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VIDEOGAMES PRA DESCARREGO
sáb, 26 de setembro, 2009
 


Entrevistado pelo jornal The Times da India, o líder budista Trinley Dorje, de 24 anos, deu uma interessante declaração sobre os videogames.

Segundo o monge - o único líder da religião reconhecido pelos governos da China, India e Tibete - seu interesse em jogos eletrônicos não o distancia de sua filosofia: "Eu vejo os games como uma terapia emocional mundana. Todos nós temos emoções, sejamos praticantes do budismo ou não. Todos sentem felicidade, tristeza e outros sentimentos, e precisamos lidar com eles quando afloram. Para mim pode ser um alívio, uma descompressão, jogar games. Se estou tendo sentimentos ou pensamentos negativos, posso descarregar essa energia dentro do contexto ilusional dos games. Me sinto melhor depois", disse.

Sobre a violência dos jogos, Dorje foi incisivo: "A agressividade que expresso nos games satisfaz qualquer desejo que eu tenha de expressar aquele sentimento", concluiu, sem especificar se joga Grand Theft Auto IV ou Viva Piñata.

Fonte: Omelete


 
Budismo, Geral - publicado às 10:31 PM 39 comentários
DEUS EXISTE?
ter, 22 de setembro, 2009
 


    Vangelis - 12 o'clock
Por Solius

O texto a seguir tem como proposta motivar o leitor a se iniciar em um estudo que, se desenvolvido de modo satisfatório, deverá trazer revelações que poderão mudar profundamente, e de modo positivo (assim esperamos), sua visão da realidade.

O que você faria se, por alguma razão, de repente passasse a ter certeza absoluta de que Deus é mesmo responsável por sua existência, estando Ele consciente de cada respiração? Certamente esta questão não se adequa a alguns, mas cada vez mais pessoas tendem a pensar que tal idéia não passa de mera impossibilidade.

Porém, a resposta à pergunta que intitula o presente texto é: sim. Os estudos dos metafísicos orientais e ocidentais não deveriam nos deixar dúvidas. Porém, nos deparamos com as tantas dificuldades características do período de decadência civilizacional pelo qual atualmente passamos. Sendo assim, muitos até se espantam quando é dito que o Ser Divino pode ser percebido, embora não possa ser conhecido (e muita confusão, inclusive, se faz entre estes dois pontos).

Como nos situamos no ocidente, que é alicerçado no cristianismo, vamos nos voltar para o trabalho de um de seus maiores expoentes, no intuito de demonstrarmos uma das tantas soluções para o problema: São Tomás de Aquino. Antes, porém, nos entreguemos um pouco às palavras de Chesterton, uma das mentes mais brilhantes do século passado:

"Assim como se pode considerar São Francisco o protótipo dos aspectos romanescos e emotivos da vida, assim Santo Tomás é o protótipo do seu aspecto racional, razão por que, em muitos aspectos, estes dois santos se completam. Um dos paradoxos da história é que cada geração é convertida pelo santo que se encontra mais em contradição com ela. E, assim como São Francisco se dirigia ao século XIX prosaico, assim Santo Tomás tem mensagem especial que dirigir à nossa geração, um tanto inclinada a descrer no valor da razão."

Pois bem, por apresentar certas ressalvas (as quais não nos cabe desenvolver aqui) em se analisar a questão sobre a existência de Deus aprioristicamente (como o fez Santo Anselmo em seu Argumento Ontológico), o aquinate partiu para uma análise a posteriori, ou seja, a partir de Seus efeitos, os quais podem ser observados no mundo sensível (que compreende o que nossos sentidos captam), tendo por base a filosofia aristotélica e platônica. Surgiram então as Cinco Vias para se chegar racionalmente à existência de Deus. O assunto já foi tratado aqui no site, mas sua repercussão (e em 7 comentários apenas) parece nos indicar algumas dificuldades. Sendo assim, por sugestão de meu amigo Acid, resolvi investir na tentativa de torná-lo um pouco mais acessível, com uma linguagem simplificada que inclui a inserção de alguns exemplos, além de conclusões apresentadas num trabalho do Mário Ferreira dos Santos (talvez o maior filósofo já nascido em nosso país) devidamente referenciado após o texto, objetivo que espero ter atingido.

Sem mais delongas, passemos ao estudo das vias para o conhecimento do Supremo.


