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O QUE É A VIDA?
ter, 29 de novembro, 2005
 


Epílogo do físico Erwin Schrödinger para o seu livro "O Que é a Vida? O Aspecto físico das células vivas":

Como recompensa pelos grandes embaraços que tive ao expor o aspecto puramente científico do nosso problema sine ira et studio, permitam-me que manifeste, agora, o meu próprio ponto de vista, necessariamente subjetivo, quanto às implicações filosóficas.


Schrödinger aos 13, quando era apenas um dedicado estudante de Física e Defesa contra as artes das trevas.
De acordo com as evidências expostas nas páginas anteriores, os fenômenos do espaço-tempo de um organismo vivo, correspondentes à atividade de sua mente, a sua autoconsciência e a suas outras ações (considerando também sua estrutura complexa e a explicação estatística aceita da físico-química) são, se não estritamente determinísticos, pelo menos estatístico-determinísticos. Para o físico, desejo enfatizar que, em minha opinião, e contrariamente à opinião mantida em alguns setores, a indeterminação quântica não tem neles qualquer papel biológicamente relevante, exceto talvez por sublinhar seu caráter puramente acidental em eventos tais como a meiose, a mutação natural e a mutação induzida por raios X etc. - sendo isso, de qualquer modo, óbvio e bem reconhecido.

Para fins de argumentação, permitam-me considerar esse aspecto como um fato, como acredito que qualquer biólogo sem preconceitos o faria se não existisse a desagradável e bem conhecida sensação de "declarar-se a si próprio como puro mecanismo". Pois isto está fadado a contradizer o Livre-Arbítrio tal como ele se encontra garantido pela introspecção direta.

Mas experiências imediatas, em si mesmas, quão numerosas e diferentes sejam, são logicamente incapazes de se contradizerem mutuamente. Assim, vejamos se não somos capazes de extrair a conclusão correta, não-contraditória, das duas premissas seguintes:

1) Meu corpo funciona como um puro mecanismo, de acordo com as Leis da natureza.

2) Ainda assim, sei por experiência direta e incontestável, que comando seus movimentos, dos quais prevejo os efeitos, que podem ser decisivos e extremamente importantes, em cujo caso sinto e assumo por eles total responsabilidade.

A única inferência possível a partir destes dois fatos, imagino, é que eu - eu no sentido mais amplo da palavra, ou seja, toda mente consciente que jamais disse ou sentiu "eu" - sou a pessoa, se é que existe alguma, que controla "o movimento dos átomos", de acordo com as Leis da Natureza.

No âmbito de um determinado ambiente cultural (Kulturkreis) em que certos conceitos (que já tiveram ou ainda têm um significado mais amplo entre outros povos) foram limitados ou especializados, é ousado dar a essa conclusão a palavra simples que ela requer. Na terminologia cristã, dizer "Logo, eu sou o Deus Todo-Poderoso" parece tanto blasfemo quanto lunático. Mas, por favor, abstraiam por ora essas conotações e considerem se a inferência acima não é o mais próximo que um biólogo pode chegar para provar, de uma só vez, a existência de Deus e da imortalidade.

Em si, a idéia não é nova. Os registros mais antigos datam, até onde sei, de 2.500 anos atrás. Desde os primitivos grandes Upanixades, no pensamento indiano, a identificação de ATHMAN = BRAHMAN (o eu pessoal iguala-se ao eu eterno, e onipresente e onisciente), longe de constituir uma blasfêmia, representava a quintessência da mais profunda intuição quanto aos acontecimentos do mundo. O maior empenho de todos os estudiosos da escola Vedanta era, após o aprendizado dos movimentos dos lábios para a pronúncia correta, realmente assimilar em suas mentes este pensamento, o mais grandioso de todos.

De novo, os místicos de muitos séculos, independentemente, mas em perfeita harmonia uns com os outros (algo como ocorre com as partículas de um gás ideal) descreveram, cada um deles, a experiência única de sua vida em termos que podem ser resumidos na expressão DEUS FACTUS SUM (Tornei-me Deus).

Referência: A Vida, após 100 anos de física quântica;
O samba do físico doido


 
Ciência, Filosofia - publicado às 10:26 PM 13 comentários
A CEGUEIRA DO MUNDO
seg, 28 de novembro, 2005
 


Esta noite resolvi meditar sobre a cegueira... o que leva uma alma a pedir para nascer cega, ou ser obrigada a nascer cega?

Como sempre, não há uma resposta direta, pois o que vai na alma de cada um é um mistério que nem em nós mesmos conseguimos decifrar, mas pude vislumbrar alguns "atalhos" para o aperfeiçoamento da alma que a cegueira pode trazer à tona. Uma delas é a ilusão da independência.

