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HOMO SAPIENS SAPIENS? HÁ
qui, 29 de abril, 2010
 


Lamento informar... Mas você, na história do mundo, não passa de uma vírgula.

Aquecimento global? Guerra nuclear? Extinção? Apocalipse?

Deixa o George Carlin te dar uma aula…

Via Dart

Não concordo com tudo o que ele diz, afinal temos SIM responsabilidade em preservar algo que o planeta gastou milhares de anos de evolução desenvolvendo (como os animais que preservam o equilíbrio do seu ecossistema e que NÓS matamos), mas dizer que estamos matando o planeta é meio pedante e fora de lógica... afinal, "The planet isn’t going anywhere…" Recomendo o documentário "Earth", da BBC, que mostra as agruras pelo qual o planeta passou, e passou muito bem, mesmo sem animais ou vegetação na face da Terra. 1 milhão de aninhos não é nada para esta velha senhora. E só estamos aqui a alguns poucos milhares, e fazendo M#$@ com nosso meio-ambiente há pouco mais de 200 anos. O vulcão de nome impronunciável só nos lembrou do quanto somos insignificantes perante as forças que estão debaixo dos nossos pés.

Se vocês acham que o Eyjafjallajökull fez algum estrago, saibam que seu irmão, o vulcão Katla, fica situado a apenas 20km de distância e é 3 vezes maior. Os dois são interligados, e o Katla geralmente estoura uma vez em um século. A última erupção ocorreu em 1918, e geralmente ocorre depois das erupções do irmão pequeno (isso porque estão interligados por uma rede de magma).

Uma erupção do Katla seria 10 vezes mais forte e lançaria nuvens de cinzas maiores e mais altas. O vulcão Katla é subglacial e tem uma reputação como um dos vulcões mais perigosos da Islândia, senão do planeta. Antigamente, as pessoas acreditavam que o inferno era localizado sob estes vulcões. A erupção mais recente da cratera Víti, (Viti quer dizer inferno) perto de Krafla, ocorreu em 1976. Quando Viti entrou em erupção muitas fissuras se abriram e muitos rios de lava podiam ser vistos até no sul da Islândia.

A probabilidade do vulcão Katla entrar em atividade é de 75% no prazo de 6 meses a 1 ano. Essa erupção levaria ao degelo quase instantâneo do glaciar (gelo) por cima do Katla, que provocaria a formação de uma onda gigante de 30 metros de altura. Katla tem dado sinais de descontentamento desde 1999 e os geólogos temem que ele esteja pronto para despertar. Nos últimos 1000 anos, as três erupções conhecidas como a do Eyjafjallajökull provocaram erupções subsequentes no Katla.

Então aceite sua impermanência na Terra, seja na figura pessoal como na projeção sua nos seus descendentes. Não estamos fadados a durar muito, mesmo, enquanto estivermos cercados de indivíduos que colocam sua família como parasita de um ESTADO INTEIRO, às vezes até de uma NAÇÃO, sugando seus recursos até o esgotamento. Não precisa ser muito inteligente pra ver onde esse modelo de "esperteza" nos levará. Mas pode ser que nossos esforços pra ensinar o "homem sábio" a sobreviver como espécie possa terminar num dia de mau-humor do planeta Terra.


Referência:
Presidente da Islândia teme o Katla


 
Geral - publicado às 12:12 AM 97 comentários
ALIENS NA RÚSSIA (1989)
dom, 25 de abril, 2010
 


Na União Soviética, o alien vai até VOCÊ!


 
Ufologia - publicado às 3:03 AM 88 comentários
A IMPORTÂNCIA DA INTENÇÃO
qui, 22 de abril, 2010
 


Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela
(Mat 5:28)

Sabe quando você vê aquela gostosa na rua e ela, sem saber que você a está olhando, sente uma "perturbação na força" e se ajeita, verificando se o sutiã está no lugar ou abaixa mais a blusa? Isso é metafísica! Ou ciência, se depender da diretora do Instituto de Ciências Noéticas da Califórnia, Marilyn Schlitz.

