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GOVERNA A TI MESMO
qua, 28 de abril, 2004
 


É comum para muitas pessoas que começam a enveredar pelo caminho do "mistério" se descobrirem donas de poderes nunca antes revelados. A auto-estima cresce, a pessoa sente-se poderosa, acima dos "reles mortais". É aí, no ego, que a pessoa leva a "grande queda" - a queda de Lúcifer - porque a pessoa se coloca no alto com frágeis pernas de pau, e na primeira rasteira cai feio. Não se faz uma base de barro pra uma casa. No salmo 118 vemos: "A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular" e Jesus usou essa frase para mostrar que os edificadores eram aqueles que dominavam as instituições religiosas da época (fariseus e escribas), e isso vale para as instituições religiosas de hoje também, que ignoram que a base da doutrina cristã é a humildade e o trabalho silencioso, não para o ego, mas para o próximo e, consequentemente, para Deus.

Sim, você tem controle sobre a própria vida, possui o livre arbítrio. Mas ESTÁ de fato exercendo o pleno controle? Não seria você uma Ferrari sendo rebocada por um caminhão, seguindo por vias que não pode perceber?

O sistema Matrix (Maya, ilusão) é muito bem feito, e possui salvaguardas contra espertinhos que tentam dominá-la por se acharem muito independentes. Aliás, toda a idéia por trás da Matrix é alimentar a ilusão de que você está sozinho, de que você é uma unidade (individualidade). Aqueles que buscam dominar a Matrix apenas através dos efeitos físicos (Siddhas, exteriorizando a força mental) perdem o contato com a intuição, com a sensibilidade que o faria ver o quanto somos interdependentes da energia circundante, seja de uma pessoa, um animal, uma planta... Até mesmo os que alimentam a ilusão de que estão acima da Matrix e a manipulam a seu favor estão apenas atuando em outro nível de software dentro da própria Matrix. Seria o equivalente à pessoa que passou a vida trabalhando com o Paintbrush migrar para o Photoshop. Se ele não conhece de computador vai pensar que está usando outro sistema operacional, quando está ainda dentro do Windows, sujeito às mesmas falhas e travamentos, só que com muito mais ferramentas e opções.

O que os sábios nos ensinam é que devemos buscar a liberdade, mas com responsabilidade e humildade, sabendo que não se pode abarcar o mundo com as pernas. Use apenas o que de fato aprendeu. Construa com as ferramentas de que dispõe. Domine-as, enquanto estuda para aprender mais e mais coisas, e assim alie teoria à prática. Isso não significa abandonar a idéia de um dia sair da Matrix, mas sim viver o momento, dia após dia, construindo sua estrada para a evolução. Quanto mais se estuda, mais se sabe que muito ainda se tem para aprender e, principalmente, botar em prática. O conhecimento do ato é muito mais importante que o ato em si, mas não prescinde (dispensa) o ato. Conhecer o significado de um ritual e meditar nele é muito mais importante que fazer o ritual. Mas quando se faz o ritual com o coração e mente sintonizados no mesmo propósito (mesma vibração) de quem o criou (por que Jesus nos ensinou a orar assim, em Mateus 6:9? Já meditaram em cada palavra dessa oração?) cria uma corrente, uma união corpo/alma com todos que fizeram o mesmo de coração, um mantra (seja entoado mentalmente ou fisicamente) de poder incalculável.

Coincidência 1: Hoje, enquanto almoçava, li no Evangelho Aquariano: "Os escribas e fariseus acatam a letra da Lei; mas não compreendem o espírito da Lei. E, se vossa justiça não for superior à dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino da Alma."

As pessoas que preferem o estilo Lucyferiano de ensino (do jogo de polaridades, de ir à fundo nos extremos, no bem e o mal, no claro e o escuro) podem cair na cilada de pegar um "mestre" que as ensine a manipular os elementos do "jogo" da vida, mas que convenientemente "esquecem" de ensinar as regras. Então, quando o discípulo faz a maior bagunça no tabuleiro, o mestre olha e diz "como você é poderoso! Pode deixar o tabuleiro como quiser, afinal você é Deus, portanto tudo o que fizeres é Divino. É tudo da lei!" E assim forma uma geração de crianças inconsequentes com martelos nas mãos, destruindo tudo o que encontram. Talvez estejam fazendo Arte moderna, quem sabe?

Mas, se formos pegar as regras, que foram deixadas para a humanidade pelos mais diversos sábios (como Aristóteles, Pitágoras, Sócrates, Hermes, Heráclito, entre outros) veremos que antes de se aventurar a mexer no tabuleiro é preciso aprender a jogar. E isso pode levar muito, muito tempo, mesmo que você já saiba algumas regras de antemão. Só depois que o ato de jogar for tão natural quanto respirar, e você for UM com as peças, então poderá subverter algumas regras com segurança, pois só aquele que sabe construir possui a autoridade moral para destruir / desfazer, porque estará de fato no controle dos elementos, e não apenas fazendo o que lhe ensinaram a fazer.

"Quereis governar os homens? Aprendei primeiro a governar-vos a vós mesmos"
(Mikhail Naimy; O Livro de Mirdad)

Coincidência 2: Quando escrevi originalmente este post (há dois dias) ele terminava aqui. Mas uma sequência de coincidências acrescentaram material para enriquecer a mensagem. A primeira foi uma frase que vi ontem no blog do Nando, e pesquisando-a dentro do contexto, vi que se encaixava perfeitamente no que eu falei acima:

"Ao seguir um Mestre tolo e inferior, que não tenha obtido o perfeito entendimento do Dharma e que é invejoso dos outros, você vai morrer sem compreender o Dharma e ainda preso às dúvidas. Se um homem que vai navegando um rio rápido e turbulento é levado pela corrente, como ele pode ajudar outros a cruzá-lo?"
(Buda; Sutta Nipata II,8)

Também encontrei esta frase no Google:

"Anima-te, discípulo; tem sempre presente o preceito áureo. Uma vez passada a porta Srotapatti, aquele cujo pé foi posto sobre o leito do rio nirvânico nesta vida ou em qualquer vida futura, tem apenas diante dele mais sete nascimentos, ó homem de vontade de ferro"
(Blavatsky; A voz do silêncio)

E por último, vi ontem na MTV um clipe cujo refrão me chamou a atenção, e que resume a idéia por trás do post em poucas palavras:

"If God is a DJ
Life is a dance floor
Love is the rhythm
You are the music
You get what you're given
It's all how you use it"

(Pink; God is a DJ)

Que tipo de música você é?


 
5 estrelas, Cristianismo, Holismo, Pensamentos - publicado às 12:00 AM 4 comentários
DAS PROIBIÇÕES
ter, 27 de abril, 2004
 


Disse mais o Senhor a Moisés: Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus. Guardareis, pois, os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas quais o homem, observando-as, viverá.

Nenhum de vós se chegará àquela que lhe é feia, para descobrir a sua nudez. Nem te deitarás com a mulher de teu próximo quando o próximo estiver próximo. Não ouvirás pagodes e música sertaneja, nem te misturarás aos impuros, que imolam carne no domingo em profanas rodas de samba. Guarda o sábado para o cinema; esta é a Lei. Jamais farás passar pelo fogo um gato, principalmente se for para vender sua carne. Não sejas pobre de espírito, torcendo para times de segunda divisão.

