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DEUS ESTÁ MORTO
sex, 28 de maio, 2004
 


Por: Horus Episkopos (Fra.)

"Deus está morto!", bradou Nietzsche. É claro que, logo depois, Deus declarou que Nietzsche é quem estava morto. E pelo visto a palavra final foi do velhinho de barbas brancas. Mas a afirmação do autor de "Assim Falou Zaratustra" ainda provoca um arrepio na espinha de muita gente. E não estou referindo-me às beatas da paróquia ali da esquina ou ao medo de certos auto-proclamados bispos de perderem a clientela. Há uma espécie de horror nato na humanidade que esta frase parece evocar. Garantir a morte de Deus, este mesmo Deus que - bem ou mal - tem batido ponto nos últimos dois mil anos (ou mais, se considerarmos o currículo anterior), soa por demais decisivo e até mesmo anti-natural.

Bolas, mas por quê?

Acredito que a melhor resposta a esta pergunta tenha sido enunciada por Dostoiévski. Disse o russo que, se Deus não existe, tudo é permitido e acaba que ninguém precisa de escrúpulos, moral, sentimentos... Pois está enraizada a multi-milenar idéia do eixo bem-mal servindo de base moral para a humanidade. O que faz com que o ser humano comporte-se é o monitoramento pavloviano divino. Você é um bom menino? Então ganha biscoito. Não é? Então fica de castigo. Só que o biscoito era um visto no passaporte para o Céu e o castigo era um bate-papo muito longo e entediante com o Capeta (sem direito a cerveja). O grande problema não é que sem Deus a alma humana fica sem berço. O problema é que sem Deus o ser Humano passa a ser seu próprio eixo.

Certo, certo... Mas, e daí?

Ocorre que religiões como o Cristianismo (eu disse religiões não empreendimentos comerciais), Judaísmo, Islamismo e outras possuem esta dicotomia de Bem verus Mal, tudo devidamente herdado do Zoroastrismo. Este tipo de dicotomia construiu maravilhosamente bem as bases morais de nossa sociedade. Ora, fale-se o que quiser dos Dez Mandamentos mas, retirando-se a parte da idolatria que estava lá para garantir o troço, é uma bela regra de conduta, tão boa quanto qualquer livro de boas maneiras hoje (melhor, por ser mais simples). Consideremos que estas religiões lidavam com sociedades em que não vomitar na mesa já era considerado muito chique. Ou seja, uma humanidade bárbara que se deixada à solta provavelmente continuaria espetando uns aos outros só por passatempo. A humanidade em si não é diferente do indivíduo. Uma criança também precisa de normas severas para poder conviver com o mundo, qualquer um que tenha filhos sabe disto. Você não perde tempo explicando a uma criança de quatro anos que aquela coisa colorida e legal é um autêntico vaso da dinastia Ming que custa uma fortuna e que o Joãozinho (sempre ele, pobre Joãozinho) não pode usá-lo como trave de futebol pois isto quase certamente irá quebrar uma obra de arte preciosíssima e irecuperável. Ufa! Obviamente o Joãozinho não entenderá patavinas disto. E já era um vaso. Você simplesmente diz "larga o vaso" e pronto. Depois que a criança está mais crescida você passa a explicar os porquês (ela mesma cobrará isto). Finalmente um dia você descobre que não precisa mais explicar, a criança já entende que certas coisa são brinquedo e outras não. Ou seja, você vai impondo uma severidade cada vez menos à medida que a maturidade vai chegando.

É a mesma coisa com a humanidade como um todo. Já fomos crianças que quebravam não apenas nossos brinquenos como as cabeças, digo, os brinquendos dos outros. Neste contexto, o rígido código moral de uma religião osiriana faz-se necessário para impedir que a humanidade ainda criança faça besteira demais. Se o eon de Ísis caracterizou-se pela descoberta da vida o de Osíris foi pela descoberta da moral. Bem, mal, certo, errado... Eram conceitos que o Homem precisava compreender mas que ainda não estava maduro para tanto. Bem, se a explicação não vai ser entendida que se dane a explicação. Não pode e pronto! E se desobedecer... Ai, ai, ai! Para isto coloca-se um eixo comportamental que deve ser seguido sem muitas discussões. Afinal de contas... Quando não se sabe muito bem para onde ir é melhor ficar na estrada que nos foi indicada mesmo. E para isto as religiões osirianas são simplesmente perfeitas.

Só que o pessoal começou a anunciar que não tem Deus coisa nenhuma, que isso é bobagem... A grande maioria das pessoas que diz isto não percebe as implicações do que está dizendo. Se o eixo Deus-Diabo era o conduto comportamental humano, simplesmente retirar-se este eixo acaba com o direcionamento moral de toda a humanidade. E isto é complicado... Pois nem todo mundo está pronto para isto. Afinal quando você perde o seu Guia Rex da Moral e dos Bons Costumes vai ser obrigado a achar sozinho o caminho para casa. E tome de pegar ônibus errado e tentar entrar em rua de contra-mão.

Sem a presença do Deus para julgar os Homens nós mesmos somos obrigados a conduzir este julgamento. Ou seja, se Deus está morto o Diabo também está. E isto significa que não podemos mais jogar nossa mesquinhas esperanças em uma entidade superior que parece não ter mais nada a fazer a não ser ficar tomando conta da gente, e não poderemos mais jogar nossas culpas no malvadão que quer nossas almas para fazer suflê. E que todos nos viremos com o tal do "livre arbítrio". Era esta a idéia de Nietzsche ao declarar Deus morto (infelizmente o dito cujo parece ter levado para o lado pessoal): que a humanidade já está na hora de assumir a responsabilidade por seus próprios atos e destino.

Thelema procura lidar com esta não necessidade de um "censor" externo. A partir do momento em que se reconhece que a única lei possível é a realização da Vontade perde-se a necessidade da filosofia crime/castigo osiriana. Pois se os seus atos são simplesmente conseqüências da sua Vontade então você sabe que é responsável por cada um deles e suas conseqüências. Não há mais culpa a ser redimida mas sim falhas a serem corrigidas. Não há mais castigo pelo pecado mas o aprendizado do erro. Não há mais vergonha dos atos mas a aceitação plena dos mesmos.

A mentalidade osiriana treme ao ouvir que "Deus está morto" por medo, pois não está ainda pronta para assumir as responsabilidades por seus atos. A mentalidade do eon de Hórus é diferente. Ela assume seus atos e acena amigavelmente para o Deus, que não morreu mas simplesmente afastou-se satisfeito ao ver seu trabalho cumprido. Dizem os cabalistas que estamos vivendo ainda o sexto dia da Criação. Talvez o que Thelema diga é estejamos agora passando para o sétimo.


