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BAHÁ'U'LLÁH E A UNIDADE DA CONSCIÊNCIA
seg, 29 de junho, 2009
 


Por Rafael Vilaça

Todos devem abandonar os preconceitos e devem mesmo frequentar as igrejas, mesquitas e templos uns dos outros, pois em todos esses lugares de adoração menciona-se o Nome de Deus. Já que todos se reúnem para adorar a Deus, qual a diferença?
(Abdu'l-Bahá - A Estrela do Leste)




Em 1844 o mundo recebe mais um Mensageiro de Deus, Mírzá Husayn'Ali, intitulado Bahá'u'lláh, a Glória de Deus. Neste ano o profeta atingiu a consciência da sua missão a passou a difundir a nova mensagem de Deus para o mundo. Sua mensagem tem um conteúdo muito profundo e avançado até para os dias de hoje, uma vez que, em pleno Século XIX, ninguém pensava no ecumenismo de um modo tão concreto a ponto de sintetizar todas as religiões numa só doutrina. Mesmo com os diversos estudos acerca do assunto, ninguém até hoje consegue superar as definições e meditações de Bahá'u'lláh, o que realmente lhe faz jus ao título de Profeta dos novos tempos.

A principal característica dos ensinamentos de Baha'u'lláh é o caráter de ecumenismo. Junto com ele vem a explicação para o entendimento desse ponto: A Revelação Progressiva. Para Bahá'u'lláh a mensagem de Deus é progressiva, ou seja, ela é contínua, onde de tempos em tempos uma nação recebe um mensageiro e uma mensagem específica para o povo.


Ó povo! As palavras são reveladas segundo a capacidade, de modo que os principiantes possam fazer progresso. O leite deve ser dado segundo a medida, a fim de que a criancinha deste mundo, possa entrar no Reino da Grandeza e estabelecer-se na Corte da Unidade
(Bahá'u'lláh - Epístola ao Filho do Lobo)


Para quem não conhece a fundo os ensinamentos das demais religiões ou só conhece a sua religião, jamais imaginaria que diversos ensinamentos sejam comuns às religiões e mais, que elas "profetizem" a vinda de outras. Vejam esses ensinamentos e compare-os:


Eu sou a luz, que está acima de todos. Eu sou o Todo. O Todo saiu de mim, e o Todo voltou a mim. Rachai a madeira - lá estou eu. Erguei a pedra - lá me achareis
(Jesus - Evangelho de Tomé)

Sou a fonte original de todos os universos materiais e espirituais. O Todo emana de Mim. Quem tem consciência disso ocupa-se em Me servir com amor e devoção
(Krishna - Bhagavad Gita)

Ou então:

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
(Jesus - Evangelho de Mateus)

E quando dois grupos de fiéis combaterem entre si, reconciliai-os, então. E se um grupo provocar outro, combatei o provocador, até que se cumpram os desígnios de Deus. Se porém, se cumprirem (os desígnios), então reconciliai-os eqüitativamente e sede equânimes, porque Deus aprecia os que agem com justiça
(Mohammed - Alcorão)


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Holismo - publicado às 12:46 PM 105 comentários
REAPRENDENDO A AMAR
sex, 26 de junho, 2009
 


Por Felipe Cavalcanti

    Radiohead - The bends
Nós nunca amamos uma pessoa pelo o que ela realmente é. Amamos alguém pelo aquilo que ela representa para nós. Isso rege todas as relações afetivas humanas. Um filho vai ser sempre um filho. A mãe sempre irá apoiá-lo, mesmo que seu filho seja um assassino, um estuprador, ela irá levar uma marmita para ele na prisão sempre q puder. Ninguém deixa de ser filho.

Quando uma mulher diz amar seu namorado, não está mentindo, ela realmente ama seu namorado. Mas é como se ela amasse o personagem, e não o ator. Após o fim do namoro, você continua a mesma pessoa, os mesmos defeitos, as mesmas qualidades, mas agora você não é mais o namorado. Seu papel mudou. Agora você é o ex. O cargo de protagonista deverá ser ocupado por outra pessoa, e muitos se ofenderam, "como ela é capaz de trocar de namorado tão depressa." Mas ela nunca trocou de namorado. Apenas trocou de ator. Seu imaginário de como é e como deve agir um namorado é o mesmo, e é exatamente isso o que irá regir as comparações e o possível êxito do namoro. As pessoas não mudam. Temos a impressão de vê-las mudando, porque alteramos o papel que ela representava em nossas vidas. É como andar pra trás e ver uma pessoa ficando pequena a medida que caminhamos.

