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PLATÃO E O TIRANO
sex, 29 de abril, 2005
 


Sócrates - Quanto a esse protetor do povo (...), depois de ter abatido um grande número de rivais, sobe para o carro da cidade, e de protetor transforma-se em tirano completo.
Adimanto - Era de esperar essa atitude.
Sócrates - Vejamos agora a felicidade deste homem e da cidade onde se formou semelhante mortal. Nos primeiros dias, sorri e acolhe bem todos os que encontra, declara que não é um tirano, promete muito em particular e em público, adia dívidas, distribui terras pelo povo e pelos seus prediletos e finge ser bom e amável para com todos. Não costuma ser assim?
Adimanto - Forçosamente.
Sócrates - No entanto, depois de se desembaraçar dos seus inimigos do exterior, reconciliando-se com uns, arruinando os outros, e ao se sentir tranqüilo deste lado, começa sempre por provocar guerras, para que o povo tenha necessidade de um chefe. E também para que os cidadãos, empobrecidos pelos impostos, sejam obrigados a pensar nas suas necessidades cotidianas e conspirem menos contra ele.
Adimanto - É evidente.
Sócrates - E ocorre que, se alguns têm o espírito demasiado livre para lhe permitirem comandar, encontra na guerra, creio eu, um pretexto para se ver livre deles, entregando-os aos golpes do inimigo. Por todas estas razões, é inevitável que um tirano suscite sempre a guerra. Mas, ao fazê-lo, torna-se cada vez mais odioso aos cidadãos. E não acontece que, entre aqueles que contribuíram para a sua elevação, alguns falem livremente, quer diante dele, quer entre eles próprios, e critiquem o que se passa? Pelo menos os mais corajosos?
Adimanto - Sim.
Sócrates - É necessário, desse modo, que o tirano os elimine, se quiser continuar a ser o chefe, e que acabe por não deixar, tanto entre os seus amigos como entre os inimigos, nenhum homem de algum valor. Com olhar arguto, deve distinguir os que têm coragem, grandeza de alma, prudência, riquezas, e a sua felicidade é tanta que se vê forçado, quer queira, quer não, a declarar guerra a todos e a preparar-lhes armadilhas, até que consiga depurar o Estado.
Adimanto - Linda maneira de depurá-lo!
Sócrates - Sim, é o oposto da que utilizam os médicos para curar o corpo. Estes últimos fazem desaparecer o que há de mau e deixam o que há de bom: o tirano faz o contrário.
Adimanto - Será obrigado a isso, se quiser conservar o poder.


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Filosofia - publicado às 5:22 PM 16 comentários
O EVANGELHO DE TOMÉ (parte 3)
qua, 27 de abril, 2005
 


Continuamos com trechos do Evangelho Apócrifo de Tomé, comentados pelo maravilhoso filósofo Huberto Rohden em seu livro O quinto Evangelho. Desta vez vamos enfocar o aspecto do "Reino de Deus", ou "Reino de meu Pai", que Jesus disse que veio instaurar aqui na Terra. Uma leitura atenta da Bíblia já demonstra que o "Reino" é metafísico, e que sua execução não depende só da vontade de Jesus ou de Deus, mas da transformação interior da alma de cada um para que o "Reino" possa nela fazer morada. Não tem nada a ver com "aceitar Jesus" ou batizar-se. Aliás, poderíamos trocar a palavra "Reino" (um tanto em desuso, já que a monarquia acabou) por "Força" e dá no mesmo!

Eu, como a maioria das pessoas, tinha a impressão de que apreender os ensinamentos de Jesus era menos relevante do que aceitar Jesus (seja lá o que isso fosse). E eu não ia aceitar nada por imposição. Graças a milhares de anos de dogmas, acreditava, como a maioria, que Jesus era a salvação e quem o seguisse estava salvo. Só que eu não aceitava essa "salvação in a box", e nunca realmente atentei para o fato de que Jesus em nenhum momento fala que se pode comprar ou adquirir a salvação por intermédio de alguém, seja através da religião, ou dele mesmo. Não atentei que essa imagem foi construída por Paulo de Tarso.

A mudança em mim ocorreu repentinamente, como um raio. Bastou eu botar os olhos na seguinte frase do Evangelho de Tomé:

3 - Jesus disse: Se vossos guias vos disserem: o reino está no céu, então as aves vos precederão; se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederão. Pois bem, o reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se conseguirdes conhecer a vós mesmos, então sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza.