Vós, pois, guardareis os meus estatutos e os meus preceitos, e nenhuma dessas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós (porque a abominação do funk veio de fora e contaminou a todos do Rio de Janeiro). Pois qualquer que cometer alguma dessas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão extirpados do seu povo, sendo obrigados a renascer na Etiópia. Portanto guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum desses abomináveis costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
(Levíticos 18:1-30)


 
Judaísmo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
EU SOU
sex, 23 de abril, 2004
 


Engraçado como as respostas aparecem do nada. João falou nos comentários sobre a frase de Jesus Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim. Essa frase tem sido muito usada como justificativa pra idéia de que "fora de Jesus não há salvação", quando temos de conviver com a realidade de que boa parte da humanidade não o conhece e nem vão compreendê-lo plenamente. Estaria esse povo fadado à ignorância, sem um guia espiritual (Avatar) antenado com sua realidade, com seu tipo de cultura? Não. Vemos muitos exemplos que poderíamos chamar de cristãos na doutrina hindu e judaica, por exemplo, com líderes espirituais que vieram trazer a mesma mensagem, com o "sabor" adaptado a cada cultura.

Mas voltemos à coincidência: eu respondi que vejo a frase de Jesus sobre ele ser o caminho como "eu sou o exemplo: se você quer tentar se libertar de forma diferente, sem amar seus inimigos, sem dar a outra face, sem seguir o caminho da virtude, então você não vai conseguir, porque o caminho é este que estou mostrando e exemplificando". E isso pode ser conseguido por qualquer pessoa que conheça ou não Jesus, como Gandhi, Buda, Krishna, etc... o importante não é seguir adorando a figura de Jesus, de longe, como fazemos, e sim seguir OS PASSOS e as atitudes de Jesus, para se tornar UM com Cristo, como ele foi.

Bem, após isso, andando pelo Shopping Recife, parei numa livraria e vi o livro O Evangelho de Jesus Aramaico, que por sinal é extremamente viajado, new age, não acrescenta muito à mensagem que Jesus veio trazer, mas tinha algumas traduções diretas do Aramaico, de uma versão do Evangelho que, segundo ele, era mais antiga que a grega, que nós conhecemos. Ele diz que o Eu sou do "Eu sou o caminho..." é escrito como nem-nem no aramaico, que seria "eu-eu". Isso dá uma idéia de um Eu dentro do eu, a essência do eu. E que caminho está escrito como urha, que é derivada da palavra "luz". E o mais interessante é que Eu, luz, atmosfera e vibração possuem a mesma raiz gramatical. Algo a se pensar...


 
Cristianismo, Pensamentos - publicado às 12:00 AM Sem comentários
KRISHNAMURTI E A VERDADE
ter, 20 de abril, 2004
 


Em 3 de agosto de 1929, com mais de 3.000 membros em Ommen, e com centenas de holandeses ouvindo pelo rádio, Jiddu Krishnamurti deu um fim em parte de sua própria história, dissolvendo a extensa organização que havia sido criado ao redor dele, com o seguinte pronunciamento:

"Sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vocês não podem aproximar-se dela por nenhum caminho, por nenhuma religião, por nenhuma seita. Este é meu ponto de vista e eu o sigo absoluta e incondicionalmente... Se compreenderem isso em primeiro lugar, verão que é impossível organizar uma crença. A crença é uma questão puramente individual, e não podemos nem devemos organizá-la. Se assim o fizermos, ela morrerá, ficará cristalizada; tornar-se-á um credo, uma seita, uma religião para ser imposta aos outros. É isso o que todos no mundo inteiro, estão tentando fazer. A Verdade é confinada e transformada em um brinquedo para os fracos, para os que estão momentaneamente insatisfeitos. A Verdade não pode ser trazida para baixo; é o indivíduo que deve fazer o esforço de ascender até ela. Não podemos trazer o topo da montanha para o vale... Apesar disso, vocês provavelmente formarão outras Ordens, continuarão a pertencer a outras organizações à procura da Verdade. Caso se crie uma organização com este propósito, ela irá tornar-se uma muleta, uma fraqueza, uma servidão e incapacitará o indivíduo, impedindo-o de crescer, de estabelecer sua unicidade, que jaz na descoberta por si mesmo daquela absoluta, incondicionada Verdade. Não se trata de nenhum feito magnífico, porque não quero seguidores, e é esse o meu propósito. A partir do momento em que seguirmos alguém, cessaremos de seguir a Verdade. Não me preocupo se estão prestando atenção no que estou dizendo ou não.

Quero fazer certa coisa no mundo e vou fazê-la com resoluta concentração. Estou preocupado com uma coisa essencial: libertar o homem. Desejo libertá-lo de todas as prisões, de todos os temores, e não fundar novas religiões, novas seitas nem estabelecer novas teorias e novas filosofias. Diante disso, naturalmente me perguntarão por que percorro o mundo todo, falando continuamente. Vou dizer-lhes por que faço; não porque desejo seguidores, nem porque desejo um grupo especial de discípulos especiais. Não tenho discípulos, nem apóstolos, seja na Terra, seja no reino da espiritualidade. Tampouco é o fascínio do dinheiro, nem o desejo de viver uma vida confortável que me atrai. Se eu quisesse viver confortavelmente, não viria para um acampamento ou viveria num país úmido! Estou falando francamente porque quero deixar isso bem claro de uma vez por todas.

Um jornalista que me entrevistou considerou um ato magnífico a dissolução de uma organização com milhares de seguidores. Ele disse que não terá mais seguidores, não mais o ouvirão. Se houver apenas cinco pessoas dispostas a ouvir, a viver, com os rostos voltados para a eternidade, será suficiente. Que adianta ter milhares que não compreendem, que estão completamente embalsamados em preconceitos, que não querem o novo, que só fazem traduzir o novo para adequar-se a seus próprios eus estéreis e estagnados!

Há dezoito anos vocês vêm preparando-se para este acontecimento, para o advento do instrutor do mundo. Por dezoito anos vocês organizaram, procuraram alguém capaz de dar um novo deleite a seus corações e mentes, de transformar suas vidas, de dar-lhes uma nova compreensão; alguém que os elevaria a um novo plano de vida, que lhes daria um novo encorajamento, que os libertaria - e agora, vejam o que esta acontecendo! Considerem, pensem consigo mesmos e descubram de que maneira essa crença tornou-os diferentes - não superficialmente diferentes pelo fato de portarem uma insígnia, que é trivial, absurda. De que maneira essa crença afastou para longe todas as coisas não-essenciais da vida? Essa é a única maneira de julgar: de que maneira vocês estão mais livres, maiores, mais desafiadores para a sociedade que se baseia no falso e no não-essencial? De que maneira os membros desta organização tornaram-se melhores?

