Página principal

   
5 estrelas
Budismo
Ciência
Cinema
Cristianismo
Espiritismo
Filosofia
Geral
Hinduísmo
Holismo
Internacional
Judaísmo
Metafísica
Pensamentos
Política
Psicologia
Sufismo
Taoísmo
Ufologia
Videolog


Ver por mês


Últimos comentários

Retornar à página principal


O ARQUEIRO E O ALVO
sex, 22 de fevereiro, 2008
 


No Japão, um professor alemão, Herrigel, estava aprendendo a arte do arco-e-flecha com um mestre Zen. Ele se tornou perfeito, 100% perfeito, não errava nenhum alvo.

Naturalmente, ele disse ao mestre: "Agora o que resta aprender aqui? Posso ir embora agora?".
O mestre respondeu: "Você pode ir, mas não aprendeu nem o bê-á-bá da minha arte".
Herrigel disse: "O bê-á-bá da sua arte? Mas eu sempre acerto o alvo!".
O mestre replicou: "Quem está falando em alvo? Qualquer tolo pode fazer isso, basta praticar. Isso não tem nada de mais; agora é que começa a verdade. Quando o arqueiro pega o arco e a flecha e mira o alvo, há três coisas aí: uma é o arqueiro, o mais fundamental e básico, a fonte, a essência; depois há a flecha, o que passará do arqueiro para o alvo; e depois há o "olho do touro", o alvo, o ponto mais distante. Se você acertou o alvo, atingiu o mais distante, tocou na periferia. Você precisa tocar na fonte; você se tornou tecnicamente um especialista em atingir o alvo; mas, se estiver tentando penetrar nas águas mais profundas isso não é muito. Você é um especialista, é uma pessoa de conhecimento, mas não de sabedoria. A flecha se movimenta a partir de você, mas você não sabe de que fonte vem a energia que a movimenta, com qual energia. Como ela se movimenta? Quem a está movimentando? Você não sabe isso, não conhece o arqueiro.
Você praticou o arco-e-flecha, o alvo você acertou, sua pontaria foi 100% perfeita, você se tornou eficiente com um nível de perfeição de 100%, mas isso se refere ao alvo. E você? E o arqueiro? Alguma coisa aconteceu no arqueiro? Sua consciência mudou um pouco? Não, nada mudou. Você é um técnico e não um artista. Você vê as flores de uma árvore, mas esse não é o conhecimento real, a menos que você penetre fundo e conheça as raízes. As flores dependem das raízes; elas nada mais são do que a expressão da essência das raízes. As raízes estão carregando a poesia,a fonte, a seiva que se tornarão as flores, que se tornarão os frutos, que se tornarão as folhas. E, se você contar continuamente somente com as flores, os frutos e as flores e nunca penetrar na escuridão da terra, nunca entenderá a árvore, pois a árvore está nas raízes."

Post roubado de um comentário do Tr0ll no blog do Franco-Atirador.


 
Budismo - publicado às 11:12 PM 58 comentários
A EVOLUÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO
qua, 20 de fevereiro, 2008
 


Baseado na apostila do Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

Allan Kardec, em toda a sua obra, procurou demonstrar que o Espiritismo nada tem a ver com o maravilhoso e o sobrenatural, e não guarda relação com nenhum tipo de superstição. Assim, a teoria da evolução no espiritismo está intimamente atrelada à da ciência. Claro, é preciso reconhecer que, na codificação de Kardec, está atrelada ao que se sabia de ciência de SUA época, com todas as suas falhas e preconceitos (e daí advém as críticas de que Kardec era racista, e tal). Mas, como o próprio Kardec postulou: "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará". Assim, cabe aos espíritas a atualização da doutrina através de um contínuo estudo.

O diferencial aqui é que, no espiritismo, toda a explicação da evolução do universo, planetas e seres se processa de acordo com a ciência, mas possui sua causa em uma inteligência (ou inteligências), durante todo o processo. Creio que seja análoga a Teoria do Design inteligente, que é diferente da Teoria do Criacionismo e do Pastafarianismo.


