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E SE DEUS FOSSE UM DE NÓS?
qui, 28 de julho, 2005
 


"Eu acreditaria somente em um Deus que soubesse dançar". Quando Nietzsche disse essa frase, provavelmente estava pensando em Shiva, que dá o pontapé inicial (e final) na criação de Brahman. Por que Shiva? Provavelmente por ele ser o Senhor da Dança e das artes, dança que está intimamente relacionada com o movimento do Universo e o ciclo de vida e morte. Mas, também, pela relação alegórica, pessoal e até mesmo divertida que o povo hindu tem com os deuses (que, na verdade, são apenas manifestações do incogniscível Brahman).

Personalizar Deus é um erro que geralmente leva ao ridículo das religiões que explicam que Deus é isso ou aquilo, colado em vidros de carros e pintado em para-choques de caminhões. Só que a negação de Deus é outro ridículo, pois pressupõe um conhecimento de TODA a Criação de TODO o Universo para poder afirmar com certeza que não há uma inteligência regendo a manifestação da matéria e anti-matéria em todo o Universo. A negação de Deus exigiria para isso um... outro Deus.

Creio que seja um consenso entre os estudiosos de religião que Deus não pode ser definido. Toda tentativa (seja na Torah, no Corão, no Cristianismo) é apenas uma figura de linguagem, imperfeita, limitada. Quando Moisés perguntou à sarça ardente (a manifestação de Deus na Torah) "qual o seu nome?" Deus retornou: EU SOU O QUE SOU (ora porra). Um eterno SER e VIR A SER, que fica melhor traduzido como "Eu me torno aquilo que me torno".

Essa introdução toda é para um texto interessantíssimo e hilário que encontrei aqui, e que mostra uma visão bem... particular de Deus, onde a geração dos anos 80 (na qual me incluo) vai se identificar bastante, enquanto rola de rir. A linguagem é chula, tem frases que vão ofender os puritanos e religiosos praticantes (eu não leria se fosse vocês), mas a mensagem é de libertação e (quem diria) comunhão com Deus, seja ele ou não o Charlie Sheen.


E se Deus fosse um de nós? Tipo o Topper Harley?


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Geral - publicado às 2:19 PM 55 comentários
O ANJO E O MALFEITOR
ter, 26 de julho, 2005
 


Este é um pequeno conto, do escritor desencarnado Humberto de campos (Irmão X), psicografado por Chico Xavier em 1969, no livro "Estante da vida". Nele, um Mensageiro do Alto desce ao mundo em apoio às centenas de criaturas mergulhadas na enfermidade e no crime, na miséria e na ignorância, mas, necessitando de ajuda dos próprios encarnados, começou a fazer publicações de apelos do Próprio Evangelho, induzindo corações, em nome do Cristo, à compaixão e a caridade.

Entretanto, todos os habitantes do local se comoviam com os textos, mas não se encorajavam à menor manifestação de amparo ao próximo. Então o Enviado Celestial, convicto de que fora recomendado pelo Senhor a servir (e não a questionar), julgou mais acertado assumir a forma de um homem e solicitar, sem delongas, o apoio de alguém que lhe pudesse prestar auxílio.

Materializado, procurou pela colaboração dos homens considerados mais responsáveis. Humilde e resoluto, repetia sempre o mesmo convite à prática evangélica, registrando respostas que o surpreendiam pela diferença:

O VIRTUOSO - Não posso manchar meu nome em contato com os viciosos e transviados.

O SÁBIO - Cada qual está na colheita daquilo que semeou. Falta-me tempo para ajudar vagabundos, voluntariamente distanciados da própria restauração.

O PRUDENTE - Não posso arriscar minha posição dificilmente conquistada, na intimidade de pessoas que me prejudicariam a estima publica.

O FILANTROPO - Dou o dinheiro que seja necessário, mas de modo algum me animaria a lavar feridas de quem quer que seja.

O PREGADOR - Que diriam de mim se me vissem na companhia de criminosos?

