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IMPOSTOS E EDUCAÇÃO
sex, 30 de maio, 2008
 


Vou fugir mais uma vez dos assuntos do blog, mas eu não conseguiria dormir direito se não aproveitasse a audiência gerada pelas profecias de 2012 (impressionante como isso dá ibope) pra divulgar esses dados:

Estamos às vésperas da recriação da CPMF. Tudo porque, segundo o governo, o Congresso votou uma lei orçamentária que aumenta os gastos com a saúde. E pra gastar mais com a saúde precisa de mais dinheiro, disse Lula! Simples matemática, na cabeça dos 60% da população que o reelegeria sem piscar pra um terceiro mandato. O que "escapa" ao Lula e ao "povo" é que o Brasil tem batido recordes de arrecadação, que há dinheiro de sobra até pra pagar a dívida externa, e até mesmo pra inventar um "fundo soberano" de financiamento pra dar uma ajudinha para investidores estrangeiros, ALÉM do fato de que nós, o povo, JÁ pagamos uma das maiores cargas tributárias DO MUNDO. Ou seja, pagamos ao governo como país de primeiro mundo, e recebemos dele um serviço de terceiro mundo. Pra onde vai esse dinheiro? O destino vemos diariamente na TV, nos sucessivos escândalos que acabam em pizza. Ou nos altos salários (e benefícios) dos políticos e assessores, que se matam de trabalhar, de terça a quarta, no Congresso.
No dia 25 de maio pelo menos 25 municípios gaúchos "comemoraram" o Dia da Liberdade de Impostos. A data marca, simbolicamente, quando o brasileiro deixa de pagar impostos. Se desde 1º de janeiro o cidadão trabalhasse exclusivamente para quitar tributos, em 2008 o faria por 148 dias — prazo que terminou em 25/05. Pra conscientizar o cidadão, foram sorteados produtos como TVs 32 polegadas Widescreen, que só em tributos adicionam R$ 1.000 ao preço final de CADA APARELHO. E foram vendidos itens com o preço SEM imposto. Vejam só:

Produto ------- Preço com imposto (R$) Preço sem imposto (R$)
Gasolina ------- 2,50 ------------------ 1,25
Cesta Básica --- 97,80 ----------------- 68,46
TV 20" --------- 439,00 ---------------- 259,00
Ford Ka -------- 21.625 ---------------- 13.100
Computador ----- 998,00 ---------------- 622,00


O que estamos reivindicando aqui? Que o brasileiro deixe de pagar produtos com impostos? Isso seria ingênuo. Desde a antiguidade que os governos se sustentam assim (Roma que o diga). Mas dêem uma BOA olhada na fatia abocanhada pelos impostos e pense: Você não devia merecer mais do governo?

Você tem segurança garantida pelo Estado? Você se sente seguro ao sair de casa?
Você tem saúde garantida pelo Estado? Paga plano de saúde?
Você tem educação garantida pelo Estado? Sua educação foi pública ou privada?
Você vê assistência aos desamparados vinda do Estado?

Tudo isso são OBRIGAÇÕES DO ESTADO, garantidas na Constituição.

Puxa, mas aí eu quero demais, não? Um país de dimensões continentais exige muito tempo e dinheiro pra corrigir distorções históricas, não? Certo... e estamos caminhando muito bem em direção ao progresso, com coisas como o aumento de 91% no salário dos deputados federais (que desencadeou um efeito cascata pra todos os outros cargos de políticos e de outros poderes), cartões corporativos e políticas que favorecem banqueiros, como manter a maior taxa de juros do mundo numa economia que JÁ é próspera com essa pedra nas costas, e que tem tudo pra decolar sem ela. Saneamento, educação, saúde? Iiihhh, não tem dinheiro... vamos precisar de um novo imposto pra isso...