Veja também:
Crowley está morto


 
Filosofia, Filosofia, Holismo - publicado às 12:00 AM 2 comentários
SALMOS
dom, 23 de maio, 2004
 


A palavra Salmo vem do grego Psalmos, derivado do nome do instrumento de cordas que acompanhava os cânticos (psaltérion). A palavra em hebraico é Tehilim, e significa louvores, hinos. São ao todo 150 salmos, sendo mais de 70 atribuídos a David. O livro é uma coletânea das devoções espontâneas e das crenças de Israel desde a Monarquia até o período pós-exílico.

O Salmo 22 é dos mais interessantes, e prediz a vinda do Messias e os momentos de sofrimento na cruz com detalhes impressionantes, quando nem sequer existia o costume da crucificação pelos romanos:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Não te distancies de mim, pois a angústia está perto, e não há quem me acuda. Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam. Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge. Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram... Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. Eles me olham e ficam a mirar-me. Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes.

Tenho grande estima pelo Salmo 91, tanto que o reinterpretei em outro post. O Salmo 23 é o mais conhecido pelo público (Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum...) mas o que eu quero mostrar é o Salmo 30, que trata do processo de reencarnação. Mas antes, uma introdução:

David reinou por volta do ano 1010 a 970 a.C. Nesta época, os judeus já admitiam que as almas, tanto dos justos quanto dos pecadores, sobreviviam à morte do corpo, mas em estado de vida latente, permanecendo no Sheol (ou Seol). Nos seus Salmos, David demonstra que não aceitava este conceito de Sheol eterno e, juntamente com os profetas, lançou o conceito de "Mundo por vir" (Olam ha-bá), que era a morada da alma, após a morte, no celestial jardim do Éden. David foi ungido rei por Samuel, filho de Ana e de Elcana. No livro 1 Samuel 2:6 encontra-se o cântico de Ana, onde está escrito: "O Senhor dá a morte e a vida, faz descer ao Sheol e de lá voltar". David aliou a estes conhecimentos reencarnacionistas o conceito espiritual da Lei do Levirato. Tanto é que o primeiro livro da Cabalá judaica, o Sêfer ha-Bair (Livro da Iluminação), escrito no Séc. I, afirma que, no Levirato, o marido morto volta literalmente à vida no filho nascido de sua mulher, ou seja, descendência reencarnatória.

O Salmo 30 trata de arrependimento, e o pedido de uma nova chance, que foi concedida através da reencarnação. Hoje é usado tanto como prece de sucesso como de agradecimento. É usado nas preces diárias dos judeus. Quando o Templo existia, era ali entoado, durante as cerimônias realizadas para a expansão de seu pátio:

Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me levantaste, e não permitiste que meus inimigos se alegrassem sobre mim. Ó Senhor, Deus meu, a ti clamei, e tu me curaste.
Senhor, fizeste subir a minha alma do Sheol, me fizeste reviver dos que descem à cova.
Cantai louvores ao Senhor, vós que sois seus santos, e louvai o seu santo nome. Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.
Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Jamais serei abalado.
Tu, Senhor, pelo teu favor fizeste que a minha montanha permanecesse forte; ocultaste o teu rosto, e fiquei conturbado. A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei:
Que proveito haverá no meu sangue, se eu descer à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade? Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim! Ó Senhor, sê o meu ajudador! Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício, e me cingiste de alegria; para que a minha alma te cante louvores, e não se cale. Senhor, Deus meu, eu te louvarei para sempre.

Referência:
Analisando as traduções bíblicas; Severino Celestino da Silva.


 
Judaísmo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
O TANTRA
sex, 21 de maio, 2004
 


Quando se fala em Tantra, a maioria das pessoas pensa logo em sexo. Mas não é nada disso, e é um símbolo claro da deturpação com que recebemos as doutrinas orientais aqui no Ocidente. Um texto de Enki ajuda a esclarecer o que é o Tantra:

O Tantra pode ser considerado como uma continuação dos ensinamentos antigos e asseguram sua origem nos Vedas, sendo muitas vezes considerado como o quinto Veda. Muitos iniciados sustentam até uma idade bem mais antiga aos Tantras, afirmando que foram os Vedas que se originaram dos Tantras e não o oposto. O Tantra pode ter surgido a mais de sete mil anos. Há indícios de praticas tântricas nos Vedas, confirmando sua antiga origem e, apesar das similaridades, a corrente védica e tântrica são distintas, sendo o Tantra um complemento importante para a corrente védica de conhecimento. As relações entre Tantra e os Vedas continuam grandes e complexas até hoje.

Os objetivos do Tantra

A disciplina tântrica ou Tantra-Yoga tem como objetivo o resgate da percepção do fluxo continuo da consciência, da percepção unitiva da consciência. Para isso ela usa da compreensão do mundo em que vivemos baseados no Samsara, cuja origem é o Karma. Samsara é a existência cíclica de nascimento, morte, renascimento (morte, renascimento...) O que conhecemos como destino nada mais é do que as relações kármicas que existe entre os seres. Karma é ação, seja ela boa ou ruim, e suas respectivas reações. O ocidental costuma confundir dharma com o "karma positivo" e karma com o "karma negativo". Dharma é palavra sânscrita que possui várias traduções de acordo com o contexto. No budismo ela vai representar a Lei Devidamente Apontada e no hinduísmo recebe a tradução mais comum de Dever, seja ele espiritual, social ou moral. O iniciado tântrico usa de dois meios importantes e complementares para compreender o mundo em que vive para assim transcendê-lo. São eles: O domínio dos reinos sutis através do desenvolvimento dos centros psico-espirituais e a investigação descriminativa dos objetos exteriores (mundo objetivo) e interiores (mundo subjetivo) através da meditação, a fim de se tornar mais sábio. Sabendo que o mundo é uma escola e que a vida é uma incessante busca pela sabedoria, o iniciado passa associar o samsara a Maya ou ilusão (ilusões) enraizada firmemente na nossa incapacidade de compreendermos basicamente a nós e ao mundo. Para ilustrar melhor o objetivo do Tantra finalizamos essa parte com as palavras de Shiva: "Samsara é a raiz do sofrimento. Aquele que vive no mundo é submetido ao sofrimento. Mas, ó Amado, aquele que pratica a renúncia, e nenhum outro, é feliz. Ó Amado, devia-se abandonar o samsara, que é o local de nascimento de todo sofrimento, solo de toda adversidade e a morada do mal. Ó Deusa, a mente ligada ao samsara está atada sem laços, cortada sem armas e exposta a um veneno terrivelmente poderoso."

O Tantra foi desenvolvido e aprimorado por uma classe de seres conhecida como Siddhas, seres perfeitos e altamente iluminados. Dessa classe podemos citar nomes como Boghanathar, Agastyar, Babaji, Milarepa, Nagarjuna, Nandi e o próprio Shiva. Para entender o Tantra é preciso primeiro entender o ponto de vista consciencial de quem o desenvolveu.