Vocês dependem para sua espiritualidade de outra pessoa; para sua felicidade, de outra pessoa; para sua iluminação, de outra pessoa... quando digo olhem para dentro de si mesmos para buscar a iluminação, a glória, a purificação e a incorruptibilidade do eu, nenhum de vocês se dispõe a fazê-lo. Devem existir alguns, mas são muito, muito poucos. Vocês se acostumaram a que lhes digam até que ponto avançaram, qual é seu status espiritual. Que infantilidade! Quem mais a não ser vocês próprios poderão dizer se são ou não incorruptíveis?

...Mas aqueles que realmente desejam compreender, que estão buscando o eterno, sem início nem fim, caminharão juntos com maior intensidade, serão uma ameaça para tudo que não é essencial, para as irrealidades, as sombras... Minha única preocupação é tornar os homens livres, incondicionalmente livres."


Um verdadeiro Zaratustra :)


 
Filosofia, Holismo - publicado às 12:00 AM 3 comentários
ESPÍRITOS
seg, 19 de abril, 2004
 


Já viram aquele disquinho cheio de cores que, quando girado em alta velocidade, fica branco? Fascinante, não? Nos dá uma idéia do quão deficiente é nosso olho pra registro de imagens em velocidades (vibrações) mais elevadas. Ainda não entendo como alguns podem pensar que o ser humano é o supra-sumo da evolução em todos os departamentos, que o que ele não vê (nem pode provar que vê) não existe. Alguns animais, como a abelha e o beija flor, enxergam em freqüências que o ser humano não consegue. Os gatos e cachorros freqüentemente percebem coisas que nós não percebemos. Já viram um cachorro latindo pra parede? Já viram um gato acompanhando com os olhos algo que você não está vendo? Já perceberam que, em ambos os casos, eles olham pra altura da cabeça de um ser humano, e não no nível deles?

Os gatos eram venerados no Egito. Os egípcios eram fascinados pela idéia de vida após a morte. Diziam que o gato era um facilitador da passagem pro outro mundo, um mediador (médium). Os gatos (não sei se todos) possuem sensibilidade para ver espíritos (não sei em que freqüência, nunca entrevistei um gato), assim como alguns médiuns humanos. Mas, o que leva algumas pessoas a verem espíritos e outras não? Boa pergunta... Aliás, ótima pergunta. Se alguém provar que é algum gene defeituoso pode ganhar o prêmio Nobel de Medicina. Muitos livros já foram escritos, mas pelo visto nenhum veio com a resposta definitiva, pois parece envolver um monte de fatores, como campo magnético, sensibilidade da pessoa, missão na Terra, etc. Mas o fato de não ter uma resposta concreta pra esse fenômeno não pode descaracterizar o fato de que muitas pessoas vêem!! Não se pode negar a existência de espíritos só porque você não quer acreditar no que outras pessoas relatam em circunstâncias que não deixam margem pra dúvida. Os espíritos não vão deixar de existir por causa de pessoas que não acreditam nisso. Nem Deus vai deixar de ser Deus porque existem ateus. O mundo seria melhor se todos nós víssemos espíritos? Não tenho certeza... os crimes iriam diminuir drasticamente, quando as pessoas mortas aparecessem ao pé da cama do assassino todas as noites, mas também não haveria mais privacidade pra ninguém. Os mais paranóicos iriam instalar gaiolas Faraday em volta das suas casas, as crianças iriam ser todas traumatizadas com os "bichos papões" e outras desgraças do umbral que ficam circulando por aí.

Deus sabe o que faz em nos poupar de certas coisas. É por isso que, enquanto não dispormos de ética, amor e responsabilidade com os semelhantes, certas ferramentas (os Siddhas) ficam automaticamente inacessíveis, para nosso próprio bem.

Mas, o que seriam os espíritos? Seria uma mentira que nasceu nas mais diversas culturas e se perpetuou até hoje, do pesquisador francês ao índio no Xingu? Da antiga Grécia às tribos da Nova Zelândia? Uma coisa é ser cético, outra é ser desonesto consigo mesmo e com os outros, e querer varrer pra debaixo do tapete um conhecimento global, multifacetado e milenar, simplesmente porque vai contra as suas aspirações! É algo que no mínimo merece ser analisado cuidadosamente. Como não gosto de tomar partidos, não vou dizer que o espiritismo responde a todas as questões sobre espíritos, muito embora seja a doutrina que mais se dedicou em esclarecê-los. E se os espíritos forem na verdade falhas no véu do tempo, e estaríamos assim apenas assistindo a cenas do passado? Isso pode acontecer (em castelos, ou lugares "mal-assombrados") mas a teoria falha em abarcar todos os fenômenos, pois é mais comum que os espíritos interajam nesta realidade, neste tempo. Se formos tomar as explicações dos espíritos como verdade, eles então seriam pessoas como nós que morreram pra esta dimensão mas continuam as mesmas, em outro plano vibracional mais alto, invisível para nós. Isso pode ser verdade do ponto de vista deles, mas será que é assim mesmo? E se eles forem reflexos individuais de algo muito maior? Como softwares que são descartados mas não se dão conta disso, e continuam executando o trabalho para o qual foram programados? E se o Universo for como um holograma, e cada personalidade for um pixel (ponto) de luz com certa característica e luminosidade, e, juntando todos esses pontos, formar uma imagem? Não seríamos indivíduos formando uma unidade?

Bem, essas são só questões pra fazer vocês pensarem. Não tenho a menor pretensão de respondê-las, porque não sei. Questionem, duvidem, não a dúvida cega de quem se acha dono da verdade, mas a dúvida daquele que SABE que a vida é um grande mistério, que não pode ser totalmente decifrado, mas sim experimentado.

"Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras."
(João 16:12-13)

 
Espiritismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM Sem comentários
PERFEIÇÃO
dom, 18 de abril, 2004
 


Venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta, chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera.
Nosso futuro recomeça; Venha, que o que vem é perfeição.

(E a nossa história ... não estará pelo avesso assim sem final feliz ... Teremos coisas bonitas pra contar ... E até lá vamos viver ... temos muito ainda por fazer ... Não olhe pra trás ... apenas começamos ... O mundo começa agora ... ahh! Apenas começamos!)

(Renato Russo)


 
Geral - publicado às 12:00 AM Sem comentários
REENCARNAÇÃO E CORPO FÍSICO
sex, 16 de abril, 2004
 


Eu ia responder isso nos comentários, mas ficou tão extenso, e pode ser que sirva para outras pessoas. Não considero isso exatamente um post, é mais uma conversa de bar, mas vale pela curiosidade:

Cláudio perguntou como seria essa questão de escolhermos previamente a vida que teremos aqui na Terra: "Afinal, o fato de estar desencarnados antes de nascer não nos faz necessariamente sábios a ponto de escolher com perfeição nossos futuros moldes, ou faz?"

Olá Cláudio. Não faz mesmo. Todos nós precisamos de uma certa orientação, de um amigo do "lado de lá". Nós os conhecemos como Guias espirituais, ou Anjos da guarda, ou Amparadores. São amigos de outras vidas, parentes, pessoas com afinidade e amor um pelo outro. Não precisam ser venerados como anjos, nem acender vela ou incenso pra eles, e sim serem respeitados (afinal, foi você que o escolheu pra essa missão). Se comunicam com você pela intuição, como um pensamento bem no íntimo (eu chamo de "grilo falante"). Dependendo da nossa tarefa e evolução no cumprimento (ou não) dela, podemos ter vários guias durante a vida, assim como temos professores diferentes na alfabetização, colegial e universidade.

