados de Mandala. A palavra Mandala tem origem no Sânscrito e significa "círculo de cura" ou "mundo inteiro". É uma representação do universo e de tudo que há nele. Mas não se refere apenas a um mundo material, mas à experiência desse mundo com o observador, com os limites cognitivos, com as energias de ação, emoções e com o corpo. Ou seja, o que a física quântica descobriu nos anos 50 sobre o papel do observador na interação inconsciente com o mundo material o budismo já intuía há milênios. Cada mandala surge inseparável de um tipo correspondente de inteligência viva e ativa. Essas inteligências são transcendentes, não-pessoais, não-corruptíveis e livres do tempo. Incessantemente disponíveis, podem ser reconhecidas e acessadas sem esforço ou luta a qualquer momento. A meta budista é sair das mandalas limitadas e chegar às mandalas de sabedoria, isentas do padrão binário de gostar e não gostar (a "Matrix").

Todos os seres aspiram felicidade e proteção frente ao sofrimento. Nossos pais nos ensinam habilidades para nos aproximarmos da felicidade e nos protegermos. Nossos pais, professores e mestres nos ensinam também a disciplina, e com isso ampliamos nossa capacidade de atingir metas difíceis, atravessar ambientes perturbadores e exigentes e suportar as adversidades momentâneas na busca de realizações maiores. O budismo nos ensina a capacidade de reconhecer mundos puros e inteligências puras, de tal modo que, instalados na experiência desses ambientes puros, as ações positivas sejam naturalmente realizadas sem esforço e sem contradição. Esses mundos puros são as mandalas de sabedoria.

Quando nos inserimos em uma mandala de sabedoria, adquirimos condições de realmente fazer o que é melhor para nós, para os outros, para a humanidade e o ambiente. Somos capazes de viver o amor e a compaixão com alegria e equanimidade, sem nos deixarmos abater pelas dificuldades que apareçam. O mundo ao nosso redor continua o mesmo, mas nós mudamos nosso olhar (o "observador"), e isso muda tudo. Quanto mais pura e mais ampla a mandala, maior a nossa liberdade e capacidade de gerar o bem. Além da inserção pessoal em mandalas de sabedoria, nós, como agentes da cultura de paz, vamos trabalhar para que os outros também possam fazer o mesmo, que possam migrar para mandalas mais amplas.

É a partir do conceito importante de Mandala que a ignorância será aqui representada na Roda da Vida do Budismo Tibetano, não se refere à falta de informação apenas, mas à concepção equivocada da pessoa, especialmente de si mesma, como existindo de forma inerente, e à concepção equivocada de que os fenômenos que fazem parte de seu continuum, como mente e corpo, existem inerentemente.

A Roda da Vida (em sânscrito Bhavachakra) - também conhecida com a Roda da Existência, Roda do Devir e do Vir-a-ser (ou mais conhecida como o Ciclo da Morte e Renascimento) - foi criada pela extinta escola Sarvastivada, precursora do budismo Mahayana. Este diagrama geralmente é encontrado nas portas de entrada dos monastérios tibetanos. Suas ilustrações representam simbolicamente os doze elos da existência interdependente, os seis reinos da existência cíclica e os três venenos da mente. Segundo a tradição, a Roda da Vida foi desenhada pela primeira vez na época do Buddha Shakyamuni.

A figura que segura a roda é Yama, o demônio da morte da mitologia indiana. Aqui, sua terrível presença simboliza a impermanência; nenhum ser vivo pode escapar de suas garras. Entretanto, o Buddha está flutuando no céu e apontando para a lua cheia: isto representa que os seus ensinamentos apontam o caminho para a liberação.

A parte principal da roda é dividida em seis partes, representando os seis reinos da existência cíclica (no sânscrito, Samsara). Na parte de baixo estão os três reinos inferiores:
- Seres dos infernos (Naraka ou Nairayika, em sânscrito);
- Fantasmas famintos / espíritos carentes (Preta);
- Animais (Tiryak ou Tiryagyona).

Na parte de cima, estão os três reinos superiores:
- Deuses (Deva);
- Semideuses ou antideuses, deuses invejosos, demônios covardes, Titãs (Asura);
- Humanos (Manushya).

Em cada reino há um Buda: Yama Dharmaraja no reino dos infernos; Jvalamukha no reino dos fantasmas famintos; Simha no reino dos animais; Indra no reino dos deuses; Vemachitra no reino dos semideuses; e Shakyamuni no reino dos seres humanos.

No centro da Mandala existem três animais (um javali, um galo e uma cobra), - que representam os três venenos da mente: o desejo (apego), o ódio (aversão) e a ignorância (mais sobre isso aqui).


O javali está focado, pois apesar de ter força, tem uma visão estreita. O javali é a nossa identidade, relativa à nossa ignorância. De dentro da identidade/ignorância brota a atividade sustentadora da ignorância (o galo). Por exemplo, se você se define como professor, você vê o mundo pelos olhos de um professor. A cobra corresponde à raiva, rancor, ódio e medo. Quando temos apego às coisas, precisamos defender essa coisa. A cobra é a defesa da identidade/ignorância e dos atos sustentados pela ignorância. Medo frente à impermanência; medo frente à dissolução. E tudo é impermanente, então o medo é nosso companheiro de jornada na Terra.

Ao redor dos animais temos os dois semicírculos, no qual vemos a impermanência na alternância da situação espiritual da pessoa: de um simples mortal a um semideus, e daí pra um demônio, humano de novo, depois um ser involuído, se tornando uma criatura ínfima no "inferno" (a mesma criatura que Shiva esmaga com o pé, na Dança de Tandava). A evolução ou involução se dá pelo grau de ignorância da pessoa, e ao realizamos ações virtuosas e não virtuosas - o que leva ao renascimento nos seis reinos da existência cíclica.


No desenho animado Cavaleiros do Zodíaco o cavaleiro de Virgem é Shaka, "o homem mais próximo de Deus", e ele tem o poder de enviar qualquer um para um dos 6 mundos da roda da existência.


Continua aqui


 
Budismo - publicado às 2:16 PM 32 comentários