Saindo da Matrix

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    • A EVOLUÇÃO DA FORMA

      Versão pra garotas e EmosVersão pra macho!Layout normal Fonte grande
      ter, 26 de outubro, 2004

      Toda forma que vês
      tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
      Se a forma esvanece, não importa,
      permanece o original.

      As belas figuras que viste,
      as sábias palavras que escutaste,
      não te entristeças se pereceram.

      Enquanto a fonte é abundante,
      o rio dá água sem cessar.
      Por que te lamentas se nenhum dos
      dois se detém?

      A alma é a fonte,
      e as coisas criadas, os rios.
      Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
      Tira da cabeça todo o pesar
      e sorve aos borbotões a água deste rio.
      Que a água não seca, ela não tem fim.

      Desde que chegaste ao mundo do ser,
      uma escada foi posta diante de ti,
      para que escapasses.
      Primeiro, foste mineral;
      depois, te tornaste planta,
      e mais tarde, animal.
      Como pode ser isto segredo para ti?

      Finalmente foste feito homem,
      com conhecimento, razão e fé.
      Contempla teu corpo; um punhado de pó
      vê quão perfeito se tornou!

      Quando tiveres cumprido tua jornada,
      decerto hás de regressar como anjo;
      depois disso, terás terminado de vez com a terra,
      e tua estação há de ser o céu.
      Passa de novo pela vida angelical,
      entra naquele oceano
      e que tua gota se torne o mar
      cem vezes maior que o Mar de Oman.

      Abandona este filho que chamas corpo
      e diz sempre Um; com toda a alma.
      Se teu corpo envelhece, que importa?
      Ainda é fresca tua alma.

      Jalal ud-Din Rumi
      Poeta e místico sufi do século XIII
      (Poemas Místicos, Ed. Attar, 1996)

      Sufismo - publicado às 3:55 PM 27 comentários