São nossos guias que intercedem por nós junto às mais altas esferas, mas como não dá pra subornar o pessoal de lá, o que vale mesmo são nossas ações, nosso merecimento, que cria uma "aura" de afinidade para arrecadar o que necessitamos pra nossa evolução (que nem sempre é o que desejamos).

Mas, como tudo na vida, isso varia de pessoa pra pessoa. vejamos alguns casos:

1- Quando a pessoa é interessada em aprender, em fazer algo pelo semelhante, possui toda a ajuda que os departamentos superiores possam dar. Então o "roteiro" da nossa vida por vezes é traçado cuidadosamente pelo pessoal que cuida especialmente dessas coisas, mas é como a preparação de um exército pra guerra. Traçar um plano é importantíssimo antes da batalha, mas uma vez que ela começa ele é inútil, pois a coisa ocorre de forma inesperada. O importante é ater-se à meta.

2- O roteiro é traçado pela própria pessoa lá do "outro lado", com o auxilio dos guias. Isso é para pessoas que se garantem, que possuem um grande conhecimento espiritual e muita força de vontade para cumprir o que se dispôs a fazer. Esses sequer precisam de guias "dando sermões" porque agem sempre com virtude, sempre no fluxo.

3- A pessoa não é muito ligada em espiritualidade, mas faz parte de algum grupo espiritual atuante (que chamamos de correntes espirituais, como a dos ciganos, africanos, hindus, etc. Devem existir correntes de evangélicos, rosacruzes, todos esses grupos que se reúnem por afinidade, formando uma egrégora forte). Por exemplo, se uma pessoa pertence originalmente à corrente hindu, mas precisa reencarnar junto com um outro grupo, longe da sua família espiritual, então precisa do apoio de uma corrente "local", ou seja, ligada àquela família e aos objetivos em comum que desejam atingir naquela encarnação.

3- A pessoa reencarna na zona mesmo e faz o que der na telha. Isso infelizmente é maioria. Gente que quando morre fica vagando pela terra até reencarnar por conta própria, através de afinidade vibracional com a "hospedeira" (a futura mãe). Acaba sem ter nenhum planejamento, sem orientação (porque não querem) e formam a "massa de manobra" dos seres que preferem difundir a ignorância, para assim ter mais poder de manipulação. Agem pelo instinto, comandados pelas necessidades do corpo, espiritualmente não são muito diferentes de um animal irracional (aliás, já tive cachorros com muito mais caráter que algumas pessoas).

Nossos futuros corpos são construídos em torno de nossos moldes energéticos (o corpo astral). Esses moldes são tão sutis que são completamente afetados pelos nossos pensamentos, então podemos dizer que nossos corpos são (em parte) extensões de nossos pensamentos, nossas culpas, complexos, fixações, etc. Tenham em mente que nesse campo metafísico não existem regras inflexíveis, tudo é mutável (a não ser, talvez, os postulados de Hermes Trismegisto), e inúmeros outros fatores (físicos e extrafísicos) podem afetar a formação do corpo. Pode-se pedir ao departamento de reencarnação (engenheiros biológicos, com mais tecnologia que os daqui da Terra, que podem manipular a cadeia de DNA para propósitos evolutivos), por exemplo, que se nasça com um defeito que o impeça de cometer o mesmo erro que vinha cometendo em outras vidas (caso extremo, quando a pessoa sabe que não tem força de vontade pra mudar e precisa de um estímulo grosseiro pra fazer a consciência "pegar no tranco"). O câncer, por exemplo, tem íntima relação com o estado mental / emocional / psicológico da pessoa. Resumindo de forma grosseira: se você é um pessimista, seus anticorpos também serão! Quantos e quantos não viviam razoavelmente bem com um tumor, ou câncer, e morrem logo após descobrir que ele existe? A culpa não é o descobrimento, e sim do estado mental em que a pessoa entra. O desânimo é mais do que compreensível, mas se a pessoa quer prolongar a vida, deve lutar para SER e GERAR vida, e não se tornar uma morte anunciada ambulante. ISSO é botar em prática todos os ensinamentos desse blog, é ser Mantenedor (Vishnu), é ser Deus dentro de você mesmo. Não adianta se pegar com uma imagem de um santo e continuar deprimido, ou doar energias para centenas, mas não ter a energia interna para se reerguer e lutar. Sei que este caminho contra os males da alma (que acabam por influir no corpo) não é fácil, mas é o mais eficiente.


Referência:
Reencarnação para os egípcios;
Reencarnação para os gregos;
Reencarnação para os hindus;
Reencarnação (considerações);
Considerações sobre a Idéia da Reencarnação Ontem e Hoje: Uma Abordagem Científica, Histórica e Psicológica;
O mito de orfeu


 
Espiritismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM Sem comentários
AIVANHOV: MEDITAÇÃO
 


"A maioria das pessoas assim que se aproxima da vida espiritual esbarra com o problema da meditação: não sabe se concentrar. Por que? Porque não aprendeu a escolher os temas da meditação e se lança às cegas, sem método. Portanto, que fique claro que a primeira regra é, seguramente, a de escolher um tema de natureza espiritual; a segunda é que esse assunto exista no coração, pois só o amor que sentem por um ser, ou por um objeto, poderá lhes ligar a ele. Quando vocês não amam, são como um selo sem cola: não aderem! O erro dos principiantes é que eles querem se concentrar nos problemas filosóficos e místicos mais abstratos: a verdade, a eternidade, o infinito, o Absoluto, o Ser supremo. É um erro! Comecem se concentrando, por exemplo, em uma imagem pura e bela que gostem, uma imagem da natureza ou de arte. Assim, o seu cérebro pegará o hábito de se concentrar e, pouco a pouco, poderão meditar em temas mais distantes de vocês. Para obter resultados na vida espiritual, é preciso saber utilizar a formidável força do amor."

(Omraam Mikhaël Aïvanhov)


 
Holismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
LIVRO DE MIRDAD: VONTADE
qui, 15 de abril, 2004
 


Por Mikhail Naimy

Vós escolheis o vosso nascimento e a vossa morte, a hora, o local e o modo, não obstante a vossa memória caprichosa, que não é mais do que um emaranhado de falsidades, cheia de buracos e de brechas enormes.

Assim como as gotas de chuva se reúnem nas fontes; e as fontes fluem para se transformarem em riachos, e os riachos em ribeirões; assim como os ribeirões se oferecem como afluentes dos rios maiores e estes, por sua vez, levam as suas águas ao mar, e o mar se junta ao Grande Oceano - assim cada vontade de cada criatura, inanimada ou animada, flui como tributária da Vontade Total.