Ela se tornou queridinha da imprensa quando, no ano passado, o escritor Dan Brown (aquele de "O código Da Vinci") afirmou ter se inspirado no trabalho dela para escrever o livro "O Símbolo Perdido". A investigadora esteve em Portugal neste mês para apresentar os seus estudos no simpósio "Aquém e além do cérebro". Autora de inúmeros artigos científicos sobre medicina alternativa e complementar, Schlitz desenvolveu vários modelos experimentais para testar a hipótese de ser possível alguém influenciar outra pessoa que está distante e que não sabe estar sendo alvo de atenção. Através de medidas fisiológicas (como o calor e o suor da pele), mediu-se o efeito da intenção dirigida pelo "influenciador" no sujeito passivo. Os resultados demonstram que há modificações "estatisticamente significativas" - isto é, não podem ser explicadas pelo acaso - nas pessoas que foram objeto de observação.

Mais: os resultados são ainda mais expressivos quando as pessoas envolvidas têm uma ligação. Numa investigação envolvendo casais, em que uma das pessoas sofria de câncer, pediu-se ao elemento saudável que participasse num projeto de treino espiritual com a intenção de dirigir amor e compaixão ao parceiro. Em diversas ocasiões, o indivíduo saudável concentrava-se no que estava doente e tentava transmitir sentimentos benévolos. Mesmo não sabendo quando estava a ser alvo desse processo, o corpo do elemento doente registava alterações muito significativas, garante a investigadora.

Estes resultados parecem indicar, na opinião de Marilyn Schlitz, que existe uma ligação entre as pessoas, a um nível ainda não cabalmente explicado, que é tanto maior quanto os sentimentos que as unem. A convicção pessoal da investigadora é que estudos científicos como estes estão a fundamentar tradições espirituais e teorias metafísicas de que tudo e todos estão conectados.

"O que estamos a fazer é pegar nas lentes da ciência para começar a explorar a natureza da nossa experiência interior. E o que a ciência nos está a dizer é que há meios pelos quais o binómio mente-corpo de uma pessoa está ligado ao de qualquer outro", afirma.

Ok, o Instituto Noetic não é o mais imparcial pra esse tipo de pesquisa, mas é o que tá interessado nesses fenômenos. Cabe a universidades e outras organizações tentar reproduzir - ou refutar - tais experimentos.


Ler em espanhol (por Teresa)


Referência:
Jornal de Notícias


 
Ciência, Internacional, Metafísica - publicado às 5:20 PM 131 comentários
PERFEIÇÃO DA IMPERFEIÇÃO
ter, 20 de abril, 2010
 



Por Lex

O Budismo que busco praticar fala da perfeição da imperfeição... Shikantaza.

Um amigo bem com este "espírito" me passou este texto:

Agora, eu lhe pergunto, quão longe você acha que uma flor chegaria se de manhã ela virasse sua face para o céu e dissesse:
"Eu exijo o Sol.
E agora eu preciso de chuva. Então eu a exijo.
E exijo que as abelhas venham e tomem meu pólen.
Eu exijo, portanto, que o Sol deva brilhar por certo número de horas, e que a chuva deva verter-se por certo número de horas...
e que as abelhas venham – as abelhas A, B, C, D e E, pois não aceito que nenhuma outra abelha venha.
Eu exijo que a disciplina opere, e que o solo deva seguir meu comando.
Mas eu não permito ao solo qualquer espontaneidade própria.
E não permito ao Sol nenhuma espontaneidade própria.
E não concordo em que o Sol saiba o que está fazendo.
E exijo que todas estas coisas sigam minha ideia de disciplina”

E quem, eu lhe pergunto, iria ouvir?

Pois, na espontaneidade milagrosa do Sol, há uma disciplina que lhe escapa totalmente, e um conhecimento além de qualquer um que você conheça.

E na espontaneidade da atuação das abelhas, de flor em flor, há uma disciplina além de qualquer uma que você conheça, e leis que seguem o conhecimento delas, e contentamento que está além de seu comando.

Pois a verdadeira disciplina, veja, é encontrada apenas na espontaneidade.

E a espontaneidade conhece sua própria ordem.


Nem sei de quem é... mas esta é a perfeição.

"Ser" Buda "sendo" o presente momento.