Na psicanálise, é comum ouvimos a expressão "ato falho", quando alguém diz uma palavra querendo dizer outra, acidentalmente. É comum no início de um relacionamento alguém chamar o novo parceiro pelo nome do antigo. Isso normalmente gera um mal estar terrível, e é visto como um péssimo sinal. Pelo contrário, é um ótimo sinal. Significa que você está assumindo o papel ocupado por outra pessoa: ela está aprendendo a te amar e te ver como um namorado. O cérebro ainda está se acostumando com a troca de atores, assim como demoramos um pouco para associar o papel de 007 com o rosto de Daniel Craig, e não com o de Pierce Brosnan.

O que essa percepção altera em nosso modo de ver o mundo? Passamos a ser mais tolerantes com as atitudes alheias, a criar menos expectativas fantasiosas. Precisamos desaprender o que a Disney nos ensinou durante toda nossa infância, recriar toda nossa percepção do que é o amor. O amor pela pessoa em si seria um amor eterno, e por isso mesmo, irreal. Devemos aceitar que o amor vai e ver, e o papel de parceiro amoroso será desempenhado por vários atores durante nossa vida e na vida dos outros, por mais doloroso que isso possa ser às vezes.


 
Pensamentos - publicado às 10:07 PM 47 comentários
CONHECIMENTO, VERDADE E SABEDORIA
ter, 23 de junho, 2009
 


Por Caio Garrido

Na busca do conhecimento o ser humano se envolve e se enreda numa gama estreita de soluções, previsões e vacilos.

Muito se questiona sobre o que é mais importante ou útil nos dias de hoje, o Conhecimento ou a Sabedoria? Essa dialética nos leva a um desdobramento utilitário para nós mesmos no dia a dia. Como seria isso? Nós usamos como carta coringa no nosso coloquialismo cotidiano a arma que mais for conveniente ao nosso momento, ou seja, se o Conhecimento nos é apresentado como dignificado de Verdade e significado para enfrentar uma dinâmica ou acontecimento difícil na nossa vida, usamos o Conhecimento e acreditamos que ele seja a solução dos problemas. Agora se em determinado momento a questão da Sabedoria, implícita nos pontos intuitivos de nossa mente se apresenta como solução imediata, imediatamente descartamos o Conhecimento como base evolutiva e acreditamos que a Sabedoria seja a Verdade sábia.

Na busca de um questionamento verídico sobre o assunto, muitos filósofos pontuam um posicionamento sobre o assunto. Um deles, o filósofo Luís Felipe Pondé, apresenta em suas palestras e articulações uma restauração muito clara de um Mito que toma conta da sociedade Pós-Moderna de hoje: ele fala na Utopia Moderna da busca do conhecimento, e que o homem de hoje vive o luto dessa utopia, e usa como exemplo o Mito da Torre de Babel.

Através do conhecimento, da ciência e de seus "refratários", a própria Busca se emoldura em uma sensação de eterna falta, pois as coisas vão tomando tal forma que os conteúdos conhecidos abstraídos na busca do conhecimento se tornam incoerentes entre si. A busca pelo conhecimento e o próprio conhecimento em si mesmo, a chamada "Arte pela Arte", incorpora um "playground" interno, é como se fosse uma brincadeira de criança, uma dança com as palavras, com os conceitos.

A Sabedoria parece apresentar um diamagnetismo, isto é, parece repelir um pouco essa tentativa consciente de busca da Verdade pelo Conhecimento. Isso se desenha e é revelado pelo que e por onde as pessoas buscam a obtenção da sabedoria. Procuram buscar a sabedoria de diversas e intensas formas como a Meditação e outros terrenos ardilosos. Já tive provas suficientemente concretas de que é possível obter benefícios e obter transformações na própria vida através do rescaldo da meditação profunda e transcendental, mas como tudo na vida, se não há um regar da paisagem estética da mudança interna, a mudança não se sustenta. Assim como numa Análise Psicanalítica a mudança só se sustenta por via de uma verdade interna profunda reestabelecida inconscientemente e com uma postura pró-ativa de se sustentar a "evolução".

