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A UNIDADE
sex, 27 de fevereiro, 2004
 


Sinceramente, não vejo problema entre o bloco de tempo do universo e a reencarnação. Afinal, o "tempo blocado" existe, mas não é como eu ou você o percebemos, já que estamos aqui no labirinto (a teoria da relatividade já nos mostrou isso). A consciência se manifesta neste "nichos de tempo", indo e voltando, quando na realidade só existe UM tempo. Isso não é loucura, são aplicações da própria física. Partindo deste principio, podemos ter até mesmo uma cópia de você se manifestando em vários universos simultaneamente, e isso também é física.

Stephen Hawking nos diz, na sua teoria do Tempo imaginário, que o "Universo seria completamente independente e nunca afetado por qualquer coisa fora dele. Não seria criado nem destruído. Apenas SERIA".

Infelizmente, quando pensamos no tempo/espaço como UM, pensamos em coisas simples ou simplórias, quando isso não é verdadeiro para um (ou vários) Universo(s) gerenciando múltiplas consciências. Nós não vemos o indivisível como algo ordenado, funcional. Ainda estamos presos ao pensamento mecanicista de que, quanto mais engrenagens/peças, mais mobilidade, mais complexidade, MELHOR. O "zero" não é igual a "nada". Na verdade, para os hindus, é igual ao TODO.


Referência:
Entrevista com Amit Goswami no Roda Viva


 
- publicado às 12:00 AM Sem comentários
O CONTATO, POR SAGAN
qui, 26 de fevereiro, 2004
 


Não importa o nosso aspecto, aquilo de que somos feitos ou de onde viemos. Desde que vivamos neste universo e tenhamos um talento modesto para a matemática, mais cedo ou mais tarde descobri-lo-emos. Já aqui se encontra. Está dentro de tudo. Não precisamos deixar o nosso planeta para o encontrarmos. No tecido do espaço e na natureza da matéria, como numa grande obra de arte, encontra-se, em letras pequenas, a assinatura do artista. Erguendo-se acima de humanos, deuses e demônios, subsumindo zeladores e construtores de túneis, existe uma inteligência que antecede o Universo.

(Carl Sagan; Contato)


Referência:
Contato (o filme)


 
Ciência, Filosofia - publicado às 12:00 AM 1 comentário
ARQUIVOS AKÁSHICOS
qua, 25 de fevereiro, 2004
 


Já sabemos que o tempo é uma ilusão. Estamos vivendo eternamente no "agora", mas este agora é, óbvio, uma ilusão, causada pelas limitações de nossa mente. Podemos acessar o passado através das nossas lembranças, e também podemos acessar (em raros momentos e de forma espontânea) um possível futuro, por meio de pré-cognições, dejavu, sincronicidades, etc. Quando entramos num estado de Samadhi, um êxtase místico, sentimos que não existe passado ou futuro, e nem mesmo uma separação entre você e os outros (uma planta, um animal ou outra pessoa). O que podemos concluir daí é que, no nosso planetinha de ilusões, não existe fim nem começo, pra quem "vê de fora", atingindo um estado Búdico (O que não é motivo pra se revoltar, cruzar os braços e não fazer mais nada. O futuro é baseado em nossas tendências, nossa probabilidade de executarmos uma ação. Sejamos ação, então!).

Um exemplo dessa possível "visão Akáshica" poderia estar abaixo: uma garotinha passa por diversos tipos de emoções num período de 1 dia (ou 1 ano, não importa). Uma vez que alguém possa acessar os arquivos Akáshicos vai rever todas as mudanças linearmente, mas podendo acessar de um ponto qualquer, como num DVD. Um Buda (iluminado) poderia (em tese) ter uma visão completa (vendo tudo ao mesmo tempo), afinal ele não está limitado pela mente (que cria a ilusão de linearidade), e de quebra ainda poderia acessar as possibilidades futuras pra aquela pessoa.


Poderíamos também enveredar pela teoria dos universos paralelos, em que cada ponto da imagem pode ter dado origem a outras sensações, outros sentimentos, que não o linear, e essa é uma possibilidade científica! Teríamos então uma outra garotinha num universo paralelo que NÃO chorou, e ainda outra, em outro universo, que permaneceu de nariz empinado por mais um tempo. Quem sabe? Eu não sei, mas a possibilidade existe...

Do "lado de lá" é possível acessar os registros Akáshicos, mas, se formos ver pelos livros espíritas, parece ser uma coisa da minoria (seres com maior poder de concentração). Os que não dominam a "arte" podem ter acesso a alguns esses registros nas bibliotecas, como a jovem Patrícia, do livro Violetas na Janela, que descreve uma sala de vídeo para pesquisas:
"É um galpão enorme repartido em salas, conforme o assunto a ser ventilado. São lugares confortáveis e agradáveis. Há em cada uma das salas vários e eficientes computadores que podem ser ligados por controle remoto. Na frente de cada aparelho há dez poltronas muito bonitas e confortáveis. Comparando, podemos dizer que estas salas são uma mistura de cinema-televisão-computadores aperfeiçoados. Mas o que mais gostei foi usar este processo para ver, conhecer as obras de Allan Kardec. Vemos imagens dele e de sua equipe encarnada e desencarnada trabalhando em cada obra. Allan Kardec estudando, pesquisando, sendo orientado pelos benfeitores que o ajudaram. Ver São Luiz, Santo Agostinho e tantos outros me fascinou."

Ela não "entrou" no tempo pra ver essas cenas. Alguém as reproduziu através do pensamento, e de alguma forma (holografia?) armazenou isso no "computador". Aliás, toda a tecnologia do lado de lá (inclusive roupas) é plasmada pelo pensamento, porque a matéria é tão maleável que é facilmente modificada (se tem gente que entorta colher aqui, com essa matéria densa, imagine lá...).

Oráculo por duas vezes disse que em breve vai ser criado aqui um tipo de aparelho, que vai deixar o computador tão obsoleto quanto a TV ficou com a chegada do computador (eu desconfio que seja esse "computador" do livro!). Explicou que o que temos aqui são cópias grosseiras da tecnologia do plano espiritual, e que os cientistas do "lado de lá" encarnam aqui com a idéia (inconsciente, claro) de reproduzir a tecnologia de lá aqui na Terra, e fazem o possível com o que dispõem de recursos. A tecnologia aqui está chegando num ponto em que isso será finalmente possível, e essa nova máquina será operadas pelo pensamento. Quase 1 mês depois dela falar isso, saiu na net a notícia da primeira tela de PC holográfica, em que a pessoa podia manipular os objetos no ar. E também a notícia dos implantes nos macacos, que conseguiam assim controlar pelo pensamento um braço biônico (uma mistura dessas duas tecnologias poderia proporcionar essa máquina, num futuro próximo).

