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PARÁBOLAS ZEN
ter, 28 de novembro, 2006
 


Carregar e ser carregado

Um velho monge e um jovem monge estavam andando por uma estrada quando chegaram a um rio que corria veloz. O rio não era nem muito largo nem muito fundo, e os dois estavam prestes a atravessá-lo quando uma bela jovem, que esperava na margem, aproximou-se deles. A moça estava vestida com muita elegância, abanava o leque e piscava muito, sorrindo com olhos muito grandes.

– Oh – disse ela –, a correnteza é tão forte, a água é tão fria, e a seda do meu quimono vai se estragar se eu o molhar. Será que vocês poderiam me carregar até o outro lado do rio?

E ela se insinuou sedutora para o lado do monge mais jovem.

O jovem monge não gostou do comportamento daquela moça mimada e despudorada. Achou que ela merecia uma lição. Além do mais, monges não devem se envolver com mulheres. Então ele a ignorou e atravessou o rio. Mas o monge mais velho deu de ombros, ergueu a moça e a carregou nas costas até o outro lado do rio. Depois os dois monges continuaram pela estrada.

Embora andassem em silêncio, o monge mais novo estava furioso. Achava que o companheiro tinha cometido um erro ao ceder aos caprichos daquela moça mimada. E, pior ainda, ao tocá-la tinha desobedecido às regras dos monges. O jovem reclamava e vociferava mentalmente, enquanto eles caminhavam subindo montanhas e atravessando campos. Finalmente, ele não agüentou. Aos gritos, começou a repreender o companheiro por ter atravessado o rio carregando a moça. Estava fora de si, com o rosto vermelho de tanta raiva.

– Ora, ora –, disse o velho monge. - Você ainda está carregando aquela mulher? Eu já a pus no chão há uma hora.

E, dando de ombros, continuou a caminhar.

Este conto, intitulado Trabalho inútil, faz parte do lindo livro de coletânea Contos Budistas, recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn, ilustrados por Marie Cameron, editado no Brasil pela Editora Martins Fontes, tradução de Monica Stahel, São Paulo, 2003


Pedras e pedras...

Um peregrino passa diante de um vasto canteiro de obras.
– O que você está fazendo? – pergunta a um dos operários que vê por ali, trabalhando com grande empenho.

O trabalhador acha a pergunta engraçada. Enxuga o suor do rosto enquanto responde:
– Não está vendo? Estou quebrando pedras.

Mais adiante, o peregrino pergunta a mesma coisa a um outro talhador de pedras.
– Estou ganhando o meu sustento – responde, com grande seriedade.

Antes de deixar o canteiro de obras, o peregrino faz a pergunta ainda uma vez, a um terceiro talhador de pedras.
– Eu estou ajudando a construir uma catedral – responde este, sorrindo.

O peregrino retoma seu caminho.


Torne-se um lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.


Fonte: Para ser Zen


 
Budismo - publicado às 9:36 PM 23 comentários
CERIMÔNIA DO CHÁ
seg, 27 de novembro, 2006
 


Ser Zen é estar alerta a todo momento. É fazer algo com toda a sua atenção e coração. É estar presente. A cerimônia do chá é um ótimo teste e simbolismo para o praticante Zen. Se caracteriza por preparar, servir e beber o Matcha, um chá verde pulverizado. É um troço tão banal pra quem vê (e pra quem tenta fazê-lo por curiosidade), que se torna um verdadeiro "ritual secreto", um simbolismo que diz muito mais do que os olhos podem ver.

Um paralelo que podemos fazer do espírito Zen nas ações é o de estar na cozinha preparando algo perigoso ou complicado: Cortar um pão é um ato banal. Mas, uma vez que você se corte fazendo isso, e aquilo tenha doído por dias, você nunca mais cortará o pão com a mesma desatenção. Não será uma concentração do tipo jogar videogame, onde você não consegue nem desviar o olhar, você não estará consumido por aquilo, é sim uma atenção de "corpo presente"; Seus olhos estarão atentos à posição da faca, mas, se precisarem desviar por algum motivo suas mãos estarão atentas a cada movimento; você saberá onde cada dedo está, para que a faca não os atinja ao sair do outro lado do pão. Enfim, isso é um pouco do Zen, mas normalmente só fazemos isso por alguns segundos durante o dia. A cerimônia do chá dura quase 1 hora, de pura atenção não-estressante (se o Zen estressasse, os monges já teriam arrancado todos os seus cabelos, né? Bem... ).