O homem parece ter uma oportunidade ou mesmo uma utopia, que advém de que, como ser vivente que estabelece uma dialética paulatina com a própria Vida, é o único tipo de vida aparentemente sustentável no Universo (aquela parte do Universo que conhecemos), que pode tentar entender e buscar o significado da própria Vida. A chamada autoconsciência.

Será isso Verdade ou somos apenas cobaias do Universo? rs...


 
Filosofia, Pensamentos - publicado às 12:19 PM 30 comentários
PREVENDO O FUTURO
dom, 21 de junho, 2009
 


Por Eduardo Marques

    Joan Baez - Suzanne
O acidente do vôo 447 da Air France tomou conta dos noticiários globais nos últimos dois dias. Como em todo grande acidente, depois da comoção sempre aparece alguém que diz ter tido sonhos premonitórios sobre o evento ocorrido. Porém, neste caso ocorreu o inverso e graças ao advento da Internet colaborativa, onde a pessoa interage e cria conteúdo, ficou registrado em um tópico de uma comunidade sobre Ufologia e Espiritualidade do Orkut o sonho de um usuário. No post de 29 de maio o mesmo afirmou ter tido um sonho onde um avião da Air France caía no mar. Vale lembrar que o acidente ocorreu na madrugada do dia 31 de maio.

Isso me fez refletir sobre a nossa percepção de tempo. Sem cair no critério de se o caso ilustra ou não um exemplo real de sonho premonitório, me coloquei a pensar em como explicar o fenômeno através de uma dedução lógica.

Para mim o tempo não funciona numa linha linear de passado, presente e futuro. Funciona de forma constante e em sincronia. Ao ver desse modo, é possível sim você conseguir ter premonições. Veja o exemplo...

Tudo funciona em sincronia. Olhe o nosso organismo! Ao me ferir com um corte, cada célula trabalha isoladamente para se regenerar. Este fato desencadeia uma onda de ações de outras células que complementam a primeira e produzem as nossas reações de recuperação. Há uma linha de tempo de recuperação, mas as ações são constantes. Um exemplo similar seria o que ocorre quando os planetas do nosso sistema solar completam suas órbitas para manterem o equilíbrio gravitacional que torna a vida possível na Terra. Cada um faz a sua órbita, mas ao entender os seus trajetos, conseguimos prever eclipses e alinhamentos no percurso.

Com o tempo não deve ser diferente. Todos nós fazemos parte de um sistema que funciona em sincronia. Apesar de o nosso livre-arbítrio nos dar "liberdade" para criar nosso destino, este não deve se distanciar muito de uma linha padrão de comportamentos. Sendo assim possível para algumas pessoas conseguir ver ou pressentir o "futuro".

O fato de algumas pessoas conseguirem prever o futuro nada tem haver com misticismo ou magia, de crer ou não crer e sim com entender como as coisas funcionam.

Veja aqui a "previsão" postada no Orkut.

Dado interessante: Após a divulgação da previsão, a humilde comunidade passou de 500 para mais de 7.000 pessoas em 48h.


Referência: Tempo;
Tempo e dimensões;
Falha na Matrix faz apostador ganhar na megasena


 
Metafísica - publicado às 1:23 PM 60 comentários
7 ANOS DO SAINDO DA MATRIX
sáb, 20 de junho, 2009
 


O blog, que nasceu em meio a uma tormenta, renasce agora - sete anos depois - para uma nova fase, despido de idéias e pretensões, para que os leitores preencham o espaço vazio. Parabéns a vocês, que fazem (cada vez mais) o Saindo da Matrix.


 
Geral - publicado às 12:12 AM 45 comentários
INFOGRÁFICO DAS RELIGIÕES
qui, 18 de junho, 2009
 


Por Rafael Gomes Moraes
(Texto adaptado do livro "Jesus e sua doutrina", de A. Laterre, editora Madras)

Visualize por um momento, você, como um benévolo missionário, em expedição por terras distantes com o objetivo de disseminar a boa-nova de seu culto. Chegando a certo ponto, se vê diante de uma tribo de selvagens que cultuam e prestam homenagens a uma entidade abstrata, que é considerada Superior e Criadora do tudo.

