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MÚSICAS DEVOCIONAIS
ter, 20 de setembro, 2011
 


A música é uma maneira de falar com Deus, e a que mais toca o coração. Porque a música pode ativar o Deus que há em você, e fazer você se conectar com o Deus que há no outro. Tudo isso sem a barreira da língua. Por isso selecionei algumas músicas de diversos países que representam essa mágica devocional. Recomendo dar o play e só depois de ir ouvindo a música ler o texto que acompanha.


Alemanha/Inglaterra

Georg Friedrich Händel - Aleluia (Do oratório "O Messias")

Alemão naturalizado inglês, Handel compôs numa letra inglesa a mais icônica melodia de louvor de todos os tempos. Aparece em novelas, programas de humor e até mesmo videogames (Toe Jam & Earl). A Tradição conta que na primeira apresentação do "Messias" em Londres, o rei da Inglaterra, George II, estava presente. Quando o coral começou a entoar os primeiros cantos do "Aleluia", o rei, embevecido e impressionado com a portentosidade e a beleza daquela oração, automaticamente levantou-se de sua poltrona. Quando viram que o rei estava em pé, toda a audiência ergueu-se (o protocolo real diz que ninguém deve permanecer sentado na presença do rei em pé), daí o costume de toda a platéia permanecer em pé durante a execução da ária mais famosa de todos os oratórios.


Áustria/Vaticano/EUA

Stevie Wonder - Ave Maria

Assim como o sânscrito para os hindus, o Latim é a língua sagrada do católico. Ela se difundiu com o Império Romano e morreu com ele, mas não sem dar origem a diversas línguas, inclusive a nossa. Evoca o que há de mais tradicional em termos de fé. O austríaco Franz Schubert compôs essa melodia em 1825, com apenas 28 anos. Ironicamente ela não foi feita para a oração latina da Ave Maria, e sim uma prece à mesma tirada do poema "A dama do lago", de Sir Walter Scott. Mas o casamento da música com a letra latina é perfeito, e quase 200 anos depois ela ainda é tocada diariamente nas rádios do mundo todo, pontualmente às 6 da tarde (a Hora do Angelus). A versão de Stevie Wonder pra mim é a que tem o arranjo mais sublime.


África/EUA

Sam Cooke & The Soul Stirrers - Be with me Jesus

O estilo africano que caracterizou o Gospel está claramente presente nesta música, que utiliza o "chamamento" e a repetição pra envolver a platéia numa espécie de mantra. O tambor funciona nesse sentido, marcando uma cadência que lembra os tambores xamânicos.


Inglaterra/África/EUA

Elvis Presley - Amazing Grace

Esta música mistura o estilo protestante anglo-saxão com o lamento e a escala pentatônica do spiritual negro que, combinado à voz de timbre profundo de Elvis, representa o amálgama do Gospel norte-americano. A história dessa música é tocante, pois foi escrita como uma autobiografia espiritual do autor, o inglês John Newton. Newton era simplesmente o cara mais escroto e blasfemo do navio negreiro onde trabalhava (que já não era nenhuma escola para moças), praticando bullying até com o capitão do navio e zoando da fé dos marinheiros em Deus, o que geralmente resultava em detenções e até mesmo escravidão. Mas certo dia o navio enfrentou uma violenta tempestade que ameaçou matar a todos. Um dos marinheiros, que estava em pé no lugar onde Newton estava minutos antes, foi jogado no mar. Desesperado, Newton deu uma sugestão para o capitão pra se salvarem (no que foi atendido). Ele então disse: "Se isso não resolver, então que Deus tenha piedade de nós". Resolveu. E Newton ficou meditando nessa frase por dias, se perguntando se ele - tão diretamente oposto a Deus - seria digno da misericórdia Divina.
Não se conhece a melodia original da letra Amazing Grace, pois não estava junto aos versos. Mas alguém colocou a melodia de "New Britain" (cuja origem é desconhecida, provavelmente escocesa) e ela casou perfeitamente, eternizando-se como a melodia oficial.


Brasil

Caetano Veloso - Oração ao Tempo

Como a mais conhecida música devocional brasileira não é brasileira ("segura na mão de Deus") tive de procurar algo menos conhecido, mas não menos belo. E encontrei uma canção/oração dedicada a uma divindade afro-brasileira do Candomblé, o Orixá "Tempo".


