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O LABIRINTO DO FAUNO
sáb, 29 de novembro, 2008
 


Este filme foi uma das experiências mais tristes que já tive no cinema. Sabe quando você sai da sala querendo esganar o diretor Guillermo del Toro por ser tão cruel e ao mesmo tempo sabendo que acabou de assistir a uma obra-prima dirigida com maestria, pelos mesmos motivos que o levaram a odiá-lo? Fiquei assim por vários dias. Tem certos filmes que mexem com as pessoas no mais fundo do inconsciente, e muitas vezes isso é proposital pra ganhar dinheiro. Guerra nas Estrelas, por exemplo: hoje sabemos que o roteiro do primeiro filme era simplório, como as porcarias que George Lucas fez na nova trilogia, mas Lucas teve a sorte e a esperteza de recorrer a Joseph Campbell, estudioso de mitologia, que praticamente definiu a trama com o conflito pai-filho nos moldes da "jornada do herói". Outros filmes fantásticos que abordam de as complexidades da relação pai-mãe-filho + jornada do herói são O Exterminador do Futuro 2 e a trilogia De volta para o futuro. São filmes aparentemente bobos, feitos pra distrair comendo pipoca, mas que pegam você de forma imperceptível e no final das contas você se vê preso emocionalmente a eles, comprando boneco, camiseta, DVDs... No final das contas é tudo pelo dinheiro, mas você sai do cinema com a sensação de ter PARTICIPADO de uma SAGA.

O maldito Labirinto do Fauno é assim. E os motivos por trás disso eu não conseguia descobrir, até porque não queria rememorá-lo, muito menos assistí-lo de novo (nem sequer falei dele aqui). Foi quando encontrei o texto abaixo, feito por duas psicólogas junguianas (Jung é o "Joseph Campbell da psicologia"). Só como exemplo, a direção de arte do filme faz uso abundante de espirais, que simboliza ancestralmente o nascer, o sol, a vida, o mundo de cima, a transformação pelas experiências exteriores (no sentido horário). Já no sentido inverso representava a lua, a morte, o outro mundo, o mundo de baixo, o mundo dos sonhos e alucinações, intuição, as experiências transformadoras vindas do nosso interior. Como toda análise de filme, quem não viu (e pretende ver) é melhor não ler pra não estragar a experiência.

Aclamado mundialmente, O Labirinto do Fauno ganhou 3 Oscars de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia. 3 prêmios BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino. 7 prêmios no Goya de Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero), Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhores Efeitos Especias, Melhor Fotografia e Melhor Edição.


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Cinema - publicado às 12:44 PM 115 comentários
PLANETA X, NIBIRU E 2012
seg, 24 de novembro, 2008
 


O dia 14 de outubro passou, os ETs não vieram, e agora os que não conseguem viver sem uma data apocalíptica (ou histórica) marcada no calendário voltaram suas atenções para 2012. Isso porque, desde a popularização do Calendário Maia, 2012 é um prato cheio para especulações (algumas até embasadas cientificamente, como a possibilidade de uma grande tempestade solar). Só que o povo esquisotérico não sabe viver com um "pânico moderado" (tipo "ok, existe a possibilidade de um cometa desconhecido se chocar com a Terra, existe a possibilidade de ficarmos sem energia elétrica por semanas, mas não sabemos de nada ao certo"), é tudo ou nada, ou seja, "a Terra VAI acabar e o destruidor já está chegando!!! Arrependei-vos! Corram para os montes!" Embora eu ache que alguma coisa vai acontecer em 2012, é preciso manter os pés no chão! Nenhuma data apocalíptica marcada com antecedência aconteceu até hoje, então por que aconteceria inexoravelmente agora?

Eu estudo esse assunto desde os 14 anos, fui um dos primeiros a falar sobre o Planeta X (no antigo X-files, da finada Acidpage), já acreditei em muita bobagem e confesso que alimentei muito da paranóia em torno disso (tem várias versões do primeiro artigo rolando por aí); já fiz um post mais recente, aqui mesmo no Saindo da Matrix, já esperei o fim do mundo pra 1999 (Nostradamus, e tal), depois em 2001 de novo, e ele (o mundo) teimou em não acabar. Então aprendi a separar as baboseiras dos fatos (e os fatos são apenas históricos e culturais, pois a parte científica é mínima) e aumentar minha visão crítica, pra não cair em qualquer coisa que escrevam por aí (como eu acreditei na época. E se preparem, pois vai ter um post cobrindo a chegada do Planeta X em 2012, quer ele venha ou não!), e o que tá rolando nos canais esotéricos atualmente é muito mais baboseira do que informação.