Essa entidade, ou o Deus desta tribo é representado por um boneco de barro ordenado envolto a um templo rude, onde seus seguidores se mostram em êxtase ao som de batuque e ataques coletivos de histeria ao ouvir a mensagem do líder espiritual da tribo.
O que fará você, caro amigo missionário?

Certamente procurará com tempo e jeito, persuadir com fundamentos ideológicos a necessidade de evoluir um conceito primitivo a uma filosofia mais moderna, no caso, seu Deus, seja Jeová, Buda, Alá, Cristo ou o Monstro do Espaguete Voador.

É possível, com o tempo, que a tribo se convença do quão estúpido era a adoração daquele boneco de barro e adote o símbolo do missionário.

Admitamos, também, que ao longo do tempo, missionários de seu mesmo credo ou de diferentes, adentre e ensine com intervalos de tempo suficiente para que o pensamento de Deus verdadeiro se enraíze entre um missionário e outro na mente dos pobres selvagens.

O que acontecerá?

Ficará evidente, ao cabo de alguns anos, até mesmo séculos, que essa tribo que foi doutrinada pelo primeiro missionário (você!) sofrerá tamanhas revoluções na concepção do Deus proclamado que não mais será Um Deus, e sim vários Deus em uma filosofia de múltiplas interpretações.

Consideremos também, que em algum ponto da história das revoluções desta tribo, uma alma ou um grupo se tenha mantido fiel à doutrina de sua geração e tenha ensinado ela rigorosamente para seus filhos. O que acontecerá é que este grupo serão os fundamentalistas opositores das mudanças naturais que o tempo nos aguarda.

É, pois então, inquestionável, que essa variação natural do modo de conceber o "Deus único e verdadeiro" gere várias exegeses e conseqüentemente cismas por dividir o próprio Deus único em vários cultos e seitas inimigas, a ponto de se odiarem de morte.

Assim foi a gênese de todas religiões, mostrando evidentemente que religiões são reflexo de cismas e multiplicidade ideológica, não de um consenso unânime, mesmo aceitando que haja apenas Um Deus.

São tão variáveis as concepções de Deus único que os antropólogos tiveram que ordená-los em grupos para estudá-los. O Deus único e "verdadeiro" é representado em 5 grupos distintos e ao mesmo tempo complementares:

1. Deus como Entidade / Ser.
2. Deus como Substância.
3. Deus como Energia.
4. Deus como Fenômenos naturais.
5. Deus como Fenômenos psicológicos.

Do ponto de vista histórico critico, Deus como Fenômenos Psicológicos se mostra mais compreensível para entender as múltiplas exegeses. Esta premissa analítica também sofre com a divisão de sua concepção, já que por um lado há quem defender Deus como uma criação arbitrária humana (Ateísmo), e os que defendem que Deus é um fenômeno espontâneo da psique no desenvolvimento intelectual das comunidades primitivas. (ex: Psicanálise Junguiana).

Abaixo mostro um infográfico de minha autoria, e nele se encontra a relação entre as várias religiões do mundo. Estou sujeito a erros. Não tenho a pretensão de dizer que este infográfico é a verdade. Até o momento presente de meus estudos, estas são as melhores ligações que avaliei.


Referência:
História das Religiões, de Filoramo, Giovanni, Massenzio, Marcello, Scarpi, Paolo, Raveri, Massimo;
Tratado de História das Religiões, de Mircea Eliade;
As Máscaras de Deus, de Joseph Campbell;
Filosofias da Índia, de Heinrich Zimmer;
Uma História de Deus, de Karen Armstrong;
Cronologia da História do Mundo


 
Filosofia, Holismo - publicado às 12:35 PM 43 comentários
UMA DIRETRIZ PARA REFLEXÕES
seg, 15 de junho, 2009
 


Por Pedro M. C.

    Jean Michel Jarre - Fishing Junks at sunset
Assisti uma mensagem no computador uma vez que terminava com a seguinte frase "Mil fibras nos conectam com as outras pessoas e por essas fibras nossas ações vão como causas e voltam para nós como efeitos". Acho que é uma boa ilustração para esse post.


CARMA / KARMA

A lei da ação e reação - "o que vai, volta" - seria uma lei punitiva ou uma lei conciliadora?

A minha hipótese é de que ela apenas concilia os distúrbios que geramos no universo - mantendo-o em equilíbrio.

