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RELIGIOSIDADE LAICA
sáb, 27 de dezembro, 2008
 


Apesar de estar em contato, não só estudando como vivendo algumas religiões, nunca fui tocado por nenhuma. A definição de "espiritualista" me cabia bem, até que achei uma explicação de Paulo Dalgalarrondo em seu livro "Religião, psicopatologia e saúde mental":

A religiosidade laica seria análoga ou comparável a uma profunda admiração pelo mistério, uma atração indefinida pela dimensão poética da vida e do universo, uma percepção clara da insignificância do próprio eu e um desejo obscuro de transcendência, seja lá o que isso signifique. Umberto Eco, nas cartas que trocou com o bispo Carlo Maria Martini, afirmou que:
"Creio poder dizer em que fundamentos se baseia, hoje, minha religiosidade laica - porque acredito firmemente que existem formas de religiosidade, e logo, sentido de sagrado, do limite, da interrogação e da espera, da comunhão com algo que nos supera, mesmo na ausência da fé em uma divindade pessoal e providente."

Mais adiante, no final dessa carta, Eco faz algo que poderia ser considerado uma "defesa" da "religião laica":
"Procure... para o bem da discussão e do conforto em que acredita, aceitar, mesmo que por um só instante, a hipótese de que Deus não exista: que o homem, por um erro desajeitado do acaso, tenha surgido na Terra entregue a sua condição de mortal e, como se não bastasse, condenado a ter consciência disso e que seja, portanto, imperfeitíssimo entre os animais.
(...)
Esse homem, para encontrar coragem para esperar a morte, tornou-se forçosamente um animal religioso, aspirando construir narrativas capazes de fornecer-lhe uma explicação e um modelo, uma imagem exemplar. E entre tantas que consegue imaginar – algumas fulgurantes, outras terríveis, outras ainda pateticamente consoladoras – chegando à plenitude dos tempos, tem, num momento determinado, a força religiosa, moral e poética de conceber o modelo do Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida ofertada em holocausto pela salvação do outro.

Se fosse um viajante proveniente de galáxias distantes e visse-me diante de uma espécie que soube propor-se tal modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogônica e julgaria redimida esta espécie miserável e infame, que tantos horrores cometeu, apenas pelo fato de que conseguiu desejar e acreditar que tal seja a verdade. Abandone agora também a hipótese e deixe-a para os outros: mas admita que, se Cristo fosse realmente apenas o sujeito de um conto, o fato de que esse conto tenha sido imaginado e desejado por bípedes implumes que sabem apenas que não sabem, seria tão milagroso (milagrosamente misterioso) quanto o fato de que o filho de um Deus real tenha realmente encarnado. Este mistério natural e terreno não cessaria de perturbar e adoçar o coração de quem não crê."

(Essa carta pode ser lida no livro "Cinco Escritos Morais")

Engraçado que eu tinha feito uma defesa parecida no post Saindo da Matrix: Considerações finais:

"Se a Bíblia está toda deturpada, que maravilhosa deturpação se deu então no Sermão da Montanha, esta dádiva da literatura que nos convida a uma reflexão de todos os nossos atos! Se Jesus não existiu, então que maravilha que ele tenha sido criado, para que pudéssemos ter um modelo de retidão de caráter e amor ao próximo que resiste aos tempos!"


 
Psicologia - publicado às 7:01 PM 174 comentários
PREPARANDO O PERU DE NATAL
ter, 23 de dezembro, 2008
 


Entrando no espírito natalino, vamos aprender a preparar um delicioso peru de Natal para comer com a família. E nada melhor do que um jogo casual para fixar a lição e testar nosso aprendizado:


Continuar a leitura

 
Geral - publicado às 7:45 PM 58 comentários
FANTASMA IMPEDE ASSALTO NA MALÁSIA
sex, 19 de dezembro, 2008
 


Ladrão afirmou que fantasma o manteve sem comida e água por 3 dias

Após voltar das férias, um casal malasiano encontrou um ladrão de 26 anos desmaiado no chão de sua casa com fatiga e desidratação. O casal rapidamente chamou uma ambulância e, depois, comunicou o caso à polícia.

O assaltante disse à polícia que, depois que entrou na casa, sentiu como se estivesse em uma caverna. Ele contou que toda vez que tentava fugir da residência um espírito sobrenatural o jogava no chão.

