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Resumindo bastante o Sermão da Montanha, podemos perceber que estamos presos aqui na Terra por causa de um pequeno "detalhe" que não botamos em prática: amar verdadeiramente aos nossos inimigos. Moleza, né? Na verdade, a essência do Sermão é "amai-vos uns aos outros como a si mesmo", mas temos a tendência a esquecer que esse "outros" envolve nossos inimigos, desafetos, rixas, vendedores de enciclopédias e - principalmente - operadores de telemarketing.
Irritar-se é uma coisa tão característica de nossa condição humana que até mesmo Jesus arretou-se com fariseus, sacerdotes e mercadores do templo de Jerusalém. Mas ele superou tudo isso de forma inconsteste, superando as limitações da carne, como ele mesmo disse antes de passar pelo sofrimento da Paixão:
Em resumo, ele pede a iluminação que dispunha fora do corpo, necessária para passar pela prova mais dura que um Avatar já enfrentou aqui na Terra: amar aos que o odeiam, açoitam, matam. É verdade que Krishna também fez isso, mas só que ele estava lutando no meio de uma guerra, enquanto Jesus provou (sem reagir) da injustiça humana.
Mas, voltando ao assunto do primeiro parágrafo, e nós? Que fazemos pra perdoar - não só da boca pra fora - a quem detestamos (e muitas vezes com razão)? O pessoal acha que ser Cristão é crer em Jesus, ir pra missa, ter uma cruz em casa, esperar que ele faça algo por nós... mas tudo isso é a besteira que a sociedade religiosa nos impôs para que não tenhamos de pensar nas implicações dos ensinamentos de Jesus, que são muito, muito difíceis de botar em prática mas, paradoxalmente, uma criança consegue fazer bem melhor que um adulto.
E disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus
(Mat 18:3-4)
Referência: Amai os vossos inimigos (Texto espírita);
O amor (Texto presbítero);
Fórum evangélico sobre "dar a outra face"
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