Vamos pensar...

Temos o livre-arbítrio para fazermos o que quisermos, assim como todo mundo. Porém, nossa liberdade é acompanhada por uma responsabilidade pessoal, a partir do momento que gera reações dos demais e do meio em que vivemos - que também são livres. Nesse sentido, podemos nos comparar como fazendo parte de um grande "mecanismo", que se auto-regula.

Quando fazemos escolhas egoístas, pensando que estamos nos beneficiando, podemos nos enganar. Nossa visão pode estar limitada e no imediato.

Reflita sobre o seguinte:
1- O que chamo de "eu"?
2- Qual é a extensão e complexidade das minhas relações?
3- O que é realmente o melhor para mim?

Só saberei o que é melhor para mim, quando discernir ou tomar consciência de quem sou e qual o poder e extensão das minhas relações e atitudes. E, mediante essa reflexão, verei que na verdade posso estar fazendo coisas contra minha própria natureza (mais ampla do que antes pensava).

Não sei se algum de vocês já viu em desenhos animados, quando o personagem lança uma bola muito forte e ela gira ao redor do mundo e geralmente acerta na bunda dele mesmo. É tipo isso, só que em idas e vindas muito mais complexas, envolvendo muito mais variantes.

Nesse sentido entramos no assunto controverso dos conceitos de amparar e obsediar.


GUIAS E OBSESSORES

Primeiramente - refletindo por esse prisma - guias ou obsessores, antes de seres "imateriais", somos nós mesmos.

E, não raro, constataremos que, além dos nossos amparadores, nossos obsessediadores - seja de quais origens - são verdadeiros treinadores para a evolução. Isso pois eles geram campo para o autoconhecimento, nos mostrando nossas próprias dificuldades. Nos propiciam inclusive uma janela para condicionamentos e "manifestações inconscientes" (autocorrupções).


Se queres demonstrar como queres ser tratado, trata desta forma primeiro aos demais
(Confúcio)


Avaliando nossas intenções/ações, com base na velha máxima do Confúcio, nós podemos entender quais desses papéis tendemos a assumir.

A lei kármica, nos mostra a evolução na convivência, nos mostra que somos treinadores uns dos outros. Ela nos ensina a dançar conforme a música e, assim, atingir uma harmonia.


Cabe então mais umas perguntas:
1- O que tenho aprendido com as facilidades e os reverses da vida?
2- Quais erros são ainda recorrentes?
3- Estou exaltando a maturidade ou a imaturidade no meio em que eu existo?
4- Quais são as minhas qualidades de amparador e os meus defeitos de obsessor?
5- Somos - cada um e em muitos pontos - responsáveis por todos?
6- A evolução reverbera?

7- O que é verdadeiramente melhor para a gente, não seria o que é melhor para todos também?

E para finalizar: Não seriamos antes de tudo auto-amparadores e auto-obssediadores?

Obs.: É natural e sadio que pensemos sempre em nosso bem, afinal, não se esqueça que antes de oferecer algo a alguém, você precisa tê-lo para si mesmo. E nisso incluem sentimentos, energias, tempo e bens materiais. Todavia, essa lógica é muito diferente do egocêntrismo e do egoísmo.


Eis um texto que abri - sincronicamente - sobre o assunto, enquanto escrevia esse post:

De Tao veio o Um.
Do Um veio o Dois.
Do Dois veio o Três.
E o Três gerou os Muitos.
Toda a vida surgiu da Treva
E demanda a Luz.
A essência da vida engendra
A harmonia das duas forças.
Nenhum homem quer ser solitário
Abandonado e insignificante.
Reis e príncipes se dizem ser assim
Porque sabem do mistério:
Que o inconspícuo será exaltado
E o importante decairá.
Por isto, ensino também eu
O que outros ensinavam:
Quem age egoicamente
Está morto
Antes de morrer.
É este o ponto de partida da minha filosofia.
Tao Te Ching


O caminho não deve ser deixado por um instante. Se pudesse ser deixado, não seria o caminho
(Zi Si)

O importante não é chegar em casa no fim do dia e pensar "Hoje não fiz nada de mal" e sim "Hoje eu pude fazer o bem."


