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Alguns exemplos do efeito do suicídio na próxima vida, retirado do livro de Marcel Souto Maior "As vidas de Chico Xavier":
- Chico, minha filha, de 5 anos, é portadora de mongolismo, mas eu acho que ela está sendo assediada por espíritos.
Chico descartava a hipótese "espiritual" e encaminhava mãe e filha à fila de passes. Elas viravam as costas, e ele confidenciava a um amigo:
- Os espíritos estão me dizendo que essa menina, em vida anterior recente, suicidou-se atirando-se de um lugar muito alto.
Outra mãe se aproximava e reclamava do filho, também de 5 anos:
- Ele é perturbado. Fala muito pouco e não memoriza mais que 5 minutos qualquer coisa que nós ensinamos.
Quando os dois estavam a caminho da sala de passes, Chico confidenciava:
- Na última encarnação, esse menino deu um tiro fatal na própria cabeça.
Uma moça de 26 anos desabafou:
- Minha personalidade muda demais. Às vezes tenho a impressão de ser outra pessoa. Estou ficando louca?
- Essa mudança é imposta espiritualmente. No caso, você está funcionando como um espelho. Busque se ajudar. Procure exercer certo controle sobre si própria.
Punição? Não exatamente. Apenas resultado das ações pretéritas. O que você destruiu tem de reconstruir, mesmo que seja de forma forçada, através de sucessivas reencarnações. O corpo é condensação de energias em perfeito equilíbrio: quando você o desequilibra (em algum nível) isso vai refletir em vida (somatização, doenças, sonhos) e em morte (afetando o perispírito ou espírito, na forma de uma mente perturbada). Peça a um bêbado pra montar um castelo de cartas e você vai ver o resultado.
A reencarnação é a possibilidade de, com o choque na matéria densa e o esquecimento providencial das experiências passadas (sem falar na "couraça de carne" que o protege das investidas dos obsessores e das criações do próprio pensamento) reorganizar primeiro as energias psíquicas, para (quem sabe em outra encarnação) refletir mais equilibradamente na construção do próximo corpo.