Página principal

   
5 estrelas
Budismo
Ciência
Cinema
Cristianismo
Espiritismo
Filosofia
Geral
Hinduísmo
Holismo
Internacional
Judaísmo
Metafísica
Pensamentos
Política
Psicologia
Sufismo
Taoísmo
Ufologia
Videolog


Ver por mês


Últimos comentários

Retornar à página principal


CABO DE GUERRA
qui, 24 de março, 2011
 


No começo da década de 80 Paul McCartney estava particularmente inspirado e fez três obras de cunho reflexivo, social e espiritual que ecoaram a genialidade de sua obra-prima dos tempos dos Beatles (Eleanor Rigby). As músicas são "Pipes of Peace", "Ebony and Ivory" (em dueto com Stevie Wonder) e "Tug of War".

Esta última música traz em si uma mensagem de esperança para as futuras gerações, mas com um gosto amargo para a nossa. Em um outro mundo, um mundo que virá, haveremos de dançar pelo ritmo de um outro tambor. Mas hoje vivemos a marcha dos tambores de guerra. Vivemos em eterna luta, conflito e competição um com o outro - e às vezes contra nós mesmos - num cabo-de-guerra cujos reais vencedores são uma minoria irresponsável que exaure os recursos naturais - e humanos - do planeta numa brincadeira irresponsável cuja "conta" ficará para as próximas gerações. Pessoas fadadas a viver num planeta descontrolado por conta da nossa preguiça em acelerar tecnologias, nossa cobiça por petróleo, nossa comodidade em gastar e descartar. Pessoas que, por isso mesmo, serão mais responsáveis, e - quem sabe - mudarão o toque do tambor.


O clipe é bobinho, mas o final, olhado em retrospecto, é perturbador pacas


Fica a dica: Será que, nesse mundo saturado de competitividade, aqueles que querem um futuro melhor, mais humano, precisam também se digladiar pra ver qual "visão de mundo" vai "vencer"?

Pra acompanhar a letra com a tradução da música confira o resto do post.


Continuar a leitura

 
Pensamentos - publicado às 7:59 PM 23 comentários
O DEUS DE EINSTEIN
qui, 17 de março, 2011
 


Quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, o físico Albert Einstein respondeu: "Acredito no Deus de Espinosa, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pelo destino e pelas ações dos homens".

Einstein enfrentou críticas, e o cardeal O’Connel, de Boston, publicou uma declaração na qual dizia que a teoria da relatividade "encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação". Hoje o Papa parece conviver bem com a idéia de Deus ser uma força por trás do Big Bang, conciliando (na medida do possível) ciência e religião.

Seis anos depois, em uma carta escrita a um banqueiro do Colorado, Einstein explica: "Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue, diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto apesar do fato de que a causalidade mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância - para nós, porém, não para Deus".

No artigo Religião e Ciência, que faz parte do livro Como vejo o mundo, publicado em alemão em 1953, Einstein escreve: "Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico (...) Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos (...) Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza se assemelham profundamente".

Quem foi Espinosa, a inspiração para Einstein?

Bento de Espinosa foi um dos grandes filósofos racionalistas do século XVII, juntamente com René Descartes. Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Foi profundo estudioso da Bíblia, de obras religiosas judaicas e de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro e Lucrécio.

Foi excomungado pela Igreja devido aos seus pensamentos em relação a Deus. Espinosa ficou considerado como maldito por muitos anos após sua morte. Quem recuperou sua reputação foi o crítico Lessing em seus diálogos com Jacobi, em 1784. Na seqüência, o filósofo foi citado, elogiado e inspirou pessoas como os teólogos liberais Herder e Schleiermacher, o poeta católico Novalis e o grande Goethe.

Em Haia, onde morreu, foi construído um monumento em homenagem a Espinosa, assim comentado por Ernest Renan em 1882:

"Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas – pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus".


Continuar a leitura

 
Budismo, Cristianismo, Filosofia, Holismo, Metafísica, Pensamentos, Psicologia - publicado às 10:44 AM 82 comentários
O PRIMEIRO LIVRO
seg, 14 de março, 2011
 


Finalmente achei uma idéia pra meu primeiro livro!

Há muito tempo que venho me debatendo com a idéia de publicar algo com começo, meio e fim, e não apenas um apanhado dos posts do blog. Mas na minha cabeça não conseguia conceber a linha-guia que juntaria 8 anos de posts num encadeamento lógico, leve e divertido. Não quero lançar um livro só por vaidade: ele tem de ser RELEVANTE, contribuir pra uma biblioteca, ser ÚTIL. E não consigo imaginar uma coletânea de vários assuntos tratados superficialmente sem diálogos entre si como algo relevante pra sociedade e que não tenha sido feito antes e melhor.

Foi quando decidi ignorar a idéia de fazer um livro chamado "Saindo da Matrix" pra focar em UM aspecto do blog, que ironicamente foi um dos mais impulsionadores do sucesso dele. Vou deixar o tema e o título de fora um pouco, até porque não sei nada sobre publicação de livro. Mas vcs podem me ajudar: O que eu preciso fazer pra registrar o nome de um futuro livro? Qual seria um bom contrato de publicação com uma editora de alcance nacional?

Como eu tenho certeza de que esse livro vai fazer sucesso (é um nicho inexplorado, pelo visto), quero começar logo estourando a boca do balão. :P


 
Geral - publicado às 1:31 PM 56 comentários