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HERÓIS DE CARNE-E-OSSO
qua, 29 de setembro, 2010
 



    "Você não quer derrubar esta árvore"
Ontem estava ouvindo o podcast do Rapaduracast sobre o filme Kickass, onde o mote desse filme é a pergunta: por que não existem super-heróis de verdade? Por que não existe gente tipo o Batman, sem superpoderes, mas imbuído do sentido de justiça, autosacrifício e uma boa dose de loucura? Foi quando surgiu um comentário de Thiago Siqueira que sintetiza bem o nosso tempo:


Se existisse um super-herói em nossa sociedade, essas revistas Contigo, de fofoca, elas iriam atrás de descobrir qualquer podre do cara. Qualquer frase que ele dissesse seria colocada fora de contexto. Qualquer ação seria pervertida. Por que? Porque, por mais interessante que seja pra essa sociedade ver um herói ascender, mais interessante pra essa mesma sociedade é ver o herói falhar. É a cultura da desesperança.


E citam exemplos, como Britney Spears e Michael Jackson, que ficaram mais populares quando estavam na decadência do que no auge. Somos uma sociedade kamikaze, onde cultivamos, através de uma cultura IMPLANTADA ao longo das décadas, a destruição dela mesma! É como uma criança que fosse derrubada ou apanhasse a cada tentativa de aprender a andar de pé. Olhando ao redor, ela vê todos os outros andando de 4, e "naturalmente" (não vai ser nada natural, mas ela não vai perceber isso por falta de referências) vai aprender que o "normal" é se arrastar por aí. E isso não é uma metáfora absurda porque, se você olhar cuidadosamente, vai ver como até livre-pensadores, filósofos, pessoas com boa formação e caráter vão - sem refletir - defender essa construção social. Puramente no automático, sem dar ARGUMENTOS coerentes, apenas porque foram criadas nesse meio! Não adianta dizer que nosso esqueleto não está adaptado a andar de 4; não adianta dizer que, com treino, se consegue aprender a andar; não adianta nem mostrar que mesmo pessoas sem pernas podem se locomover em cadeira de rodas. Vão dizer que o padrão é se arrastar, vão repetir o discurso no qual foram treinados, NÃO irão refletir sobre seus argumentos, e darão uma resposta vazia, imitando seus líderes/ídolos.

Vemos isso em sociedades regidas por ditadores. Déspotas, que fingem ser democratas, benevolentes, patriotas (o que seja!). Constroem uma argumentação qualquer, encontram inimigos pra "destruir" e jogam o povo contra eles, desviando o foco da verdadeira ameaça, que já está instalada no poder.

Mais uma vez vou usar como exemplo o Nazismo, por ser o mais temível e fascinante movimento a conquistar corpos e mentes para seu projeto de conquista desmedida de poder. Outros regimes conseguiram ser mais cruéis (como Stalin) ou influenciar mais mentes (como os EUA), mas ninguém conseguiu ser mais explícito, mais didático em suas manipulações e ter o processo mais bem documentado de alienação do que o Nazismo. Vejamos esse discurso de Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich:

Nele podemos ver claramente a retórica que mencionei acima, e muitos irão encontrar paralelos com as argumentações que estão sendo desferidas contra a Imprensa brasileira por quem hoje detém o poder no Brasil. É isso que criminosos fazem quando se sentem acuados: atacam, fazem troça e ameaçam. Reinaldo Azevedo fez uma tradução e uma comparação, caso estejam interessados.

Tudo isso ilustra que vilões de história em quadrinho nós temos aos montes. Mas, e os heróis? Eles estão por aí, só que nossa sociedade (que presta mais atenção às notícias ruins do que às boas) não os nota. Na Alemanha de Hitler havia uma voz solitária, alertando para os perigos do partido nazista: Fritz Gerlich, um jornalista que não hesitou em desmascarar essa corja, mesmo com a absurda popularidade do Partido Nazista junto ao povo. Ele pagou com a própria vida por tentar abrir os olhos do seu país: foi preso em 09 de março de 1933 (menos de um mês depois do discurso acima) e mandado ao campo de concentração de Dachau, onde foi morto em 1934. Ele não ficou famoso como Hitler e seus asseclas, mas entrou para a história e foi retratado com destaque na minissérie "Hitler - A Ascensão do Mal". No Irã, onde a tirania já chegou ao ápice com a reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad, acompanhamos o caso da mulher iraniana condenada ao apedrejamento (Sakineh Mohammadi Ashtiani). Evitando entrar no mérito da questão, o que quero ressaltar é a corajosa atuação do advogado da mulher, Mohammad Mostafaei, que vinha conseguindo até agora evitar a condenação e alertando dessa prática medieval aos órgãos internacionais de Direitos Humanos. Ele comprou briga com o judiciário, com o núcleo religioso e com o Ditador/Presidente do seu país sendo tão-somente um simples advogado. E assim ele defendeu vários presos políticos do regime e pessoas condenadas ao apedrejamento. Numa luta de David contra um Golias, Mostafaei conseguiu evitar a pena de apedrejamento (mas não a condenação à morte), e ganhou atenção Internacional para o caso. Mas sua luta não resistiu às pressões internas: sabendo que seria preso, Mostafaei fugiu para a Turquia, e hoje vive sob proteção diplomática da União Européia (UE). Segundo ele, em entrevista ao Brasil:

