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O SUTRA DO DIAMANTE
qui, 23 de junho, 2011
 


    Kitaro - Kageroh / Nen


O ser humano é uma parte do todo a que chamamos universo, uma parte limitada no tempo e no espaço.
Ele concebe a si mesmo, as suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais e reserva a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza.
Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
(Albert Einstein)


Essa frase está em sagrada sintonia com o espírito do budismo, em especial com os ensinamentos do Vajracchedika Prajna Paramita, o Sutra do Diamante. Esse é um dos maiores ensinamentos que o budismo pode oferecer, porque é a culminância do pensamento desconstrutivista dessa doutrina (sem ser negativista, como é normal no ocidente). Ele não mede consequências e desconstrói até mesmo a imagem mítica do Buda. É essa suprema coerência que me faz ver o budismo como O caminho, que abarca todos os caminhos justamente por não tentar ser O ÚNICO caminho. Isso é especialmente enfatizado no Vajrayana, escola tibetana de budismo que é parte do Mahayana (o grande caminho) e cujo representante é o Dalai Lama.

A língua tibetana nem mesmo possui um termo para a palavra "religião". A palavra mais próxima é Chö, que é uma tradução tibetana da palavra em sânscrito Dharma. Este termo tem uma ampla gama de significados possíveis, mas nenhuma palavra em português vem a expressar aproximadamente as associações que ela tem para os tibetanos. Em seu uso mais comum ela se refere aos ensinamentos do budismo, em que se acredita expressar o caminho para a iluminação. Esse caminho é multifacetado, e há ensinamentos e práticas para servir a cada tipo de pessoa. Ninguém é obrigado a seguir e não há práticas que sejam prescritas para todos os budistas. Ao invés disso, o Dharma tem algo para cada um, e qualquer um pode se beneficiar com algum aspecto do Dharma.

Não há uma "verdade" que possa ser colocada em palavras. O budismo tibetano reconhece que as pessoas têm diferentes capacidades, atitudes e pré-disposições, e o dharma pode e deve ser adaptado a isto. Assim, não há uma única igreja que todos devam cultuar, nenhum serviço religioso que todos devam participar, nenhuma oração que todos devam dizer, nenhum texto que todos devam tratar como normativo, e nenhuma divindade que todos devam cultuar. O dharma é extremamente flexível e se alguém achar que uma prática específica leva a diminuir as emoções negativas, a conduzir para a paz e felicidade maiores e a aumentar a compaixão e a sabedoria, isto é o dharma. O Dalai Lama afirma que é possível praticar o dharma até mesmo seguindo os ensinamentos e práticas de tradições não-budistas, como o cristianismo, islamismo, judaísmo ou hinduísmo. Se alguém pertence a uma destas tradições e se a sua prática religiosa conduz ao avanço espiritual, o Dalai Lama aconselha a mantê-la, já que esta é a meta de todos os caminhos religiosos.

A própria noção de "budismo tibetano" precisa ser esquecida se quisermos envederar pelos meandros desse pensamento. Esse budismo não depende de tradições específicas, não depende de FORMA (embora a use) e não depende sequer de CONTEÚDO (embora use e seja o melhor meio de obter a compreensão). No final é dito que você não se apegue nem à mensagem que você acabar de ler. Esse é o Sutra (ensinamento) do Diamante. Diamante não porque seja eterno, mas por ser cortante como tal, cortando fora todas as concepções arbitrárias que impedem a pessoa de atingir a iluminação.

Só compreendi a importância deste Sutra com a inestimável ajuda do Lama Padma Santem, e como foi preciso transformar os conceitos e palavras desse Sutra em MAIS conceitos e palavras (durante as horas de palestra no retiro budista), pra depois ir descartando mentalmente uma a uma, farei o mesmo adaptando os conceitos para meu público e meu entendimento (que pode não estar lá muito certo, pois o ideal seria a palestra completa com o Lama Padma).