O ladrão afirmou ainda que o suposto fantasma o manteve sem comida e água por três dias. O assaltante foi levado para o hospital Kemaman e já se recuperou totalmente a saúde, de acordo com o policial Abdul Marlik Hakim Johar.

Fonte: G1

Interessante que esse caso me lembrou uma história que minha mãe conta, que quando ela morava num bairro meio barra-pesada, certa vez chegou em casa e encontrou todos os pertences arrumadinhos, prontos pra serem levados embora. E (felizmente) nem sinal do ladrão, que (estranhamente) não levou nada. Depois soubemos que foi um espírito amigo (com quem ela trabalhava mediunicamente) que deu um baita susto no ladrão e ele saiu correndo, antes que minha mãe chegasse.

O que, por sua vez, me lembra que a "profissão" de espíritos protetores das casas é uma coisa bem antiga. Os romanos cultuavam os "Lares" (daí a origem do nome "lar" pra designar nossa casa), que são as deidades domésticas, tipo os anjos da guarda. Havia os Lares Familiares (protetores da família), os Lares Domestici (protetores da casa), os Lares Compitales (protetores dos caminhos) e os Lares Viales (protetores dos viajantes), entre outros de caráter público. As celebrações se davam de 3 a 5 de janeiro (festival dos lares compitales) e em 1º de maio (lares publici).

Cada casa possuía um altar doméstico, com uma lâmpada sempre acesa. E também imagens e pequenas estátuas, que representavam os deuses familiares. Antes de cada refeição, o patriarca fazia a libação: derramava sobre o altar umas gotas de líquido (vinho, leite, mel). Geralmente, a libação era acompanhada da oferenda de alimentos (pequenas porções) ou de objetos.

Na Grécia, o culto de Deus através do fogo - que era mantido sempre aceso, dentro do lar - era da mais alta importância. Ésquilo escreve que Agamemnon, regressando vitorioso de Tróia, não agradece a Júpiter sua vitória: "Não é ao templo que vai levar sua alegria e gratidão, mas oferece o sacrifício da ação de graças ao fogo de sua casa". A libação grega consistia em esparzir sobre o altar vinho, óleo, incenso, e gordura das vítimas dos sacrifícios (algumas vezes humanos).

Os hindus também costumam manter em casa um altar de devoção a seu deus, no qual queima incenso, com flores, velas e oferendas. Quem faz o papel de protetor do lar na cultura hindu é Ganesha - o garoto com cabeça de elefante -, e por isso existe uma imagem dele na maioria das casas hindus. Assim como os gregos e os romanos, os brâmanes hindus mantém um fogo sagrado em casa (personificado pelo deus Agni), sempre aceso, onde também fazem um ritual de libação, onde ao invés de espargir vinho, usam um licor fermentado, chamado de soma.

No catolicismo popular, os santos ocupam lugar de destaque, especialmente no Brasil e Itália, onde são venerados com paixão. Tal católico procura manter em casa um oratório, que é um pequeno altar à semelhança dos romanos, gregos e hindus, com a imagem do santo, vela, flores, objetos de devoção (como o terço), etc. Os leigos, mais do que o clero, lideraram estes cultos, pois achavam que é melhor pedir a Deus por intermédio dos santos do que fazer o pedido diretamente.

No Livro dos espíritos, no cap. IX (Da intervenção dos Espíritos no mundo corpóreo), vemos:

O homem conta sempre com espíritos, mais ou menos evoluídos, que com ele simpatizam, que lhe dedicam afeto; bem como tem junto a si outros, que o assistem no mal.

Os espíritos que simpatizam conosco são atraídos mais pela identidade de pensamentos e sentimentos do que por uma missão, que se as tem, é temporária. Estes espíritos simpáticos sintonizam conosco tanto para o bem como para o mal.

Os espíritos familiares são, antes, amigos da casa, pois há gradações entre proteção e simpatia. Existem espíritos que se ligam a uma família, que vivem juntos e unidos pela afeição.

Os espíritos preferem estar na companhia dos que se lhe assemelham, sendo atraídos assim para reuniões de indivíduos, sociedade, cidades, etc.

Coletividades, nações e povos têm espíritos protetores especiais, pois pela razão de estarem caminhando para objetivos comuns, necessitam de direção superior.

Existem espíritos que auxiliam o progresso de áreas especificas, como as artes, e que assistem ao que os evocam, desde que sejam dignos desta assistência.