Continuar a leitura

 
Espiritismo, Internacional - publicado às 11:52 AM 185 comentários
JUNG: INTROVERSÃO E EXTROVERSÃO
seg, 18 de fevereiro, 2008
 


Resumo do capítulo do livro "Tipos psicológicos", de Carl Gustav Jung (1921)

Platão e Aristóteles! Não são apenas os dois sistemas, mas também os tipos de duas naturezas humanas diferentes que, desde tempos imemoriais e sob as mais diversas aparências, se confrontam de forma mais ou menos hostil. Durante toda a Idade Média houve este confronto que veio até os nossos dias. Aliás esta disputa é o conteúdo essencial da história da Igreja cristã. Sempre se trata de Platão e Aristóteles, ainda que sejam outros os nomes. Naturezas apaixonadas, místicas e platônicas desentranham, do mais profundo de sua índole, as idéias cristãs e os símbolos correspondentes. Naturezas práticas, sistemáticas e aristotélicas constroem a partir dessas idéias e símbolos um sistema sólido, uma dogmática e um culto. A Igreja absorveu, ao final, ambas as naturezas, enraizando-se uma sobretudo no clero e a outra no monacato, havendo entre eles hostilidade sem tréguas.
(H. Heine; Deutschland, I)

Em minha prática médica junto a pacientes nervosos constatei, de longa data, que, a par das muitas diferenças individuais na psicologia humana, há também diferenças de tipos; e chamaram-me a atenção principalmente dois tipos que denominei de introvertido e extrovertido.
Quando observamos o desenrolar de uma vida humana, vemos que o destino de alguns é mais determinado pelos objetos de seu interesse e o de outros mais pelo seu interior, pelo subjetivo. E, como todos nós pendemos mais para este ou aquele lado, estamos naturalmente inclinados a entender tudo sob a ótica de nosso próprio tipo.

O caminho mais simples pra falar dos tipos seria descrever dois casos concretos e colocá-los, dissecados, lado a lado. Mas todo indivíduo possui os dois mecanismos, tanto o da introversão como o da extroversão; e apenas a relativa preponderância de um ou de outro define o tipo. Essa classificação não se trata de uma dedução a priori, como poderia parecer, mas de uma descrição dedutiva de impressões conseguidas empiricamente. A existência de dois tipos diferentes já era fato bem conhecido e que chamou a atenção, de uma forma ou de outra, de peritos no conhecimento das pessoas e da reflexão inquieta dos pensadores, como Goethe, em seu princípio abrangente da sístole e diástole (abertura e fechamento, liberdade e necessidade).

Apesar da diferença de formulações, há em comum nos dois tipos a concepção básica, isto é, num caso é um movimento do interesse para o objeto, e no outro, é um movimento do interesse que sai do objeto e se volta para o sujeito e para seus próprios processos psicológicos. No primeiro caso (introversão), o objeto atua como um ímã sobre as tendências do sujeito; ele as atrai e condiciona em grande parte o sujeito; ele torna o sujeito alheio a si mesmo e modifica suas qualidades no sentido de uma assimilação tão grande com o objeto que se poderia pensar ser este da mais alta e decisiva importância para o sujeito, como se houvesse uma determinação absoluta e o sentido especial da vida e do destino do sujeito fosse abandonar-se completamente ao objeto. Mas isto não é assim. O sujeito é e continua sendo, em última instância, o centro de todos os interesses. Poderíamos dizer que, aparentemente, toda a energia vital procura o sujeito e impede, por isso, que o objeto receba uma influência de certa forma ultra poderosa. Até parece que a energia se esvai do objeto, como se o sujeito fosse o ímã que desejasse atrair para si o objeto. Este enfoque dá, portanto, mais valor ao sujeito do que ao objeto. Conseqüentemente o objeto está sempre num nível de valor mais baixo, tem importância secundária, e ocasionalmente é considerado como o sinal exterior e objetivo de um conteúdo subjetivo, algo como a materialização de uma idéia, mas onde a idéia continua sendo o essencial; ou a materialização de um sentimento, onde a vivência do sentimento será o mais importante, e não o objeto em sua individualidade real.

Já a atitude extrovertida subordina o sujeito ao objeto; o objeto recebe o valor preponderante. O sujeito tem sempre importância secundária; o processo subjetivo só aparece, às vezes, como apêndice perturbador ou supérfluo de fatos objetivos.

