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O SENHOR DOS ANÉIS
qui, 27 de janeiro, 2011
 


Parábola sobre a humanidade

Escrito por HigherThanEagle (com comentários do Saindo da Matrix)

A segunda melhor trilogia do cinema, O Senhor dos Anéis é mais do que uma odisséia cinematográfica, é um retrato óbvio da humanidade e parte de nossa realidade maior. Baseado na obra de J.R.R. Tolkien, os três filmes dirigidos por Peter Jackson conseguiram transmitir algo mais do que a maioria dos filmes blockbusters conseguem: uma sinceridade incrível, que acaba não apenas interagindo com os espectadores, mas criando uma empatia profunda. Apesar de haver várias diferenças em relação aos livros originais, Jackson conseguiu absorver a ideia por detrás da obra de Tolkien, além de introduzir um pouco de seus próprios conceitos, enriquecendo ainda mais o filme.

Obviamente você, querido leitor, já deve ter assistido ao filme (até nas Plêiades se brincar já o fizeram!), então não precisaremos nos focar no enredo. São mais de 9 horas de uma história rica em detalhes, imaginação e coração, que passam voando. Então há muitas e muitas coisas a serem ditas e o faremos na medida do possível. Mesmo assim muitas serão perdidas, mas cada um poderá encontrá-las e tirar suas próprias conclusões, como sempre (detalhe que O Retorno do Rei é o único terceiro filme de trilogias que é considerado o melhor de uma série).


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Cinema - publicado às 1:27 AM 56 comentários
O RISO É O MELHOR REMÉDIO
qua, 19 de janeiro, 2011
 


Pode uma risada ao dia manter o ataque cardíaco à distância? Talvez sim.

Risos, combinados a um bom senso de humor, podem ajudar a proteger contra um ataque cardíaco, segundo um recente estudo por cardiologistas da Universidade de Maryland, em Baltimore. No estudo descobriram que pessoas com doenças cardíacas eram 40% menos propensas a rir em uma variedade de situações em relação às pessoas da mesma idade sem doença cardíaca.

"O velho ditado de que rir é o melhor remédio definitivamente parece ser verdade quando se trata de proteger o seu coração", disse Michael Miller, diretor do Centro de Cardiologia Preventiva da Universidade de Maryland e professor de medicina na Maryland School of Medicine. "Nós não sabemos ainda por que rir protege o coração, mas sabemos que o estresse mental está associado à disfunção do endotélio, uma barreira protetora que reveste nossos vasos sanguíneos. Isto pode causar uma série de reações inflamatórias que levam à formação de gordura e colesterol nas artérias coronárias e, por fim, a um ataque cardíaco."

No estudo, os pesquisadores compararam as respostas de humor de 300 pessoas. Metade dos participantes tinha ou sofrido um ataque cardíaco ou passado por uma cirurgia de revascularização do miocárdio. Os outros 150 não tinham doença cardíaca.

Num dos questionários havia uma série de respostas de múltipla escolha para descobrir o quanto ou quão pouco as pessoas riram em determinadas situações; no outro, respostas de verdadeiro ou falso para medir a raiva e hostilidade. Miller disse que a conclusão mais significativa do estudo foi que "as pessoas com doença cardíaca responderam com menos humor às situações da vida cotidiana". Eles geralmente riram menos, mesmo em situações positivas, e demostraram mais raiva e hostilidade.

"A capacidade de rir - seja naturalmente ou como um comportamento aprendido - pode ter implicações importantes nas sociedades, como nos EUA, onde a doença cardíaca continua a ser o assassino número um. Nós sabemos que o exercício, não fumar e comer alimentos com baixo teor de gordura saturada reduz o risco de doença cardíaca. Talvez o riso, regular e saudável, deva ser adicionado à lista". Miller diz que pode ser possível incorporar as risadas em nossas atividades diárias, assim como fazemos com outras atividades saudáveis para o coração, como tomar as escadas em vez do elevador: "Poderíamos, talvez, ler algo engraçado ou assistir a um vídeo engraçado e tentar encontrar maneiras de não nos levar tão a sério".

Fonte: Michelle Murray W.