Quando você trata de coisas como discos voadores ou crop circles, tanto faz você pedir a opinião de um astrofísico ou cartomante, pois ambos, por profissão, não dominam o assunto. Mas quando se trata de PLANETA, seja ele hipotético ou não, a opinião de um astrofísico ou astrônomo é indispensável. E aqui vai uma resposta bem embasada a toda essa paranóia, no artigo escrito pelo físico Renato Las Casas para o Portal Uai:


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Ciência - publicado às 6:01 PM 142 comentários
NETWORK II
qui, 20 de novembro, 2008
 


Você é um homem velho, que pensa em termos de nações e pessoas. Não existem nações. Não existem pessoas. Não existem russos. Não existem árabes. Não existe terceiro mundo. Não existe oeste. Só há um sistema holístico de sistemas! Um vasto e imanente, interligado, interagente, multi-variante, multinacional, domínio de dólares! Dólares petrolíferos, eletro-dólares, multi-dólares. Moeda alemã, moeda japonesa, moeda russa, moeda britânica e moeda dos judeus! É o sistema internacional da moeda corrente que determina a totalidade da vida neste planeta. Esta é a ordem natural das coisas hoje em dia. Esta é a estrutura atômica, sub-atômica e galáctica das coisas hoje em dia.

E você mexeu com as forças primitivas da natureza! E você vai se retratar! Estou me fazendo compreender?
Você se levantou em sua televisãozinha de 21 polegadas e praguejou sobre a América e sobre a democracia.
Mas não há América.
Não há democracia.
Só há IBM e ITT, e AT&T e Du Pont, Dow, Union Carbide e Exxon.
Essas são as nações do mundo de hoje.

Sobre o que você acha que os russos falam em seus conselhos de estado? Karl Marx?
Eles saem de suas programações lineares, decisões em cima de teorias estáticas, soluções minimalistas e computam as probabilidades do custo-benefício de suas transações e investimentos, assim como nós. Nós não estamos mais vivendo num mundo de nações e ideologias, Sr. Beale.
O mundo é um colegiado de corporações inexoravelmente determinado pelas leis imutáveis dos negócios.

O mundo é um negócio.
Tem sido desde que o homem saiu da caverna.


Mais um trecho do filme Network, de Sidney Lumet (1976).

Vocês notam como as grandes empresas (leia-se grandes interesses) tentam botar a mão em todas as formas de mídia? Jornais são controlados por um grupo pequeno, que também estão por trás das televisões e das rádios. Sempre combatem formas alternativas de distribuição de informação, e a melhor forma de combate (como bem sabem os Borgs) é a assimilação. A TV digital sofreu pressão pra que adotasse o formato japonês, pra que a concessão de canais continuassem os mesmos (o padrão europeu dobraria o numero de canais disponíveis). Eu nem torci pelo europeu, pois sabia que, mesmo dobrando as "opções" de canais, eles seriam comprados por Igrejas, políticos e por parceiros de outros canais. Vejamos a TV a cabo. No começo passavam boas coisas, filmes novo SEM PROPAGANDAS (acho que toda a grade era sem propaganda) e havia um respeito com o consumidor, com temas diversificados. Aos poucos foram enchendo de propaganda, com filmes que você tem de pagar (AINDA MAIS) pra ver,e ainda ter que aguentar Redeshop ocupando metade da grade de um canal que deveria ser dedicado a HISTÓRIA!! E a quem pertence a fusão monopolista Direct TV+Sky? A Globo, claro, que também já controlava a NET.

