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18º ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA
qui, 26 de fevereiro, 2009
 


O Destino quis porque quis que eu participasse do 18º Encontro da Nova Consciência, que se realiza anualmente em Campina Grande, Paraíba.

Novamente me vi perambulando pelas salas sem saber qual era o tema e tendo boas surpresas, como no filme Waking Life. Desta vez a grande "descoberta" pra mim foi a Filosofia Perene, numa ótima palestra que eu pretendo futuramente abordar aqui no blog. Me admirei também com a palestra Fisiologia Transdimensional, de Décio Iandoli Júnior, por ele, sendo espírita, ter optado por uma abordagem totalmente universalista, dando vários sinônimos para os termos usados pra explicar a metafísica. Lamentei por não ter podido participar do encontro de ateus e agnósticos, especialmente as palestras "Charlatanismo quântico" e "Uma viagem pela pretensão do livre arbítrio", cujos títulos são, no mínimo, instigantes. Aliás, amei o fato de que, com a confusão reinante (explico mais abaixo) o mestre de cerimônias do encontro foi um ateu, o escritor Ricardo Kelmer. É lindo ver como a União faz a Força, e isso ficou ainda mais claro nesta 18ª edição, pois aconteceram fatos políticos tristes que quase destruíram todo o encontro.


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Holismo - publicado às 6:05 PM 116 comentários
A NOITE ESCURA DA ALMA
qui, 19 de fevereiro, 2009
 


    Trilha sonora recomendada:
Pela Monja Isshin

Encontrei uma expressão Chan (Zen chinês) que diz:

"Grande dúvida, grande iluminação.
Pequena dúvida, pequena iluminação.
Nenhuma dúvida, nenhuma iluminação."

A tradição nos ensina que existem três pre-requisitos para a prática verdadeira: Grande Dúvida, Grande Fé e Grande Determinação.

1. Grande Dúvida

A maioria das pessoas chegam à prática espiritual motivada por um sofrimento que deu origem a um questionamento. Quase sempre, a pessoa está fazendo uma pergunta do tipo "Por que está acontecendo 'x'?" ou "Por que eu?"

Muitas destas pessoas nem dão continuidade num centro de prática séria, e vão embora depois de uma, duas - algumas - visitas. Outras pessoas, depois de algumas sessões de meditação, sentindo algum alívio do problema imediato que as trouxeram até o zazen, já relaxam os seus questionamentos. Talvez até se tornem associadas, até venham a se considerar "praticantes". Mas a verdade é: não chegaram a fazer a pergunta essencial, não se abriram para a "Grande Dúvida" e, assim, ainda não entraram realmente no caminho espiritual.

Algumas poucas pessoas, ao passar por uma situação de dificuldade, acabam aprofundando as perguntas iniciais ("Por que eu?", "Por que está acontecendo 'x'?") para começar a questionar: "Quem sou eu?", "Qual é o significado da minha vida?", "Qual o sentido da vida e da morte?".

Estas são perguntas da "Grande Dúvida" - o início da caminhada espiritual. A tradição Rinzai Zen usa os 'koans' para provocar a Grande Dúvida. Quanto mais intensamente se vivencie a Grande Dúvida, tanto maior será a "iluminação" obtida. Acredito que, na nossa realidade de seres humanos, as nossas "iluminações" são, na verdade, "pequenas iluminações", pois a diferença entre "ter uma ou algumas experiências de iluminação" e "se tornar uma pessoa iluminada", ou "se tornar uma pessoa que manifeste plenamente a sua iluminação", é igual a diferença entre água e vinho.

Os mestres também nos ensinam que aquela pessoa que se acha "iluminada", não é. Ainda nos ensinam que a prática deve ser constante e pelo resto da vida - e próximas vidas, também.


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Budismo - publicado às 11:25 AM 50 comentários
O CASO MOSHÊ
ter, 17 de fevereiro, 2009
 


Por Zev Roth

Em Jerusalém

Em agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário judeu-americano, viajou para Israel a negócios.

Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George, centro de Jerusalém.

O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha tanto tempo.

Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.

Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.

Homem-bomba

Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s…

Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria.

Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.

Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.

A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, dos quais seis eram crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.

As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo explosivo adicional montado pelos terroristas já estava sendo desmontado pelo exército.

Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.

Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.

Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.

O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.

Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.

Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.

Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.

Em Nova Iorque

Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.

Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.

Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila."

Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.

Salvo pela segunda vez

Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001, Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center.


Notas
1. Matéria publicada originalmente pela Targum Press, em 2002.
2. Conteúdo relatado em palestra pelo Rabino Issocher Frand.
3. Fonte: World’s Observatory


 
Judaísmo - publicado às 3:12 PM 51 comentários
O TEMPLO DA PAZ
sáb, 14 de fevereiro, 2009
 


Durante a história, o povo judeu sempre teve problemas em se fixar à terra. Na prática, isso impossibilitou que eles tivessem um único ponto focal para suas atividades religiosas por mais de mil anos. Desde que a Arca da Aliança foi construída ela ficou alojada numa tenda, em trânsito, e uma vez por ano era levantada uma "super tenda" (tabernáculo) para receber a "glória do Senhor".