O texto é um diálogo de Buda com seu discípulo Subhuti, que gostaria de saber do Mestre o que dizer para as pessoas que querem iniciar a prática para atingir Anuttara-Samyak-Sambodhi ("a Mais Elevada e Perfeita Sabedoria", mais comumente conhecida como "Iluminação"). Buda dá então 6 passos, que são os 6 Paramitas (perfeições):

1. O PARAMITA DA GENEROSIDADE (DANA PARAMITA)

Apesar dos seres sensoriais então a serem libertos por mim serem inumeráveis, sem limite, ainda assim em realidade não existem estes seres sensoriais a serem libertados. E por que, Subhuti? Porque caso houvesse nas mentes dos Bodhisattva-Mahasattvas (Aquele no caminho da perfeição) concepções arbitrárias de fenômenos tais como a existência de identidade em alguém e identidade em um outro, identidade como dividida em um número infinito de seres que nascem e morrem, ou identidade como união com alguma Alma Universal eternamente existente, eles seriam inadequadamente chamados de Bodhisattva-Mahasattvas.

Buda já começa entrando com os dois pés no peito dos discípulos. O budismo for dummies sempre pregou que somos parte de uma "alma universal", que podemos reencarnar numa pedra ou num animal, e aprendemos a ver todos os seres como UM ser, algo próximo da concepção de Deus no ocidente. O sutra do diamante corta isso fora. É um alerta ao seguidor que queira trilhar o caminho último pra iluminação para que se afaste de qualquer expectativa de méritos decorrentes da generosidade (ou seja, querer agradar a um Ser Supremo, um Buda, etc). Se você é generoso porque sente prazer em ajudar outros seres, ou busca com isso conquistar bênçãos, um pedacinho do paraíso, ver Jesus ou Buda, ou acumular karma bom pra uma vida melhor, isso não é criticado por Buda, mas ele alerta que ainda assim isso é uma prisão.

Subhuti, se algum bom e piedoso discípulo, homem ou mulher, por motivação caridosa sacrificou sua vida, geração após geração, tão numerosas como os grãos do de areia nos bilhões de universos, e outro discípulo permanecer apenas estudando e observando um único stanza desta Escritura e explicando-a a outros, o mérito deste será muito maior.

O maior presente que o budismo pode ofertar é o conhecimento que liberta das amarras mentais. Dar de comer aos outros é bom? É ótimo, e o budismo propõe isso, também. Ensinar a pescar é melhor ainda. Mas a problemática do budismo não está no assistencialismo físico, e sim psicológico. De nada adianta uma pessoa alimentada e rica se sua mente acabará levando-a às mesmas paisagens de outrora, seja nesta vida, seja em outras. É relativamente fácil tirar o homem da pobreza, mas difícil tirar a pobreza de dentro do homem.


Assim como a luz da lamparina pode romper a escuridão que está lá há mil anos, pode também a centelha da sabedoria extinguir a ignorância que já dura muitas eras
(Hui Neng, sexto patriarca Zen, séc. 7 d.C.)


Para representar essa prisão da mente foi criada a Roda da Vida (Bhavachakra), também conhecida com a Roda da Existência, Roda do Devir e do Vir-a-ser. Ela representa os mundos que os diversos estados mentais nos levam, por vidas e vidas.


No centro da Roda há três animais que representam os três venenos (Klesha) da mente: o desejo (apego) é representado por um galo; o ódio (aversão) é representado por uma serpente; e a ignorância (conhecimento errôneo), a fonte dos outros dois venenos, é representada por um porco ou javali. O galo e a serpente geralmente aparecem saindo da boca do javali, indicando que o apego e a aversão surgem da ignorância. Estamos sempre criando javalis pra nós mesmos e (o pior!) pros outros. Quando o javali adquire uma aura mágica (como uma religião ele está transformado num belo, plumoso e colorido galo, que é o apego. E a cobra se prontifica a defender a existência desse javali com seus dentes e veneno. Muitas vezes matamos e morremos por defender essas idéias, e se você está dizendo "ainda bem que não sou fanático assim" lembre-se que a idéia de Eu (e sua consequente autosobrevivência) não é mais do que uma idéia. Uma idéia muito, mas MUITO arraigada e que cada fibra do seu corpo (E ALMA) depende e se identifica com ela. Ao transcendermos estes três venenos podemos nos libertar do sofrimento dos seis reinos e extinguir os doze elos que nos prendem a ele. Fácil, não?

Não.


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5 estrelas, Budismo - publicado às 2:02 PM 143 comentários
MOMENTO MUSICAL
qua, 22 de junho, 2011
 



Pra curtir um São João meditativo, nada melhor que um forrozinho Ibero-canadense de Loreena McKennitt, com a música Beneath a Phrygian Sky.

