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O RESTO É IRRELEVANTE
sex, 19 de fevereiro, 2010
 


A única coisa que um judeu precisa saber é que Moisés ensinou que havia um só Deus para todas pessoas. O resto é irrelevante.

Um cristão precisa saber que o Cristo mensageiro disse para amar o próximo como a si mesmo e Deus sobre todas as coisas. O resto é irrelevante.

Os budistas precisam saber que Buda ensinou que devemos nos desprender de nosso orgulho, ego, cobiça e ambição material. O resto é irrelevante.

A única coisa que um muçulmano precisa saber é que a guerra santa que o profeta ensinou não é uma batalha contra outras crenças. E sim a conquista do nosso próprio mal, tentações e orgulho. O resto é irrelevante.

E a única coisa que um ateu precisa entender é que nós, não um deus distante, somos os responsáveis por nossas atitudes. O resto é irrelevante.


Fonte: Comunidade Espiritual


 
Holismo - publicado às 4:00 PM 273 comentários
E AGORA, BRASÍLIA?
sex, 12 de fevereiro, 2010
 


Quem vai pedir desculpa aos soldados mortos e feridos?


    Sai da frente, palhaço!
O peso da morte de milhões de soldados e civis mortos, aleijados e feridos recai sobre as costas da Alemanha, Itália e Japão. A vergonha nacional é algo quase palpável, quando o assunto envolve a 2º guerra mundial. Deve ser difícil para as novas gerações carregarem o fardo das ações de seus pais e avós. Talvez prefiram não pensar nisso.

Gosto de usar a 2ª grande guerra como metáfora, porque foi um evento de proporções inigualáveis, que está no inconsciente de todos nós, que já vimos um filme, um relato de um parente, um amigo, já visitamos um museu ou vimos um documentário. É uma informação da qual não dá pra escapar, não dá pra alegar ignorância. Mas nem todos sabem os DETALHES que deflagaram esse conflito. E os detalhes passam pela política; pelo poder do povo.

Hitler (sempre ele) fez sua fama na Alemanha ao participar de um golpe frustrado. Queria tomar o poder com a força das armas. Foi preso, e durante seu julgamento foi brilhante no discurso (como sempre), e comoveu até mesmo os juízes que o interrogavam, acerca de suas motivações. Ele queria libertar a Alemanha das garras do comunismo, do poder opressor dos industriais, macomunados com o estrangeiro, que levavam o povo à fome, enquanto pagavam uma brutal indenização à França e Inglaterra (Tratado de Versalhes).

Isso não deixava de ser verdade, e cativou o populacho faminto e desesperançado (mas nenhum burro ou analfabeto, que eu saiba, já que toda a classe média se lascou naquela época). O criminoso virou, de repente, um possível salvador. Sua popularidade o alçou à política, e como chefe do partido nazista conseguiu mais e mais cadeiras no parlamento, até alçar ele mesmo ao posto de Chanceler. Os políticos achavam que o criminoso de outrora era só um bem-intencionado, e agora com o poder nas mãos não precisaria mais apelar pra medidas extremas tirania. O resto nós sabemos, e é apenas um "detalhe", já que o mais relevante pra história da humanidade seria ter evitado que ele chegasse onde chegou, com o poder, influência e popularidade que chegou (com a ajuda inclusive da Inglaterra!).

História um pouco diferente aconteceu no Japão, mais devido à obediência reptiliana ao Imperador do que por uma escolha popular consciente, mas não podemos descartar o peso da mentalidade do povo japonês no desenrolar dessa história, ainda mais quando olhamos os inúmeros crimes de guerra, praticados com um prazer mórbido que obscurece até mesmo as atrocidades nazistas.

Onde quero chegar? Num momento bem mais simples e pacífico de nossa história: as nossas eleições.

Nós, povo, temos responsabilidade direta e indireta, queiramos ou não, por quem damos poder e representatividade.

José Roberto Arruda (na época PSDB), então líder do governo FHC no Senado, renunciou em 2001 ao seu cargo para escapar de um processo de cassação por envolvimento com a fraude da votação do painel do Senado Federal, conhecido como o "escândalo do painel".

A ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Peres Borges, confessou em depoimento que violou o painel a pedido de Antônio Carlos Magalhães (PFL) e de Arruda. Em depoimento, ACM disse que a iniciativa de fazer a lista foi de Arruda e Regina Célia, e que seu nome teria sido usado para obrigar os funcionários da Prodasen a realizar o trabalho. Arruda nega, e renuncia pra se safar. Três dias depois, ACM também renuncia. Um ano depois ACM se reelege com o voto de 2,9 milhões de baianos. No mesmo ano Arruda foi candidato a deputado federal, tendo sido eleito como o mais votado do Distrito Federal e o mais votado do país em termos proporcionais. Um feito e tanto para alguém incriminado em algo tão sério, e ainda sem julgamento. Em 2003 o STF acabou rejeitando a denúncia e não houve punição dos senadores, nem da funcionária do Senado. Em outubro de 2006 Arruda foi eleito em 1º turno governador do Distrito Federal (pelo PFL, agora DEM), com pouco mais de 50% dos votos válidos.

