Saindo da Matrix

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    • ACIDENTE DA TAM

      Versão pra garotas e EmosVersão pra macho!Layout normal Fonte grande
      qua, 18 de julho, 2007

      Sobre o acidente da TAM, a melhor coisa que li foi o Lázaro, na lista Voadores, simulando uma declaração de Krishna acerca do acidente:

      "O espírito não nasce nem morre, apenas entra e sai de corpos perecíveis. O fogo não o queima"

      Na verdade Krishna disse isso a Arjuna, há 3.500 anos, e está registrado no Baghavad Gita:

      Andas triste por algo que tristeza não merece – e tuas palavras carecem de sabedoria. O sábio, porém, não se entristece com nada, nem por causa dos mortos nem por causa dos vivos.

      Nunca houve tempo em que eu não existisse, nem tu, nem algum
      desses príncipes – nem jamais haverá tempo em que algum de nós deixe
      de existir em seu Ser real.

      O verdadeiro Ser vive sempre. Assim como a alma incorporada
      experimenta infância, maturidade e velhice dentro do mesmo corpo,
      assim passa também de corpo a corpo – sabem os iluminados e não se
      entristecem.

      Quando os sentidos estão identificados com objetos sensórios,
      experimentam sensações de calor e de frio, de prazer e de sofrimento –
      estas coisas vêm e vão; são temporárias por sua própria natureza.
      Suporta-as com paciência!

      Mas quem permanece sereno e imperturbável no meio de prazer e
      sofrimento, somente esse é que atinge imortalidade.

      O que é irreal não existe, e o que é real nunca deixa de existir.
      Os videntes da Verdade compreendem a íntima natureza tanto disto como
      daquilo, a diferença entre o Ser e o parecer.

      Compreende como certo, ó Arjuna, que indestrutível é aquilo que
      permeia o Universo todo; ninguém pode destruir o que é imperecível, a
      Realidade.

      Perecíveis são os corpos, esses templos do espírito – eterna,
      indestrutível, infinita é a alma que neles habita. Por isto, ó
      Arjuna, luta!

      Quem pensa que é a alma, o Eu, que mata, ou o Eu que morre, não
      conhece a Verdade. O Eu não pode matar nem morrer.

      O Eu nunca nasceu nem jamais morrerá. E, uma vez que existe, nunca
      deixará de existir. Sem nascimento, sem morte, imutável, eterno –
      sempre ele mesmo é o Eu, a alma. Não é destruído com a destruição do
      corpo (material).

      Quem sabe que a alma de tudo é indestrutível e eterna, sem
      nascimento nem morte, sabe que a essência não pode morrer, ainda que
      as formas pereçam.

      Assim como o homem se despoja de uma roupa gasta e veste roupa
      nova, assim também a alma incorporada se despoja de corpos gastos e
      veste corpos novos.

      Armas não ferem o Eu, fogo não queima, águas não molham, ventos
      não o ressecam.

      O Eu não pode ser ferido nem queimado; não pode se molhado nem
      ressecado – ele é imortal; não se move nem é movido, e permeia todas
      as coisas – o Eu é eterno.

      Para além dos sentidos, para além da mente, para além dos efeitos
      da dualidade habita o Eu. Pelo que, sabendo que tal é o Eu, por que
      te entregas à tristeza, ó Arjuna?

      Se o ego está sujeito às vicissitudes de nascer e morrer, nem por
      isto deves entristecer-te, ó Arjuna.

      Inevitável é a morte para os que nascem; todo o morrer é um
      nascer – pelo que, não deves entristecer-te por causa do inevitável.

      Imanifesto é o princípio dos seres; manifesto o seu estado
      intermediário; e imanifesto é também o seu estado final. Por isto, ó
      Arjuna, que motivo há para tristeza?

      Alguns conhecem o Eu como glorioso; alguns falam dele como
      glorioso; outros ouvem falar dele como glorioso; e outros, embora
      ouçam, nada compreendem.

      Eterno e indestrutível é o Eu, que está sempre presente em cada
      ser. Por isto, ó Arjuna, não te entristeças com coisa alguma.


      Gostaria de ofertar este texto a todos os parentes e amigos de quem esteve naquele vôo (e que agora estão em outros vôos, com destino ignorado pra nós, que não embarcamos... ainda).

      Geral - publicado às 11:47 AM 38 comentários