O FILÓSOFO - Nunca desceria a semelhante infantilidade... Aspiro a alcançar as mais altas revelações do Universo. Devo estudar infinitamente... Além disso, estou cansado de saber que, se não houvesse sofrimento, ninguém se livraria do mal...

O PESQUISADOR DA VERDADE - Não sou a pessoa indicada. Caridade é capa de muitas dobras, que tanto acolhe o altruísmo quanto a fraude. Não me incomode... Procuro tão somente as realidades essenciais.


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Espiritismo - publicado às 1:06 AM 30 comentários
REBELIÃO
seg, 25 de julho, 2005
 


Rebelião não é luta, é pura compreensão

Pergunta: Osho, freqüentemente eu ouço você falar sobre rebelião. Os padres e as freiras e os pais que definiram minha educação, agora estão velhos. A maioria já morreu. Parece que não vale a pena rebelar-me contra aquelas pessoas velhas e desamparadas. Agora, eu mesmo sou o padre e as doutrinas. Eu sinto que me rebelar contra qualquer coisa do lado de fora de mim é um desperdício de tempo e esse não é exatamente o ponto. Isso torna a situação muito mais frustrante e embaraçosa. Parece que algo dentro de mim tem que se rebelar contra algo dentro de mim. Eu aceito que não é o meu ser essencial - a face original - que tem que se rebelar. É o self treinado - o subterfúgio. Mas, para me rebelar, eu tenho que usar esse "self" pois ele é o único que eu conheço. Como pode o subterfúgio se rebelar contra o subterfúgio?

Osho: A rebelião da qual eu tenho falado não tem que ser feita contra ninguém. Ela não é na verdade uma rebelião, mas somente uma compreensão. Não, você não tem que lutar contra os padres, as freiras e os pais externos. E você não tem também que lutar contra os padres, freiras e pais internos. Porque, internos ou externos, eles estão separados de você. O externo está separado, e o interno também está separado. O interno é apenas o reflexo do externo.

Você está perfeitamente certo ao dizer: "parece que não vale a pena rebelar-me contra aquelas pessoas velhas e desamparadas". Eu não estou dizendo a você para se rebelar contra aquelas pessoas velhas e desamparadas. E eu também não estou dizendo a você para se rebelar contra tudo o que eles incutiram em você. Se você se rebelar contra sua própria mente, isso será uma reação, não uma rebelião. Note a diferença. A reação surge a partir da raiva; a reação é violenta. Numa reação você se torna cego de raiva. Numa reação você passa para o outro extremo.


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Hinduísmo - publicado às 12:38 AM 15 comentários
11 DE SETEMBRO
seg, 18 de julho, 2005
 


Hoje sabe-se que o então chanceler Hitler mandou incendiar o Parlamento (Reichstag) Alemão em 1933, atribuindo a culpa a "terroristas" comunistas, o que permitiu a Hitler assumir através do terror (e com apoio da população) poderes ditatoriais. Hermann Goering (2º em comando na Alemanha nazista) disse "Tudo o que se tem de fazer é dizer às pessoas que elas estão sendo atacadas, denunciar os pacifistas por falta de patriotismo, e expor o país ao perigo. Funciona em qualquer país".

Hoje sabe-se que o ataque de Pearl-Harbor em 1941 contou com a conivência do governo dos EUA para que a investida japonesa fosse um sucesso. Secretamente deixaram os piores navios e tripulação no porto, com uma ou duas peças de valor para serem sacrificadas, pois precisavam de um motivo forte pra convencer a opinião pública a entrar na 2ª guerra mundial. A imagem de Pearl harbor foi explorada intensamente pela mídia norte-americana para incitar o ódio aos "covardes" japoneses.

Na época não se sabia dessas manobras dos governos para controlar o povo. Alguns desconfiavam, e denunciavam, mas eram minoria, facilmente silenciáveis através da máquina de opressão e propaganda.

Novamente a história se repete.