 
Holismo, Metafísica, Taoísmo - publicado às 1:44 PM 64 comentários
SABEDORIA DAS LEIS ETERNAS
sex, 12 de junho, 2009
 


Este é um breve resumo do livro "Sabedoria das Leis Eternas", de Mário Ferreira dos Santos, que não substitui em nada sua leitura (e estudo). Está aqui apenas para conhecimento da obra


Por Solius

    Kate Bush - Wuthering Heights
Segundo os pitagóricos, tudo, no nosso contexto, é regido por dez leis, cada uma representada por um número respectivo, as quais eles denominavam "Mãe de Todas as Coisas". O estudo das mesmas permite um melhor entendimento sobre a natureza das coisas, dos seres, dos eventos que compõem o mundo em que vivemos. A partir daí, é possível ainda se chegar a inúmeros enunciados, tomando-se por base a combinação dos significados, conforme veremos mais adiante.

As leis são as seguintes:

1 – Lei da Unidade: a unidade, referente a cada e a todo ente criado. Há um leitor como ele mesmo, uma tela do computador como ela mesma, e nenhuma outra pode ser igual, ou seria a própria.

2 – Lei da Oposição: se refere às oposições que compõem uma unidade. Qualquer unidade finita é fruto da oposição entre ato determinante e potência determinável. A partir daí desenvolvem-se as demais, em diferentes categorias, relativas a cada ente.

3 – Lei da Relação: a relação entre os opostos, necessária para o surgimento de uma unidade - pois, como exemplo principial, algo só pode ser determinável se houver a ação do determinante - para sua manutenção, e mesmo, como se verá mais adiante, sua corrupção.

4 – Lei da Reciprocidade: para que se estabeleça uma relação, é necessário haver reciprocidade entre os opostos. Esta está condicionada à natureza de cada um dos opostos, onde se observa a eficácia do que está atuando, somada à eficácia daquele que é determinado, tendo-se em conta ainda a natureza da resistência por este empregada. Esta lei é a simbolizada pelo Yin-Yang (o primeiro predominantemente passivo-ativo, o segundo predominantemente ativo-passivo).

5 – Lei da Forma: expressa a disposição das proporções intrínsecas, como resultado da maneira como os opostos interatuam numa determinada unidade.

6 – Lei da Harmonia: representa harmonia intrínseca e com o meio (neste caso, formando séries, sistemas, ou seja, outras categorias de unidade), necessária para a preservação do ente. As relações harmônicas se dão dentro de uma normal relativa àquela totalidade, segundo seu interesse.

7 – Lei da Evolução: resulta da oposição aplicada à lei anterior, ou seja, onde há harmonia, pode haver desarmonia (externa ou intrínseca). As relações de oposição destes aspectos podem provocar mutações substanciais, que podem vir a acarretar o rompimento da harmonia anterior. Neste caso ocorrem mutações, pois o ser integra-se a uma nova harmonia.

8 – Lei da Superação: é a assunção, ou seja, quando um ente perde sua natureza anterior por razões desarmônicas intrínsecas e/ou extrínsecas e assume nova conformação, passando a compor uma nova unidade. Vale destacar que isto só pode ocorrer (assim como na lei anterior) dentro dos limites da potência determinável correspondente.

9 – Lei da Integração: representa idéias como as da salvação e da ressurreição, ou seja, é observada quando um ser salta para uma nova forma evolutiva, um estágio superior, depois de retirado do ciclo da evolução. Integra-se então no Todo (universalidade cósmica), que não se desnatura apesar da dinamicidade de seu conteúdo.

10 – Lei da Unidade Transcendente: as coisas integradas no Todo seguem então a direção do Bem que lhes transcende, à Unidade que é origem e fim de todas as coisas, o Ser Supremo.


A combinação pode se dar com dois algarismos (Leis Diádicas), três (Leis Triádicas), etc. e pode-se chegar a enunciados como estes:
14 – "Em toda unidade... encontramos uma reciprocidade";
178 – "O cumprimento do ciclo evolutivo de uma forma é simultâneo ao advento de uma nova transformação e ao surgimento de uma nova forma".

As leis aqui apresentadas constituem o que os pitagóricos conheciam por "Tétrada Sagrada", também chamada de "Década Sagrada", tendo em vista o resultado da soma dos quatro primeiros números: 1 + 2 + 3 + 4 = 10.


