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NOSSOS HITLERS (parte 2)
dom, 29 de abril, 2007
 


Continuando nosso aprendizado com o "professor" Hitler, podemos tirar ainda mais lições do que NÃO se deve fazer pra ter paz e diálogo no mundo. Desta vez gostaria de comentar sobre a ideologia dele. O cara cresceu num ambiente corturbado, com a República cambaleando em toda a Europa. Ditadores surgiam aqui e ali para ocupar o vácuo de poder, como Benito Mussolini (Itália), Francisco Franco (Espanha) e António Salazar (Portugal). Isso pra ficar só no ocidente da Europa, porque no Brasil tínhamos o famoso ditador Getúlio Vargas.

O comunismo se alastrava velozmente por toda a Europa. Seu ponto principal era a perda da propriedade privada, o que fazia tremer (obviamente) toda a burguesia e agradava sobremaneira a massa cada vez maior de desempregados e trabalhadores em condições degradantes. Vários partidos arregimentavam essa massa febril, e um deles era o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, cujos "trabalhos" consistiam em ir prum bar e jogar conversa fora, falar mal do governo, essas coisas. Resumindo bastante, Hitler chegou, arrebatou todo aquele pessoal e, com um gigantesco senso de oportunidade (e muito cinismo) conseguiu equilibrar em suas fileiras pensadores de esquerda (nacional socialista, lembram?) sustentando idéias de direita, porque ambos os lados (Hitler e os comunistas) tinham ódio da burguesia. Tanto é que a ala esquerdista pediu aliança com os Nazi (acrônimo pra NAtionalsoZIalistische) quando o caldo estava esquentando, e aí entrou o oportunismo desse gênio do mal, que fez uma aliança (em segredo) com os industriais e burgueses, prometendo que, se subisse ao poder, as propriedades privadas não seriam estatizadas. Assim, ele conseguia ter em suas mãos, contribuindo monetariamente para o partido (e, mais importante, dispostos a fazer o que Hitler mandasse) gente de todas as camadas sociais, desde o perigoso (pro Governo) desempregado até o mais alto (e influente) industrial.


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Política - publicado às 11:39 PM 35 comentários
NOSSOS HITLERS (parte 1)
sáb, 28 de abril, 2007
 


Hitler foi um gênio do mal. Uma das personalidades com maior magnetismo pessoal que já se viu (assim como diziam que Rasputin o era) e que, mesmo após mais de 60 anos de sua morte, ainda suscita debates apaixonados entre estudiosos da 2ª guerra. Evita-se comentar da personalidade de Hitler como se evita falar do demônio, mas as pessoas esquecem que a melhor maneira de honrar as 50 milhões de vidas que tombaram no mundo todo por causa dele é APRENDER com a história e evitar que ela se repita. E pra isso é preciso estudar, especialmente, Hitler. O Triunfo da vontade (Der Triumph des Willens), título do documentário que ele mesmo mandou fazer, em 1934, bem que poderia ser a frase que melhor define sua trajetória. Vontade era tudo o que este pintor medíocre tinha quando ingressou no partido nazista, e com ela conseguiu arregimentar milhões de pessoas dispostas a dar as suas próprias vidas por um louco.

O que isto tem a ver com o Saindo da Matrix? Tudo, pois as técnicas de persuasão, propaganda e controle de massa que Hitler e seu Ministro de Propaganda, Josef Goebbels, aperfeiçoaram estão sendo usadas até hoje, de grandes comícios nos EUA até às igrejinhas de favelas brasileiras. Você pode se achar imune a essas coisas, mas lembre-se que o culto povo alemão, de todas as classes sociais, caíram nisso. E os estacionamentos de alguns Templos suntuosos aqui no Brasil estão sempre lotados de carros importados...

Foi por isso que selecionei trechos do excelente livro Hitler vol. 1, do respeitado biógrafo Joachim Fest. Parafraseando Sergio Barcellos, na orelha do livro, "mostrar como foi possível o surgimento de Hitler numa sociedade civilizada como a alemã é o maior serviço - e um alerta - que o autor presta à história dos povos".

No livro vemos claramente como Hitler cultivou pacientemente o caos e insuflou (indiretamente, claro) a violência no país, para que ele surgisse como a cura, a ordem, a paz.