1ª Via: o movimento

Podemos dividir esta via em duas partes:

A primeira nos faz perceber que todas as coisas se movimentam, e isto se dá porque são movidas por um motor. Imaginemos uma rede estufada após uma falta bem batida pelo melhor cobrador do seu time de futebol. A rede recebe o movimento da bola, que por sua vez recebe o movimento e a capacidade de balançar a rede, dos pés do jogador.

Os pés são então os responsáveis pela execução de todos os movimentos da pequena série apresentada: pelo movimento da bola e em seguida da rede. Vemos ainda que a bola, por sua vez, atua no movimento da rede. Mas notemos que esta, como todos os anteriores, não possui a capacidade de se mover por si. Para isto, teria que ter a capacidade de ser, ao mesmo tempo, motor e móvel sob um mesmo aspecto, o que é absurdo (tomemos a bola como exemplo: ela teria que ser capaz de promover por si o seu movimento em direção à rede, e ao mesmo tempo não ser capaz, para poder receber este mesmo movimento a partir do repouso).

Passemos então para a segunda parte. A rede foi movida pela bola, que recebeu seu movimento pelo pé, que se moveu pela vontade do jogador, e assim sucessivamente. Porém é necessário que esta série encontre um fim. Mas por qual razão? Sem este não haveria movimento, já que o de cada um dos membros da série depende de um anterior. Temos então que conceber, necessariamente, um motor imóvel. E o que possui tal natureza? Algo que tenha uma atividade que se estenda a todas as coisas que movem e são movidas, ao qual elas estejam subordinadas, e que seja ato puro (já que está imóvel, mas tem a capacidade de ser motor), o que inclui suas implicações, como a imutabilidade e a eternidade, que nos remete à perfeição plena: Deus.


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Cristianismo, Internacional - publicado às 12:41 PM 743 comentários
O NOVO SEMPRE VEM... (E VAI)
qui, 17 de setembro, 2009
 


Gostaria de compartilhar uma imagem que anda ocupando minhas reflexões ultimamente, já que está no desktop do meu computador.

Os detalhes são interessantíssimos, e seus contrastes suscitam vários paralelos que não vou ficar mencionando pra não dirigir suas próprias divagações. Vale a pena ver a imagem em tamanho grande, que foi capturada por Thery_lg no Flickr.


 
Geral - publicado às 1:55 PM 38 comentários
JESUS, DE PROFETA A ENCARNAÇÃO DE DEUS
sex, 11 de setembro, 2009
 


Por Shaka Kama-Hari


A figura religiosa de Jesus não se conteve apenas ao cristianismo, expandindo-se por todas as religiões do mundo. Seus ensinamentos muitas vezes são mais importantes que sua própria pessoa. Sendo reconhecido desde um simples profeta até uma encarnação de Deus, Jesus está envolvido dentro da doutrina das diversas religiões. Visto que tanto a vida do santo quanto sua ideologia toca profundamente a mente de cada ser humano, é impossível não deixar se influenciar pela mensagem de Jesus, mesmo não acreditando na sua santidade; até porque, antes de ser voltada para a vida após a morte, os ensinamentos do Cristo são voltados para a caminhada do ser humano ainda em vida.


Jesus no Judaísmo

A maioria dos judeus vê Jesus como um transgressor da lei e um dos vários revolucionários da época que contestaram a ordem social como Menahem ben Judah e Simão bar Kokhba e que foram condenados à morte pelo Império Romano. Muitos contestam o caráter messiânico de Jesus, visto que ele não cumpriu algumas profecias para os judeus, dentre as quais a que fala que o Messias só viria após a construção do terceiro templo de Jerusalém (visto que o segundo foi destruído pelos romanos). Para os judeus, Jesus não ressuscitou, uma vez que, segundo eles, os discípulos roubaram o corpo do túmulo enquanto os soldados dormiam, e espalharam a notícia da ressurreição.

Outro fator de crítica é a mitificação de Jesus, vista pelos judeus como uma paganização do judaísmo, onde Jesus tornou-se um deus pagão dentro da crença judaica. Já outros judeus vêem a figura de Jesus como sendo mais um dos profetas enviados por Deus para restaurar o judaísmo, corrompido pelos pagãos. Entretanto, há um ramo do Judaísmo que reconhece em Jesus o tão esperado Messias. Esse ramo é chamado Judaísmo Messiânico. Os judeus messiânicos reconhecem a figura de Jesus como o Messias judeu, mas observam todos os preceitos da doutrina judaica. Entretanto, o governo de Israel não os reconhecem como uma seita judaica, classificando-os como cristãos.