O choque foi tão profundo que eu a imprimi e coloquei na porta do armário, para vê-la todo dia. Era algo que estava no meu íntimo há muito tempo, mas que não tinha ainda encontrado o "fermento" pra crescer. E ali estava o detonador... Talvez isso não signifique muito pra vocês, que têm hoje acesso a tantos escritos esotéricos, mas em 1999 isso me pegou de surpresa. Eu estava tão revoltado (ou, às vezes, sedado) pela mediocridade ao meu redor que não atentava para o fato de que eu (querendo ou não) convivia com ela e (assim) fazia parte dela. Percebi que eu podia SIM me livrar dessa "pobreza" seu EU mudasse, se EU crescesse. Então adotei o lema "por uma vida menos ordinária" e passei a investir mais em mim, e, como resultado direto, surgiu esse blog (como já falei antes: o aprendizado é mais pra mim do que pra vocês). Eu ganho, todos ganham, e juntos conseguiremos crescer, evoluir, mesmo estando no país dos Big Brothers.


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Cristianismo - publicado às 7:25 PM 43 comentários
PARÁBOLA ORIENTAL
seg, 25 de abril, 2005
 


Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou a beira de um oásis junto a um povoado e aproximando-se de um velho perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? - perguntou, por sua vez, o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive.


 
Pensamentos - publicado às 12:58 PM 40 comentários
SOBRE MESTRES E POSTURAS CONSCIENCIAIS
sex, 22 de abril, 2005
 


(Texto postado originalmente na lista Paz e Luz & Stellium da Internet)

Por Lázaro Freire

Vou começar citando um trecho do Wagner Borges:

"As pessoas fazem campeonato de Mestres, ficam discutindo quem é o melhor, em vez de aplicar o ensinamento deles, ou fazer um milésimo do que pregavam e exemplificavam."

No Ocidente, há uma concepção distorcida da palavra Mestre. Não endosso o uso equivocado que fazem dela, mas tampouco tenho algo contra a maestria interior:

Somos todos mestres e discípulos, uns dos outros.

Normalmente, o simples uso da palavra gera respeito excessivo, ou, não raro, críticas, egos e excessos. O que embute, não sei porque, uma exigência de perfeição inatingível - fruto de nossa própria incapacidade de seguirmos modelos, escondendo, com isso, a nossa deficiência em sermos modelos a seguir.

Na Índia, país construído principalmente com base na tradição oral, não há este preconceito. Todos são gurus (mestres, preceptores) de alguma coisa. Não se "é" melhor por isso, mas não perdem o respeito pelo que "temos" de melhor para repassar.

Há o guru de Ioga - mas também o guru de sânscrito, o guru de culinária, o guru de flauta, o guru de Kryia (técnicas de purificação), o guru de inglês - gurus de coisas simples e complexas, sem preconceitos, sem exigências de perfeição.

As pessoas são conscientes de que tem algo a ensinar - e as demais, mais ainda, de que tem sempre algo a aprender com o outro. Um belo ato de compartilhar.

Aqui, não. Mesmo que alguém materialize vibhuti (cinzas sagradas) e levite (como o Sai Baba); mesmo que possamos ter pelo menos algo a passar em Espiritualidade, Astrologia, Tarot, ou simplesmente Vida - as pessoas estarão sempre procurando achar algum defeito, seja em um Sai Baba, seja em nós.


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Holismo - publicado às 12:04 PM 63 comentários
PROFECIAS SOBRE O PAPA
ter, 19 de abril, 2005
 


Nas profecias de São Malaquias constam "lemas" dados a cada um dos 112 Papas, do passado e do futuro. Esses "lemas" descritivos dos papas podem se referir a um símbolo de seu país de origem, a seu nome, seu escudo e armas, a seu talento ou a qualquer outra coisa referente ao Papa. Por exemplo, o lema de Urbano VIII é "Lilium et Rosa"; Ele era de Florença, Itália, cujo escudo tem uma flor-de-lis.