E agora vemos a internet, que tem o "portal" Globo, o portal UOL (dirigido até 2002 por Caio Túlio Costa, que hoje dirige a "Brasil Telecom Internet", aglomerado que abrange o provedor iG, o BrTurbo e o iBest) e o Terra (do grupo Telefonica, companhia que é parte do monopólio dos telefones públicos na Espanha e uma das empresas de telecomunicações mais importantes do mundo). E cada portal que corra pra agregar (assimilar) mais a mais blogs e veículos de notícia. "Eles" ainda não conseguiram (e talvez nunca conseguirão) um meio de impedir que a informação que eles não querem ver divulgada chegue ao usuário da internet, mas controlam todos os canais por onde a MAIORIA das pessoas obtém informação. Então a massa, o gado, continua sob controle, mesmo que as pessoas parem de ver TV e migrem pra internet. A net tem sido cada vez mais entretenimento vazio, cada vez mais com cara de TV, onde a comunicação é de uma via só, e a propagação de banda larga só veio a sedimentar os monopólios, pois o povo, que já não escreve direito, tem preguiça de ler. Até o Youtube, que era uma terra de ninguem em termos de vídeo, está "loteando suas terras", com canais "oficiais" de informação, que irão conquistar seu espaço pela força da persuação e facilidades, como as assinaturas, os feeds, etc, onde você é, novamente, passivo. Crie um brete com comida no final e os bois se acostumarão a passar por ele mesmo que tenham outras opções.

Se antes o paradigma da internet era abrir o navegador com um buscador na frente (seja ele o Google, ou Altavista, ou Yahoo), convidando-o à exploração (e aguardando uma AÇÃO sua), hoje as páginas iniciais são dominadas pelos portais, com trocentas notícias e "atrações" pra desviar sua atenção mesmo que você tenha aberto o navegador pra fazer alguma coisa específica. Até mesmo o Google, primoroso pela sua página limpa, sem distrações, resolveu investir na tendência, com seu navegador Chrome, que abre a página principal com 9 dos seus sites mais visitados (não estamos longe da cena de De Volta para o futuro 2, onde o filho de Marty McFly assiste a um "muro de TV" ligado em vários canais ao mesmo tempo).


Ler em espanhol (por Teresa)


 
Cinema, Internacional - publicado às 2:28 PM 45 comentários
NETWORK
 


Edward George Ruddy morreu hoje!

Edward George Ruddy era o manda-chuva da cúpula da União dos Sistemas Televisivos, e ele morreu hoje às 11 horas da manhã de ataque cardíaco.
E "ai" pra nós! Estamos encrencados agora!
Mas, qual é o problema? Afinal, um velho rico baixinho de cabelo branco morreu. E daí? Que influência isso terá no preço do arroz, certo? E por que estaríamos em problemas?
Porque vocês, pessoas, e 62 milhões de outros americanos estão me ouvindo nesse exato instante.
Porque menos de 3% de vocês lêem livros.
Porque menos de 15% de vocês lêem jornais.
Porque a única verdade que vocês sabem é a que sai dessa caixa.

Nesse exato momento há uma geração inteira que nunca aprendeu nada que não tivesse saído dessa caixa! Essa caixa é seu evangelho. É a revelação máxima. Essa caixa pode fazer ou depor Presidentes, Papas e Primeiro-Ministros. Essa caixa é a maior força que existe em todo o mundo de Deus, e estamos ferrados se ela cair nas mãos de pessoas erradas! E é por isso que estamos encrencados, porque Edward George Ruddy morreu.

Porque essa emissora está agora nas mãos da CCA, a Corporação de Comunicação da América. Há um novo manda-chuva agora no comando dessa emissora, chamado de Frank Hackett sentando na cadeira da sala do Sr.Ruddy no 20º andar. E quando as 12 maiores empresas do mundo controlam a maior e mais fantástica máquina de propaganda do mundo inteiro de Deus, quem saberá que merda será negociada como sendo a verdade nessa emissora?

Então me escutem. Me escutem!
Televisão não é a verdade. Televisão é uma porcaria de um parque de diversões!
Televisão é um circo, um carnaval, um bando de acrobatas, contadores de estória, dançarinos, cantores, pilantras, montadores de shows de mentiras, domadores de leões e esportistas.
Estamos num negócio em que a única coisa que importa é matar o tédio.
Por isso, se vocês querem a verdade, procurem Deus.
Vão procurar seus gurus.
Procurem seus interiores!
Porque lá é o único lugar onde encontrarão alguma verdade.