Os Siddhas possuíam uma visão monista pura, mas, no entanto eles não eram radicais. Sábios que eram, tinham o conhecimento de que a consciência humana se desdobra em vários graus e aspectos. Assim, foram densificando seus ensinamentos para atingir todos os níveis conscienciais. Revestiram o conhecimento mais sutil com a roupagem do profano, no sentido que rompiam com a velha ortodoxia brâmane, pois não consideravam as castas ou o grau social e consciencial das pessoas para passar o ensinamento espiritual. Esse rompimento tornou o tantra uma prática marginal, constantemente perseguida pelos brâmanes e seus praticantes sempre foram vistos com o "manto do mistério", sendo temidos por todos.

No processo de "densificação" do conhecimento, os Siddhas explicaram o tantra com base nos referenciais mais acessíveis a todas as classes de seres. Esse processo deu origem a três escolas: o Kaula, que compreende o tantra da esquerda e o da direita; o Mishra, que é o caminho intermediário entre as práticas mais grosseiras e as mais sutis; e o Samaya, que é o caminho mais sutil - talvez até mais que o Advaita Vedanta - que é o caminho original dos Siddhas, o mais puro.

Da época dessa densificação havia mestres competentes em todas as três escolas e o processo de aprendizagem não era deturpado. Com o passar do tempo esses mestres autênticos foram se tornando cada vez mais raros e os conhecimentos corretos foram se perdendo pelos caminhos dos egos dos seus praticantes de visão turva. Assim, a egrégora do Tantra foi se desfazendo, restando poucos mestres autênticos, entranhados nas montanhas dos Himalayas e que custam a passar o verdadeiro conhecimento, visto que é difícil achar um verdadeiro discípulo.

Foi nesse caminho de deturpação dos ensinamentos que surgiram as primeiras práticas que associavam o sexo com o Tantra. Em verdade essa associação não existe, mas é fruto da compreensão turva de textos altamente sutis, que tratam de aspectos avançados da percepção consciencial, mas que usavam de linguagem metafórica para facilitar o entendimento. Essa sobreposição é facilmente perceptível quando se entende o ponto de vista consciencial dos Siddhas.

As práticas do Tantra foram adequadas às suas escolas, existindo práticas avançadas de meditação, que estudam a manifestação consciencial até práticas físicas como o Hatha Yoga. Essas práticas se apóiam e se completam.


 
Hinduísmo - publicado às 12:00 AM 7 comentários
ATRAÇÃO E REPULSÃO
qua, 19 de maio, 2004
 


No livro Espaço-Tempo e Além (de Bob Toben e Fred Alan Wolf) vemos que o que chamamos de "matéria" nada mais é do que luz capturada gravitacionalmente. Se pudéssemos olhar uma cadeira em nível sub-atômico veríamos que ela não é sólida, mas sim uma fantástica interação de anéis de luz, vibrando e rodopiando no turbulento mar do espaço. Mas como isso ocorre?

A explicação decorre da famosa equação de Einstein: E=Mc², que iguala a energia (E) à matéria (M), multiplicando esta, duas vezes, pela velocidade da luz. Quando um elétron colide com sua "cópia" de antimatéria - o pósitron - o resultado é a criação de duas partículas de luz, chamadas fótons.

Mas, como pode a luz ser aprisionada? Pela gravidade. Se o campo gravitacional for suficientemente intenso, ele dobra a luz. Quanto mais intenso o campo gravitacional, mas a luz se curva. Se for MUITO forte mesmo, ela faz uma circunferência. E o campo gravitacional mais forte que conhecemos são os denominados buracos-negros.

Quando a luz captura a si própria num colapso gravitacional, forma um anel vibratório de luz, que acaba por se transformar num mini-buraco-negro quântico de 1/1 (+17 zeros) centímetros. Nos buracos-negros a matéria (inclusive a luz) é capturada pela forte gravidade para dentro desse vórtice (imagem 2). Na singularidade que se forma dentro do buraco-negro não há tempo nem espaço, mas os cientistas acreditam que há uma saída da matéria sugada, o "outro lado" do buraco-negro, que é denominado de "buraco-branco". Segundo a teoria, se fosse possível mover-se mais depressa que a luz, entraríamos no buraco-negro e seríamos instantaneamente catapultados pra fora do buraco-branco, num ponto que poderia estar situado a bilhões de anos-luz de distância (imagem 3) ou mesmo em universos paralelos (imagem 4)! Tais caminhos são conhecidos pelos cientistas como buracos-de-minhoca, e os ufólogos acham que seria essa a forma com que os OVNIS vencem as grandes distâncias.

Segundo a teoria da intercomunicabilidade, todas as coisas no microcosmo estariam interligadas por meio desses "buracos", que se materializam e desmaterializam sem cessar. É como dizia o Mestre Hermes Trismegisto: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."

Veríamos então que o macrocosmo também está interligado (e com ele TUDO e TODOS).

Com a possibilidade do buraco-branco ser a passagem da matéria de um outro universo paralelo para o nosso, os cientistas como Martin Kruskal especulam que a antimatéria seria a matéria "normal" do Universo Paralelo, que seria um duplo nosso, mas com tudo invertido. Assim, o que pra nós é futuro, lá é passado, e vice-versa. Então a anti-matéria seria a matéria num fluxo de tempo invertido! Vejamos novamente o que Hermes Trismegisto tem a nos dizer: "Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau." (Puxa, o cara é bom...)

Segundo o físico John Wheeler, a espuma quântica seria composta por mini-buracos-negros e mini-buracos brancos, e considerando que toda a matéria é composta de espuma quântica, tudo é indefinido, tudo é luz em movimento, aprisionada gravitacionalmente como bolhas de sabão. Ou, como já dizia Hermes (lá vai ele de novo!), há alguns milhares de anos: "Nada está parado; tudo se move; tudo vibra."

Ainda no livro Espaço-Tempo e Além, vemos que nenhum objeto apresenta contorno definido. E mais: tecnicamente falando, uma cadeira (por exemplo) não existe até que você a perceba. Isso é possível porque os átomos não possuem contornos bem-definidos, e só começam a apresentar contornos quando efetuamos experimentos sofisticados que, efetivamente, destroem a cadeira. Se pudéssemos imaginar, só por um momento, que a cadeira existe sem nós, seus contornos tornar-se-iam indistintos. Mas sua "flocosidade" só ficaria evidente após um tempo muito longo. Mas com UM átomo a coisa é bem diferente. É algo tão minúsculo que um bilionésimo de bilionésimo de segundo basta pra ele difundir-se na indistição. É o que chamamos de princípio da incerteza. E o átomo continuará indistinto até que você "chegue perto" dele e o observe. Por isso se diz que o Universo Físico não existe sem nosso pensamento sobre ele. E o primeiro a dizer issso foi (adivinhem!) Hermes (será que tem algo que ele não saiba?) logo no primeiro princípio Hermético: "O TODO é mente; o Universo é Mental."