 
Geral - publicado às 9:11 AM 14 comentários
CARGA ENERGÉTICA
ter, 14 de junho, 2011
 


Nunca mais tinha ocorrido um daqueles "causos" que me motivaram a criar o Saindo da Matrix (é, antes mesmo de ter esse nome ele era simplesmente um registro de estranhezas). Mas eis que surge neste fim de semana um caso que só não foi mais interessante porque eu fui a vítima.

Uma "carga negativa" é uma espécie de ataque energético que a pessoa sofre vinda de outra pessoa ou de um ambiente "carregado". Isso não quer dizer que a pessoa é malvada ou quis atacar (quando há intenção chama-se de "mau olhado" ou "olho gordo"), mas que essa pessoa está energeticamente desestabilizada a ponto de funcionar como um buraco negro, sugando e desestabilizando a energia em sua volta. Pra isso nem precisa haver contato físico, um telefonema já pode ser o suficiente pra passar a "carga", pois basta uma interação mental (facilitada pela afinidade) com a pessoa.

Acontece que eu peguei uma carga dessas, que afetou tanto meu estado mental como físico, numa parte do meu corpo que já é normalmente fragilizada. Na sexta-feira eu literalmente não consegui dormir, com agitação mental, falta de ar e dores que pra mim (e pra medicina) tinham tudo a ver com o quadro físico. Tanto que pela manhã fui parar no hospital, onde a médica me receitou dois remédios (um deles eu já vinha tomando e não vinha adiantando). Passei o sábado me medicando e descansando, achei que estivesse bem, mas na hora de dormir ocorreu tudo de novo. Fiquei das 11:30 às 2 da manhã deitado mas sem dormir, com todos os sintomas de outrora, apenas repousando o corpo (mas não a mente), até que me dá o estalo (ou desespero) de começar a me investigar energeticamente (ok, eu demorei pra fazer isso!) e percebi um "vazio" num ponto específico do corpo (também afetado fisicamente). Não havia nem dor, desconforto, nada. Então peguei um incenso de breu (um incenso gigante, bem mais mais grosso que um incenso normal, o que produz um rolo de fumaça bem adequado pra defumação) e comecei a me "limpar". Como eu já havia visto espíritos limpando gente (com vela, galhos de arruda, defumador) eu imitei o procedimento, que agora compartilho com vocês:

Comece defumando pela sola dos pés, e vá subindo pela lateral das pernas. Sempre mentalizando sua cura de forma FIRME E CLARA, como uma ORDEM. Tenha em mente que todas as energias ruins irão embora, e se quiser usar um mantra, do tipo "maior do que Deus, ninguém!" é bom, também. Passe por baixo dos braços, por cima, costas, frente, imagine que o incenso é como uma pá, removendo as impurezas do corpo. Quando chegar na cabeça faça um movimento espiral ao redor da cabeça, e também em cima da cabeça. Imagine que a energia "pesada" está se dissipando com esses movimentos (como o açúcar dissolve no copo d'água ao mexer com a colher). Imaginação é essencial para esse tipo de trabalho. Detenha-se mais na área afetada (se tiver). No meu caso eu fiz movimentos espirais na área afetada, como que fazendo o chakra "pegar no tranco".

Aproveitei o breu e dei uma defumação na minha casa toda. Fiz isso de dentro (dos quartos) pra fora (a sala). Enfumacei minha cama, e todas as quinas de todos os cômodos (especialmente por detrás das portas). Se quiser faça um símbolo de poder (pode ser uma cruz, pode ser outra coisa com a qual você se conecte) nas portas com a fumaça, como se fosse um selo de proteção.

Após isso tive a intuição de jogar fora o resto do breu em um lugar com areia ou mato. Felizmente foi só jogar pela janela, num terreno abandonado e sem possibilidade de causar incêndio. Após isso minha intuição me disse pra tomar banho e trocar todas as roupas que eu estava usando. Daí me deitei pra dormir, fechei os olhos e... pela primeira vez em 24hrs dormi como um anjo, sem nenhum dos sintomas que há menos de meia hora me afligiam.

Explicação física pra isso? Não tenho. A explicação espiritual é fácil, teve a ver com defumação. Mas há também uma possível explicação psicológica, que tem a ver com MAGIA. Deus sabe que eu queria muito poder dormir, desde ontem, mas nem meu corpo nem minha mente obedeciam. Somente através da MAGIA (uma forma de interação do mundo físico com o espiritual) acessei uma instância superior de minha mente e, através de um RITO (ritual de defumação) coloquei ORDEM na "casa".