Seguindo a cronologia, vemos João Paulo II receber a denominação de "De Labore Solis" (Do Trabalho do Sol), o que reflete seu incansável trabalho de percorrer o mundo todo. Após ele temos "De Gloria Olivae" (Da Glória da Oliveira) que, coincidência ou não, reflete o novo Papa Benedito (Bento) XVI. A Ordem das Oliveiras foi criada pelos monges Beneditinos, que seguem as regras de São Benedito (Bento).

Ainda segundo Malaquias, após esse Papa teremos o "Petrus Romanus" (Pedro Romano) que, na derradeira perseguição da Santa Igreja Romana, "apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações: as quais transcorridas, a cidade das sete colinas (Vaticano) estará destruída, e o Juiz poderoso julgará o povo".


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Geral - publicado às 10:15 PM 205 comentários
PLATÃO E O SONO
 


Na lista Voadores se comenta muito sobre a importância dos bons pensamentos e da boa alimentação para ter uma boa saída do corpo ao dormir (seja consciente ou não) evitando que, por sintonia e afinidade, possa o seu espírito ir para lugares não muito apropriados ao desenvolvimento espiritual. Pois bem: um velho Voador, há 2.400 anos atrás, já falava a mesma coisa, sem tirar nem pôr!

Quanto aos desejos e à natureza do homem tirânico. Do livro "A República", Cap. IX:

Sócrates - Entre os prazeres e os desejos não necessários, alguns me parecem ilegítimos. Creio que sejam inatos em cada um de nós, mas, reprimidos pelas leis e pelos desejos melhores, com a ajuda da razão, podem ser totalmente extirpados em alguns, ou ficarem só em pequeno número e enfraquecidos, ao passo que nos outros subsistem mais fortes e em maior número.
Adimanto - A que desejos te referes?
Sócrates - Aqueles que despertam durante o sono, quando repousa essa parte da alma que é racional, benigna e feita para comandar a outra, e a parte bestial e selvagem, empanturrada de comida ou de bebida, estremece e, depois de ter sacudido o sono, parte em busca da satisfação dos seus maus pendores. Tu sabes que em tais casos ela ousa tudo, como se fosse desembaraçada e livre de toda vergonha e de toda prudência. Não receia tentar, em pensamento, unir-se à sua mãe ou a quem quer que seja, homem, deus ou animal, envolver-se em qualquer tipo de crime e não deixar de ingerir nenhuma espécie de alimento. Numa palavra, não há loucura nem impudência de que não seja capaz.
Adimanto - É verdade o que dizes.
Sócrates - Mas quando um homem, saudável de corpo e moderado, se entrega ao sono depois de ter despertado o elemento racional da sua alma e tê-lo alimentado de belos pensamentos e nobres especulações, pensando a respeito de si mesmo; quando evitou tanto reduzir à fome como saciar o elemento concupiscível, a fim de que se mantenha em repouso e não cause perturbações, pelas suas alegrias ou tristezas, ao princípio melhor, mas o deixe, só consigo mesmo e liberto, examinar e esforçar-se por apreender que ignora do passado, do presente e do futuro; quando este homem dominou de igual modo o elemento irascível e não adormece com o coração tomado de ira contra alguém; quando acalmou estes dois elementos da alma e estimulou o terceiro, em que reside a sabedoria, e, por fim, repousa, então, como sabes, toma contato com a verdade melhor do que nunca, e as visões dos seus sonhos não são de modo nenhum desregradas.
Adimanto - Estou convicto disso.
Sócrates - Mas alongamos em demasia este ponto. O que queríamos constatar era que há em cada um de nós, mesmo nos que parecem totalmente disciplinados, uma espécie de desejos terríveis, selvagens, sem leis, e isso é posto em relevo pelos sonhos. Vê se o que digo te parece verdadeiro e se concordas comigo.
Adimanto - Sim, concordo.


 
Filosofia - publicado às 2:31 AM 29 comentários
DEFENDA-SE DAS ENERGIAS NEGATIVAS
sáb, 16 de abril, 2005
 


Dicas para se proteger das energias pesadas, ditas "negativas". Infelizmente não sei quem escreveu.

Todos nós sabemos as energias negativas são uma das maiores preocupações do ser humano. Procurar fugir delas é besteira. Ela nos alcança em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências. Abaixo segue seis dicas pessoais para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé.

O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Em vez de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.