Eu deveria ajudar minha cliente no Irã. No entanto, fui forçado a vir. O governo sequestrou minha mulher e prendeu meu sogro e meu cunhado. E afirmou que eu deveria ir à prisão para que eles fossem libertados. Eu não pude aceitar esse pedido. A polícia secreta iraniana espancou a mim e à minha família, invadiu minha casa, fechou meu escritório e me forçou a sair do Irã. Eu tenho certeza de que eles vão libertar meu sogro e meu cunhado, como fizeram com minha mulher.

É esse governo que nosso presidente legitima como democrático.

Me pergunto: Quantos de nós teriam chegado a esse ponto por uma cliente? Aliás, não só por uma cliente, mas por uma CAUSA. Por isso, mesmo com a aparente "derrota" do Mostafaei, o considero como um Herói de verdade. Mas há gente que vai ainda mais longe, ao dar sua própria vida pela causa. Gente como Chico Mendes que, mesmo ameaçado de morte por fazendeiros poderosos, resolveu ficar no seu estado e lutar pela conscientização da importância da Floresta Amazônica, numa época em que isso era no máximo considerado um "papo de vagabundo" (aqui no Brasil, porque lá fora Chico já era reconhecido e premiado). Ele, assim como Obi-Wan, sabia que seria mais forte morto do que vivo.

E há também heróis invisíveis, como as centenas de anônimos que realizam trabalhos sociais nos recônditos mais esquecidos pela sociedade, de forma desinteressada. Doando seu tempo, dinheiro ou conhecimento em prol de algo melhor, de um mundo melhor. Porque acreditam que, quando os outros "crescem" como Ser Humano, você TAMBÉM cresce. O MUNDO INTEIRO cresce.

Eu escrevi a primeira metade desse post há mais de um mês, quando não havia nenhum sinal de heróis fantasiados na vida real. Mas eis que li essa semana a notícia de que eles existem! E o melhor: agem fazendo caridade, como alimentar moradores de rua. Temos até um herói brasileiro, o ciclista prateado (muito style)! Após ser contaminado com mercúrio aos 20 anos, o nosso herói desenvolveu em seu organismo uma malária e a habilidade de fazer contrabandos no Paraguai. Brincadeirinha, apesar de ser verdade. Mas hoje ele faz shows e reúne multidões em passeios ciclísticos para arrecadar alimentos para fundos sociais.


 
Geral, Política - publicado às 11:54 PM 139 comentários
O TEMPLO DE SALOMÃO
ter, 14 de setembro, 2010
 


    Basil Poledouris - Mountain of Power procession

O Templo de Salomão foi o primeiro Templo em Jerusalém, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé, Deus de Israel, onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot. Era nele que ficava a Arca da Aliança. Esse Templo foi destruído totalmente por Nabucodonosor II da Babilônia, em 586 a.C., e consequente escravidão dos judeus pelos babilônios. Após essa época, os judeus voltaram e construíram no mesmo lugar um segundo templo, o qual foi destruído pelo imperador assírio Antíoco Epifanes. Em 4 d.C. o Rei Herodes, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo, que foi mais portentoso que os dois primeiros. Foi este onde Jesus pregou e previu sua destruição, que aconteceu de fato em 70 d.C., pelas mãos dos romanos, por conta da Grande Revolta Judaica.

Hoje tudo o que resta do Templo de Salomão (em sua terceira encarnação) é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos como lugar de oração.

Agora uma denominação evangélica pretende construir uma réplica do Templo de Salomão no distrito do Brás, em São Paulo. Com capacidade para receber 10 mil fiéis, o templo não será de ouro e prata, como o original, mas promete ter detalhes iguais ao do antigo santuário, inclusive com pedras trazidas de Israel. O Templo irá ocupar um quarteirão inteiro e promete ser maior que a "Catedral da Sé", maior igreja católica da cidade. A construção terá 55 metros de altura, o que correspondente a quase duas vezes a altura da estátua do "Cristo Redentor". Serão investidos 200 milhões de reais, que virão, claro, da doação dos fiéis.