Mas, voltando aos Arquivos Akáshicos, sempre que eu aprendo essas teorias "malucas", eu tento ver pelo lado prático: por que o pessoal do "lado de lá" não dá uma mãozinha à justiça, pra tornar o nosso mundo um lugar mais decente? Seria fácil para os espíritos evoluídos ver nos Arquivos Akáshicos e, através de um médium, dedurar criminosos, estupradores, etc, não é mesmo? (É a mesma coisa dos alienígenas: Se eles existem, por que raios não pousam logo na Casa Branca, ou fazem uma visitinha à Torre Eifel e dão uma entrevista à CNN?). Mas eles não o fazem, pois seria interferir no "experimento" a que somos submetidos, que nem ratos. Seria assim violar as regras da "prisão". As coisas ruins que acontecem não são planejadas diabolicamente por eles (nem as boas), e sim acontecem por "alquimia", influenciadas pelo nosso livre arbítrio. Peças num tabuleiro de xadrez, que se cruzam uma vez e, dependendo de como elas se moverem, podem acabar matematicamente predestinadas a se encontrar de novo. Causa e efeito, norteando a evolução, como explica Mikhaël Aïvanhov:

"Para os seres humanos, a existência é apenas uma série de necessidades que eles são impelidos a satisfazer... Necessidade de comer, de beber, de dormir, de se abrigar, de trabalhar, de passear, de ler, de escutar música, de encontrar pessoas, de amar, de refletir, de admirar... não acabam mais! A Inteligência cósmica decidiu assim para que a humanidade se desenvolva em todas as direções e em todos os planos. Assim que nasce uma nova necessidade, ao mesmo tempo surge um novo problema para o qual é preciso encontrar uma nova solução. Toda a nossa vida, portanto, é uma série de exercícios e de experiências que devemos fazer para encontrar as melhores soluções com o objetivo de percorrer o caminho da evolução."


 
Metafísica - publicado às 12:00 AM Sem comentários
CURIOSIDADE SOBRE A NOITE
sáb, 21 de fevereiro, 2004
 


Em todos os idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8...
A letra N é o símbolo matemático de quantidade infinita (exemplos: "n" dimensões ou "n" espaços) e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!

Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano: notte = n + otto


 
Geral - publicado às 12:00 AM 1 comentário
A GNOSE DA ALMA
sex, 20 de fevereiro, 2004
 


O trecho a seguir foi retirado do livro O Evangelho Aquariano, de Levi H. Dowling. Ele nos mostra uma reunião de sábios, no tempo de Jesus, falando sobre a gênese e evolução do que nós somos, de forma magnífica, e se encaixando dentro do tema dos posts anteriores:

"A era em que estamos entrando é a Era da Preparação, e todas as escolas, governos e ritos de culto devem ser esboçados de maneira simples para que os homens possam compreender. Neste conselho, devemos esculpir o modelo para a Era vindoura, e devemos formular a Gnose do Império da alma, que se baseia em sete postulados. Cada sábio, por seu turno, formulará um postulado; e eles serão a base dos credos humanos enquanto não chegar a Era perfeita.

Então Meng-tse escreveu o primeiro:
Todas as coisas são pensamentos; toda vida é uma atividade do pensamento. Todos os seres são apenas fases manifestas do único grande pensamento. E Deus é Pensamento, e o Pensamento é Deus.

Então Vidyapati escreveu o segundo postulado:
O Pensamento eterno é uno; em essência é dois - Inteligência e Força; e quando respiram, nasce um filho; o filho é o Amor. E assim surge o Deus Trino e Uno a que os homens chamam Pai-Mãe-Filho. Este Deus Trino e Uno é um; mas como a unidade da luz, ele em essência é sete. E quando o Deus Trino e Uno respira, diante dele aparecem sete Espíritos; são os atributos criadores. Os homens chamam-nos de deuses menores, e criaram o homem à sua imagem.

Então Gaspar escreveu o terceiro:
O homem era um pensamento de Deus, formado à imagem do Setenário, revestido com as substâncias da alma. E seus desejos eram fortes; queria manifestar-se em todos os planos da vida, e dos éteres das formas terrenas fez um corpo para si, e assim desceu ao plano da terra. Na descida, perdeu seu direito inato; perdeu sua harmonia com Deus e tornou dissonantes todas as notas da vida. Desarmonia e mal são a mesma coisa; portanto, o mal é obra do homem.

Ashbina escreveu o quarto:
As sementes não germinam na claridade; não brotam enquanto não encontram a terra e se escondem da luz. O homem era uma semente de vida eterna; mas nos éteres do Deus Trino e Uno a luz era demasiado forte para que sementes brotassem. E então o homem buscou o solo da vida carnal, e na escuridão da terra encontrou um lugar onde poderia gerninar, e crescer. A semente deitou raízes e cresceu em sua plenitude. E a árvore da vida humana está subindo do solo das coisas terrenas e, pela lei natural, vai chegando à forma perfeita. Não há atos sobrenaturais de Deus levando o homem da vida carnal para a bem-aventurança do espírito; ele cresce como cresce a planta, e no devido tempo chega à perfeição. O atributo da alma que dá ao homem possibilidade de elevar-se à vida espiritual é a pureza.

Apolo escreveu o quinto:
A alma é levada para a luz perfeita por quatro corcéis brancos, que são: Vontade, Fé, Caridade e Amor. O homem tem poder para fazer tudo o que quer fazer. O conhecimento desse poder é fé; e quando a fé age, a alma começa seu vôo. A fé egoísta não leva à luz. Não há peregrino solitário no caminho da luz. Os homens só atingem as alturas ajudando outros homens a atingi-las. O corcel que leva ao caminho da vida espiritual é o Amor; o Amor altruísta e puro.

Matheno escreveu o sexto:
O Amor universal de que Apolo acaba de falar-nos é filho da Sabedoria e da Vontade divinas, e Deus mandou-o à terra encarnado para que o homem possa conhecê-lo. O Amor universal de que falam os sábios é Cristo. O maior mistério de todos os tempos reside na forma como Cristo vive no coração. Cristo não pode viver nas cavernas úmidas das coisas carnais. É preciso travar as sete batalhas, conquistar as sete vitórias para livrar-se das coisas carnais como o medo, o egoísmo, as emoções e o desejo. Feito isto, o Cristo toma posse da alma; o trabalho está feito, e o homem e Deus são um.

E Fílon escreveu o sétimo:
Um homem perfeito! A natureza foi criada para levar até o Deus Trino e Uno um ser assim. Esta realização é a suprema revelação do mistério da vida. Quando todas as essências das coisas carnais tiverem sido transmutadas em alma, e todas as essências da alma tiverem retornado ao Santo Alento, e o homem chegar a ser um perfeito Deus, o drama da Criação estará concluído. E isto é tudo.

E todos os sábios disseram: Amém."


 
Cristianismo, Holismo - publicado às 12:01 AM Sem comentários
EVANGELHO AQUARIANO
 


Este é o nome do livro que estou lendo agora. Foi escrito por Levi H. Dowling, capelão do exército americano, em 1884. Levi foi graduado em duas escolas médicas e tinha ávido interesse nas vibrações etéricas (no séc 19 os cientistas chamavam de "éter" o plano sensível onde os fenômenos paranormais ocorrem, como materializações, polteirgeist, etc). Durante 40 anos Levi estudou, meditou e orou, e de alguma forma supostamente adquiriu a capacidade de "navegar" pelo éter, onde todos os nossos movimentos (e todos os nossos pensamentos) estão gravados. Isso é chamado de "Memórias do Akasha" (a memória do Universo). Os "Registros Akáshicos" são o que os hebreus denominavam de "O Livro das Memórias de Deus".