Por volta de 1050 a.C o Rei Davi, da tribo de Judá, desejou construir uma casa de cedro para Yaveh (YHWH), onde a Arca da Aliança pudesse ficar definitivamente guardada. Mas Yaveh mandou uma mensagem (psicofonia?) através de Natã dizendo pra Davi não fazer isso (não é dito claramente, mas subentende-se que este desejo lhe foi negado em virtude de David ainda ter muitas guerras a travar). Mas, na mesma comunicação, Yaveh esclarece que isso seria permitido tempos depois ao filho de Davi, Salomão, nome cuja raiz remete a "paz" (SLM). Isto parece enfatizar a vontade divina de que a Casa de Deus seja edificada em tempos de paz, por um homem íntegro. E assim aconteceu.

Existe uma lenda, contada no livro The legend of the Jews (de Louis Ginzberg), de como Salomão escolheu o local físico para o primeiro Templo:

Por muito tempo, Salomão ficou em dúvida quanto ao local onde construir o templo. Uma voz celestial o indicou que fosse ao Monte Sion à noite, a um campo de propriedade de dois irmãos. Um dos irmãos era um solteirão pobre; o outro fora abençoado com fortuna e uma grande família com muitas crianças. Era tempo de colheita. Na calada da noite, o irmão pobre adicionava grãos à pilha do irmão, por considerar que ele precisava de mais, devido à família numerosa. O irmão rico, da mesma maneira clandestina, contribuía com os estoques do irmão pobre, considerando que, apesar de ter família para sustentar, o outro não tinha meios de subsistência. Salomão, que havia trazido à tona esta manifestação tão notável de amor fraternal, concluiu que este campo era o melhor local para o Templo e o comprou.

Assim, o Templo de Salomão (Beit Hamikdash, ou Casa divina) foi o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século X a.C. Foi derrubado pelos babilônios em 586 a.C., e um segundo Templo foi construído no mesmo local. Voltou a ser destruído, desta vez pelos romanos, no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Só uma parte do muro exterior ficou em pé, segundo a lenda para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma os vencera na Judéia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuem isso a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do Templo, como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Para os judeus este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem perambular por onde era o interior do Templo (onde hoje está a Esplanada das Mesquitas, lugar sagrado para os muçulmanos) pelo risco de pisar sem querer no local considerado "o mais santo dos santos", onde apenas o sumo-sacerdote podia entrar uma vez ao ano.

A reconstrução do templo faz parte das orações diárias dos judeus. Enquanto os tradicionalistas tomam isso ao pé da letra (acabar com tudo o que tem no lugar, inclusive as Mesquitas), os místicos interpretam como uma manifestação do plano da consciência de Deus (assim como a volta do Messias). Para eles, a Torah e a lenda de Salomão fornecem uma pista importante: a de que a COEXISTÊNCIA foi um princípio sobre o qual o Templo foi fundado, e que foi preciso PAZ para sua realização; assim sendo, essas são condições básicas para a sua reconstrução. Judeus e árabes habitam o mesmo "campo", e são irmãos. Abandonados à própria sorte pela comunidade árabe, os palestinos são o irmão pobre. Os israelenses são o irmão rico, cuja família recebe "parentes" de todo o mundo. Que algum dia aflore o entendimento e a caridade entre esses irmãos - com ajuda mútua, como na lenda, onde cada um pense mais no próximo do que em si mesmo - para que possa ser possível erguer um TEMPLO DE PAZ neste campo, onde DEUS possa verdadeiramente habitar.


Ler em espanhol (por Teresa)

Recomendado: Documentário da BBC: O nascimento de Israel


 
Internacional, Judaísmo - publicado às 11:23 PM 21 comentários
DÊ TEMPO AO TEMPO
qua, 11 de fevereiro, 2009
 


Essa semana precisei ficar "fazendo hora", aguardando um compromisso. Pensei em ir pro Shopping, pois é a primeira coisa que as pessoas pensam quando precisam "matar o tempo". Mas eu realmente não estava a fim de fazer nada, então fiquei no estacionamento do trabalho observando os pássaros, as árvores, o pôr-do-Sol. Pude me distrair com a bronca que o passarinho (conhecido como Lavadeira) me deu por invadir seu território (o que tem de pequeno tem de brabo...), vi um satélite com seu brilho gigantesco cruzando silenciosamente o céu, observei as primeiras estrelas despontarem no firmamento, enfim, o tempo passou rapidinho apenas relaxando num estacionamento, onde, por meio apenas de uma postura de percepção, me senti como num spa no interior. Enquanto relaxava, observava as pessoas pegando seus carros e indo embora, sem se dar conta das coisas ao seu redor, e meio que me recriminei por estar quase entrando nesse ritmo caótico de achar que devemos estar sempre fazendo alguma atividade o tempo todo (afinal, eu havia pensado em fazer "algo" no curto espaço de tempo que tinha).