Em verdade vos digo, que tudo tem Vontade. Mesmo a pedra, aparentemente tão surda e muda e sem vida, não é isenta de Vontade. Se assim fosse, ela em nada influiria, e nada a afetaria. A sua consciência de querer e de ser poderá diferir da do homem, em grau, porém, não em substância.

De quanto, com referência à vida de um só dia, podereis afirmar que sois conscientes? De uma parte insignificante, na realidade. Se vós, dotados de cérebro, memória e meios de registrar emoções e pensamentos, ainda sois inconscientes da maior parte da vida de um único dia, porque vos admirais de que uma pedra seja inconsciente de sua vida e sua vontade? E assim como viveis e vos moveis quase inconscientes de que estais vivendo e vos movendo, assim também quereis, sem terdes consciência de que estais querendo; mas a Vontade Total é consciente da vossa inconsciência e da de toda criatura no Universo. Ao se redistribuir a si mesma, como sói suceder a todo instante do Tempo, e em todos os pontos do Espaço, a Vontade Total dá a cada homem e a cada coisa aquilo de que ele ou ela desejaram, nem mais nem menos, quer o tenham querido, conscientemente, ou não. Os homens, porém, não o sabendo, surpreendem-se freqüentemente com o que lhes toca da sacola da Vontade Total, que tudo contém; e os homens protestam, abatidos, desanimados, e culpam os caprichos do Destino.

Não é o Destino, ó monges, que é caprichoso; pois Destino não é mais que outro nome da Vontade Total. É a vontade do Homem que ainda é muito caprichosa, muito instável e muito incerta no seu curso: hoje corre para o oriente e amanhã para o ocidente; aqui marca isto como sendo bom, e ali decreta que é mau; agora aceita um homem como amigo, e mais tarde o combate como inimigo.

Vossa vontade não deve ser caprichosa, meus Companheiros. Lembrai-vos de que todas as nossas relações com as coisas e os homens são determinadas pelo que quereis deles e pelo que eles querem de vós.

Portanto, já antes vos disse e agora torno a dizer: Tomai cuidado de como respirais, de como falais, do que desejais, do que pensais e fazeis. Porque a vossa vontade está escondida em cada respiração, em cada palavra, em cada desejo, em cada pensamento e em cada ação. E o que está oculto para vós será sempre manifesto à Vontade Total.

Querei de todos os seres e de todas as coisas o seu amor; pois somente com ele serão levantados vossos véus e a Compreensão nascerá em vosso coração, iniciando-se assim a vossa vontade nos profundos mistérios da Vontade Total. Enquanto não chegardes a ser conscientes de todas as coisas não podereis ser conscientes da vontade delas em vós, nem de vossa vontade nelas. E enquanto não conhecerdes os mistérios da Vontade Total não deveis estabelecer a vossa contra ela; pois certamente sereis vencidos. Saireis de cada encontro feridos e embriagados de fel; e buscareis vingar-vos somente para acrescentardes mais ferimentos aos antigos e fazer transbordar a vossa taça de fel.

Em verdade vos digo, aceitai a Vontade Total, se quereis transformar a derrota em vitória. Aceitai, sem murmurar, todas as coisas que de sua misteriosa sacola caírem sobre vós; aceitai com gratidão, convencidos de que são a vossa parte, justa e perfeita, da Vontade Total. Aceitai-as com vontade de compreender o seu valor e o seu significado. E quando conseguirdes compreender os caminhos ocultos de vossa própria vontade, tereis compreendido a Vontade Total. Aceitai o que não sabeis, e talvez isso vos permita vir a saber. Voltai-vos contra o que ignorais, e continuareis a ter ante vós um enigma irritante.

Deixai que a vossa vontade seja serva da Vontade Total até que a Compreensão torne a Vontade Total serva da vossa vontade.


 
Holismo, Sufismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
OS TERCEIRO TÃO DE BRINCADEIRA...
qua, 14 de abril, 2004
 


Não resisti a comentar sobre o que está acontecendo no Rio. É uma daquelas ocasiões que só acontecem no Brasil: o governo estadual e federal ficam trocando farpas pela TV enquanto os soldados da PM, com um 38 na mão, ficam assistindo a exibição do poderio bélico dos traficantes. Dá vontade de interromper os políticos pra perguntar: "moço, vocês vão tomar uma atitude ou vão ficar aí batendo boca?" Sofre a população da Rocinha, sofrem os policiais, sofre a imagem do Rio...

Não precisa de um exército de 4.000 homens. Basta juntar esses ratos de LAN House, todos treinados no estágio cs_rio de Counter Strike, dar a eles um AK-47 cheio de bala, um colete e um capacete. Ah, e uma granada de mão e uma faca. Claro que estou exagerando, mas não duvidem da capacidade deles. O exército dos EUA não duvida. Tanto é que lançou um jogo no mesmo estilo, o America's Army, que simula o treinamento dos fuzileiros navais e faz alguns campeonatos on-line, onde os melhores jogadores são convidados a participar do treinamento de verdade, e quem sabe incorporados ao corpo de fuzileiros. Devem estar no Iraque agora...

Se eu fosse do grupo de operações especiais, encomendaria um mapa fiel de todas as favelas pra um desses fazedores de mapas de Counter Strike, e botava todo os homens para jogar todo dia, dos dois lados. Saberiam não só os melhores pontos de ataque como os de defesa dos traficantes.

"O que é de suprema importância na guerra é atacar a estratégia do inimigo. Aquele que não conhece nem o inimigo nem a si próprio será derrotado em todas as batalhas. Aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, terá chances iguais para a vitória ou para a derrota. Porém, aquele que conhece o inimigo e a si próprio, lutará 100 batalhas sem perigo de derrota".
(Sun Tzu, IV a.C)

Enquanto isso os traficantes vão cantando aquela musiquinha: "E os terceiro vão descendo a ladeira, levando tiro pela frente, pelas costas..."


Nossos Jovens burgueses, treinados para matar :)


Algumas vezes acontecem baixas, mas isso é natural numa guerra...


 
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PROCISSÃO
sáb, 10 de abril, 2004
 


Apesar de morar em Pernambuco, nunca fui visitar o teatro ao ar livre "A paixão de Cristo de Nova Jerusalém". Todo mundo diz que é ótimo pelo visual... tenho curiosidade, quem sabe vou ano que vem... Mas a procissão que eu queria ver mesmo foi descrita por Lirinha, do grupo Cordel do Fogo Encantado, que narra uma daquelas procissões de interior, que terminou de um jeito bastante original. Transcrevo um trechinho, pra vocês curtirem:

...Quincas conduzindo a Cruz, foi num foi advertia o centurião perverso que com força lhe batia. Era pra bater maneiro. Bastião num entendia, devido um grande pifão que tomou naquele dia.

Cristo dizia: "Ô rapaz! Vê se bate devagar! Já tô todo encalombado. Assim num vou agüentar. Tá c'a gôta pra doer. Ô tu pára de bater ou a gente vai brigar! Jogo já essa cruz fora. Tô ficando aperreado. Vou morrer antes da hora de ficar crucificado!"