E Levi foi atrás da história de Jesus, e a viu. Repassava-a diversas vezes, até obter uma transcrição fiel do que via, e escreveu tudo no que se tornou o "Evangelho Aquariano". O livro traz os fatos relativos a períodos obscuros da vida de Jesus, principalmente dos 13 aos 30 anos. Sua peregrinação à Índia, Tibet, Pérsia, Assíria e Grécia; a iniciação no Templo de Heliópolis, no Egito; a reunião do "conselho dos 7 Sábios do Mundo" em Alexandria; os ensinamentos a respeito do karma e da reencarnação; o significado esotérico das passagens das eras e revelações sobre a ressurreição.

Um parente perguntou a Oráculo se essa história era "verdadeira", e ela confirmou que Levi realmente viu a vida de Jesus como num filme. Fiquei obviamente curioso de ler, e felizmente esse mesmo parente me presenteou com o livro (obrigado!). Comecei lendo-o com ceticismo, procurando pontos de convergência com o que se presume ser o Jesus histórico, mas depois os ensinamentos se sobressaíram com tal beleza e clareza que já não importava se era a "verdade humana" - Se foi Arquivo Akáshico ou viagem na maionese do Levi, isso deixou de importar - pra mim aquilo era algo acima da "veracidade", ou seja, uma Verdade no sentido Shin da coisa.

Um trechinho do livro:

Na manhã seguinte, antes do nascer do Sol, Jesus e os doze foram a uma montanha perto do mar para rezar; e Jesus ensinou aos doze discípulos como orar. Ele disse:
A oração é a comunhão íntima da alma com Deus; Por isso, quando rezardes, não vos enganeis como fazem os hipócritas que gostam de andar pelas ruas e sinagogas vertendo seu palavreado para agradar os ouvidos dos homens. E ostentam ares piedosos para conseguir admiração dos homens. Buscam o louvor dos homens e têm recompensa assegurada. Mas quando orardes, recolhei-vos no interior de vossa alma; fechai todas as portas e, no santo silêncio, orai. Não precisais dizer um monte de palavras, nem ficar repetindo frases como fazem os gentios. Dizei apenas:

Nosso Pai-Deus que estás no céu, santo é o teu nome. Venha a nós teu reino; seja feita a tua vontade assim na terra como no céu.
Dá-nos o pão de que necessitamos hoje;
Ajuda-nos a esquecer o que os outros nos devem para que nossas dívidas possam ser canceladas.
E protege-nos das seduções do tentador, demasiado grandes para que consigamos resistir-lhes;
E quando vierem, dá-nos força para superá-las.


Referência:
Comprar o livro (com capítulo 7 online para leitura)


 
Cristianismo, Holismo - publicado às 12:00 AM 2 comentários
EM TEMPO:
qui, 19 de fevereiro, 2004
 


Não quero passar com esses posts a idéia errônea que estudantes superficiais da "Nova Era" adquirem de que "eu sou Deus e o mundo está sob meu controle!" (Basta uma diarréia no meio da rua pra botar essas pessoas no seu devido lugar). Também não quero passar a idéia de que "nós construímos o sistema Deus" (uma idéia até sedutora, mas MUITO arrogante). O universo não existe só pro ser humano brincar de Deus. Alguém ou algo estruturou, há tempos imemoriais, as Leis que vemos reger essa sinfonia cósmica, e definitivamente não foi a mente humana (essa, que ainda se deixa iludir pela matéria). O que pretendo aqui é restaurar o papel de direito e, consequentemente, a responsabilidade do Ser Humano nesta sinfonia. Nós não criamos o "sistema Deus", esse que nos serve de suporte, mas o manipulamos o tempo todo, dentro das nossas possibilidades. Criamos, timidamente, em escala macro ou microscópica, seja na realidade perceptível ou imperceptível aos nossos sentidos. Criamos quando damos comida a quem passa fome; Criamos quando permitimos que alguém Crie; Criamos com um sorriso de aprovação, ou com um olhar de desagravo. Criamos possibilidades infinitas quando ensinamos e quando permitimos que alguém nos ensine. Coisas muito maiores poderemos fazer, a depender da nossa dedicação, disciplina e força (que não é a força física).

Assim como a Trindade Hindu, nós Criamos, mantemos, e também destruímos. Mas outras inteligências superiores à nossa, que não podemos distinguir senão refletidas nas suas grandes obras, também fazem o mesmo.

Quem tiver olhos de ver, que veja.


 
Pensamentos - publicado às 12:00 AM 2 comentários
O UNIVERSO HOLOGRÁFICO
 


Existe uma realidade objetiva?

Continuando nosso passeio pelo mundo holográfico, vamos aprofundar a questão levantada pelo funcionamento do cérebro, no post anterior. E se não só o cérebro funcionasse como um holograma (armazenando as informações onipresentemente), mas também todo o Universo?

Em 1982, uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect descobriu que, sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras, a despeito da distância que as separe. Não importa se esta distância é de 10 metros ou de 10 bilhões de Km. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

O físico quântico David Bohm (que trabalhou com Einstein), por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam que a realidade objetiva não existe, que - a despeito da aparente solidez - o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. A natureza de "todo em cada parte" de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito de que a melhor maneira para entender um fenômeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Se formos usar essa abordagem com algo construído holograficamente não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.

Bohm acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contato umas com as outras (a despeito da distância que as separa) não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele sugere que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração:

Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral. Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles. Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras e for levado somente pelos sentidos, você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.

Segundo Bohm, a aparente "ligação mais rápido que a luz" entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda. Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo, e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá: Um tipo de "depósito" de Tudo que é.

Se a "concretividade" do mundo nada mais é do que uma realidade secundária, e o que "está lá" é um borrão de freqüências holográfico, e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva?

Um outro aspecto do armazenamento de informações do holograma é a possibilidade de, ao mudar o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, ser possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação. Ora, se o universo possui esta característica holográfica, o que seriam os planos astrais e o "mundo dos mortos" senão um outro "ângulo de registro"? Acontece que nem todo mundo possui o "laser de leitura" pra poder acessar esta informação, enquanto os médiuns possuem, instintivamente, esta "chave". Onde um médium vê uma Aura, outro pode ver os Chakras, outro os Nadis, e provavelmente um não verá o que o outro vê, porque seus "lasers de leitura" estão "calibrados" pra certo "ângulo". Certas pessoas ainda conseguem "navegar" por essas diversas camadas, mentalmente ou até fisicamente.

Não seria difícil supor que, com base nesses fatos, a idéia de que algo "está lá" ou "não está lá" é mera convenção/consenso, porque o que chamamos de realidade é formulado e ratificado a nível de inconsciência humana, a qual todas as mentes estão interligadas (o equivalente ao inconsciente coletivo, de Jung). Sendo assim, o que somos hoje é um reflexo do que projetamos (consciente e inconscientemente) pra nós mesmos: a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência. Se levarmos isso pro patamar da cura, veremos a chave para alguns "milagres" de Jesus, em que ele sempre dizia: foi tua fé que te curou.

