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A primeira civilização avançada começou na Índia (A Civilização Védica). Civilizações indianas também foram as primeiras a utilizar metais.
A arte da navegação nasceu no rio Sindh, há mais de 6.000 anos. A própria palavra "Navegação" é derivada da palavra sânscrita NAVGATIH.
O Xadrez foi inventado na Índia, com o nome de Chaturanga.
O sânscrito foi a língua clássica da Índia, e é mais antiga que o hebraico e o latim. É conhecido por ser a mãe de todas as línguas ocidentais, e é sintaticamente o mais perfeito idioma no mundo. Por conta disso, segundo a revista Forbes, sânscrito é a única linguagem adequada para se fazer uma linguagem de programação para computadores.
Do sânscrito vieram palavras como gyaamti (medindo a Terra) e trikonamiti (medindo formas triangulares,) que deram origem às nossas palavras (e estudo da) Geometria e Trigonometria.
MATEMÁTICA
Na época em que o maior número que os gregos e romanos usavam era 106, os hindus usavam números como 1053 (ou seja, 10 elevado a potência de 53), com nomes específicos pra isso.
Por volta do séc. 5 d.C., enquanto o Ocidente utilizava os desajeitados algarismos romanos, desenvolveu-se na Índia o sistema decimal posicional, idêntico ao que usamos hoje. De fato, nosso sistema é o próprio sistema hindu, transmitido ao Ocidente através dos árabes séculos depois. Os nomes desses algarismos em sânscrito são claro testemunho desta origem oriental:
1 eka
2 dvi
3 tri
4 catur
5 panca
6 sat
7 sapta
8 asta
9 nava
Também foi inventado pelo indiano Aryabhatta o número "zero" (chamado de "vazio"), ingrediente fundamental para uma numeração verdadeiramente posicional. Também calculou com incrível precisão o tempo que a Terra leva para órbitar o sol: 365 dias, 6 horas, 12 minutos e 30 segundos. Notavelmente próximo ao valor verdadeiro, que é aproximadamente 365 dias e 6 horas. Aryabhata calculou exatamente a circunferência da Terra em 39.968,0582 Km, que foi somente 0,2% menor que o valor real de 40.075,8843 Km. Não bastasse isso, foi o primeiro a explicar como o Eclipse lunar e o Eclipse solar acontecem, e criou o modelo heliocêntico, com órbitas elípticas, para os planetas (quase mil anos antes de Copérnico). Tudo isso por volta de 500 depois de Cristo. Ah, e também deu uma indicação muito próxima para o Pi.
Entretanto, o valor de "Pi" foi o primeiramente calculado pelo matemático indiano Baudhayana, e ele explicou o conceito do que é conhecido como o Teorema de Pitágoras ainda no séc 6 ou 8 d.C.
O Surya Siddhanta é um livro sobre astronomia da Índia antiga, compilado em 1.000 a.C, a partir de fontes orais que remontam 3.000 a.C. Ele nos mostra o diâmetro da Terra em 12.617,257 Km (medições atuais nos mostram 12.756,7871 Km). Exibe também a distância entre a Terra e a Lua como sendo 407.164,032 Km (cálculos modernos nos mostram 406.697,322 Km).
Bhaskaracharya foi um matemático hindu que determinou os princípios do Cálculo diferencial ainda no séc 12, muito antes de Newton (séc 17).
Govindaswamin descobriu Fórmula de Interpolação de Newton-Gauss 1.800 anos antes de Newton.
Números positivos e negativos (e os seus cálculos) foram explicados primeiro por Brahmagupta, em seu livro Brahmasputa Siddhanta.
Brahmagupta, em 630 d.C, disse o seguinte sobre a gravidade:
No Rig Veda, um hino dirigido ao Sol, fala-se claramente que o Sol viaja 2.202 yojanas em meio nimesha. Traduzindo as medidas para as nossas, obtemos simplesmente a velocidade da luz.
FÍSICA
Satyendranath Bose foi um físico indiano que ficou conhecido por seus trabalhos sobre mecânica quântica no início da década de 1920, como a "estatística de Bose-Einstein" e a teoria do "condensado de Bose-Einstein". A partícula bóson foi assim batizada em sua honra.
Jagdish Chandra Bose foi um dos pioneiros da comunicação por rádio, ao lado de Marconi e Padre Landell.