O pior é que o malvado fingia que num ouvia. E além de bater com força ainda se divertia. Espiava pra Jesus, fazia pouco e dizia: "Que Cristo frouxo é você que chora na procissão? Jesus pelo que se sabe num era mole assim não! Eu tô batendo com pena. Tu vai ver o que é bom! Na subida da ladeira da venda de Fenelon o couro vai ser dobrado! Até chegar no mercado a cuíca muda o tom."

Naquele momento ouviu-se um grito na multidão. Era Quincas que, com raiva, sacudiu a cruz no chão, e partiu feito um maluco pra cima de Bastião. Se travaram no tabefe, pontapé e cabeçada. Madalena levou queda. Pilatos levou pancada. Deram um cacete em Caifás que até hoje não faz nem sente gosto de nada!


 
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O PODER DE SHIVA
 


Shiva (em sânscrito Siva, associado à origem dos nomes Serpente e Sete) possui 1.080 nomes, é o destruidor de Maya, a ilusão, e também o destruidor das paixões humanas e do ego (representado por um ser deformado sob seus pés, na imagem do Tandava)

Periodicamente Shiva queima todo o universo com seu olho da testa, inclusive os outros Deuses da trindade, Brahma e Vishnu. Poderia se pensar daí que Shiva é o mais poderosos entre os Deuses. seria, se fôssemos tomar as alegorias hindus como uma historinha mitológica, tipo Cavaleiros do Zodíaco. Mas Criar e manter exigem tanto ou mais poder do que destruir. O que existe é um equilíbrio entre a Trindade, que não escolhe favoritos. O que essa história representa são os estágios de manifestação da matéria, desde da Criação (Com a expiração de Brahman) da matéria primordial (e consequente antimatéria e matéria escura), construção de tudo o que percebemos (com Brahma) desenvolvimento e manutenção das formas (com Vishnu) e destruição (com Shiva). Vemos esse ciclo o tempo todo em todo o universo, e após muitos bilhões de anos, os cientistas prevêem uma contração (Big Crunch) do Universo, até o ponto em que toda a matéria existente se reúna em um ponto, dando origem a uma nova explosão (Big Bang), exatamente como descrevem os Vedas (com o processo de inspiração de Brahman).

Shiva não é o tipo de Deus que possa ser bajulado. Ele não toma lados. Onde quer que haja dissolução, destruição ou transformação, ele estará incentivando ou fornecendo as ferramentas. Por isso, só pode ser inteiramente compreendido como um aspecto (e não uma personalidade) de Deus (Brahman), nem bom, nem mau. Essa também é a chave para uma melhor compreensão do Velho Testamento em que Deus (Jeová) manda passar à espada cidades inteiras. Ali não era o "Deus barbudo" dando ordens, mas sim aspectos Divinos manifestados nas paixões e ignorâncias humanas.

Tais propostas não devem ser tomadas ao pé da letra (senão você acaba virando um Charles Manson, ou um Torquemada da vida) e sim com a mesma simbologia da carta da Morte no Tarô: renovação, transformação interior, deixar para trás uma fase, um ciclo, renascer, e aqui poderemos compreender melhor uma frase de Jesus em João 3:3: aquele que não renascer não verá o Reino dos Céus.

Infelizmente as pessoas preferem cultuar apenas o aspecto Shiva e fazem disso um modo de vida, principalmente entre os jovens. Querem mudar o sistema, mas vão criar o que no lugar? E como o manterão? Assim como os políticos, sabem criticar, apontar falhas, mas não sabem criar, propor, e quando o fazem, é como fogo de palha, não dura nada. Então é preciso não só criar a idéia, mas prosseguir no esforço de mantê-la, de fazer esta idéia permanecer. Gandhi teve a idéia da libertação da Inglaterra pelos meios pacíficos, mas se tivesse desistido na primeira porrada que levou, não teria inscrito seu nome na história. A harmonia vêm do equilíbrio e uso racional dos mais diversos aspectos, como a energia Brahma, a energia Vishnu, Shiva, Lakshmi, entre outras, que para o público leigo são apenas Divindades hindus, objetos de adoração.


 
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AIVANHOV: TUA FÉ TE CUROU
 


"Um mestre espiritual é um ser que possui grandes poderes psíquicos, mas esses poderes não lhe permitem agir em qualquer lugar, a qualquer momento, em quaisquer condições e com qualquer um.
Em uma passagem do Evangelho está escrito que Jesus, passando por Nazaré, não fez muitos milagres por causa da incredulidade dos habitantes. Jesus possuía imensos poderes, mas não os manifestava diante de quem não estava aberto e confiante. A quem lhe pedia a cura para si mesmo, ou para seu filho, ele respondia: Seja feito segundo a tua fé, ou A tua fé te salvou.
Os ignorantes, com certeza, dirão que Jesus era suscetível, vaidoso, e por isso só aceitava ajudar quem tinha uma confiança cega nele. Não, a verdadeira explicação é que a fé e a dúvida são semelhantes aos elementos químicos: a fé é feita de elementos sutis que favorecem a manifestação e a realização, enquanto que a dúvida é feita de outros elementos que se opõem a isso."

(Omraam Mikhaël Aïvanhov)


 
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TODA A VERDADE SOBRE O COELHINHO DA PÁSCOA
sex, 9 de abril, 2004
 


Era uma vez um coelhinho que vivia numa cidade do interior, chamada Páscoa. Ele era muito inteligente e questionador, e quando foi visitar a capital viu, com profunda tristeza, que as pessoas gastavam todo o seu dinheiro com ovos de chocolate. Esses ovos eram símbolo de status, com seus papéis brilhantes e laços coloridos, e apesar de caríssimos quem não desse um de presente era malvisto pelos poderosos da cidade (os fazendeiros e donos de indústria) que compunham a nata da sociedade, então até mesmo os miseráveis se esforçavam para comprar pelo menos um ovo. Esse costume se espalhou pelas outras cidades, e logo virou um ritual comprar esses ovos.

O coelhinho era muito talentoso e descobriu, depois de algum tempo estudando e analisando esses ovos, como fazer um ele mesmo. E fez. Como não estava limitado pela hierarquia e estrutura de uma fábrica, ele pôde inclusive melhorar o sabor e baratear os custos de produção. Voltando à sua cidade, poderia montar sua própria fábrica de ovos e escoar toda a produção para o interior, mas como ele não era egoísta nem queria ver seu povo explorado, resolveu ensinar a todos como fazer seus próprios ovos de chocolate! Bastava apenas cada um da população dar 1 centavo e teriam chocolate para todos! A população da cidade achou isso uma idéia estapafúrdia, afinal, como poderia aquele coelhinho esquisito (que desde pequeno sempre foi tão questionador e arredio aos costumes da cidade) fazer um chocolate tão bom quanto o das fábricas? Então o coelhinho foi pra outra cidade, onde seria reconhecido pelo resultado do seu trabalho, e não pelo o que achavam dele.

Todos na cidade vizinha toparam dar um centavo: estavam com água na boca, e cheios de esperança de comer o chocolate. Então o coelhinho supervisionou toda a feitura (afinal, ele tinha o know-how) e dizia o quanto botar de cada ingrediente. O resultado é que o ovo de chocolate do coelhinho ficou mais delicioso que o das fábricas, e dava pra todo mundo comer até se fartar.