Sei que muitos aqui não gostam quando enveredo pela política, especialmente pra falar do carismático Lula (começam logo as comparações com FHC). Mas "Sair da Matrix" (se isso é possível) envolve muito mais do que estar atento para o espiritual, ou para profecias ou catástrofes. Mais importante que se preocupar com a vinda dos OVNIs ou de Jesus é atentar para o que é feito de NOSSO País, do NOSSO povo, do que Deus confiou como NOSSA "casa" temporária. Todos nós, brasileiros, temos participação no futuro do Brasil, seja de forma voluntária ou omissa. Esse é o nosso karma coletivo, e não adianta apenas pagar seu imposto e achar que já fez tudo o que podia pelo Brasil, quando a maioria das pessoas ao seu redor ainda estão "anestesiadas" com tanta corrupção, e conformadas com o fato de que "tudo aqui é bagunçado mesmo, não adianta reclamar, vou anular meu voto", etc, etc.

Assistam MESMO o documentário de Michael Moore Sicko, que mostra que o descaso para com os direitos básicos do cidadão não é exclusividade só de países de 3º mundo, mas que também mostra que em muitos outros países o Estado FUNCIONA, amparando seus cidadãos GRATUITAMENTE. Na Inglaterra a pessoa que vai ao hospital recebe o atendimento e os medicamentos de graça, e ainda existe um guichê que lhe dá o dinheiro da passagem de volta pra casa, caso não tenha dinheiro. E lá a carga tributária é menor que a do Brasil. Na França há um doutor que vai de carro até sua casa, em casos de emergência. Quanto ele cobra? Nada. Saúde é um direito do cidadão, e ele JÁ paga isso nos impostos (que são maiores que os do Brasil, mas aqui o serviço até que é parecido, né?). Já os EUA gastam trilhões anualmente com bombas pra jogar no Iraque, mas o cidadão norte-americano não tem direito a um atendimento digno no sistema público de saúde (especialmente se for negro e pobre), tendo que se submeter (assim como nós) à ditadura dos planos privados de saúde. Então não é questão de dinheiro, e sim de VONTADE dos governantes e EDUCAÇÃO do povo em conscientizar-se e reivindicar seus direitos.

Referência: Juros da dívida consumiram 22 CPMFs em cinco anos;
Governistas encontram brecha legal para recriar CPMF na Câmara


 
Política - publicado às 12:16 AM 127 comentários
A VERDADEIRA MUDANÇA
ter, 27 de maio, 2008
 


Sabe a sensação de ver pela primeira vez ao filme Waking Life, aquele choque de não saber ao certo o que era aquilo e ver um monte de gente que não se sabe quem é aparecendo do nada e falando coisas sobre a vida e o mundo? Pois eu tive o mesmo sentimento assistindo a esse senhor, do qual eu não vou falar nada. Apenas assistam:

Caso prefiram no Youtube, tem também em 4 partes.


Referência: Krishnamurti: sobre amar ao próximo;
Krishnamurti: Sobre relacionamentos;
Krishnamurti: O conhecimento ilusório


 
Filosofia - publicado às 2:56 PM 65 comentários
57, 60, 37 e 63 - AGIR PELO NÃO-FAZER
seg, 26 de maio, 2008
 


(Lao Tsé; Tao Te Ching) - Trad. Albe Pavese (Ed. Madras)

Verso 57 - A SIMPLICIDADE GENUÍNA

O Império governa-se pela retidão.
Uma guerra se conduz pela astúcia.
Mas, é pela não-ação que se conquista o mundo como sei que isto é assim?
Por isto:
Quanto mais proibições houver no mundo, mais miserável será o povo.
Quanto mais armas tiver o país, mais desordem e confusão existirão.
Quanto mais indústrias tiver o povo, mais coisas inúteis haverá.
Quanto mais leis e decretos forem publicados, mais ladrões e corruptos haverá.
Por isso o Sábio:
Sem obrar ensina que as pessoas por si mesmas evoluam.
Sem violência, as pessoas por si mesmas encontrarão a Paz.
Sem interferir nos negócios o povo prosperará por si mesmo.
Sem desejos as pessoas por si mesmas encontrarão a Simplicidade.


Verso 60 - VIRTUDE DA UNIDADE

Um Estado deve ser governado como quem frita um pequeno peixe*
Quando se governa o mundo de acordo com o Tao as entidades invisíveis
não prejudicam os homens, não porque sejam desprovidas de poder,
senão porque seu poder não pode fazer mal a quem está em perfeita
harmonia.
Da mesma forma, o Sábio nunca prejudicará ninguém, e se todos estão
na mesma direção conseguirão a Virtude da Unidade.