Quem consegue ver ação
no que parece inação,
e ver inação na ação,
é na verdade o mais sábio.
E embora esteja ocupado
em qualquer atividade,
está livre das reações

(Bhagavad Gita 4-18)


Esses versos do Bhagavad Gita casam muito bem com a cultura Zen (até por uma questão histórica, já que as origens do Zen, ou Chen, remontam à India). Ao estar "desperto" (ao menos para aquele momento) você está no controle de suas ações, e, consequentemente, das reações. Poderíamos dizer que o monge só quer evitar de se queimar com o chá (reação física), mas o "controle" vai muito além do chá: vai ao próprio pensamento. E é aí que o verdadeiro Zen procura se manifestar, pra colocar você no controle do seu veículo de manifestação, seja espiritual ou carnal, e aí então você estará (na medida do possível) no controle da sua vida.


Quem se ocupar fielmente
no saber transcendental
controlando seus sentidos,
muito em breve alcançará
a suprema beatitude

(Bhagavad Gita 4-39)


A HISTÓRIA DA CERIMÔNIA DO CHÁ

O ma-tcha - chá verde - foi introduzido no Japão, no final do século 12, originário da China. Todavia, o chá era muito precioso e, embora usado principalmente como bebida, era considerado, também, remédio. Ainda não havia nenhum ritual associado a ele.

O costume de beber matcha gradativamente difundiu-se, não só entre os sacerdotes de Zen, mas também no seio da classe superior. A partir do século 14, o chá passou a ser usado num jogo chamado to-tcha: Tratava-se de um divertimento no qual os convidados, depois de provarem de várias xícaras de chá produzido em diversas regiões, eram chamados a escolher a taça contendo o chá da melhor região produtora da bebida. Os que acertavam na escolha recebiam prêmios. Como esse jogo se tornou moda, as plantações de chá começaram a florescer, especialmente no distrito de Uji, nas proximidades de Kyoto, onde o chá de melhor qualidade ainda é produzido. O to-cha, gradativamente, converteu-se numa mais tranqüila reunião social, no seio da classe superior, e os prêmios não mais foram conferidos. O objetivo tornou-se então o gozo de uma atmosfera profunda na qual os participantes provavam o chá enquanto admiravam pinturas, artes e artesanato da China, mostrados num shoin (estúdio). Simultaneamente, sob a influência de formalidades e maneiras que regulavam a vida cotidiana dos samurais e nobres que constituíam, então, a classe dominante no país, surgiram certas regras e procedimentos que os participantes de uma reunião de chá deveriam obedecer. Assim desenvolveram-se os fundamentos da cerimônia do chá.

Ao final do século 15, um plebeu chamado MurataJuko, que dominou a arte do Tcha-no-yu, propôs outro tipo de chá cerimonial, mais tarde denominado Wabi-tcha, que ele baseou mais nas sensibilidades japonesas alimentadas pelo espírito do budismo de Zen (cujo objetivo é purificar a alma do homem, confundindo-a com a natureza).


Renunciando ao apego,
aos frutos do seu trabalho;
satisfeito e independente;
agindo sem interesse;
ele não fica envolvido,
embora esteja engajado
em todo tipo de ação

(Bhagavad Gita 4-20)


O Tcha-no-yu é um sentimento que dificilmente pode ser expresso por palavras. De certa forma, pode-se dizer que ele é a materialização do empenho intuitivo do povo japonês pelo reconhecimento da verdadeira beleza na modéstia e simplicidade. Termos como "calma", "simplicidade", "graça", ou a frase "estética da simplicidade austera e pobreza refinada" podem ajudar a definir o verdadeiro espírito da cerimônia do chá. Por exemplo, as regras rigorosas de etiqueta da cerimônia, que podem parecer penosas e meticulosas à primeira vista, são, de fato, calculadas, minuto por minuto, a fim de obter a maior economia de movimento possível. O Tcha-no-yu tem desempenhado um importante papel na vida artística do povo japonês, pois envolve a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim que o circunda, os utensílios utilizados, a decoração do ambiente. Representando a beleza da simplicidade estudada e da harmonia com a natureza, o espírito do Tchâ-no-yu moldou o desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes florais no Japão.


Referência: Preparação e história do chá


 
Budismo - publicado às 1:21 PM 28 comentários
DOS PERIGOS DA ARROGÂNCIA
sáb, 25 de novembro, 2006
 


Escrito por Luiz Marins

"Cuidado! Não caias"

Após uma vitoriosa batalha, havia o "Triunfo". Triunfo era uma das maiores solenidades da antiga Roma e a maior recompensa dada aos generais vitoriosos. Vestido de púrpura com uma coroa de louros na cabeça, sentado num magnífico carro puxado por quatro cavalos brancos e precedido por senadores, rodeado por parentes e amigos, seguido por todo o seu exército e por um grande número de cidadãos, o general vitorioso - o Triunfador - era conduzido em pompa ao Capitólio Romano. Adiante dele iam os despojos dos inimigos vencidos - quadros e objetos de arte das províncias que havia conquistado. Com correntes de ouro e prata iam à frente os reis e os chefes prisioneiros. Atrás, as vítimas que deveriam morrer.