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Holismo, Internacional - publicado às 4:15 PM 149 comentários
PRINCÍPIOS HERMÉTICOS (parte 3: Gênero)
ter, 13 de setembro, 2011
 


    Samurai Spirits 3 - Nakoruru


O Sétimo Grande Princípio hermético - o Princípio de Gênero - diz que há Gênero manifestado em tudo, ou seja, que os Princípios Masculino e Feminino estão sempre presentes e em ação em todos os planos da vida. Entretanto, é preciso deixar claro que o Gênero, no sentido Hermético, é derivado da raiz latina que significa gerar, procriar, produzir. Essa palavra tem um significado mais extenso e mais geral que o termo sexo, que se refere às distinções físicas entre as coisas viventes: machos e fêmeas. O sexo é simplesmente uma manifestação do Gênero em certo plano (o plano físico, da vida orgânica).

Um bom exemplo de gênero pode ser encontrado no átomo: uma nuvem de corpúsculos negativos ao redor de um positivo. E a partir do átomo (e da interação entre essas forças) surge a construção de todas as coisas. O que nos lembra a sabedoria do verso 42 do Tao Te Ching:

O Tao gera o um
O um gera o dois
O dois gera o três
O três gera as dez-mil-coisas.

Que poderia ser interpretado hermeticamente assim: Do Tao (o insondável, o TODO) surge o um (que poderíamos chamar de "a malha do universo" ou a vibração - string - que dá origem à nossa realidade física) que gera o dois (a polaridade, o Gênero) que gera o três (a junção das energias, que forma o átomo, o movimento/ritmo) que gera as dez-mil-coisas (que representam todas as coisas do Universo).

A parte do princípio Masculino parece ser a de dirigir uma certa energia inerente para o princípio Feminino e assim pôr em atividade o processo criativo. Mas o princípio Feminino é sempre o único que faz a ativa obra criadora, e isto é assim em todos os planos. E ainda, cada princípio é incapaz da energia operativa sem o outro. Em muitas formas da vida os dois princípios estão combinados em um só organismo. Por esta razão, tudo no mundo orgânico manifesta ambos os gêneros: há sempre o Masculino na forma Feminina, e o Feminino na forma Masculina.


No diagrama do Taijitu vemos os pólos Yin e Yang, masculino e feminino, e como eles estão inseridos um no outro


Os estudantes de psicologia estão familiarizados com a teoria da mente dual, composta de consciente e inconsciente, pesquisada em 1893 por Thompson J. Hudson e desenvolvida por Sigmund Freud no séc XX. Em linhas gerais, no Hermetismo o Princípio Masculino da Mente corresponde à chamada Mente Objetiva, Consciente, Ativa, etc, enquanto o Princípio Feminino corresponde à chamada Mente Subjetiva, Subconsciente, Passiva, etc.

A mesma relação pode ser observada no Eu e no Ego.

No livro Caibalion o "Eu" é considerado como sendo uma coisa mental em que os pensamentos, as idéias, as emoções, as sensações e outras condições são produzidas. Pode ser considerado como a matriz - a mãe - capaz de fazer a geração. Por isso mesmo é ele o aspecto feminino da consciência. O "Ego" é a força de Vontade, a Ação, é quem direciona as energias criativas no sentido da REALIZAÇÃO. Esse é o aspecto masculino da consciência. Se você reparar, vai ver que o ser humano é um microcosmo das mesmas energias que criaram o Cosmo, o que valida o princípio da correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo".

O Ego Masculino é capaz de sustentar e abrigar as operações da criação mental do Ego Feminino. A tendência do Princípio Feminino é sempre receber impressões, ao passo que a tendência do Princípio Masculino é sempre dá-las ou exprimi-las. O Princípio Feminino tem um campo de operação mais variado que o Princípio Masculino. O Feminino dirige a obra da geração de novos pensamentos, conceitos, idéias, incluindo a obra da imaginação. O Masculino contenta-se com a obra da Vontade, nas suas várias fases. O problema é que, sem o auxílio ativo da vontade do Princípio Masculino, o Feminino pode contentar-se com a geração de imagens mentais que são o resultado de impressões recebidas de fora, em vez de produzir criações mentais originais. As pessoas que prestam uma contínua atenção a um assunto empregam ativamente ambos os Princípios Mentais: o Feminino na obra da ativa geração mental e a Vontade Masculina na estimulação e fortificação da porção criativa da mente. O normal é que os Princípios Masculino e Feminino na mente de uma pessoa ajam harmoniosamente em conjunção com a de outra pessoa, mas infelizmente a maior parte delas empregam pouco o Princípio Masculino, e contentam-se em viver de acordo com os pensamentos e as idéias insinuadas no Eu pelo Ego das outras mentes (o famoso "gado", as criaturas presas na Matrix).