Mas, se somos feitos de mini-buracos-negros, o que nos impede de murcharmos, como um saco plástico cujo ar é retirado? A energia de atração/repulsão dos mini-buracos negros e brancos disputando na espuma quântica que forma toda a matéria, e assim cria-se o equilíbrio. Isso acontece em escala microscópica, e passa para escalas maiores, como a atração/repulsão magnética dos átomos, e maiores, como a atração e repulsão dos campos magnéticos sutis das pessoas (e daí temos as afinidades e desavenças instantâneas) e numa escala ainda maior temos a interação dos planetas que se atraem e repelem-se, e numa muito maior vemos a relação do Homem com Deus, que é essa energia circundante e que compartilhamos com todos os outros seres que, sejam eles animados ou inanimados, são VIVOS. Ei, isso também é um princípio Hermético... (ok, não me batam, eu paro de falar desse cara...)

Num nível mais sutil, podemos perceber os chakras como os mini-buracos-negros/brancos, pois eles tanto podem captar energia de outros planos vibracionais como expeli-la, dependendo apenas da rotação do vórtice. Considerando que praticamente cada poro do seu corpo é um chakra, vemos a correlação da milenar sabedoria hindu com a moderna física quântica.

Na imagem acima vemos um passista sintonizando com sua egrégora (no caso, Jesus) e captando com isso as energias mais sutis com o chakra da cabeça (que é o mais apto a receber esse padrão de energia) que são então transformadas (algo como converter de 220v pra 110v) e misturadas ao fluido denso da nossa matéria (tornando-se assim compatível com o padrão vibracional da Terra), potencializadas no chakra cardíaco (aplica-se o comando para a energia, através da INTENÇÃO, ou seja, a mesma energia que cura é a que pode destruir), e que passam então pelos nadis (caminhos energéticos) dos braços para os chakras das palmas das mãos, que são muito usado por terem uma grande vazão de energia.

Entrada e saída de energias através de cones que formam vórtices que sugam a energia e a transformam... não são assim os buracos-negros?


Referência:
Tudo sobre Buracos-Negros;
Os buracos-de-minhoca (em inglês);
Idéia pra usar energia ilimitada de outros planos dimensionais através desses buracos (em inglês).
Stephen Hawking revê sua teoria do buraco negro.


 
Ciência - publicado às 12:00 AM 1 comentário
CONVERSA COM ORÁCULO
seg, 17 de maio, 2004
 


Oráculo falou que o Shopping do centro do Recife é um foco de atração de espíritos ruins, pois foi construído em cima de um engenho onde rolou muito sangue e dor (muitos escravos foram mortos ali, e um dos donos era uma pessoa que usou sua influência e seu poder de forma errada). Pediu para rezarem pelos jovens que frequentam o local, pois ou estão totalmente expostos ao umbral. Falou novamente que a violência que vemos agora é resultado da abertura dos umbrais para a reencarnação, e que esses espíritos que reencarnaram estão agora em idade de agir e induzir os outros ao erro (algo como "vejamos quem eu saio arrastando comigo para o inferno..."). Ou seja, o umbral é aqui, e agora. Mas reiterou que essa é a última oportunidade deles... Deu um recado para as mães, para que elas falem sobre TUDO com os filhos, passem toda a sua experiência pras crianças (até porque espiritualmente sua criança não é nenhuma "criança"), para que elas saibam as consequências de tudo. Não ensinem dizendo "isso é proibido" ou "porque sim" e sim explicando o porquê e as consequências de tudo o que fizerem (muito parecido com a filosofia budista).

Falou também das transformações que estão por acontecer no planeta Terra. Que as águas subirão 20 metros e todo o litoral costeiro brasileiro ficará debaixo d'água. Perguntamos pra quando é isso, mas ela disse que não tinha autorização de dizer, mas que saberíamos que, quando surgisse a fenda nos EUA, corrêssemos para o interior. Mas falou que essas coisas podem ser evitadas, como já foi adiado antes, e que muita gente veio à Terra (como engenheiros, geólogos, cientistas) com a missão de procurar evitar esses acontecimentos. Caso aconteçam, os que sobreviverem terão uma dura tarefa de reconstrução pela frente. Os EUA e a Europa ficarão arrasados, e muitos navios com estrangeiros procurarão refúgio aqui no Brasil. O governo fará um decreto dizendo que as casas com menos de 10 pessoas devem abrigar compulsoriamente os refugiados. A leva de navios chegará a um ponto em que muitos terão de ser abatidos na costa pelo exército (navios piratas e com pessoas doentes).

Irmão Bernardo falou que seria seguro se refugiar a partir da cidade de Carpina. Então fui olhar no mapa de relevo e vi que Carpina fica na borda da divisão 200mt - 100mt de altitude do mapa. Ou seja, OU as águas vão cobrir tudo o que esteja abaixo de 100 metros (tudo o que for marrom no mapa) com uma provável mudança do eixo da Terra, OU teremos uma possível destruição causada por uma grande onda, cobrindo tudo até 100 m, e então depois o mar recuaria. Não sei.

Após esta produtiva análise apocalíptica não fiquem paranóicos nem tomem decisões baseadas no que está aqui, pois ainda vai levar um tempo pra acontecer, SE acontecer. Já falei sobre futurologia aqui. As coisas se materializam no astral mas nem sempre chegam a ocorrer em nosso plano vibracional. A espiritualidade sempre busca a melhor solução para o mundo, que não precisa ser necessariamente através da dor. Aproveitem e treinem de agora o desapego material...

E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.
(Mat 24:37-41)

Como também da mesma forma aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado, tendo os seus bens em casa, não desça para tirá-los; e, da mesma sorte, o que estiver no campo, não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar preservar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á. Digo-vos: Naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e a outra será deixada. Perguntaram-lhe: Onde, Senhor? E respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.
(Luc 17:28-37)


 
Pensamentos - publicado às 12:00 AM Sem comentários
REPERCUSSÃO VIBRATÓRIA
 


Texto obtido na Lista Apometria:

No trabalho com o plano astral, o médium é muito exigido, pois seu trabalho não se resume ao curto período em que fica no centro espírita. Um irmão sofredor, que teve um desencarne abrupto, acidental, é desperto num médium que exsuda os fluidos ectoplásmicos curadores específicos a este fim. Isto se dá pela aproximação e envolvimento áurico e fluídico. Sendo estes trabalhos em grupo, após este despertamento - que é como se fosse um choque - este irmão se acopla para psicofonar em outro médium. Precisa botar para fora os seus sentimentos, pois ficou cristalizada no seu campo mental a cena do seu desencarne, como se fosse um filme com sensações, que não cessa nunca, se repetindo ininterruptamente. Nesta comunicação este irmão sente-se como se tivesse um corpo, não tendo noção ainda que desencarnou e está usando uma organização anátomo fisiológica emprestada, por caridade, para manifestar-se. Externado os seus sentimentos, desopilada esta situação mental de desequilíbrio, tendo servido o médium como verdadeiro desafogador destes fluídos pesados, podemos "chegar-lhe" e este irmão poderá nos ver. Mostramo-lhe os curativos, que não está mais com órgãos decepados e nem sangrando, aliviando-lhe as dores e colocando-o em repouso em local apropriado. Quando tem permissão, contará a sua história em outra ocasião, através da fala ou da escrita e irá para estância de refazimento, de acordo com seu merecimento e afinidade vibratória energética.