Graças a um espetacular atentado "terrorista" feito por árabes, os norte-americanos abdicaram de todos os seus direitos constitucionais em favor do governo.

Meu interesse por esse assunto começou quando alguém questionou Oráculo sobre o papel kármico de Bin Laden no 11 de setembro. Daí ela nos respondeu com uma pergunta: "e quem disse que foi Bin Laden?" Falou então de "um filho frustrado que quis terminar de todo modo o que o pai havia começado". Bush, claro!! Como sempre, Oráculo foi muito sutil com as palavras. A frase acima não exclui a possibilidade do ataque ter tido um mentor externo (como Bin Laden), mas aponta no mínimo a conivência do Sr. Bush. Me aterrorizava a idéia de um presidente deixar matar mais de 3.000 pessoas por interesses escusos, como glória, poder e dinheiro. Mas, pesquisando na Internet, vê-se tanta, mas tanta informação (embasada, como os alertas da CIA que foram ignorados pela administração Bush) que contradiz tudo o que foi dito oficialmente que não dá pra esconder, então a grande mídia simplesmente ignora, finge que não vê que a história está muito mal contada. E como essas informações não são notícia nos EUA (onde os meios de comunicação de massa são controlados por alguns poucos conglomerados) acaba não sendo notícia aqui, na colônia Brasil. Por isso me dediquei ao trabalho de traduzir boa parte do material encontrado lá fora, para que o povo brasileiro não fique na ignorância por conta da barreira linguística. Não inventei nada. Limito-me a traduzir e citar as fontes, que na maioria das vezes usam textos de agências de notícias para embasar suas teorias.

Quem assistiu pela TV a eleição do Papa Bento XVI sabe que na verdade o nome escolhido por ele é Benedito, e por um capricho linguístico ficou sendo chamado "Bento" nos países de língua portuguesa. O que isso tem a ver com os atentados de 11 de setembro? Nada, é só um aquecimento pra lhe lembrar que uma versão repetida diariamente nos jornais e TV se torna natural, inquestionável. Foi o que fizeram nos EUA para que os ataques de 11 de setembro levassem à invasão do Iraque e Afeganistão, dois países que nunca tiveram NADA a ver com os atentados. Os supostos "terroristas" provinham do Egito e Arábia Saudita, e o Talibã é tão culpado por acobertar Osama Bin Laden quanto a própria família dele, que goza de prestígio nos EUA (especialmente entre a família Bush). Bin Laden (estranhamente) em princípio negou por duas vezes a autoria dos atentados, e só em dezembro de 2001 liberou um vídeo onde falou dos ataques, aí então sumiu da mídia para reaparecer "coincidentemente" a poucos meses da eleição dos EUA, em um vídeo com ameaças aos Estados Unidos, o que ajudou Bush a se reeleger... Vamos rever a cronologia dos fatos, analisando friamente as "coincidências" que possibilitaram a Bush assumir o papel de ditador do mundo com poderes legais e ilimitados, dados espontaneamente pelo aterrorizado (e idiotizado) povo norte-americano.


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5 estrelas, Geral, Política - publicado às 10:31 PM 263 comentários
PRINCÍPIOS HERMÉTICOS (parte 1: Mentalismo)
seg, 11 de julho, 2005
 


A filosofia hermética diz que "Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento". Durante os milênios os círculos esotéricos têm se pautado neste ensinamento para disseminar suas informações. Ensinamentos eram passados de Mestre para discípulo, disfarçados em inúmeros rituais e simbologias. Neste meio, um certo livro se destaca pelos seus ensinamentos, que formam a base de toda a magia, de todo o universo perceptível e imperceptível aos nossos sentidos: O Caibalion. Escrito por quem se autodenomina Os três iniciados, trata-se de uma compilação dos ensinamentos que (supostamente) vieram do Antigo Egito, por meio de Hermes Trismegisto, que talvez seja o primeiro dos Avatares a aportar neste planeta.