Jesus no Islamismo


    Maomé ora com Abraão, Jesus e Moisés
No Islã, Jesus toma um papel fundamental no plano de Deus para os homens. Ao elaborar a doutrina Islâmica, Mohammed incluiu aspectos do Judaísmo, Cristianismo e Zoroastrismo, visto que Meca - cidade onde ele vivia - era um ponto comercial, o que também fazia da cidade um pólo cultural. Assim, entrando em contato com diversas ideologias, Mohammed elaborou os preceitos do Islã. Um desses preceitos diz relação aos profetas, os enviados de Deus: Mohammed traçou uma linhagem profética que começava com Adão e terminava nele. A maioria dos profetas do Islã são judeus, como Moisés, Elias, João Batista e o próprio Jesus. Jesus no Islã é tido como um dos mais importantes profetas, rivalizando com Mohammed. Segundo o Islã, Jesus é muçulmano. A prova disso está nos evangelhos, quando Jesus pede que seja feita a vontade de Deus, não a dele. Uma vez renunciando a vontade humana para se submeter à vontade de Deus, a pessoa é tida como muçulmana.

Dependendo do ramo Islâmico, Jesus é mais que um profeta: ele é tido como o Messias. Para o ramo Xiita Jesus não é o Messias, visto que o Messias ainda viria, como dizem os judeus. Jesus seria apenas mais um dos profetas que Deus enviou. Já para o ramo Sunita Jesus, além de profeta, é o Messias que Deus enviou, e que no fim dos tempos voltará para que ocorra o Juízo Final. Entretanto, os muçulmanos como um todo não acreditam na ligação divina entre Deus e Jesus, vendo no dogma da trindade uma criação da Igreja, inspirada em tradições pagãs.

Em vários trechos do Alcorão Jesus é citado como sendo um grande mensageiro de Deus. A seita Sufi dos Dervixes chama Jesus de "Seiydna Issa", o Senhor Jesus, uma expressão não ligada à filiação divina de Jesus, mas à autoridade que vem de seus ensinamentos, transformando-o num porta-voz de Deus.

A seita Islâmica dos Ahmadis prega que Jesus não morreu na cruz, sendo Judas condenado em lugar do Mestre, haja visto as condições quase que impossíveis para a condenação de Jesus, devido a uma acusação sem fundamentos dos sacerdotes, o que impossibilitaria a aplicação da pena de morte.


Jesus no Budismo

O budismo, como vimos, influenciou a ideologia de Jesus, a ponto dos ensinamentos de Jesus serem comparados aos de Siddhartha. Sob o ponto de vista budista Jesus é um ser Iluminado, um Buda, assim como ele é tido como o Cristo (ungido por Deus) pelos cristãos. Algumas correntes budistas defendem que ele estudou com monges durante sua juventude, construindo a base para os seus futuros ensinamentos, dada a similaridade da sua mensagem com a do Budismo. Outro fato que os budistas defendem é o caráter meditativo de Jesus que, assim como Buda, se retirava frequentemente para meditar. Este ato tão simples é uma característica das religiões orientais, visto que no Judaísmo geralmente as pessoas iam para a sinagoga orar a Deus. Segundo os budistas, assim como Siddhartha, numa dessas meditações Jesus atingiu a Iluminação, tornando-se um Buda, após vencer o demônio (o opositor) no deserto.

Como vimos, existem representações de um Buda como sendo o "Bom Pastor". Como o Buda histórico não possui nenhuma ligação simbólica neste sentido, é certeza que os monges budistas cultuavam Jesus como um Buda. Algumas escolas budistas estudam os ensinamentos de Jesus juntamente com os de Buda, visto que a meta de ambos era remover os obstáculos da vida espiritual dos homens. Atualmente tenta-se encontrar um ponto em comum entre a espiritualidade cristã e a budista, o que está gerando uma campanha ecumênica pelo mundo.