Muitas vezes um dos médiuns que o atendeu fica com uma espécie de repercussão vibratória. Isto é permitido para a sua educação e amadurecimento. E como é esta repercussão vibratória? As sensações e percepções que estavam cristalizadas no campo mental e sensorial do irmão sofredor atendido (aumentadas sobremaneira pelo fato de não ter um corpo físico, em verdadeiro estado de dementação) imantam-se no perispírito do médium, que serve como verdadeiro exaustor, aliviando o irmão em tratamento. Mas esta imantação não repercute no físico imediatamente: O médium fica com uma sensação de mal estar, que gradativamente, decorrência de uma força centrípeta, vai aumentando de intensidade, até repercutir no corpo físico e chegar-lhe na área consciencial. Em médiuns de maior sensibilidade perispiritual é possível ver-se e sentir-se toda a cena do desencarne do irmão socorrido, durante o sono físico e do desprendimento noturno, em geral até 48 horas depois do trabalho mediúnico, em ocorrência de clarividência. É como se o médium fosse o ator principal de um filme, vivificando a experiência marcante do desencarne no lugar deste irmão sofredor. Vejam as nuanças e a complexidade do trabalho de caridade no exercício dos dons mediúnicos. É uma verdadeira missão. Neste ínterim, com todo o mal estar em repercussão, nosso medianeiro tem que manter a sua vida de relação normalmente: trabalhar, deslocar-se, assistir sua família, escutar os filhos e àqueles que o procuram, pois a mediunidade sempre está presente. Outras vezes há que ainda é solicitado para compor grupo de socorro e incursão no astral inferior, durante o sono físico, em situações que exigem desdobramentos noturnos. Por isto a importância do equilíbrio, do discernimento, do conhecer-se. O médium que não conhece a si mesmo é um estranho lidando com estas variáveis, ocultas aos seus sentidos físicos e imperceptíveis no seu cotidiano. Em todas estas situações lá estão nossos irmãos menos esclarecidos, em verdadeiros conluios, à espreita de uma desatenção e de uma janela vibratória para influenciá-lo e prejudicá-lo para que desista das suas aspirações.

A prece é refrigério que desce do alto preservando-o ileso nestes momentos. Permitimos, com muito amor e abnegação estas experimentações, pois o médium deve ter luz própria e brilhar no meio da escuridão e das trevas. Não deve, em qualquer dificuldade, correr e apoiar-se nos mentores, como se fossemos uma bengala eternamente disponível. As mesmas potencialidades que temos no astral dormitam em vós e, cada vez mais, galgareis os degraus da escada que levam a plenificação como espírito imortal que és e o mediunismo nunca cessa em todos os planos, sendo aquisição meritória. Andai com vossas próprias pernas, em súplica, com fé e confiança, que cada vez mais vos fortaleceis.

Jesus, o maior médium que esteve entre vós, com toda a potencialidade cósmica do Cristo, passou por todas as situações provacionais, na mais das vezes solitariamente, conforme a programática da sua missão terrena. Teve a tentação dos magos negros, curou chagados, expulsou "demônios", foi humilhado, agredido, negado e, no momento culminante da sua estada na Terra, assumiu para si toda a responsabilidade dos seus atos, aliviando os apóstolos e seus seguidores perante o poder religioso e do estado romano estabelecidos. Quando estava na cruz, no ápice do seu desencarne, ainda falou: "Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem".

Muita paz e muita luz.

Ramatis


 
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AURA E DUPLO ETÉRICO
qui, 13 de maio, 2004
 


Maísa escreveu na lista Voadores:

O que vulgarmente se chama de foto da aura ou foto Kirlian não passa, na verdade, de foto do duplo etérico. Aquele halo azulado que vemos nas fotos Kirlian é da carga energética que alimenta o nosso corpo e se desintegra após a morte do mesmo.

É possível identificar alguns problemas físicos por essas fotos, mas não creio que seja possível analisar a aura por elas. O duplo é muito mais fácil de ser visualisado que a aura e possui muito menos informação do que a aura propriamente dita.

A verdadeira aura caracteriza-se por uma "nuvem" multicolorida que envolve e penetra o corpo físico, podendo chegar a vários metros de extensão. Essa nuvem é dinâmica, movimenta-se, pulsa, muda de cor e de tamanho, conforme os sentimentos e pensamentos da pessoa.

Já o duplo caracteriza-se por um balão cinzento, prateado ou azulado mais fixo, que chega a apenas alguns centímetros do corpo físico. Ele não apresenta todas as cores do arco-íris, como a aura, limitando-se a variar um pouco para o vermelho e o rosa, em alguns casos.

Quem vê a aura, teoricamente, vê o duplo também, pois a aura é muito mais sutil que o duplo. Resta saber se quem vê a aura e o duplo sabe diferenciar os dois e se quem vê apenas o duplo sabe o que está vendo.


 
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VEÍCULOS DA ALMA
ter, 11 de maio, 2004
 


Por Wagner Borges

Os antigos ocultistas costumavam utilizar uma analogia bastante interessante para simbolizar a inter-relação energética dos veículos de manifestação da consciência (os corpos energéticos do homem).

Utilizando-se de um método esotérico denominado de "analogia dos contrários", baseado na "lei dos ternários" (composição musical de três tempos iguais), esses iniciados do passado representavam esotericamente o corpo astral como um cavalo atrelado a uma carroça, que, por sua vez, é controlada e conduzida pelo cocheiro.

Nessa analogia ocultista, podemos confeccionar o seguinte quadro de idéias:
- A carroça é o corpo físico.
- O cavalo, fogoso e impulsivo, é o corpo astral com suas paixões.
- O cocheiro é o corpo mental, sede da consciência, que tem por obrigação guiar o cavalo, para que ele puxe a carroça adequadamente até o lugar de destino.

Se aplicarmos esse esquema ocultista no estudo dos corpos energéticos do ser humano, podemos fazer uma associação de idéias bastante interessante, exposta da seguinte maneira:
Normalmente, durante a vigília física, o corpo astral, interpenetrado no corpo físico, sofre uma redução do padrão vibratório de suas partículas energéticas.

Quando uma pessoa descontrola-se emocionalmente, há um desarranjo na vibração dessas partículas astrais, o que acarreta uma certa "turbulência energética" no sistema nervoso, pois o duplo etérico (matriz energética do cordão de prata), que é o filtro energético entre o corpo astral e o corpo físico, absorve essa descarga astral-emocional para dentro de seus vórtices vibratórios, denominados de "chacras", que, por sua vez, descarregam todo o fluxo energético no conduto espinal, nos plexos nervosos e nas glândulas endócrinas. Isso ocasiona sérios transtornos no campo energético que, na tentativa de exaurir a carga deletéria vinda do corpo astral, termina por amortecer a própria vibração, criando assim, intensos bloqueios energéticos que enredam demasiadamente o ser espiritual na carne.