Durante essa cerimônia, para abater o orgulho que um aparato tão deslumbrante pudesse inspirar ao Triunfador, um escravo, colocado atrás dele, no mesmo carro, juntava uma voz discordante às aclamações da multidão e fazia ouvir cantos mofadores e palavras satíricas: "Lembra-te que és homem", gritava ele ao vitorioso: "Cuidado! Não caias" (Cave ne cadas, em latim).

Aquele escravo, junto ao Triunfador, repetia a ele aquele alerta para que, em meio à embriaguez da glória, o general romano não se esquecesse de sua condição humana. Para que tanta pompa e circunstância não o fizessem pensar ser um "deus" ou alguém dotado de poderes divinos. O escravo repetia incessantemente o Cave ne cadas para que o general romano se lembrasse de que muitas vezes a queda segue, de perto, o Triunfo.

Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram tornar arrogantes pelo sucesso de um produto, de um prêmio recebido, de um triunfo qualquer. Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram embriagar pela pompa e circunstância de um momento de glória e pouco tempo depois caíram em desgraça, perderam o poder, faliram. Marcas famosas. Impérios indestrutíveis. Fortunas imensas. De repente, tudo acaba sem que o vulgus sequer consiga compreender como a queda ocorreu. Às vezes, rápida demais. Às vezes, logo após o triunfo.

Fico pensando se essas pessoas e empresas tivessem tido alguém a lhes dizer durante o seu Triunfo: "Cuidado! Não Caias" - Cave ne cadas - se elas teriam tido mais cuidado, sido menos arrogantes, menos "cheias de si", achando-se menos "deuses" e mais humanas. Talvez não tivessem perdido suas vidas, suas empresas, suas marcas. Talvez tivessem tido a sabedoria de ver que justamente na vitória, a humildade é fundamental.

Se você ou sua empresa estão experimentando um grande sucesso ou mesmo um pequeno triunfo, lembre-se de tomar cuidado para não cair. Cave ne cadas é um conselho que vale para todos nós, sempre.
Pense nisso.
Sucesso!


Fonte Fundação LAMF


 
Filosofia - publicado às 10:02 PM 9 comentários
O CASO ELLAM ANALISADO PELO ESPIRITISMO
qua, 22 de novembro, 2006
 


Sabe o que me deixou mais preocupado na desculpa que Ellam deu no programa de rádio? Que ele continua acreditando nos "amiguinhos" espirituais dele. Mesmo com essas duas furadas, essas duas sacanagens que fizeram ele passar por ridículo na frente do círculo esotérico de todo o Brasil, os espíritos conseguiram convencê-lo de que ele é um mártir de Cristo, um personagem das escrituras do Apocalipse, que precisava ser humilhado e "destroçado". Ora, será que esses seres "amorosos", "avançados", "crísticos", de "outros orbes", iriam, como toda a sua evolução ESPIRITUAL, aprontar uma sacanagem dessa com um espírito burrinho, humilde e imperfeito (como se julga o Ellam perante eles)??? Vocês imaginam Gandhi ou o Dalai Lama sacaneando os seguidores deles em público? Já viu em algum lugar da bíblia Jesus aprontando uma com seus apóstolos? É justamente ao contrário!! Jesus, esse sim o GRANDE MESTRE, ensinou:

"Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe."
(Mat 18:3-5)

Bem, uma criança é alguém que está na posição de APRENDER, de recebimento espiritual, de crescimento. Ora, tecnicamente essa seria a posição de Ellam diante de seus "Mentores". Continuando com os ensinamentos de Jesus:

"Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!"
(Mat 18:6-7)

O que pensar desses seres tão "civilizados"? Tendo em vista a infeliz decisão do próprio Ellam de continuar acreditando na palavra de seus comunicantes, usemos então do bom-senso, que era peculiar a Allan Kardec, para, no livro do PRÓPRIO Kardec (no caso, O livro dos médiuns), buscarmos explicação para este fenômeno:


PRIMEIRA PARTE - CAPÍTULO III
Do método

Há, finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infunde confiança demasiado cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou impossibilidade a reflexão e o exame demonstrariam. O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. São os menos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos, assim, por Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar-lhes a credulidade. Meio-mal apenas haveria, se só eles tivessem que sofrer as conseqüências. O pior é que, sem o quererem, dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Sem dúvida que isto não é justo, nem racional; mas, como se sabe, os adversários do Espiritismo só consideram de bom quilate a razão de que desfrutam, e conhecer a fundo aquilo sobre que discorrem é o que menos cuidado lhes dá.