 
Metafísica - publicado às 3:54 PM 34 comentários
A VACUIDADE DA CRISE ECONÔMICA... E MÃOS À OBRA!
qui, 11 de junho, 2009
 


A primeira contribuição veio justamente falando sobre crise... como a que está passando esse blog, então achei bastante pertinente, e automaticamente foi selecionado para inaugurar esta nova fase


Por Isabela Bisconcini


Outro dia conversava por email com um amigo italiano e ele disse: "esta crise já vai durando mais do que imaginava". Algo que nas entrelinhas revelava "agora já deu, vamos parar com isso, vamos voltar ao que éramos!"... Isso me fez pensar o quanto (por mais que possamos estar acostumados a nos dizer coisas diferentes) no fundo não queremos e não estamos abertos para nos transformar de fato. Imaginamos que estamos num período difícil, mas que ali adiante as coisas retomarão o pé do jeito que eram. No fundo é assim que pensamos e é assim que queríamos que fosse. No Budismo chamamos a isso de "sofrimento da mudança". Tudo muda o tempo todo, dependendo de causas e condições. O que resiste a mudar é a nossa criação mental que trabalha na ilusão da permanência, e por isso sofremos.

Quando vemos que a situação muda, e principalmente quando muda de forma brusca, a nossa primeira reação é a paralisação. Porque nos dizemos "vamos esperar para ver o que vai dar", porque acreditamos que exista um caminho que existe independentemente da minha participação nele. Isso parece óbvio mas, de fato, não é. Exemplo: na economia, vemos as pessoas reclamando que a situação "parou" porque acreditamos haver um desfecho que posto e apresentado me dirá o que devo fazer... ora, isso não existe efetivamente, pois o desfecho que se apresentará (coletivamente) dependerá inclusive da minha participação e do meu gesto agora. Se eu paro, não posso atribuir o desaquecimento do mercado a algo externo que exista independentemente de mim. A questão é mais filosófica, intrincada e profunda do que parece nesta frase que pode soar simplista. Vamos um pouco mais fundo, destrinchando o argumento, puxando a raiz conceitual.

Lama Michel tem dado, quando vem ao Brasil, um curso de Filosofia Budista no qual está explicando um texto tradicional do Budismo Tibetano (os Ensinamentos sobre o Dág-Dzin Shág-Deb - o debate entre a sabedoria e a ignorância - texto do IV Panchen Lama, Losang Chokyi Guailtsen) que traz o debate entre a visão sábia e a visão ignorante a cerca dos fenômenos; o texto discute a natureza não inerente dos fenômenos, a Vacuidade. Na minha rasa e tosca compreensão da Vacuidade, e do pouco que tive a oportunidade de acompanhar dos ensinamentos, vou compartilhar, ainda que de maneira superficial, o que recebi.

Estamos habituados a enxergar os fenômenos como se eles existissem por si mesmos, independentemente de mim. Então a minha mente participa em tudo? No que me diz respeito e em como vejo, sinto, percebo e como nomeio (o significado que atribuo a) o que se me apresenta, sim. Mas é verdade que existem coisas independentemente de mim? Sim, mas para mim, neste momento, não! Mas elas existem como potencial, mesmo que eu não as esteja vendo neste momento. E o que tudo isso tem a ver com a crise econômica? Tem, que não existe uma crise "Absoluta", estática e que seja percebida e se manifeste de forma igual para todos, o tempo todo. Não existe ‘A’ crise econômica de forma estática, percebida igualmente por todos, o tempo todo. Nem quando dizemos que a crise "atingiu" o mundo todo... pois ela não atinge o mundo todo, da mesma forma, o tempo todo; ainda assim, cada um sentirá de uma maneira diferente, e colherá efeitos diferentes da situação vivida. Então quer dizer que a crise econômica não existe? Não! O fato exterior existe, mas como cada um o vive e o percebe não é íntrínseco e inerente à própria crise (mas é assim que pensamos e nos relacionamos com o fato). Isso significa, então, que posso fazer o raciocínio do privilégio que garante imunidade? Não! Na realidade, é bem ao contrário... Porque como o que cada um sente e vive (a maneira como cada um experiencia os fenômenos hoje) depende exclusivamente das causas e condições já previamente estabelecidas (no passado) dentro da própria mente... então, precisamos criar NOVAS causas que nos permitam experienciar os fenômenos de maneira DIFERENTE E POSITIVA, no futuro. Aaaaaaaaaaah!!!!!! Ficou claro? Mais ou menos...