É óbvio que em uma situação dessa, não há como existir um bom progresso na "senda espiritual".

É imprescindível que haja um ótimo controle mental para dominar as descargas emocionais que emanam do corpo astral.

Pois foi baseando-se nisso que os antigos ocultistas criaram seu sistema analógico de idéias, que pode ser bem simples na aparência, mas é dotado de um poder de síntese impressionante.

Podemos mostrar isso do seguinte modo:
- Se o cavalo (corpo astral) descontrolar-se e sair do domínio do cocheiro (corpo mental), pode acabar levando a carruagem (corpo físico) para fora da estrada e mergulhar no fundo do abismo.

- O intermediário entre o cocheiro (corpo mental) e o cavalo (corpo astral) são as rédeas, que representam, esotericamente, o cordão de ouro (laço energético sutil que prende o corpo mental ao corpo astral).

- O cavalo (corpo astral) está conectado à carroça (corpo físico) por meio de arreios e cordas, que representam, esotericamente, o cordão de prata (laço energético denso que conecta o corpo astral ao corpo físico).

Logo, resumindo todas essas idéias, podemos dizer que o condutor (corpo mental) consciente é aquele que, através da vontade firme, forjada na mais pura disciplina espiritual, domina com inteligência e bons sentimentos o "fogo emocional" do seu cavalo (corpo astral) e conduz a carruagem (corpo físico) com estabilidade até seu destino glorioso, a "estação da consciência imortal".

(Por Rama. Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Salvador, 19 de outubro de 1992 - Extraído do livro "Viagem Espiritual I" - Ed. Universalista - 1993.)


 
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SÍNDROME DE ESTRANGEIRO
qua, 5 de maio, 2004
 


Você:

Sente saudade de um lugar que não sabe qual é?
Gosta de astronomia, astrofísica e coisas espaciais?
Tem afinidades com ciência e tecnologia?
Adora efeitos e fenômenos paranormais, UFOs, pirâmides e mistérios similares?
Tem sonhos que está voando?
Alterna rapidamente de estados de mal estar para os de bem estar, mas tem saúde boa?
Tem processo mediúnico e parapsíquico acima da média das pessoas?
Não gosta de grandes aglomerações e multidões?
Tem muita dificuldade de relacionamento, fazer amizades e conseguir parceiros sexuais?
Normalmente sente fortes intuições?
Gosta de ficar só?
Sente profunda melancolia, solidão e muitas vezes vontade de morrer?
Sente profundo senso de justiça social e odeia as injustiças humanas?
Tem elevado senso de honestidade muito acima da média das pessoas?
Tem grandes possibilidades de ser o mais maduro da célula nuclear familiar?
Sente processos bioenergéticos como calores, frios, arrepios e tremeliques repentinos entre diversas sinaléticas parapsíquicas?
Em muitos casos deseja a separação dos pais conforme a hostilidade do ambiente?
É racional para dar conselhos aos outros, mas não os aplica a si mesmo?
Ao mesmo tempo que ama a vida e admira a natureza, muitas vezes deseja morrer para voltar ao plano espiritual, local que sente muita falta?

Pois seus problemas terminaram!

Um artigo do site Consciencial mostra as causas (espirituais) desse mal, que é conhecido por Sentimento de Estrangeiro ou Síndrome do Sentimento de Estrangeiro, e que consiste na inadaptação à vida física, devido a uma mistura de imaturidade espiritual/consciencial, combinada com alguns talentos pessoais ainda em desenvolvimento e o conflito diante da necessidade evolutiva de reencarnar e encarar de frente a vida física.

O portador dessas características geralmente fez um bom curso intermissivo. É imaturo e tem dificuldades de aceitar as dificuldades que sabe que vai ter que passar aqui na terra nesta encarnação muitas vezes que ele próprio programou. Foi treinado para ter algum processo mediúnico/parapsíquico a fim de desenvolver algum trabalho espiritual aqui na terra, mas não se lembra. Não sabe utilizar as bioenergias que desenvolveu e programou ter para esta vida e se embola todo com elas muitas vezes virando "petisco" dos assediadores espirituais.

Dalton e Andréa dão algumas dicas, baseadas na própria experiência:

- Estudar muito todo o processo espiritual e consciencial.

- É fundamental iniciar um trabalho voluntário, filantrópico a pessoas e/ou instituições. Procure uma escola ou creche ou ONG ou Instituto ou asilo ou algum lugar que vá ser voluntário semanalmente. Ajude com seu trabalho que será melhor que com seu dinheiro, principalmente a sua auto-estima e auto-perdão.

- Faça vários cursos em instituições diversas e questione todas, não caia na conversa de ninguém, pois cada um deles dirá que é o melhor. Conheça várias linhas distintas e escolha a que tiver mais empatia.

- Seja absoluta e radicalmente honesto em todos os sentidos, inclusive em seus pensamentos.

- Acredite em você e no amor que tem "escondido" dentro de seu coração independente do que as pessoas falarem ou lhe criticarem e procure cuidar, cultivar e fazer este amor infinito florescer. Eu confio em você!

- Jamais corra das responsabilidades da vida, da terra, da tridimensionalidade, não se faça de vítima ou de coitadinho, assuma o trabalho, é ele que irá aperfeiçoar nosso ego.

- Perdoe a todos incondicionalmente. Comece perdoando a si próprio pelos erros passados (outras vidas) e os sentimentos de culpa negativos e destrutivos guardados em sua holomemória irão se dissolver aos poucos. Inicie o perdão dentro de casa e depois amplie para o ambiente de trabalho, escola, etc. Seja gentil com os neuróticos e psicopatas do trânsito, tenha pena deles.

- Elimine as más companhias, prefira roupas claras, ouça boa música (nada de de músicas subculturais como o heavy metal, funk, rap e similares), para começar escolha uma religião ou prática sadia espiritual e nela seja firme, evite bebidas fortes, cigarro, multidões, tatuagens, piercings, seja fiel a orações ou mentalizações positivas diárias, vire a mesa de sua vida. Não estou dizendo que quem utiliza ou gostas destas coisas seja mal ou ruim e não vou entrar neste mérito agora, é uma medida de precaução radical.

O maior esforço é íntimo e a transformação para melhor depende de si próprio. Força, vontade, otimismo, confiança e coragem são indispensáveis à vitória do portador do Sentimento de Estrangeiro. O que não pode é se acovardar das justas lutas do dia a dia e exercer seu papel de ser humano digno, sadio, portador de um corpo de carne. Cada um tem que vivenciar o seu karma que é pessoal e intransferível.