Na ciência tudo é discutível, não existem dogmas nem verdades absolutas. Pode ser que outra teoria explique melhor essa comunicação instantânea entre as partículas subatômicas mas, no mínimo, como observou Basil Hiley (um físico do Birbeck College de Londres), os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade".

Já era tempo...


Ler em espanhol (por Teresa)


Fonte:
Universo holográfico (texto maior);
Laboratório Holográfico


 
5 estrelas, Ciência, Internacional - publicado às 12:00 AM 9 comentários
O CÉREBRO HOLOGRÁFICO
ter, 17 de fevereiro, 2004
 


Um dos grandes mistérios da humanidade, além dos insondáveis oceanos e o espaço sideral, é algo que pode ser mesurado, analisado, cortado, pesado, mas que continua desafiando os cientistas: o cérebro humano. Como nós processamos as informações, aprendemos, recebemos novos estímulos, raciocinamos e nos tornamos conscientes de nossa condição? Milhares de pessoas nos campos da neurofisiologia, psicologia, religião etc. têm tentado se voltar para estas questões. Mesmo com a enorme quantidade de dados que têm sido acumulada, existem ainda omissões fundamentais na descrição de como nós adquirimos estas funções básicas. Um dos maiores quebra-cabeças é a maneira pela qual o nosso cérebro armazena informação. Nenhuma relação uma-a-uma foi detectada entre uma determinada célula cerebral ou grupo de células e um pensamento particular ou memória. Se fosse assim, isto seria possível de ser verificado, pela remoção de áreas selecionadas do cérebro e observação da perda de uma característica particular aprendida. Um dos fatos mais estabelecidos (ainda que mais desconcertantes) sobre os mecanismos do cérebro e a memória é que grandes destruições dentro do sistema neural não prejudicam seriamente a sua função. O biologista Karl Lashley e outros pesquisadores descobriram isto pela primeira vez nos anos 50, ao remover de 80 a 99% das estruturas neurais, como o cortex visual, em vários animais. Eles observaram que, inacreditavelmente, isso resultava em nenhum efeito sobre o reconhecimento de uma característica visual previamente aprendida. De alguma maneira, a informação estava armazenada em algum outro lugar. Lashley descobriu que "enquanto a intensidade da lembrança estava em proporção com a massa do cérebro, nenhum tipo de remoção do cérebro inteiro poderia interromper a lembrança totalmente. Isto o levou-o a postular que "a intensidade da memória depende da massa total do cérebro, mas a memória é registrada onipresentemente através do cérebro". Karl Pribram aperfeiçoou a teoria nos anos 70, comparando-a com a holografia.

Quando um holograma é feito, a informação sobre o objeto é armazenada em todos os lugares da placa. Se o holograma é partido, uma pequena parte ainda conterá uma perspectiva do todo. O único modo de eliminar a imagem completamente é jogar fora o holograma inteiro. Soa familiar? Na verdade, Rodieck demonstra "que as equações matemáticas descrevendo o processo holográfico encaixam exatamente com o que o cérebro faz com a informação".

Isto é mais que uma coincidência? Em caso afirmativo, então o que funciona como mecanismo de armazenamento? E de que tipo de luz ele é formado?
Os hologramas não precisam necessariamente ser formados com luz visível como o fazem nossas placas (por exemplo, hologramas acústicos ou mesmo ondulações num tanque). Eles podem ser formados na presença de qualquer ação ondulatória (vibração!). E não é necessária a presença de ondas físicas como as utilizadas para a criação de um holograma, mas antes um padrão de interferência, uma coeficiente de relações harmônicas. Assim, tudo que precisamos procurar é um mecanismo que crie padrões de interferência no cérebro e os armazene.

Vamos considerar o seguinte modelo: o cérebro é um holograma. A mente é a imagem holográfica. Os neurônios individuais são análogos aos grãos de prata na placa holográfica. Como os grãos de prata, cada neurônio carrega uma perspectiva extremamente limitada e tem uma importância real pequena. Como um agregado, entretanto, uma enorme capacidade de armazenamento de informação é obtida. O sistema operaria da seguinte maneira: nova informação sensorial é recebida pelo cérebro. Esta nova informação não pode se auto-armazenar, mas já interage e interfere com toda a memória e experiência passadas do organismo. As "experiências passadas" agem como um quadro de referência para os novos estímulos. Quase imediatamente este novo conhecimento se mescla com as informações do quadro de referência, aprende com ele, e se torna parte dele para analisar novos dados. Ou seja: o novo é constantemente comparado com o velho, assimilado, e então usado para avaliar novos estímulos. O padrão de interferência resultante pode então ser armazenado onipresentemente através do cérebro como faria qualquer outro padrão de interferência.

O leitor astuto poderia perguntar: se a informação é distribuída através do cérebro, por que então certas áreas parecem se especializar em funções específicas? Pode-se influenciar a visão, a audição, o paladar e outros inputs pelo estímulo de áreas apropriadas do cérebro. Este aparente paradoxo pode ser resolvido ao considerar-se que, por analogia, em uma placa holográfica convencional, maiores densidades de franjas são localizadas em algumas áreas, menos em outras. Assim, a imagem pode aparecer mais brilhante quando se olha através de certas áreas da placa, e mais fraca onde talvez menos exposição ou proporção de feixe estão presentes. Nós podemos imaginar um fenômeno similar ocorrendo no cérebro, com densidades variadas para diferentes características, localizadas em diferentes áreas específicas. Como as áreas de maior densidade tenderão a agir como fontes de referência mais forte, novos inputs de uma mesma natureza encontrarão um armazenamento mais eficiente nestes locais. Agora, se uma seção do cérebro é removida, a informação será armazenada nas áreas remanescentes, apenas com a redução da capacidade de resolução.

Para ajudar a visualizar o sistema de armazenamento holográfico da memória em ação, nós podemos comparar o processo cognitivo de um adulto com o de uma criança recém-nascida:
Quando um adulto vê uma maçã, ocorre um reconhecimento quase instantâneo. O adulto, tendo visto, provado ou ouvido outros descreverem maçãs inúmeras vezes, necessita um pequeno input sensorial novo para uma identificação rápida e eficiente. O forte fotograma de referência "maçã" do adulto pode ser comparado a olhar um holograma com uma forte iluminação, produzindo uma imagem brilhante. O bebê, por outro lado, não teve nenhuma experiência anterior com uma maçã para influenciar seu primeiro contato com ela. É verdade, existem processos cognitivos genéticamente obtidos que permitem algum grau de percepção do objeto, mas o reconhecimento da maçã como maçã ocorre apenas através de repetidas exposições a ela. O bebê começa com um quadro de referência fraco, mas a cada momento sucessivo, a interferência cognitiva acontece (a experiência do momento prévio é adicionada à memória do próximo momento, ou quadro de referência). A nova informação agora interfere com este novo produto. Eventualmente, este processo em andamento resulta na produção de um quadro de referência com força suficiente para requerer uma estimulação sensorial nova muito pequena para haver reconhecimento.