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Espiritismo - publicado às 3:24 PM 106 comentários
18/11/2006: O DIA EM QUE JESUS NÃO VEIO
dom, 19 de novembro, 2006
 


Uma pena que mais um espiritualista tenha naufragado nas ondas geradas por suas próprias palavras... Jan Val Ellam era um cara que gozava de certo prestígio nos círculos esotérico e ufológico (da parte mística da ufologia, pelo menos), e quando ele surgiu com esse negócio de datas - coisa que não era do feitio dele até então - pra uma aparição em massa de discos voadores, todo mundo ficou com a orelha em pé, inclusive este que vos escreve. A época era de novembro de 2006 até maio de 2007.

Foi com ainda mais surpresa que recebi a notícia de que ele não só delimitou os meses para o primeiro contato, como revelou também o DIA. E esse dia era - com 100% de certeza, segundo telefonema que ele deu para o editor da revista UFO, Gevaerd - 18 de novembro de 2006, às 17:30 (horário de Brasília).

Não custava nada dar um voto de confiança a ele, e dei, a ponto de me deslocar com uns amigos pra minha "base de observação": a casa da minha mãe, no Janga. Às 16:30 aqui (17:30 no horário de Brasília) o céu começou a fechar... não de naves, mas de nuvens de chuva, mesmo. Ainda assim, nas áreas abertas, nem sinal de naves, e as únicas coisas que cruzavam o céu eram os passarinhóvnis (como apelidamos os passarinhos de lá). Otimistas, ainda pensamos: Essas nuvens são para posicionar as imensas naves-mãe sobre pontos estratégicos da Terra, sem serem vistos... meia-hora se passa, e nada. A TV continua com sua programação normal, ninguém ligou pra gente em pânico, nada... que frustrante, não? Qualquer pessoa ficaria desanimada, abatida, mas não nosso grupo!! Ainda pensamos na possibilidade dos ETs terem confundido o horário de Brasília com o de Pernambuco! Imprevistos assim acontecem em grandes operações... aconteceu com o desembarque da Normandia, por que não aconteceria com a invasão da Terra?

Sempre com nosso melhor sorriso no rosto (para recepcionar os visitantes) e com a camiseta do arquivo-X (we want to believe!), aguardamos a chegada das 17:30, apenas para nos frustrar mais uma vez... , e poderíamos ter ficado chateados, desmotivados e sem vontade de cantar uma bela canção, mas, por Deus, não nosso grupo!! Ainda tínhamos a esperança de que o céu se abrisse e, como estávamos no Janga, víssemos da nossa safra particular de OVNIs que se aventuram por aquelas bandas... Mas a vida... A vida, esta sim, é uma caixinha de surpresas. As nuvens continuaram a encobrir o céu por toda a noite, sem ventar, e nada pudemos ver.

O que nos leva de volta a Jan Val Ellam. Ele disse em várias ocasiões pra que não acreditássemos nele, que ele era só um mensageiro dos seres, e só faltou dizer a famosa frase: "mensageiro não merece pancada". De fato, não merece. Mas não pode se eximir da responsabilidade. Em seu site, o Projeto Orbum, Jan Val Ellam diz "É importante que possamos perceber o seguinte: o que eu tenho feito nos últimos meses, eu tenho agido conforme a solicitação dos amigos do outro lado". Ele realmente acredita nas suas comunicações, é ponderado, equilibrado, em uma palestra que deu (e que pode ser ouvida no site), onde ele supostamente repete o que um espírito lhe diz, tem uma hora em que ele pára e diz "olha, é o espírito que está dizendo, não sou eu". Ou seja, existe o potiguar Rogério de Almeida Freitas, e a "entidade comunicante" Jan Val Ellam, onde o papel do Rogério é ser meramente um "rádio" de outros mundos.

Mas, até onde essa separação existe? Não "somos todos um"? Não existe a Lei da Afinidade? Por que só Jan Val Ellam surgiu com essa coisa de visita dos ETs? Será que ele, ao permitir-se ser o veículo desses mentores, ao entrar em afinidade com eles, não assumiu a responsabilidade kármica por TUDO o que seja dito através dele? Será que não seria o momento do Rogério ponderar se esses mentores - que o botaram numa fogueira e destruíram qualquer traço de credibilidade que ele possa ter tido - são realmente o que dizem ser? E será que isso não vale pra TODOS os que recebem comunicação "de fora" (seja através de mediunidade, canalização, contatos astrais, etc)? Até onde as pessoas de fora são mais inteligentes que nós? Será que não estamos repetindo o erro dos indígenas - que se deslumbraram com os colonizadores - ao valorizar o que é de fora, em detrimento do que é nosso?