Cara, você sabe que não conseguirá nenhum tipo de verdade de nós. Nós te contamos qualquer coisa que você quiser ouvir. E mentimos sem remorso.
Nós te dizemos que o Detetive sempre pega o assassino, e que ninguém nunca pega câncer na novela das cinco.
E não importa em quantos problemas o herói esteja, não se preocupe. Olhe bem para o seu relógio, quando tiver passado uma hora ele terá vencido! Nós te dizemos qualquer merda que você queira ouvir!
Nós vendemos ilusões. Mas não a verdade!

Mas vocês, pessoas, sentam na frente dela, dia após dia, noite após noite. Vocês são de todas as idades, cores e credos. Somos todos que vocês conhecem.
Vocês estão começando a acreditar até nas mentiras que estamos lhes dizendo nesse exato momento. Vocês estão começando a acreditar que a caixa é de verdade e que suas vidas são de mentira! Vocês fazem tudo que a caixa manda vocês fazerem! Vestem-se como ela manda, comem o que ela manda, criam suas crianças como ela quer e até pensam como a caixa!
Isso é uma alucinação coletiva em massa, seus maníacos!
Em nome de Deus, vocês pessoas é que são a realidade! Nós aqui dentro é que somos a ilusão!
Então desliguem a TV! Desliguem a TV agora mesmo!
Desliguem sua TV e deixem ela aí no canto da sala. Desliguem a TV no meio dessa frase que estou dizendo.

Desliguem!








Trecho antológico do filme Network, de Sidney Lumet, lançado em 1976. Infelizmente continua atualíssimo.


Ler em espanhol (por Teresa)


 
Cinema, Internacional - publicado às 12:55 AM 41 comentários
OS MILITARES E OS OVNIS NO BRASIL
seg, 17 de novembro, 2008
 


Reportagem do Fantastico de 1997 sobre a relação dos militares com os OVNIs no Brasil:


 
Ufologia - publicado às 12:12 PM 81 comentários
HOMEM ACORDA EM ALTO DE PEDRA
qui, 13 de novembro, 2008
 


Fato estranhíssimo publicado em 08/11/08 por A Gazeta, e que certamente cairá no limbo da navalha de Ockam:

Um mistério está intrigando os moradores da localidade de Córrego Bananalzinho, na área rural do município de Rio Bananal. O pedreiro Odair José Berti, de 35 anos, não sabe como foi parar em uma pedra de cerca de 300 metros de altura, onde permaneceu por cerca de 17 horas. Ele foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em uma operação arriscada, que durou 12 horas, e terminou na madrugada de ontem.

Mesmo para os experientes bombeiros que estiveram no local, como os sargentos José Ailton e Caldeira, o fato não tem uma explicação lógica. Segundo eles, o acesso ao topo da pedra é extremamente difícil, até mesmo com o uso de equipamentos.

Os moradores da região asseguram que seria praticamente impossível subir na pedra sem recursos técnicos para fazer a escalada. "Só Deus sabe como ele foi parar lá", comentou o motoboy Claudecir Berti, sobrinho do pedreiro.

O próprio Odair estava assustado com a situação. Ele reside no município de Colatina e decidiu passear na casa de um irmão, que reside em Córrego Bananalzinho, onde chegou na tarde de quarta-feira. Como estava muito cansado, conforme contou para familiares, ele dormiu cedo. No dia seguinte, quando acordou, ainda de acordo com seu relato, tomou o maior susto ao perceber que estava no alto de uma pedra. Desesperado, começou a gritar acenando com a camisa, até que um morador da região o viu.

Quando foi resgatado o pedreiro estava usando bermuda, camisa e chinelo e, segundo os bombeiros, não tinha nenhum arranhão no corpo. Aparentava, entretanto, estado de saúde debilitado, pois estava com sede e fome. Ele foi atendido no posto médico local e depois liberado.

A operação de resgate envolveu uma equipe de quatro bombeiros. Eles foram acionados por volta das 13h40. Quando perceberam a gravidade da situação, já no final da tarde, cogitaram usar o helicóptero do governo do Estado. Entretanto, como a aeronave não opera durante a noite, decidiram escalar a pedra usando técnicas de rapel. Com a ajuda de moradores da região, levaram mais de uma hora para chegar até o ponto mais adequado à escalada. A operação terminou por volta de uma hora. Na descida, dois bombeiros se perderam e só conseguiram sair da área com ajuda dos moradores. Na escalada, o sargento José Ailton sofreu vários ferimentos nos pés.