No dia 27 de novembro de 2009, a Polícia Federal executou a Operação Caixa de Pandora, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência oficial do governador Arruda, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa. Foram apreendidos computadores, mídias e documentos, além de 30 mil dólares, 5 mil euros e 700 mil reais. No mesmo dia, o governador exonerou os envolvidos nas investigações, além de ter especulado que o desvio de recursos e a corrupção possam ter existido desde o governo anterior, de Joaquim Roriz. Mais uma vez o papel de vítima. Mais uma vez a paralisia da justiça, dos políticos e do povo. Precisou vir à tona um vídeo no qual Arruda aparece recebendo maços de dinheiro quando ainda era candidato, em 2006. Paralisia da justiça, dos políticos, mas desta vez os jovens resolveram agir: estudantes invadiram o prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal para exigir a renúncia do governador e do vice, Paulo Octávio (também envolvido nos escândalos). Outros manifestantes protestaram em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo distrital e do Tribunal de Justiça. Foram rechaçados pela polícia militar, que avançou pra cima deles com cavalos e cacetetes.


Quem deveria sair debaixo de cacetete não era o Governador?

Muitos dos que estiveram lá, e apanharam, e foram atropelados por cavalos, provavelmente não tinham idade pra votar em 2006. Muitos pagaram o preço por seus pais, amigos, desconhecidos que, anônima e levianamente colocaram um criminoso e tirano no mais alto cargo do estado para lhes representar.

E agora? Quem pedirá desculpas a esses "soldados" do front, verdadeiras buchas de canhão da (tardia) indignação popular?

Envergonhem-se, povo brasiliense, por trazer de volta ao galinheiro uma raposa (supostamente) arrependida.

Envergonhem-se, Comando da PM. Nem mesmo o respeito à hierarquia justifica cometer atrocidades contra o estado de direito. A liberdade de manifestação é legítima, desde que pacífica, e ainda mais quando os motivos são nobres. Juntem-se ao lado do cidadão de bem, que como vocês pagam impostos e sofrem com um serviço público de baixa qualidade porque o dinheiro é desviado pra encher banheiras e pagar propinas.

Envergonhe-se, partido dos "Democratas", por não agir com pulso firme e expulsar o governador da fileira do seu partido logo no início! E ainda tem a desfaçatez de dizer na TV (Jornal Nacional, ontem), através do seu líder José Agripino Maia, que ele foi um "bom governador". Como pode um homem que monta uma quadrilha ser um "bom governador"?

Confiar o poder a quem cometeu crimes pra obter o poder. Isso aconteceu na Alemanha. Isso aconteceu em Brasília. E pode se repetir, desta vez em todo o território nacional.


 
Política - publicado às 11:32 PM 99 comentários
O FILHO DO NAZISMO PARTE II
dom, 7 de fevereiro, 2010
 


Se não sou qualificado pra falar de política e direito por ter um blog espiritualista (como se espiritualidade não tivesse nada a ver com coisas do nosso dia-a-dia, como AÇÃO, ÉTICA, resistência, mostra de caráter e ESCOLHA DE LADOS) talvez as mentes mais obtusas, que se guiam por rótulos e por figuras de autoridade (e não pela reflexão e bom-senso) ouçam o jurista Ives Gandra Martins, autor de mais de 300 livros sobre Direito, com obras publicadas em 19 países:

Adorei a mensagem, simples, curta e direta. Até uma criança pode entender. Fica o recado, pra os que tiveram preguiça de ler o post sobre o nazismo e fazer um pequeno exercício mental de pra onde caminharemos se abdicarmos, pouco a pouco, de nossos direitos.


Nós não devemos olhar para trás, a menos que seja pra pegar lições úteis de erros passados,
e com o propósito de beneficiar-se com a experiência conseguida de modo tão caro

(George Washington)

Nunca ceder, nunca, nunca, nunca, nunca; em nada de grande ou pequeno, de importante ou insignificante.
Nunca ceder, a não ser aos princípios da honra e do bom senso.
Nunca concordar obrigado pela força, nunca ceder ante o poder aparentemente esmagador do inimigo

(Winston Churchill)


 
Política - publicado às 1:41 PM 294 comentários
SOBRE TOLICES IMPORTANTES
sex, 5 de fevereiro, 2010
 