Se Jan Val Ellam tivesse acertado, e tivesse aparecido mesmo uma enxurrada de naves no céu, ele estaria com certeza no Hall da fama ufológica mundial. Ele arcaria com os louros da vitória, independente de ter sido um ET ou um espírito brincalhão que lhe passou a informação. "Ao vencedor, as batatas", como dizia Machado de Assis. Ora, nada mais justo que, na derrota, ele também deva levar os créditos, e entrar para o Hall of Shame da Ufologia.


Posts relacionados: Contato extraterrestre em 2006??;
A volta de Jesus;
O "Caso Ellam" analisado pelo espiritismo


 
Ufologia - publicado às 3:17 PM 115 comentários
JESUS CRISTO SUPERSTAR
sex, 17 de novembro, 2006
 


O melhor filme sobre Jesus, que mudou completamente o modo como eu via esse mito, não foi A última tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese (embora tenha sido excelente, e o recomendo a qualquer um que queira quebrar paradigmas religiosos), mas sim um musical dos anos 70: Jesus Cristo Superstar. Lembro-me que o vi quando ainda morava no Acre, tarde da noite, com meus 11, 12 anos. Nessa época eu já tinha toda uma visão bíblica de Jesus que me foi passada em vários anos de idas a escolas dominicais. Só que bem cedo eu percebi que havia uma lacuna, uma descrepância entre a imagem do Jesus que nos era vendida na Igreja e a minha interpretação do que eu lia na Bíblia por conta própria. Era tudo tão cheio de "fantasias" (o mundo da simbologia me era desconhecido) e pouca profundidade (talvez por ser criança, nunca explicavam porque perseguiam tanto o pobre do Jesus... só que as pessoas crescem e continuam sem questionar, e a desinformação vai se perpetuando geração após geração) que realmente Jesus não me interessava mais do que o Pac-Man.

Pois bem, na noite do dia em que eu assisti a Jesus Cristo Superstar - com minha mãe do lado me explicando a parte política e religiosa da história - a fantasia deu lugar ao homem, e o homem se fez mito. Comparado a ele o tão falado filme de Mel Gibson é um folhetim, não no sentido cinematográfico, muito menos na atuação, mas sim no diálogo (letra da música, na verdade), que toca direto no nervo exposto, sem rodeios, sem preocupação com continuidade ou explicações pra platéia. A visão do HOMEM Jesus prevalece, e as manobras políticas em torno dele são escancaradas, tanto do lado dos sacerdotes, como dos judeus e dos romanos (embora a figura de Pilatos tenha sido muito atenuada).

Vemos logo no início um grupo de atores se preparando pra encenar a história. Judas, que é representado por um ator negro, se separa deles logo no início, com um ar desconfiado. É perfeito, pois Judas fazia parte do grupo de apóstolos de Jesus, mas estava bem longe de compartilhar 100% das idéias deles. Isso porque o grupo de Jesus era visto pelos líderes romanos e pelo povo judeu como um grupo de revolucionários, de insurgentes contra o regime tirânico de Roma. Mas, na realidade, eles não eram tão perigosos assim para os romanos... a não ser por dois apóstolos: Judas e Pedro.


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Cristianismo - publicado às 7:01 PM 24 comentários
O VÔO 169 DA VASP
ter, 14 de novembro, 2006
 


Por Marco Antonio Petit

Uma das experiências mais extraordinárias da história da ufologia é, sem dúvida alguma, o caso do chamado vôo 169 da VASP, que aconteceu em meio a uma grande onda ufológica, na madrugada do dia 8 de fevereiro de 1982, quando os passageiros e a tripulação de um Boeing 727/200 da VASP tiveram a chance de observar um OVNI por mais de uma hora, num vôo de Fortaleza para São Paulo, com escala na cidade do Rio de Janeiro. No total, aproximadamente 150 pessoas participaram da experiência. Poucos dias depois tive a oportunidade de conhecer o comandante do vôo, Gerson Maciel de Britto, o principal personagem da história.

