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ORGANIZAÇÃO
qua, 23 de junho, 2010
 


Sábado dei uma passadinha na Igreja Católica perto de casa, na tentativa de dar uma "limpeza". A idéia era entrar por uma porta, e sair pela outra, pois supostamente as energias ruins (ou formas-pensamento) ficariam do lado de fora, meio que esperando por você, mas aí você sai pelos fundos e grita "pegadinha do Malandro!"

O fato é que, uma vez lá dentro, deu vontade de ficar. O clima estava silencioso, com várias velhinhas prestativas, seja entregando o missal, ou conversando com as pessoas, vendo se elas precisavam de algo... Sentei, e fiquei observando tudo, sentindo o cheiro suave daqueles purificadores de ar, olhando a disposição das cadeiras, o arranjo de flores, e pensando no quanto aquilo era devido ao trabalho meticuloso daquelas senhoras, tão felizes e ao mesmo tempo serenas. Lembrei da minha avó por parte de pai, que era presbítera, e eu achava uma perda de tempo ela ir à Igreja, pois pra mim nada mais era do que o equivalente a uma ida ao shopping, um ponto-de-encontro de senhoras pra conversar e mostrar seus novos vestidos. Tolice medir os outros pelas nossas réguas (reais ou imaginárias), não é?

Uma das minhas avós eu só entendi há uns 5 anos. A outra, só agora. Naquela Igreja eu percebi que o encontro, a reunião e a devoção, expressas no cuidado com o templo e com seus visitantes, é espiritualidade pura. É o equivalente ao Seva, na cultura hindu, que significa servir, e representa o trabalho devocional e voluntário. Você se doa a Deus através do trabalho, seja num arranjo de flor, seja numa doação em dinheiro que pague as contas do lugar de oração.

Qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós que quiser ser o primeiro, será servo de todos
(Mar 10:43-44)

No final das contas a espiritualidade que é "cobrada" de nós (por nossa própria consciência) é o espelho daquilo que nossos Mestres foram: amantes da vida em todas as suas manifestações, artífices de Deus à serviço da humanidade. Não é fácil, podemos estar nos espelhando em lendas, mas é um referencial. E como estamos? Ainda estamos na fase de cuidar do templo de pedra, das relações sociais com pessoas afins, mas "só" isso, feito de forma desinteressada, já é um grande avanço. Depois de cuidar do templo dos outros (ou de Deus, como queiram) convém cuidar da própria casa. Com "casa", abarco não só a moradia de pedra, como a casca onde efetivamente vivemos: o nosso corpo. Geralmente existe uma simbiose interessante entre o lar e o corpo, pelo menos comigo. Quando estou doente alguma coisa na casa quebra, ou no carro, ou uma planta sua seca, ou seu animalzinho adoece (ou mesmo morre!). Dizemos que é a "carga" ruim que estava conosco, que pegou no objeto, planta ou animal. É por isso que existem amuletos, talismãs como o "olho grego", que protege contra o famoso "olho gordo", ou "olho de seca-pimenteira". Aliás, dizem que é bom ter uma pimenteira em casa, que ela é muito boa em pegar "carga pesada" e ainda sobreviver. Aliás, se você tiver um jardim na frente de casa, é bom ter Peão-Roxo, Arruda e Espada de São Jorge. Mal não faz...

Mas, voltando à simbiose, o material é tão-somente um reflexo do espiritual, então a limpeza exterior ajuda (e muito) a dar um ânimo pra iniciar a limpeza interior. Então se sua vida está complicada, e sua casa dessarumada, abra as janelas pro Sol, pegue esfregão, um balde com desinfetante, e mãos-à-obra! Se você afundar na sujeira, a tendência é criar sujeira mental! Mas não se engane: quem vive na miséria por necessidade não significa que essa pessoa pense como um miserável. A maioria dos miseráveis mentais que conheço usam terno e gravata. Uma pessoa pode dormir no lixo e não se misturar ao lixo. Mas uma mente perturbada pode sim criar perturbação à sua volta (física e mental), então trazer ORDEM (mesmo que pros outros não pareça lá muito arrumado, pois quem traz a SUA ordem é a SUA mente, não a mente dos outros) ao seu mundo físico é essencial pra restaurar a ordem mental e espiritual.