MEDICINA
Ayurveda é o mais antigo sistema medicinal conhecido dos seres humanos, consolidado por Charaka (o "pai da medicina") há 2.300 anos.
Sushruta é considerado o "pai da cirurgia". Há mais de 2.600 anos Sushruta e sua equipe efetuaram complicadas cirurgias, como catarata, membros artificiais, cesarianas, fraturas, remoção de pedras urinárias e também cirurgia plástica até mesmo cerebrais.
O uso de anestesia era conhecido na medicina da Índia antiga. Conhecimento detalhado de anatomia, embriologia, digestão, metabolismo, fisiologia, genética e imunidade também são encontrados em muitos textos indianos antigos.
Uma rara anomalia genética que causa mutações em humanos foi descoberta pelo cientista indiano Chandra Suresh.
POLÍTICA
Embora imagens da Índia atual freqüentemente mostrem pobreza e a falta de desenvolvimento, a Índia foi o país mais rico do planeta até o momento da invasão britânica, no início do século 17. Cristóvão Colombo foi apenas um dos muitos navegadores atraído pela riqueza da Índia.
A Índia nunca invadiu um país sequer em seu últimos 10.000 anos de história. É a única sociedade no mundo que nunca conheceu a escravidão (como a conhecemos).
"A Índia possui uma grande civilização que remonta 7.000 a.C, de acordo com recentes descobertas arqueológicas em Mehrgarh. Possuía uma das mais abrangentes cultura urbana do mundo em 3.000 a.C, com suas muitas cidades ao longo dos rios Indu e Sarasvati.
Quando o rio Sarasvati, de fama Védica, secou no segundo milênio a.C, a cultura hindu se deslocou para o leste, para rios mais confiáveis da planície do Ganges, que se tornou a principal região do subcontinente.
Já se foi a velha idéia da invasão ariana e uma base externa para a cultura indiana. Em seu lugar está a continuidade de uma civilização e sua literatura, que remontam ao período mais precoce da história.
Infelizmente, durante os primeiros cinqüenta anos desde a Independência, a Índia ainda não descobriu sua verdadeira origem. Seus intelectuais têm imitado as tendências ocidentais no pensamento. Eles se esqueceram de seus próprios e profundos sábios modernos, como Swami Vivekananda e Sri Aurobindo, que projetaram uma visão moderna e futurista da tradição indiana.
Enquanto os ocidentais vêm a Índia em busca de conhecimento espiritual, intelectuais indianos olham para o ocidente com uma adulação que muitas vezes é cega, senão serviçal."
(David Frawley, historiador)
Gandhi certa vez foi perguntado sobre o que ele achava da Civilização Ocidental. Ele respondeu: "Eu acho que é uma boa idéia!"
"Na Índia hoje, temos uma senhora nascida católica (Sonia Gandhi) deixando o poder para que um Sikh (Manmohan Singh) possa ser empossado por um presidente muçulmano (Abdul Kalam) para conduzir uma nação que é 82% Hindu.
Eu desafio qualquer um a citar outro país com tamanha diversidade e tolerância para com sua liderança política."
(desconhecido)
EDUCAÇÃO
A primeira universidade do mundo foi fundada em Takshila, em 700 a.C. Mais de 10.500 estudantes de todo o mundo estudavam mais de 60 disciplinas.
Atualmente:
38% dos médicos nos EUA são indianos.
12% dos cientistas nos EUA são indianos.
36% dos empregados da NASA são indianos.
34% dos empregados da Microsoft são indianos.
28% dos empregados da IBM são indianos.
17% dos empregados da Intel são indianos.
13% dos empregados da Xerox são indianos.
Progressos nos últimos 20 anos:
Pobreza (incidência)
1980s - 1990s - 2000
44% - 36% - 26%
Educação (taxa de alfabetização)
1980s 1990s 2000
44% 52% 65%
Saúde (expectativa de vida)
1980s 1990s 2000
56 60 69
ARTES MARCIAIS
Por incrível que pareça, o mesmo povo que nunca invadiu outro país foi o criador das artes marciais! O Kalarippayat nasceu em Kerala, no Sul da Índia, em 200 a.C, e foi a primeira forma organizada de luta, influenciada pela Yoga e ligada às antigas ciências de guerra (Dhanur Veda) e medicina (Ayur Veda). A origem do Kung-fu inicia-se com a lenda de um monge chamado Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo), que viajou da Índia para a China por volta de 500 a.C e levou o estilo de luta indiano para o extremo-oriente.
