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Ganhei o livro O poder do Mito, de Joseph Campbell. Obviamente, vou compartilhar com vocês o meu aprendizado com ele.
Campbell foi professor, escritor e especialista em mitologia e religião comparada. O cara fazia exatamente o que eu gosto de fazer aqui, que é achar um denominador-comum no "sistema", ler o código-fonte da vida, e repassar isso às pessoas. Obviamente ele fazia isso com muito mais capacidade e desenvoltura (mas me aguardem, que quando eu crescer quero ser que nem ele!). Entre as milhares de pessoas fascinadas e influenciadas por suas narrativas está o charlatão George Lucas, que admitidamente chupou o roteiro de Guerra nas Estrelas dos estudos de Campbell sobre a jornada do herói. Aliás, foi graças a Lucas que em 1988 surgiu a série de TV "O poder do mito", que foi um estrondoso sucesso nos EUA e deu origem ao livro (que é bem mais do que uma transcrição do vídeo). Outra influência indireta se deu no best-seller "O código da Vinci", com suas referências ao "Sagrado feminino" (também na série e no livro).
Parei de ler, embasbacado, ainda na introdução, por conta de uma citação linda que compara hinduísmo e cristianismo:
Uma história particularmente apreciada por Campbell falava de uma mulher aflita que se dirigiu ao santo e sábio hindu Ramakrishna, dizendo: "Ó, Mestre, não sei se amo a Deus". E ele perguntou: "Não há nada, então, que você ame?" Ela aí respondeu: "Meu pequeno sobrinho". E ele lhe disse: "Eis aí seu amor e dedicação a Deus, no seu amor e dedicação a essa criança".
"E aí está", disse Campbell, "a suprema mensagem da religião":
Referência: Resuminho do livro;
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