Nos anos 60, quando os Beatles visitaram os EUA, eles fizeram questão de conhecer seu ídolo Bob Dylan. E, num quarto de hotel, eles se reuniram pra tocar, filosofar e partilhar suas experiências. Além disso, foi com Dylan que eles conheceram, pela primeira vez, a maconha. Seria a primeira vez, seguida de milhares de outras, em que John, Paul, George e Ringo ficariam chapados.
Todo mundo ficou muito doido, e foi nesta noite que Paul McCartney descobriu "o sentido da vida".
No meio da "viagem", Paul pede a um roadie pra anotar num pedaço de papel sua descoberta. E aí ele ditou a sua "mensagem para o Universo". "Guarde-a", ele diz num sussurro, como se confiasse a alguém um tesouro.
Na manhã seguinte, o roadie dá a Paul a anotação, da qual ele provavelmente já nem lembrava mais. Ela continha uma única frase: "Existem sete níveis". Uau.
Paul não estava longe da Verdade. Algum véu se rompeu em sua mente e ele pôde acessar (mas não compreender) um dos mistérios que rondam o número sete.
Sete é o número que mais aparece em citações de todas as obras místicas, na magia, no ocultismo em geral, na Bíblia e em todos os livros sagrados. Tudo o que enxergamos ou percebemos como um imenso degradê geralmente acaba subdividido em sete pra facilitar. Sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete dias da semana... Se alguém nos perguntar: "Diga um número de 1 a 10", o sete será o número preferido. Assim, não é difícil imaginar que o sete apareça sempre que tentamos expandir nossa consciência para além do véu da Maya. Particularmente, acredito que o sete seja um subproduto do 1, da Unidade, assim com o 3. Um, digamos, firewall da Matrix contra curiosos e hackers, pra preservar seu núcleo/essência. Talvez esteja adentrando o terreno cabalístico ou hermético, portanto não vou me alongar no que não entendo de fato. Mas é interessante notar que uma das propriedades interessantes que tem o número sete é ser o resultado da divisão de qualquer inteiro não múltiplo de 7, por 7.
A mitologia Hindu define quatorze mundos (não confundir com planetas) divididos em um par de 7: Sete mundos superiores (céus) e sete inferiores (infernos). A terra é considerada o mais baixo dos sete mundos superiores. Todos esses mundos, a exceção da Terra, são usados como lugares temporários de permanência: se a pessoa morre na Terra, o deus de morte (oficialmente chamado 'Yama Dharma Raajaa, ou Yama, o senhor de justiça) avalia as ações boas/más (assim como Anubis, deus egípcio) da pessoa em vida e decide se aquela alma vai para o céu e/ou inferno, por quanto tempo, e em que capacidade. A alma adquire um corpo apropriado para o mundo no qual ela vai habitar, e ao término do tempo da alma nesse mundo, volta à Terra (é renascido como uma forma de vida na Terra). Os hindus acreditam que só na Terra, na condição humana, a alma alcance a salvação suprema, livre do ciclo de nascimento e morte, para além dos quatorze mundos.
Fico pensando que talvez resida aí a importância e curiosidade que os alienígenas têm por nós. Será que nós, em nossa condição humana, somos "especiais" por estarmos participando de um grande "provão cósmico"? Será que eles vêm nos monitorar exatamente porque HÁ ESPÍRITOS DE SEUS ANTEPASSADOS entre nós?
Na Teosofia, os Sete princípios do Homem são os veículos que ele possui para manifestar-se nos diversos planos. Em seu conjunto formam a constituição setenária do Homem. Juntando essa teoria da Teosofia, junto com a dos mundos da mitologia hindu (que não são planetas, e sim planos de existência) e com os universos paralelos dos físicos teóricos, e teremos um modelo onde as individualidades como a conhecemos simplesmente não existem. Cada pessoa na terra seria um aspecto de um ser multi-dimensional (multi-universal seria mais correto), cuja consciência vai estar fragmentada entre esses mundos todos (sete? quatorze? não importa). Você já se sonhou levando uma vida extremamente normal em outro mundo? Eu já. Nunca achei uma explicação boa pro fato de eu não estranhar a outra realidade (afinal, se eu, acostumado aqui com a terra, me projetasse pra outro plano/planeta eu ficaria embasbacado o tempo todo, e no entanto eu tomava um trem futurista (com cara de ter sido bastante usado) e acompanhava entediado a paisagem de uma cidade que (ainda) não existe.