Por Felipe


Ainda posso me lembrar de um tempo onde qualquer hora do dia era fim de tarde com cheiro de café e bolo de fubá fresquinho.
Tudo girava em torno de coisas tolas tão importantes! Já se perguntou alguma vez o que estamos fazendo com nossas vidas? Eu disse NOSSAS vidas!
Parece que esquecemos de sentir, cheirar, parar para olhar, parar para viver algo e se surpreender. Nada disso acontece mais de forma natural.
E por que não nos surpreendemos, nem sentimos, nem vivemos, nem cheiramos?
Por que esperamos demais, acomodados em expectativas que já vem enlatadas e totalmente fabricadas, com os conservantes da mais pura esquizofrenia social;
Presos à valores ridículos e insanos, que nem temos tempo de repensar, pois não se pode enxergar azul num mundo só de amarelo.
Vivemos no piloto automático sempre, fazendo só "o que deve ser feito", o que dá orgulho à sua família ou ao seu ciclo social ridículo e limitado, só para satisfazer essas expectativas pré-fabricadas e prontas para o consumo.
Nesse ponto já se esquece que nosso coração também tem voz, que podemos abandonar o caminho trilhado à qualquer momento, sem dever nada a ninguém e sem ater ao orgulho, que é um valor que destrói muitas almas.
Como disse a poetisa: "Lúcidos? São poucos"
Céus! Vejam quantos sonâmbulos andam nas calçadas; quantos mortos vivos dirigem seus veículos do ano;
Veja, veja com horror as pessoas de terno que correm apressadas pelas ruas, como quem corre num pesadelo, sem saber do que!
Conseguiram industrializar até a vida.
Já é tempo de ser lúcido. Não se submeta, acorde!


 
Pensamentos - publicado às 12:38 AM 75 comentários
GIBRAN: DESPEDIDA
ter, 2 de fevereiro, 2010
 


Carly Comando - Everyday

Vós não estais encerrados em vossos corpos, nem confinados em vossas casas ou campos.
O vosso ser habita sobre as montanhas e vagueia sobre o vento.
Não é uma coisa que rasteja ao Sol para se aquecer, ou escava buracos na escuridão para se proteger, mas é algo livre, um espírito que envolve a terra e se move no éter.

Se essas forem palavras vagas, nâo procurais esclarecê-las.
Vago e nebuloso é o começo de toda as coisas, mas não o seu fim.
E eu prefiro que vos lembreis de mim como de um começo.
A vida, e tudo que vive, é concebido na bruma, e não no cristal.
E quem sabe se o cristal não é a bruma em decomposição?

Ao lembrardes de mim, gostaria que lembrassem disso:
Aquilo em vós que parece mais fraco e perdido, é o mais forte e mais determinado.
Não foi vosso alento que construiu e solidificou a estrutura de vossos ossos?
E não foi o sonho que nenhum de vós lembra de ter sonhado, que construiu vossa cidade e modelado tudo o que está nela?
Pudésseis antes ver as marés dessa respiração, deixaríeis de ver tudo o mais, e pudésseis ouvir o murmúrio do sonho, deixaríeis de ouvir qualquer outro som.
Mas vós não vedes nem ouvis, e isso é bom.
O véu que tolda vossos olhos será levantado pelas mãos que o teceram.
E o barro que tapa vossos ouvidos será removido pelos dedos que o amassaram.
E então vereis.
Então ouvireis.
E todavia não lamentareis ter conhecido a cegueira, nem sentireis teres sido surdos.
Pois nesse dia conhecereis o propósito oculto de todas as coisas;
E abençoareis as trevas como abençoais a luz.


Adeus, povo de Orphalese.
Este dia já se foi.
Fecha-se sobre nós como o nenúfar sobre seu próprio amanhã.
O que foi-nos dado aqui, nós conservaremos.
E se não for o suficiente, mais e mais vezes estaremos juntos, e juntos estenderemos nossas mãos para o doador.
Não esqueçais que eu voltarei para vós.
Mais um curto momento, e minha saudade apanhará pó e espuma para outro corpo.
Mais um curto instante, um rápido momento de descanso sobre o vento, e outra mulher me conceberá.
Adeus para vós e para a juventude que vivi entre vós.
Foi apenas ontem que nos encontramos em um sonho.
Cantastes para mim em minha solidão, e eu construí, com vossa nostalgia, uma torre no céu.
Mas agora nosso sono se foi e nosso sonho desvaneceu, e já não é o alvorecer.
O pleno meio-dia está sobre nós, e nossa sonolência tornou-se dia pleno, e devemos nos separar.
Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos novamente, de novo conversaremos, e cantareis para mim uma canção mais profunda.
E se nossas mãos se encontrarem em outro sonho, construiremos outra torre no céu.

O profeta
Gibran Khalil Gibran


 
Holismo, Sufismo - publicado às 12:26 AM 19 comentários