Familiares do pedreiro asseguraram que ele não tem problemas mentais. Odair é separado da mulher e reside com a mãe.


Maiores informações:
Vídeo do Fantástico sobre o caso;
Mundogump: reprodução do caso e mais outros casos de abdução


 
Ufologia - publicado às 3:23 PM 78 comentários
REVELAÇÕES
seg, 10 de novembro, 2008
 


Acredito que ter uma revelação espiritual seja ao mesmo tempo uma dádiva e uma tristeza. Dádiva de poder ver claramente aquilo que antes só era intuído, ou ouvia falar. Dádiva de poder experimentar o gozo da lucidez, da unidade, de perceber detalhes da estrutura na qual você viveu a vida toda e nunca antes havia notado. E tristeza por saber que a maioria não vai poder partilhar de sua descoberta, saber que a maioria estará imersa na ignorância, sendo manipulada a se contentar com o "pão dormido" que mantém, mas não nutre, não desenvolve.

Quem acompanha o Meu Outro Blog já sabe da minha paixão por música e imagem de alta qualidade, e quando eu descobri o DTS surround fiquei louco pra partilhar esta descoberta com o máximo de pessoas, tipo "vocês acham que CD é o máximo da qualidade? Vocês nunca ouviram Música, assim como eu nunca tinha ouvido Música até ouvir algo em 5.1 DTS". Foi uma revelação, não do tipo espiritual, mas uma revelação sonora. Daí tiro o comportamento dos que têm revelações espirituais de grande alcance, que procuram ao máximo "converter" pessoas... O olhar de alguém que "achou Jesus" é de puro júbilo, de pura alegria, e a vontade dela é que mais e mais pessoas compartilhem de sua alegria, afinal, É POSSÍVEL ("Yes, we can!"). Mas geralmente esse tipo de ação tende a ser reprimida socialmente, afinal não é todo mundo que gosta de ser impelido numa direção (eu mesmo não gosto). Mas eu creio que a abordagem dos crentes não é das mais eficientes, e vou continuar utilizando o exemplo do DTS: Se eu vibro com a qualidade sonora desse formato, e quero compartilhar minha vibração com outras pessoas, vou esbarrar em uma série de dificuldades:
1º - Eu não posso levar a música até elas, porque depende de um aparato que inclui decoder, caixas de som (6 delas!), vários softwares, etc. Com isso, a pessoa tem de estar PRÉ-DISPOSTA a ir até minha casa pra escutar música de um artista que talvez ela nem goste.
2º - Uma vez em minha casa, tenho de fazê-la sentar num ponto especial da sala (pois não tem o mesmo efeito em toda parte) e colocá-la pra ouvir a música em silêncio, com atenção, o que é uma mudança de paradigma (Afinal, as pessoas normalmente não ouvem música com esse grau de comprometimento).
3º - Mesmo com tudo isso é provável que ela não note a diferença entre o DTS e um MP3, seja porque a audição está comprometida por anos de baladas, headfones e sons altos (que sabemos que destrói a sensibilidade pra certas freqüências) ou porque o ouvido não foi "treinado" pra perceber certos sons. E aí a pessoa vai dizer: "é isso? legal, legal..." e sair dali pensando que a outra é ruim do juízo, que o fez perder tempo, etc.

É geralmente nessas barreiras que a religião esbarra. O seguidor pode estar animado como for, mas se ele chegar na família ou amigos falando das maravilhas de entendimento que alcançou graças a determinada religião, que pôde se tornar uma outra pessoa, com uma nova visão, todos vão achar ótimo, mas vão ficar meio com um pé atrás, tipo: "porque essa mudança toda? Será que fizeram lavagem cerebral? Tem alguma coisa aí..." E os parentes e amigos vão até onde a pessoa transformada foi, ou vêem de longe, colhem informações com terceiros, mas não vêem nada demais ali, naquele lugar, naquelas informações, e consideram a pessoa um caso de excentricidade (pra não dizer loucura). O fiel perde o ímpeto inicial, se afasta do convívio familiar para procurar os "seus", e se fecha em sua revelação. E a boiada segue.