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Política - publicado às 12:07 AM 41 comentários
MICK JAGGER FOI VISITADO POR ALIENS
qua, 25 de abril, 2007
 


Michael C. Luckman - autor de Alien Rock: The Rock 'n' Roll Extraterrestrial Connection - diz que o roqueiro do Rolling Stones desenvolveu um interesse em fenômenos extraterrestres depois de um encontro de 3º grau nos anos 60. Luckman disse: "Em 1968 ele foi acampar em Glastonbury com sua então namorada, a cantora Marianne Faithful, e encontrou um raro e luminoso UFO em forma de charuto. Por volta da mesma época Mick teve um detector de OVNI instalado em sua propriedade britânica. O alarme ficava sempre ligado, mas desligava quando ele saía de casa, indicando a presença de forte atividade eletromagnética na área imediata."
O cantor de 63 anos de idade também avistou um OVNI em cima da multidão durante o infame concerto dos Rolling Stones em Altamont, Califórnia, em 1969.
Mick não é o único membro do grupo que acredita em estrangeiros. O guitarrista Keith Richards também admitiu ter "visto alguns".
O lendário Beatle John Lennon é outro músico que Luckman reivindica ter experimentado contato pessoal com seres de outro planeta. Ele disse: "Um pequeno ovo metálico aparentemente foi dado a John Lennon, que por sua vez deu o objeto ao paranormal Uri Geller. Ele não soube pra que servia o objeto, mas disse ter sido dado por um extraterrestre. Interessantemente, isso tudo aconteceu menos de um ano antes dele ser assassinado."

Fonte: Stuff.co.nz


 
Ufologia - publicado às 2:37 PM 58 comentários
SANATÓRIO PARA ESPÍRITAS
qui, 19 de abril, 2007
 


Pra comemorar os 150 anos de "O Livro dos Espíritos", posto um trecho do livro "Na próxima dimensão", de Carlos A. Baccelli, que conta a história de Inácio Fereira, médico que, encarnado, cuidava de um sanatório em Uberaba e era ferrenho defensor da doutrina espírita. Ao desencarnar, continuou cuidando de um sanatório (do lado de lá), mas passou a ver as coisas com outros olhos:

- Mas - redargüiu o valoroso companheiro -, os espíritas haverão de se decepcionar; eu não sei a causa de, ao nos tornarmos espíritas, passarmos a achar que somos privilegiados... A Doutrina nos torna conscientes de nossas enfermidades, porém a tarefa da cura nos pertence, pois a simples condição de adepto do Espiritismo não isenta ninguém de suas provas...
- É, principalmente, do esforço de renovação... O espírita sincero é aquele que não recua diante das lutas que trava para ser melhor. Deus não cultiva preferencias... As orações dos fiéis de todas as crenças têm para Ele o mesmo valor; às vezes, quem ora aos pés de um santo de barro ora com maior fervor do que aquele que já libertou a fé de tantas formalidades...
- Como você mudou, Inácio! - brincou Odilon comigo. - Eu diria tratar-se de um espírito... Se eu não fizer esta ressalva, os nossos irmãos do mundo não acreditarão que eu esteja conversando com você, o ferrenho adversário da Igreja Católica...
- Ora, não exagere! Você sabe que eu apenas me defendia, ou melhor, procurava defender a Doutrina... Agora, no entanto, estou aqui, às voltas com a própria realidade...
- E com muito trabalho neste hospital, não é?
- Neste hospital onde, por incrível que pareça, a maioria dos pacientes é espírita... Eu preferiria lidar com um louco espírito do que com um espírita louco... Como somos, Odilon, vaidosos do nosso pequeno saber!
- Muitos médiuns internados aqui?
- O problema maior não são os médiuns que, na maioria das vezes, faliram por falta de discernimento; o problema maior são os dirigentes espíritas, aqueles que quiseram ter as rédeas do Movimento nas mãos e impunham os seus pontos de vista. Já os médiuns se assemelham aos pecadores do Evangelho, mas os dirigentes são os doutores da lei...
- Algum católico ou evangélico por aqui?
- Poucos. E são os que me dão menos trabalho... Conforme lhe disse, os espíritas é que estão mal arrumados: conversam comigo de igual para igual e, não raro, acabam invertendo de papel comigo, ou seja: tratam-me como se o doente fosse eu... Citam trechos de "O Livro dos Espíritos", referem-se ao Espiritismo científico, fazem questão de demonstrar conhecimentos, no entanto já pude fazer entre eles curiosa constatação: quase todos foram espíritas teóricos; nunca arregaçaram as mangas numa atividade assistencial que, ao contrário, criticavam veladamente...
Conheci alguns deles, quando ainda no mundo - aparteou o devotado amigo. - Um aos quais eu me refiro chegou a combater com veemência o nosso trabalho de Sopa Fraterna na "Casa do Cinza", em Uberaba; disse-me que o Espiritismo tinha que parar com aquilo, que nós estávamos desvirtuando tudo - o povo precisava de luz, não de pão...
- Por acaso - indaguei -, teria sido o R.?
- Ele mesmo, Inácio - respondeu. Sempre que me via no Mercado Municipal pedindo verduras e legumes para a nossa Sopa, eu tinha que ouvir um sermão... Coitado!... Nem sei se já desencarnou.
- Ele é um dos meus pacientes aqui, Odilon, e, por sinal, é um dos que mais reivindicam...
- O R., internado neste hospital?...
- E deveria dar graças a Deus, pois, a rigor, o seu lugar seria mais embaixo... Não sei como foi que conseguiu chegar até aqui.
Ele cuidava da mãe, que morava sozinha, e não deixava que nada lhe faltasse...
De fato, eu não sei o que seria dos filhos, se não fossem as mães - comentei, emocionado. - Não fosse por elas, as regiões trevosas estariam regurgitando...
- Mas, Odilon - falei, com a intenção de mudar de assunto. E o seu trabalho com os médiuns junto à Crosta, como é que tem se desenrolado?
- Estamos indo, Inácio. Como você não desconhece, os progressos são lentos - tão lentos, que, por vezes, nos parecem inexistentes, mas vamos caminhando. A turma não quer estudar e assumir a tarefa com disciplina. Muitos começam e quase todos desistem...
- Querem colher antes de semear, não é?
- E semear antes de preparar o terreno...
- Não é mesmo fácil perseverar, ainda mais no mundo de hoje, que mete medo em qualquer candidato à reencarnação...
- Porém não existe alternativa; se você deseja escalar a montanha, não adianta ficar rodeando-a, concorda?...
E nem esperar, indefinidamente, melhor tempo para fazê-lo... Creio, Odilon, que talvez este tenha sido o nosso mérito, se é que algum mérito tivemos: embora conscientes de nossas imperfeições e mazelas, ousávamos fazer o que era preciso.
- Os médiuns, Inácio, acham que mediunidade corre por conta dos espíritos; quase nenhum quer ser parceiro ou sócio e entrar com a parte que lhe compete... Fazem uma série de alegações, quase todas sofismas, para justificar a sua falta de empenho e melhor adequação da instrumentalidade.
- O velho "fantasma" da dúvida...
- Dúvida que, conforme sabemos, persistirá em cada um, até que seja definitivamente afastada pela sua lucidez espiritual; é a dúvida que desafia o homem a caminhar... A certeza é o ponto final de jornada empreendida.
- Se o Espiritismo pudesse contar com médiuns mais conscientes... - lamentei.
- Seria uma maravilha, mas estamos confiantes para o futuro... Tudo está certo. Será, por outro lado, que se tivéssemos sobre a Terra um número maior de medianeiros convictos e responsáveis, o excesso de luz, ao invés de lhes facilitar a visão da Verdade, não induziria os homens à cegueira? Sempre me intrigou o fato de Jesus ensinar por parábolas; por que o Mestre não falava claramente?... Quero crer que não era por falta de capacidade pedagógica ou por pobreza de vocabulário... Ele tencionava nos induzir à procura, exercitando a nossa capacidade interpretativa. A Humanidade não se redimirá coletivamente; a porta é estreita exatamente para conceder passagem a um de cada vez...
- Você, como sempre, tem razão, Odilon - concordei com a linha de raciocínio do companheiro. - É possível que Moisés, se tornasse a viver hoje sobre a Terra, viesse a reeditar a sua proibição dos homens se contactarem com os mortos; queremos mais, no entanto não estamos tão preparados assim...