Além dos contatos que tive com o comandante do vôo, Gerson Maciel de Britto, acabei conhecendo vários dos passageiros que, ao serem alertados pelo próprio, observaram as evoluções do OVNI. A repercussão do caso chegou ao exterior, levando vários jornais e revistas em diversos países a relatarem o fato, que passou a ser também um clássico da literatura ufológica de nosso país. Gerson Maciel de Britto acabou sendo conferencista de vários eventos que promovi na cidade do Rio de Janeiro, e mais tarde, já vários anos depois do episódio, prestou um depoimento detalhado também em vídeo para este autor, sem dúvida um dos mais importantes de meu envolvimento com a ufologia, no qual o piloto revelou - além de todos os detalhes do caso e seus desdobramentos - outras três experiências mantidas anteriormente durante outros vôos, respectivamente nos anos de 1963, 1975 e 1978.


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5 estrelas, Ufologia - publicado às 12:46 AM 60 comentários
MAIS UM UFO EM BOA VIAGEM
qua, 8 de novembro, 2006
 


Neste domingo vi um objeto interessante no céu quando estava com minha namorada na orla de Boa Viagem. Era uma forte luz (magnitude aparente de mais ou menos -4, comparável ao brilho de Vênus) que veio do oeste em direção ao mar, em perfeita linha reta, e à princípio pensei tratar-se de um satélite Iridium, com seus grandes espelhos refletindo a luz do sol que se punha há meia hora (eram 18h). Fiquei esperando a luz desvanecer e sumir após ter passado por cima de nossas cabeças, na altura de 90º, como vários outros Iridium flares fazem, mas tomei um susto ao ver que a luz estava se mantendo relativamente na mesma intensidade durante todo o lento percurso, diminuindo enquanto se afastava até desaparecer por completo em alto-mar. A duração total do avistamento foi de 2 ou 3 minutos.


Representação artística do que vi, com o mapa da localização e o caminho traçado pelo objeto (em vermelho)

Eu e Paulinha ficamos com a impressão de que aquilo estava voando relativamente baixo, e que tinha algo como uma "perninha", mais parecendo um "V" de cabeça-para-baixo.

Não tinha como ser a Estação Espacial Internacional (ISS), como podem ver aqui no site Heavens Above, que monitora a passagens desses objetos. No mesmo site conferi que também não eram os satélites Iridium, nem o Genesis-1, nem o Envisat, nem o HST. Os outros satélites são pequenos demais para causar um brilho com tal magnitude, o que nos deixa apenas com duas hipóteses: ou era um estágio de foguete norte-americano, ou era um autêntico UFO pilotado por homenzinhos cinzas que abduzem humanos e mutilam animais (brincadeirinha). Além do que, de acordo com o rastreador 3-D de satélites da NASA, raríssimos satélites fazem a órbita oeste/leste.

Como se não bastasse esse avistamento, ainda teve um OUTRO, uns 10 minutos depois, que apareceu do nada, a nordeste de onde estávamos, com uma magnitude aparente de -1.5 (mais ou menos como Sírius, e dava a impressão de estar bem mais longe que o anterior) e rumou para o noroeste numa diagonal.

Por falar nisso, é de se espantar (e irritar-se) que, em entrevista ao Fantástico, o responsável pelo projeto SETI, que visa captar algum sinal de vida inteligente vinda do espaço, tenha dito que "analisou os mais diversos casos de OVNI e nenhum deles possui sustentação". Acaso esse imbecil selecionou seus casos pra "análise" em tablóides sensacionalistas? Pelo visto ele não se deteve por um minuto sequer em casos sérios como a Operação Prato, a Noite dos UFOs no Brasil, as fotos feitas pela Marinha (do navio Almirante Saldanha), o UFO que invadiu o espaço aéreo da Bélgica, as invasões ao espaço aéreo que aconteceram nas mais bem vigiadas bases de mísseis nucleares russas e inglesas, só pra citar casos das últimas décadas...


 
Ufologia - publicado às 2:20 PM 68 comentários
PINTURAS MEDIÚNICAS
ter, 7 de novembro, 2006
 


Lembro-me que no começo da internet todo mundo dizia: com ela eu posso entrar no Louvre, visitar o mundo das artes, bibliotecas, tudo sem sair de casa. Até hoje esse argumento é usado pra convencer as mães a comprar um computador, mas no final das contas a pessoa só navega por sites de sacanagem ou humor (isso quando navega, porque a maioria fica só orkutando ou no MSN). Já tive minha fase de pesquisar o mundo das artes, já vi muitos quadros de artistas famosos, mas não dava muita bola, primeiro porque o impressionismo não me impressionava muito numa foto pequena, com baixa resolução e que demorava minutos pra ser baixada sofregamente num modem 56k. Nem o meu olhar estava treinado o suficiente para apreciar o mundo das artes (minha recente paixão pela fotografia me ajudou muito nisso). Mas hoje, graças à banda-larga, ao meu curso de Design e novos sites com obras em tamanho grande, finalmente eu "redescobri" o mundo das artes, e confesso que estou apaixonado pelo Monet. O uso das cores dele é excepcional, algo que eu nunca havia visto e que provavelmente nunca verei (e por isso ele é Monet, e seus quadros valem fortunas).