Especulo que haja uma comunicação constante (e velada) entre nossos "eus" espalhados por aí, que podem não ser 7, nem 14, e sim infinitos "eus", que podem abranger a totalidade de toda a vida no universo (e nos outros universos). Como um jogo de espelhos, onde não conseguimos divisar a fonte emissora, apenas o resultado fragmentário. Ou de forma inversa, como a internet P2P, onde os dados provém das mais diversas pessoas, de forma fragmentária, e são reunidos no destino final de quem solicitou a informação completa. Não somos pessoas. Creio que não somos pessoas, e sim "veículos de idéias". Idéias que se materializaram e acham que são indivíduos.
É a "queda dos anjos". É o pecado original.
Um programa sensacional do Larry King Live, exibido em 09/11/2007 nos EUA, com o título "UFOs: Eles estão lá fora?", onde Larry King entrevista autoridades militares e políticas (e até a Shirley McLane, muito bem articulada, por sinal) sobre o fenômeno UFO, e pela primeira vez colocando um daqueles céticos idiotas contra a parede.
Para ver o vídeo acima com a legenda, é necessário usar um programa como o BSplayer ou KMplayer
A tradução e as legendas são cortesia do Moonchild (Agradecimentos e reclamações com ele, por favor).
Se quiserem saber mais sobre o que é discutido no final da entrevista (sobre uma operação das Forças Especiais Britânicas na tentativa de interceptar uma nave que sobrevoava próximo a uma base militar) eu recomendo veementemente assistir O Roswell da Inglaterra, exibido pelo History Channel.
No dia 11 de setembro de 2001, três aviões norte-americanos mudaram o rumo da história. Os atentados contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington, provocaram a morte de aproximadamente 3.700 pessoas e reforçaram o cerco de preconceitos e mal-entendidos em torno da segunda maior religião do mundo: o Islã.
Todos os países muçulmanos e seus principais líderes religiosos condenaram as ações terroristas. "Matar homens, mulheres e crianças inocentes é um ato horrível que nenhuma religião monoteísta aprova e que é rejeitado por todo espírito humano são", afirmou o xeque Muhammad Sayyd Tantawi, da Universidade de Al Azhar (fundada no século 10, no Egito), a mais prestigiosa instituição teológica sunita.
Apesar disso, o saudita Ussama bin Laden, acusado de orquestrar os ataques, e defensores da confusa e frágil teoria do "choque de civilizações" anunciaram tratar-se de um embate entre o Islã e o Ocidente, como se fosse possível reduzir conceitos complexos - e, por isso, temas de divergências - a dois campos excludentes. As tentativas de polarizar o conflito logo renderam resultados. O discurso maniqueísta do presidente George W. Bush, que anunciou uma "luta do bem contra o mal", a aprovação em Washington de leis que permitem a detenção de estrangeiros com base em critérios puramente étnicos ou religiosos e as declarações do premiê da Itália, Silvio Berlusconi, sobre a "superioridade da civilização ocidental" serviram de pretexto para ações de xenofobia e intolerância religiosa.
O incompleto será pleno.
O torto será endireitado.
O vazio será preenchido.
O consumido será renovado.
Possuir pouco é grande aquisição.
Possuir muito é grande erro.
Por isto, Sábio, abraça a unidade e esquece de si mesmo.
Sua presença é modelo para todos os homens.
Não se exibe, por isso resplandece.
Não se vangloria, por isso sobressai.
Não se jacta, por isso lhe é dado o mérito.
Não se glorifica, por isso é enaltecido.
Porque não rivaliza com ninguém, ninguém pode lutar com ele.
Os antigos disseram:
"O que é metade deve retornar a totalidade.
Sê humilde e permanecerás inteiro".
Podem, estas palavras, considerar-se vazias? Tao Te King - Albe Pavese (Ed. Madras)
O que é imperfeito será perfeito;
O que é curvo será reto;
O que é vazio será cheio;
Onde há falta haverá abundância;
Onde há plenitude haverá vacuidade.
Quando algo se dissolve, algo nasce.
Assim, o sábio,
Encerrando em si a alma do Uno,
Se torna modelo do Universo.
Não dá importância a si mesmo,
E será considerado importante.
Não se interessa por si mesmo,
E será venerado por todos.
Nada quer para si,
E prospera em tudo.
Não pensa em si,
E é superior a tudo.
