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CIVILIZAÇÕES DESAPARECIDAS
sex, 29 de agosto, 2008
 


Rodovias e canais conectavam cidades e vilas. As comunidades eram distribuídas ao redor de praças. Nas proximidades, pequenos assentamentos se concentravam na agricultura e pesca. O local: as selvas do Brasil. O tempo: séculos antes de os europeus chegarem às Américas.

Cientistas disseram ter encontrado evidências da existência de comunidades urbanas tão complexas quanto as da Europa Medieval ou as da Grécia Antiga na região do Alto Xingu, na Amazônia. Em um artigo publicado na revista científica Nature, pesquisadores da Universidade da Flórida afirmaram ter encontrado sinais da existência de vilarejos e cidades cercadas por muralhas, conectadas por redes de estradas e organizadas ao redor de grandes praças centrais.

Há também sinais de atividades agropecuárias extensivas, inclusive possíveis resquícios de criações de peixes. Essas aglomerações urbanas datam de antes da chegada dos europeus, em 1492, e estão quase completamente cobertas pela floresta tropical, mas foram identificados por membros da tribo Kuikuro, que habita a região. Esses índios, segundo os cientistas, são descendentes diretos dos povos que habitaram essas cidades.

Os pesquisadores afirmaram que um aspecto importante dessa descoberta é a constatação de que uma região da Amazônia antes considerada intacta na verdade já foi cenário de extensiva atividade humana no passado.

O que conhecemos como a história de nossa evolução está sendo contestada, não por rumores e revisionismos, mas fatos que se impõem e deixam os cientistas sem saber como explicar. Civilizações que desapareceram e cujos vestígios são a única pista de que elas desafiavam nosso conceito de evolução, como as pirâmides de Visoko, na Bósnia, as pirâmides do Japão (com 10.000 anos!), a ponte de Sri-Lanka, além de tecnologias que - teoricamente - não deveriam ter sido desenvolvidas em determinada época, como as baterias de Bagdá, o Artefato de Antikythera, e ainda pegadas que podem remeter os hominídeos a 2 milhões de anos atrás ou até mesmo 15 milhões de anos! Diante disso, como imaginar que a Atlântida foi só uma lenda?

A própria teoria da evolução do homem para Homo Sapiens já está em xeque. Estudos genéticos indicam que o Neandertal, que até agora víamos como sendo estúpido e símio, era na verdade de pele clara e com cabelo ruivo (!), e que podia falar e até mesmo cantar! E que a idéia de que o Homo Sapiens era mais inteligente a ponto de fazer ferramentas melhores e sobreviver por eliminação do menos apto também não se sustenta, pois as ferramentas dos Nendertais eram na verdade melhores do que as do Homo Sapiens!

Quando pensamos no Neanderthal, precisamos parar de pensar em termos de estúpido e menos avançado e (começar a pensar) mais em termos de diferente
(Metin Eren)

Sem dúvida uma lição para todos nós.


Ler em espanhol (por Teresa)

Referência: Estudo vê "urbanismo" antigo no Xingu


 
Ciência, Internacional - publicado às 2:34 PM 122 comentários
O HERÓI OLÍMPICO
sáb, 23 de agosto, 2008
 


Numa nação de milhões de habitantes, essas pessoas foram selecionadas e preparadas para representá-la como o melhor que aquele país tem a oferecer naquela especialidade. Essa pessoa é a mais apta (no sentido evolucional, poderíamos usar a palavra "fittest", usada por Charles Darwin pra descrever a sobrevivência do mais adaptável), a mais perfeita. Cada país faz isso, e só pode haver UM ganhador em cada modalidade. Isso significa que a imensa maioria dos competidores vai ter de lidar com o fato de que eles não são o melhor do mundo (ao menos naquele dado momento), mas todos terão a oportunidade de representar da MELHOR FORMA POSSÍVEL o seu país. Poderão dormir tranquilos com o sentimento do dever cumprido, de ter dado o melhor de si e não ter feito feio perante o mundo.

O poderoso herói, dotado de poderes extraordinários — capaz de levantar o monte Govardham com um dedo e de preencher-se a si mesmo com a terrível glória do universo —, é cada um de nós: não o eu físico, que podemos ver no espelho, mas o rei que se encontra em nosso íntimo.