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Metafísica - publicado às 8:31 PM 49 comentários
RELIGIÕES
qui, 14 de abril, 2005
 


É interessante notar como as religiões seguem influenciando gerações e gerações... cada qual perocurando mais adeptos, como se disso dependesse sua sobrevivência. Funcionam quase como um organismo (ou, em alguns casos, como um vírus)

Minha religião é a melhor: ela possui o representante de Deus vivo na Terra!
Minha religião é a melhor: ela não foi deturpada com o passar dos tempos!
Minha religião é a melhor: ela cultua o filho, e não a mãe!
Minha religião é a melhor: ela cultua a mãe, e não o filho!
Minha religião é a melhor: ela permite tudo o que as outras religiões proíbem!
Minha religião é a melhor: ela é anti-religião, e o único dogma é não ter dogmas!
Minha religião é a melhor: ela engloba todas as outras e ainda oferece pontos de milhagens!

E quase todas usam a máxima: só aqui encontrarás a verdade!

Engraçado é que, em cada uma delas, nota-se que foram formadas tendo por base o trabalho de uma única pessoa. Uma pessoa especial, carismática, real ou imaginária, que arrebanha multidões (seja fisicamente, ou através de livros) e que invariavelmente ganha o status de mito. Mesmo quando essa pessoa diz explicitamente que não veio fundar nenhuma religião, acaba-se criando uma em torno dela (geralmente depois que a pessoa morre).

Essa "tara" por religiões se explica em parte pelo instinto animal do ser humano. O homem é um ser social. Mesmo sozinho, ele inventa alguém pra ter com quem conversar (como Wilson, a bola do filme O Náufrago). A religião não é mais do que juntar um bando de pessoas com a mesma afinidade espiritual... mas, para o que? Pra conversar, debater, mostrar seus dotes intelectuais (ou físicos), ou desfilar pela congregação com aquela roupa maravilhosa que comprou no exterior? Claro que uma minoria vai para aprender a história e o exemplo dos fundadores dessa religião. E esse, que deveria ser o único motivo da existência de uma estrutura religiosa, acaba virando acessório, perdido entre competições pra ver quem tem maiores e melhores templos, disputas internas, externas, contagem de pessoas convertidas, arrecadação de dinheiro e até mesmo o poder sobre certos países, além de outras coisas mais...


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Holismo - publicado às 9:42 PM 42 comentários
SAI BABA
qua, 13 de abril, 2005
 



    O jovem Sai Baba
Sai Baba nasceu em 23 de novembro de 1926, na pequena cidade de Puttaparthi, ao Sul da Índia, com o nome de Sathya Narayana Raju. Desde antes do seu nascimento já começaram a acontecer fatos estranhos. No dia do seu nascimento sua mãe descobriu uma serpente embaixo dos panos de seu berço, onde ele estava dormindo. Para os hindus, a cobra é um símbolo da Divindade e representa Sesha Naga, a serpente sagrada sobre a qual o Senhor Narayana (uma das formas de Vishnu, o aspecto Preservador de Deus) está deitado e flutua no "oceano de leite", que simboliza a Mente Cósmica, da qual emana toda a Criação. Apesar de seus pais não serem vegetarianos, ele adotou desde pequeno uma alimentação sem carne. Sua conduta era tão especial que logo começou a ser chamado de "o menino brahmin". Cada vez que um mendigo chegava à sua casa, o menino corria para lhe oferecer alimento. Ninguém podia fazer nada para impedi-lo de ajudar. Se o repreendiam, caía em profundo pranto. Continuava dando de comer aos pobres, mesmo que tivesse que ceder seu próprio alimento por vários dias. Preocupada com os períodos que ele passava sem comer, a mãe só recebia do menino um sorriso e o comentário de que "já havia comido". Ele dizia que um misterioso visitante o alimentava. E estendia sua mão para que sua mãe pudesse sentir o cheiro de leite, manteiga clarificada e coalhada. Na escola reunia os amigos em frente a uma imagem divina, para a qual realizava os rituais de adoração, encerrando-os com a distribuição do Prasada (alimento abençoado) que tirava de uma bolsa vazia. Quando lhe perguntavam como fazia isto, respondia que um certo Grama Shakti (espírito) obedecia à sua vontade e lhe dava tudo o que ele queria.
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Hinduísmo - publicado às 1:15 PM 66 comentários
LIVRE-ARBÍTRIO (parte 2)
ter, 12 de abril, 2005
 