E, por não ter desejos,
É invulnerável.
Por isto, há muita verdade
No velho ditado:
Quem se amolda é forte.
É esta a meta suprema
Da vida humana. Tao Te Ching - Huberto Rohden (Ed. Martin Claret)
Comentários de Huberto Rohden:
Estas palavras são quase uma paráfrase da sabedoria de Paulo de Tarso: "A fraqueza de Deus é mais forte que a força dos homens; a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria dos homens... quando sou fraco, então sou forte... Eu morro todos os dias, e é por isto que eu vivo".
Corresponde também às palavras do Nazareno: "Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida, por minha causa, ganhá-la-á."
É o princípio da homeopatia cósmica: quanto menor é a quantidade, tanto maior é a qualidade.
É a alma da Cosmoterapia.
Poucos meses antes de morrer, um dos mais proeminentes rabinos de Israel, Yitzhak Kaduri, escreveu o nome do Messias em uma pequena nota, que ele pediu para que permanecesse fechada por um ano após sua morte. Quando a nota foi aberta, revelou o que muitos têm conhecido há séculos: Jesus é o Messias.
Com o nome bíblico de Jesus, o rabino e cabalista descreveu o Messias utilizando seis palavras e insinuando que as letras iniciais formam o nome do Messias. No que se refere à abreviação na carta do nome do Messias, "Ele vai erguer o povo e provar que a sua palavra e a lei são válidas. Isto é o que tenho assinado no mês da misericórdia".
A frase em Hebraico, com o nome oculto do Messias, é lida da seguinte forma: Yarim Ha'Am Veyokhiakh Shedvaro Vetorato Omdim
A sigla inicial soletra o nome hebraico de Jesus: Yehoshua. Yehoshua e Yeshua são efetivamente o mesmo nome, derivado da mesma raiz hebraica da palavra "salvação", como documentado em Zacarias 6:11 e Esdras 3:2. O mesmo sacerdote escreve em Esdras, "Yeshua filho de Yozadak" enquanto é escrito em Zacarias: "Yehoshua filho de Yozadak." O sacerdote acrescenta a abreviação sagrada do nome de Deus, Ho, no nome do pai Yozadak e no nome Yeshua.
Com um dos mais proeminentes rabinos de Israel indicando que o nome do Messias é Yeshua, é compreensível por que razão o seu último desejo era esperar um ano após sua morte antes de revelar o que ele escreveu.
Quando o nome de Yehoshua apareceu na mensagem de Kaduri, Judeus ultra-ortodoxos de seu Nahalat Yitzhak Yeshiva (seminário), em Jerusalém alegaram que seu mestre não deixou a solução exata para decodificar o nome do Messias.
A revelação recebeu pouca cobertura da mídia israelense. Apenas os sites hebraico News First Class (Nfc) e Kaduri.net mencionaram a nota sobre o Messias, insistindo que era autêntico. O diário hebraico Ma'ariv publicou uma história sobre a nota, mas a descreveu como sendo uma fraude.
Leitores judeus responderam nos fóruns dos sites com os mais variados sentimentos: "Então quer dizer que, isso significa que o Rabino Kaduri era um cristão?" e "Os cristãos estão dançando e celebrando", estiveram entre os comentários.
O jornal Israel Today conversou com dois dos seguidores de Kaduri em Jerusalém, que admitiram que a nota era autêntica, mas estavam confusos. Seus seguidores também: "Não temos nenhuma ideia de como o rabino chegou a este nome do Messias", disse um deles.
Outros ainda negaram completamente qualquer possibilidade de que a nota seja autêntica. O fiho de Kaduri, Rabino David Kaduri, disse que, no momento em que a nota foi escrita (Setembro de 2005), a condição física do pai tornava a escrita impossível.
KADURI E O RETRATO DO MESSIAS
Poucos meses antes de Kaduri falecer, com a idade de 108 anos, ele surpreendeu seus seguidores, quando lhes disse que se encontrou com o Messias. Kaduri deu uma mensagem em sua sinagoga no Yom Kippur, o Dia do Perdão, ensinando como reconhecer o Messias. Ele também mencionou que o Messias apareceria para Israel após a morte de Ariel Sharon (o ex-primeiro ministro ainda estava em coma depois de sofrer um acidente vascular cerebral). Outros rabinos predizem o mesmo, incluindo o Rabino Haim Cohen, o cabalista Nir Ben Artzi e a mulher do Rabino Haim Kneiveskzy.