O fato é que os efeitos físicos ainda perduram, em menor intensidade, até hoje; o que significa que nem tudo é espiritual, nem tudo é físico, e que é preciso estar atento aos dois.


Ler em espanhol (por Teresa)


 
Holismo, Internacional, Metafísica - publicado às 4:30 PM 69 comentários
O FLÚOR E O CONTROLE DE MASSA
qui, 9 de junho, 2011
 


Resolvi ver um pouco de TV, no canal de músicas, só pra relaxar. Impossível. Me sinto como um alienígena diante de outra civilização.

"Dopamina" Belinda

Quero tomar o remédio ideal
Que libera a minha dopamina
Capaz de sentir que posso te esquecer
Escapando de você apenas essa noite

Foi uma desilusão amorosa
Aproveite o dia sou a ressurreição de hoje

A noite é uma anestesia ohoh
Que me envolve e me dá uma amnésia ohoh
Minha mente dá mil voltas ohoh
Eu tenho que esquecer você hoje
A noite é minha anestesia

Eu não quero mais tragédias na minha vida
Eu prefiro aceitar a solidão
Quer ser a dama das Camélias
E morrer de esquizofrenia


"Onde Estiver" NX Zero

Aonde estiver, espero que esteja feliz,
Encontre o seu caminho
Guarde o que foi bom e jogue fora o que restou

Tem horas que não dá pra esconder no olhar
Como as coisas mudam e ficam pra trás
O que era bom hoje não faz mais sentido


Ainda teve um outro clipe, norte-americano, com o mesmo tema. Embora a letra do NX Zero traga uma mensagem mais madura, a abordagem é a mesma. Três ídolos de três países, e o mesmo tema. Sinais dos nossos tempos. Nos anos 80 a tendência era música de fossa, como "It must have been love" ou "Change of heart". Hoje vivemos a era dos "relacionamentos líquidos", e até "deuses líquidos". É a era do "fast food" ("food" como qualquer coisa de consumo, inclusive pessoas e religião). É a geração Prozac, mais peocupada em manter as aparências e parecer feliz do que realmente conquistar a felicidade. Agora você pode comprá-la, assim como se compra uma ereção com Viagra, uma noite de sono com Diazepan ou uma noite acordado com Red Bull.

Nosso estilo de vida caminha tão rápido que até a carne nós "aprendemos" a comê-la crua, nos restaurantes. Modificamos nossos hábitos alimentares e paladar pra satisfazer uma linha de produção que precisa atender mais clientes em menos tempo - e economizar gás, e vender uma carne que parece maior do que seria se fosse adequadamente assada. Assim, o que era a carne mal-passada de outrora agora é o normal. Daqui a pouco a carne chegará coberta de sangue em nossos pratos, e acharemos isso super normal. Nas churrascarias já é assim.

Come-se pratos gigantes e gordurosos no restaurante, e se pede um refrigerante "light" sem perceber a incongruência disso. E até mesmo esse refrigerante, que só é "light" porque substitui o açúcar por compostos cancerígenos (como o Aspartame), possui uma quantidade absurda de SAL (sódio), que provoca hipertensão (que provoca insônia, agitação, palpitações, etc).

Tudo que comemos tem açúcar e sal. Até pão-doce tem um monte de sal! Vivemos entre o doce extremo e o salgado extremo, sem meio-tons. O que estamos consumindo em nossas vidas? O que está acontecendo com nosso "paladar" para relacionamentos, família, amigos, comida, diversão?

Será que isso acontece ao acaso, ao sabor dos acontecimentos? Dificilmente. O status quo sempre foi mantido entre as mais diversas gerações, e os Rockfeller sempre continuarão zelando pra que isso continue assim. Nos anos 60 os adolescentes se revoltaram com a sociedade, com as políticas de guerras, com a desigualdade... o que fizeram? Drogas neles. Os jovens estavam doidões demais pra fazer qualquer coisa efetiva pra mudar o quadro. Nos anos 80 tivemos a ascenção dos filhos desses hippies que, ao contrário dos pais, decidiram mudar o mundo de dentro do covil da besta, mas foram assimilados pelo sistema, numa competitividade infantil de PARECER ser o maior e melhor, estimulada pela cocaína. Agora procura-se liberar as drogas, com apoio de figuras de prestígio (2 ex-presidentes entre eles). Será um movimento surgido apenas da vontade dos usuários de curtir seu "beck"? Dificilmente.