Seja o que for o momento.

Seja fazendo uma missa, seja lavando louça...


 
Budismo - publicado às 2:56 AM 62 comentários
O EFEITO MAGNÉTICO SOBRE A MENTE
sáb, 17 de abril, 2010
 


    Jean Michel Jarre - Magnetic fields 4

Cientistas descobriram que o julgamento moral de uma pessoa pode ser afetado com um campo magnético aplicado em uma determinada área do cérebro.

Em um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences foi empregado um campo magnético não-invasivo, denominado estimulação magnética transcraniana (ou TMS), aplicado no couro cabeludo para produzir uma corrente em uma área do cérebro denominada junção temporo-parietal (ou TPJ), e pediram aos voluntários da pesquisa que lessem uma série de situações relativas a questões morais. Estudos demonstram que o TPJ, uma área do cérebro situada acima e atrás do ouvido direito, é normalmente ativado quando pensamos no resultado futuro de uma ação específica, sendo uma importante região para a tomada de decisões morais.

Dois experimentos foram conduzidos. No primeiro, pediu-se aos participantes que preenchessem um questionário no qual tinham de julgar as ações dos personagens baseados em suas intenções após a junção temporo-parietal dos voluntários terem sido expostas a estimulação por 25 minutos. No segundo, pediu-se que fizessem seus julgamentos enquanto submetidos a impulsos muito curtos (0,5 segundos) de interferência magnética. Para exemplificar uma situação típica lida pelos voluntários havia o caso de um homem que deixava a namorada atravessar uma ponte que ele considerava insegura. Contudo ao atravessar a ponte nada aconteceu com a mulher. Em outra questão uma mulher, chamada Grace, serve bebida para uma amiga após colocar um pó branco de uma lata com a inscrição "tóxico". Grace não sabia, mas a lata continha realmente açúcar inofensivo. Depois de exposta uma situação, os cientistas pediam aos voluntários que avaliassem, numa escala de um ("absolutamente proibido") a sete ("absolutamente permitido"), o quanto as ações de Grace e dos outros personagens das situações expostas eram moralmente aceitáveis.

Os indivíduos do grupo de controle conseguiam julgar perfeitamente a moralidade e a nocividade dos personagens e suas ações. Enquanto que aqueles expostos ao campo magnético tendiam a considerar moralmente aceitáveis as tentativas frustradas de causar mal a outra pessoa. Ou seja, julgavam mais o resultado e não a intenção.

Você pensa na moralidade como sendo um comportamento de nível muito alto. Ser capaz de aplicar (um campo magnético) em uma região específica do cérebro e mudar o juízo moral das pessoas é realmente surpreendente
(Liane Young, autora do artigo)

A pesquisa fornecerá elementos para entendermos como funciona nossa habilidade de inferir a intenção dos outros, habilidade essa conhecida como "teoria da mente". Assim, sabemos que um homicídio doloso (com intenção de matar) é considerado mais grave do que um crime culposo (sem intenção de matar) mostrando na prática o quanto a intenção "pesa" nos julgamentos.


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Ciência, Cristianismo, Espiritismo, Internacional - publicado às 6:09 PM 38 comentários
PEDRA REVELA MESSIAS ANTERIOR A JESUS
qua, 14 de abril, 2010
 



    Professor Charles Xa... digo, David Jeselsohn, o dono da pedra
Já se falava de um Messias ressuscitado antes de Jesus ter nascido. Pelo menos é essa a interpretação que investigadores fazem da inscrição, em hebraico, numa pedra encontrada no Mar Morto e que data do século I antes de Cristo.

A inscrição na pedra - adquirida por um colecionador israelita na Jordânia, há nove anos - sugere que a ressurreição do Messias não é única nem genuína do cristianismo. De acordo com aquele texto, que investigadores já decifraram, a ressurreição seria um conceito adotado pelo judaísmo ainda antes de o ser pelo cristianismo. A premissa de que Jesus era o Messias e ressuscitou três dias depois de morrer - vencendo a própria morte - serve de base à fé cristã. Confirmar-se que a ressurreição aconteceu antes de Cristo seria pôr em questão o dogma católico da ressurreição de Jesus.