O neto de Kaduri, Rabino Yosef Kaduri, disse que seu avô falou várias vezes durante seus últimos dias sobre a vinda e a redenção através do Messias. Seus retratos espirituais do Messias - reminiscência dos relatos do Novo Testamento - foram publicados nos sites Kaduri.net e Nfc:
É difícil para muitas pessoas boas na sociedade compreenderem a pessoa do Messias. A liderança e a ordem de um Messias de carne e osso é difícil de aceitar para muitos no país. Como líder, o Messias não irá exercer qualquer cargo, mas estará entre o povo e usará a mídia para se comunicar. Seu reinado será puro e sem desejo pessoal ou político. Durante seu reino, apenas a justiça e a verdade irão reinar.
Será que todos (os judeus) acreditarão no Messias imediatamente? Não, no início alguns de nós vão acreditar e alguns não. Será mais fácil para as pessoas não-religiosas seguirem o Messias do que para os ortodoxos.
A revelação do Messias será cumprida em duas etapas: primeiro, ele irá ativamente confirmar Sua posição como Messias sem saber que ele próprio é o Messias. Então ele irá revelar-se a alguns judeus, não necessariamente aos sábios estudiosos da Torá. Pode ser mesmo ao povo simples. Só então ele irá revelar-se à toda a nação. As pessoas vão saber e dizer: "o que, é esse o Messias?!" Muitos sabem o seu nome, mas não acreditavam que ele é o Messias.
DESPEDIDA AO 'TSADIK'
O Rabino Yitzhak Kaduri era conhecido por sua memória fotográfica e sua memorização da Bíblia (Torah), do Talmud, do Rashi e de outros escritos judaicos. Ele conhecia os sábios judeus e celebridades do século passado, rabinos que viveram na Terra Santa e mantiveram viva a fé antes do nascimento do Estado de Israel.
Kaduri não era muito querido tão-somente por causa de sua idade de 108 anos. Ele era carismático e sábio, e o chefe dos rabinos o considerava um Tsadik (um homem justo ou santo). Ele daria conselhos e bênçãos a todos os que pedissem. Milhares o visitavam para lhe pedir conselho ou cura. Seus seguidores falam de muitos milagres e seus alunos dizem que ele previu muitas catástrofes.
Quando ele morreu, mais de 200.000 pessoas se juntaram à procissão fúnebre nas ruas de Jerusalém para prestar suas homenagens enquanto ele era levado para seu último repouso. "Quando ele vier, o Messias irá resgatar Jerusalém das religiões estrangeiras que pretendem controlar a cidade", Kaduri disse uma vez. "Eles não terão sucesso pois eles vão lutar um contra o outro."
OS SEGUIDORES DO RABINO REAGEM
Em uma entrevista ao Israel Today, o Rabino David Kaduri, de 80 anos, filho do falecido rabino Yitzhak Kaduri, negou que seu pai deixou uma nota com o nome Yeshua pouco antes de morrer.
"Não é a anotação dele", disse ele quando lhe mostramos uma cópia da nota.
Durante uma reunião noturna no Nahalat Yitzhak Yeshiva em Jerusalém, livros com os manucristos do ancião Kaduri, de 80 anos atrás, foram apresentados para nós, em uma tentativa de provar que a anotação sobre o Messias não era autêntica.
Quando dissemos ao Rabino Kaduri que o site oficial de seu pai (www.kaduri.net) havia mencionado a nota sobre o Messias, ele ficou chocado. "Oh, não! Isso é uma blasfêmia. As pessoas podem entender que meu pai apontou para ele (o Messias dos cristãos)".
David Kaduri confirmou, no entanto, que em seus últimos anos seu pai havia falado e sonhado quase que exclusivamente sobre o Messias e sua vinda. "Meu pai encontrou-se com o Messias em uma visão", disse ele, "e nos disse que Ele viria em breve."
Israel Today obteve acesso a muitos dos manuscritos do rabino, escritos de próprio punho para o uso exclusivo de seus alunos. Mais marcantes foram os símbolos da cruz pintados por Kaduri ao longo das páginas. Na tradição judaica, não se utilizam cruzes. Na verdade, até mesmo a utilização de um sinal de adição é desencorajada porque pode ser confundida com uma cruz. Mas ali estavam elas, escritas pelas mãos do próprio rabino. Quando perguntamos o que significavam aqueles símbolos, o Rabino David Kaduri disse que eram "sinais do anjo." Pressionado mais sobre o significado dos "sinais do anjo", ele disse que não tinha idéia. O Rabino David Kaduri chegou a explicar que só o seu pai tinha tido um relacionamento espiritual com Deus e havia encontrado o Messias em seus sonhos.