Jesus no Hinduísmo

No Hinduísmo Jesus tem uma visão mais ampla dentro da doutrina. Várias correntes hindus aceitam a figura de Jesus como sendo um Avatar, encarnação de Deus na Terra. Similar ao que acreditam os budistas, para os hindus Jesus também foi um iniciado na filosofia Védica. Para muitos hindus Jesus é uma das encarnações de Vishnu, a segunda pessoa da Trindade hinduísta. Especialmente para o movimento Hare Krishna - devido ao seu caráter ecumênico - Jesus é uma manifestação direta de Krishna (Deus), que envia um mensageiro para cada povo, afim de que nenhuma parte do mundo fique sem a Sua mensagem. Assim, Jesus é um dos enviados de Krishna para cumprir Sua mensagem pelo mundo. Uma das provas alegadas disso é o caráter biográfico muito próximo entre Krishna e Jesus, e principalmente os ensinamentos, que muitas vezes possuem trechos idênticos.

Vários aspectos e simbolismos da crença cristã, como o batismo nas águas do Jordão feito por João Batista e Jesus, segundos os hindus, é prova que tanto João quanto Jesus praticavam rituais de purificação védicos, visto que no Judaísmo este tipo de ritual não existia, sendo ele característico da religião hindu, onde até hoje vários peregrinos vão se banhar nas águas do Ganges para se purificar. Outras características, como rituais do fogo, o caráter trinitário do cristianismo e o dogma da encarnação são indícios de que o cristianismo foi influenciado pelo hinduísmo.


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Cristianismo, Internacional - publicado às 8:09 PM 87 comentários
PELA LUZ DOS OLHOS MEUS
qua, 9 de setembro, 2009
 


    Sheila Chandra - Tomorrow Never Knows


Por Isabela Bisconcini

Temos falado nos últimos artigos, sobre o olhar com que nos vemos e as coisas que chegam até nós magnetizadas a partir desta visão, desta imagem, que trazemos de nós mesmos. Isso não é consciente na maioria das vezes, mas é uma sensação velha e familiar que envolve um olhar para si mesmo. Falamos ainda que ao buscar um oráculo, no fundo, buscamos ser vistos através de um olhar que seja mais amplo do que eu me vejo, e que me abra possibilidades, que me tire dos meus costumeiros limites. Águias enxergam de cima, não é mesmo? Os olhos de um oráculo são olhos de quem vê do alto, de quem voa longe.

Houve um tempo (e ainda hoje dentro da medicina tibetana isso existe) em que os médicos se reportavam ao oráculo para uma visão mais acurada do que estava acontecendo num caso; havia uma continuidade entre o olhar curativo e o olhar que busca ganhar dados sobre uma situação através de um ponto de vista mais amplo (que um oráculo possibilita), numa cultura em que o curador (o médico) e o xamã (o que enxerga além), muitas vezes, são a mesma pessoa.

Lembro-me das conversas que já tive com Lama Gangchen e de como ele nos olha profundamente dentro dos olhos, escaneando-nos, tim tim por tim tim, enquanto conversamos. De fato, é preciso estar no coração para sustentar confortavelmente a penetração do olhar dele. Não há nada que ele não veja nesse momento. Como lente 360 º graus ele vê tudo e bem do alto. Mas, alto, neste caso, não significa distância, tão pouco frieza. Significa Verdade. Com um olhar que tem a profundidade da Verdade e abertura do Amor. Pois apesar de enxergar tudo, é um olhar que não julga, não recrimina e não condena. É um olhar de amor. Um olhar de paz.

Diz-se muitas vezes que a pessoa "não teve coragem de nos olhar nos olhos"... e que "os olhos são o espelho da alma"; do coração. Muitas vezes a força é medida pelo olhar, por quem sustenta o olhar firme.

Mas para além da força, aqui interessa falar do olhar que abre possibilidades, olhar que faz crescer, o olhar que cura. Há muitos olhares que abrem caminhos em nossas vidas. Como diz Elisabete Lepera: "É pelo olhar da mãe que um filho anda. É o olhar dela que o sustenta nos primeiros passos, acompanhando-o e fazendo um chão onde ele pisa".

O olhar do terapeuta é o detentor das possibilidades positivas do cliente. O terapeuta é o guardião das possibilidades de cura do cliente, na medida em que está vendo o lado mais maduro dele, o lado que se engaja num projeto de ser feliz. O terapeuta sustenta esta visão enquanto o cliente ainda não vê o que está sendo dito.


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Budismo - publicado às 8:00 PM 21 comentários