Todos os dias dependemos do trabalho dos outros para viver. Quando ligamos a luz, não lembramos do Thomas Edison e do seu esforço para nos trazer a lâmpada, muito menos dos homens que trabalham nas companhias de energia elétrica para manter a eletricidade fluindo normalmente. Quando tomamos sonolentos o ônibus às 7h da manhã, não percebemos que o motorista está acordado desde as 4h da manhã para fornecer esse serviço não só pra ele, como para o trabalhador de acordou às 5h. Esse é apenas UM exemplo dos milhares que encontramos, e pelo menos DEVERIA nos fazer perceber o quão complexa é A vida, que é muito mais do que seu umbigo ou seus familiares. Infelizmente, na maioria das vezes somos cegos para essa realidade, e em casos extremos somos insensíveis até mesmo ao que podemos ver, ouvir e tocar dentro das nossas próprias casas. Cegos à tristeza do irmão, ao choro da mãe, às dificuldades por que passam nossa empregada, pai, amigo, chefe...

E vem a cegueira, mostrar o quão delicado somos, o quão belo pode ser o mundo, quando nos prestamos a abrir os sentidos a ele. O cego, na impossibilidade de ver, desenvolve os outros sentidos que não só a audição, olfato, tato e paladar. Desenvolve a intuição e, principalmente, o coração.


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Pensamentos - publicado às 4:49 PM 39 comentários
ILUMINAÇÃO NEURONAL
ter, 22 de novembro, 2005
 


Tenho acompanhado toda semana no "Fantástico" a série Êxtase, que mostra os estados alterados de consciência nas mais diversas religiões. Semana retrasada passou sobre o Islamismo, o ritual dos Derviches e o do "bombo" que é tocado incessantemente, acompanhado de um "mantra" que diz repetidamente "Não há Deus maior que Deus". Eu tive a oportunidade de fazê-lo com o mesmo Sheik, quando ele esteve em Campina Grande, e eu entrei num estado que não entrava há algum tempo, e como resultado eu e mais outro cara desatamos a chorar compulsivamente, até hoje não sei porque... No programa da semana passada mostrou a Umbanda e o transe mediúnico. Achei de uma imparcialidade maravilhosa. Um pesquisador foi chamado e deu uma explicação linda, mais ou menos assim: "os umbandistas vão dizer que incorporaram uma entidade. Os cientistas vão dizer algo diferente, porque a ciência não pode provar que uma entidade está ali - essa não é a área dela - mas foram analisados os padrões mentais de certos médiuns e ficaram provados que eles mudaram no momento do transe".

É exatamente sobre isso que trata o artigo abaixo:

Meditação é muito mais que um exercício de relaxamento. Neurocientistas constatam que exercícios mentais regulares modificam nossas células cinzentas - e, portanto, também nosso modo de pensar e sentir.

Por Ulrich Kraft

Vermelho, amarelo, verde. Diante das diferentes cores nas imagens de ressonância magnética funcional, Richard Davidson identifica as regiões do cérebro de seu voluntário que apresentam atividade significativa enquanto este tenta conduzir a própria mente ao estado conhecido como "compaixão incondicional". O tubo estreito do barulhento tomógrafo de ressonância magnética está, com certeza, entre os locais mais estranhos nos quais Matthieu Ricard já praticou essa forma de meditação, central na doutrina budista, nos seus mais de 30 anos de experiência.

Para o francês, o papel de cobaia no laboratório de Davidson, na Universidade de Wisconsin, em Madison, é também uma viagem ao passado - a seu passado como cientista. Em 1972, aos 26 anos, Ricard obteve seu doutorado em biologia molecular no renomado Instituto Pasteur, de Paris. Pesquisador iniciante, com futuro promissor pela frente, decidiu-se pela "ciência contemplativa". Viajou, então, para o Himalaia e passou a dedicar a vida ao budismo tibetano. Hoje, é monge do mosteiro Schechen, em Katmandu, escritor, fotógrafo e, na condição de tradutor, integrante do círculo mais próximo ao Dalai Lama. Ricard, no entanto, retornou à "ciência racional" porque Davidson queria saber que vestígios a meditação deixa no cérebro.

Sem o Dalai Lama, é provável que a insólita colaboração entre o neuropsicólogo e o monge jamais tivesse acontecido. Há cinco anos, ao lado de outros pesquisadores, Davidson visitou o chefe espiritual do budismo tibetano em Dharmsala, local de seu exílio na Índia. Lá, discutiram animadamente as descobertas neurocientíficas mais recentes e, em particular, como surgem as emoções negativas no cérebro. Raiva, irritação, ódio, inveja, ciúme - para muitos budistas praticantes, essas são palavras desconhecidas. Eles enfrentam com serenidade e satisfação até mesmo o lado ruim da vida. "A meta suprema da meditação consiste em cultivar as qualidades humanas positivas. Então, vimos isso como algo que precisaríamos investigar com o auxílio das ferramentas modernas da ciência", conta Davidson.