Amiko escreveu algo interessante nos comentários, um assunto que é praticamente infinito e que eu gostaria de mostrar só mais um pouco, para que nossa mente ocidental, tão acostumada com o preto-no-branco, possa libertar-se um pouco mais e enxergar o cinza:

"Ninguém vem a esse mundo para o mal. Toda reencarnação é para a evolução, e se a intenção fosse a de voltar apenas para o mal não lhe seria permitido tal dádiva. Quando um espírito reencarna e repetidamente fracassa em sua "missão" ele volta impedido de cometer novamente tal erro, por exemplo: uma pessoa que em várias reencarnações cometera suicídio pode vir na próxima totalmente paraplégica, ficando assim impossibilitada de cometer outro suicídio, portanto ele vem apenas para expiação. Não existe isso de anticristo e sim espíritos ainda sem o conhecimento ou compreensão do amor de Deus".

É mais complexo, Amiko... é bem mais complexo. Se houvesse uma "programação Divina" que impedisse as pessoas de se suicidarem ou serem más em duas encarnações seguidas, seria um atentado contra o livre-arbítrio, não acham? Além de ser uma punição Divina. As deformações e conseqüências para o corpo que os suicidas (e não só eles) sofrem advém da séria perturbação mental a que estão submetidos, que não "passa" após a morte (ao contrário, piora, potencializa-se), e como aprendemos no princípio hermético do mentalismo, TUDO é mental. Inclusive a formação de nosso próximo corpo. Isso não quer dizer que toda pessoa que é meio tantã tenha ou vá ter alguma deformidade, e sim que uma planta cuja semente foi bombardeada por radiação não vai crescer do mesmo jeito que outra saudável. E sabemos que a radioatividade é decorrente do caos à nível atômico, da instabilidade que, como um castelo de cartas desabando, cria a aparente desordem, e conseqüente destruição / transmutação. Mas, voltando ao exemplo da planta, ela pode vir a deformar-se por N outros motivos, portanto, não podemos (nem devemos) julgar as pessoas pelas aparências. Às vezes a pessoa com a consciência mais dilatada PEDE pra vir assim, para que não sucumba à certas provas, como fez no passado. O esforço e mérito desta pessoa é muito maior do que aquele que vai carregando seu "defeito de estimação" em todas as suas encanações, sem se preocupar em melhorar. Por isso não estranhe se aquele deformado do sinal de trânsito, após a morte, esteja em melhor situação que você, como numa certa parábola de Jesus.


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Cristianismo, Espiritismo, Metafísica - publicado às 1:03 AM 75 comentários
HABEMUS PAPAM!
seg, 11 de abril, 2005
 


EXCLUSIVO: Em um fantástico golpe de Marketing, a Igreja Católica anuncia o nome do novo Papa!


Renda-se à Igreja Católica. Resistir é inútil

Há pouco mais de um mês antes da estréia da última parte da saga Guerra nas Estrelas, a Santa Sé de Roma anunciou o nome do Papa que irá substituir João Paulo II. Repetindo a tradição, nenhum dos Papáveis foi o escolhido, e um completo azarão herdou o trono de Pedro: Darth Vader, O Papa Negro de Sith.

O Bispo Lozano, em entrevista exclusiva, confirma: "Com a morte do carismático Papa João Paulo II, a Igreja precisava de um substituto à altura. Alguém com forte apelo aos jovens, e que dirigisse com pulso firme a Igreja Católica. Mas nenhum dos Cardeais tinha ambas qualidades. Foi quando recebemos a visita de George Lucas, que sugeriu o nome de Darth Vader, no que aceitamos prontamente. Assim como Paulo II, Vader trabalhou como ator, e tem um carisma especial com os jovens".


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Geral - publicado às 2:24 PM 92 comentários
NOVOS TEMPOS
sáb, 9 de abril, 2005
 


Algo que recebi por e-mail e achei interessante, pois bate com a época pela qual estamos passado, do nosso "isolamento" espiritual (não da perda de contato com o Divino, mas com as muletas que usamos para entrar em contato com o Divino). Chega uma hora em que precisamos ser desmamados, e outra hora quando precisamos deixar de usar chupeta. Algumas crianças deixam por elas mesmas, com outras as mães têm de esconder ou botar pimenta na chupeta. Vai chegar a hora em que teremos de aprender a andar de bicicleta. Corremos o risco de levar umas boas quedas no aprendizado, mas a sensação de liberdade que se segue faz valer a pena todo o sacrifício.