(* Não se deve mexer muito.)


Verso 37 - A SIMPLICIDADE

O Tao não age,
E por este não agir tudo é feito.
Se reis e príncipes assim fizessem,
Todas as coisas do mundo prosperariam por si mesmas
E se, mesmo assim, os homens tivessem desejos,
O Tao os satisfaria pela simplicidade
Quem se une ao Uno não tem desejos,
Onde não há desejos há paz.
E onde há a paz,
Tudo é harmonia e felicidade.


Verso 63 - ATUAÇÃO DA INATIVIDADE

Pratica a não-ação.
Pratica o não-fazer.
Deixa atuar a inatividade.
Encontra o gosto onde não há sabor.
Vê o grande no pequeno.
Vê o muito no pouco.
Corresponde ao ódio com a Virtude.
Trata o difícil pelos ângulos mais fáceis.
Aproxima do grande por atos mínimos.
O mais difícil começou sendo fácil.
As coisas maiores do mundo começaram sendo pequenas.
Por isto o Sábio não empreende grandes coisas e assim alcança a grandeza.
Quem promete com muita facilidade dificilmente manterá o prometido.
Aquele que acha que tudo é fácil encontrará grandes dificuldades.
Por isto o Sábio considera tudo difícil e assim não encontra dificuldades.


Comentários de Huberto Rohden:
Este agir pelo não-agir é o famoso wu-wei dos chineses, o misterioso "não-fazer" ou "não-interferir", que tudo realiza e resolve. O homem superficial vive na ilusão de que o seu ruidoso fazer e dizer sejam a causa de grandes efeitos; mas o homem de interioridade profunda sabe que o seu silencioso ser é fonte das grandes realizações e a solução de todos os problemas.
A verdade paradoxal de Cristo, de Paulo de Tarso e de outros Mestres "viver para morrer", "perder para
ganhar", "renunciar para possuir", aparece sempre de novo como sendo a quintessência de toda a sabedoria da vida.
Mas a compreensão desta verdade, supõe no homem uma atitude de clarividência ou de ultravidência, que ninguém pode aprender de fora, mas só pode despertar de dentro de si mesmo.


Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo
(João 8:28)


 
Taoísmo - publicado às 3:21 PM 11 comentários
49 e 27 - SOBRE A JUSTIÇA
qua, 21 de maio, 2008
 


(Lao Tsé; Tao Te Ching) - Trad. Albe Pavese (Ed. Madras)

Verso 49 - A SUPREMA BENEVOLÊNCIA

O Sábio não tem coração próprio, pois ele abarca também os corações dos demais.
Ele é bom para com os bons e é igualmente bom para os que não o são.
Porque assim é a verdadeira Bondade.
É sincero com os sinceros e é sincero com os falsos.
Porque assim é a Verdadeira Lealdade.
Por isso, na sua simplicidade, o Sábio permanece em paz.
Seu coração é êquanime para com todos, e o povo volta para ele seus olhos e ouvidos.
E ele os considera como uma mãe a seus próprios filhos.


Verso 27 - O CAMINHO SEM RASTROS

O Bom caminhante não deixa rastros.
O Bom orador não ofende ninguém.
O Bom contador não precisa de um ábaco.
O Bom guardião não precisa de fechaduras nem chaves.
Entretanto, é impossível abrir o que ele fechou.
Quem sabe amarrar não precisa de cordas nem de fitas.
No entanto, é impossível desatar o que ele atou.
Por isto o Sábio sempre está disposto a ajudar os homens,
e não encontra motivos para rejeitar ninguém.
Está sempre disposto a consertar as coisas,
por isso não rejeita nenhuma.
Isto é "viver na lucidez".
Assim, o homem de bem é Mestre do homem de não-bem (mal),
e o mal (não-bem) é a prova do homem de bem.
Quem não honra seus Mestres nem ama suas provas,
por mais instruído que seja,
está no caminho errado.
Nisto consiste o Segredo do Essencial.