O coelhinho mostra para a população estupefata um autêntico ovo de Páscoa caseiro.

O coelhinho (agora chamado de "Coelhinho de Páscoa") ganhou fama, e a notícia do ovo comunitário (agora chamado de "Ovo de Páscoa") percorreu os povoados. Pra que comprar ovos caríssimos se podiam fazer eles mesmos, e ainda mais gostosos? A embalagem deixou de ter tanta importância, a não ser para os ricos, que sempre deram mais valor ao que se pode ver, mais do que sentir. Só que a notícia da fama também chegou aos fabricantes de ovos de chocolate na capital, que não gostaram nadinha disso. O que fizeram? Foram direto ao governador reclamar que, caindo as vendas dos ovos deles, diminuiria a arrecadação, gerando menos impo$tos, e as fábricas fechariam, gerando desemprego e conseqüente revolta com o governo. Era preciso preservar a ordem da nação. Então o governador pediu à polícia para intervir. Uma acusação contra o coelhinho foi imputada: quebra de patentes. Ninguém poderia questionar, pois a fórmula dos ovos de chocolate havia sido registrada pelas fábricas muitos anos antes, e não importava se o chocolate e a forma do ovo foram criados pela natureza: as fábricas eram as donas de tudo.

Enquanto isso o coelhinho tranqüilamente ia de cidade em cidade ensinando que as pessoas deviam se unir pra fazer o ovo de chocolate. O interessante é que elas se interessavam em comer o ovo, mas não se interessavam em decorar a fórmula, nem em FAZER o ovo. Somente o coelho e seus ajudantes dominavam a arte, por mais que eles estivessem interessados em passá-la adiante.


    Um flagrante da prisão do coelhinho pela polícia.


    A imagem que ficou no pano mortuário.
Isso era ótimo para a indústria. Bastava eliminar o coelho pra, em pouco tempo, essa história de "ovo comunitário" virar uma lenda. Então a polícia prendeu o coelhinho. Alguns dos que o ajudavam conseguiram fugir, então a polícia resolveu fazer do coelho um exemplo: sentou o pau em cima dele, pra coibir qualquer tentativa de alguém querer repetir o que ele fez.

O coelho morreu na cela, com escoriações múltiplas. O delegado da polícia depois se eximiu da culpa: "Deve ter sido um ajuste de contas entre ele e a população local. Soube que parte do povo estava revoltada, pois o chocolate que ele fez provocou diarréia em muita gente. Tentamos protegê-lo numa cela individual, mas você sabe, esse povo ignorante só resolve suas desavenças com morte, então invadiram a delegacia e deu nisso..."

O médico legista (simpatizante do recém-fundado movimento underground chocolate caseiro), ao retirar o pano que cobria o cadáver, notou que o rosto do coelho, banhado em sangue, havia deixado seu contorno impresso no tecido. Logo a marca virou um ícone de protesto contra o monopólio do chocolate. As poucas pessoas que faziam seu próprio chocolate a utilizavam em camisetas, relógios, anéis... Até que virou uma sociedade secreta, e o símbolo virou uma coisa sagrada e cheia de significados esotéricos, a ponto das sucessivas gerações nem saberem mais o que aquilo significava originalmente. Até que um dia o símbolo foi ressuscitado pela indústria do chocolate (sim, a mesma que mandou matar o coelho) juntamente com o nome de Páscoa para alavancar as vendas de seus ovos, e utilizaram o seguinte slogan "Experimente os ovos do coelhinho de Páscoa, detentor da fórmula secreta(!) para fabricar o MELHOR chocolate do mundo!". A ironia é que a fórmula é a mesma da indústria que mandou matar o coelhinho. A marca vendeu tanto, e se tornou tão popular que após isto o coelhinho virou mascote da indústria que mandou matá-lo, manteve a mesma velha fórmula e roubou pra si o nome "Ovos de Páscoa".

E os donos da Indústria de chocolate viveram felizes para sempre...


 
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JESUS DE NAZARÉ
ter, 6 de abril, 2004
 


Vou começar a usar o sucesso do filme de Mel Gibson (que quase não trata da filosofia de Jesus, apenas da cambada de pau que ele levou) pra falar mais sobre esse personagem fascinante que foi Jesus de Nazaré (Yeshua). Pra poder captar todas as nuances dos seus ensinamentos precisamos aprender sobre a época em que ele viveu, e especificamente sobre os costumes e religião do país que ele nasceu e viveu (Israel). Não sou um estudioso, nem arqueólogo, nem sequer Judeu, mas acho que posso contribuir com uma visão mais popular e menos acadêmica:

Roma dominava o mundo ocidental conhecido através da força bruta e controlava tudo com uma bem estruturada rede política de prefeitos e governadores, tudo divido em administrações e subordinados em última instância ao César. Graças aos romanos tivemos um intenso intercâmbio de culturas, comidas, costumes, línguas, e o latim era a "língua universal", talvez ainda mais do que o inglês é hoje, por ser a língua dos conquistadores. Algumas pessoas estranharam o fato de Jesus, no filme de Mel Gibson, falar latim com o governador, mas Israel era um grande pólo comercial, pessoas de todos os paises iam pra lá. Jesus certamente, como homem culto e Rabi saberia nem que fosse rudemente o latim, quiçá ó grego...

Só que a ocupação de Israel não foi tão tranquila quanto se possa imaginar. Uma ótima comparação seria a ocupação do Iraque pelos EUA. Os norte-americanos dominam a parte política, têm o apoio dos poderosos, políticos e de muitos religiosos, que detestam os invasores, mas não podem realmente fazer nada (e se não pode com eles, junte-se a eles). Enquanto isso o povo vive com ódio reprimido, e proliferam facções armadas contra a ocupação. No caso de Israel, esses revoltosos eram chamados de Zelotes (zeladores). A Galiléia foi o berço e o coração destes patriotas extremistas, comparavéis aos homens-bomba palestinos. Eles contavam (obviamente) com a simpatia camuflada da população (afinal, todos queriam se ver livres dos romanos). Nesse clima conturbado aparece Jesus na sinagoga e lê Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos". pronto... a notícia de que o Messias que iria libertar o povo da opressão de Roma se espalhou como pólvora, afinal, se ele curava cegos e leprosos e fazia prodígios, por que não libertaria Israel? Inclusive alguns de seus discípulos - como Judas Iscariotes e Simão (ele mesmo um Zelote) - pensavam assim, e foi o que motivou a traição de Judas. Sim, Jesus era uma ameaça em potencial para Roma, pois mesmo que ele não quisesse briga ("Dai a César o que é de César") o pensamento libertário de Jesus foi muito mau interpretado (aliás, até hoje), o suficiente pra fazer o povo ganhar confiança pra uma possível revolta, durante a demonstração de popularidade de Jesus na entrada do Templo (Jesus arranjou um burrinho só pra fazer cumprir uma profecia do livro de Zacarias: "Eis que teu rei vem a ti: ele é justo e vitorioso, é humilde e cavalga um burrinho, potro novo de uma jumenta". Até que Jesus tinha bom humor...).