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Filosofia - publicado às 3:16 AM 79 comentários
MEDITAÇÃO DESACELERA AVANÇO DA AIDS
qua, 20 de agosto, 2008
 


A meditação pode brecar o avanço da Aids depois de apenas algumas semanas de prática, talvez por ter influência no sistema imunológico do paciente, afirmaram pesquisadores norte-americanos da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Se confirmada em estudos mais amplos, a descoberta poderia oferecer uma alternativa barata e agradável para ajudar as pessoas a enfrentar essa doença incurável e muitas vezes fatal.

Os pesquisadores testaram um programa de combate ao estresse chamado meditação de foco, definida como a prática de uma postura receptiva ao presente, sem se preocupar com o passado e o futuro.

Quanto maior a frequência com que os pacientes meditavam, mais altas suas contagens de células CD4 -- uma medida padrão para se saber a eficiência com que seus sistemas imunológicos combatiam o vírus da Aids. As contagens de CD4 foram feitas antes e depois do programa de dois meses.

"O estudo fornece os primeiros indícios de que o programa de administração de estresse conhecido como meditação de foco pode ter um impacto direto quando se trata de brecar o avanço da Aids", afirmou em um comunicado David Creswell, que comandou o estudo.

A equipe examinou 67 adultos HIV-positivos da área de Los Angeles, 48 dos quais realizaram algum tipo de meditação. A maior parte deles tendia a conviver com rotinas bastante estressantes, afirmou Creswell.

"A maioria dos participantes do estudo era do sexo masculino, afro-americanos, homossexuais e desempregados e não estavam tomando remédios anti-retrovirais", escreveram os cientistas na revista Brain, Behavior, and Immunity. As aulas de meditação incluíam oito sessões semanais de duas horas cada uma, um retiro de um dia e uma sessão diária a ser realizada em casa. "As pessoas que tiveram essas aulas empolgaram-se de verdade e realmente gostaram do programa", afirmou Creswell.

"O programa de meditação de foco é um tratamento de baixo custo baseado em grupos e, se as descobertas iniciais forem confirmadas em pesquisas mais amplas, é possível que tal treinamento possa ser usado como um complemento eficiente no combate à Aids", acrescentou.

Fonte: Yahoo/Reuters


 
Ciência - publicado às 10:10 PM 25 comentários
QUEM ÉS?
ter, 19 de agosto, 2008
 


O amante bateu à porta da bem-amada, e uma voz lá de dentro perguntou:
- Quem está aí?
E ele respondeu
- Sou eu.
A voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o amante foi para o deserto, e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu novamente à porta. E de novo a voz perguntou:
- Quem é?
E o amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.

Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII


 
Sufismo - publicado às 4:03 PM 33 comentários
REENCARNAÇÃO QUÂNTICA
dom, 17 de agosto, 2008
 


Físicos "des-medem" partícula e ela retorna à vida

Fonte: Inovação Tecnológica


As partículas quânticas - também chamadas de partículas sub-atômicas - têm comprovadamente comportamentos que parecem ser absolutamente impensáveis. Como elas podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas, elas podem, por exemplo, estar em vários lugares ao mesmo tempo. Como é que algo assim tão contra-intuitivo pode ser a base para a construção do nosso mundo "clássico," onde as coisas se comportam como estamos acostumados, é uma questão ainda a ser respondida pela ciência.

A teoria atualmente aceita afirma que um objeto quântico pode estar em qualquer lugar dentre as possibilidades descritas por sua função de onda. Quando um cientista tenta medir essa onda/partícula, então ela imediatamente "colapsa", deixando de estar em qualquer lugar para estar apenas e tão somente naquele exato local onde a medição está sendo feita, comportando-se como se fosse um objeto clássico.

Desfazendo medições quânticas

E, para demonstrar que o mundo quântico pode ser ainda mais estranho, os físicos Andrew Jordan e Alexander Korotkov propuseram, em 2006, que seria possível "des-medir" - desfazer a medição - a onda/partícula, fazendo-a voltar ao seu exato estado quântico anterior, como se a medição não tivesse acontecido e, portanto, a partícula não tivesse sofrido qualquer alteração.