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Budismo, Ciência - publicado às 3:30 PM 28 comentários
REDESCOBRINDO O SENTIDO DA VIDA
seg, 21 de novembro, 2005
 


Por Olavo de Carvalho

Freud assegurava que, reduzido à privação extrema, o ser humano perderia sua casca de espiritualidade e poria à mostra sua verdadeira natureza, comportando-se como um bicho. Victor Emil Frankl, psiquiatra, judeu e austríaco como Freud, não acreditava nisso, mas não teve de inventar uma resposta ao colega: encontrou-a pronta no campo de concentração de Theresienstadt, durante a II Guerra Mundial. Ali, reduzidos a condições de miséria e pavor que no conforto do seu gabinete vienense o pai da psicanálise nem teria podido imaginar, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana, e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo de Seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.


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Filosofia - publicado às 7:13 PM 37 comentários
BRILHE VOSSA LUZ
qui, 17 de novembro, 2005
 


Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.

A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções, cada espírito exige tipos especiais.

Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.

Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.

Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.

Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.

Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...

O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória - pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...

Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, há o convite para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.

Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.

Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.

O Evangelho é o sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.

Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.

Procuremos brilhar! - repetimos nós.

(Emmanuel & Francisco C. Xavier)


 
Espiritismo - publicado às 3:04 PM 6 comentários
BBC: UNIVERSOS PARALELOS
qua, 16 de novembro, 2005
 


Drogas? Quem precisa de drogas quando se tem a física teórica? E o melhor: você não precisa destruir seus neurônios nem aprender fórmulas complicadas pra ter sua cabeça sacudida com mais informação do que você pode suportar e ficar totalmente grogue, balbuciando coisas como "Pôôô" e "sóóó..." de quando em quando.

Quem gostou da primeira metade do filme Quem somos nós (What the bleep do we know) vai curtir o documentário da BBC Universos Paralelos. Ele versa sobre a mais nova teoria da física que uniu a teoria das super cordas com a teoria da super gravidade, a "Teoria M", que tenta explicar o que veio ANTES do Big Bang. Um amigo que me apresentou o documentário disse "O que me impressionou foi que os físicos chegaram a conclusão que, para o universo ser sustentável matematicamente, ele precisa necessariamente ter 11 dimensões. E que na verdade o big-bang não foi a explosão de uma singularidade, mas sim o choque entre duas dimensões. Conclui que nosso universo é na verdade um Multiverso, com infinitos 'universos'. O mais lindo é que os físicos já trabalham com a certeza (probabilística) de que existem várias outras civilizações no Multiverso". Tudo isso apresentado de uma forma dinâmica e fácil de absorver, embora o assunto seja complicado por natureza.


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Cinema, Ciência, Espiritismo, Internacional - publicado às 9:56 PM 65 comentários
CONVERSANDO COM DEUS
seg, 14 de novembro, 2005
 


Pode existir vida inteligente em livros de auto-ajuda? Eu, como qualquer cientista cético, achava matematicamente possível que, devido ao grande número de livros lançados e a minha ignorância sobre eles, haveria em algum lugar um livro que faça mais do que passar a mão em sua cabeça e levantar sua auto-estima, mas não admitia a real existência deles pelo simples fato de nunca ter visto um assim.

Até que recebi de aniversário o livro Conversando com Deus, de Neale Donald Walsch, que se enquadra perfeitamente na categoria auto-ajuda, a começar pelo subtítulo "um diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade". Numa primeira olhada, ele é paternalista e didático, como todo e qualquer livro desses, numa linguagem bem mastigada. Ele leva duas páginas pra dizer que nós temos o potencial Divino e que precisamos da aceitação do Quem Você É, antes de mais nada, para começar a manifestá-lo. Confesso que, talvez devido a minha educação espartana, eu me identifique mais com os ensinos orientais, que são simples, diretos e duros: "Se quiser trilhar o caminho de Buda, aprenda primeiro a pôr-se de pé".