 
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MIRDAD: O SILÊNCIO E A ORAÇÃO
 


Por Mikhaïl Naimy

É melhor calar do que falar?
O falar é, na melhor das hipóteses, uma mentira honesta. Ao passo que o silêncio é, no pior dos casos, uma verdade nua.

Devemos disto concluir que até mesmo as vossas palavras, Mirdad, conquanto honestas, são simplesmente mentiras?
Infelizmente nada mais são do que mentiras para aqueles cujo eu não é o mesmo que o EU de Mirdad. Enquanto todos os vossos pensamentos não forem como pedras extraídas da mesma pedreira e todos os vossos desejos como água extraída do mesmo poço, vossas palavras serão, conquanto honestas, simplesmente mentiras.
Quando o vosso eu, o meu eu e o de Deus forem um só, dispensaremos as palavras e comungaremos perfeitamente no Silêncio da verdade. Como, porém, o vosso eu e o meu não são o mesmo, sou constrangido a desferir contra vós uma guerra de palavras, para que vos possa vencer com vossas próprias armas e vos levar à minha pedreira e ao meu poço. E somente assim podereis ir para o mundo, vencê-lo e subjugá-lo como eu vos haja vencido e subjugado. E somente assim sereis preparados para guiar o mundo ao silêncio da Consciência Suprema, para a pedreira da Palavra, para o poço da Sagrada Compreensão.

O silêncio no qual eu vos farei entrar é aquela expansão infinita na qual o não-ser passa a Ser e o Ser passa a não-ser. É aquele vácuo pavoroso onde todo o som nasce e é abafado; onde toda forma é moldada e esmagada; onde toda personalidade é criada e esmagada; onde todo Ser é elevado e abatido; em que nada é mais do que ISTO. A não ser que atravesseis esse vácuo e essa expansão em contemplação silenciosa, não sabereis quão real é o vosso Ser, nem quão irreal o não-ser. Nem sabereis quão ligada está a vossa realidade com toda a Realidade. É nesse Silêncio que espero que vagueis, para que possais abandonar a vossa pele velha e apertada e possais a andar sem grilhões, irrestritos. Para ele almejo que leveis os vossos cuidados, receios, paixões e desejos, vossas invejas e vossas luxúrias, para que as possais ver desaparecer uma a uma, libertando, assim, os vossos ouvidos dos seus gritos incessantes e livrando os vossos flancos da dor de suas afiadas esporas. É ali que desejo jogueis os vossos arcos e flechas deste mundo, com os quais esperais caçar alegria e satisfação e na realidade só caçais o desassossego e a tristeza. É ali que espero vós rastejeis para fora da tenebrosa e sufocante concha do eu, para a luz e o ar livre do EU. É esse Silêncio que vos recomendo, e não um mero descanso de vossas línguas cansadas de tagarelar. É o silêncio fecundo da Terra que vos recomendo, e não o apavorante silêncio do criminoso e do velhaco.

O Silêncio paciente da galinha que choca é que vos recomendo, é não o impaciente cacarejar de sua irmã que bota. Aquela se mantém quieta durante vinte e um dias e espera numa silenciosa confiança que a Mão Mística realize o milagre debaixo de seu fofo peito e de suas macias asas. A outra salta do ninho e cacareja loucamente, anunciando que pôs um ovo. Cuidado com a glória cacarejante, companheiros. Assim como silenciais as vossas vergonhas, silenciai também as vossas glórias, pois a glória cacarejante é pior que a vergonha em silêncio e a virtude apregoada é pior do que a iniqüidade muda.

Evitai o demasiado falar. Em cada mil palavras pronunciadas, às vezes só há uma única que verdadeiramente é necessário pronunciar. As restantes só servem para nublar a mente, entupir o ouvido, cansar a língua e cegar o coração. Como é difícil dizer a palavra que realmente deve ser dita!

Que dizeis da oração, Mestre Mirdad? Na oração nos fazem dizer palavras demais e pedir coisas em excesso. No entanto raramente obtemos aquilo que pedimos.
Orais em vão quando vos dirigis a quaisquer outros deuses que não a vós mesmos, pois em vós está o poder de atrair, e em vós o poder de repelir. E em vós está aquilo que atraireis e em vós está aquilo que repelireis, pois poder receber algo é poder dar isso mesmo.

Não tenhais pressa em importunar o serralheiro cada vez que não souberdes onde pusestes a chave. O serralheiro fez a sua tarefa e a fez bem; não se deve pedir-lhe que torne a fazê-la constantemente. Fazei o vosso trabalho e deixai em paz o serralheiro; pois ele, depois de vos ter servido, tem mais o que fazer. Retirai o mau cheiro e o lixo de vossa memória e certamente encontrareis a chave. Quando Deus - o impronunciável - vos pronunciou, Ele se pronunciou em vós. Vós, portanto, também sois impronunciáveis. Deus não vos dotou de nenhuma fração de Si - pois ele é indivisível; - mas de toda sua divindade, indivisível, impronunciável, Ele vos dotou a vós todos. Que maior herança podeis vós aspirar? E quem ou o que vos impede de vos apossardes dela senão a vossa própria timidez e cegueira?

E em vez de serem gratos por essa herança e em vez de procurarem os meios de tomarem posse dela, alguns homens - cegos e ingratos! - fazem de Deus uma espécie de quarto de despejo ao qual levam suas dores de dentes e de barriga, seus prejuízos nos negócios, suas brigas, suas vinganças e suas noites de insônia. Enquanto outros fazem de Deus sua casa do tesouro onde esperam encontrar o que desejam, toda vez que cobiçam a posse de todos os pechisbeques deste mundo. Há ainda outros que fazem de Deus uma espécie de seu guarda-livros particular. Pretendem que Deus deva não só manter em dia as contas de suas dívidas, mas também cobre o que lhes é devido, conseguindo sempre um grande saldo em favor deles.

Sim, são muitas e diversas as tarefas que os homens exigem de Deus. No entanto, poucos se lembram de que se isso estivesse a cargo de Deus, ele as executaria sozinho e não precisaria de homem algum para incitá-Lo a fazê-las ou Lhas recordar.
Por acaso relembrais a Deus das horas em que deve nascer o sol ou pôr-se a lua? Tendes que lembrá-Lo para que aquela aranha acolá teça a sua teia? Precisais lembrá-Lo dos filhotes do pardal naquele ninho ali?
Por que fazeis pressão, com vossos insignificantes seres, em Sua memória? Sois menos favorecidos em Sua vista do que os pardais e as aranhas? Por que, como eles, não recebeis os vossos presentes e não vos ocupais com vossas tarefas sem muito alarido, sem dobramentos de joelhos, e extensão de braços e sem ficardes ansiosos a espiar o amanhã? E onde está Deus para que preciseis gritar nos seus ouvidos os vossos caprichos e as vossas vaidades, vossos louvores, vossas queixas? Não está ele em vós e em tudo ao redor de vós? Não está o Seu ouvido muito mais próximo de vossa boca do que o está vossa língua do vosso céu da boca?