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Internacional, Pensamentos - publicado às 2:27 AM 104 comentários
FUNDAMENTOS DO ISLÃ
qui, 6 de novembro, 2008
 


O sufismo é mais prático do que teórico. Para o Sufi, não interessa o depois, e sim o AGORA. O Sufismo estuda o que devemos fazer para desenvolver nossa consciência aqui nesta existência. Por isso não está na doutrina a crença da reencarnação (mesmo que ela exista e fosse provada, não é algo que seja proveitoso para a doutrina, e por isso, para todos os efeitos, não há reencarnação).

A base do Sufismo está nos escritos revelados por Allah (Deus) - por intermédio do arcanjo Gabriel - ao profeta Muhammad (conhecido no ocidente como Maomé) ao longo de 20 anos. Estes escritos, cujo conteúdo foi retirado de uma tábua conservada no céu - "a mãe do livro" - se tornou o texto sagrado do Islã: o Corão (do árabe al-Quram, que significa o recitativo ou o discurso).

Assim como na Torah (O velho testamento hebraico), APENAS a interpretação literal das suratas (versos) do Corão não é aconselhada, pois cada surata (verso) pode conter os mais diversos significados.

O termo islam vem do verbo aslama (submeter), enquanto a palavra muslin (daí deriva a palavra "muçulmano") quer dizer submisso. O sentido é claro: o verdadeiro muçulmano é aquele que se declara e é submisso a Deus.

Mohammed afirmava que o que ele pregava não era uma nova religião, mas a continuação da revelação que Deus tinha dado aos profetas do Antigo Testamento e a Jesus (que não é considerado Filho de Deus, mas sim um grande profeta - assim como Mohammed é considerado - que deveria ser obedecido).

A Sharia é uma lei paralela, mas fundamentada no Corão e codificada no século IX. Por essa lei, ficou proibido o consumo de bebidas alcoólicas e de carne suína, foi imposto às mulheres o costume de cobrir o rosto com o chador ou de usar um lenço na cabeça - ijhab - ou ainda, conforme as interpretações mais rígidas dos ulemas (clérigos e teólogos muçulmanos) de adotar o carsaf, um longo vestido, geralmente de cor escura, que cobre o corpo da cabeça aos pés, deixando apenas buracos para os olhos. Sempre segundo essa lei, pode ser punido, com a pena de morte, um muçulmano que renegue sua fé ou blasfeme contra Allah ou Muhammad. A lei, porém, está sendo aplicada em maneira diferente, conforme os preceitos dos próprios clérigos e é mais ou menos rígida, dependendo da cultura de cada país.

Os Hadith são a coletânea de ditos e feitos do profeta Muhammad, feitas pelo povo que conviveu com ele. Servem como uma orientação, um guia de conduta de como aplicar o Corão. Mas são tantas que se costuma dizer que, para cada exemplo mandando fazer tal coisa, é possível achar outro mandando fazer o seu contrário. O que os fanáticos fundamentalistas fazem é escolher, entre as Hadith, aquelas que mais se prestam à sua interpretação e, depois, dizer que elas são as únicas. Só que existem diversos tipos catalogados de Hadith, aquelas que possuem maior credibilidade (pois junto ao Hadith foi dita toda a linhagem de "fulano que ouviu de sicrano que ouviu do profeta" e pesquisadores realmente comprovaram a existência dessas pessoas naquela época) e outras que não se sabe ao certo a procedência. Enfim, o bom-senso é fundamental.


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Sufismo - publicado às 10:16 PM 62 comentários
JUNG: SOBRE A VIDA DEPOIS DA MORTE
ter, 4 de novembro, 2008
 


Carl Gustav Jung opinava, baseado em suas experiências pessoais - em seu livro Memórias, sonhos e reflexões - que os espíritos eram consciências autônomas que pararam no tempo e no espaço, após a morte do corpo. Não podem aprender nada de novo, não evoluem, a não ser que a humanidade aqui, na Terra, também evolua. Subindo o nível de compreensão e consciência aqui, sobe-se lá, e essa seria a razão da interação mortos x vivos que tanto permeia as manifestações psíquicas/religiosas humanas. Vejamos esses trechos soltos do capítulo "Sobre a vida depois da morte":


Ao menos uma parte de nossa existência psíquica se caracteriza por uma relatividade de espaço e de tempo. À medida que nos afastamos da consciência, esta relatividade parece elevar-se até ao não-especial e a uma intemporalidade absolutas. As figuras do inconsciente são também "ininformadas" e têm necessidade do homem ou do contato com a consciência para adquirir o saber. Parece, com efeito, que um saber sem limites está presente na natureza, mas que tal saber não pode ser apreendido pela consciência a não ser que as condições temporais lhe sejam propícias. O mesmo ocorre provavelmente na alma do indivíduo que traz consigo, durante anos, certos pressentimentos, mas só os conscientiza tempos depois.

