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A (NÃO) TRADUÇÃO DOS LIVROS DE CHICO XAVIER
dom, 10 de janeiro, 2010
 


Já faz um tempo que eu me desgostei do espiritismo. Não do que se aprende na doutrina, mas na própria idéia de espiritISMO. Passei a achá-la desnecessária, e até mesmo contraproducente. Acredito até que podemos culpar o fracasso do espiritismo ao seu formato. Até hoje, se você é uma pessoa leiga sobre espiritismo, que vai num centro espírita (assustado, desconfiado) com com problema espiritual, pode sair de lá apenas com um passe e a recomendação de ler as obras de Kardec. Racionalmente falando é algo bom pro "paciente", afinal a leitura da doutrina é recomendável porque atua no senso crítico da pessoa, mas psicologicamente é de uma ineficiência grosseira. Se a mesma pessoa for num terreiro de umbanda ou numa igreja evangélica vai ter uma acolhida muito, muito mais intensa. E às vezes é só isso de que a pessoa precisa no momento. Espíritas EM GERAL, quanto mais imersos na doutrina, ficam frios, arrogantes (com verniz de humildade, claro) e pouco empáticos. As palestras são enfadonhas e a linguagem de 50 anos atrás é mais enfadonha ainda. Claro que existem as exceções, e palestrantes espíritas que são divertidos, didáticos e empatas. Esses fazem sucesso Brasil afora fazendo palestras, mas não podem sustentar sozinhos o entusiasmo das pessoas pelo espiritISMO.

Pra mim os verdadeiros espíritas permanecem invisíveis, mesclados na sociedade, ajudando ostensivamente em asilos, ONGs, hospitais e (por que não?) centros espíritas. Mas eles não estão trabalhando debaixo de alguma bandeira, dependendo de um formato, um ISMO (e essa é minha crítica, quanto ao ISMO). A doutrina é muito maior que isso, pois se baseia no cristianISMO (que também é muito maior que isso), que se baseia nos ensinamentos de um cara que foi maior que a Vida.

Eu participava há anos da lista espiritismo-br, mas saí de lá desgostoso, pois não havia DESENVOLVIMENTO do espiritismo, não era uma coisa em expansão. Não havia diálogo, idéias novas, apenas MOFO. Até que um cara apareceu e chutou o pau podre da barraca, que foi o Alamar Régis. A carta aberta dele ao Presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) sintetizou tudo o que eu estava experienciando ali, e pior: mostrou COMO os espíritas das mais diversas épocas, que tentaram desenvolver a doutrina, foram tratados pelos "espíritas" e pela Federação Espírita. Chico Xavier incluso. Não há um interesse em fazer uma espécie Livro dos Espíritos 2.0, aproveitando-se da internet pra recolher perguntas e respostas em escala planetária! Até onde sei as palavras de Kardec e dos espíritos não são sagradas, nem devem ser tomadas como dogmas. Como tudo na vida, é questão de interpretação e mentalidade da época. Até mesmo pra os mais fervorosos evangélicos é um pouco demais fazer holocausto de carneiro pra Deus, porque eles sabem que as tradições mudam com a mentalidade da época! Por que raios temos de calcificar nossa mente no séc. 19?

Agora vi mais um texto do Alamar. Transcrevo-o logo abaixo. Pra mim é a pá de cal na estrutura que engessa o "movimento" espírita há décadas. Mostra que Chico Xavier foi procurado por empresários norte-americanos pra publicar seus livros em inglês. E a FEB, que detinha o direito sobre os livros PORQUE CHICO DEU A ELES DE GRAÇA, não autorizou. Não tenho dúvida que, SE Chico Xavier fosse norte-americano, teria gente do mundo todo fazendo romarias aos EUA, como fazem os fãs de Elvis, que estaríamos devorando os livros dele como fazemos com Harry Potter e Senhor dos Anéis, teríamos os mais diversos filmes (e BONS filmes) feito a partir dos livros. Sem falar nos documentários e toda a promoção em torno da imagem dele que os norte-americanos são mestres em fazer. E talvez por isso mesmo Chico Xavier não nasceu lá, e sim no interior de Minas Gerais, feio, inseguro, simples. Mas uma coisa é certa: mesmo esse "capiau" sonhava em ver a doutrina florescer, ganhar o mundo. Não por ELE, mas pela MENSAGEM, pelo conforto que traz às almas das pessoas, e pra isso ele escreveu, e muito. Não sob a bandeira de um ISMO. Ele não nos trouxe uma codificação. Trouxe novelas (os romances), trouxe mensagens de parentes desencarnados, trouxe ânimo, trouxe consolo. Nada dos textos que ele trouxe se constitui A doutrina, mas a doutina está dentro dos textos, na linguagem e para as pessoas do SEU tempo, no formato do SEU tempo. E Chico se foi. O tempo passou. Qual o formato do NOSSO tempo?



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Espiritismo, Internacional - publicado às 11:57 AM 148 comentários
PACIENTES COM CÂNCER FAZEM TERAPIA COM FLORAIS
qui, 7 de janeiro, 2010
 


O Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), oferece aos pacientes com câncer um tratamento bem diferente a que estão acostumados. Aliada à medicina convencional, a terapia floral é utilizada na busca do equilíbrio emocional e melhor qualidade de vida dos pacientes.

Com a utilização de diversos sistemas florais totalizando 295 essências de flores silvestres, a especialista em terapia floral da UFPE Rosângela Vecchi, voluntária do HC, trata, não a doença, mas suas causas e reações emocionais manifestadas por ela. "Tenho que conhecer a história de vida do paciente, como ele reage à doença, os traumas, as dores físicas, mentais e emocionais. Só assim, escolho a essência adequada a cada um", explica. Essas essências são ligadas a quatro sistemas (Califórnia, Bach, Saint Germain e Pacífico) o último trabalha também os meridianos correspondentes a órgãos específicos do corpo.

No Serviço de Oncologia do HC, a terapia floral objetiva aliviar o sofrimento do paciente com qualquer tipo de câncer e em qualquer estágio. "São comuns desequilíbrios como medo exagerado, raiva, tristeza, ansiedade e desespero", elenca. O tratamento é feito por via oral e dura cerca de cinco meses, dependendo da situação de cada um. Os profissionais do setor também aderiram à prática. A técnica de enfermagem Maricesar Costa, está se tratando com florais há quatro meses para minimizar os efeitos da ansiedade. "A ansiedade me atrapalhava muito. Com os florais estou me sentindo bem melhor". conta.

A terapia floral foi criada pelo médico Edward Bach, na Inglaterra, em meados de 1930. É uma prática complementar integrativa que utiliza o princípio vibracional das flores silvestres onde o extrato de cada uma atua no indivíduo proporcionando qualidade necessária para promover o equilíbrio integral. A terapia parte do princípio de que o indivíduo adoece de forma integral em que os sinais e sintomas são sentidos nas esferas física, emocional e mental.

Projeto - O Departamento de Enfermagem da UFPE colocará em prática, em março, o projeto Práticas Integrativas e Complementares em Enfermagem (Pece). O objetivo é oferecer o serviço aos interessados em utilizar a terapia floral como instrumento terapêutico.

Resultados alcançados (relatos de pacientes)
Diminuição da percepção da dor
Tranquilidade interior
Bom sono
Melhoria da autoestima
Disposição no dia a dia
Diminuição dos efeitos desagradáveis da quimioterapia
Retorno à convivência familiar e social
Redução do quadro de ansiedade


Ler em espanhol (por Teresa)


 
Holismo, Internacional - publicado às 3:02 PM 13 comentários