Por Benjamin Teixeira e o espírito Eugênia em 3 de abril de 2005:

Há profecias que indicam a subida ao trono do Vaticano, após o papa João Paulo II, de um "Petrus Secundus", o Pedro II, que seria o último dos papas, que, por sinal também seria uma papa "negro".

Como muito bem suas aspas indicaram, quanto ao grupo étnico do próximo papa, houve apenas alegoria simbólica, de que nos esquivamos estender comentários. O "negro" não alude à cor da pele. Por outro lado, o fato de chamar-se "Pedro" ou de ser o "último papa" são também "avisos" de natureza figurativa, a sugerir reflexões de estudiosos interessados em exegese profética de textos herméticos, sibilinos. Lamentavelmente, entretanto, não estou autorizada a detalhar minudências a respeito das possíveis significações e das garantidas previsões contidas nestes símbolos proféticos.


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Geral - publicado às 12:47 AM 73 comentários
EVANGELHO DE MARIA MADALENA
qui, 7 de abril, 2005
 


O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza. É então que nasce a perturbação em todo o corpo; é por isso que eu vos digo: Estejais em harmonia... Se sois desregrados, inspirai-vos em representações de vossa verdadeira natureza. Que aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça.
Após ter dito aquilo, o Bem-aventurado saudou-os a todos dizendo:
Paz a vós – que minha Paz seja gerada e se complete em vós! Velai para que ninguém vos engane dizendo: Ei-lo aqui. Ei-lo lá. Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem; ide a Ele: aquele que o procuram o encontram. Em marcha! Anunciai o Evangelho do Reino.
(Evangelho de Maria Madalena)

Em 1945, em Nag Hamadi, no alto Egito, foram encontrados, em língua copta, os evangelhos de Tomé e de Maria Madalena. De Maria Madalena, infelizmente, o texto está fragmentado. A presença de tantos textos fragmentados pode ser atribuída, além de outros fatores, aos decretos e recomendações papais solicitando o não uso desses textos pelos cristãos. É conhecido o decreto Gelasiano (referente ao Papa Gelásio - falecido em 496), contendo uma lista de 60 livros apócrifos do Segundo Testamento, os quais os cristãos deveriam evitar. E muitos livros apócrifos foram para a fogueira. Daí a importância de se encontrar um livro como o de Maria Madalena, guardado e conservado por tantos anos.

As mulheres são importantíssimas no início do cristianismo. Entre elas, destacam-se Maria Madalena, Maria, Mãe de Jesus, Tecla, Verônica. Nos evangelhos apócrifos sobre Maria, Mãe de Jesus, nós encontramos uma mulher diferente da que aparece nos evangelhos canônicos. Se em Atos dos Apóstolos ela é aquela mulher subserviente, que está junto aos apóstolos, mas que não tem liderança, nos apócrifos ela é uma mulher que discute de igual para igual com os apóstolos e que tem liderança entre eles. Tecla, da mesma forma, era a companheira de Paulo na evangelização. Ela batizava. Mas logo no início do Cristianismo a voz de Tecla foi silenciada. Tertuliano, que lutou contra o movimento de mulheres cristãs, no ano 200 E.C., escreveu o seguinte: "... Que elas se calem e que questionem, em casa, os seus maridos".


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Cristianismo - publicado às 12:02 AM 60 comentários
OH, KAROL...
seg, 4 de abril, 2005
 



Adeus, Karol Wojtyla

Todos sabem que não morro de amores pela Igreja Católica, mas também sei que não se pode julgar alguém sem ter andado nos sapatos dele. A Igreja é muito mais do que o Papa, assim como uma empresa ou país é muito mais do que o Presidente. Para começar a entender a pessoa de Karol Wojtyla, precisamos olhar o seu passado, antes dele se tornar Papa. É um passado muito bonito, de lutas contra o nazismo, depois contra o socialismo e a repressão, sempre com a idéia de falar para os jovens, não dentro de igrejas, mas nas montanhas, como Jesus. Não só falar, mas conversar, trocar idéias, escutar! Ah, essa palavrinha, tão esquecida pelos poderosos...