Essas atitudes opostas nada mais são do que mecanismos opostos: um voltar-se diastólíco para o objeto e uma apreensão do mesmo; e uma concentração sistólica e liberação de energia dos objetos apreendidos. Toda pessoa tem ambos os mecanismos para exprimir seu ritmo natural de vida que Goethe designou, não por acaso, como conceitos fisiológicos da atividade do coração. Uma alternação rítmica de ambas as formas psíquicas de ação talvez corresponda ao fluxo normal de vida. Mas as condições complicadas e externas sob as quais vivemos, bem como as condições talvez mais complicadas ainda de nossa disposição psíquica individual, raramente permitem um fluxo totalmente imperturbável da atividade psíquica. Circunstâncias externas e disposição interna favorecem muitas vezes um dos mecanismos e limitam ou estorvam o outro. Com isso temos, naturalmente, uma predominância de um dos mecanismos. Tornando-se crônica esta situação, surge então um tipo, ou seja, uma atitude habitual onde predominará um dos mecanismos, sem contudo poder suprimir totalmente o outro, pois este faz parte necessária da atividade psíquica. Por isso não pode haver um tipo puro no sentido de possuir apenas um dos mecanismos, ficando o outro completamente atrofiado.

Minha experiência mostrou que os indivíduos não podem ser distinguidos apenas segundo as características universais de extroversão ou introversão, mas também segundo as funções psicológicas básicas de cada um. Na mesma medida em que, por exemplo, as circunstâncias externas, bem como a disposição interna, causam um predomínio da extroversão, favorecem também o predomínio de certa função básica no indivíduo. Segundo minha experiência, as funções básicas, ou seja, as funções que se distinguem genuína e essencialmente de outras funções, são: o pensamento, o sentimento, a sensação e a intuição. Predominando uma dessas funções, surge um tipo correspondente. Cada um desses tipos pode, no entanto, ser introvertido ou extrovertido, dependendo de seu comportamento em relação ao objeto.


Continuar a leitura

 
Internacional, Psicologia - publicado às 11:49 AM 16 comentários
BOICOTEM OS JOGOS OLIMPICOS
qua, 13 de fevereiro, 2008
 


Você iria prestigiar os jogos de Berlim, na Alemanha de Adolf Hitler, em 1936?
Nesta época Hitler aparecia como um Estadista em ascenção, causando grande impressão por sua política arrojada, baseada na intimidação (eu quero e eu faço porque sou mais forte. Não muito diferente dos EUA nos últimos 50 anos). Havia aqui e ali relatos de perseguição a judeus e violência contra opositores do regime, censura, supressão dos direitos humanos, mas no geral isso era solenemente ignorado pelo mundo, que até se orgulhava de ter uma "muralha européia" contra os comunistas. E aí chegam as Olimpíadas de Berlim, que serviram como vitrine para o regime nazista mostrar ao mundo suas "virtudes", seu comprometimento com a paz e o reerguimento da Alemanha.

Nas semanas anteriores às Olimpíadas, os dirigentes locais de propaganda do Partido receberem ordens de fazer sumir dos muros e tapumes os slogans hostis ao regime, evitar violência, não colar cartazes contra judeus, não perseguir opositores, enfim, fingir uma normalidade. E foi o que aconteceu. No primeiro dia, Hitler abriu os jogos numa cerimônia em que um antigo maratonista grego lhe entregava um ramo de oliveira, como "símbolo de amor e paz", enquanto um grupo de "pombas da paz" revoava. Todos os visitantes estrangeiros (principalmente a imprensa) ficaram impressionados com a Alemanha de Hitler, e a influência (e popularidade) dele só aumentou, a ponto de exportar o estilo nazi de ser até pra os EUA e Brasil.

Onde quero chegar? Partindo do pressuposto de que a história apenas se repete, temos novamente um Estado ditatorial (a China), cujos relatos de brutalidade chegam aqui e ali por vias não-oficiais (e são solenemente ignorados pelos países compradores de produtos Made in China), querendo aparecer de bom-moço pra o mundo, se aproveitando novamente de uma Olimpíada pra ganhar legitimidade internacional. Interessante, não?