Ler em espanhol (por Teresa)

Referência: Pan Dea: Os espíritos romanos;
Livro "A cidade antiga" (sobre o ritual do fogo);
Catolicismo popular


 
Holismo, Internacional - publicado às 2:11 PM 105 comentários
DENTISTAS ADOTAM AGULHAS E HIPNOSE
ter, 16 de dezembro, 2008
 


Cláudia Collucci, para a Folha

Dentistas passam a tratar pacientes com acupuntura, homeopatia, fitoterapia, hipnose e terapias florais a partir de 2009. A inclusão dos procedimentos nos consultórios foi aprovada pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia). Profissionais terão de fazer cursos para exercerem as práticas.

Há dois anos, o governo federal lançou uma portaria recomendando alguns desses tratamentos no SUS. O uso da acupuntura gerou uma série de protestos de entidades médicas, que defendiam o procedimento como ato médico por necessitar de diagnóstico e ser uma prática invasiva. Ontem, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informou que não sabia da decisão do CFO. Por lei, os dentistas podem prescrever medicamentos e terapias relacionadas ao tratamento odontológico.

Alguns dentistas brasileiros já têm adotado essas práticas alternativas durante os tratamentos, mas, até agora, não havia nem aval do CFO nem exigência de habilitação. "Já era tempo de a odontologia humanizar o tratamento de forma segura e com menos custo e menos sofrimento para o paciente", afirma o dentista Emil Adib Razuk, presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. Segundo Razuk, a acupuntura, por exemplo, tem ação analgésica e anestésica e pode, em casos específicos, até substituir procedimentos consagrados. "Temos pacientes alérgicos à anestesia que poderão ser muito beneficiados. Os que sofrem de disfunção temporomandibular também têm alívio da dor (com o uso da agulhas)". O cirurgião dentista Marco Antonio Lopes Salinas, que já adota a acupuntura na sua prática clínica, diz que, além de aliviar a dor, a técnica reduz os níveis de ansiedade do paciente. "É extremamente útil nos tratamentos periodontais (raspagens dos dentes para a retirada do tártaro, por exemplo)". Ele relata que as agulhas também já foram capazes de reduzir a pressão arterial de um paciente e aliviar a ânsia de vômito de outro durante um procedimento de moldagem. "Foram situações surpreendentes pela rapidez da resposta". Salinas diz que costuma aplicar as agulhas em pontos espalhados pelo corpo ou nas mãos e no pulso, dependendo de cada situação. Uma minoria (cerca de 20%) de pacientes rejeita a técnica, segundo o dentista.

Outra prática aprovada pela CFO é a hipnose, que alguns dentistas já utilizam associada à inalação de óxido nitroso e oxigênio (hipnoanalgesia). Na inalação, o paciente fica levemente sedado e, por isso, mais suscetível à indução pela palavra, segundo Razuk. Hoje não se usa mais objetos como o pêndulo. O estado de hipnose é induzido somente pela voz do profissional. Com o polegar na testa do paciente, o dentista sugere que ele mentalize locais bonitos, calmos e aconchegantes e, aos poucos, ele vai entrando em transe hipnótico. "O condicionamento hipnótico é fundamental para o paciente aflito", diz Razuk. Sobre os medicamentos homeopáticos e fitoterápicos, Razuk aponta como principal vantagem um menor risco de efeitos colaterais e de interações medicamentosas. No caso das terapias florais, não há uma ação específica no tratamento, mas a promessa de um "reequilíbrio energético".

A nova resolução do CFO diz ainda que os cursos que irão habilitar os dentistas a exercer uma ou mais dessas práticas devem ser ministrados por instituições credenciadas. Os profissionais que já adotam as técnicas só poderão continuar com as atividades se apresentarem certificados atestando a habilidade. Só serão aceitos documentos emitidos por instituições de ensino superior ou por entidades credenciadas no MEC e no CFO. Outra forma de comprovação será por meio da apresentação de um memorial que comprove o exercício da prática por, no mínimo, cinco anos - desde que esse período tenha ocorrido na última década - ou de uma prova na presença de uma banca.


 
Holismo - publicado às 11:50 PM 20 comentários
A NOTÍCIA DO DIA
qui, 11 de dezembro, 2008
 


Geralmente não tenho a menor vontade de escrever sobre algo que todo mundo está comentando, mas foi impossível ignorar a notícia sobre o ex-marido de Susana Vieira, ex-policial militar e ex-vivente, Marcelo da Silva.