Siddhartha Gautama (que depois se tornou Buda), por ter nascido na casta guerreira, era exímio praticante de Kalarippayat (o futuro Kung Fu). Daí a facilidade com que foi aceita a associação budismo/Kung-fu - que tanto vemos nos filmes de porrada chinês - que de fato ocorreu na China e Japão.
LITERATURA
Os Vedas são os textos mais antigos escritos em nosso planeta hoje. Eles remontam ao início da civilização indiana e são os primeiros registros literários da mente humana. Eles foram transmitidas através de tradição oral durante mais de 10.000 anos, e apareceram pela primeira vez em forma escrita entre 2.500 e 5.000 anos atrás.
O Rig Veda é o primeiro dos livros Veda. É ele que contém esta frase emblemática:
Rig Veda - Conhecimento dos hinos, 10.859 versos
Yajur Veda - Conhecimento da liturgia, 3.988 versos
Sama Veda - Conhecimento da música clássica, 1.549 versos
Ayur Veda - Conhecimento da Medicina, 100.000 versos
Os Upanishads são parte das escrituras que discutem principalmente meditação e filosofia, e são consideradas pela maioria das escolas do hinduísmo como instruções religiosas. Contém também transcrições de vários debates espirituais, e 12 de seus 123 livros são considerados básicos por todos os hinduístas. Surgiram como comentários sobre os Vedas, sua finalidade e essência, sendo portanto conhecidos como Vedanta = "o fim do Veda".
Jyotisha - Astrologia e Astronomia
Manvantara - Rituais e questões jurídicas
Siksha - Fonética
Aitareya - Criação do Universo, Homem e Evolução
Chandogya - Reencarnação, alma
Kaushitaki - Karma
Kena - Austeridade, Trabalho, e Moderação
Dharnur Veda - Ciência do Arco-e-flecha e Guerra
Mundaka - Disciplina, Fé e o perigo da ignorância
Sulba Sutra - Conhecimento de Matemática
Yoga Sutra - Conhecimento da Meditação
Kama Sutra - Conhecimento do Amor e do Sexo (sim, o Kama Sutra é parte dos Upanishads, e é muito mais do que aquelas posições esquisitas)
ATLÂNTIDA?
O antigo texto Védico Indus Saraswati fala de uma série de dez Pitris, que dominavam o mundo antes do grande dilúvio mundial. Lendas da Antiga Babilônia também falam de dez reis que governavam antes de um gigantesco dilúvio. Os antigos egípcios também falam de Dez iluminados, que reinavam antes de um dilúvio. O último destes reis, nas lendas citadas, foi o herói que levou sete outros à bordo de um navio, no qual eles sobreviveram à inundação mundial. Na Índia antiga, o herói foi Manu, que sobreviveu ao dilúvio pralaya com os sete Rishis. Na antiga Babilónia, o herói do nome era Zisudra quem encabeçou a sobrevivência numa Arca de sete outras pessoas, o sete Apkallu. No Egito antigo, o herói foi Toth, que sobreviveu ao dilúvio juntamente com o sete sábios.
A Ilha de Páscoa, situada no Oceano Pacífico, fica distante de qualquer civilização. Pois o artesanato desta ilha corresponde ao dos antigos Incas, no Peru. E a escrita deles se assemelha a antigos escritos do Vale Indu (na Índia):

RELIGIÃO

"União entre os homens, o progresso da unidade na diversidade - esta tem sido a principal religião da Índia"
(Rabindranath Tagore; 18611941)

"Tornar as poucas e diferentes Verdades e símbolos de cada disciplina específica de uma religião em duros e rápidos dogmas é um sinal de que ainda somos apenas crianças no conhecimento espiritual, e estamos ainda distantes da ciência do Infinito.
A mente não é o mais elevado poder da consciência; porque a mente não está de posse da Verdade, mas é apenas sua buscadora ignorante."