Ler em espanhol (por Teresa)


Fonte:
Laboratório Holográfico (Texto original, e mais completo)

Leia também:
O universo holográfico


 
5 estrelas, Ciência, Internacional - publicado às 12:00 AM 7 comentários
PLATÃO E O UM ANEL
dom, 15 de fevereiro, 2004
 


Uma possível fonte de inspiração para história do livro de J. R. R. Tolkien O Hobbit (praticamente um prelúdio para a trilogia de O Senhor dos Anéis) pode ter sido Platão, no livro A República (Cap. II), onde Glauco tenta convencer Sócrates de que a injustiça é melhor que a justiça, com a história do Anel de Giges:

É a história de um anel mágico, que um pastor encontra por acaso. Basta virar a pedra do anel para dentro da palma para se tornar totalmente invisível, e virá-la para fora para ficar novamente visível. Giges, que antes era tido como um homem honesto, não foi capaz de resistir às tentações a que esse anel o submetia: aproveitou seus poderes mágicos para entrar no palácio, seduzir a rainha, assassinar o rei, tomar o poder, exercê-lo em seu único e exclusivo benefício. Quem conta a história (Glauco) conclui que o bom e o mau, ou os assim considerados, só se distinguem pela prudência ou pela hipocrisia, em outras palavras, pela importância desigual que dão ao olhar alheio ou por sua habilidade maior ou menor para se esconder... Se ambos possuíssem o anel de Giges, nada mais os distinguiria: "ambos tenderiam para o mesmo fim". Isso equivale a sugerir que a moral não passa de uma ilusão, de uma mentira, de um medo maquiado de virtude. Bastaria poder ficar invisível para que toda proibição sumisse e que, para cada um, não houvesse mais que a busca do seu prazer ou do seu interesse egoístas.

Interessante como Tolkien usa a mesma premissa, mas botando a "culpa" do mal no anel, e não só no portador do anel (embora Gandalf sugira que o anel não pode criar o mal em quem não tem o mal no coração).


Por falar em Senhor dos Anéis, pelo visto alguém da produção do filme andou sacaneando o Tolkien...

 
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DÍVIDAS E REENCARNAÇÃO
sex, 13 de fevereiro, 2004
 


No livro A República (Cap. II), de Platão, vemos que a idéia de reencarnação poderia estar entranhada na cultura grega, mas de forma não totalmente clara, na fala de Adimanto:
"Dizem, com efeito, que o homem piedoso e fiel aos seus juramentos revive nos filhos dos seus filhos e na sua posteridade. Quanto aos ímpios e injustos, mergulham-nos na lama do Hades (inferno) e os condenam a transportar água num crivo; durante a vida, os condenam à infâmia, e todos esses castigos que Glauco enumerou a propósito dos justos que parecem injustos são aplicados aos maus."

Até aí tudo perfeito do ponto de vista espiritual, mas então surge a seguinte frase:
"Mas no Hades sofreremos as penas da injustiças cometidas neste mundo, nós ou os filhos dos nossos filhos".

Podemos ver aqui um conceito que aparece no judaísmo também, e mostra que os antigos conheciam a noção de "karma" como uma ação que volta para você (como uma pena, pelo menos). Mas há aí uma deturpação na lógica da frase, pois, seguindo o raciocínio desenvolvido no começo, o correto não seria OU, e sim SENDO os filhos, ou ATRAVÉS dos filhos... como está no texto, parece até que os filhos vão pagar pelas injustiças que os pais fizeram. Se a punição fosse apenas um capricho dos Deuses, porque não seria sobre os filhos e os filhos destes? Por que somente a partir dos netos? Ora, porque você não pode reencarnar como seu filho, claro!! É nos netos e nos filhos destes que reside a primeira possibilidade de você voltar à Terra (considerando-se que você já tenha morrido, claro!).

Vemos essa mesma idéia na Torah (Velho testamento):

Eu, Iahvéh teu Deus, sou um Deus zeloso, que visito a culpa dos pais sobre os filhos, na terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo, com benevolência (ou misericórdia) por milhares (ou infinitas) de gerações, sobre os que me amam e guardam os meus mandamentos
(Êxodo 20:5-6)

Isso fica ainda melhor explicado em Gênesis:

Quanto a ti, em paz iras para os teus pais, serás sepultado numa velhice feliz. É na quarta geração que eles voltarão para cá porque até lá a falta (ou erro, ou delito) dos amorreus não terá sido pago
(Gênesis 15:15-16)

Iahvéh passou diante dele e exclamou: "Iahvéh, Iahvéh, Deus piedoso e misericordioso, tardio em irar-se, e grande em benignidade e verdade, que guarda benignidade por milhares (ou infinitas) de gerações, que perdoa a iniquidade, rebelião e pecado, e não livra o culpado que não faz penitência, visita a iniquidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, sobre terceiras e quartas gerações ou sobre netos e bisnetos"
(Êxodo 34:6-7)


Ei, mas peraí! Ele diz "visita a iniquidade dos pais nos filhos". Como pode? Ora, o texto grego está dentro do conceito de reencarnação, quando fala em reviver, enquanto aqui se fala em iniquidade, maldade. Bem, você colhe o que planta, como Jesus disse. Vai colher os filhos que merece (provavelmente pessoas que você prejudicou nesta ou em outras vidas), já pra ir se orientando. Mas esse trecho da Torah não seria só uma sacanagem de Moisés pra botar medo no povo ignorante? Não creio. Apesar do estilo bem rude (feito pra um povo rude) ele está de acordo com as Leis Kármicas pois, como vemos em Deuteronômio, não há de forma alguma injustiça:

Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos morrerão pelos pais. Cada homem será morto pelo seu pecado
(Deuteronômio 24:16)

Quantas vezes se apagará a candeia dos perversos, e lhes sobrevirá a calamidade ou colheita do mal (ou infelicidade)?
(Jó 21:17)


Em Gênesis vemos um diálogo de Abraão (patriarca de Israel) com Iahvéh, onde o primeiro esboça preocupação com a punição a quem não a merece:

Destruirás o justo com o pecador? Talvez haja cinquenta justos dentro da cidade. Também destruirás e não perdoarás o lugar pelos cinquenta justos? Longe de ti fazer tal coisa, de matar o justo com o pecador; e será assim o justo igual ao pecador? Longe de ti! Aquele que é juiz de toda a Terra não fará justiça?
(Gênesis 18:23-33)


Vemos ainda a simplicidade com que se reportam a Deus. Como um juiz, alguém que tem poder e desejo de fazer justiça. A verdade é revelada a cada povo de acordo com sua capacidade de entendimento, no tempo certo... Felizmente a Cabalá devolveu ao "arquétipo Deus" a sua verdadeira onipotência.

OBS: Os textos bíblicos foram re-traduzidos do hebraico por Severino Celestino da Silva, no livro Analisando as traduções bíblicas, e me parecem ser as mais corretas, pois no livro mostra as possíveis interpretações de cada palavra do hebraico.