Judeus ortodoxos em todo o Nahalat Yitzhak Yeshiva disseram ao jornal Israel Today poucas semanas depois, que a história sobre a anotação secreta do Rabino Kaduri nunca deveria ter sido publicada e esta notícia havia danificado a reputação do nome reverenciado do velho sábio.
Duas categorias de pessoas são ótimas candidatas a serem fantasmas: as rancorosas (que alimentam o ódio em suas formas diversas, como o ciúme desenfreado, o rancor, a inveja, etc) e as orgulhosas (prepotentes, arrogantes, superiores, etc). O que vem a ser exatamente "fantasma" eu não sei. Procuro manter a mente bem aberta, equidistante dos dogmas e "revelações" das doutrinas esotéricas. Podem ser de fato almas de pessoas que não se deram conta de que morreram, ou impressões no éter (no tempo/espaço) de acontecimentos marcantes e que, por não existir - em essência - o espaço/tempo (fisicaquânticamente falando), interagem ainda hoje conosco. Pode ser uma brecha temporal onde vislumbramos coisas do passado, ou um acesso (por vezes compartilhado) ao inconsciente coletivo. Enfim, não cabe a mim definir, e creio que só a ciência, quando um dia se voltar para o metafísico (a fisica quântica é só a ponta do iceberg), é que vai fechar a questão.
Mas, como dizia, essas duas características são as que mais se "mantém vivas" - a palavra certa é alimentada - no além-túmulo. Por isso não é a toa que existem os castelos mal-assombrados, ou casas onde ocorreram crimes e que se tornam palco de misteriosos acontecimentos. Ora, a falsa "superioridade", tão patente na Terra (por conta de títulos, posição social, prestígio, riqueza ou outros fatores) vai por água abaixo quando morremos. A morte nivela o pobre e o rico, o policial e o ladrão. Na vida pós-morte não detemos riqueza, títulos, nobreza, nada... a não ser NA CABEÇA DA PESSOA. Um juiz ou um deputado, por exemplo, é o que é por conta de uma ESTRUTURA montada em torno dele pelo Estado. Carro oficial, regalias, carteira diferenciada, hierarquia, funcionários à disposição, celular, babação de ovo, tudo isso vem no "pacote", não importando se você era ladrão de banco ou estuprador antes do concurso/voto/indicação. Com a morte, esse "chão" é perdido, abruptamente. É algo que pode ser enlouquecedor, e se um louco vivo quando bota uma coisa na cabeça já apronta, imagine um louco morto?!
Onde trabalho tenho de conviver com tanta arrogância, tanto desprezo pela alma e trabalho humano, que isso têm sido tema da maioria das sessões com minha psicóloga. Tenho uma amiga que deve passar pela mesma coisa, porque a vontade dela é de cumprimentar as pessoas com um soturno "amigo, lembra-te de que vais morrer". Acho que devia haver, nem que fosse na faculdade, uma cadeira obrigatória de "aprendizado da morte (Tanatologia?)" para a interiorização do fato de que TODOS NÓS, sem exceção, vamos morrer.
Escrevi isso tudo como um preâmbulo pra notícia que vi no O Globo:
Funcionários relatam histórias de fantasmas no STF
BRASÍLIA - O vetusto Supremo Tribunal Federal (STF) guarda, entre os milhares de processos, segredos do outro mundo. É forte o boato de que o prédio é mal-assombrado pelos espíritos dos ex-ministros já mortos. Segundo relatos de funcionários, as entidades se manifestam nos momentos mais inusitados, de preferência à noite, na forma de sussurros e portas que batem repentinamente. Há quem jure ter visto ex-ministros mortos há muito tempo vestidos de beca, descendo as escadas do tribunal, prontos para a sessão. No entanto, quem mais mete medo é a mulher de branco -uma espécie de guardiã da memória dos ex-ministros que já passaram desta para melhor.