Daí, numa das "coincidências" que caracterizam este blog, recebo o seguinte texto:

Os domingos precisam de feriados

Rabino Nilton Bonder

Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.

A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações "para não nos ocuparmos". A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.

Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.

Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.

As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o Domingo de um feriado...

Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar". Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.

Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.

A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é "o que vamos fazer hoje?" já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.


 
Judaísmo - publicado às 2:30 PM 95 comentários
ELETRICIDADE SEM FIO
seg, 9 de fevereiro, 2009
 


Nikola Tesla - de quem já falei aqui e é considerado um dos maiores inventores de todos os tempos - estava desenvolvendo um dispositivo que permitia a condução e recebimento da energia eletromagnética em altas voltagens pelo ar, sem cabos ou fios, bastando uma antena emissora e outra receptora. A idéia dele era ter energia de graça para toda a humanidade. Isso, obviamente, não agradou aos magnatas do petróleo e afastou possíveis investidores.

A idéia de eletricidade pelo ar entrou para a história como uma lenda, uma maluquice de Tesla, até que...

Eletricidade sem fio: O futuro no presente

Em uma grande evolução tecnológica agora a eletricidade não necessitará de fios para acender nossas luzes. A novidade foi apresentada em uma feira de tecnologia em Las Vegas, nos EUA.

A tecnologia da eletricidade sem fio, criada por estadunidenses e israelenses, ainda é um grande segredo, pois eles ainda não revelam muitos detalhes. Eles explicam apenas que a eletricidade é transmitida através de indução magnética, algo próximo de um imã. Não há necessidade de fios ou contato e as placas de transmitem energia elétrica sem fio poderão ficar sobre a escrivaninha ou até embutida no balcão da cozinha.

O mais incrível é que além de luminárias é possível ver um liquidificador e uma batedeira de 300 watts funcionarem sem fios elétricos.

A empresa que está desenvolvendo a tecnologia afirma que o material transmissor no futuro será impresso em um tipo de papel de parede que poderá ser colocado nas mesas ou paredes para transmitir eletricidade sem fios.

Não vamos tomar choques constantes? Não, pois não é eletricidade que é transmitida, mas outro tipo de energia.

Outra empresa transmite eletricidade sem fio com ondas de rádio. As ondas de alta frequência abastecem pilhas e baterias recarregáveis, como o controle remoto.

Mas há outro inventor de eletricidade sem fio que criou um aparelho que transforma a energia em um tipo de raio infravermelho (calor) que pode ser transmitido até 100m de distância e convertido novamente em energia elétrica. Até o momento a voltagem e amperagem geradas conseguem apenas acender lâmpadas, mas logo quase todos os aparelhos em nossa casa funcionarão assim, segundo David.

Este tipo de tecnologia ainda está nas suas primeiras idades, mas logo haverá uma grande corrida para o estabelecimento de um padrão para a eletricidade sem fios que dominará o mercado e, assim que entrarmos em casa, nosso celular será automaticamente carregado e não precisaremos mais nos preocupar com o emaranhado de cabos pela casa.


 
Ciência - publicado às 3:40 PM 39 comentários
MARTE NO GOOGLE EARTH
ter, 3 de fevereiro, 2009
 


O Google Earth 5 acaba de estrear com várias novidades, como poder explorar os Oceanos, ver como era sua cidade em outros anos, mas o mais interessante (e que não é assim tão novidade) foi explorar MARTE em 3D!

Em Marte, os usuários podem destacar as imagens dos mais variados satélites, conhecer as regiões e seus respectivos nomes; descobrir os locais onde os robôs da NASA já fizeram suas excursões e obter detalhes sobre o terreno do planeta vermelho.

A primeira coisa que fiz assim que abri a visualização de Marte foi procurar a região de Cydonia, onde fica a "face de Marte" (e o nome de uma música de Muse). Apesar de estar com uma tarja azul bem em cima do rosto, dá pra ver todos os contornos em 3D e tirar de uma vez por todas as dúvidas que se poderiam ter. Afinal, é um rosto humanóide/alienígena ou não? Pra mim ainda é, pelos motivos alegados aqui. Acessando o Google Mars, qualquer um pode ver que a foto que a NASA liberou pra desbancar as teorias conspiratórias foi nitidamente atenuada (pra não dizer adulterada, pois a montanha parecia um montinho de terra). A versão do Google Mars ainda sofre um pouco de falta de contraste e nitidez, mas nada que um ajuste no Photoshop não resolva.

Pra chegar no rosto, basta colocar "face" na tela de busca do Google Earth/Mars.

Particularmente eu acho que poderia ser o resto erodido de um rosto esculpido, como o de Casshern, ou mesmo do Predador.


 
Ciência - publicado às 1:37 PM 58 comentários