Agora, uma equipe da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos Estados Unidos, conseguiu fazer esse experimento e comprovou a teoria. A experiência tem enorme importância para a física e tem grandes implicações sobre a utilização das teorias do mundo quântico para explicar questões de forma quase transcendental - e até mesmo abrindo caminho para explicações ainda mais especulativas. A nova teoria sugere que a fronteira entre o mundo quântico e o mundo clássico não é uma linha clara e bem definida como se pensava até agora. Em vez disso, os dados parecem demonstrar que essa fronteira é na verdade uma zona cinzenta, com uma amplitude ainda não conhecida, mas cujo tempo para ser cruzada é maior do que zero.

O pesquisador Nadav Katz e seus colegas, em um artigo que acaba de ser publicado no repositório arXiv, explicam como foram capazes até mesmo de "enfraquecer" a medição de uma partícula quântica, forçando apenas um colapso parcial - algo como um "estado de coma" de uma partícula quântica. A seguir, relatam os pesquisadores, "[nós] desfizemos o dano que tínhamos feito," alterando certas propriedades da partícula e refazendo a medição. A partícula retornou ao seu estado quântico como se nada tivesse acontecido antes, ou seja, como se a primeira medição não tivesse sido feita.

Computadores quânticos

Esse mecanismo é de extremo interesse para os cientistas que tentam construir computadores quânticos. Os bits quânticos - qubits - desses computadores futurísticos aproveitam justamente o fato de que uma partícula pode estar em vários lugares ao mesmo tempo para armazenar inúmeros dados simultaneamente, vem apenas de um 0 ou um 1, como nos computadores clássicos. Construir computadores quânticos, contudo, não é uma tarefa fácil, porque os qubits são muito sensíveis e sofrem interferência de inúmeros fatores do ambiente, colapsando e perdendo os dados. O novo sistema de reversão poderá representar uma possibilidade de se construir mecanismos de correção de erros que façam com que os qubits tenham sempre os dados esperados.

Ressuscitando o gato de Schrodinger

No campo da física teórica, a nova descoberta coloca uma pitada adicional de "estranhice" no famoso "experimento" conhecido como gato de Schrodinger - um gato fechado em uma caixa contendo um frasco de veneno que estará aberto se uma partícula quântica estiver em um estado, e fechado se a partícula estiver em outro. Em termos quânticos, o gato estará vivo e morto simultaneamente. Quando alguém abrir a caixa, porém - o equivalente a medir o estado quântico da partícula - a partícula colapsará e conheceremos o real estado do gato - vivo ou morto.

Agora que foi demonstrado que é possível reverter o estado da partícula, isso equivale a dizer que, estando o gato morto, poderá ser possível refazer o estado original da partícula e trazer de volta o gato à vida.

Reencarnação quântica

Vários cientistas afirmam que, como a simples medição de uma partícula quântica afeta seu comportamento, de certa forma nós criamos a realidade à medida que interferimos com ela. Katz, agora, afirma que a demonstração de que somos capazes de reverter o colapso da partícula quântica "nos diz que nós realmente não podemos assumir que qualquer medição crie a realidade porque é possível apagar os efeitos da medição e começar de novo."

"Começar de novo" é uma questão que interessa a inúmeros teóricos - sem falar em todo um campo de literatura não-científica que floresce ao redor da "interpretação" das teorias do mundo quântico, tentando utilizá-las para descrever o mundo clássico. Os físicos, contudo, continuam trabalhando na busca do entendimento das diferenças entre o mundo quântico e o mundo clássico, e de como um dá origem ao outro, sem transcendentalismos, mas com muita especulação bem fundamentada.

Andrew Jordan, por exemplo, um dos que propuseram a teoria que agora foi comprovada, acredita que a explicação poderá ser encontrada nas pesquisas de uma nova área chamada nanofísica, que estuda problemas físicos fundamentais que ocorrem em dimensões que estão em um meio-termo entre os dois mundos.