Comentários de Huberto Rohden:
Quando o homem se realiza a si mesmo, todas as coisas fora dele são realizadas. Quem em primeiro lugar busca o reino de Deus e sua harmonia, verá que todas as outras coisas lhe serão dadas de acréscimo.
O alicerce do fazer-bem está em ser-bom. Ser-bom é estar em harmonia com o Infinito, com a alma do Universo, e viver de acordo com essa consciência.


Diálogo tirado da série Kung Fu, com David Carradine:
- Esse homem traiu-me e no entanto o mestre alimenta-o e veste-o.
- E tu não aprovas?
- Diz-se que ele fez um voto, como qualquer um de nós, de nunca revelar os nossos segredos. Diz-se que quando nos deixou, ensinou os camponeses a serem soldados e que os conduziu para a morte, numa rebelião.
- Estou consciente das suas desventuras. E estou igualmente consciente da sua fome e frio.
- Mas mestre, a comida e as roupas novas não o farão recuperar as forças, para partir novamente e continuar a causar sofrimento?
- Podem fazer. Mas, quando ele nos deixar, pela manhã, será que lhe faltará a terra debaixo dos pés? O sol que brilha em todo o lado esconderá dele a sua luz e calor? Transformar-se-á a água em lama quando ele a for beber?
- Se o sol, a terra e a água se abstêm de o julgar, quem sou eu para lhe recusar um cobertor e uma taça de arroz?


Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos
(Mateus 5:43-45)


 
Taoísmo - publicado às 3:01 PM 44 comentários
2012: O ANO EM QUE PERDEREMOS CONTATO
sáb, 17 de maio, 2008
 


Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: Era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.

Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.

O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989 (só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.


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Ciência - publicado às 12:38 PM 165 comentários
UFO: DOCUMENTOS BRITÂNICOS LIBERADOS
qua, 14 de maio, 2008
 


Da Associated Press

LONDRES - Os homens eram controladores de tráfego aéreo. Experimentados, tranqüilos, profissionais. Ninguém estava bebendo. Mas eles estavam tão preocupados sobre perder seus trabalhos que exigiram que seus nomes fossem mantidos fora do relatório oficial.

Eles sabiam que ninguém acreditaria que um objeto voador não identificado teria aterrissado no aeroporto que eles estavam vigiando, no leste da Inglaterra, e depois decolado novamente em alta velocidade. Mas foi isso que eles reportaram ter acontecido às 4 da tarde em 19 de abril de 1984.

O incidente é uma das centenas de relatos de avistamentos contidas em mais de 1.000 páginas de documentos ex-secretos sobre OVNIs que foram abertos ao público nesta quarta-feira, pelo Arquivo Nacional da Inglaterra. É um do poucos que nunca foi explicado.


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Internacional, Ufologia - publicado às 2:35 PM 53 comentários
NIKOLA TESLA
dom, 11 de maio, 2008
 


Por Luis Sucupira


Aquele celeiro com uma torre de 27 metros de altura guardava segredos incríveis. Pouco se sabia sobre o que estava acontecendo lá, mas uma coisa era certa: era algo que beirava o sobrenatural.

Estamos em Colorado Springs, estado do Colorado, Estados Unidos. O ano é 1899. A população de Colorado está curiosa sobre o que este grande inventor está tramando, mas respeita os sinais ao redor do perímetro onde está escrito: "MANTENHA A DISTÂNCIA - GRANDE PERIGO". Mesmo assim, eles logo sentem os efeitos da experiência. Faíscas saem do chão conforme eles andam pelas ruas, penetrando em seus pés pelos sapatos. A grama ao redor do prédio de brilha com uma pálida luz azul. Objetos de metal segurados próximos a hidrantes descarregam raios elétricos em miniatura á vários centímetros de distância. Lâmpadas acendem espontaneamente a quinze metros de sua torre sem nenhum contato com fios e mesmo com interruptores desligados. É uma cena esquisitíssima!