E você, turista, vai prestigiar a Olimpíada da China? Aposto que eles estão ansiosamente esperando pela sua visita, com ruas limpas e com estudantes sorridentes, tudo na mais perfeita tranquilidade! Gaste seu dinheiro nos produtos oficiais da Olimpíada (feitos por crianças obrigadas a trabalhar 13 horas ao dia) e dê seu prestígio a um Estado que "dá sumiço" a quem tenta falar o que acontece de fato naquele país. Um Estado que controla o que o povo deve ou não ver na Internet, que intimida empresas como a Yahoo a fornecer a identidade de jornalistas, ou ao Google a filtrar suas buscas naquele país. Um Estado que invade o Tibet (um país que não tem nenhuma ligação cultural com a China), estrangulando sua cultura secular e incentiva o estupro de Tibetanas para que a raça se misture com a dos chineses. Um Estado que abate Tibetanos que querem cruzar a fronteira com a Índia como se fossem patos. Que quer decidir arbitrariamente quem vai ser o próximo líder espiritual dos tibetanos. E que chega ao cúmulo de fazer um mascote tibetano (o antílope) nas olimpíadas da China, como se eles estivessem incluindo o Tibet à cultura da China, e não exterminando-o:


O crime deles? Querer ver o Dalai Lama, já que são proibidos de terem liberdade religiosa em seu próprio país

Neste post questionei se Spielberg, que era responsável pela produção da abertura dos Jogos na China, ainda continuaria seu trabalho se, em vez de tibetanos nessa fila, fossem judeus. Felizmente ele ouviu a voz da razão e ABANDONOU O PROJETO (IUHUUUUUUUUUUUU!!!! Ponto pra você, Steven!)

Se ainda assim vocês forem, não esqueçam de fazer a saudação no estádio:


Ler em espanhol (por Iván Lavilla)


 
Internacional, Política - publicado às 3:43 PM 370 comentários
UFO NA TURQUIA
ter, 12 de fevereiro, 2008
 


O TÜBITAK, órgão GOVERNAMENTAL para pesquisa em ciência e tecnologia da Turquia, deu um parecer histórico de que um vídeo de 22min, feito por um guarda noturno, é genuíno e mostra EM DETALHES um objeto voador não-identificado e a silhueta de DOIS TRIPULANTES, algo inédito na ufologia mundial!


O UFO, visto por quase uma dúzia de moradores de Kumburgaz, na Turquia, e filmado por Yalcin Yalman, causou furor ao redor do mundo em parte da mídia da China, Rússia, Brasil e Suíça. Filmado em agosto de 2007 e analisado primeiramente pelo grupo "Sirius UFO", foi liberado ao público no dia 17 de janeiro de 2008, em uma conferência de imprensa. Após isso, críticas surgiram, começando pelo Prof. Adnan Öktem, do Departamento da Universidade de Istanbul de Ciências de Astronomia, o Prof. Mehmet Emin Ozel, do Departamento da Universidade de Física, e o Prof. Kerem Doksat, do Departamento da Universidade de Psiquiatria, que disseram que a filmagem era uma brincadeira feita com uma maquete ou animação de computador. E disseram isso sem terem conduzido uma análise ou qualquer tipo de estudo.

Assim, o Grupo Sirius decidiu ir à TV e informar que estavam submetendo o vídeo ao Prof. Adnan Oktem, para ser estudado na confiável e influente Instituição Científica do Estado chamada TÜBITAK, que fez uma análise completa e preparou um relatório oficial declarando: "Os objetos vistos no filme acima mencionado possuem uma estrutura que é feita de material específico e definitivamente não são feitos por qualquer tipo de animação de computador nem por qualquer forma de efeitos especiais usados para simulação em um estúdio ou para um efeito de vídeo. Então, em conclusão, está decidido que o avistamento não é uma maquete ou uma fraude".

Além disso, na última parte do relatório, ficou concluído que estes objetos no vídeo possuem estruturas físicas e materiais que não pertencem a qualquer categoria conhecida (como aviões, helicópteros, meteoros, Vênus, Marte, satélites, bolas de fogo, Lanterna chinesa, etc.), caindo assim na classificação de OVNI (Objetos Voadores Não-Identificados).