 
Ciência - publicado às 2:51 AM 25 comentários
FRAGMENTOS DA SOCIEDADE VIRTUAL
ter, 12 de agosto, 2008
 


Teu coração é dividido em tantas partes quantas são as tuas preocupações. Cada cogitação leva o seu pedaço. Pensas que Deus há de derramar suas graças em um vaso partido? Nem permitas que teu corpo ande por um lado e teu coração por outro, sem ver as coisas que fazes. Antes, serve a Deus com este corpo mortal
(Teresa de Ávila)

Andar nu, com os cabelos emaranhados, jejuar, cobrir-se de pó e cinzas, deitar sobre pregos - nenhuma desas coisas pode purificar um homem se sua mente não é pura
(Buda)

Ao que o Senhor lhe disse: Ora vós, os fariseus, limpais o exterior do corpo e do prato; mas o vosso interior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. Loucos! quem fez o exterior, não fez também o interior? Dai, porém, de esmola o que está dentro do copo e do prato, e eis que todas as coisas vos serão limpas
(Lucas 11:39-41)


Servir a Deus não é amarrar bombas no seu corpo e explodir quem não for da sua religião (esse conceito é relativamente novo e uma deturpação, no caso do islamismo). Nem tentar converter o máximo de pessoas. Nem bater no peito e botar no carro "Orgulho de ser (ponha sua religião aqui)". Servir a Deus é primeiro reconhecer Deus no outro, e servir a Ele na figura do PRÓXIMO. Jesus não poderia ter sido mais claro do que isso, e os grandes nomes do cristianismo também foram grandes servidores. Infelizmente no mundo de hoje a pessoa que se doa e respeita ao próximo é vista como um babaca, um tolo. Isso porque criamos uma cultura onde as raposas é que tomam conta do galinheiro, e "aprendemos" a pensar: ei, isso que é esperteza!

Tenho passado minhas férias imerso num jogo online chamado Lineage II. Nunca gostei de MMORPGs, acho um saco ficar batendo papo dentro de um jogo, ou ficar batendo em bichos fracos o dia todo pra subir de nível, mas esse me cativou por conta do visual, com uma direção de arte magnífica e por um sistema de comércio interessantíssimo - que lembra uma feira livre - que aguçou minhas ambições. De fato, tenho passado mais tempo comprando e vendendo do que matando monstros.

Mas o que me fez mencionar o jogo são as relações sociais que são estabelecidas nele. Como um micromundo, tem-se uma liberdade incrível tanto pra o bem, como pra o mal. Como disse antes, não queria bater papo, nem conhecer pessoas. Mas, ao entrar no jogo, nos primeiro dias, tive um ótimo reforço moral que foi dado pelos veteranos. Gente que eu não conhecia me ajudou a lutar contra monstros mais fortes, deu dicas, e uma até deu dinheiro (MUITO dinheiro) apenas por nos mostrarmos simpáticos numa conversa. Eram pessoas interessadas em tornar aquele mundo virtual e efêmero um lugar melhor de se "viver". Me senti como um rato de laboratório sendo recompensado com um queijo, mas o reforço positivo FUNCIONOU, porque eu acabei levando-o sem querer pra vida "real" dias depois, ao entabular uma conversa com uma vendedora, onde consegui desconto num refrigerante que ficou praticamente de graça simplesmente por eu me mostrar simpático e comunicativo (e nem era minha intenção usar isso pra minha vantagem).

Então vemos essa sociedade virtual sendo construída num mundo com poucas regras. Pode-se usar seus "poderes" pro bem ou para o mal. Se você usa pro bem, só tem vantagens, claro, pela teia social, dinheiro e pontos de experiência que lutar contra monstros em grupo dão. Mas, se você usa pro mal, ao matar outros participantes, seu nome fica vermelho, indicando que você é um PK (Player Killer). Você não ganha nada, fica visado, depois de 6 mortes pode vir a perder itens se for morto, mas o que mais me impressiona é que NUNCA deixa de haver PKs no jogo. Há muitas pessoas que matam os outros e a única recompensa é o PRAZER. Não sei se é uma compensação por ser um fraco na vida real, ou uma válvula de escape contra os pais ou irmãos, mas esse sadismo existe (com predominância entre os brasileiros) e há até uma certa tolerância por parte de muitos jogadores. Tipo "se eu não mexer com ele, talvez ele não mexa comigo". Por outro lado, há pessoas heróicas, que poem em risco suas vidas para caçar e matar os PKs, impedindo que eles bloqueiem uma rua e cometam uma chacina. Por sinal, a minha motivação nesse jogo é ficar forte o suficiente pra caçar PKs, já que eles me mataram muitas vezes na covardia e não quero que eles destruam a experiência do jogo.