Vendo por este lado, percebemos a tolice que é a discriminação das religiões tão-somente por seus "sabores", como se uma fosse melhor que a outra, justamente porque todas elas cumprem a mesma função de trazer organização e equilíbrio mental e espiritual aos seus praticantes, que "funcionam" de modo tão diverso quanto o são as denominações religiosas. O ritos dos ocultistas, as proibições dos evangélicos, os cânticos da Yoga ou do Daime, a Missa, a Meditação, são todas formas de organização que podem funcionar melhor com uns do que com outros.


 
5 estrelas, Holismo - publicado às 12:36 AM 127 comentários
POSSESSÃO EM ITATIRA
sáb, 12 de junho, 2010
 


Estudantes, a maioria meninas, vivem instantes de apreensão ao entrarem em transe dentro da escola, no Distrito de Cachoeira BR, em Fortaleza, Ceará

AVISO: Se você é uma pessoa impressionável com demônios e coisas sobrenaturais, melhor não ler este post. E se tiver medo da menina do Exorcista (como eu tenho), não continue.


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Geral - publicado às 9:22 PM 498 comentários
RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE
qua, 9 de junho, 2010
 


Escolhi este vídeo porque representa de forma mais ou menos estruturada os fragmentos do que venho pensando nos últimos meses, e que não consegui transpor pro blog (ou não botaria um ateu declarado pra falar por mim num blog que é sobre religiosidade em todos os seus níveis). Mas, pensando bem, é excelente que seja um ateu, porque desconstrói a idéia de religiosidade, que é justamente o que vou abordar logo após os vídeos. Assistam, o PC Siqueira é uma figura:

Parte 1

Parte 2

A crítica que faço ao argumento do PC Siqueira é que ele provavelmente não conheceu ou conviveu com um religioso "verdadeiro", pois foi muito baseado na máscara que certos religiosos usam pra esconder ou ignorar suas imperfeições, pra não ter que pensar em ser um indivíduo, apenas ser um rótulo facilmente identificável e aceito. Isso é tão velho na humanidade que foi criticado por Jesus, quando ele cita os "sepulcros caiados". É algo inerente ao homem.

Na análise do verdadeiro religioso, vemos que em muitos casos ele escolheu sua religião não porque ela é fácil, e sim porque é desafiadora. Fácil, no caso desses, seria ir com a maré, ser um marginal, massa de manobra do que a Globo quer pra sociedade. Mas ironicamente muitos desses viram massa de manobra dos pastores, o que é triste e descaracteriza essas pessoas como verdadeiros religiosos. Isso porque, ao contrário do que o PC pensa, o religioso não tem de deixar de pensar em favor de seus dogmas: ele os aceita, após muita análise e/ou estudo. A fé é algo que surge de dentro, mas que pode ser desencandeada por fatores externos que alimentem essa confiança ao ponto de que aquilo não precisa mais ser provado por terceiros pra ser considerado Verdadeiro.

Não há uma zona de conforto pra quem segue a religião de forma voluntária, combinando coração e mente. Isto porque todas elas - em sua essência - são um distanciamento dos nossos instintos mais primitivos, que teimam em aparecer a todo momento, e por isso elas nos exortam a amar o próximo, a ser correto em TODOS os seus atos, a respeitar ("temer") a Deus em todas as suas manifestações. Isso é andar no fio da navalha, especialmente no catolicismo, pois a "queda" é porporcional ao conhecimento e comunhão com a doutrina, e não há (pra eles) uma segunda chance (encarnação). Por isso há na literatura católica todo um "drama" dos santos em relação às suas atitudes, e uma humildade que parece exarcebada pra nós, beirando a resignação, mas é na verdade uma luta interna pra erradicar qualquer traço de mau-caratismo que possa solapar sua caminhada em direção a seu objetivo espiritual. É uma batalha sutil, proporcional ao grau de evolução do espírito (podemos ver algo semelhante em Chico Xavier).

No mais, eu penso parecido com o PC, já que acredito que a evolução natural seja a sutilização da religiosidade. Primeiro, através das dores, que seria a destruição moral de todas as religiões em seu nível mais terreno (através de seus representantes). Isso já pode ser visto facilmente. O que permaneceria seria o "corpo espiritual" das religiões, o que faria as pessoas não deixarem de ser religiosas, mas de pertencerem a (e se orgulharem de) uma religião. O gado (que não pensa e é manipulado pelos religiosos inescrupulosos) vai chegar num ponto que se soltará do pasto, e se tornará indócil. Creio até que isto esteja acontecendo, e esteja contribuindo pra tanta iniquidade, tanto desamor, tanta falta de caráter. Mas é necessário que aconteça. Talvez até piore. Mas, como toda transição, há revoluções, involuções e evoluções. A idéia é que evoluamos pra uma ética universal, desplugada do tão maltratado rótulo "religião" (porque, se formos analisar, a religião era a ética "universal" dos povos, num tempo em que não era normal se cruzar países, que dirá continentes!!). Com a libertação das amarras, será natural que haja livre-pensadores que abracem a "técnica" católica de ética universal, com todos os seus ensinamentos, exemplos e experiência, ou a técnica muçulmana, hindu, ou mesmo atéia, e isso não fará nenhuma diferença pra quem está de fora, porque nos relacionaremos com PESSOAS, e não mais com rótulos ou egos tão inflados que se confundem com o instinto de preservação de um modo de pensar.