Seus assistentes montaram um laboratório único nos arredores da cidade, que parecia mais com um grande celeiro embaixo de uma torre. Este era o "Transformador Amplificador", que dizem ser a maior de suas invenções. Naquele momento estavam apenas sintonizando o equipamento. Estes eram os efeitos colaterais do ajuste do transformador amplificador à Terra. Uma vez que ele estava adequadamente calibrado, o cientista estava pronto para conduzir a maior obra de sua carreira, usando todo o planeta como cenário.

Numa noite de 1899, o cientista aciona sua máquina em força total na esperança de produzir um fenômeno que ele chamará de "crescente ressonante". Sua torre descarrega na Terra dez milhões de volts. A corrente atravessa o planeta na velocidade da luz, forte o bastante para não morrer antes do final. Quando ela chega ao lado oposto do planeta, ela é rebatida de volta, como círculos de água voltando à sua origem. Ao voltarem, a corrente está bem fraca, mas o cientista emite uma série de pulsos que se reforçavam um ao outro, resultando em um forte efeito cumulativo.

No ponto de observação, de onde o cientista e seus assistentes assistem, a crescente ressonante manifesta-se como uma demonstração alienígena de raios que ainda estão até hoje catalogados como a maior descarga elétrica da história. A corrente de retorno forma um arco voltaico que eleva-se até o céu por dezenove metros. Trovões apocalípticos são ouvidos a trinta e três quilômetros de distância. O cientista, antes, preocupado com a possibilidade de haver um limite para a geração de descargas ressonantes, descobre, naquele evento, que o potencial é ilimitado. A experiência faz com que o gerador de força de Colorado Springs incendeie e isso faz com que o fornecimento de energia, antes gratuito para as suas experiências, venha a ser interrompido.

O cientista dessa história é Nikola Tesla, nascido em 9 de julho de 1856, na vila de Smiljan, na Croácia, exatamente à meia noite. Desde o início de sua infância, ficou claro que Tesla era uma mente extraordinária. Seu pai, Milutin Tesla, o ajudou a fortalecer sua memória e raciocínio através de uma grande variedade de constantes exercícios mentais. Sua mãe, Djouka Tesla, vinha de uma longa linhagem de inventores. Tesla tornou-se famoso por suas palestras ao demonstrar invenções e conceitos como mágica. Os leigos ficavam encantados pelos raios elétricos que saíam de suas bobinas brilhantes, e lâmpadas sem fio que se acendiam ao entrarem em contato com sua mão. Isso fez com que Tesla ficasse conhecido como um ilusionista, tamanho o espanto que provocava.

A transmissão sem fio de energia elétrica torna-se a maior pesquisa de sua carreira. Descobre que um tubo de vácuo colocado em proximidade com uma bobina Tesla instantaneamente começa a brilhar, sem fios e nem sequer um filamento dentro do tubo brilhante. Ressonância elétrica era a base da descoberta. Ao determinar a frequência da corrente elétrica necessária, Tesla era capaz de ligar e desligar séries de lâmpadas diferentes à metros de distância.

Ele tornou-se um cidadão americano em 1891, e sua nova tecnologia seria seu presente de agradecimento para seu país adotivo: Um meio de transmitir energia instantâneamente, através de qualquer distância, pelo ar. Energia grátis para todos. Aqui Tesla comete o seu primeiro e o pior de todos os seus erros. Ser um humanista na terra onde o capitalismo fez sua morada. Os americanos queriam a inteligência de Tesla para ganhar dinheiro, não para fazer solidariedade. J.P. Morgan e Westinghouse detestavam ouvir falar na palavra "grátis".


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Ciência - publicado às 4:35 PM 201 comentários
BOICOTEM OS JOGOS OLÍMPICOS 4
qui, 8 de maio, 2008
 


Dois artigos que foram publicados no Estado de SP e que analisam cada aspecto da crise no Tibet:

O ÚLTIMO DOS TIBETANOS

Sob o aço e concreto do progresso chinês, a identidade cultural regional está sendo enterrada

Por Ian Buruma

Estariam os tibetanos fadados ao mesmo destino dos índios americanos? Será que vão ser reduzidos a nada mais do que uma atração turística, mascateando souvenirs baratos de uma cultura antes notável? Esse triste destino está parecendo cada vez mais provável, e o ano olímpico já tem sido azedado pelos esforços do governo chinês para reprimir a resistência a isso.