Trocando em miúdos a filosofia milenar: não espere que aconteça nada de fora. É você quem cria a realidade, pelo menos a sua. A sua liberdade reside na maneira como você pode significar o que lhe acontece e não em mudar o fenômeno externo, mas se você mudar a maneira como percebe o objeto, ele seguramente mudará, já que ele não existe para você de uma forma que independa de como você o percebe. O fenômeno é vazio de existência inerente, como se diz na filosofia milenar Budista. Então não fique paralisado, pois não existe uma realidade exterior e estática, que existe independentemente de como você a percebe. Crie o seu caminho, passo a passo, a partir de agora, com gestos - ações positivas (karma quer dizer ação) de corpo, palavra e mente que espelhem, reflitam e demonstrem suas sementes específicas das qualidades, habilidades específicas e do seu melhor potencial, das suas qualidades mais maduras. Lembre-se é preciso criar novas causas, para experienciar novos efeitos. Se você quer um efeito positivo, a causa a criar deverá ser positiva.

Ou, dito de outra forma: não espere tudo mudar de fora para dentro, participe da sua própria vida criando a partir do seu melhor. Porque você já está criando o tempo todo, mesmo quando não faz nada... Então crie a partir de uma semente positiva. Pergunte-se: o que tenho de bom para oferecer? Tome a iniciativa de mostrar as sementes que você tem guardadas com seu melhor potencial. A hora é agora e o momento de fazer a mudança é SEMPRE JÁ. Mostre a cara! Diga a que veio!

Sugiro, para entender melhor este assunto, uma leitura espetacular: O Lapidador de Diamantes, de Gueshe Michael Roach.

Se está difícil de você conseguir gerar causas e efeitos diferentes e positivos por você, para você mesmo e para os outros, talvez você precise de um apoio! Trabalhando no consultório, na prática, o que vejo é que a vida melhora infinitamente quando identificamos - e isso é uma realização emocional, orgânica e não algo como uma compreensão intelectual - as criações mentais que têm nos feito agir de maneira repetitiva, que têm nos paralisado e que quando liberadas nos põem de volta no fluxo, no movimento, descongelando-nos e liberando nosso espaço interno para criações positivas em nossas vidas.

Boa sorte! E, se precisar, pode contar comigo!

OBS. IMPORTANTE: este artigo não pretende reduzir ensinamentos milenares, propondo uma aproximação simplista deles em tom superficial, como se fosse fast-food. Receba o conteúdo que está aqui como uma simples degustação, como uma dica para te inspirar, e vá atrás da fonte profunda de um alimento que é um banquete!

Para saber mais sobre Lama Michel e o Budismo acesse: www.centrodedharma.com.br


 
Budismo, Geral - publicado às 12:03 PM 13 comentários
CONTRIBUA PARA MANTER O SDM VIVO
qua, 10 de junho, 2009
 


Muitos de vocês já devem ter notado, mas o blog não é mais o mesmo. Cansei (afff) hehehe. Meus interesses atualmente são outros, e não envolvem nenhum dos tópicos normais do Saindo da Matrix, então é natural que não tenha havido muitos posts, e não consigo nem imaginar quando vai haver outro da minha autoria (ou mesmo ter saco de compilar um texto de outrem, como fiz com o de Jung, no último post).

Então tive a brilhante idéia de aceitar doações de posts. Vocês que são leitores assíduos sabem como é o estilo, tamanho e formatação dos posts do SDM, então mandem textos (de preferência originais) que se encaixem no perfil do site. Podem usar aquelas caixinhas roxas (basta marcar o texto que vai ficar na caixinha com um << >>) e sempre citem as referências quando copiarem parágrafos de outros sites.

Enviem para contato2 @ saindodamatrix. com.br (sem os espaços, claro) e não esperem que eu publique (às vezes levo quase 1 ano pra publicar MEUS textos aqui) ou dê um feedback (sim, eu sou muito de Lua nas minhas relações sociais). Nem mandem temas pra eu fazer posts, pois o problema todo é que não estou a fim de fazer posts.


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Geral - publicado às 3:09 PM 98 comentários