Basta a Deus sua divindade, da qual tendes a semente. Se Deus, tendo-vos dado a semente de Sua divindade, tivesse que cuidar dela em vez de vós, qual seria a vossa virtude? E qual será o trabalho de vossa vida? E se vós não tiverdes trabalho algum a executar, mas Deus precisar executá-lo para vós, que sentido terá, então, a vossa vida? E de que valerão todas as vossas preces? Não leveis a Deus as vossas inúmeras preocupações e esperanças. Não Lhe peçais para abrir as portas das quais Ele vos deu as chaves. Mas buscai-as na vastidão de vossos corações, pois na vastidão do coração se encontra a chave de todas as portas. E na vastidão do coração estão todas as coisas pelas quais tendes sede e fome, sejam do bem ou do mal!

Um poderoso exército aguarda o vosso chamado e atenderá imediatamente ao vosso mais leve apelo. Quando devidamente equipado, sabiamente disciplinado e corajosamente comandado, poderá saltar eternidades e destruir todas as barreiras que se opuserem ao seu ideal. Quando mal equipado, indisciplinado e timidamente comandado, ele ficará vagando inutilmente ou se retirará com rapidez diante do menor obstáculo, arrastando atrás de si a mais negra derrota. E não é outro, esse exército, ó monges que aqueles diminutos corpúsculos vermelhos que estão agora, silenciosamente, a circular em vossas veias; cada um deles um milagre de força, cada um deles um registro completo e exato de toda vossa vida e de toda Vida, nos seus mais ínfimos pormenores. É no coração que este exército se reúne, pois o coração é que faz o seu treinamento. Eis porque é o coração tão famoso e tão reverenciado. Dele brotam as vossas lágrimas de alegria e de tristeza. A ele acorrem os vossos temores da Vida e da Morte. Vossos anseios e vossos desejos são o equipamento deste exército. Vossa Mente é que o disciplina. Vossa Vontade, seu instrutor e comandante.

Como o santo atinge a Santidade, senão eliminando de sua corrente sangüínea todo desejo e todo pensamento incompatível com a santidade e depois dirigindo-o com uma vontade determinadora a nada mais buscar senão a santidade? Em verdade vos digo que todos os desejos santos e todos os pensamentos santos, de Adão até hoje, correrão a ajudar o homem assim inclinado a atingir a Santidade, pois sempre foi assim que em toda parte as águas procuram o mar e os raios de luz procuram o sol.
Como é que o assassino executa os seus planos senão chicoteando o seu sangue até que este adquira uma sede insana de assassínio e reunindo as células deste sangue em fileiras cerradas sob o látego de um Pensamento-Mestre assassino e comandado com uma vontade incansável de desferir o golpe mortal?
Em verdade vos digo que todo assassino, desde Caim até hoje, correrá sem que seja chamado, para dar força e firmeza ao braço do homem que está embriagado com o assassínio, pois sempre foi assim, que os corvos se associam aos corvos e as hienas se juntam às hienas.

Orar, pois é infundir no sangue um Desejo-Mestre, uma Vontade-Mestra. É pois afinar o eu para que fique em perfeita harmonia com o objetivo da prece. Para orardes não precisais de língua nem de lábios. Mas antes necessitais de um coração silencioso e desperto; de um Desejo-Mestre e, acima de tudo de uma Vontade-Mestra que não duvide nem hesite, pois as palavras de nada valeriam se o coração não estiver presente e desperto em cada sílaba. E quando o coração está presente e desperto, melhor é que a língua durma ou que se esconda atrás dos lábios fechados. Nem precisais de templos para neles orardes. Quem não pode encontrar um templo em seu coração, jamais encontrará seu coração num templo.

No entanto estas coisas vos digo, a vós e aos que são como vós, não, porém, a todos os homens, pois a maioria dos homens ainda são como náufragos. Sentem a necessidade de orar porém não sabem como fazê-lo. Não podem orar senão com palavras e não encontrarão as palavras se vós não as puserdes nos seus lábios. E sentem-se perdidos e apavorados quando se os faz percorrer a vastidão de seus corações, mas se acham sossegados e confortados entre as paredes dos templos e nas multidões de criaturas com eles. Deixai-os erigir os seus templos. Deixai-os recitar as suas preces. Mas a vós e a todos os homens eu rogo que oreis pela Compreensão. Qualquer desejo que não seja este, jamais será cumprido.

Lembrai-vos de que a chave da Vida é a Palavra Criadora. A chave da Palavra Criadora é o Amor. A chave do Amor é a Compreensão. Enchei os vossos corações com estas e poupai às vossas mentes o peso de muitas orações; livrai vossos corações da ligação a todos os deuses que vos escravizarão com uma dádiva; que vos acariciarão com uma das mãos para vos destruir com a outra; que estão satisfeitos e bondosos quando os louvais, cheios de ódio e vingativos quando censurados; que vos não ouvem senão quando os chamais e que nada vos dão se não lhes implorardes, que vos tendo dado freqüentemente se arrependem de o terem feito; cujo incenso são as vossas lágrimas; cuja glória é a vossa vergonha.
Sim, livrai os vossos corações de todos estes deuses para que possais neles encontrar o Único Deus que tendo-vos enchido com Ele mesmo, vos terá cheios para sempre.


 
Holismo, Sufismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
DICAS PRA UM BOM SONO
ter, 4 de maio, 2004
 


Ora, ora, eu já ia dormir quando lembrei de uma coisinha que Oráculo disse há mais de um ano (eu e minha memória de rato...):
- Ao dormir, não deixar sapatos junto da cama.

Deve ser por conta da energia misturada que a terra na sola dos sapatos carrega. Aliás, Jesus diz assim para os discípulos:

Onde quer que entrardes numa casa, ficai nela até sairdes daquele lugar. E se qualquer lugar não vos receber, nem os homens vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles.
(Mar 6:10-11)

Não sei se tem algo a ver. Pode ser um costume judeu que teve por base o conhecimento de que não se deve carregar a energia do lugar onde não se é bem recebido. Aliás, a Carlota Joaquina (a Portuguesa de bigode) ficou com tanta raiva daqui que dizem que jogou fora as tamancas ao sair do Brasil.

Outra dica: Se possível não deixe aparelhos eletrônicos perto de você, ao dormir. Disse que o eletromagnetismo emitido por esses aparelhos é prejudicial.

Depois fiquei pensando: mas porque só dormindo? Aí depois vi na lista Voadores que campos eletromagnéticos podem ser prejudiciais pra projeção. E talvez atrapalhe até o acesso dos espíritos ao quarto, para prestar assistência.

Quanto a vocês, durmam bem (já eu sou insone por natureza... talvez seja porque eu sempre esqueço de afastar os sapatos... :P)


 
Metafísica - publicado às 12:00 AM Sem comentários