Os chineses têm muitas coisas a responder, mas o destino do Tibete não é apenas uma questão de opressão semicolonial. É freqüentemente esquecido o fato de que muitos tibetanos, principalmente pessoas instruídas das cidades maiores, ficaram tão ávidas em modernizar sua sociedade em meados do século 20 que encararam os comunistas chineses como aliados contra o regime dos monges sagrados e senhores de terras proprietários de servos. No início da década de 1950, o próprio jovem dalai-lama ficou impressionado com as reformas chinesas e escreveu poemas louvando o presidente Mao.

Infelizmente, em vez de reformar a sociedade e a cultura tibetana, os comunistas chineses acabaram destroçando-a. A religião foi esmagada em nome do ateísmo marxista oficial. Os mosteiros e templos foram destruídos durante a Revolução Cultural (muitas vezes com ajuda de membros da Guarda Vermelha Tibetana). Nômades foram obrigados a morar em feios assentamentos de concreto. As artes tibetanas foram congeladas na forma de emblemas folclóricos de uma "cultura minoritária" promovida oficialmente. E o dalai-lama e seu séquito foram forçados a fugir para a Índia.

Nada disso foi exclusivo do Tibete. A destruição da tradição e a arregimentação cultural forçada ocorreram por toda a China. Em alguns aspectos, os tibetanos foram tratados com menos crueldade do que a maioria dos chineses. Nem foi o desafio à singularidade tibetana típica dos comunistas. O general Chiang Kai-chek declarou em 1946 que os tibetanos eram chineses e ele certamente não teria lhes concedido a independência se seus nacionalistas tivessem ganho a guerra civil.

Se o budismo tibetano foi gravemente prejudicado, o comunismo chinês mal sobreviveu às devastações do século 20, também. Mas o desenvolvimento capitalista tem sido ainda mais devastador para a tradição tibetana. Como muitas potências imperialistas modernas, a China reivindica a legitimidade de suas políticas apontando para seus benefícios materiais. Depois de décadas de destruição e negligência, o Tibete tem se beneficiado de enormes quantias em dinheiro e energia chineses para modernizar o país. Os tibetanos não podem reclamar que foram deixados para trás na transformação da China de um desastre do Terceiro Mundo numa maravilha de desenvolvimento urbano .

Mas o preço para o Tibete tem sido mais alto que para outros lugares. A identidade regional, a diversidade cultural e as artes e costumes tradicionais foram enterrados debaixo de concreto, aço e vidro por toda a China. E todos os chineses estão tendo dificuldade em respirar o mesmo ar poluído. Mas ao menos os chineses da etnia han podem sentir-se orgulhosos do restabelecimento de sua sorte nacional. Eles podem aproveitar o ressurgimento do poder e da riqueza material da China. Em contraposição, os tibetanos só conseguem compartilhar desse sentimento na medida em que se tornarem plenamente chineses. Se não, só podem lamentar a perda da própria identidade.


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Política - publicado às 6:22 PM 33 comentários
A REALIDADE REALMENTE EXISTE?
dom, 4 de maio, 2008
 


Por Omar Segura / Agência EFE

Nem as cores existem na natureza nem nossa mente reflete fielmente os que nos rodeia. A realidade é proporcional ao número de seres humanos, posto que o que cada um percebe é filtrado e deformado pelos sentidos objetivos e a mente subjetiva.

O mundo visual que nos rodeia é uma ilusão? É verdade que as cores não existem na natureza? Nosso cérebro reflete fielmente a realidade exterior? As respostas a essas perguntas demonstram que a realidade é um conceito bastante subjetivo, já que muitas das coisas que observamos não existem ou, pelo menos, não são como as enxergamos.

O coquetel de estímulos provenientes do interior e do exterior de nosso corpo e que captamos por meio dos cinco sentidos varia sutilmente de uma pessoa para outra, já que a estrutura, as diferenças e as alterações dos órgãos sensoriais de cada um fazem com que, por exemplo, vejamos e escutemos de forma diferente, tanto que não exitem duas percepções iguais do real. Se essa percepção objetiva, por sua vez, é alterada pela interpretação subjetiva do que somos, acontece e nos rodeia, com base em nossa bagagem de aprendizados e experiências, podemos concluir que a realidade é algo tão pessoal e único como as impressões digitais.