 
Ciência - publicado às 11:02 PM 28 comentários
AS MONTANHAS PASSAM
qui, 13 de janeiro, 2011
 


    Kurt van Sickle - River of Life (part 3)
Em dezembro de 2010 fui na palestra do Lama Padma Samten. Ex-professor de Física no Rio Grande so Sul, ele foi ordenado Lama (Título que significa líder, professor, sacerdote) na Ordem Nyingma de budismo Tibetano, e desde então envolvido em trabalhos sociais e obstinado em integrar budismo e educação. Por isso ele está vindo bastante ao Recife para palestrar na Universidade Federal de Pernambuco. O que pode parecer à primeira vista uma forma de proselitismo religioso (quem não quer integrar sua religião ao sistema educacional?) se mostra simplesmente um resgate de valores éticos que independem de religião. O budismo é flexível o suficiente pra não depender sua existência como religião, dogmas ou ensinamentos específicos. É uma vivência baseada no bem-viver com todas as criaturas, que pode ser resumida na frase do Dalai Lama: "Faça o bem sempre que possível; se não puder fazer o bem, tente não fazer o mal." Isso está no cerne de todas as religiões ou filosofias, como podemos ver nas regras de ouro.

Júlio Jacobina/DP/D.A PressNascido Alfredo Aveline, foi Físico, com bacharelado e mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e professor entre 1969 e 1994. Na década de 1980, mergulhado no entendimento da física quântica, encontrou afinidades entre os estudos dessa ciência exata e o budismo e encantou-se a ponto de, em 1996, ser ordenado lama pelo mestre tibetano Chagdud Tulku Rinpoche. Hoje ele mesmo diz que esses foram os personagens que ele "vestiu" para viver em sociedade. O título de Lama, suas vestes, é mais um personagem. Nós não somos nossos nomes, funções, cargos, escolaridade. Somos o que está no mais fundo de nossa alma, só acessível através da meditação. Mas mesmo a palavra "alma" não é usada pelo Lama em suas palestras, pra não trazer consigo os valores/conceitos pretéritos que damos a essa palavra. No budismo é preciso sempre deixar pra trás os barcos que usamos pra atravessar os rios do entendimento.

Toda a problemática do budismo está em como lidamos com esses personagens. Às vezes nossos problemas e conflitos assumem a forma de personagens, como uma dificuldade que nos parece instransponível como uma grande montanha, porque estamos imersos na ilusão do "palco" onde os personagens atuam. Numa análise isenta e detalhada percebemos que a "montanha" era na verdade uma cenografia, ou, se for "realmente" uma montanha, ela pode ser vencida com o equipamento adequado, ou mesmo contornada. Samten cita o Mestre Dogen, fundador do Sotozen, quando ele diz que "as montanhas passam, as nuvens ficam". Após mergulhar no Zen, percebe-se que as montanhas são aquilo que acreditávamos ser de mais sólido no mundo, mas são ilusões, são impermanentes. Enquanto as nuvens são os pensamentos, frágeis, transitórios, mas sempre presentes (muitas vezes criando novas "montanhas").


Marcionila Teixeira entrevistou o Lama para o jornal Diário de Pernambuco em 27/12/2010, onde ele fala sobre o significado da felicidade e sobre a boa convivência com os semelhantes:

Na sua passagem pelo Recife, o senhor falou sobre o tema Como superar a violência e encontrar a paz. Qual caminho devemos trilhar para alcançar a pacificação?
A violência é inerente à mente obstruída. Um ator, por exemplo, pode se confundir com o próprio papel e viver como se fosse o personagem, se estiver com a mente obstruída. Quando falamos de nós mesmos, verificamos que a maior parte é ator de si mesmo, assume vários personagens ao longo da vida. O psiquiatra Roberto Fischer comentou certa vez: "Eu ajudo as pessoas a deixarem de ser o que elas não são". A mente obstruída se caracteriza pela pessoa que pensa que é o que não é. A relação disso com a violência é que, para nos defendermos, assumimos determinados personagens e a partir daí podemos gerar violência.

Em que momentos da vida assumimos novos personagens e como podemos assumir papéis melhores na sociedade?
Ao longo da vida, vamos ter várias mortes de personagens, o que consequentemente nos dá a sensação de continuidade, mesmo vivendo as várias mortes. Eu, por exemplo, já fui professor universitário e hoje já não sou mais. Um personagem pode morrer, por exemplo, quando um casamento acaba, quando perde-se um amigo. Quando essas tragédias acontecem é mais fácil ver quem realmente somos, pois ocorrem o que chamamos de dissolução da identidade. A resposta para essa pergunta é a espiritualidade, o silêncio natural que damos à nossa mente. Independentemente do budismo, somos o silêncio que temos sempre. Os personagens são lúdicos, podemos ter vários. Eles podem não ser bons, nem maus, mas é importante não sermos maus. Se escolhermos sermos seres dos reinos inferiores, teremos sofrimento, apesar de que em todos os seis reinos do budismo há algum nível de sofrimento.