No depoimento da namorada dele ao delegado, um fato curioso, que me motivou a escrever:
Após consumir "uma grande quantidade" de cocaína, "Ele [Marcelo] ficou alucinado, transtornado e disse para a namorada que estava vendo inimigos e pessoas no quarto", segundo o delegado. (...) Após o veículo ser estacionado no hotel, Silva travou uma "luta imaginária" e correu em volta do carro dizendo que havia inimigos seus dentro do automóvel. Após o transe, ele encostou no banco do carona e ficou desacordado por três horas. Nesse período ele morreu.

Isso não daria um belo roteiro de filme de terror? Do tipo de filme que os coreanos fazem? Acho que a maioria das pessoas vai ignorar a parte da "alucinação", afinal, a pessoa consumindo drogas pode ver elefante cor-de-rosa, duendes ou ter delírios persecutórios com o Papai-Noel, mas aqui no Saindo da Matrix, sabendo o que a gente sabe, a idéia de lutar contra "inimigos" invisíveis e depois morrer é muito sugestiva de um acerto de contas...

Todos devem ter noção de que as drogas (qualquer droga) atua não só no físico, como no espiritual, ou seja, no equilíbrio energético do corpo. Na obra "Missionários da Luz" lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa".

A nossa "estadia" no corpo físico - onde somos passageiros de uma longa jornada rumo ao desconhecido - é naturalmente bloqueada de influências externas (ou seja, do mundo espiritual) que possa nos desviar do "foco" aqui e agora. Obviamente temos a exceção nos médiuns ostensivos, provavelmente por uma disfunção corporal (pesquisas médicas indicam que possa ser um acúmulo de cristais na epífese). No caso dos médiuns e de quem faz uso constante de drogas, a barreira natural que impede a interação com outros planos é rompida, e no caso do drogado é bem pior, pois, por afinidade vibracional, o contato se faz com entidades viciadas, perturbadas energeticamente (pois é isso que a droga faz) ou "na pior". Isso quando não fica vulnerável a certos "desafetos" de vidas passadas ou dessa vida, mesmo.

Chico Xavier foi um exemplo das vantagens e desvantagens de interagir com o "lado de lá". Nem mesmo ele conseguiu escapar dos contatos com entidades (pessoas) malévolas: Chico conta que, enquanto trabalhava no Ministério de Agricultura em Pedro Leopoldo, "vi entrarem dois espíritos perturbados, que já vinham há vários dias fazendo ameaças. Um deles estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos, disse que ia me matar. Dito e feito: apertou o gatilho e a bala atingiu meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o corpo (...) Tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro dolorido".

O que alguns podem tomar como delírio, outros podem ver aí algo que a neurociência vem descobrindo a cada dia: que a mente é muito mais do que um subproduto do cérebro. No caso do "neurônio Jennifer Aniston", o pesquisador Rodrigo Quiroga admite: "Um dos maiores desafios científicos de nossa época é entender como a informação é representada pelos neurônios no cérebro. Nesse estudo vimos que os conceitos, ou pessoas, são representados de maneira explícita e de maneira abstrata pela atividade de células singulares. Isso significa que um determinado neurônio vai entrar em atividade por conta da Halle Berry, não interessa como você a veja, mesmo que ela esteja vestida de Mulher-Gato, ou se você apenas ler o seu nome. Agora, se um entre bilhões de neurônios reage à Halle Berry, então deve haver outros que reajam a outros conceitos. O que é surpreendente para a comunidade da neurociência é que neurônios particulares podem representar conceitos de modo tão abstrato. Apesar dos progressos espetaculares das últimas décadas, ainda estamos longe de compreender, por exemplo, como os estímulos visuais são processados para criar uma percepção consciente. Nós estamos apenas começando a entender como os neurônios do cérebro são capazes de criar representações tão abstratas".

Assim sendo, não é de todo estranho que um braço inche por conta de um "tiro", desde que a mente tenha registrado a informação do ataque e repassado para o corpo (que se defendeu com o inchaço). Nem tão impossível assim morrer pelo stress de um "ataque" de inimigos invisíveis...

(Creepy)

Referência: As drogas e suas implicações espirituais;
Influência das drogas no perispírito


 
Espiritismo - publicado às 10:40 PM 100 comentários