A Polônia, invadida pelos nazistas, e depois pelos russos, se viu oprimida por décadas. A Igreja, mais do que consolação, era o símbolo da resistência, da individualidade como nação. Ser da Igreja Católica era ser um revolucionário, até porque era proibido o culto religioso pelos comunistas. E Karol foi o expoente dessa "revolução" silenciosa.

Pegou uma igreja em fase de abertura, de expansão, com o Segundo Concilio do Vaticano (1962-1965) indicando uma fase de renovação, de um entendimento ecumênico e de uma abertura geral para o mundo. Por isso mesmo ele foi escolhido, um azarão que nem aparecia na lista de cotados para ser Papa. E ele, o primeiro papa não-italiano em 400 anos, com o carisma de quem já foi ator, angariou a simpatia não só de católicos, mas de gente do mundo todo. Um Papa jovem, atleta, que esquia, que fala a língua do país que visita, que beija o solo, que quebra o protocolo, que busca falar com as outras religiões... o que ele fez, em termos de marketing, para a aproximação da Igreja com o povo não tem preço.

No Brasil, enquanto todas as autoridades e cardeais apenas podiam beijar a mão do Papa, deu um abraço afetuoso em Dom Hélder Câmara, arcebispo recifense, lutador pelas causas dos desfavorecidos, perseguido pelo governo e até mesmo dentro da própria igreja. Em julho de 1980, quando esteve no Recife, o papa o chamou de "irmão dos pobres e meu irmão", diante da multidão. Dom Hélder gostava de mostrar a foto em que ele e o papa, segurando o solidéu, aparecem abraçados: "Em vez de me passar um pito, por eu não estar usando o solidéu, o Santo Padre tirou o seu da cabeça e o segurou numa das mãos", contava sorridente. O que eu posso falar de um homem desses?


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Cristianismo - publicado às 8:14 PM 107 comentários
AMOR PLATÔNICO
 


Você pensa que amor Platônico é ficar apenas desejando aquela(e) garota(o) linda(o) da escola que você sabe que nunca vai botar as mãos? Pense novamente. Após a leitura deste artigo, você nunca mais vai encarar o amor da mesma forma.

Entrevista com Renée Weber, por Scott Minners, extraída do livro A visão espiritual da relação Homem & Mulher; Ed. Teosófica


Todos já ouvimos falar de amor platônico e presumimos que ele está relacionado com a filosofia de Platão. O que é isso, exatamente?
O amor platônico é o mais incompreendido de todos os conceitos de Platão. As pessoas, que em sua maioria não conhecem a obra de Platão, pensam que amor platônico significa amor ascético ou assexuado. Isso não é verdade. Em O Banquete, Platão apresenta o amor sexual como um ato natural, mas com raízes infinitamente mais profundas.

No pensamento de Platão existe um princípio cósmico sobre o amor?
Sim. Para Platão o amor é um princípio cósmico. Ele afirmou que o amor é uma escada com sete degraus, que vão do amor por uma pessoa até o amor pelas realidades superiores do universo. Todo o livro O Banquete, sua mais importante obra sobre esse assunto, é dedicado ao amor em seus diversos aspectos. Ele diz que, mesmo que eu me apaixone por uma pessoa, atraído por qualidades, fixar-me exclusivamente nessa pessoa é permanecer no primeiro degrau de uma escada que possui muitos outros.
O passo inicial nessa escada, para a maioria das pessoas, ocorre através do amor físico. Platão diz que o ser humano busca a imortalidade através da pessoa amada, por meio da procriação. Entretanto, fixar-se nesse primeiro degrau é permanecer parado, em comparação a tudo o que uma pessoa pode vir a ser.
Isso não quer dizer que Platão negue o corpo ou o amor físico. Ele apenas afirma que, se eu deixar de ampliar esse relacionamento e não subir até os outros seis degraus, vou permanecer estagnado. Os passos seguintes são um desdobramento natural da condição humana.


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Filosofia, Internacional - publicado às 2:05 AM 27 comentários
LENDA ÁRABE
sáb, 2 de abril, 2005
 


Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, e em determinado ponto da viagem discutiram. O outro, ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO

Seguiram e chegaram a um oásis, onde resolveram banhar-se. O que havia
sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um estilete e escreveu numa pedra:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA

Intrigado, o amigo perguntou:
Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém quando este nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar.


 
Sufismo - publicado às 8:06 PM 7 comentários