Junção de quadro de Claude Monet com o de Pál Szinyei Merse (clique para ampliar)

Curiosamente, me detive dia desses vendo uma pintura mediúnica com a assinatura (em letras garrafais, quase no centro do quadro) justamente de Monet. Fiquei pensando: esse quadro está na parede mais pelo valor da (suposta) assinatura do que pela beleza artística (que, ao meu ver, não existia e muito menos caracterizava a genialidade de um Monet). Achei altamente compensador esse método para um provável artista frustrado (seja ele encarnado ou não) exibir seus "dotes artísticos" nas paredes dos outros...

O espiritismo não usa dogmas e nem usa fé cega para justificar seus pontos. Ao menos essa era a idéia de Kardec, que cunhou a frase "fé raciocinada" (ou fé fundamentada). Raciocinemos, então, sobre a validade, do ponto de vista espiritual, de artistas famosos se manifestarem em pinturas mediúnicas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

A pintura mediúnica é muito famosa em palestras espíritas. Em praticamente todos os estados do Brasil tem alguém que diz incorporar algum pintor famoso (de preferência algum Impressionista, como Renoir ou Monet). A execução em si é que impressiona: em questão de minutos surge um quadro completo, feito com os dedos das mãos (ou mesmo dos pés). Seria isso sobre-humano? Não, não é. Com muito treino e algum talento, consegue-se fazer isso. Ok, então usa-se da boa fé para acreditar que aquilo foi mesmo um espírito incorporado, em casos onde não se conhece o passado do(a) médium. Em outros, pode-se até mesmo atestar (num círculo pessoal) que aquela pessoa realmente entrou em transe mediúnico, pois nunca na vida pintou e mal possui coordenação motora pra desenhar um boneco, em estado de vigília. Casos como esses poderiam se enquadrar como um acesso ao subconsciente, ou inconsciente coletivo, mas de qualquer forma é algo sobrenatural que merece ser estudado com carinho. Só que, na imensa maioria das vezes, não conhecemos o(a) médium, e nunca saberemos de fato se aquilo é um animismo - uma válvula de escape para uma frustração artística (que pode ter vindo até de outras vidas) - ou uma incorporação autêntica.
Mas, devemos sempre manter a mente aberta, certo? Então vamos dar um voto de confiança e crer por um minuto que sim, é possível que um espírito tenha feito aquilo (afinal, muitos de nós aqui já passamos da fase de questionar a existência de vida após a morte). O que nos leva à questão mais importante: São realmente os espíritos de pintores famosos que assinam os quadros mediúnicos que são vendidos por R$ 200, R$ 300 reais em palestras e convenções espíritas?

Analisemos a logística de trabalho um espírito como Monet (um dos preferidos dos pintores mediúnicos): se ele realmente se manifesta em todos os médiuns que dizem manifestá-lo, então sua agenda é ocupadíssima. Só em SP devem existir uns 100 pintores, fora nos outros estados e até mesmo no exterior. Ele precisa devotar toda a sua atenção a incorporar por uns minutos em médiuns, fazer uns garranchos e ir embora correndo pra atender outro pintor! É essa a rotina além-túmulo de um pintor consagrado?

A maioria das pessoas acha que eu pinto rápido. Eu pinto muito devagar
(Claude Monet, em vida)

Deve ser no mínimo frustrante dispor de tão pouco tempo e recursos (pintura a dedo, quem diria!) pra expressar sua arte, pra alguém que levava meses pra compor suas obras com obsessão pela perfeição. E a qualidade artística? Pelo visto, basta morrer pra perder todo o seu talento!! A desculpa que dão é que o artista não pôde externar suas obras com a qualidade de outrora por conta das limitações do médium... Ora, se eles se preocupam com o resultado (e quando vivos se preocupavam) que peguem UM pintor de qualidade pra treiná-lo, horas a fio, e não passar 3 minutos com 100 outros médiuns ao redor do mundo! Você não via Emmanuel psicografando pra mais ninguém além de Chico Xavier, e isso tomou muito treino dele por anos, e todo mundo que trabalha com incorporação sabe o quão é difícil um espírito ter afinidade vibracional e energética com UM médium pra poder se expressar corretamente. Que dirá 100...
Outra: em vez de gastar no máximo 5 minutos com um quadro, por que raios não levam dias, quiçá meses, compondo e retocando (aos poucos, em várias incorporações) uma obra definitiva e acabada? Por que a pressa? Já não estão mortos, mesmo?