Segundo o neurocientista Francisco J. Rubia, autor do livro "¿Qué sabes de tu cerebro?" (O que seu cérebro sabe?), "antigamente se achava que o cérebro refletia de forma fidedigna o mundo exterior, mas, a cada dia, parece mais evidente que o cérebro é um mundo fechado que traduz os estímulos externos para a linguagem disponibilizada pelas estruturas cerebrais, dando uma versão interna ou uma representação da realidade exterior".

O mundo visual é uma ilusão?

É o que parece. As imagens, que se formam nas duas retinas dos olhos, são distorcidas, pequenas e invertidas. Além disso, o poder de resolução do olho é limitado e disforme, já que, fora do ponto de maior acuidade, é baixo e a retina é praticamente cega para as cores. O olho, além disso, se movimenta constantemente de um ponto para outro do campo visual, de três a quatro vezes por segundo, o que faz o órgão criar um montão de novas imagens. Por outro lado, é conhecida a importância da atenção para a percepção de qualquer sensação: por exemplo, se não temos atenção, não vemos. Além disso, o cérebro "completa" a percepção das coisas que não são vistas, como a visão de um cachorro inteiro atrás de uma cerca, embora só vejamos partes do animal. Mas, talvez o mais importante, seja constatar que muitas das coisas que vemos são criações do cérebro. As chamadas "ilusões óticas" são inúmeras e dizem "a gritos que o cérebro vê o que quer ver, por isso somos incapazes de captar o que costumamos chamar de realidade".

As cores não existem. A natureza não tem mais que diferentes comprimentos de onda. A audição, a visão, a percepção da cor ou do som... Tudo depende do nosso cérebro e da organização espacial das estruturas que processam esses estímulos. Além disso, o processamento cerebral das características ou propriedades dos diferentes estímulos do ambiente, como a qualidade, a intensidade, sua estrutura temporária e local de procedência, podem variar, devido às estruturas e células nervosas que os recebem e transportam. Na visão cromática, intervêm receptores que captam os diferentes comprimentos de onda do espectro electromagnético (azul-violeta, verde, e amarelo-vermelho) e células que produzem as sensação de contraste entre as cores. No final de todo o processo, o cérebro atribui uma determinada cor à atividade dos receptores e de todas as células que há até a informação chegar a um região denominada córtex visual. Mas um comprimento de onda não se transforma no cérebro em uma determinada cor. Não há uma correlação clara entre as duas coisas.

Presos dentro de nós mesmos

Nosso cérebro, então, reflete a realidade exterior? Para Rubia, esta pergunta tem um categórico "NÃO" como resposta: "Existe uma realidade exterior, mas tudo o que vemos, ouvimos, cheiramos, sentimos está dentro de nós mesmos. É o próprio cérebro que está sempre falando com a gente", destaca. Segundo o cientista, "graças às transformações que os receptores dos estímulos externos realizam, graças à tradução dos estímulos físicos para a linguagem cerebral dos impulsos nervosos, fazemos com que surja essa realidade, esse mundo que não está fora, mas dentro do cérebro". A tradução deve ser boa, porque, caso contrário, não teríamos nos adaptado tão satisfatoriamente ao nosso entorno. Porém, estamos presos dentro do nosso cérebro, e qualquer pensamento sobre a captação da realidade é pura ilusão, diz o especialista.


 
Ciência - publicado às 11:45 PM 66 comentários
JESUS E A TORAH
qui, 1 de maio, 2008
 


Estava eu pensando na relação de Jesus com o Velho Testamento, e cheguei à conclusão que, se por um lado Jesus veio dar continuidade à aliança entre Deus e o povo judeu ("Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel") por outro lado ele solapou a rigidez da Torah (conjunto de Leis e tradição do povo de Israel, que estão inseridas no nosso Velho Testamento juntamente com outros livros).