Dizem que a mulher de branco é loira e sorridente. Usa um vestido branco longo e esvoaçante. Costuma aparecer na calada da noite no Salão Branco do tribunal, ambiente contíguo ao plenário, que ostenta em uma das paredes as fotografias de todos os presidentes da história da corte. Antigamente, o local era destinado ao velório de ministros e ex-ministros. Reza a lenda que a entidade feminina acompanhava essas cerimônias e conduzia os magistrados ao plano espiritual.
Todo mundo tem uma história para contar sobre o fantasma. Nos corredores do tribunal, fala-se de muitos sustos dados pela mulher holográfica. O GLOBO não encontrou ninguém para relatar, em primeira pessoa, um encontro de fato com ela. Mas é atribuída à entidade toda sorte de evento inexplicável que ocorre no STF.
Um dos mais recentes candidatos a fenômeno sobrenatural foi presenciado há duas semanas pela copeira Celma Basílio, que trabalha no tribunal há 18 anos. Celma conta que aqueceu no forno a marmita dela e de uma colega na hora do almoço. Misteriosamente, uma das refeições caiu no chão a caminho da mesa. Celma disse que foi buscar uma vassoura e, quando chegou, tudo tinha sumido. Dois dias depois, o recipiente apareceu vazio na copa.
- Foi muito estranho. A minha colega jura que era a mulher de branco. Devia estar com fome, coitada - revela Celma.
A copeira também afirma que, vez ou outra, sente a presença de um vulto ao seu lado. Quando olha, não vê ninguém. Um garçom colega de Celma, que preferiu não dizer o nome, é resoluto ao negar qualquer tipo de medo:
- Ela só aparece à noite. Como eu trabalho de dia, nunca vi. Mas não coloca meu nome aí, não. Sei lá o que pode acontecer...
Ministros do STF conhecem a lenda e não menosprezam a presença da mulher de branco ou de seus ex-colegas enquanto trabalham. Mas garantem que não têm medo dos fantasmas.
- Como eu tenho o corpo fechado, eles (os fantasmas) não se apresentam. Eu tenho medo é dos vivos - diz Marco Aurélio Mello.
- Não tenho medo. Mas depois que vim pra cá, não duvido mais de nada - confessa Eros Grau.
O mito está vivo principalmente entre os seguranças e o pessoal da limpeza, que circulam pelo local durante a noite. A ante-sala da presidência do STF, no andar superior ao plenário, tem uma das paredes tomadas de fotografias e ilustrações em preto e branco de todos os ministros que já integraram o tribunal. O ambiente é palco de terror. Maria Alves é funcionária da limpeza e conta que a escolha de quem vai espanar os retratos dos ex-ministros costuma dar briga entre os faxineiros. Na sexta-feira, ela não conseguiu escapar da tarefa.
- Sempre sobra pra mim. Eu tenho muita cisma de vir aqui, porque dizem que tem vultos. Ficar sozinha aqui olhando para esses homens é meio assustador. Dá calafrios - reclamou, com os olhos arregalados.
- Meu turno é sempre de dia. Não tenho coragem de trabalhar ali à noite. Aqui tem muito processo, os ministros julgam muitas coisas ruins. Fica uma carga pesada no ambiente. E tem aquelas fotos. Sei lá o que aconteceu na vida daquelas pessoas - diz, ressabiada, a segurança Kátia da Silva.
O fotógrafo Gervásio Baptista, funcionário da Casa há oito anos, conta que costuma ouvir relatos dos colegas:
- Teve um sujeito da limpeza que disse pra mim que uma daquelas fotos fez 'psiu'. Ele se urinou todo e saiu correndo. Eu mesmo, nunca vi nada.
Um dos casos mais impressionantes foi confidenciado por um dos ministros do tribunal, que preferiu não se identificar. Em setembro do ano passado, foi realizada uma sessão na antiga sede do STF, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 178 anos da corte. Quando as fotografias foram reveladas, a imagem da presidente do tribunal, Ellen Gracie Northfleet, teria sido estampada ao lado do vulto de uma mulher vestida de branco. O tribunal não divulgou a suposta foto.
- As pessoas inventam muito - comenta o ex-ministro Carlos Velloso, que aposentou-se no ano passado - Nunca vi nada de mais em 16 anos de tribunal - complementa.
José Francisco de Almeida Júnior, conhecido como Seu Juca, comanda a barbearia do STF há 40 anos e concorda com Velloso. Ele afirma nunca ter visto nenhum espírito arrastando corrente pelo tribunal:
- Isso é lenda, não tem nada a ver. Nunca vi nada e ninguém nunca viu.