Peço que meditem sobre a profunda simbologia contida nesta frase:

Pergunta às gerações passadas e medita a experiência dos antepassados. Porque somos de ontem, não sabemos nada. Nossos dias são uma sombra sobre a terra
(Jó 8:8-9)


 
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MECANISMOS DA PSICOGRAFIA
qui, 12 de fevereiro, 2004
 


Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos leitores das mais diversas religiões, pelo motivo de que ultimamente o blog tem ficado muito espírita. É que no momento estou me aprofundando nos mecanismos de interação dos planos espirituais com o material, e o espiritismo é quem dispõe dos melhores subsídios. Isso porque André Luiz (através da mediunidade de Chico Xavier) era médico antes de desencarnar, e nos relatou muitas dessa ligações (obsessões, psicografia) em seus livros de forma muito detalhada. Com base neste mail quero tratar agora da psicografia, que a maioria acha que é muito fácil, basta o espírito incorporar e pronto, já sai escrevendo. Mas não é bem assim. É preciso um certo conhecimento do corpo humano - por parte do espírito - pra saber "quais botões apertar" pra obter uma psicografia limpa, sem muitas interferências do médium.

Em Missionários da Luz André Luiz descreve a sua percepção de uma sessão de psicografia. Ele destaca a idéia de que o médium não é um ser passivo, um mero aparelho, mas um espírito, tendo por conseqüência participação ativa no fenômeno da psicografia. Ele descreve minuciosamente as intervenções que os espíritos fazem no sistema nervoso dos médiuns e, posteriormente, se detém na glândula pineal, descrevendo o seu papel nas comunicações mediúnicas de uma forma geral. Ela, entre outras funções, participaria no processo de "recepção e emissão das ondas peculiares à esfera espiritual", que se intensificaria no exercício mediúnico. Outra descrição curiosa diz respeito à atuação dos espíritos no cérebro do médium. André Luiz descreve o espírito "vasculhando" o centro da memória do psicógrafo, minutos antes da comunicação, em busca de elementos que lhe facilitem a expressão das idéias (Oráculo já falou sobre isso. Ela diz que é como montar um quebra-cabeças com as peças disponíveis no cérebro do médium). Outra descrição curiosa diz respeito à atuação de um terceiro espírito junto às "fibras inibidoras do lobo frontal", o que reduziria a influência do médium no fenômeno. O processo de "apossar-se do braço" do médium para escrever se dá com a atuação no cérebro do mesmo, e não diretamente sobre o braço. No livro citado acima, ele registra uma "mudança de coloração da zona motora do cérebro" durante a comunicação através da psicografia, causada, portanto, em decorrência da atuação do espírito (mais detalhes aqui).

Em um outro livro (André Luiz, de 1977) o autor espiritual retoma a discussão dos mecanismos da psicografia, deixando ainda mais clara esta sua afirmação:
"Com base no magnetismo enobrecido, os instrutores desencarnados influenciam os mecanismos do cérebro para a formação de certos fenômenos, como acontece aos musicistas que tangem as cordas do piano na produção da melodia. E assim como as ondas sonoras se associam na música, as ondas mentais se conjugam na expressão." Ou seja, atuam por meio da vibração. Afinal de contas, TUDO é vibração.

Como vêem, o processo é complexo e sujeito a falhas e influências indesejadas do médium. Por isso que Kardec afirma "A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade, para se expandir, de precauções atentas e de cuidados permanentes". Até mesmo Chico Xavier não escapou de errar, quando já estava muito doente e com mais de 80 anos.Certa vez ele psicografou uma carta de um filho desencarnado para a mãe. Ela acreditou em cada palavra, mas, com delicadeza, apontou que três nomes estavam errados. Chico não se fez de rogado: pegou a borracha e apagou o errado, dizendo: "A borracha é como a reencarnação. Apaga o que está errado para escrever o certo."


 
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NOSSO LAR: CIDADE DOS MORTOS
qua, 11 de fevereiro, 2004
 


A idéia de moradas para além do nosso plano físico sempre existiu em nosso imaginário, primeiro com a noção de um "paraíso", depois aperfeiçoada pelos Gregos (Olimpo, a morada dos deuses), Nórdicos (Vahala) e provavelmente em outras culturas (Os Egípcios e Tibetanos têm seu "mundo dos mortos", mas não sei como é a descrição deles).

Com o advento do espiritismo, em 1857, não entraram nesse particular de cidades espirituais, mas quase 100 anos depois foi "liberada" a informação sobre essas colônias, no livro Nosso Lar, de André Luiz, e psicografado por Chico Xavier (e isso deixa até hoje alguns "espíritas" fervorosos irritados... como se Kardec tivesse contado TUDO o que há do lado de lá e não existisse mais nada de novo mesmo 100 anos depois!) que detalha todo o modo de vida das pessoas recém-desencarnadas que vão pra essa cidade, que fica localizada "geograficamente" acima do Rio de Janeiro, mas obviamente em outra vibração. Lá essas pessoas podem se recuperar energeticamente e adaptar-se aos poucos à sua nova "condição". Depois essas cidades foram mencionadas em outros livros, que citam inclusive as Cidades dos Trevosos, controlada por gente barra-pesada.

Nosso Lar é o grande best-seller do espiritismo, e pra quem nunca leu um romance espírita, recomendo esse pra começar. E quem reclama da linguagem rebuscada (dos anos 40) não tem mais desculpa: Maísa, da lista voadores, atualizou o texto para o português atual, sem com isso comprometer o sentido do texto original. Façam o download dessa versão "traduzida" aqui (670kb, formato PDF).

PS: Há quase 150 anos Kardec perguntou aos Espíritos por que não ensinaram desde todos os tempos o que ensinam hoje. A resposta foi: "Não ensinai às crianças o que ensinai aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem o seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou desfiguraram, mas que atualmente podem compreeender. Pelo seu ensinamento, mesmo imcompleto, prepararam o terreno para receber a semente que agora vai frutificar."

Ainda acho que nos tratam como crianças...


Referência:
Desenhos de Nosso Lar, feitos por quem visitou;
Mais informações sobre a cidade;
Nosso Lar (mais sobre o livro);
Nosso Lar (o filme)


 
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ATUAÇÃO DO PERISPÍRITO NA MATÉRIA
ter, 10 de fevereiro, 2004
 


No Site da Associação Médico-espírita do Brasil temos um artigo interessantíssimo do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, que trata de clonagem e da atuação do perispírito sobre a matéria densa. Abaixo, um trecho:

Na estrutura de vácuo de cada átomo, onde, obviamente, não existe matéria, encontramos o perispírito. Este tipo de estrutura é detectado na forma do que os físicos chamam de energia flutuante quântica do vácuo. É o perispírito que está ali. Então o perispírito age sobre o DNA, induzindo-o a se abrir ou a se fechar, conforme as ordens de comando vindas do Espírito. Há uma malha eletromagnética extra-atômica, ligada por uma espécie de túnel com a malha de forças intra-atômicas, representada pela força nuclear fraca, a qual, por sua vez, tem ligação com a energia flutuante quântica do vácuo. Nesse vácuo atômico tem-se todo um campo de grávitons que vai fazer com que haja a agregação de matéria. Para a agregação de matéria há a atuação de uma força gravitacional, então, tem-se uma atração de massas para o corpo que vai sendo formado por células que vão se aglomerando.