O judaísmo sempre encarou Jesus apenas como um profeta que mudou as crenças tradicionais, mas não como o Messias ou o filho de Deus. Agora, esta descoberta vem reacender o debate, enquanto investigadores decifram as 87 linhas do texto em hebraico, escrito na pedra, e não esculpido, em duas colunas.

Irás viver

A imprensa israelita chama a pedra de "A Visão de Gabriel", uma vez que grande parte do texto remete para uma visão do apocalipse transmitida pelo anjo Gabriel. Israel Knohl, professor de estudos bíblicos da Universidade Hebraica de Jerusalém, explicou que se trata de um texto profético escrito no século I antes de Cristo, e que cita este anjo dizendo a um certo "príncipe dos príncipes": "Daqui a três dias irás viver. Eu Gabriel, te ordeno".

Na interpretação do Sr. Knohl, o texto trata de uma figura messiânica que ele acha ser Simão. Acredita também que os escritores da história seriam os seguidores de Simão. No texto, o Sr. Knohl aponta que a morte e sofrimento desse Messias seriam necessárias para a salvação, segundo as linhas 19 a 21 da inscrição: "Em três dias você saberá que o mal será derrotado pela justiça", e outras linhas que falam de sangue e sacrifício como o caminho para a justiça.

Dois investigadores israelitas, Ada Yardeni e Binyamin Elitzur, publicaram uma análise detalhada do escrito em 2007, confirmando a data. No entanto, consideraram indecifrável a palavra que se segue a "daqui a três dias", na 80ª linha. Knohl, por seu turno, argumenta que a palavra é "Hayeh" ou "viver" no imperativo. Segundo a interpretação deste docente, a lápide sugere a ideia de que o sangue do Messias morto e ressuscitado é necessário para atingir a redenção, o que demonstraria que a premissa terá sido adotada pelo judaísmo antes de o ser pelo cristianismo, já que o texto foi escrito previamente. Knohl sublinha que esta interpretação sustenta uma teoria que ele já tinha exposto num livro editado em 2000, segundo a qual existia um Messias antes de Cristo. Ele diz que um Messias sofredor é um conceito muito diferente da imagem judia tradicional de um Messias triunfante, poderoso descendente de David. "O que acontece no Novo Testamento foi a adoção de Jesus e seus seguidores de uma história anterior sobre um Messias".

Moshe Bar-Asher é respeitoso mas cauteloso quanto a tese de Knohl: "Há um problema, pois em partes cruciais do texto há palavras faltando. Eu entendo a tendência do Sr. Knohl a achar aí evidências de um período pré-cristão, mas em dois pontos cruciais do texto há várias palavras faltando".

Knohl disse que é menos importante saber se foi ou não Simão o Messias, e mais importante o fato de que o texto sugere que um salvador que morre e ressuscita após 3 dias já era um conceito estabelecido na época de Jesus. "A missão de Jesus foi sofrer e ser morto pelos romanos, para que seu sangue fosse um sinal da redenção que viria. Isto dá a Última Ceia um significado absolutamente diferente. Ele deu o sangue não pelos nosso pecados, mas pela redenção do povo de Israel".

A polêmica revelação do investigador, a partir da sua interpretação dos escritos, foi revelada numa conferência no Museu de Israel, subordinada à celebração dos 60 anos da descoberta dos "Manuscritos do Mar Morto".


Referência:
The Independent;
The New York Times


 
Cristianismo - publicado às 12:24 AM 208 comentários
APÓS O SUCESSO DE CHICO XAVIER...
ter, 13 de abril, 2010
 


Você vai rir e se emocionar novamente:


Chico (de novo) em 3D!

