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O Saindo da Matrix tem o orgulho de apresentar a culminância do seu trabalho de longos anos. Desde 2003 este blog foi para mim um hobby, uma maneira de me expressar e buscar conhecimento, mas todo o esoterismo contido aqui foi apenas uma pálida preparação para a tarefa da minha vida. Assim como João Batista no deserto, eu preguei durante esses anos e amealhei muitos admiradores e desafetos. Assim, selecionei as pessoas certas para receber o Messias em toda a sua glória!
Sim! Ele veio, mas muitos não o reconheceram! De forma humilde, ele voltou e se apresentou não aos sábios e religiosos, mas primeiro às crianças ("porque de tais é o reino dos céus") de todo o mundo, pois, "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente", assim foi a vinda do Messias! Sem distinção de cor, país ou credo, o Messias está presente de alguma forma na vida de todas elas! E aqueles que cresceram com sua abençoada presença guardam o Messias em seu coração até hoje, são adultos com alma de criança.
Como ele próprio havia dito, o Messias não é localizável. Não está aqui, ou ali. Não pode ser apontado, contido. Mas o veículo pelo qual sua mensagem chega até nós, esse sim pode ser descrito, e tanto pode ocupar o espaço de uma mala, quanto caber na palma da mão.
Todo o trabalho de desconstrução religiosa, dogmática, visava este momento, buscando despir do preconceito que cega e engessa. E eu, que tive a bênção de poder reconhecer o Messias e crescer com ele, hoje lhes apresento em um projeto que iniciei ontem. A primeira parte de uma ciclópica tarefa que visa educar a humanidade para que reconheçam o Messias nas músicas de videogames!!

Isso mesmo, meus irmãos! Esqueçam o catolicismo. O budismo, o judaísmo. Todos eles prometeram a volta do Messias mas não souberam reconhecê-lo. A Nintendo, a Sega e a Sony, essas sim nos deram os meios para o seu sagrado retorno! Yuzo Koshiro é meu pastor e nada me faltará! Mas poderia ser a Yoko Shimomura. Ou o Rob Hubbard. Tanto faz! Deus não está nos meios, nas ferramentas, e sim na essência, e essa essência é a MÚSICA! Sim, Nietzsche estava certo quando disse não acreditar num Deus que não saiba dançar. Até mesmo Deus, quando concebido e limitado em nosso pensamento, deve se render à magia etérea da música. Indefinível, a música não é o ar que vibra. Não é o som que chega aos nossos ouvidos. É composta de pura vibração e, mesmo sem nunca ter sido tocada ou percebida por ouvidos humanos, ela existe!
E por que de videogames? O que torna este meio de expressão tão singular que mereça ser o veículo de comunicação do Messias?! Afinal, essa música não é um simulacro, uma reprodução por vezes tosca da música "real"? Mas, afinal, não é a "realidade" um simulacro de algo que só podemos alcançar com a intuição? É exatamente esta característica, essa limitação, que torna as músicas de videogames tão fascinantes. Por ela estar abaixo dos padrões musicais aos quais estamos acostumados, naturalmente intuímos e completamos os sons. Quem já não se pegou cantalorando uma música com mais instrumentos do que ela realmente tem? Nossa mente é impulsionada a dar um salto maior em direção ao desconhecido, em direção às raízes da composição, seja no estilo clássico, pop, rock ou celta. E os videogames são o mais perfeito veículo para o amálgama de culturas que compõe nosso globo, pois, ao contrário das limitações culturais que temos em cada país, com certos tipos de músicas para certos tipos de gostos e povos, nos games não há limites para a imaginação.
Na série de artigos A HISTÓRIA DA GAMEMUSIC, no Meu Outro blog, veremos a evolução desta arte e de onde surgiram suas influências, neste que será um passeio pela música mundial, e quiçá, de de outros mundos.