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A MÚSICA DO ESPÍRITO
ter, 12 de abril, 2011
 


Existem dezenas de escalas musicais, mas uma que me chamou a atenção foi a escala pentatônica. Ela é formada pela junção de 5 notas, existindo várias escalas dentro dessa escala (que chamarei de "versões"), sendo as mais usadas Dó, Ré, Mi, Sol e La (chamada de "Pentatônica maior") e Dó, Mib, Fa, Sol e Sib ("Pentatônica menor"). A versão "pentatônica maior" não possui notas dissonantes (semitons), e por isso pode ser facilmente cantada.

Acredita-se que a origem da escala pentatônica seja chinesa ou mongólica; ela se tornou a base das músicas japonesa e oriental como um todo, mas também pode ser encontrada na raiz da música africana, celta, escocesa e até dos Incas e Índios norte-americanos. Por produzir um som que evoca uma maior introspecção essa é a escala preferida dos músicos de blues e jazz (na versão "menor"). Também é usada em cânticos budistas e na música Gospel (na versão "maior"), e por tudo isso não é exagero dizer que é uma "escala espiritual". As teclas pretas do piano são um bom exemplo do que é a escala pentatônica para o leigo (pois engloba as versões maior, menor, a pentatônica blues e a pentatônica egípcia), pois essas notas tocam o coração e o espírito de tal forma que é possível reproduzir todas as músicas Gospel norte-americana (denominada Spirituals) apenas com elas, como se vê no vídeo abaixo:

Além disso, também dá pra tocar "Segura na Mão de Deus" e outros clássicos:


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Geral, Internacional - publicado às 10:27 AM 298 comentários
FUNDAMENTALISMO CRISTÃO
sáb, 9 de abril, 2011
 


Gostei muito do comentário de Arnaldo Jabor sobre o aspecto "religioso" do assassino da escola do Realengo.


    Saint Seya - Lucifer, child of dawn
Embora a conclusão pareça chocante ou pedante, é preciso encarar com frieza a situação em que nos encontramos e separar o joio do trigo. Existem denominações cristãs que se baseiam fundamentalmente no Velho Testamento. Como já disse aqui, é mais fácil de arranjar desculpas pra o dízimo no Velho Testamento. O problema é que, enquanto o Velho Testamento é estudado com afinco e cuidado pelos judeus (de preferência em HEBRAICO, a língua original), preservando muito mais uma interpretação espiritual do que uma literal, os nossos cristãos são exatamente o oposto: incultos quanto ao significado histórico e social do que lêem, vítimas das interpretações distorcidas dos pastores (que ficam usando frases aleatoriamente em contextos diversos) e profundamente impressionáveis. São presas fáceis do fundamentalismo.

O assassino usou em sua carta de despedida termos como "impuros" de forma puramente sexual (pessoas que tiveram relação antes do casamento ou que praticaram adultério) igonorando que no Evangelho uma pessoa pode ficar "impura" por mil outras razões (comer porco, por exemplo). Não consigo tirar da cabeça que a maioria esmagadora das vítimas foi de meninas, o que pode ser OUTRA distorção religiosa da cabeça dele, de que as mulheres como um todo são "impuras" (no judaísmo elas só ficam "impuras" no período de menstruação). Querem ver como isso é possível? Pesquisei no Google as palavras "mulheres impura" e um dos primeiros links me levou a um site que contém generalizações que acabam por englobar a mulher, em seu aspecto sensual, como IMPURA:

São sete pecados... O pecado da impureza, também conhecido pelo nome de “luxúria”, a princípio não parece ser muito venenoso. Ele vem disfarçado em beleza, em algo desejável e vantajoso.., o diabo embala a impureza como se fosse uma jóia preciosa, e a sua aparência tem iludido os homens mais fortes do mundo.

Pronto. O homem sem discernimento que ler isso (ainda mais um esquizofrênico passando por sérios problemas de rejeição) vai associar imediatamente a luxúria à mulher, e a mulher ao diabo. E continua:


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Cristianismo - publicado às 9:42 PM 250 comentários
DEUS É JAPONÊS
ter, 5 de abril, 2011
 


    Super Mario 64 - Dire, dire docks


...e nós somos o Mario.

Que Mario? Aquele... er... não vou ser indelicado com as jovens senhoras que visitam meu blog, mas aviso logo que este é um post para a geração que cresceu jogando Super Mario. Eis que eram altas horas da madrugada e a conversa com meu interlocutor - Mestre em Botânica e Mario Kart - enveredou para o metafísico. Uma velha discussão sobre individualidade depois da morte se diferenciou das demais pelo nível de metalinguagem alcançado, que pode fazer com que um tema espinhoso como o sentido da Vida se torne mais compreensível para gamemaníacos, pelo menos:


Toad:
...você assumir que nós vamos voltar para a Fonte é assumir a perda da sua individualidade, ou seja, uma morte definitiva e o suposto despertar de um Ser Supremo ou de um "braço" deste ser supremo. Mas o que acontece é que: primeiro, o Criador se distingue da criação. Como demonstrar isto? O Criador, por ser onisciente, não pode se auto-obstruir. Além do que não faria sentido se fazer identidade para conhecer o que já é por Ele conhecido. Percebe?

Acid:
Humm... Não estou seguindo esse raciocínio. Acho que o horário não favorece esse tipo de abstração.

Toad:
Heuhehe. Deixa eu ver se consigo escrever algo mais com cara do horário, tipo, simples e direto: Assim, ou somos todos Deus, ou há distinção entre Criador e criatura, certo?

Acid:
Depois de morto?

Toad:
Agora, vivos. Ou depois de morto também, tanto faz. Ou há esta distinção entre Criador e criatura, ou não há.

Acid:
Hum

Toad:
Então, supondo que não haja... Que todos somos Deus, neste caso, cada um de nós teria uma identidade ilusória.

Acid:
Isso. Pegadinha do Mallandro.

Toad:
Hueheuheuheu Isso aí. Mas cada uma dessas identidades ilusórias tem como principais características a liberdade de escolher, e a vontade de conhecer, a sede pelo conhecimento. Bom, mas Deus, em suas características de ato puro, primeiro motor, onisciente, onipresente etc não precisa conhecer, visto que é onipotente e onisciente, e por isso também não precisa escolher, pois todas as suas escolhas estão em ato, já que é ato puro.

Acid:
E se formos apenas um Second Life de Deus?


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Metafísica, Pensamentos - publicado às 8:09 PM 79 comentários