Mas neste livro você vai encontrar amplo material pra rever seus conceitos, se trabalhar e meditar sobre como você tem agido até então. Quando li um certo trecho, imediatamente o selecionei pra publicá-lo aqui, porque está totalmente no espírito do blog, que é o da desconstrução da realidade e o enfoque na SUA responsabilidade perante o mundo. Ainda ontem assisti "Muito além do jardim" (Being there), o filme-testamento de Peter Sellers, que consegue ser um tapa de luva-de-pelica não só na sociedade norte-americana, mas nas pessoas como um todo. A grande sacada do filme é o personagem principal, um simples e franco jardineiro, que vai ganhando um status que não pediu e se tornando algo que não é, apenas por ele ser um espelho do que as pessoas esperam que ele seja! E nisso as pessoas vão revestindo ele de valores e conceitos, todos criados por elas mesmas ou por terceiros, e tudo vai virando uma imensa bola de neve, sem que ele tivesse dito uma mentira sequer!


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Filosofia - publicado às 10:00 PM 36 comentários
AMOR, RAZÃO E NATUREZA
qua, 9 de novembro, 2005
 


O post de hoje é exclusividade de Titânico e Tiza, que trocaram algumas idéias sobre o Amor, e eu, que não me atrevo a comentar sobre o que não sei, resolvi pegar estas maravilhosas dissertações pra mim e pra vocês:

Titânico começa:

Nesses dias alguém me perguntou o que eu achava do amor. Eu simplesmente não soube explicar. Isso porque sempre acreditei que esse sentimento, como sendo o mais sublime, não era possível ser vivenciado no estágio em que estamos. Muitas pessoas, espiritualistas na verdade, dizem que amam com uma facilidade tremenda, mas suas atitudes não correspondem ao que "pregam": Outro dia, uma mulher estava querendo me convencer que eu teria que não simplesmente "respeitar" as pessoas da minha família (leia-se tios, tias, avôs, primos, etc), mas teria que amar a tudo e todos, sem distinção. Essa mesma pessoa já tinha feito dois ou três abortos, acabou com um projeto em que estávamos desenvolvendo apostilas para o Centro que frequentamos e não aceita ir em nossos estudos porque, segundo ela, "precisa ensinar e não aprender".

Por essa e outras, me pergunto qual é o conceito de amor para essas pessoas... contra muitas opiniões, costumo dizer que conseguimos ser no máximo, solidários.... como a caridade requer desprendimento total, não somos caridosos nada... temos momento de solidariedade, e só. Assim como diz o Paulo Miklos, do Titãs: "não existe o amor, apenas provas de amor". No máximo, conseguimos provar o nosso sentimento agindo... palavras vãs não mudam nada. Vejo muitas pessoas que são grandes intelectuais, inteligentíssimos, mas na parte moral ficam bem lá atrás.

Estou escrevendo e misturando tudo isso, por uma razão: quando essa pessoa me perguntou sobre o amor, eu lembrei do Capítulo XVII e XVIII do Purgatório da Divina Comédia. Lá, como Dante tem muitas dúvidas, Virgílio (autor da poesia épica latina, "Eneida"), que é o guia de Dante durante o Inferno e Purgatório, faz uma descrição maravilhosa do amor e suas nuances... essa talvez, seja uma das melhores definições que já vi:


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Filosofia - publicado às 4:33 PM 56 comentários
MARKETING DO BEM
sex, 4 de novembro, 2005
 


Muitos meses atrás eu passava de carro quando vi um outdoor escrito "A patrulha Nescafé vai estar na sua cidade!" Aquilo me fez brilhar os olhos por uns minutos. Nesta época estávamos, sob orientação de Irmão Bernardo, entregando nos fins de semana pão e café para moradores de rua à noite (levemente perigoso, mas recompensador). Então associei imediatamente a "patrulha Nescafé" com algum grupo de pessoas que (teoricamente) distribuiria café aos necessitados patrocinado pela Nestlé, oras! Até que não foi uma associação tão absurda assim, mas, infelizmente, neste mundo consumista acaba sendo absurdo alguém pensar que uma empresa vá distribuir seus produtos pra alguém que não tem nem onde cair morto.

O problema, creio eu, está na mentalidade dos publicitários, cuja experiência foi herdada dos EUA e Europa, onde predomina a cultura do EU. E funciona bem para as vendas, devo admitir. O que é melhor: vender uma televisão para a família toda assistir junta, ou incentivar que cada pessoa da casa tenha sua própria TV no quarto?

Mas um filão que poderia ser muito bem explorado é o sentimentalismo e a religiosidade dos brasileiros. Somos o maior país católico do mundo, o único onde floresceu o espiritismo, um dos raros a conversar harmoniosamente com as mais antagônicas religiões, como o candomblé, judaísmo, islamismo, budismo... enfim, o brasileiro, mesmo com a pecha de corrupto, ladrão, e malandro, ainda tem a fama mundial de ter um grande coração!


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Pensamentos - publicado às 5:46 PM 55 comentários