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...e nós somos o Mario.
Que Mario? Aquele... er... não vou ser indelicado com as jovens senhoras que visitam meu blog, mas aviso logo que este é um post para a geração que cresceu jogando Super Mario. Eis que eram altas horas da madrugada e a conversa com meu interlocutor - Mestre em Botânica e Mario Kart - enveredou para o metafísico. Uma velha discussão sobre individualidade depois da morte se diferenciou das demais pelo nível de metalinguagem alcançado, que pode fazer com que um tema espinhoso como o sentido da Vida se torne mais compreensível para gamemaníacos, pelo menos:
Toad:
...você assumir que nós vamos voltar para a Fonte é assumir a perda da sua individualidade, ou seja, uma morte definitiva e o suposto despertar de um Ser Supremo ou de um "braço" deste ser supremo. Mas o que acontece é que: primeiro, o Criador se distingue da criação. Como demonstrar isto? O Criador, por ser onisciente, não pode se auto-obstruir. Além do que não faria sentido se fazer identidade para conhecer o que já é por Ele conhecido. Percebe?
Acid:
Humm... Não estou seguindo esse raciocínio. Acho que o horário não favorece esse tipo de abstração.
Toad:
Heuhehe. Deixa eu ver se consigo escrever algo mais com cara do horário, tipo, simples e direto: Assim, ou somos todos Deus, ou há distinção entre Criador e criatura, certo?
Acid:
Depois de morto?
Toad:
Agora, vivos. Ou depois de morto também, tanto faz. Ou há esta distinção entre Criador e criatura, ou não há.
Acid:
Hum
Toad:
Então, supondo que não haja... Que todos somos Deus, neste caso, cada um de nós teria uma identidade ilusória.
Acid:
Isso. Pegadinha do Mallandro.
Toad:
Hueheuheuheu Isso aí. Mas cada uma dessas identidades ilusórias tem como principais características a liberdade de escolher, e a vontade de conhecer, a sede pelo conhecimento. Bom, mas Deus, em suas características de ato puro, primeiro motor, onisciente, onipresente etc não precisa conhecer, visto que é onipotente e onisciente, e por isso também não precisa escolher, pois todas as suas escolhas estão em ato, já que é ato puro.
Acid:
E se formos apenas um Second Life de Deus?
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