(Sri Aurobindo; 1872-1950)
"Hindus e budistas, nós somos dois filhos da mesma mãe"
(Dalai Lama)
"Quando leio o Bhagavad-Gita e reflito sobre como Deus criou este universo, tudo o mais me parece tão supérfluo"
(Albert Einstein)
O Bhagavad-Gita (A Canção do Senhor) é um texto que faz parte do épico Mahabharata, embora seja de composição mais recente que o todo deste livro. Na versão que o inclui, o Mahabharata é datado no Século IV a.C. O texto relata o diálogo do Deus encarnado Krishna (uma das encarnações de Vishnu) com Arjuna (seu discípulo guerreiro) em pleno campo de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever (Dharma), e recebe a iluminação diretamente do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto-realização. A obra é uma das principais escrituras sagradas da cultura da Índia, e a principal obra do movimento Hare Krishna.
"Eu devo um magnífico dia ao Bhagavad-Gita. Foi o primeiro dos livros, e foi como se um Império falasse para nós; nada pequeno ou indigno, mas grande, sereno, consistente, a voz de uma velha inteligência que, em outra idade e clima, tinha, portanto, refletido e concluído acerca das mesmas questões com a qual nos defrontamos"
(Ralph Waldo Emerson; Filósofo)
"O Gita é um dos mais claros e abrangentes resumos da filosofia perene já feito. Daí o seu valor permanente, não só para os indianos, mas também para toda a humanidade. É talvez a mais sistemática afirmação espiritual da filosofia perene"
(Aldous Huxley; Romancista inglês)
"Na Índia eu encontrei uma raça de homens que vivem sobre a Terra, mas não presos a ela.
Habitam cidades, mas não se fixam a elas.
Possuindo tudo, mas não sendo possuídos por nada"
(Apolônio de Tiana; pensador grego; séc 1 a.C)
POESIA
Por Rabindranath Tagore, o primeiro asiático a ganhar o Nobel de literatura, e criador do hino da Índia:
Flor de Lótus
No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.
Gitanjali
Deixa a cantilena, o cântico e a recitação de contas de rosário!
A quem veneras neste recanto solitário e escuro dum templo de portas fechadas?
Abre teus olhos e vê que teu Deus não está diante de ti!
Ele está onde o agricultor está lavrando o chão duro e onde o pedreiro está rachando pedras.
Ele está com eles no sol e na chuva, e sua roupa está coberta de poeira.
Remove teu manto sagrado e como Ele desça para o chão empoeirado!
Libertação? Onde se encontra esta libertação?
Nosso mestre assumiu pessoalmente com alegria os vínculos da criação;
Ele está vinculado a nós para sempre.
Sai de tuas meditações e deixa de lado tuas flores e o incenso!
Que mal há se tuas roupas ficam gastas e manchadas?
Encontra-o e fica com Ele na faina e no suor de tua face.
Poema de Despedida
É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.
DANÇA
A dança indiana é inspirada pelas cenas de pinturas e esculturas de textos sagrados, daí os movimentos estilizados e curiosos, que contam por si só uma história. Curiosamente, tal estilo sofreu poucas modificações com o passar do tempo.
Estilo de dança Kuchipudi
Algo mais atual, mas tão exótico quanto...
MÚSICA
O melhor e mais conhecido exemplo de música clássica indiana é dado por Ravi Shankar e sua cítara. Mas é uma música de gosto duvidoso pro ocidental, então coube a George Harrison trazer a cítara pra dentro da música pop, em grande estilo, na música "Love you to", dos Beatles:
Ravi Shankar fez músicas belíssimas, com um sabor mais ocidentalizado, utilizando coral. São elas "Shanti mantra (reprise)" e "Salt" (da trilha sonora do filme Gandhi). Sua filha, Anoushka Shankar, assumiu o legado do pai, e aqui rege um grupo executando uma música de Ravi dedicada ao ex-Beatle George Harrison, no Concerto pra George:
Em termos de juntar som e imagem, os indianos são, definitiva e incontestavelmente, os fazedores dos videoclipes mais inesquecíveis do mundo:
Beatles indianos
Os originais têm muito o que aprender com esses caras...
CINEMA
A indústria de cinema indiana é simplesmente a maior do mundo, apelidada de "Bollywood", com mais de 800 filmes feitos ao ano. Obviamente que, com uma cultura milenar, inteligência de sobra e uma indústria gigantesca, eles fazem filmes realmente memoráveis:
Meus agradecimentos a José A. Mariano, que me proporcionou essa imersão na cultura indiana
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