 
Espiritismo - publicado às 2:56 PM 61 comentários
HITLER MUDOU-SE PRA CHINA
qua, 11 de abril, 2007
 


Com saudades do tempo da boa e velha matança indiscriminada de cidadãos de países ocupados sob a édige e proteção de um governo totalitarista? Mude-se para a China! Lá você poderá praticar tiro ao alvo com peregrinos tibetanos que tentam ver o Dalai Lama na Índia, e as Nações Unidas não farão NADA pra impedi-los. Afinal, Tibetano não é gente, mesmo (se fosse valeriam os direitos humanos, não é?). Sanções contra a China? Nem pensar! E de onde mais viriam os produtos de 1,99? Vamos tiranizar o povo Iraniano, eles são do mal! As mulheres são obrigadas a usar burca! Vamos invadir aquilo lá e libertar o povo, que nem os EUA fizeram com o Iraque! Já a China não. Vamos prestigiar as Olimpíadas deles, vamos movimentar o turismo e despejar um monte de dinheiro na economia, não é mesmo? Afinal, o povo lá não sofre censura, tem plena liberdade de expressão e direitos inalienáveis...

Lembrem-se dessas imagens ao ir ao comprar seus enfeites de Natal, ou assistindo aos próximos Jogos Olímpicos... gostaria de saber se Spielberg ainda produziria a abertura dos Jogos na China se, em vez de tibetanos nessa fila, fossem judeus...


 
Política - publicado às 3:17 AM 95 comentários
QUEM MATOU JESUS?
seg, 9 de abril, 2007
 


Pernambuco é mesmo um estado e tanto. Pioneiro, inovador, ousado! Tudo aqui é superlativo! Não é por menos que Pernambuco tem a capital mais violenta do país, o pior time do mundo (o Íbis), temos a maior agremiação carnavalesca do mundo (Galo da Madrugada), o hino mais bonito do Brasil (vocês conhecem o hino do seu estado? O pernambucano não só conhece como canta o refrão, pelo menos!) e desde 2002 somos recordistas no número de homicídios de mulheres!! Mas um dado costuma passar despercebido da maioria dos pernambucanos: não só temos o maior teatro ao ar livre do mundo, como o MELHOR teatro ao ar livre do mundo.

Estou me referindo a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Um espetáculo grandioso, digno de primeiro mundo, com iluminação soberba, cenários grandiosos (aproveitando muito da "beleza rude" do agreste, parecido em parte com a Jerusalém daquela época), figurino deslumbrante e interpretação correta (aliás, a interpretação é o que menos conta, dadas as dimensões do espetáculo). Este ano, pela primeira vez, eu resolvi ir. Confesso que tinha preconceito em ver um Jesus estereotipado, longe pra caramba (são 3 horas de viagem) e lotado de gente correndo de um palco pra outro como loucos. Pois não é que me enganei redondamente? Na viagem conheci a feira de Caruaru, tomei chocolate quente, conheci uma parte do agreste que não conhecia (cheio de pedras monolíticas); O público, apesar desse ano ter batido um recorde, não se acotovelava, dava até pra sentar no chão e descansar, e a visão era ótima, pois o terreno é em formato stadium (tipo o coliseu romano). E o estereótipo... bem, esse povo todo foi lá pra ver o Jesus da bíblia, e não o de Martin Scorcese.

É justamente sobre isso que eu queria conversar agora, aproveitando o influxo de judeus ou simpatizantes advindos do post sobre Sobel, gostaria de tratar abertamente do espinhoso assunto da "culpa dos judeus" pela morte de Jesus, e o ponto-de-vista judeu seria muito bem-vindo, já que vou me embasar na única fonte de informação que dispomos sobre Jesus, que é o Novo Testamento.

Primeiramente, deve-se estabelecer que Jesus era judeu. Pode parecer redundante, mas esse é um ponto convenientemente omitido pelas igrejas, e reforçado pela mídia, que representa Jesus e seus discípulos com feições mais ocidentalizadas enquanto o Sinédrio tem traços mais árabes, do judeu daquela época. Culpar todos os judeus pela morte de Jesus é igual a culpar todos os gregos pela morte de Sócrates (e no entanto não se vê ódio dos filósofos contra os gregos). Jesus deixa bem claro que veio para Israel.