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Budismo - publicado às 12:01 PM 25 comentários
TRON: O LEGADO
sáb, 8 de janeiro, 2011
 


O primeiro Tron (1982) foi um filme muito à frente de seu tempo, e por isso mesmo foi ignorado (até pelo Oscar, que se recusou a deixá-lo concorrer ao prêmio de efeitos especiais por se tratar de um truque de animação). Ainda mais porque estreou no mesmo ano que ET, de Spielberg. A Disney investiu muito neste filme, na tentativa de ser "descolada", distante da imagem tradicional de Mickey e Donald, mas acabou indo longe demais. Mas uma pequena parte de futuros Geeks - que fomentariam o que hoje é a Internet e seus conceitos - cresceu fascinada por esse filme, e eu não fui exceção. Numa época onde não tinha nem videogame, passei dias viajando com essa imagem na revista:



Pensava em ter uma roupa dessas pra ir pra escola... e hoje isso pode ser realidade!

Meu gosto pelo azul e pelo degradê são influência desse filme, como alguém mais atento pode perceber olhando a barrinha do título dos posts.

A história de Tron tinha uma trama boba (resgatar os dados de dentro de um computador, derrotando um vilão malvado) mas um enredo complexo até para os dias de hoje, que envolvia hackear computadores, surfar em streams (correntes) de memória, ter um ajudante que se comunica em linguagem binária (sim e não), abrir dispositivos de entrada/saída, overload de dados, etc. Um filme para nerds, definitivamente. A trama envolve Flynn (Jeff Bridges), um brilhante programador de jogos de computador que trabalhava para uma poderosa multinacional chamada Encom, que teve seus jogos roubados pelo inescrupuloso executivo Ed Dillinger (David Warner), que assim se tornou o todo-poderoso da empresa. Flynn foi demitido e passou a administrar um pequeno fliperama, mas não desistiu de provar que fora ele o criador dos jogos. Assim, ele infiltra um programa-espião (hoje chamamos isso de sniffer ou malware) chamado CLU (que no filme é brilhantemente representado como um alter-ego do próprio Flynn, ou seja, seu AVATAR, um conceito que só apareceria décadas depois!) pra encontrar traços do roubo eletrônico dentro da memória da máquina. Outra coisa legal é a relação criatura/Criador que os programas têm com os humanos (chamados de usuários): eles não sabem o que SÃO realmente os usuários, mas sabem que eles existem (e alguns até se comunicam com eles) e buscam cumprir seus desígnios sem questionamento (algo que no filme é genialmente tratado com um viés religioso).

Mas eis que o computador central (o mainframe) está tomado pelo programa que Dillinger escreveu: o MCP (Master Control Program), que era pra controlar o acesso de usuários a seus programas (tipo o firewall que os administradores botam nas máquinas do seu trabalho), mas acaba adquirindo consciência própria e bloqueia todas as comunicações com qualquer usuário, virando um ditador do mundo das máquinas (uma espécie de avô do Skynet, do "Exterminador do Futuro") e punindo os programas que ainda acreditam no "poder do usuário". Se for um programa útil, ele se apodera de suas funções (como um vírus), mas se for inútil pra ele, o MCP coloca esses programas (normalmente usados em escritório, como contabilidade, planilha, etc) pra lutar entre si - ou contra os capangas dele - numa arena (o que lembra muito a história dos primeiros cristãos, e esse tema é levado muito adiante no segundo filme). Até mesmo os softwares malvados precisam de alguma distração... Mas isso não bastou pro MCP: ele usou um raio "digitalizador" (praticamente um scanner que transporta literalmente você pra dentro da máquina) pra trazer Flynn pra seus domínios.

Um colega de trabalho de Flynn, chamado Alan, trabalha num programa de segurança chamado Tron. Ele serve pra monitorar o tráfego de informações e eliminar programas não-autorizados. Isso hoje em dia se chama Anti-vírus! Tron é o primeiro anti-vírus da história! Voltando, lá dentro do computador Flynn vai "preso" e encontra Tron numa cela. Ficam amigos e o resto vocês já sabem, no final salvam o mundo da tirania e nasce aí a cultura do software livre :)


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Cinema - publicado às 2:30 AM 27 comentários