Pra que isso aconteça MUITA água ainda vai ter de rolar. Mas já está rolando, dá pra ver, e só isso já me anima um pouco.


 
Holismo, Pensamentos - publicado às 7:16 PM 80 comentários
A GRANDE ABÓBORA E O COLESTEROL
ter, 1 de junho, 2010
 


Alguns anos atrás, um meu ex-professor me mostrou uma análise de sangue; o que eu vi me deixou impressionado. Os cinco principais parâmetros do sangue, ou seja: uréia, colesterol, glicemia, lipídeos e triglicerídeos apresentavam valores que, em muito excediam os níveis permitidos.

Comentei que a pessoa com aqueles índices já deveria estar morta ou, se estava viva, isto seria apenas por teimosia. O professor, então, mostrou o nome do paciente que, até então, tinha sido ocultado pela sua mão. O paciente era ele mesmo!

Fiquei estupefato! E comentei: "Mas como? E o que você fez?". Com um sorriso, ele me apresentou a folha de uma outra análise, dizendo: "Agora, olhe esta, compare os valores dos parâmetros e veja as datas".

Foi o que eu fiz. Os valores dos parâmetros estavam nitidamente dentro das faixas recomendadas, o sangue estava perfeito, impecável, mas a surpresa aumentou, quando olhei as datas; a diferença era de apenas um mês (entre as duas análises da mesma pessoa)!

Perguntei: "Como conseguiu isso? Isso é, literalmente, um milagre!" Calmamente, ele respondeu que o milagre se deveu a seu médico, que lhe sugeriu um tratamento obtido de outro médico amigo. Este tratamento foi utilizado por mim mesmo, várias vezes, com impressionantes resultados. Aproximadamente, uma vez por ano, faço análise de meu sangue e, se algum dos parâmetros estiver apresentando tendência ao desarranjo, volto imediatamente a repetir esse processo. Sugiro que você o experimente.

Aqui está o SEGREDO: Semanalmente, por 4 semanas, compre, na feira ou em supermercado, pedaços de abóbora. Não deve ser a abóbora moranga e sim a abóbora grande, que costuma ser usada para fazer doce. Diariamente, tire 100 gramas da casca da abóbora, coloque os pedaços no liquidificador, junto com água (SÓ ÁGUA!), e bata bem, fazendo uma vitamina de abóbora com água. Tome essa vitamina em jejum, quinze a vinte minutos antes do desjejum (café da manhã). Faça isso durante um mês, toda vez que o seu sangue precisar ser corrigido. Poderá controlar o resultado, fazendo uma análise antes e outra depois do tratamento com a abóbora. De acordo com o médico, não há qualquer contra-indicação, por tratar-se apenas de um vegetal natural e água (não se usa açúcar!).

O professor, excelente engenheiro químico, estudou a abóbora para saber qual ou quais ingredientes ativos ela contém e concluiu, pelo menos parcialmente, que nela está presente um solvente do colesterol de baixo peso molecular, o colesterol mais nocivo e perigoso.

Durante a primeira semana, a urina apresenta grande quantidade de colesterol LDL (de baixo peso molecular), o que se traduz em limpeza das artérias, inclusive as cerebrais, incrementando, assim, a memória da pessoa.

Há apenas um inconveniente: o sabor da casca da abóbora crua não é muito agradável! Nada mais. Se for o seu caso, experimente e constatará o resultado.

Porém, há um detalhe importante: nem a abóbora, nem a água poderão ir para a geladeira, porque a refrigeração destrói os ingredientes ativos da vitamina. Esta é a razão de ter que comprar, semanalmente, a abóbora, pois, fora da geladeira, ela se estraga rapidamente.


Fonte::
Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo; Novos Segredos da Boa Saúde (Ed. Biblioteca 24x7, São Paulo-SP, novembro 2008)


 
Ciência, Geral, Holismo - publicado às 2:15 PM 114 comentários