Me perguntaram porque uma religião cristã precisa buscar no judaísmo a inspiração para ser o local mais importante de congregação deles, e logo lembrei que é porque o cristianismo historicamente NÃO TEM UM TEMPLO FÍSICO. A rigor, Jesus não fazia diferenciação de sua doutrina, que era aberta a todos, em especial os judeus, e por isso ele procurava o local de congregação tradicional dos judeus (sinagogas e o Templo). Busque na bíblia, e você verá que Jesus nunca deu importância ao aspecto físico de Templos ou lugares de oração, mas (ironicamente) era muito sério quanto a transformar um templo de oração num negócio:

E falando-lhe alguns a respeito do Templo, como estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse ele: Quanto a isto que vedes, dias virão em que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada
(Lucas 21:5-6)

Chegaram, pois, a Jerusalém. E entrando ele no Templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derrubou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e não consentia que ninguém atravessasse o templo levando qualquer utensílio; e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores
(Marcos 11:15-17)

Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derrubai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo
(João 2:18-21)

Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o Templo
(Mateus 12:6)

E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará
(Mateus 6:5-6)


O Templo de Salomão significou uma era de esplendor e orgulho para os judeus. Com isso, os sacerdotes se afastaram, pela soberba, da essência dos ensinamentos da Torah e transformaram a mais importante casa de oração num comércio, vendendo os tais korbanot (tudo em nome do Senhor Javé, claro). E era isso q Jesus criticava quando falava dos Fariseus (cliquem no link e vejam quem são os tão falados Fariseus). E agora vem uma denominação cristã procurando erigir um símbolo da glória (e, consequentemente, da ruína) de uma civilização, algo que simbolicamente pra nós, cristãos, representa o ponto mais alto e ao mesmo tempo o mais baixo de um povo, pois fixou ali, em pedra, a espiritualidade que deveria ser carregada no íntimo (e, especialmente, em nossas atitudes). Isso Jesus nos advertiu. E não podemos negar que isso se tornou uma triste realidade para os judeus por séculos e séculos, onde tiveram de fazer (às escondidas) do seu humilde lar ou porão (mais dramaticamente ainda sua própria alma, quando não dispunham sequer da posse do seu corpo) o seu único santuário.

Não vou dizer que esses 200 milhões seriam melhor investidos em outra coisa, pois seria demagogia (todos nós poderíamos pegar o dinheiro do cinema e dar aos pobres, por exemplo), mas gostaria de lembrar que não conheço nenhuma religião que mobilize seus fiéis de forma tão contundente a construir algo realmente cristão, como um hospital público top de linha, por exemplo, que poderia ser construído e aparelhado com R$ 80 milhões, e mantido (R$ 40 milhões ao ano) com apenas uma fração do dinheiro do dízimo anual dessas igrejas gigantescas. Jesus certamente ficaria feliz.

Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração
(Mateus 6:19-21)

 
Cristianismo, Judaísmo - publicado às 8:13 PM 98 comentários
CREMAÇÃO NO ESPIRITISMO
sex, 10 de setembro, 2010
 


Há algum tempo passou no Fantástico um trecho do documentário da BBC sobre a biologia humana. Diz lá que quando a pessoa morre, o cérebro demora até 32 horas horas pra "apagar" seus últimos neurônios. Já as células da pele ainda se dividem por 24 horas. Será que é nisso que se baseia o costume espírita de esperar 72 horas antes de cremar o corpo?

Emmanuel, no livro O Consolador, psicografado por Chico Xavier, quando lhe perguntam se o Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos, a resposta é a seguinte: "Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tonus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material".

Chico Xavier, ao ser indagado no programa Pinga Fogo quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, respondeu: "Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio".

Richard Simonetti, em seu trabalho Quem tem Medo da Morte (Gráfica S. João, Bauru, SP), registra que "nos fornos crematórios de São Paulo, espera-se o prazo legal de 24 horas, inobstante o regulamento permitir que o cadáver permaneça na câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar", observando que os "Espíritas costumam pedir três dias", mas "há quem peça sete".

Diz-se que, com o desencarne, os laços que unem o corpo físico com o perispírito se desfazem lentamente, a começar pelas extremidades e terminando nos órgãos principais, cérebro e coração. Assim, o desligamento total somente ocorre com o rompimento definitivo do último cordão fluídico que ainda liga ao corpo. Afirmam ainda que se o espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao espírito, mas transmite impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente do desligamento violento.

Kardec, na questão 164 de O Livro dos Espíritos, faz a seguinte indagação:
- "Todos os Espíritos experimentam, num mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?"
E a resposta dos amigos espirituais é a seguinte:
- "Não, pois isso depende da sua elevação. Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto que o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito mais tempo a impressão da matéria."

Sócrates (o filósofo) respondia com justeza aos seus amigos que lhe perguntavam como ele queria ser enterrado:

"Enterrai-me como quiserdes, se puderdes apoderar-vos de mim"


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Espiritismo, Internacional - publicado às 12:10 PM 22 comentários