Nos fenômenos de telepatia vê-se como a energia vibratória do Princípio Masculino é projetada para o Princípio Feminino de outra pessoa, e como este toma o pensamento-semente e o desenvolve até a madureza. Pela mesma forma operam a sugestão e o hipnotismo. O Princípio Masculino da pessoa dando as sugestões dirige sua energia vibratória (ou Força-Vontade) para o Princípio Feminino de outra pessoa, e esta última, aceitando-a, interpreta-a como se fosse dela e age e pensa em conformidade com ela. Quem viu o filme A origem (Inception) vai perceber essa relação, e se divertir imaginando o roteiro sob o ponto de vista energético.

A manifestação do Gênero Mental pode ser observada ao redor de nós todos os dias da vida. As pessoas magnéticas são as que podem empregar o Princípio Masculino a fim de imprimir as suas idéias nos outros. O ator - que faz o povo chorar ou rir como quer - o faz empregando este princípio. E assim se dá com o orador, o político, o pregador, o escritor ou qualquer pessoa que tenha a atenção do público.


Um péssimo exemplo do Poder da Vontade aplicado no dia-a-dia

Com tudo o que vimos acima, podemos ir além das aparências do mundo físico e examinar a questão "polêmica" da união homoafetiva (casamento homossexual) sem preconceitos. O que veremos é que, se a motivação da união não for baseada puramente na atração sexual ou interesses financeiros, haverá aí amor, harmonia, ou seja, uma troca de energias saudável, pois um dos elementos simbolizará o pólo feminino e o outro o masculino, como em qualquer união hétero que não esteja baseada puramente na atração sexual ou interesses financeiros. Então, pra que outras pessoas se prestam a tentar impedir essa união? É ir contra o funcionamento do Universo! Apenas porque não sairá em algum momento um pedaço de carne vivo de dentro de um deles não quer dizer que aquela relação não produza VIDA.

Já construímos os mais altos arranha-céus, já fomos à Lua, mas não há nada mais desafiador que a dinâmica homem/mulher. São criaturas de planetas diferentes, com energias opostas, justamente para que ocorra uma dinâmica, uma troca. E essa troca geralmente vem acompanhada de atritos, tensão, faísca. E é essa tensão que gera crescimento interno. Seu equipamento eletrônico necessita de uma corrente elétrica em determinada tensão, ou seja, uma determinada "Força" em que os elétrons estejam se movimentando (110 ou 220v). Se essa tensão for muito alta, vai queimar seu aparelho. Se for muito baixa, não haverá energia pra funcionar. Na relação macho/fêmea essa tensão ocorre naturalmente por conta de todas essas diferenças, mas nada impede que ela ocorra (até mesmo em intensidade maior) em relacionamentos homossexuais. O fundamental é que haja a polaridade pra que ela ocorra. Carl Jung esboça um comentário sobre o assunto que mostra como isso pode não ocorrer em situações "perfeitas":

Tive uma vez um "casal de aspecto ideal" que veio consultar-me. Alguma coisa andava errada. Quando os olhei, perguntei a mim mesmo o que poderia tê-los trazido até mim. Pareciam perfeitamente ajustados um ao outro em todos os aspectos e, como não tardei em descobrir, eram bafejados com todas as coisas materiais que a vida podia oferecer. Mas, finalmente, apurei que o verdadeiro problema era que eles se ajustavam bem demais um ao outro. Isso impedia a existência de qualquer tensão em suas relações íntimas.
Coincidiam tanto em tudo que nada acontecia - uma situação tão embaraçosa quanto o extremo oposto da total incompatibilidade.

Considere isso em termos de vida cotidiana. Existe alguma probabilidade de uma conversa ser interessante quando você sabe de antemão que seu parceiro concordará com tudo o que você disser? Qual a vantagem de discutir uma convicção já aceita e compartilhada por ambos como coisa banal? O incentivo para discutir morre se não existe potencial.

A diferença de opinião pode ser fecunda; as altercações também. São obstáculos no caminho da harmonização, da concordância, e tem que se fazer um esforço para superá-los. Mentalmente, moralmente, fisicamente - de todas estas maneiras a natureza criou uma diferença extrema entre homem e mulher, de modo que ele encontre seu oposto nela e ela nele. Isso gera tensão.

Se homem e mulher fossem a mesma coisa, estaríamos num beco-sem-saída. A terra seria estéril. Onde a terra é plana a água não corre; estagna. Para produzir energia tem que haver opostos: um acima e um abaixo. Tem que haver uma diferença de nível e quanto maior ela for mais veloz e mais impetuosamente a água flui.


Referência:
Princípios Herméticos 1: Mentalismo;
Princípios Herméticos 2: Vibração


 
Holismo, Metafísica, Psicologia, Taoísmo - publicado às 10:17 PM 63 comentários