Se se observar bem, o útero materno é uma sala de materialização. É aí, nesse câmara escura, que se dá a transdução de matéria "invisivel" para matéria tangível, biológica. No processo de proliferação celular dentro do útero, vai ocorrer um processo de materialização. A molécula do DNA atrai as energias perispirituais não mensuráveis e materializa-as, permitindo a transdução dessa matéria quintessenciada para a matéria biológica.


 
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OS MELHORES FILMES DE 2003
sex, 6 de fevereiro, 2004
 


O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei - Cinema pra mim é diversão e arte. Claro que os dois filmes abaixo foram muito melhores como enriquecimento cultural, mas caramba, eu gosto mesmo é de encher os olhos com magníficas paisagens e viver uma aventura que não seria possível nem aqui nem no outro mundo. :P

Adeus, Lenin! - Lindíssimo, brilhantemente executado, não é chato nem muito piegas, tem coisas muito engraçadas, e aprende-se um pouco da história vista pelos "perdedores" (a Alemanha Oriental). Apesar do filme se passar em 1989, os diretores fizeram uma homenagem a Matrix e ao próprio tema do filme (realidade é aquilo que é posto na sua frente) quando um dos personagens usa uma camiseta com os famosos códigos verdes. Ao lado de Amélie Poulain e Alta Fidelidade, este filme está como uma das lembranças e sentimentos mais agradáveis que o cinema já deixou. A cena da estátua é algo...

Tiros em Columbine - O melhor retrato da cultura norte-americana, sem maquiagens. Ponto.

X-Men 2 - O diretor conseguiu tornar o que já era bom (a melhor adaptação dos quadrinhos já feita, em X-Men 1) em algo melhor. A cena da invasão da Casa Branca já é um "clássico moderno".

O Chamado - Adoro filme de terror (ou "terrir"), e esse tem o mérito de quase ter me "apagado" dentro do cinema (já Ringu eu achei uma droga).

Mênção honrosa:

A Viagem de Chihiro, que provavelmente é muito bom, haja vista as críticas unânimes que recebeu pelo mundo, mas que na minha ignorância não o entendi e, por isso mesmo, não o apreciei como história ou espetáculo.

Hulk, que não foi um grande filme, mas salvou-se como uma magnífica transposição técnica do visual dos quadrinhos para o cinema. A cena de abertura, os quadrinhos divididos pela tela, e o uso de cores com o mesmo tom para parecer uma impressão de revista (o verde esmeralda dos olhos de um dos atores era o MESMO da moldura da porta e do colar de Jennifer Conelly, e isso se repete em várias cenas) foi um primor que merecia ao menos uma indicação ao Oscar de fotografia.


 
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MORTE, O DESCANSO DOS JUSTOS?
 


No livro de Carlos Bacelli (Infinitas Moradas) lê-se que no plano espiritual existem grupos de radicais religiosos que se fecham às demais culturas e não permitem entrada de outros espíritos de forma alguma em suas colônias. Segundo relato do autor, eles continuam com sua crença, fechando-se ao fato da reencarnação.

Um dos livros de Chico Xavier/André Luiz diz que existem certas pessoas simplesmente dormindo à espera do juízo final... é que eles crêem, baseado na interpretação dos grupos religiosos a que pertencem, que quando a pessoa morre fica dormindo até que venha o "Juízo final". E querer é poder. Esse "sono" eterno dá muito trabalho para os amparadores espirituais, pois eles precisam trabalhar com magnetismo e outros processos para reverter essa situação. Pode ser preciso fazer essa pessoa se incorporar num médium, pra que o choque com a força vital densa a desperte, como explicado num mail da voadores.

A morte não santifica as pessoas, nem abre portas que a pessoa NÃO queria ver aberta.

Felizmente nem todos os grupos religiosos concordam com essa interpretação, e mostram na própria Bíblia o porquê.


 
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ORAÇÃO AO TEMPO
qui, 5 de fevereiro, 2004
 


    Caetano Veloso - Oração ao Tempo
Soube hoje que Caetano Veloso fez a música Oração ao Tempo pra uma entidade com esse mesmo nome (ou apelido) que é celebrada nos terreiros de Candomblé no dia 10 de agosto. Essa é sem dúvida uma das músicas mais belas dele, seja em melodia ou letra. A parte final sempre me encanta:
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

"Tempo" é o orixá Iroko (ou Rôco), cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu. Corresponde ao Nkisi Tempo, na Angola/Congo. Iroko é uma árvore africana, que representa a longevidade, a durabilidade das coisas e o passar do tempo. Na mitologia Iroko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes orixás desceram à Terra. Iroko é a própria representação da dimensão Tempo/Espaço, o que lembra muito a mitologia nórdica com a árvore Yggdrasil, que sustenta o Universo e é um caminho pelos diversos mundos. No Brasil a árvore Tempo é representada pela Gameleira branca.


Agora fiquei curioso em saber qual foi a inspiração para a música Força estranha. Sou partidário da teoria de que aquele Caetano dos anos 70 (e das letras e melodias magníficas) foi abduzido nos anos 90 e em seu lugar deixaram um clone, mas sem o mesmo talento :P
Talvez até tenham feito o mesmo com o Chico... Seja como for, aí vai um trechinho da música Um índio, de 1971:

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio.

 
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AIVANHOV
qua, 4 de fevereiro, 2004
 


Recomendo a leitura em especial desse mail, publicado na lista Voadores, que são trechos do livro Poderes do Pensamento, de Omraam Mikhaël Aïvanhov (Coleção Izvor - Edições Proveta - Portugal). Minha admiração pelo estilo simples e direto - embora carregado de sabedoria profunda - de Aivanhov me faz ler todos os textos dele (que estão sendo enviados por canalização, lá na lista Voadores) e não me canso de admirar a beleza da clareza e simplicidade na exposição de suas idéias. Abaixo, alguns trechos do mail:

"O verdadeiro criador é o homem do pensamento; é no pensamento que as coisas se criam. No plano físico nada se cria, copia-se, imita-se, fazem-se uns pequenos trabalhos. A verdadeira criação tem lugar no mundo espiritual. Portanto, mesmo que comandem a matéria, a dirijam e a obriguem a trabalhar para eles, os materialistas perdem o reino do espírito: nivelam-se com a matéria, descem ao seu plano e, portanto,perdem o poder de comandar, perdem a sua força mágica.

É por isso que eu digo para vocês: se souberem utilizar a sua vontade, o seu pensamento, o seu espírito, para dar forma a todos os impulsos que vêm de dentro de vocês, tornar-se-ão criadores, serão grandes forças. Mas não tenham ilusões! Lá porque o seu pensamento obedece vocês, lá porque são capazes de fazer um trabalho de transformação interior, não imaginem que o plano físico também obedecerá a vocês! Muitas pessoas não vêem a diferença e perdem a cabeça porque misturam os dois mundos. Há pouco falei dos enamorados, para os quais, quando têm um encontro marcado, o inverno se transforma em primavera. Essa primavera é real neles, mas no exterior continua a haver inverno. Se eles imaginarem que basta estender a mão e pronto, os pássaros virão cantar... Bem, podem esperar! Pois bem, é o que fazem alguns espiritualistas... Eles imaginam! Alguns até acreditam que, se pronunciarem certas palavras mágicas, se abrirá um rochedo como no conto "Ali-Babá e os Quarenta Ladrões", acreditam que lhes bastará dizer "Abre-te Sésamo!" para encontrarem tesouros que lhes permitirão viver na abundância até o fim da vida. Não, é muito mais razoável trabalhar do que estar assim à espera de tesouros.