Hoje sabemos que 0,9% do PIB MUNDIAL é composto pela comercialização de drogas ilícitas. Países são dependentes delas pra sua conta "fechar" no final do mês. Os governos estão de olho gordo em cima desse dinheiro, e por isso tentam legalizar as drogas. Não se importam com o fato de que 10% do PIB mundial é GASTO com a dependência de drogas, como álcool, tabaco, anfetamina, cocaína, maconha, etc, pois não são os que lucram com isso que pagam a conta: é o povo com seus impostos. O dinheiro do lobby, da campanha ou da sustentação político/partidária, como é o caso da Venezuela, está garantido. Aqui no Brasil mesmo tivemos o relato da Abin de que o PT receberia 5 milhões de reais pra sua campanha de dinheiro das FARC (ou seja, dinheiro de drogas). Que repercussão isso teve? Nenhuma, assim como o fato de Equador e Venezuela abrigarem os terroristas das FARC nos seus territórios não pareceu sensibilizar ninguém na ONU.

Mas as drogas são apenas uma parte do mecanismo de controle da sociedade. Pra poder empurrar suas idéias de forma mais efetiva, a indústria precisa de uma maioria esmagadora de pessoas simplistas e receptivas (os Homer Simpsons, no jargão do tio Bonner), e precisam garantir que isso se perpetue de uma geração pra outra. É preciso então um veículo que todas as pessoas consumam.

E esse veículo é a água. E o que botar na água para que as pessoas se tornem mais dóceis e receptivas à manipulação? Algo que não levante suspeitas; algo que seja visto como benéfico, e imprescindível. A resposta é o flúor.

O flúor é um gás halógeno, como o iodo e o cloro, extremamente volátil e altamente reativo, daí sua grande facilidade em se combinar a outros elementos. O flúor ingerido é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado. Sua via de eliminação são os rins, responsáveis por eliminarem 50% do flúor diariamente ingerido, e o que sobra tem que encontrar refúgio em alguma parte do corpo, que geralmente é junto ao cálcio de algum dos tecidos conjuntivos. Como os dentes e os ossos são os maiores reservatórios de cálcio, é para lá que o excesso de flúor tende a se dirigir, passando a deformá-los e a provocar o que cientificamente se conhece como fluorose. Disfunções renais, ao impedirem a perfeita eliminação do excesso de flúor, só fazem aumentar os riscos da fluorose.

De acordo com cálculos divulgados em 1977 pelo National Academy of Sciences (NAS), um organismo que diariamente retém quantidades de flúor superiores a 2 mg, ao chegar aos 40 anos começa a apresentar problemas estruturais como artrite, escoliose, rugas, arteriosclerose etc, pois há uma forte interferência do flúor sobre a síntese do colágeno. Sob condições normais, só o colágeno dos ossos e dos dentes sofre o processo de mineralização, mas em conseqüência dos distúrbios causados pelo excesso do flúor, não só os ossos e dentes podem ser hipermineralizados, como também o colágeno dos tecidos conectivos da pele, cartilagem, tendões, ligamentos, provocando conseqüências das mais diversas, como:

- Rugas na pele e quadros de arteriosclerose.
- Calcificação das membranas interósseas da coluna, cotovelos, joelhos, ombros, etc, levando aos mais diversos quadros de artrite.
- Excesso de rigidez/perda de flexibilidade óssea, aumentando a incidência das fraturas e diminuindo a capacidade de cicatrização dos ossos.
- Fluorose dental, gerada pela deformação do esmalte.
- Fluorose óssea, fluorose esquelética ou osteofluorose, que provoca a deformação da estrutura dos ossos.
- Rompimento de tendões.

Este conhecimento não é nada de novo, pois, em 1936, o Journal of the American Dental Association já alertava:

É crescente o número de evidências sobre os efeitos da intoxicação crônica causada pela ingestão prolongada de pequenas quantidades de flúor... Os registros sobre toxicidade apontam o flúor, o chumbo e o arsênico como pertencentes a um grupo que intoxica a doses baixas.

A ingestão de uma grande quantidade de flúor em um curto período de tempo pode ser letal, e é por isso que pastas de dente vêm com avisos pra não serem ingeridas.

Ainda assim, o Flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Só que o limite entre o remédio e o veneno é muito tênue.