É interessantíssimo observar um mundo quase sem leis, onde a sociedade ainda está se formando. Após isso passei a ver com mais respeito nossas conquistas como sociedade, como as nossas leis, escritas ou não, que fazem com que tenhamos um terreno mais ou menos firme onde nos apoiarmos (respeito à fila, à propriedade alheia, à dignidade). No jogo ou resolvemos as disputas na base da diplomacia, na porrada ou na intimidação, porque não há polícia, não há judiciário, o que incentiva imediatamente a adoção da "lei do cão" (com diplomacia você não consegue muitos avanços). E o que eu vi foram extremos de virtude e perversão, salpicados aqui e ali por certa apatia que favorece ambos. Talvez estejamos caminhando pra isso na nossa sociedade "real". Talvez tenhamos um confronto entre "santos" e "demônios". O requinte de crueldade dos fora-da-lei é cada vez maior, enquanto o coração dos medianamente bons esfria a cada dia. Nesse caldo fervente, sobrevém os virtuosos, que nunca pretenderam chamar a atenção, mas chamam porque isso é o "diferente", o "estranho". Quando a proliferação dos programas policiais, as capas dos jornais, a valorização da violência incentiva a ver um mundo mergulhado no medo e na intolerância, quando as religiões - que deviam ser a âncora das virtudes - resolvem brigar entre si e surgem coisas bizarras como a "Liberdade Atuante", que pretende reprogramar o cérebro para ser "livre" das influências da sociedade (lembrei de Laranja Mecânica, não sei porque...).

Por isso não podiam crer, porque, como disse ainda Isaías: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos e (nem) entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. Estas coisas disse Isaías, porque viu a sua glória, e dele falou
(João 12:39-41)

Talvez este seja o plano. Quando tudo o que for crença ou fé se abalar, quando todos os caminhos apontarem pra o tudo ou nada, os que perseverarem não pela fé, não pela crença, não pela recompensa espiritual ou kármica, mas sim por terem nascido com isso, por possuírem a fibra moral necessária para prosseguir no caminho da Virtude mesmo quando não há recompensa alguma, esses serão os "Super-Homens" do qual Zaratustra (Nietzsche) falava.

Agora vou voltar pro meu jogo e só Deus sabe quando teremos outro post...


Ler em espanhol (por Teresa)


 
Internacional, Pensamentos - publicado às 1:03 AM 75 comentários
BOICOTEM OS JOGOS OLÍMPICOS 5
sex, 8 de agosto, 2008
 


O Governo Chinês bem que tentou, mas não conseguiu me impedir de ver os jogos. Parece contradição, já que propus um boicote, mas foi um boicote turístico aos jogos, algo que se possa VER e passar uma mensagem ao mundo, não um boicote à China nem às Olimpíadas (que deveriam ter sido realizadas num lugar com menos poluição, mas isso é outra questão).

Cheio de sono, acordo após dormir 4 horas apenas, compro um bolo de rolo, faço café e me sento na rede pra apreciar o espetáculo de Zhang Yimou, quando de repente, após a contagem regressiva, falta luz. Louco de raiva, vou procurar saber se sou só eu ou todo o prédio. Descubro um carro da companhia de luz estacionado em frente ao prédio, onde funcionários de sorriso irônico (certamente todos contratados pelo Governo Chinês) começavam a trabalhar. Segundo eles, era uma "manutenção preventiva, previamente agendada". Queria saber quem foi o expert que agendou uma manutenção EXATAMENTE no dia e hora das aberturas dos jogos, algo que eu nunca vi acontecer nos últimos 4 anos em que moro aqui! Talvez seja um evento que ocorra de 4 em 4 anos, pra coincidir com os jogos! Queria saber se fosse a final da Copa com o Brasil, se eles iriam fazer isso! A questão é que só minha rua ficou sem luz, o que me fez ir procurar uma padaria com um belo terraço e cadeiras, que por sorte estava exibindo. Comprei uma Coca-Cola pra não me expulsarem do local, e fiquei até o fim (mas não sem perder meia hora da cerimônia de abertura por conta deste ato de terrorismo).