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Cristianismo, Judaísmo - publicado às 7:35 PM 67 comentários
POR UNA GRAVATA
seg, 2 de abril, 2007
 


A árvore que queira crescer até o céu deve mandar suas raízes até o inferno
(Friedrich Nietzsche)

Uma coisa que nos desconcerta é ver uma pessoa bem-sucedida, com boa educação e dinheiro, com as portas abertas para a sociedade e para um mundo de oportunidades, fazer uma besteira digna de um marginal. A coisa é ainda mais grave quando vemos que o VERDADEIRO marginal (ou seja, aquele que vive à margem da sociedade) muitas vezes consegue viver uma vida bem mais equilibrada e digna do que o ídolo da TV.

Esse ano os brasileiros ficaram atônitos com dois casos de personalidades que foram parar na polícia por se envolverem em furtos: o estilista Ronaldo Ésper, no fim de janeiro, e o rabino Henry Sobel, na semana passada. O objeto do furto do primeiro choca pelo ridículo: um vaso de cemitério. Já no caso do segundo foi bem mais grave: 5 gravatas de 3 lojas de grife dos EUA, no valor de US$ 680 (o que, para os padrões de Sobel, não é muito, mas a gravidade estava muito mais no alto risco de ser pego).

Acho que todos aqui já sabem que existe a cleptomania, que distúrbios psíquicos ou desvios de comportamento podem levar uma pessoa a cometer pequenos furtos pelo simples prazer da adrenalina (ou pra se sentir "vivo"), ou que pode haver mesmo a boa e velha safadeza. Não estou aqui para julgar as pessoas envolvidas, o que me interessa mesmo é mergulhar na psiquê de um caso como esse, e o de Sobel é um dos mais emblemáticos.

Vejamos então: o rabino Henry Sobel é (ou era) simplesmente o líder incontestável do judaísmo no país. Ainda mais: gozava de prestígio e admiração de líderes das mais diversas religiões, e por isso mesmo era convidado a cultos ecumênicos e movimentos de paz. Teve os culhões de, em plena ditadura militar, conduzir, com Dom Paulo Evaristo Arns, um culto ecumênico lembrando a morte do jornalista Vladimir Herzog ("suicidado" pelos militares). O ato foi a primeira grande manifestação contra o regime militar (1964-1985) na década de 70. Em 2006, teve um encontro com o Dalai-Lama, e esse ano foi convidado para o encontro de líderes religiosos com o papa Bento 16. O cara é um ícone de religiosidade, certo? E religiosidade rima com bondade, certo? É aí que pode ter início nossa história.

Em 2003, após o assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach e Felippe Caffé, declarou na televisão ser a favor da pena de morte: "O judaísmo condena categoricamente a pena de morte. Mas, na qualidade de pai, defendo a pena de morte em casos excepcionais", disse. Ele foi duramente censurado. Dias depois, teve de se retratar publicamente. O episódio mostrou explicitamente um conflito emocional entre o homem público e o privado, o ícone versus o ser humano. "Na hora de intensa emoção, fiz a declaração. Não estou arrependido, era o que sentia. Quero que a sociedade compreenda minha revolta", disse Sobel, que celebrou o Bat-Mitzvá da garota e o casamento dos pais dela.

Após isso, quantos sapos mais ele teve de engolir? Quantas vezes teve de formatar suas idéias ao pensamento que a sociedade espera de uma pessoa em sua posição? Não estou querendo aqui dar uma de advogado. Quanta gente vive sendo tolhida e não sai por aí extravasando suas frustrações roubando? Mas isso é algo que acontece no dia-a-dia e lidamos com isso de muitas formas, seja matando Orcs (ou alemães, né, priminha?) nos jogo de PC ou dando um duro trocando os móveis de lugar. No fundo, estamos o tempo todo tentando nos manter sãos e equilibrados, através de mecanismos de compensação, mas não existe um padrão que podemos definir de "normal" pra ninguém!

Esse tipo de conflito acontece mais freqüentemente do que sabemos pela imprensa. Casos extremos é que chegam até nós, como o de Winona Rider e mais recentemente Keanu Reeves. Diagnosticar o problema como stress, drogas ou doença pra mim não era suficiente. Mas não conseguia imaginar um quadro psicológico, até que vi um e-mail de Felippe Romanelli, da lista OVDT-MT:


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Geral - publicado às 11:10 PM 106 comentários