Há dados de uma pesquisa na China que indicam que a exposição ao flúor pode reduzir a inteligência das crianças, ou seja, o flúor ainda por cima pode ser uma neurotoxina, como aquele gás que o Espantalho usou na cidade de Gotham, no filme Batman Begins.

Estatísticas de um estudo realizado pelo Ministério da Saúde da Nova Zelândia indicam que nem pra combater a cárie o flúor na água tem servido.

Justamente por ser um medicamento e com contra-indicações, vários países vetaram (ou nunca usaram!) flúor na água. Entre eles Alemanha, França, Bélgica, Finlândia, Dinamarca, China, Holanda e Japão.

O flúor é mais tóxico que o chumbo, cuja quantidade na água potável não deve superar 0,4 partes por milhão (ppm). Mas segundo a Organização Pan-Americana de saúde (vinculada à Organização Mundial de Saúde) a concentração ótima de flúor na água é de 1 ppm. No Brasil o nível do flúor costuma ser de 1,5 ppm. Nos Estados Unidos a concentração é de 4 ppm. Isso mesmo sabendo que, num estudo invitro com ameloblastos foi constatado que o flúor, nas concentrações de 1.9 a 3.8 ppm, inibiu o crescimento celular - e em doses mais altas provocaram até mesmo fragmentação do DNA! Então por que a classe médica resolve nos empurrar doses tão altas de um produto que JÁ está presente na natureza, que pode ser encontrado em vários produtos industrializados e que se acumula no organismo?

"Nações que ainda praticam fluoretação de água deveriam envergonhar-se de si mesmas"
(Dr. Arvid Carlsson, Nobel de medicina 2000)

Uma razão possível é que o flúor é um tranquilizante, um narcótico. Em um relatório da Universidade da Flórida é dito: "Uma solução de 0,45 ppm de fluoreto de sódio é suficiente para fazer com que as reações sensoriais e mentais fiquem mais lentas". Uma sociedade de pessoas dóceis é facilmente controlável, e qualquer coisa que digam (como as desculpas do 11 de setembro, ou o enriquecimento do Palocci) são aceitas sem muito (ou nenhum) questionamento.

Os nazistas foram os primeiros descobrir que usar o flúor na água acalmava os prisioneiros dos campos de concentração e tornava as mulheres estéreis. Esse conhecimento foi usado pelos russos e daí repassado para outras corporações através do cartel da IG Farben (quando a empresa foi extinta, no fim da 2ª guerra, os americanos e russos pegaram o máximo de patentes que puderam). O fluoreto de sódio está contido em 25% dos maiores tranquilizantes, e um exemplo disso é que o acréscimo de flúor no tranqüilizante Diazepam (Valium) produz um tranqüilizante mais forte, o Rohypnol (Rupinol). Ambos são fabricados pela Roche, uma empresa que era da IG Farben.

Quanto mais você investiga, maior a dimensão que a coisa vai tomando, e você vai percebendo o quanto a herança da 2ª guerra mundial (em especial o know-how nazista) influencia até hoje nosso mundo. Seja nos elevadores, nos remédios, nas roupas, você se verá cercado por marcas que, a despeito do que fizeram no passado, continuam sendo líderes e influenciando no nosso modo de vida.

"Aqueles que manipulam esse mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante de nosso país... nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias sugeridas, em grande parte por homens de quem nós nunca ouvimos falar"
(Edward Bernays)


"O que o flúor tem a ver com o começo do post?", você me pergunta... eu também não sabia, mas confiei que de algum modo esses temas estão relacionados e (vejam só!) durante a pesquisa descobri que o Prozac é composto de fluoxetina, um anti-depressivo à base de flúor.


Referência:
Documentário "A farsa do flúor";
Veneno na torneira


 
Política, Psicologia - publicado às 3:03 AM 124 comentários
SER SUPERSTICIOSO PODE TRAZER VANTAGENS
sáb, 4 de junho, 2011
 


Por Nelson S. Lima, do Instituto da Inteligência


Em teoria, não há mal nenhum em ser supersticioso. Você pode acreditar na "lei da atração", por exemplo. Qual é o problema? A probabilidade maior é verificar que é apenas uma crença (eu sei que aqui chegados já temos uma série de leitores a dizer que eu estou errado, que não sou um "iluminado" e ignoro a relação das forças cósmicas com as mentais/espirituais). Mas deixem-me continuar pois não vou acusar nem ofender ninguém. Vou apenas dar uma breve explicação psicológica da superstição e da magia.