Algumas explicações sobre o vídeo:


O incidente aconteceu por dois meses diante dos olhos dos residentes de "Yeni Kent". O Sirius UFO falou com todas as testemunhas em separado conseguiu testemunhos por escritos e filmados. Uma análise detalhada da filmagem mostrou que três objetos diferentes aparecem ao mesmo tempo, coisa que não era possível às testemunhas verem. Também disseram que, analisando todos os 22 minutos, é possível ver todo o ambiente onde foi filmado.

Vídeo, detalhes da análise e testemunhos serão mostrados na Conferência Internacional sobre OVNIs, em Laughlin, Nevada.

Update:

Em 2009, surgiram novas filmagens, mais impressionantes ainda, com mais tripulantes! Dá uma sensação desagradável de que parece uma maquete, mas a cena com a Lua ao fundo mostra que, se é uma farsa, é uma muito bem feita:


 
Ufologia - publicado às 1:59 PM 42 comentários
38, 45 e 46 - VIRTUDES E DESEJOS
qui, 7 de fevereiro, 2008
 


(Lao Tsé; Tao Te Ching) - Trad. Albe Pavese (Ed. Madras)

Verso 38 - SOBRE AS VIRTUDES

O homem de Virtude Superior não está preocupado com sua virtude porque ele é virtuoso.
O homem comum fica preocupado com suas virtudes porque não é virtuoso.
O Sábio parece que nada faz pois permanece na não-ação.
Certamente nada fica sem ser feito.
O homem inferior se movimenta muito e certamente deixa de realizar o essencial.
A Benevolência precisa atuar mesmo sem objetivos.
A Justiça precisa atuar e procura um objetivo.
O Dogma precisa atuar através da observação e a força para submeter os homens.
Por isso quando o Tao se perde, aparece a virtude.
Quando a virtude se perde, aparece a benevolência.
Quando se perde a benevolência aparece a Justiça.
Quando a Justiça se perde, aparecem os dogmas e o moralismo.
Os dogmas e o moralismo são a casca da fidelidade e da lealdade e o começo da confusão.
Os adivinhos e falsos profetas são a aparência do Tao e o começo da estupidez.
Por isso o Sábio conserva-se na Infinita Profundidade e não na superfície.
Habita no fruto e não na flor.
Vive no ser, e não na aparência.


Verso 45 - EXTENSÃO DA VIRTUDE

A Suprema Perfeição parece imperfeita mas seu efeito é impecável.
A Suprema Abundância parece austeridade mas, em seu uso, é inesgotável.
A Suprema Retidão parece tortuosa.
A Suprema Habilidade parece inepta.
A Suprema Elouqüencia parece gaga.
O Movimento vence o frio.
A calma vence o calor.
Pureza e calma são as medidas do Universo.

Comentários de Huberto Rohden:
Tudo o que é do mundo da qualidade é ignorado pelo mundo das quantidades. A qualidade não está sujeita a tempo e espaço, porque é do eterno e do infinito. E, porisso mesmo, o que não pertence ao mundo da qualidade é taxado pelos cultores das quantidades como irreal e ilusório.
O cego acha normal a escuridão - e anormal a luz. O surdo acha normal o mundo sem som - e anormal o mundo do som. O doente que nunca conheceu saúde pode achar normal a doença - e anormal a saúde.
Por isso disse alguém: "A loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria dos homens - e a fraqueza de Deus é mais forte que a força dos homens".
As grandes verdades quase sempre aparecem em forma de paradoxos - que não devem ser explicados - mas aplicados.


Verso 46 - MODERAÇÃO DOS DESEJOS

Quando o Tao reina no Império, os cavalos de guerra são usados para arar os campos.
Quando o Tao se perde no Império, os cavalos de guerra enchem os arredores da cidade e pastam até nos lugares sagrados.
Não há pior mal que perseguir os desejos.
Não há maior infelicidade do quer ser insaciável.
Não há erro maior que a cobiça.
Por isso, aquele que não conhece o contentamento jamais se bastará a si mesmo.


 
Taoísmo - publicado às 11:10 AM 53 comentários