Pois bem, minhas impressões da abertura (dos jogos, já que a China permanece tão fechada quanto antes):

PARABÉNS. Foi belíssimo, não mais que a de Atenas, mas cumpriu seu papel. Por falar em papel, o uso do pergaminho pra ilustrar tudo foi fantástico, mas infelizmente o diretor de transmissão só usava mais câmeras em close, o que perdia o efeito do CONJUNTO que, quando era mostrado, tirava o fôlego. Muita tecnologia, mas as idéias mais simples foram as mais lindas. Figurino belísismo, cores deslumbrantes, aquele negócio da aquarela que vai sendo pintada durante o espetáculo, e finalizada com os pés dos atletas foi MAGISTRAL. E o atleta andando de lado pelo estádio pra acender a tocha olímpica foi de emocionar.

Emoção mesmo foi quando vi a educação das crianças representada no centro do mundo, uma coisa que os orientais mostraram que FUNCIONA para o crescimento de um país, mas é solenemente ignorada nos países de 3º mundo porque é melhor manter currais eleitorais.

Pena que a mensagem de harmonia e valorização da natureza seja tão distoante da realidade chinesa (a cultivada pelo Governo, não pelo povo), o que faz com que todos comentaristas tenham a compulsão de abrir a boca durante uma festa e dizer que a realidade não é bem assim.

Dois jornalistas japoneses foram espancados pela polícia apenas por cobrirem uma matéria sobre o assassinato de policiais. E jornalistas do SBT receberam uma visita da polícia chinesa apenas porque baixaram fotos de uma campanha contra o desrespeito da China aos direitos humanos, pela internet. Isso no entanto não tem impedido que a Globo divulgue matérias bem ácidas no Jornal Nacional, TENTANDO mostrar um pouco do falso verniz de integração da China com o mundo que o Governo Chinês tenta emprestar aos jogos.


 
Política - publicado às 3:50 PM 67 comentários
CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE
qua, 6 de agosto, 2008
 


Ciência e espiritualidade devem caminhar juntas, mas não se deve misturar tudo no mesmo saco, pois são duas áreas distintas e que atendem a diferentes necessidades humanas (conhecimento e autoconhecimento). Como conciliá-las? Na nossa mente, claro! Se a física quântica é a melhor maneira de você entender o mundo, não queira que todos tenham de engolir as teorias de Bohm, Bohr e Hawkins goela abaixo, como se fossem o suprassumo da verdade, do mesmo jeito que não é nada legal empurrar teorias religiosas pra quem não se interessa por elas. A grande diferença aqui é o preconceito dos religiosos, que vendem como "dogma" o que deveria ser "teoria". Ciência e religião são maneiras de descrever a realidade e, onde a ciência pára (no terreno da alma, das relações humanas com o TODO), a filosofia religiosa deveria ser levada mais a sério. Foi essa a proposta de Kardec pro espiritismo, mas, bem, 150 anos depois a coisa desandou um pouco... o que não invalida, por sua vez, a doutrina.

Cientistas consagrados não ignoram o conhecimento religioso, e, segundo o Franco Atirador, "o próprio David Bohm foi o primeiro a notar a semelhança entre o seu modelo da Ordem Implícita e as religiões orientais. E, antes dele, foi por reconhecer a analogia entre o princípio da complementaridade e a doutrina taoísta do Yin-Yang que o Niels Bohr escolheu o símbolo do Tao pra colocar no seu brasão". Isso sem falar em Einstein...

Jung era um cientista. Investigou diversos aspectos do que chamamos de "esotérico" e encontrou nele elementos que foram trazidos à luz da ciência, para serem investigados, analisados, e que hoje são estudados nas universidades, para possibilitar a compreensão humana da sua própria mente. Muita gente "esquisotérica" usa Jung pra justificar suas loucuras, como se ele tivesse sido um ativista (como Lennon) e não um pesquisador.

A idéia de "unidade" dos esotéricos da Nova Era é baseada no conceito feminino da Mãe-Terra, ou Deusa-Mãe, passivo, que é oposto ao Deus varão e ativo que aprendemos a cultuar, e isso está nos estudos de Jung, onde o aspecto feminino do espiritual é mencionado, mas não hipervalorizado. O erro é pregar uma volta ao velho modelo, abandonando (e o pior, negando) tudo o que aprendemos até agora com a influência judaico-cristã. Isso é correr de um pólo ao outro, trocar uma ilusão por outra. É por isso que colocarei abaixo trechos do excelente artigo Jung e a Nova Era: Um Estudo sobre Contrastes, de David Tacey:


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Internacional, Psicologia - publicado às 2:49 AM 80 comentários