Foi expedida ordem de prisão, e os discípulos realmente não entenderam nada quando Jesus se entregou sem resistência à milícia romana (cadê a porrada neles?). Fugiu cada um pra um lado, e ficaram escondidos por muito tempo, pois tinham ordem de prisão decretada. Devem ter achado que Jesus era um fraco, um covarde. Era o fim do sonho de liberdade. Somente João (Evangelista) ficou com Maria ao lado da cruz, mesmo correndo o risco de ser reconhecido e preso.

Precisou Jesus ressuscitar para que os apóstolos entendessem que o tempo todo ele falava da liberdade espiritual, e que o seu Reino não era deste mundo...

Vimos que Jesus não agradava nem aos romanos nem ao Sinédrio (o conjunto de Doutores da Lei judaica). Mas, por que não agradar aos religiosos se ele glorificava o Deus de Israel, e disse que veio para cumprir a Lei? A explicação "oficial" é que Jesus se dizia filho de Deus, UM com Deus, e isso seria blasfêmia. Mas, se formos estudar a Cabalá vamos chegar bem próximo disso (será que ninguém parou pra pensar que, se Deus é onipresente e onisciente, ele está em todas as coisas?). Jesus assinou sua sentença de morte quando denunciou a hipocrisia dos sacerdotes e o comércio no Templo de Jerusalém (em que o Sinédrio ganhava comissão). O povo estava do lado de Jesus, como vemos em Lucas 20:19, pois ainda achavam que era o Messias libertador (um guerreiro invencível, equivalente ao Arjuna dos hindus) e por isso os fariseus não podiam matá-lo (a lei romana não permitia aos judeus aplicar a pena capital) nem sequer apedrejá-lo sem um bom motivo, embora tenham tentado. Então a solução foi levá-lo aos romanos, armando um "tribunal de acusação" no Sinédrio no meio da noite. Uma vez que ele foi preso, o povo viu que ele não era capaz de salvar a própria pele dos romanos; então, por tabela, não poderia ser o Messias.

A indecisão de Pilatos em matar Jesus se deve a intercessão de alguns ricos e influentes, como José de Arimatéia (que era membro do Sinédrio) e da esposa de Pilatos, Cláudia Procles, ambos simpatizantes de Jesus e de sua doutrina. Como eles haviam muitos outros, anônimos. Mas o governador não iria causar uma revolta sangrenta por causa de um "lunático" que mais cedo ou mais tarde poderia levar o povo a uma revolta contra a ocupação (quem sabe até no estilo pacifista de Gandhi), então ele lavou as mãos, literalmente.

Mas isso não é nem nunca foi motivo para culpar o povo judeu. Se Jesus viesse com outro nome atualmente ele provavelmente teria falado da Igreja Católica e de seus massacres em nome de Deus (e da sua riqueza não-distribuída), da Igreja Evangélica e sua avidez pelo dinheiro, da luxúria das Igrejas Mórmom e Protestante (pelo muito que ostentam e pouco que têm para oferecer) e da Federação Espírita, por engessar a doutrina espírita no tempo, tornando-a uma máquina pesada e pouco eficiente. Falando verdades que incomodam, e contrariando interesses dos padres, bispos ou dirigentes, ele acabaria sendo morto... novamente.

O "crime" de Jesus foi tentar abrir os olhos do povo para o fato de que Deus não está apenas nas sinagogas nem representado nos religiosos. Por isso mesmo acho impressionante o trabalho de deturpação da Igreja Católica, com a figura do Papa (o representante de Deus na terra... o que Jesus acharia disso?) sua hierarquia de bispos, padres e santos, e suas normas inflexíveis, quase militares (aliás, tudo isso não lembra o César, a hierarquia política e as leis da antiga Roma?). Tão diferente daquele Jesus que não respeitava o Sábado...


Referência:
Quem matou Jesus?;
O nome de Jesus;
Ieshua, o Judeu
Tentativas de descobrir o verdadeiro Jesus


 
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EQUILÍBRIO
sex, 2 de abril, 2004
 


O equilíbrio é consequência direta de nossos pensamentos. Não podemos equilibrar o mundo, e sim o modo como nossa mente interage com o mundo. Foi para isso que vieram os Avatares. Mas não acreditem se chegarem com fórmulas infalíveis para alcançar o equilíbrio. Todas as doutrinas já tiveram sua "moda", e funcionam pra uns, enquanto pra outros não. Algumas pessoas vão encontrar o equilibrio no caminho deixado por Jesus, outros por Budha, outros nos Vedas, outros nas lições deixadas pelo Mahabarata, outros no Tao Te King, outros no Sun Tzu, outros no Livro de Mirdad, e outros até mesmo em inocentes histórias, como O Senhor dos Anéis, Fernão Capelo Gaivota ou mesmo o Pequeno Príncipe. Pode soar estranho pra alguns, mas o Pequeno Príncipe pode ser mais importante para a evolução da percepção de uma pessoa do que Jesus ou a Bíblia. Não adianta iconificar o mensageiro, botá-lo num altar e não sorver sua mensagem (às vezes é preciso mastigar bastante a mensagem até sentir o sabor). A mensagem e, consequentemente, o mensageiro, só passam a ter valor quando são compreendidos. Por isso Jesus foi crucificado, por isso Sócrates foi condenado. Incompreensão e intolerância, ambos caminham juntos, e juntos levam à destruição. E destruição sem ordem e inteligência é apenas destruição, não transformação.

O equilíbrio de seus chakras é consequência direta de suas ações. Difícil de trilhar, e pouco recompensador aqui na Terra. Por isso tanta insistência na doutrina hindu para seguir o caminho da virtude, por isso a referência de Jesus ao caminho da porta estreita, ou o caminho do meio (a Senda do Fio da Navalha) de Buda, e é por isso que Bernardo diz que é por espinhos e não por fantásticos caminhos que o ser humano chegará aos pés de Deus...


 
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SAINDO DA MATRIX S.A.
qui, 1 de abril, 2004
 


Com o sucesso do blog, tenho recebido uma enxurrada de convites para palestras, formaturas, festas de 15 anos, afora o trabalho de responder a todos os comentários e ajudar a salvar milhares de almas perdidas web afora. Isso, aliado ao meu trabalho estafante, me deixou sem tempo para pesquisas de novos assuntos. Para continuar trazendo para vocês material de primeira, resolvi abandonar meu emprego e me de dicar ao blog em tempo integral. É por isso que tenho o orgulho em apresentar a nova linha de itens ©Saindo da Matrix:

Após incessantes pedidos, estará chegando em breve em todas as livrarias o livro Saindo da Matrix Special Edition, com o aprofundamento dos assuntos aqui tratados no blog, e outras surpresas que não posso revelar. Com 250 páginas e farto material iustrado, inclui um manual prático para atingir a iluminação em 30 dias! Faça já sua reserva com desconto! (R$ 66,69 + Sedex)



Pra você que quer sair da Matrix com estilo e elegância, é imprescindível ter esta bela camiseta com os dizeres "Eu saí da Matrix. E você?". Seus amigos vão babar!


 
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