Os fundamentos das superstições estão escondidos nos recônditos das nossas memórias biológicas. Somos seres supersiticiosos porque durante milhões de anos fomos forçados a acreditar que forças invisíveis e estranhas coincidências não compreendidas (como os galos cantarem ao nascer do Sol) fazem parte do nosso mundo.

O que é interessante é que as superstições - que são baseadas em sistemas de crenças antigas - podem contribuir para a saúde mental. Sem essas crenças perdemos um sentido de referência e uma sensação de poder sobre diversos acontecimentos. Muitas susperstições são inconscientes. Querem conhecer uma?

Coloque um espectador a acompanhar, ao vivo, um jogo de futebol de sua equipe predileta. É provável que ele siga, com emoção, os diversos lances, grite e gesticule para "dentro do campo" como se estivesse no estádio. Inconscientemente a pessoa "acredita" que pode influenciar a partida. A prova? Se a mesma pessoa ver apenas uma gravação do jogo acontece que ele assiste ao espetáculo com muito mais serenidade, sem gritos nem gestos, pois embora possa não saber o resultado, ele "sabe" que o jogo já aconteceu e já não tem qualquer influência no mesmo. Para quê gritar se o jogo já ocorreu antes?

Na verdade, o pensamento supersticioso - semelhante ao pensamento mágico - baseia-se no chamado "princípio da similitude" defendido pelo antropólogo escocês James Frazer, há cerca de 100 anos. Este princípio diz que se uma ação acontece depois de outra acreditamos espontaneamente que a primeira é a causa da segunda. É o que os psicólogos chamam de "processo pseudo-causal". Assim surgiram os amuletos, as rezas, fazer oferendas a santos, o evitar cruzar-se com gatos pretos, fazer certas coisas em determinadas horas e lugares, etc. Isto é tão forte que até alguns cientistas revelam ser supersticiosos. Conheço um que entra no seu gabinete com a perna direita porque acredita que assim o dia correrá melhor.

A agora famosa "lei da atração" - popularizada pelo livro O SEGREDO - diz que "se quisermos algo com toda a força e crença, o universo ouve-nos e os desejos concretizam-se" mesmo que seja ganhar a lotaria e ficar rico. Acontece, porém, que milhões de leitores chegaram à conclusão que o acreditar não basta, que a "lei da atração" não é uma garantia para nada e que tudo não passou de um embuste que ainda continua a enriquecer muita gente (e quem? os autores que continuam a escrever sobre a matéria). Consideram-se geralmente pessoas "iluminadas" e acusam os céticos de "reles materialistas".

Enfim, as superstições são ingênuas e irracionais, mas a verdade é que os psicólogos estão de acordo quanto ao fato de que elas dão ao homem a sensação de controlar uma situação, mesmo que ilusória. E isto, como afirmou o psicólogo austríaco Gustav Jahoda, "pode contribuir para preservar a integridade do conjunto da personalidade" e talvez tenha contribuído para que a humanidade sobrevivesse a períodos de grandes calamidades (catástrofes em grande escala, epidemias perigosas, etc.).

ANEDÓTICO, MAS REAL:

Os animais também desenvolvem crenças. Numa experiência de laboratório colocou-se um prato vazio a cerca de 2 metros de um ratinho. Dez segundos depois colocava-se comida.

Agora reparem neste pormenor: sempre que o ratinho, na hora de comer, corresse e demorasse menos que 10 segundos pra chegar ao prato, este continuava vazio. Verificou-se que o rato demorava cerca de 2 segundos pra chegar ao prato. Quando isso acontecia, não havia comida. O que aconteceu depois de algumas tentativas e erros por parte do animalzinho?

Ele intuiu que, se fosse logo correr para o prato, não haveria comida. Associou a sua pressa à falta de comida (processo pseudo-causal, uma concepção errônea do princípio da autoridade). O ratinho, tal como os humanos em outras situações, confundia correlação com causalidade, baseado no tal "princípio da similitude" acima focado. Para ele, o fato de correr era o que provocava o "prato vazio". Passou a ir devagar e a demorar 10 segundos convencido que isso é que lhe garantia comida. Pura ilusão. Superstição adquirida.


 
Psicologia - publicado às 1:15 AM 26 comentários