 
Cinema, Espiritismo - publicado às 3:41 AM 125 comentários
CHICO XAVIER: O FILME
ter, 6 de abril, 2010
 


O filme começa com uma desculpa sincera:

"A história de um homem não cabe num filme. O que se pode é ser fiel à essência de sua trajetória"

    Debussy - Clair de Lune

O livro "As vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior, foi uma bela síntese da vida de Chico Xavier, com causos, biografia, muito humor e investigação. Mas um filme tem de ser ainda mais conciso, e funcionar num outro ritmo, numa outra linguagem. A síntese da síntese, ou seja, a essência. E nisso o filme "Chico Xavier" - que estreou nos cinemas no dia 02 de abril de 2010, quando se comemorou o centenário do niver do Chico - cumpriu sua missão. O roteirista Marcos Bernstein, a montadora Diana Vasconcellos e o diretor Daniel Filho conseguiram deixar o filme redondo, não muito longo, nem muito corrido. Em nenhum momento fica um filme chato, enfadonho, pois sempre intercala drama com pitadas de humor (que existiam, de fato, na vida do Chico).

Um detalhe curioso é que Daniel Filho é ateu, e ficou encantado pela PESSOA do Chico, ao ler o livro. E por isso fez o filme desta forma, não procurando ser proselitista, nem ser uma bandeira do espiritismo (do qual se fala pouco). Achei a abordagem excelente. Talvez fosse mais interessante se Daniel Filho se aprofundasse mais no tema da vaidade (a peruca, as fotos da revista Cruzeiro), mas a gente nota que não há TEMPO de se aprofundar em muitas das facetas do Chico. Fatos interessantíssimos do livro tiveram de ficar de fora (talvez com o sucesso façam uma "versão do diretor"), como a vez que ele tomou um "tiro" de um espírito, que ele achava que era gente viva. Ou o seguinte trecho, que eu considero o mais interessante do livro:

Numa noite, quando já se preparava para dormir suas três horas de sono, Chico foi surpreendido pela visita de uma figura diabólica.
"Você me chamou?"
A voz era arrepiante. Chico ia dizer a verdade, quando Emmanuel o aconselhou a trocar o "não" por um "sim" estratégico.
"Chamei, sim, senhor."
E o que você quer?
Chico arriscou uma resposta política:
"É que a vida está tão difícil que eu queria que o senhor me abençoasse em nome de Deus ou em nome das forças em que o senhor crê."
O recém-chegado perdeu o rebolado e insultou:
"É só a gente aparecer que você cai de joelhos."
Depois sumiu.

As provações se sucediam.
Na noite de 11 de setembro de 1948, Chico Xavier e um amigo, Isaltino Silveira, admiravam Pedro Leopoldo do alto de um morro, na beira de um riacho. Sentado numa pedra, sob a luz de um poste, Chico lançava sobre o papel um poema assinado por Cruz e Sousa. Isaltino substituía as páginas preenchidas por outras em branco. Os dois estavam às voltas com o poeta do além quando escutaram um barulho no mato. Eram passos. O amigo de Chico olhou para trás e levou um susto: um homem enorme, com olhos injetados, avançava na direção deles com um pedaço de pau na mão.
Isaltino levantou-se rápido e se preparou para enfrentar o agressor. Chico, já escaldado, continuou sentado. Sugeriu arma mais contundente: uma boa reza para emitir vibrações positivas. A poucos metros, o agressor parou e começou a balbuciar com a língua enrolada e os olhos fixos em Chico:
- Esta luz nas suas pernas.., esta luz nas suas pernas.
Chico aconselhou:
- Vá para casa e fique na paz de Deus, meu filho.
Isaltino, já refeito do susto, viu o homem dar meia-volta e ficou perplexo diante de um fato insólito. O mato, em um raio de cinco metros ao redor do agressor, ficou todo amassado enquanto ele caminhava. Chico Xavier tentou explicar a história toda: o homem era um médium poderoso, embora descuidado, e tinha sido arrancado da cama por espíritos obsessores, interessados em assassinar os dois e jogar seus corpos no rio. O plano daria certo se os benfeitores espirituais não tivessem envolvido a dupla com um cinturão de luz.
Isaltino ainda estava perplexo. Por que o agressor se referiu à luz nas pernas de Chico? A resposta veio rápida, como se fosse óbvia: Ele percebeu o foco que os espíritos projetavam sobre o papel durante a psicografia.
Por que o capim em torno dele se amassava?
As tais entidades eram tão ruins que se utilizaram dos fluidos do médium e conseguiram peso específico para provocar o fenômeno físico. Eram aproximadamente duzentos espíritos.