Um pensamento comum no meio dos espíritas mais racionais (mas nunca expressado pelos pintores) é o de que a assinatura no quadro representa não que o espírito do artista famoso pintou AQUELE quadro, mas sim que um membro de uma equipe de pintores espirituais, relacionadas ao artista, fez uma cópia de um trabalho espiritual (e inédito) dele. Essa explicação me agrada mais, só que em todos os lugares onde tinha tais pinturas essa possibilidade nunca era explicitada pelo médium (o que devia ser uma obrigação, já que, ao não fazê-lo, estaria vendendo gato por lebre).

Mas essa ainda não é a questão principal. O mais importante aqui é sempre ignorado: Será que nos últimos 100 ou 200 anos o espírito desses artistas não teve outra ocupação além da pintura? Será que não se desenvolveram em nada, não quiseram alçar novos vôos em outras áreas, como a música ou a literatura? Será que estão presos ao karma de pintarem sempre os mesmos motivos, no mesmo estilo, para serem reconhecidos pela platéia tupiniquim? Em vida Picasso teve várias "fases": Cubista, azul, rosa, trabalhou com cerâmica, etc. Depois de morto será que se contentou em fazer meros simulacros de seus trabalhos em vida?
E a reencarnação? Esse povo não reencarna, não? Será que já atingiram um nível que permite a eles ficar de bobeira lá por cima, fazendo participações especiais em congressos espíritas? Se sim, a dica pra saldar seus karmas é ser pintor, galera!!
E a compulsão desses caras pela pintura? Será que não tem psicólogos lá em cima, não? Na literatura espírita, os espíritos que têm fixação por alguma coisa são justamente espíritos atrasados, transitando por faixas umbralinas, próximas à crosta da Terra. Isso explicaria as constantes aparições deles em incorporações, sempre ávidos pela pintura... Mas não é um pensamento muito bonito imaginar Van Gogh como um umbralino, viciado no cheiro da tinta, assim como um espírito viciado em bebida incorpora (sem que o hospedeiro perceba) no cachaceiro para inalar os vapores do álcool e se sentir novamente "vivo", não é?

Talvez não seja exatamente Van Gogh...

Referência: Galeria de Monet;
Paleta World (quadros de todos os artistas famosos em boa resolução);


 
Espiritismo - publicado às 4:00 PM 49 comentários
OLHA O DÍZIMO, PÁ
qua, 1 de novembro, 2006
 


Aqui tem tanta Igreja explorando o povo que o Brasil já está exportando fascín... digo, pastores para além-mar. Nada mais justo karmicamente... Há mais de 500 anos Portugal mandava seus ladrões, estelionatários e a escória da sociedade pra nós, e agora estamos devolvendo a gentileza...


Caso censurem o vídeo (novamente) procurem no Youtube com as palavras-chave "IURD Portugal Dízimo"

Engraçado que nessas horas eles convenientemente esquecem o Novo Testamento e se concentram nas práticas que o próprio Jesus veio pra mudar... Pra quem não presta muita atenção no que está no Novo Testamento, devo lembrar que Jesus entrou no Templo e botou pra quebrar lá dentro porque aquilo lá tinha virado um lugar de comércio, e o comércio (esse é um ponto que não é muito tocado pelas igrejas) era de OFERENDAS À DEUS!!! Isso mesmo: pombos, ervas, carneiros e novilhos pra imolar (queimar em piras especiais, já que Deus - assim como eu - aprecia o cheiro de churrasco, segundo Levítico 1:9). Os comerciantes vendiam essas tralhas todas, e pagavam uma comissão para os sacerdotes do Templo, que faziam vista grossa pra zona que tinha virado aquilo lá. Vendo aquilo, Jesus ficou Berserk, foi até lá e soltou o especial secreto do Gouki, que ninguém viu como começou, mas todo mundo correu pra não levar um hit combo...

Tem uma passagem que eu amo do Evangelho, onde Jesus fica puto com os Fariseus (os que usam as Leis da bíblia pra proveito próprio e manipulação das massas):

Alborghetti mode on

Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou.
Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro?
E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou.
Cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta?
Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo quanto sobre ele está; e quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.
(Mat 23:16-23)

Alborghetti mode off

Eu acho normal o povão mais pobre ser manipulado por esses pastores, porque encontram dificuldade na interpretação da bíblia e vão seguindo as interpretações deles, mas a quantidade de pessoas formadas, bem-sucedidas, com carro do ano, caindo na enrolada desses caras por preguiça de ler (e interpretar) a bíblia ele mesmo não me entra na cabeça... Mas é como dizem: todo castigo pra corno é pouco.


 
Cristianismo - publicado às 12:44 AM 90 comentários