Quando escrevi os Septem Sermones ad Mortuos, foram novamente os mortos que me propuseram questões cruciais. Voltavam – diziam eles – de Jerusalém porque não tinham encontrado o que procuravam. Isso me espantou muito nessa época porque, de acordo com a opinião tradicional, são os mortos que possuem o grande saber; com efeito, devido à doutrina cristã que supõe que no além olharemos as coisas face a face, a opinião acatada é que os mortos sabem mais do que nós: mas, aparentemente, as almas dos mortos só "sabem" o que sabiam no momento da morte e nada mais. Daí seus esforços para penetrar na vida, para participar do saber dos homens. Freqüentemente tenho a sensação de que elas se colocam diretamente atrás de nós, na expectativa de perceber que respostas daremos a ela e ao destino. Parece-me que o que lhe importa a todo custo é receber dos vivos – isto é, daqueles que lhes sobreviveram e que permanecem num mundo que continua a se transformar – respostas às suas questões. Os mortos questionam como se não tivessem a possibilidade de saber tudo, como se a onisciência ou a oniconsciência apenas pudesse ser privilégio da alma encarnada num corpo que vive. Tam bém o espírito dos vivos parece, pelo menos num ponto, avantajar-se ao dos mortos: a aptidão em adquirir conhecimentos nítidos e decisivos. O mundo tridimensional, no tempo e no espaço, parece-me um sistema de coordenadas: o que se decompõe aqui em ordenadas e abscissas, "lá", fora do tempo e do espaço, pode aparecer talvez como uma imagem original de múltiplos aspectos ou talvez como uma nuvem difusa de conhecimentos em torno de um arquétipo. Mas um sistema de coordenadas é necessário para poder distinguir conteúdos distintos. Tal operação nos parece inconcebível num estado de onisciência difusa ou de uma consciência carente de sujeito, sem determinações espaço-temporais. O conhecimento, como a geração, pressupõe um contraste, um "cá" e um "lá", um "alto" e um "baixo", um "antes" e um "depois".

Se há uma existência consciente após a morte, parece-me que ela se situaria na mesma direção que a consciência da humanidade, que possui em cada época um limite superior mas variável. Muitos seres humanos, no momento de sua morte, não só ficaram aquém de suas próprias possibilidades, mas sobretudo muito distantes daquilo que outros homens ainda em vida tornaram consciente, daí sua reivindicação de adquirir, na morte, esta parte da consciência que não adquiriram em vida.

O grau de consciência atingido, qualquer que seja ele, constitui, ao que me parece, o limite superior do conhecimento ao qual os mortos podem aceder. Daí a grande significação da vida terrestre e o valor considerável daquilo que o homem leva daqui "para o outro lado" no momento de sua morte. É somente aqui, na vida terrestre, em que se chocam os contrários, que o nível da consciência pode elevar-se. Essa parece ser a tarefa metafísica do homem – mas sem mythologein (mitologizar) apenas pode cumpri-la parcialmente. O mito é o degrau intermediário inevitável entre o inconsciente e o consciente. Está estabelecido que o inconsciente sabe mais que o consciente, mas seu saber é de uma essência particular, de um saber eterno que, freqüentemente, não tem nenhuma ligação com o "aqui" e o "agora" e não leva absolutamente em conta a linguagem que fala nosso intelecto. Somente quando damos às suas afirmações a oportunidade de "amplificar-se", através dos números, é que este saber do inconsciente penetra no domínio de nossa compreensão, tornando possível a percepção de um novo aspecto. Este processo se repete de maneira convincente em todas as análises de sonhos bem sucedidas.


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Internacional, Psicologia - publicado às 12:39 AM 46 comentários