Enquanto doutrina da Torah é nitidamente baseada numa sociedade patriarcal, hierárquica, rígida, agressiva/afirmativa, normativa e com grande preocupação com a FORMA, Jesus veio trazendo uma doutrina feminina, intuitiva, integrativa, flexível, doce, quase taoísta, que valoriza o CONTEÚDO. Os confrontos verbais que vemos dele com os Fariseus é simplesmente o choque cultural e religioso com os observadores da Torah. A parábola do Samaritano é a grande síntese disso. Ele não diz que seguir a Torah é errado, apenas que o ESPÍRITO dela se perdeu no meio de tantas proibições e rituais, e foi esse espírito que ele procurou resgatar. O tempo de Jesus (2.000 anos atrás) já não era adequado a que se continuasse reproduzindo/simulando condutas de uma sociedade que já tinha no mínimo 1.000 anos NAQUELA ÉPOCA. Era tempo de uma nova aliança, uma nova conduta.

Os fariseus, quando souberam, que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se todos; e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou- o, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
(Mat 22:34-40)

Tem uma passagem que é muito citada pra justificar que o Velho Testamento foi ratificado por Jesus. Mas uma leitura atenta vai perceber como este homem, sutilmente, sem agredir as crenças de sua época, invoca o SENSO DE JUSTIÇA, assim como Platão o fez anteriormente, pra reescrever os mandamentos para uma nova Era, não de medo e imposição, mas de COMPREENSÃO:

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
(Mat 5:17-20)

E aí, logo em seguida, ele começa a releitura dos mandamentos, com "Já diziam os antigos: Não matarás" aí ele abre o leque de compreensão, ao dizer que, se você tem raiva de alguém, isso é tão ruim quanto matar. A mesma coisa com o adultério. O problema não é o ato do adultério, mas o que vai na cabeça da pessoa mesmo que ela nunca toque na outra! Ele tira o foco do físico e traz pro psicológico!

O REINO

Uma coisa preocupante na mitologia judaica daquela época era a noção do Messias, o ungido. O que os judeus esperavam era uma mistura de guerreiro, sacerdote e Rei, que viesse trazer o "Reino de Deus", que nada mais é do que o reinado de Israel sobre a Terra e a aniquilação de todos os pagãos. Nada muito espiritualizado. Isso explica porque Judas e Pedro esperavam uma atitude mais agressiva da parte de Jesus contra os romanos. E que Jesus não tenha ganho nem uma nota de rodapé na história dos judeus daquela época. Não deixa de ser interessante que Jesus tenha se "apropriado" dessa imagem messiânica (através do cumprimento das profecias que falavam da vinda do Messias) e a subvertido completamente! E isso depois de já ter subvertido a imagem do Reino de Deus pra algo metafísico, sutil, como um estado de espírito (imagem esta que já é aceita pelos judeus de hoje). Como se ele disesse "o caminho pro povo de Israel é por aqui, pessoal. Se continuarem por ali, vão continuar a sofrer, e sofrer..." e foi o que aconteceu.

Creio que os judeus sejam um povo especial, de certa forma escolhidos de Deus, mesmo. São inteligentíssimos, desenrolados e com grande tino pra ganhar dinheiro. Que outro povo nos daria Jesus, Super-homem, Einstein, o Spielberg e o Borat? Mas a relação dos judeus para com sua terra e seus símbolos só têm lhe trazido dor e sofrimento, com um derramamento de sangue generalizado, por milênios! É cíclico! E é interessante notar que tudo começa com a promessa de Deus de que existe um lugar pra eles (a terra prometida) e daí começa toda a confusão que chega aos dias de hoje com toda a carga emocional, religiosa e política praticamente intactas! O apego à terra reflete a ânsia de um povo que viveu sem ela por milhares de anos. A arrogância para com o vizinhos reflete um povo que foi o mais longamente atacado e humilhado na face da Terra. E assim o pêndulo kármico se detém longamente nos extremos...

Jesus, mais uma vez, deu a receita para seu povo exemplificada nele mesmo:

As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça
(Mateus 8:20)


Ler em espanhol (por Monica Aliss)


 
Cristianismo, Internacional - publicado às 1:08 PM 74 comentários