Aliás, de uma maneira geral, as pessoas nunca devem iniciar uma atividade espiritual estando demasiadamente seguras de si próprias, pois essa segurança desencadeia outras forças que se opõem à realização. Já deveis ter notado isso. Comprometam-se a fazer determinado trabalho num certo dia e, passado algum tempo, já não têm qualquer desejo de o fazer. Contudo, se na altura em que se comprometerem estiverem sendo sinceros, estarão decididos a manter a sua resolução. Portanto, daqui para o futuro, não prometam muito intensamente, não anunciem os seus projetos a toda a gente, guardem os seus votos e os seus desejos só para vocês; assim, surgirão menos obstáculos a sua idealização. Eis uma questão que é muito importante conhecer.

E, mesmo quando obtiverem uma vitória, não se deixem adormecer, fiquem ainda mais vigilantes, porque o outro lado poderá atacá-los e, se deixarem surpreendê-los, poderão perder todas as vantagens que já adquiriram. São leis; como tudo está ligado, um movimento produzido numa região desencadeia outro movimento na região oposta. É por isso que, quando um Iniciado está a fazer um trabalho muito luminoso para toda a humanidade, mesmo sem querer ele desperta, suscita o outro lado, as trevas. Mas, como sabe isso, toma precauções. Não é por se despertar a hostilidade das forças tenebrosas que se deve renunciar a trabalhar para a luz. Também neste caso é necessário saber como não sucumbir, mas há que continuar o trabalho até à vitória e, ao mesmo tempo, aprender a utilizar as dificuldades como estimulantes."

Omraam Mikhaël Aïvanhov


__________________


Às vezes é preciso "chutar o balde" e o "pau da barraca" para reciclar algumas coisas na vida.
Às vezes o comodismo não é por preguiça, mas por medo e covardia em função da medíocre opinião dos outros.
Às vezes a inércia e o medo do novo é na verdade medo das profundas responsabilidades que desejamos recusar.
O homem mais forte do mundo é o que perdoa, e o mais fraco o que se magoa.

Paz e Luz,
Ramatís, Curitiba, 14/11/2003 - por Dalton Campos Roque


 
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ENERGIA PURA
 


Graças a um diálogo inspirado, transcrito no (finado) blog Resgate Ancestral, fiquei tentado a assistir ao filme Energia Pura (Powder). Ele é um dramalhão, gênero que eu detesto, mas tem lá seus méritos. O personagem principal é o filho bastardo do Professor Tibúrcio (aquele do Castelo Ratimbum), e que por esse motivo acabou sendo criado com os avós, o que resultou numa mistura da Branca de neve com o Bambi. Só que ele tem poderes paranormais e sensibilidade aguçada, ou seja, nasceu com a capacidade que Yogues só conseguem depois de muitos e muitos anos de treinamento, como ler a alma das pessoas, dar choques e eventualmente atrair objetos fál... digo, metálicos.

Abaixo um diálogo do garoto pó-de-arroz com sua primeira e última paquera. Ela pergunta:
- Como as pessoas são por dentro?
- A maioria das pessoas tem a sensação de serem isoladas. Separadas de tudo. Mas não são. Fazem parte de absolutamente tudo e todos.
- Quer dizer que faço parte da árvore? De um pescador na Itália? É difícil acreditar nisso tudo.
- É porque vocês têm um ponto cego, e não conseguem ver além dele (apontando para o centro da testa). Um ponto que lhes diz que vocês são isolados de tudo.
- Então é isso que veríamos se pudéssemos? Que estamos vinculados?
- E veriam como são verdadeiramente belos. E que é possível conversar sem contar mentiras, falar com alguém sem subterfúgios, sem sarcasmo, sem engodos, sem exageros, ou quaisquer coisas que usam pra confundir a verdade.
- Não conheço uma só pessoa que possa fazer isso.

(Deve ser por isso que acabou...)

"É terrivelmente óbvio que a nossa tecnologia excede a nossa humanidade"
(Albert Einstein)


 
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SOLARIS
seg, 2 de fevereiro, 2004
 


No jornal O Globo de 31/01, Arnaldo Bloch fez uma leitura interessante do filme Solaris (do russo Andrei Tarkovsky), traçando um paralelo com nossas vidas. Só que a leitura vai muito mais longe, beeeem mais longe (talvez até não intencionalmente), e quem leu o post sobre o Esquecimento de vidas passadas vai perceber:

Solaris é a história de um planeta cujo oceano materializa memória e imaginação humanas, criando seres confusos que buscam um acerto de contas. Por outro lado, os habitantes de nossas memórias estão realmente vivos na esfera da consciência, como vivas estão as criaturas da imaginação. Os habitantes dessa esfera (bem como nossos amigos, parentes e inimigos), fazem-nos visitas noturnas ou ao amanhecer, dialogam conosco, buscam respostas. Como em Solaris, tratamos mal a nossa "visita indesejada", que pensávamos morta ou distante de nossos pensamentos imediatos. Entramos em pânico ao vê-la novamente tão viva e tão palpável, e, num arroubo, mandamo-la de volta ao espaço, confinada a uma pequena sonda enferrujada, para os cafundós do inconsciente.

Mas ela voltará, desta vez ainda mais sôfrega, confusa e determinada em sua busca de verdades ou, eventualmente, de vingança. Então, trataremos melhor a visita, procuraremos negociar com ela, entender os seus motivos e a sua natureza, não repetir os mesmos erros, conceber um novo processo de conhecimento, um novo diálogo. Mas pode acontecer que este fantasma não se conforme, não entenda nossos motivos, torne-se dependente e passe a nos torturar por um longo período, ou até pelo resto de nossas vidas. Pode acontecer também de nos apaixonarmos (de novo, ou pela primeira vez...), desenvolvendo uma relação arriscada com um ser que não o é mais. Podemos redescobrir a felicidade de estar ao lado deste ser, seja ele quem for, mesmo que seja uma réplica concebida por nossos neurônios convulsivos. Na verdade, muitas vezes, mesmo em vida, deixamos de reconhecer uma pessoa da noite para o dia, isso quando não somos nós mesmos que nos desconhecemos ou nos assustamos com a multiplicidade de formas que nosso rosto e nossa alma tomam.

Como em Solaris, muitas vezes olhamos pelas nossas escotilhas e tudo que vemos é devastação, e nos sentimos sós, desencorajados, desencantados com a marcha humana.
Como em Solaris, podemos estar na iminência de pendurar tiras de papel recortado no ventilador do teto para, na transição da vigília para o sono, acreditar que o ruído é de folhagem ao vento.
Como em Solaris, o planeta e seu oceano vivem. Suas marés podem magoar-se e provocar o retorno de nosso lixo contra nós mesmos. Então, será tarde demais.


 
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