Transcreverei do próprio livro o texto de apresentação de Hermes:
"Entre os Grandes Mestres do antigo Egito, existiu um que eles proclamavam como o Mestre dos Mestres. Este homem, se é que foi verdadeiramente um homem, viveu no Egito na mais remota antiguidade. Ele foi conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto. Foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia, o descobridor da Alquimia. Os detalhes da sua vida se perderam devido ao imenso espaço de tempo, que é de milhares de anos, e apesar de muitos países antigos disputarem entre si a honra de ter sido a sua pátria. A data da sua existência no Egito, na sua última encarnação neste planeta, não é conhecida agora mas foi fixada nos primeiros tempos das mais remotas dinastias do Egito, muito antes do tempo de Moisés. As melhores autoridades consideram-no como contemporâneo de Abraão, e algumas tradições judaicas dizem claramente que Abraão adquiriu uma parte do seu conhecimento místico do próprio Hermes. Depois de ter passado muitos anos da sua partida deste plano de existência (a tradição afirma que viveu trezentos anos) os egípcios deificaram Hermes e fizeram dele um dos seus deuses sob o nome de Thoth. Anos depois os povos da Antiga Grécia também o deificaram com o nome de Hermes, o Deus da Sabedoria. Os egípcios reverenciaram por muitos séculos a sua memória, denominando-o o mensageiro dos Deuses, e ajuntando-lhe como distintivo o seu antigo título Trismegisto, que significa o três vezes grande, o grande entre os grandes.

Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de Caibalion, cuja significação exata se perdeu durante vários séculos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos. Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento. Eram simplesmente uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes; e além disso, eram depois explicados e ampliados pelos Iniciados hermetistas aos seus Neófitos."


Um Mestre não se mede pelo número de seguidores, ou do que falam dele, mas sim do que ele fala e faz. No caso de Hermes, tudo o que temos é o Caibalion, mas este "livrinho" de 56 páginas é de tal profundidade e grandeza que tremo só de escrever sobre ele. O livro versa sobre os sete princípios herméticos, expostos no Caibalion, enquanto os iniciados fazem comentários sobre eles.

Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente possui a Chave Mágica, com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.
(O Caibalion)

São eles o Princípio do Mentalismo, da Correspondência, da Vibração, da Polaridade, do Ritmo, da Causa e Efeito e do Gênero. Vejamos o primeiro, transcrito do livro:


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5 estrelas, Holismo, Internacional, Metafísica - publicado às 2:00 PM 93 comentários
MERKABAH
sáb, 9 de julho, 2005
 


Merkabah (Merkavah) é o veículo de luz que Ezequiel menciona em 1:4-8 e 1:26, e que Enoque relata em 1 Enoch 18b-23a. A palavra em hebraico Kabôd ou Hôd (em hebreu: substância, corpo, massa) é usada pra definir a forma que Deus toma na Terra, o como ele se manifesta, que não é nada além disso: carruagem, veículo ou "Trono de Deus".

Com isso se vê que Merkabah no seu sentido original não tem a ver conosco, nosso corpo, e sim com um "corpo glorioso", um veículo até o Divino ou do Divino até nós. Místicos da Cabalá usam estados alterados da consciência e relatam suas experiências como sendo fruto de uma ascensão aos céus pela Merkabah (João - em Apocalipse - e Paulo de Tarso - em 2Co 12:2 - usaram uma forma figurada diferente, ao dizer que foram "arrebatados em espírito").

Todo o resto é invencionice.

Há uma tendência da "nova era" de pegar coisas cabalísticas, teosóficas e orientais e deturpá-las aos seus propósitos messiânicos. Fariam melhor se dessem nomes novos a coisas novas. Bem que dizia Jesus pra não pôr vinho novo em odre velho...

Referência: Definição de Markabah;
Representação artística de um Mérkabah;
The Biblical Vision of the Chariot (Maaseh Merkavah);


 
Judaísmo - publicado às 3:50 PM 9 comentários