Por isso recomendo o livro. Dá uma idéia do que Chico teve de sofrer por ser médium e ver espíritos (não só espíritos bons), e a perseguição espiritual por desenvolver um trabalho tão importante. Ainda hoje há quem difame o Chico sem NENHUM motivo ou indício de má conduta, apenas por um prazer obsceno de querer jogar os outros na lama em que essa pessoa se encontra.


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Cinema, Espiritismo - publicado às 4:27 AM 461 comentários
PÁSCOA DESMISTIFICADA
sex, 2 de abril, 2010
 


Passamos as festividades da Páscoa quase em ponto morto. Aproveitamos pra descansar do dia-a-dia estressante, fazemos o imposto de renda, botamos "em dias" o estudo. Os mais religiosos mergulham na oração, frequentam a missa... os profanos bebem vinho, comem chocolate e ainda fazem questão de comer carne na sexta só pra provocar.

Mas não devemos esquecer que a Religião é o fundamento da cultura ocidental! Por trás de nossas ações mais banais está um fundo religioso milenar. Se hoje banalizamos o sagrado de nossos antepassados, que será de nós no futuro? Destruirão nossa família, nossas leis, nossa história... Nossas crianças serão sodomizadas por religiosos enfurecidos com nosso modo de vida desregrado, por nossa falta de moral cristã! Será que devemos esperar chegar nesse ponto?

BASTA!

Por isso procuro alertar os jovens, para que pelo menos a próxima geração possa consertar essa podridão para o qual caminhamos à galope. E é por isso que o Saindo da Matrix vai lhes guiar pelo mistério da Páscoa, esse momento de comunhão sagrada com o corpo de Cristo.

Hoje, quinta-feira santa, celebra-se a Ceia do Senhor, onde ele jantou pela última vez com os apóstolos. Nesta ceia vemos o único ritual que Jesus nos deixou em sua memória, como consta em Mateus 26:

Tomando da mesa um ovo, Jesus abençoou-o e transformou-o em chocolate, que partiu e deu aos discípulos, dizendo: "Tomai, comei; isto é o meu corpo".
Pegando uma taça de vinho, rendeu graças e deu a eles, dizendo: "Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados".

E neste momento sublime ficou assim consagrado, na liturgia canônica, o uso ritual do ovo de chocolate e da Fanta Uva, este poderoso enteógeno que, por ignorância, é livremente vendido e consumido por aí, mas que deve ser consumido tão-somente DENTRO DE UM CONTEXTO RELIGIOSO, que é a comunhão com o Divino!

Também nesta noite ficou consagrado um importante personagem da nossa mitologia: o coelhinho da páscoa.

Jesus diz a Pedro:
- Em verdade te digo que esta noite, antes que o coelho pule três vezes, me negarás.
- Não negarei não, senhor!
- Viu? Já me negou, e o coelho nem pulou ainda! Mas que FDP mentiroso...

E por isso comemoramos no dia 1º de abril o dia da mentira.

Também temos a traição de Judas, um triste capítulo na história do cristianismo. Judas devia um dinheiro para uns traficantes de Jerusalém, só que ele comprava o bagulho usando o nome de Jesus. Quando os mano botaro atrás desse tal de Jesus, Judas se apressou em caguetá o local onde Jesus estava pros meganha, achando que assim livrava a cara de Jesus de ser morto, apenas preso. Só que não contava com a banda podre da polícia, que trabalhava pros traficantes. Então, além de preso, foi espancado e crucificado em cima do morro. Desde então temos a tradição cristã de, no intuito de corrigir essa injustiça, espancar o boneco de Judas e colocá-lo pra queimar no microondas.

A sexta-feira da Paixão é dia de comungar. Bastante. Com paixão. Por isso comemos bacalhau nesta data.

O Sábado de Aleluia, também chamado de "Vigília Pascal", é o dia antes da Páscoa, onde, ao meio-dia, malha-se o X9 do Judas.

Enfim chegamos ao Domingo de Páscoa, onde celebramos a ressureição de Jesus e comemos mais chocolate, antes que chegue a segunda-feira e, com ela, o regime que você prometeu fazer.


 
Geral - publicado às 12:24 AM 51 comentários